quinta-feira, 9 de julho de 2009

Santos > De Camarote Térreo

Finalmente, uma atitude

Há muito tempo, torcedor santista, eu não tinha motivos para elogiar a diretoria do Santos por alguma atitude tomada. E essa atitude foi fundamental para o bom andamento do Peixe em 2009. Falo da "demissão" ou "liberação", chame como quiser, do zagueiro Fabiano Eller, após um ataque de estrelismo do rapaz, que garantiu não jogar mais pelo Peixe já que "não é jogador para ficar na reserva".

Incrível como as pessoas esquecem rapidamente das coisas. Para quem não se lembra, Eller foi uma das âncoras do rebaixamento do Palmeiras, em 2002, e já jogou em quase todos os clubes do Rio, sempre fracassando. Foi no Internacional, em 2006, seu grande momento como profissional, conquistando tudo que era possível e adquirindo um status de estrela muito maior do que ele realmente é.

Chegou ao Santos dessa forma e em pouco tempo percebeu que era o rei da defesa. Não pela sua qualidade, que nunca foi comprovada na Baixada, mas pelo fraco nível técnico de seus companheiros de zaga. Agora, no entanto, a coisa mudou.

Tanto que, uma dupla de zaga que seria muito discutível, Fabão e Domingos, mostrou ser muito mais eficaz do que Eller e qualquer outro. Ou seja, Eller não é mais indispensável.

A gota d'água veio na última semana, quando o zagueiro resolver "tirar o dele da reta" e declarou que jogadores jovens como Neymar e Paulo Henrique devem ser tão ou mais cobrados que os experientes como ele. Totalmente desnecessário esse tipo de comentário.

Ele já não vinha jogando nada e não era mais confiável, e digo isso no sentido de grupo. Aliás, para quem não se lembra, ele foi um dos que ajudaram a derrubar Marcio Fernandes do cargo de técnico do Peixe, após uma derrota vexatória diante do Marília. Era uma laranja podre que poderia danificar tantas outras laranjas saudáveis na certa do Santos.

Fabiano Eller, boa sorte para você e para seu próximo time. O Santos ficará bem sem você.

Apesar de tudo...

Bem, agora Eller não joga mais no Santos e isso parece definitivo. Só que ele tem contrato até o final do ano e se quiser jogar em outro clube o Peixe não pode abrir mão de receber o que parecer justo pelo que investiu no zagueiro. Não adianta trocá-lo por qualquer jogador como andam especulando. Para que o negócio seja bem feito, é preciso cuidado como esse desfecho.

O próximo

Agora que a primeira atitude foi tomada é bom abrir o olho com outros que estão lá só para atrapalhar o elenco. Na minha lista, o próximo é senhor Fábio Costa, rei em arrumar confusões desnecessárias e que não pega nada há muito tempo. Pior que isso, sente-se dono do clube.

Bom, desse eu falo mais em outra oportunidade...


Direto da Redação












Colunista: Ricardo Pilat
ricardo.pilat@yahoo.com.br

Recopa Sul-americana > Inter tenta o Bi no Equador

* Colorado precisa tirar a desvantagem na altitude

Em busca do bicampeonato da Recopa, título que conquistou em 2007, o Internacional enfrenta a Liga Deportiva Universitária, a LDU, na noite desta quinta-feira, em Quito. Na verdade, serão dois adversários: o atual campeão da Libertadores e a altitude de 2.850m da capital do Equador.

A altitude é o menor dos problemas. Segundo o médico colorado Luiz Crescente, que acompanha a delegação, a perda de capacidade orgânica dos atletas será de apenas 10%.

Difícil, mesmo, será derrotar a LDU. No jogo de ida, no Beira-Rio, duas semanas atrás, o Inter perdeu por 1 a 0. Se devolver o placar, a decisão será nos pênaltis. Para ficar com o troféu nos 90 minutos, vitória colorada por qualquer outra diferença de gols será suficiente. Já para a LDU um empate basta.

