domingo, 5 de julho de 2009

Campeonato Brasileiro > Coxa se impõe e vence o Tricolor no Couto Pereira

* Ricardo Gomes conhece sua primeira derrota no comando do São Paulo

O Coritiba voltou a reagir no Campeonato Brasileiro. E em grande estilo. Na tarde deste domingo, na capital paranaense, a equipe do Coxa venceu o tricampeão brasileiro São Paulo, que está longe de ser o mesmo que dominou o campeonato nas última três temporadas, por 2 a 0 e deixou a zona do rebaixamento.

Embora as duas equipes estejam com a mesma pontuação, o resultado nesse jogo tem impactos totalmente diferentes nos clubes. Para o Coxa, que sobe para a 12ª posição, deixando a incômoda área de queda à Série B, a vitória é como um fôlego a mais para mudar seu rumo no Nacional. Já para o Tricolor Paulista, atual 14º lugar, é definitivamente o sinal de alerta de que as coisas não estão bem em 2009.

O Coritiba também quebrou um tabu: desde 1998, quando derrotou o Tricolor por 2 a 1, o Coxa não vencia o rival paulista jogando em sua casa.

Coxa soberano

O São Paulo tentou tomar a iniciativa da partida, quando aos dois minutos tentou em cobrança de falta de Jorge Wagner que Vanderlei espalmou por cima do gol, mas não demorou muito para o Coritiba dominar o jogo. Depois de o duelo ser parado várias vezes até os cinco, os donos da casa foram soberanos.

A primeira chance do Coxa ocorreu aos seis, quando o argentino Ariel aproveitou bobeira da zaga tricolor e chutou forte. Denis defendeu. Aproveitando-se da falta de criatividade do meio-campo tricolor, a equipe paranaense tocava bem a bola e arriscava de longe, como aos 13, em chute de Marcos Aurélio por cima.

Do lado são-paulino quem mais se movimentava era Jorge Wagner. De volta ao time titular após três partidas, o camisa 7, por sinal, foi o responsável pela primeira boa do São Paulo na etapa inicial. Aos 15 minutos, ele chutou cruzado após tabelar com Borges. A bola passou rente à trave esquerda do goleiro Vanderlei.

O lance poderia até dar a impressão que o Tricolor melhoraria no jogo, mas o Coxa estava melhor. Depois de arriscar com Leandro Donizete de fora da área, aos 15, os anfitriões chegaram ao gol aos 17. Marcos Aurélio recebeu na esquerda, se livrou de Zé Luís, deu corte em André Dias e bateu forte. Um golaço! (assista no vídeo acima)

A desvantagem no placar fez o São Paulo ao menos tentar uma melhor movimentação. Porém, a forte marcação do adversário não permitia chegadas mais agudas dos visitantes. Aos 27, Hernanes conseguiu assustar em chute de fora da área, e, aos 34, Jorge Wagner obrigou Vanderlei a grande defesa.

Só que a última chance do Tricolor no primeiro tempo foi desastrosa. Washington recebeu bom passe na grande área. Mas o camisa 9 se atrapalhou com a bola e perdeu ótima oportunidade. Foi a senha para a torcida são-paulina presente no Couto Pereira começar a pedir a entrada de Dagoberto.

Derrocada são-paulina

A torcida do São Paulo pediu, o técnico Ricardo Gomes atendeu: colocou Dagoberto no lugar de Washington. Mas o Coritiba não deu tempo para o adversário tentar alguma reação. Fez logo o segundo gol. Aos dois minutos, o argentino Ariel recebeu passe dentro da grande área, girou em cima de André Dias e bateu colocado: 2 a 0.

O panorama ficou ainda pior para o Tricolor aos 11 minutos. André Dias deu carrinho violento em Leandro Donizete na lateral esquerda e foi expulso pelo árbitro Leandro Pedro Vuaden (veja no vídeo ao lado). Imediatamente, Ricardo Gomes chamou o zagueiro Renato Silva no banco de reservas e o colocou no lugar de Marlos.

A equipe paulista, por conta da desvantagem numérica, teve ainda mais dificuldades para criar suas jogadas. Acuada no campo de defesa, sem espaço para sair, viu o Coritiba administrar a posse de bola e por pouco não marcar o terceiro aos 22, quando Cleiton furou, da pequena área, cruzamento de Marcelinho Paraíba.