O técnico Tite lamenta que o primeiro duelo da Recopa tenha coincidido com a decisão da Copa do Brasil. Segundo ele, as duas competições, mais o Brasileiro, impediram que a equipe se concentrasse convenientemente para o primeiro confronto.

- A perda da Copa do Brasil já foi superada. Estamos inteiros psicologicamente, e queremos merecer esse título produzindo uma grande atuação - diz Tite.

O otimismo tem sua razão de ser. Se não contará com Bolívar, suspenso, e Sandro, lesionado, o Inter tem a vantagem de poder escalar Nilmar e o lateral-esquerdo Kleber, que serviam à Seleção na época do primeiro jogo. Principalmente o decisivo Nilmar. Com seu veloz atacante no time, Tite acredita que a chance de gols em contragolpes será maior.

- Até porque a LDU avança em massa quando atua em seu estádio. Isso a torna mais perigosa, mas os espaços para contra-ataques do adversário são maiores - ensina o atacante Bolaños, que foi campeão da Libertadores com a equipe equatoriana, passou pelo Santos e hoje é reserva no Inter. Autor de três gols na vitória sobre o Coritiba, dez dias atrás, o também veloz Bolaños será uma das armas do Inter para o segundo tempo.

Resta esperar que D’Alessandro e Taison superem a má fase justamente nessa partida. O meia argentino atuou mal nos três jogos disputados depois de uma parada de três semanas. Já Taison tem pecado pelo individualismo e está sem marcar há um mês e meio - seu último gol foi o do 1 a 0 sobre o Goiás.

A LDU não irá administrar a vantagem, garante seu técnico, o uruguaio Jorge Fossatti. Pelo contrário, ele optou por uma formação mais ofensiva: em vez do retrancadíssimo 3-6-1 utilizado no Beira-Rio, um 3-5-2. O meia De la Cruz cederá lugar ao atacante Graf. Dessa forma, o argentino Bieler, autor do gol do primeiro jogo, terá um parceiro permanente no ataque. Outra mudança será a substituição do zagueiro Calle por Espínola.

A equipe equatoriana dá grande importância à decisão. Até utilizou os reservas na rodada do campeonato nacional no fim de semana. E a torcida se prepara para transformar La Casa Blanca num caldeirão.


FICHA TÉCNICA
LDU X INTERNACIONAL

Estádio: La Casa Blanca (Quito, EQU)
Data-hora: 9/07/2009 – 21,50h (de Brasília)
Árbitro: Carlos Chandía (CHI)
Auxiliares: Cristian Julio e Lorenzo Acuña (CHI)

LDU: Dominguez; Campos, Espínola e Araújo; Reasco, Vera, Lara, Urrutia e Ambrossi; Graf e Bieler. Técnico: Jorge Fossatti.

INTERNACIONAL: Lauro; Danilo, Indio, Danny Morais e Kleber; Glaydson, Magrão, Guiñazú e D’Alessandro; Taison e Nilmar.Técnico: Tite.

Fonte: Lancenet!


Direto da Redação











Redator: Ricardo Pilat
ricardo.pilat@yahoo.com.br

Copa Libertadores > Cruzeiro e Fábio seguram o Estudiantes na Argentina

* Raposa empata em 0 a 0 e joga por uma vitória simples em BH para conquistar o Tri

Os primeiros 90 minutos da final da Taça Libertadores da América terminaram sem gols no lotado estádio Ciudad de La Plata, na Argentina. Melhor para o Cruzeiro, do goleiro Fábio, que segurou a pressão do Estudiantes e só precisa de uma vitória simples em Minas Gerais para vencer o terceiro título da competição continental em sua história.

O segundo jogo da final está marcado para a próxima quarta-feira (15), às 21h50m (horário de Brasília), no Mineirão, em Belo Horizonte. Como o gol fora de casa não conta para a decisão do título, um novo empate leva a partida para a prorrogação e, se o placar permanecer igual, para a disputa de pênaltis. Quem vencer, levanta o troféu.

Fábio fecha o gol

Muita fumaça e uma chuva de papel picado marcaram a festa na entrada do Estudiantes em campo e, como era de se esperar, o time argentino começou o jogo pressionando e adiantando a sua marcação para o campo do Cruzeiro. Sabendo do pavio curto de Kléber, Schiavi tratou de irritar o atacante celeste logo aos três minutos com uma falta no meio-de-campo e uma joelhada na sequência, que não foi observada pelo árbitro uruguaio Jorge Larrionda. Um início de confusão que se dissipou juntamente com a fumaça que impedia a visão do campo nos primeiros minutos.

A primeira finalização cruzeirense saiu apenas aos seis minutos em chute de Ramires, que bateu na zaga e se perdeu pela linha de fundo. Na cobrança de escanteio venenosa, Wagner deu um susto no goleiro Andújar. Um erro pode ser fatal numa decisão, e Henrique escapou de boa aos sete minutos. Na entrada da área, a bola quicou na frente do volante, que ficou esperando que ela descesse e a viu sendo roubada por Pérez, que também falhou no passe decisivo, desperdiçando um presente.

O primeiro lance de real perigo foi do Estudiantes, aos 11 minutos, em falta na entrada da área, que Verón bateu com categoria e viu Fábio voar para impedir o gol argentino. A estrela do goleiro brasileiro voltou a brilhar aos 16 em chute cara a cara de Pérez, que o camisa 1 celeste espalmou para escanteio. Antes que o escanteio fosse cobrado, uma cena inusitada: um cano de água estourou atrás de meta cruzeirense, mas o problema foi logo solucionado pela administração do estádio.

Schiavi, enfim, aos 25, recebeu o cartão amarelo ao atingir duramente Ramires. Wagner cobrou a falta na área, a zaga aliviou, e o meia voltou a cruzar para a cabeçada de Wellington Paulista, que saiu à direita. Na disputa, Germán Ré levou a pior e teve que enfaixar a cabeça para continuar na partida.

Verón continuava incomodando e, aos 35, mais um de seus chutes bateu na zaga e saiu em escanteio. Pouco depois, Fábio afastou um cruzamento que vinha na direção de Schiavi, se chocou com o zagueiro rival, que ficou se contorcendo em dores na área celeste pedindo pênalti, que foi justamente ignorado pelo árbitro. Aos 38, foi a vez de Marquinhos Paraná salvar a Raposa em cruzamento de Germán Ré que tinha endereço certo: a cabeça de Fernandez na pequena área.

Kléber, figura apagada na etapa inicial e que sofreu faltas sucessivas da defesa argentina, perdeu a paciência com mais um tostão que recebeu dos adversários. O atacante foi reclamar com o árbitro e a única coisa que conseguiu foi um cartão amarelo para ele próprio. Era o que os argentinos queriam ao provocá-lo. O Estudiantes ainda teve duas chances antes do fim da primeira etapa com Fernández, aos 42, em chute que foi cortado por Leonardo Silva, e com Verón, aos 44, em bomba certeira que Fábio agarrou firme sem dar rebote.

Kléber vacila

A pressão do Estudiantes se intensificou ainda mais no início do segundo tempo com duas defesas salvadoras de Fábio em sequência. Primeiro, o goleiro espalmou um chute à queima-roupa de Boselli para a linha de fundo, e, na cobrança de escanteio, Desábato cabeceou firme e o cruzeirense fez um milagre em La Plata.

O Cruzeiro tentou se soltar após os sustos em sequência e Kléber arriscou o seu primeiro chute aos quatro minutos, sem muita direção. Aos seis, os cruzeirenses se revoltaram e pediram pênalti, pois após cruzamento de Wagner, Wellington Paulista se chocou com a zaga e ficou reclamando.