Bem superior, o Coxa teve nova oportunidade aos 28 minutos. Renatinho recebeu bom passe na esquerda da grande área e chutou cruzado. O atacante Ariel, porém, aparecia em melhor condição na pequena área. No lance seguinte, Marcelinho Paraíba avançou pela direita e por pouco não serviu o argentino.

Dagoberto, que entrou no lugar de Washington, foi criar sua melhor chance apenas aos 37 minutos, quando chutou de fora da área e obrigou Vanderlei a desviar. O São Paulo realmente não estava numa tarde inspirada e mais se segurou para não sofrer outros gols do que tentou uma reação. Afinal, estava com um a menos.

Ficha do jogo
CORITIBA 2 X 0 SÃO PAULO

Estádio: Couto Pereira, Curitiba (PR)
Data/hora: 05/07/2009 - 16h (de Brasília)
Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (Fifa- RS)
Auxiliares: Marcos Antonio Moreira Collodetti (ES) e Fabiano da Silva Ramires (ES)
Renda/público: R$ 342.985/ 21.074 pagantes
Cartões amarelos: Demerson, Douglas Silva, Marcos Aurélio e Marcelinho Paraíba (CTB); Borges e Dagoberto (SAO)
Cartões vermelhos: André Dias 11'/2ºT
Gols: Marcos Aurélio 19'/2ºT (1-0) e Ariel 1'/2ºT (2-0)

CORITIBA: Vanderlei; Demerson, Jailton e Cleiton; Márcio Gabriel, Leandro Donizete, Pedro Ken, Marcelinho Paraíba e Douglas Silva (Rodrigo Crasso 31'/2ºT); Marcos Aurélio (Renatinho 18'/2ºT) e Ariel (Bruno Batata 33'/2ºT). Técnico: René Simões.

SÃO PAULO: Denis, Zé Luis, André Dias, Miranda, Júnior César Eduardo Costa, Hernanes (Oscar 29'/2ºT), Jorge Wagner, Marlos (Renato Silva 12'/2ºT); Borges e Washington (Dagoberto/intervalo). Técnico: Ricardo Gomes.

Fontes: Globo.com e Lancenet!



Comentário da Redação
Gomes é o refém

Quando Ricardo Gomes foi anunciado como novo treinador do São Paulo, eu fui o primeiro é criticá-lo duramente aqui neste blog. No entanto, minha opinião sobre Gomes não significa que somente ele será o culpado caso sua passagem pelo Tricolor seja fracassada. Nesse momento, aliás, o ex-zagueiro parece estar com as mãos amarradas, sem poder fazer muitas coisas para mudar o cenário atual do time do Morumbi.

Hoje, por exemplo, eu acredito que ele foi muito bem na escalação e nas alterações. Minha única ressalva e com relação ao Jean, que não pode ser reserva do Eduardo Costa.

O 4-4-2 de Gomes é o ideal para o São Paulo. Só que, neste momento, o técnico é totalmente refém de um time acostumado a ganhar jogos mesmo sem criar uma jogada com a bola não chão, trocando passes. Uma equipe que decidia muito nas bolas paradas, e pouco na qualidade de seu meio-campo e que não sabe fazer outra coisa. E parece que toda essa competência para criar alternativas dentro de uma partida ruim se esgotou.

O São Paulo de hoje é um time muito frágil, que não cria nada e defende mal. Os atacantes não tocam na bola. Quando participam do jogo, com exceção de Borges, não conseguem justificar uma titularidade. Washington e Dagoberto são dois grandes problemas no Morumbi. E não há outra opção no elenco.

O meio-campo tem a boa opção de Marlos. Ele não jogou bem hoje, e foi vaiado o tempo inteiro pelos torcedores do seu ex-time, mas é o único que tenta algo diferente, na individualide. Só que não é isso que o Tricolor precisa. Falta um meia autêntico, camisa 10, que saiba distribuir o jogo e acionar bem os atacantes, sem depender da mesmice atual. Marlos, Hernanes, Jorge Wagner, todos são bons jogadores, mas nenhum se encaixa nesse perfil. E os dois últimos vivem péssima fase.

Para não dizer que tudo está uma desgraça, Miranda voltou bem da Seleção e, se continua no clube, deve contribuir com o sistema defensivo, setor que já foi muito mais temido do que é hoje.