O clima foi ficando cada vez mais quente com Verón também sangrando após disputa com Ramires, que deixou o cotovelo, aos 13 minutos. 'La Brujita' teve que deixar o campo por alguns segundos para levar pontos e voltar ao campo logo depois. Três minutos após o primeiro embate foi a vez de Schiavi dar um "soquinho" em Wellington Paulista, que desabou no chão, tentando forçar a expulsão do adversário, que já tinha cartão amarelo. O árbitro não advertiu ninguém.

Comandado por Pérez, o Estudiantes se lançou à frente, mas a ansiedade fez com que os argentinos perdessem bolas fáceis e abrissem chance para o Cruzeiro aparecer com perigo na frente. Aos 28, Ramires cruzou na direção de Leonardo Silva, que apareceu livre na área, mas cabeceou para fora.

Com o Estudiantes perdido em campo, a Raposa começou a aparecer bem nos contra-ataques. Aos 35 minutos, Kléber perdeu a chance do jogo. Wagner cruzou, Andújar espalmou nos pés do Gladiador, que, com o goleiro adversário caído, mandou para fora. Aos 38, a conclusão de Wellington Paulista, após cabeçada de Jonathan, passou perto, mas também não exigiu trabalho do arqueiro rival. Aos 44, a última boa chance do jogo foi dos argentinos com Salgueiro, que chutou forte, assustando o goleiro Fábio, mas a bola saiu.

Ficha do jogo
ESTUDIANTES 0 x 0 CRUZEIRO
Andújar; Cellay, Desábato, Schiavi e Germán Ré; Braña, Verón, Enzo Pérez e Benítez (Nuñez); Gastón Fernández (Salgueiro) e Boselli Fábio; Jonathan, Anderson, Leonardo Silva e Gerson Magrão (Fabinho); Henrique, Marquinhos Paraná, Ramires e Wagner; Kléber e Wellington Paulista
Técnico: Alejandro Sabella Técnico: Adilson Batista
Cartões amarelos: Benítez, Schiavi e Desábato (Estudiantes), Kléber, Ramires e Wagner (Cruzeiro)
Estádio: Ciudad de La Plata (Argentina). Data: 8/7/2009. Árbitro: Jorge Larrionda (URU). Auxiliares: Pablo Fandiño (URU) e Mauricio Espinosa (URU).

Fonte: Globo.com


Comentário da Redação
Nada está ganho

O jogo não foi bom. Porém o resultado de 0 a 0 foi ótimo para o Cruzeiro. Principalmente porque na decisão da Libertadores não existe aquela história de gol fora. Ou seja, será campeão aquele que vencer a partida, seja no tempo normal, na prorrogação, ou nos pênaltis. E ninguém mostrou mais competência para vencer um jogo neste torneio do que o time de Minas Gerais.

Mas é bom lembrar que nada está acabado. Talvez se o Kléber não tivesse titubeado na hora de estufar aquela bola para as redes, com o gol vazio, eu estivesse com outro discurso aqui. Isso porque uma coisa ficou clara na minha percepção: o Estudiantes tem muita dificuldade para tomar conta das ações em um jogo de alto nível. Ou seja, o time argentino joga muito melhor quando não tem a responsabilidade de atacar, o que deve acontecer na próxima quarta-feira, no Mineirão.

Entretanto, também ficou muito clara a diferença técnica entre as equipes. O Cruzeiro é muito, mas muito mais time. E é nisso que Adilson Batista deve focar durante os próximos sete dias. Ele precisa bater nessa tecla, insistir na qualidade de seus jogadores, pois é aí que está a chave para a vitória. Nada melhor do que depender do seu próprio futebol.

O Cruzeiro soube muito bem neutralizar as poucas peças diferenciadas do time argentino. E quando isso não foi possível, lá estava Fabio para fechar a meta com tijolos. No segundo tempo, a Raposa ainda teve chances de ouro para matar a disputa, mas o trio Wagner, Wellington e Kléber não esteve bem. O empate sem gols, contudo, ficou de bom tamanho.

Pelo que vi, aposto no terceiro título do Cruzeiro na Libertadores na próxima semana. Apenas um palpite de quem já é gato escaldado nesse tipo de situação e que sabe bem que no futebol nada está ganho enquanto a bola está rolando.

Conceitos - CRUZEIRO

Fábio - ÓTIMO: Atuação fantástica. Defesas importantes nas horas certas. Destaque para um chute sensacional de Verón defendido de forma mais espetacular ainda pelo arqueiro mineiro.
Jonathan - BOM: Acostumado a subir bem para o ataque, o lateral entendeu a importância de ajudar a marcação e pouco foi à frente.
Anderson - PÉSSIMO: Jogou completamente fora de sintonia com o time.
Leonardo Silva - BOM: Enquanto Anderson levava um pequeno baile de tango, Leonardo Silva segurava as pontas na defesa. Não perdeu uma pelo alto.
Gerson Magrão - REGULAR: Foi muito mal no primeiro tempo. Sentiu muito o jogo. Mas, na etapa complementar, seguiu a fórmula do Jonathan e melhorou na partida. Só subiu na boa e participou de jogadas importantes.
(Fabinho) - SEM CONCEITO: Nem tocou na bola.
Henrique - ÓTIMO: Sou fã desse jogador. Mais uma vez cadenciou bem o jogo, não deu espaços para Verón e cia. e ainda chegou com perigo no ataque.
Marquinhos Paraná - BOM: Muito bem na marcação. Foi discreto e tocou poucas vezes na bola, mas é o jogador que todo time precisa.
Ramires - BOM: Trabalhou bem pelos lados do campo e incomodou muito a defesa argentina.
Wagner - PÉSSIMO: Muito afobado. Teve inúmeras oportunidades para definir o jogo ou servir um companheiro bem posicionado, mas sempre escolheu a opção errada.
Kléber - REGULAR: Só não dou um conceito pior porque deu muito trabalho aos argentinos com seu estilo de jogo corpo-a-corpo, que irrita qualquer adversário. Mas hoje, definitivamente, não era o dia do "Gladiador". Perdeu a chance da partida com o gol vazio.
Wellington Paulista - PÉSSIMO: Caiu na lábia dos argentinos e ficou procurando encrenca o jogo inteiro. Por sorte, o árbitro Larrionda não estava muito a fim de distribuir cartões. Com a bola nos pés, um horror.
Téc: Adilson Batista - BOM: Armou muito bem o time e quase saiu de La Plata com um resultado positivo. Agora ele precisa apostar na qualidade do Cruzeiro para conquistar seu primeiro título de Libertadores como treinador.

Conceitos - ESTUDIANTES

No Estudiantes, destaco a ótima atuação de Enzo Perez, um dos poucos argentinos que tentou fugir da mesmice do técnico Sabella. Verón também teve bons lampejos, mas é nítido que é muito para ele ser o responsável por todas as jogadas do time. E não adianta nada criar jogadas quando se tem um ataque tão inofensivo como este formado por Boselli e "la gata" Fernandéz. No Brasil, o Estudiantes precisa apostar tudo em sua defesa, muito sólida e experiente e torcer para encaixar bem os contra-ataques que devem surgir.