Voltando ao início: Gomes, além de não ter muita qualidade como treinador, tem um desafio muito complicado pela frente. Sinceramente, por melhor que seja sua boa vontade, vai ser difícil tirar o time desse marasmo atual.

Conceitos - SÃO PAULO

Denis - BOM: Continua fazendo um bom trabalho e não teve culpa nos gols.
Zé Luis - REGULAR: Participou muito pouco do jogo o que é normal por suas características. Mas é muito ruim que um time como o São Paulo, que se gaba de ter um grande elenco, tenha apenas ele, um volante, como opção para a lateral direita.
André Dias - PÉSSIMO: O zagueiro anda jogando muito mal e distribuindo botinadas pra todo lado. Mais uma expulsão e mais uma péssima atuação.
Miranda - ÓTIMO: Se André Dias não estava em seus melhores dias, Miranda compensou e jogou um bolão. Inclusive, proporcionando lances de efeito, como uma sequência de três chapéus. Enfim, somente ele jogando bola não adianta.
Júnior César - REGULAR: Não consegue se acertar. Continua muito tímido no ataque e pouco eficaz na defesa.
Eduardo Costa - PÉSSIMO: Jogando sozinho para segurar Marcelinho Paraíba e cia., Costa teve muita dificuldade. Falando o português correto, ele levou um baile!
Hernanes - PÉSSIMO: Seu futebol desapareceu completamente.
(Oscar) - REGULAR: Teve 15 minutos para jogar, mas entrou quando a vaca já estava nadando no brejo.
Jorge Wagner - PÉSSIMO: Outro que esqueceu como se joga bola. Nem seus cruzamentos dão resultado atualmente.
Marlos - REGULAR: Foi caçado em campo desde o primeiro minuto, tanto pelos seus ex-companheiros quando pelos torcedores do Coxa. Fez o que pôde.
(Renato Silva) - REGULAR: Entrou para segurar o rojão com a saída de André Dias e foi discreto.
Borges - REGULAR: Recebeu poucoas bolas em boas condições. Aí não dá para exigir nada.
Washington - PÉSSIMO: A bola chora nos pés (ou canelas) do camisa 9.
(Dagoberto) - PÉSSIMO: Todo mundo sabe que o futebol dele não me agrada nem um pouco. Mas tem uma coisa que me irrita mais do a qualidade técnica de "Dagol": suas cotoveladas e pernadas nos adversários. É isso o jogo inteiro, e sempre longe da área, onde ele deveria estar. Produtividade zero.
Técnico: Ricardo Gomes - BOM: Como já disse, Ricardo Gomes é refém de um time que não sabe jogar de outro jeito. Ele fez o que pôde no jogo de hoje.

CORITIBA


Apesar do horror que é o time do São Paulo, vale lembrar que o Coxa ganhou o jogo também por seus méritos. Uma vitória facilitada pelo rival, mas cheia de pontos a serem destacados. Gostei muito do trio Marcelinho, Ariel e Marcos Aurélio. A movimentação desse ataque foi fundamental nos dois gols e nas outras chances criadas pelo time.

Apesar da grande participação dos atacantes, meu destaque vai para Leandro Donizete, o monstro do meio-campo na tarde deste domingo, no Alto da Glória. Além de roubar muitas bolas, Leandro ainda participou bem dos contra-ataques do Coritiba, errando poucos passes e às vezes surpreendendo o São Paulo ao subir ao ataque.


Direto da Redação












Redator: Ricardo Pilat
ricardo.pilat@yahoo.com.br

Campeonato Brasileiro > Obina brilha e Verdão arrasa o Avaí

* Camisa 28 marca duas vezes no triunfo do Palmeiras

Obina chegou sob os olhares de desconfiança da torcida do Palmeiras e a proteção do presidente Luiz Gonzaga Belluzzo. Mas no time paulista, o atacante parece ter espantado definitivamente o fantasma que o acompanhava nos tempos de Flamengo, quando chegou a ficar 17 jogos sem marcar. Na noite deste domingo, na Ressacada, ele foi o grande nome da vitória alviverde por 3 a 0 sobre o Avaí. Com dois gols, o camisa 28 assumiu a artilharia do time no Brasileiro, somando cinco no total, ao lado de Keirrison, que acerta os últimos detalhes para se transferir para o Barcelona.