Direto da Redação













Redator: Ricardo Pilat
ricardo.pilat@yahoo.com.br

Campeonato Brasileiro > Ronaldo ‘brinca’, faz três gols e comanda vitória do Timão sobre o Fluminense

* Show do craque teve ainda participação na jogada do outro gol. Resultado coloca paulistas em quinto e mantém cariocas perto da degola

Ronaldo avisou que gostaria de anotar um gol no Campeonato Brasileiro... Ronaldo falou também que iria se divertir na competição... Mas Ronaldo não fez um gol, fez três. E mais: “brincou” ao participar da jogada de outro. Foi assim, sob a batuta do Fenômeno, que o Corinthians reencontrou a Fiel após a conquista da Copa do Brasil e venceu o Fluminense por 4 a 2 na noite desta quarta-feira, no estádio do Pacaembu – Conca e Diego, contra, diminuíram o placar para os tricolores.

A vitória desta noite colocou o Corinthians em boa situação na tabela do Nacional. Com 14 pontos, a equipe paulista já aparece na quinta colocação, dois pontos atrás do quarto colocado, o arquirrival Palmeiras, e a seis do líder Internacional, derrotado pelo Timão na final da Copa do Brasil. O Fluminense, por sua vez, está lá embaixo, em 15º, apenas duas posições acima da zona de rebaixamento.

Se para a equipe paulista, campeã estadual e da Copa do Brasil, a possibilidade de uma Tríplice Coroa começa a clarear, para o time carioca a situação é mais nebulosa. Sem ter conquistado nada até agora na temporada, o Flu começa a se preocupar com a briga contra a Série B. São apenas dois pontos de diferença para o Náutico, primeiro a figurar na região perigosa da tabela, e três para o lanterna Avaí.

No próximo fim de semana, pela décima rodada do Campeonato Brasileiro, o Corinthians volta a Porto Alegre, palco da conquista do tri da Copa do Brasil. Só que dessa vez para encarar o Grêmio, domingo, às 16h, no estádio Olímpico. Já o Fluminense joga às 18h30m, contra o Santo André, no Rio de Janeiro.

Ronaldo é gol

Antes de as equipes entrarem em campo, a diretoria do Corinthians mandou o volante Edu a campo para acenar à torcida. O jogador foi contratado no começo desta semana e assinou acordo até o final de 2011. Depois disso, já com os elencos em campo, a taça da Copa do Brasil foi mostrada à Fiel. Após a execução do hino nacional, mais festividade: os jogadores do Fluminense entregaram as faixas de campeão aos rivais alvinegros.

O início da partida foi o sinal para o disparo de uma bateria de fogos do lado de fora do estádio do Pacaembu. Ela durou quatro minutos. E assim que ela acabou, o Fluminense encontrou sua primeira chance. Sem ligar para o clima de festa dos alvinegros, Conca rolou para Fred na direita da grande área. O atacante girou e chutou cruzado. Só que a bola passou à esquerda do goleiro Felipe, sem assustar.

Com menos posse de bola, o Timão conseguiu responder aos nove minutos. Dentinho tabelou com Douglas e tentou achar Ronaldo em cruzamento da esquerda, mas a zaga tricolor afastou. No lance seguinte, André Santos fez boa jogada com Douglas e serviu Jorge Henrique, que bateu prensado com um marcador. Mas Fred estava dando trabalho. Aos 11, ele fez boa jogada individual e chutou rasteiro para fora.

O atacante do Fluminense ainda tentou outra vez aos 16, ao chutar de fora da área para tranquila defesa de Felipe. A partir daí, só deu Corinthians (à exceção de um gol anulado de Fred por impedimento). E com eficiência. Após alguns lances de perigo com Cristian e Dentinho, brilhou a estrela de Ronaldo. Aos 24 minutos, o camisa 9 recebeu ótimo passe de Douglas e tocou na saída do goleiro Ricardo Berna.

Foi o primeiro gol do Fenômeno no Campeonato Brasileiro. Mas não seria a única participação dele na noite. Aos 29, foi o craque que iniciou a jogada do segundo. Ele achou Cristian na área, e o volante rolou para Dentinho completar. E teve mais na etapa inicial: aos 35, o atacante novamente recebeu de Douglas, avançou, deixou Edcarlos no chão, Cássio sem reação e chutou no contrapé de Ricardo Berna: 3 a 0.