Com a boa vitória, ainda sob comando o técnico interino Jorginho, o Palmeiras voltou ao G-4 do Nacional, ocupando a quarta posição. O time tem os mesmos 16 pontos do Vitória, mas os baianos levam vantagem no critério de desempate por terem uma vitória a mais -5 a 4.

Já o Avaí conheceu a sua segunda derrota em casa sob o comando de Silas, que dirige o time há um ano e quatro meses. E afunda no Brasileiro, com somente sete pontos na última posição.

Obina abre a contagem

Apesar de ter dito na última sexta-feira que entraria com Deyvid Sacconi, colocando Diego Souza ao lado de Obina, o técnico Jorginho mudou de ideia e optou por aquilo que chamou de “ataque lutador”. Assim, Ortigoza teve uma chance entre os titulares, e o camisa 7 acabou sendo recuado para a sua função. E deu certo.

Logo aos seis minutos, Obina aproveitou arrancada palmeirense em velocidade e chutou cruzado contra o gol de Eduardo Martini. Mas a bola foi para a linha de fundo. O Avaí usava principalmente as descidas pelo lado direito alviverde, onde Fabinho Capixaba tinha dificuldades na marcação dos velozes Marquinhos e Muriqui. Mas a equipe falhava na finalização.

Até que surgiu Obina. Aos 25 minutos, o atacante balançou na frente do zagueiro Ferdinando e se atirou. O juiz caiu e marcou pênalti. O próprio Obina bateu e coverteu, 1 a 0.

Depois do gol palmeirense, o time da casa passou a se arriscar mais ao ataque. Em cobrança de escanteio, aos 32 minutos, Marcos teve de se esticar para evitar o gol olímpico de Marquinhos. Aos 43, uma cabeçada de Émerson fez a trave do goleiro alviverde balançar.

Na saída para o intervalo, muita reclamação dos jogadores do Avaí. O atacante William, que estava no banco de reservas, chiou e foi expulso pelo árbitro Evandro Rogerio Roman.

Vitória tranquila

Na segunda etapa, o Palmeiras não deu chance para o Avaí tentar buscar o empate. Inspirado, Obina ampliou a vantagem paulista logo aos 8 minutos. Depois de cobrança de falta, Diego Souza deu um leve desvio de cabeça. Na sobra, o atacante, de carrinho, completou para fazer 2 a 0. Foi o quarto gol de Obina em nos últimos três jogos pelo Brasileiro.

Com o segundo gol sofrido, Silas se viu obrigado a fechar um pouco mais o time, tirando o meia Marcos Winícius para a entrada do volante Bruno. Depois, colocou Caio no lugar do lateral Uedel. Assim, a equipe catarinense passou a pressionar mais. E encontrar mais vezes o goleiro Marcos na sua frente.

Aos 20 minutos, Muriqui recebeu na meia-lua e bateu forte contra a meta palmeirense. Marcos teve de se esticar todo para espalmar para fora. Seis minutos depois, Léo Gago chutou cruzado, perto do travessão palmeirense.

Assim, o Palmeiras passou a viver de contragolpes. E ampliou com Cleiton Xavier, aos 29 minutos do tempo final. Depois de jogada entre Fabinho Capixaba e Diego Souza, o camisa 10 aproveitou a sobra na entrada da área e chutou, sem chances para Eduardo Martini. O 3 a 0 fez com que a torcida do Avaí debandasse para fora da Ressacada. Quem ficou, gritou "olé" e aplaudiu a vitória alviverde.

Ficha do jogo
AVAÍ 0 x 3 PALMEIRAS
Eduardo Martini; Ferdinando, Anderson e Émerson; Uendel (Caio), Marcus Winícius (Bruno), Léo Gago e Marquinhos; Muriqui, Luís Ricardo e Lima (Cristian). Marcos; Fabinho Capixaba (Edmílson), Maurício Ramos, Danilo e Armero; Pierre, Souza (Jumar), Cleiton Xavier e Diego Souza; Ortigoza (Willians) e Obina.
Técnico: Silas. Técnico: Jorginho.
Gols: Obina, aos 25 minutos do primeiro tempo. Obina, aos oito minutos, e Cleiton Xavier, aos 29 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Marcos Winícius, Caio e Anderson (Avaí). Diego Souza e Ortigoza (Palmeiras). Cartão vermelho: William (Avaí).
Estádio: Ressacada, em Florianópolis (SC). Data: 05/07/2009. Árbitro: Evandro Rogerio Roman. Auxiliares: José Amilton Pontarolo (PR) e Gilson Bento Coutinho (PR).

Fonte: Globo.com


Direto da Redação











Redator: Ricardo Pilat
ricardo.pilat@yahoo.com.br

Campeonato Brasileiro > Inter vence no Recife e assume a ponta

* Galo tropeça em casa e cai para a segunda colocação

Quatro dias depois de perder o título da Copa do Brasil em casa, frente ao Corinthians, o Internacional se recuperou da decepção do vice-campeonato ao derrotar o Náutico por 2 a 0, neste domingo, nos Aflitos, com dois gols de Nilmar. O resultado recolocou os comandados de Tite na liderança isolada do Campeonato Brasileiro, com 20 pontos.

A vitória foi a sexta do Inter neste Brasileiro - em outros triunfos, o time chegou a ser escalado com alguns reservas. Já o Náutico, que começou bem o torneio, parou nos oito pontos e ocupa a zona de rebaixamento à segunda divisão nacional.

Em um primeiro tempo equilibrado, a melhor chance para abrir o placar foi do Inter, aos 31min depois que Nilmar foi derrubado dentro da área. Na cobrança do pênalti, D'Alessandro chutou e Eduardo defendeu.

Mesmo assim, o Internacional seguiu bem e conquistou a vitória com dois gols na segunda etapa. Aos 25 minutos, depois de um escanteio cobrado pelo lado esquerdo do ataque colorado, a defesa do Náutico não afastou o perigo e Nilmar aproveitou a chance. O mesmo Nilmar ampliou aos 32, definindo o placar. Neste momento, o Timbu já jogava com um a menos, por conta da expulsão do zagueiro Asprilla.

Bota segura o Galo

Jogando como um legítimo líder, o ex-lanterna Botafogo encarou de igual para igual o Atlético-MG, até então primeiro colocado, diante de 48.651 torcedores em pleno Mineirão, e conquistou o empate por 1 a 1, neste domingo, pela nona rodada do Brasileirão. Éder Luís, de cabeça, abriu o placar para os donos da casa, e Juninho, em cobrança de falta, garantiu a igualdade.

O resultado ajudou o Glorioso - com sete pontos - a deixar a última colocação, já que o Avaí perdeu por 3 a 0 para o Palmeiras e ficou com saldo de gols pior que o Alvinegro (- 6, contra - 5 do Bota). O Galo, que chegou a 18 pontos, perdeu a liderança da competição, caindo para o segundo lugar.

Grêmio argentino goleia o Furacão

Com quatro gols marcados por jogadores argentinos, o Grêmio goleou o Atlético-PR por 4 a 1, neste domingo, no Olímpico. Maxi López, aos 4 e aos 6 minutos do primeiro tempo, e Herrera, aos 11 da primeira etapa e aos 40 do segundo tempo, fizeram os tentos que colocaram o Tricolor no 9º lugar do Brasileirão, com 12 pontos ganhos. O Furacão, que ainda descontou com Rafael Moura, aos 21 de jogo, segue na zona da degola, com 8 pontos.

Gol de Felipe dá vitória ao Goiás

O Goiás aproveitou que o Cruzeiro está com a cabeça na final da Taça Libertadores da América – contra o Estudiantes (ARG) – e ganhou fácil por 1 a 0, neste domingo, no estádio Serra Dourada, em Goiânia. Com um gol de Felipe, artilheiro isolado do Campeonato Brasileiro (7 gols), o Alviverde chegou aos 14 pontos e subiu da nona para a sétima colocação. O Cruzeiro, com 10, caiu de 11º para 13º lugar.