O Fluminense ainda tentou diminuir aos 44 minutos, em cobrança de falta de Conca. O argentino tentou encobrir Felipe, mas o goleiro corintiano, atento, espalmou.

Pressão do Flu

As duas equipes voltaram para a segunda etapa sem alterações. Mas o Corinthians levou um susto logo no primeiro minuto, e quase precisou mudar. O goleiro Felipe caiu no gramado com dores no estômago. Mas, atendido pelos médicos, ele continuou. A preocupação foi maior porque no treinamento da última terça-feira o camisa 1 já tinha sido poupado por conta de uma indisposição estomacal.

O Fluminense não ficou atrás na preocupação. Aos sete minutos, o árbitro Heber Roberto Lopes paralisou a partida por conta de um sangramento na cabeça de Diguinho. O meia tricolor, porém, também foi atendido e retornou para o jogo. Com a bola rolando, embora o time das Laranjeiras tentasse uma aproximação ao ataque, parava na forte marcação do Corinthians na saída de bola.

E quem quase voltou a brilhar aos 12 minutos foi Ronaldo. A defesa do Fluminense saiu jogando errado, e Elias aproveitou. O volante, então, tocou para o atacante na esquerda, mas ele chutou cruzado para fora. O lance poderia ter esquentado a partida, mas não foi assim. Com a vantagem de três gols, os donos da casa tiraram o pé do acelerador, mas também não deram espaço para as investidas dos visitantes.

O técnico do Flu, Carlos Alberto Parreira, então, resolveu mudar em dose tripla. Aos 23 minutos, o comandante tricolor colocou Carlos Eduardo na vaga de Leandro Amaral, Marquinho no lugar de Fabinho e Alan entrou para a saída de Diguinho. Mas quem marcou o primeiro do time tricolor foi mesmo alguém que já estava em campo: o argentino Conca. Aos 27 minutos, ele se livrou de dois marcadores e chutou.

A reação carioca seria ainda mais insinuante. Com o Timão parado em campo, o Fluminense foi para cima, criou boas chances e chegou aos segundo gol aos 32 minutos. Alan recebeu bom passe na grande área, driblou com categoria o goleiro Felipe e tentou rolar para Fred. Mas antes de a bola chegar no atacante, o zagueiro Diego, do Corinthians, marcou contra: 3 a 2.

O gol deu moral ao Tricolor, que foi para cima do Timão. Mas, aos 36 minutos, Fred foi expulso por reclamação e a reação do Flu foi freada. E se de um lado o atacante perdeu a cabeça, do outro acertou o pé. Aos 40 minutos, Ronaldo aproveitou rebote de Ricardo Berna e marcou pela terceira vez o jogo. Em seguida, saiu para a entrada de Henrique e foi aplaudido de pé.

Ficha técnica
CORINTHIANS 4 x 2 FLUMINENSE
Felipe; Alessandro (Diogo), Chicão, Diego e André Santos; Cristian, Elias e Douglas (Boquita); Jorge Henrique, Dentinho e Ronaldo (Henrique). Ricardo Berna; Mariano, Cássio, Edcarlos e João Paulo; Wellington Monteiro, Fabinho (Marquinho), Diguinho (Alan) e Conca; Leandro Amaral (Carlos Eduardo) e Fred.
Técnico: Mano Menezes. Técnico: C.A.Parreira.
Gols: Ronaldo, aos 24 e aos 35, e Dentinho, aos 29 minutos do primeiro tempo; Conca, aos 27, Diego, contra, aos 32, e Ronaldo aos 40 minutos do segundo tempo
Cartões amarelos: André Santos, Jorge Henrique (C); João Paulo, Cássio (F). Cartão vermelho: Fred (C).
Público: 27.329 pagantes. Renda: R$ 951.184,00
Estádio: Pacaembu, em São Paulo (SP). Data: 08/07/2009. Árbitro: Heber Roberto Lopes (Fifa/PR). Auxiliares: José Carlos Dias Passos (PR) e Gilson Bento Coutinho (PR).