Fontes: Terra e Globo.com


Direto da Redação











Redator: Ricardo Pilat
ricardo.pilat@yahoo.com.br

Wimbledon > Federer vence batalha épica e conquista o sexto título na grama

* Suiço conquista 15º Grand Slam da carreira e bate recorde

Os deuses do tênis não podiam criar cenário melhor para a consagração de Roger Federer. Tinha de ser em Wimbledon, onde, há oito anos, o suíço surgiu para o tênis. E tinha de ser na Quadra Central lotada, sob os olhos da realeza britânica. As testemunhas na Meca do tênis eram outros grandes: Bjorn Borg, Martina Navratilova, Rod Laver, John McEnroe, Bjorn Borg, .

este domingo, Roger Federer bateu o americano Andy Roddick por 5/7, 7/6(6), 7/6(3), 3/6, 16/14. Seria só mais uma vitória, a 19ª em 21 partidas sobre o seu maior freguês. Desta vez, porém, o jogo valia o recorde de títulos de simples em Grand Slams. O drama de um jogo de cinco sets, que durou 4h16m, fez jus à ocasião. Federer triunfou pela 15ª vez e agora detém sozinho a marca mais importante do tênis.

Pete Sampras (14 títulos), o rival derrotado em 2001, na mesma quadra, fica para trás. O mesmo acontece com Rafael Nadal, que voltará ao segundo posto no ranking da ATP. Federer, agora hexacampeão no All England Club, retornará ao topo do ranking mundial nesta segunda.

Equilíbrio

O primeiro set da final contra Roddick foi apenas um susto, um desvio no script. O americano encaixou bons saques e se salvou de quatro break points no 11º game. Em seguida, Federer vacilou: cometeu três erros não forçados e cedeu a parcial ao oponente.

Atual número 6 do mundo, Roddick jogava com consistência impressionante e não dava muitas chances. O americano assustou de verdade no tie-break do segundo set, quando teve quatro set points. Federer salvou as três primeiras chances com bons saques e uma esquerda vencedora na cruzada. No quarto set point, Roddick teve um voleio fácil para fazer, mas mandou para fora. O suíço viu a porta aberta e entrou de vez na partida, triunfando na parcial.

Roddick não deu sinais de estar abalado mentalmente pelo vacilo em um momento tão importante. Seguiu confirmando seu serviço, embora sem conseguir ameaçar o saque do adversário no terceiro set. O jogo foi para outro tie-break, mas dessa vez foi Federer quem abriu vantagem importante. O suíço não bobeou e, após abrir 6/3, aproveitou, fechando o set na terceira oportunidade.

Embora tenha feito menos aces (50 a 27) no jogo, Roddick foi eficiente no serviço. O número 6 do mundo não deu chances de quebra ao rival no quarto set. A recompensa veio no quarto game, na forma de erros não forçados de Roger Federer. O americano aproveitou o break point, abriu 4 a 1 e disparou na frente na parcial. No nono game, salvou-se de 0/30, confirmou o saque e forçou o decisivo quinto set.

Tie Break interminável e campeão eterno

Como não há tie-breaks no quinto set, Federer precisaria quebrar o saque de Roddick. O americano, no entanto, ainda não havia perdido um game sequer com seu poderoso serviço. A primeira ameaça real veio com Roddick, que conseguiu dois break points no 16º game. O suíço se salvou com dois saques seguidos de bolas vencedoras, e confirmou seu serviço. Àquela altura, o placar mostrava 9 a 8 na parcial, e 3h37 minutos de partida.

Federer e Roddick seguiam mantendo seus games de saque, à espera de erros do rival. Eles apareceram no 30º game, quando os golpes do tenista americano lhe deixaram na mão. Roddick cometeu cinco falhas do fundo de quadra e Federer, enfim, chegou ao aguardado título.

Fonte: Globo.com


Comentário da Redação
Definitivamente, o melhor!

A final de hoje em Wimbledon foi uma das mais equilibradas da história do torneio inglês. Até de forma inesperada, Andy Roddick mostrou que amadureceu muito em relação a outras decisões, enquanto Federer deu sinais de que, apesar de já não ser aquele monstro imbatível de anos anteriores, ainda é muito diferente da grande maioria dos tenistas "mortais".

Em momentos decisivos da partida, o que Roddick fazia com extrema dificuldade, se esforçando ao máximo, Federer resolvia com tranquilidade, como se aquilo ali fosse apenas um simples jogo de tênis. E isso foi decisivo para o sexto triunfo do suiço na grama inglesa.

Mesmo assim, Roger encontrou um adversário de alto nível. Talvez tenha sido o melhor jogo de Roddick diante do rival suiço na carreira, melhor até do que as duas vitórias conquistadas nos 21 jogos que disputaram. Seria muito justo se o título fosse do americano. Mas não foi.

Após um interminavel quinto set, Federer conquistou seu 15º título de Grand Slam e confirmou de vez o que parecia ser dúvida em 2008 e começo de 2009, com a queda de rendimento natural que ele teve: o suiço é o melhor de todos os tempos, até que Nadal ou outro prove o contrário.


Direto da Redação










Redator: Ricardo Pilat
ricardo.pilat@yahoo.com.br

Campeonato Brasileiro > Na Ressacada, incógnita Palmeiras enfrenta desesperado Avaí

* Time paulista, ainda com técnico interino, busca afirmação diante de catarinenses, que agonizam na zona da degola

A equipe que se tornou uma dúvida diante de um time desesperado. Neste domingo, o Palmeiras encara o Avaí, às 18h30m, na Ressacada, pela nona rodada do Campeonato Brasileiro, buscando uma nova identidade, agora sem Vanderlei Luxemburgo, enquanto o time catarinense tenta se recuperar na tabela. A equipe paulista vê no seu banco o interino Jorginho, enquanto o time da casa ocupa a zona de rebaixamento da competição.

Embora saiba que não será efetivado no cargo, Jorginho afirma que fará o seu melhor para que a equipe seja entregue ao novo comandante palmeirense em boas mãos. Depois de empatar na última rodada com o Santos, o time, quinto colocado com 13 pontos, quer a vitória para voltar novamente ao grupo dos quatro melhores do Nacional.

A situação do Avaí é mais delicada. Com apenas sete pontos na 19ª colocação, o time de Silas precisa vencer para se livrar da zona de rebaixamento. Até agora, a equipe conseguiu somente uma vitória na competição – venceu o Fluminense por 3 a 2 na sétima rodada do torneio.

Palmeiras com novas peças

Apesar de saber que não continuará no cargo, o técnico Jorginho não vê problemas em mudar algumas peças para o jogo em Santa Catarina. Depois de testar Willians e Ortigoza ao lado de Obina, o treinador acredita que a formação ideal, porém, está em um time com Diego Souza jogando mais adiantado, ao lado do ex-xodó do Flamengo.

Outro que deve aparecer contra o Avaí é o meia Deyvid Sacconi, pouco utilizado no time nos tempos de Vanderlei Luxemburgo. Ao lado de Cleiton Xavier, ele terá a missão de abastecer o ataque palmeirense, órfão de Keirrison desde a última rodada.

- O time que joga é este último que treinou. Treinei o Obina com o Ortigoza e com Willians. Eles e o Sacconi são jogadores com os quais posso contar. E ainda tenho o Daniel e o Edmílson – disse Jorginho

Com Wendel suspenso, Fabinho Capixaba também reaparece na equipe. O lateral-direito, descartado do time por Luxemburgo e criticado pelos torcedores palmeirenses, ganhou o apoio do treinador interino na tarde da última sexta-feira.

- Se quiser ser atleta de time de ponta vai ter de aprender a esquecer o que se passa lá fora. Ele tem de confiar nele – comentou Jorginho.

Silas quer que “12º jogador” volte a fazer diferença

Com apenas uma vitória no Brasileirão, o Avaí quer voltar a mostrar a sua força em casa. O time teve um início de campeonato muito abaixo das expectativas. Para o treinador Silas, está na hora da equipe azurra virar essa crise na Ressacada.

- A gente conta com o apoio da nossa torcida, que em momento algum deixou de nos apoiar. Ela foi essencial no acesso da equipe à Primeira Divisão e também na conquista do Campeonato Catarinense. Temos que ganhar do Palmeiras com a ajuda do nosso 12º jogador, que é o torcedor avaiano – disse Silas.

Apesar de cauteloso, o técnico também mostra otimismo em relação ao confronto deste domingo.

- É uma partida bastante complicada, mas que é decisiva para o Avaí. Acho que temos plenas condições de conquistar os três pontos na Ressacada – completou.

Quem volta ao time é o volante Marcus Vinícius, que não pôde enfrentar o Cruzeiro por estar vetado pelo departamento médico. Os outros titulares são os mesmos que entraram em campo na última rodada.

Ficha técnica
Estádio: Ressacada, Florianópolis (SC)
Data/hora: 5/7/2009 - 18h30 (de Brasília)
Árbitro: Evandro Rogerio Roman (Fifa-PR)
Auxiliares: Gilson Bento Coutinho (PR) e Jose Amilton Pontarolo (PR)

AVAÍ: Eduardo Martini; Ferdinando, Anderson, Emerson e Uendel; Marcos Vinícius, Léo Gago, Marquinhos e Muriqui, Luiz Ricardo e Lima. Técnico: Silas.

PALMEIRAS: Marcos, Fabinho Capixaba, Maurício Ramos, Danilo, Armero, Pierre (Edmílson), Souza, Cleiton Xavier, Deyvid Saccon (Willians) Diego Souza e Obina. Técnico: Jorginho.

Fontes: Globo.com e Lancenet


Redator: Pedro Silas
pedro_sccp@yahoo.com.br

Campeonato Brasileiro > Coxa e Tricolor duelam em busca da regularidade

* Paranaenses estão na zona de rebaixamento e encaram adversário em recuperação após a eliminação na Libertadores

Ainda buscando se adaptar aos métodos de trabalho do técnico Ricardo Gomes, o São Paulo busca na tarde deste domingo, a sua segunda vitória consecutiva no Campeonato Brasileiro. O desafio, no entanto, é dos mais complicados, já que o adversário é o Coritiba, que entrará em campo, pela nona rodada, pressionado pela péssima campanha na competição.

Na tabela de classificação, as equipes vivem momentos de irregularidade. O clube paranaense estaria rebaixado para a Série B, caso o torneio terminasse hoje. O Coxa possui apenas sete pontos, tem a pior defesa do Brasileirão, com 16 gols sofridos, e ocupa a 18ª colocação. O Tricolor Paulista, que tem três pontos a mais, é o 11º na tabela.

Coxa cheio de problemas

O Coritiba tem três importantes desfalques para enfrentar o atual campeão brasileiro. O zagueiro Pereira, vetado pelo departamento médico, será substituído por Demerson. Outro defensor, Felipe, está suspenso e não joga. Jaílton pode ser improvisado no setor, com Leandro Donizete voltando ao meio-campo.

Outro sério desfalque é Carlinhos Paraíba, que também está suspenso. Opções para a ala-esquerda de René Simões são Rodrigo Crasso e Guaru. Douglas Silva também pode ser improvisado por ali.

No ataque, o companheiro de Ariel ainda não está definido. Bruno Batata e Marcos Aurélio, com ligeira vantagem para o último, disputam a vaga no setor.

Tricolor mantém esquema

No São Paulo, a vitória sobre o Náutico, no último sábado, por 2 a 0, deu tranquilidade para que o técnico Ricardo Gomes pudesse trabalhar durante a semana. Aos poucos, ele começa a adaptar os atletas ao esquema 4-4-2.

A equipe terá modificações em relação ao último jogo. Na defesa, Denis foi definitivamente confirmado como titular até que Rogério Ceni tenha condições de jogo. André Dias, que cumpriu suspensão contra o Timbu, volta ao time e terá a companhia de Miranda, que retorna após ter ficado um mês na seleção brasileira.

No meio-campo, Richarlyson, entregue ao departamento médico por causa de uma lesão no joelho, dará lugar a Jorge Wagner. No ataque, apesar do momento desfavorável, Washington terá mais uma oportunidade, ao lado de Borges.

Ficha do jogo
CORITIBA X SÃO PAULO

Estádio: Couto Pereira, Curitiba (PR)
Data/hora: 05/07/2009 - 16h (de Brasília)
Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS)
Auxiliares: Marcos Antonio Moreira Collodetti (ES) e Fabiano da Silva Ramires (ES)

SÃO PAULO: Denis, Zé Luis, André Dias, Miranda, Júnior César Eduardo Costa, Hernanes, Jorge Wagner, Marlos; Borges e Washington.
Técnico: Ricardo Gomes

CORITIBA: Vanderlei; Demerson, Jailton e Cleiton; Marcio Gabriel, Leandro Donizete, Pedro Ken, Marcelinho Paraíba e Douglas Silva; Marcos Aurélio e Ariel Nahuelpan.
Técnico: René Simões.

Fontes: Globo.com e Lancenet!


Direto da Redação










Redator: Ricardo Pilat
ricardo.pilat@yahoo.com.br