Fonte: Globo.com


Comentário da Redação
Que show do fenômeno!

Noite fantástica no Pacaembu, no primeiro jogo após a conquista da Copa do Brasil e a vaga garantida para a Libertadores de 2010. Comandado por Ronaldo e apoiado pela linda festa da torcida, o Corinthians deu um show no primeiro tempo. Aproveitou as subidas do Fluminense para praticar sua especialidade: desarmar com precisão e sair com rapidez para o ataque.

E lá na frente o time mostrou a eficiência de sempre, ainda mais com o Ronaldo para lá de inspirado. Quem também teve papel fundamental e fez o jogo fluir muito mais pelo lado alvinegro foi o Douglas. Com muita criatividade, raciocínio rápido e movimentação, ele fez o que se espera de um camisa 10, e dos três gols do Ronaldo, dois tiveram a assistência do Douglas.

O jogo parecia definido e eu só não falaria que a tendência era ter goleada pelo que vem mostrando o Corinthians, que sempre faz o necessário e não costuma golear, mesmo com os adversários mais fracos. E assim como em alguns jogos da Copa do Brasil o Timão tomou sufoco na segunda etapa e quase sofreu o empate.

Méritos também para o Tricolor, que já não tinha feito um primeiro tempo ruim, pelo contrário, foi o Alvi-negro e o Ronaldo que deram um espetaculo nos primeiros 45 minutos. Quando o Fred foi expulso por xingar o árbitro, pra mim exageradamente, o Flu teve sua reação esfriada, enquanto o Corinthians se acertou, e mais uma vez ele apareceu e marcou seu terceiro gol.

Para o time do Mano Menezes, vitória bem animadora pelo primeiro tempo, mas ainda é preocupante pela queda de rendimento no segundo tempo que já tem se repetido. Nenhum time consegue sustentar o mesmo ritmo o tempo todo, mas tomar o empate após abrir 2 a 0 como foi na Copa do Brasil, ou ficar perto de tomar empate depois de fazer 3 gols não é normal.

Já o time do Carlos Alberto Parreira, que tem vários defeitos, pode ressaltar muito mais a qualidade do adversário e a genialidade do Ronaldo do que suas próprias falhas no jogo desta quarta.

Conceitos

Felipe - REGULAR: Não teve grande trabalho e não teve a menor culpa nos gols sofridos.
Alessandro - BOM: Sempre muito correto, sem deixar espaços para o adversário, fez mais uma boa partida.
(Diogo) - REGULAR: Pouco apareceu e deixou espaços pelo seu lado.
Chicão - BOM: Também por méritos do adversário, o zagueiro corintiano teve muito trabalho, mas foi bem.
Diego - REGULAR: O gol contra foi uma infecilidade somente. Se posicionou mal em alguns momentos, mas compensou na seriedade e raça.
André Santos - BOM: Cada vez melhor na marcação, chegou no meio-campo por diversas vezes, fazendo uma bela dupla com o Douglas pelo lado esquerdo.
Cristian - BOM: Faltou todos estarem com o espírito do Cristian no momento em que o jogo já estava 3 a 0. Não tinha nada ganho para o volante, que chegava com muita vontade em cada dividida.
Elias - ÓTIMO: Correu o tempo todo, marcou muito e ajudou o Douglas na armação da equipe..
Douglas - ÓTIMO: Uma de suas melhores partidas pelo Corinthians. Se o time com ele discreto é bom, no primeiro tempo tivemos uma amostra de como é com ele inspirado e 'acordado'.
(Boquita) - SEM CONCEITO: Jogou pouco.
Jorge Henrique - REGULAR: Não estava em um bom dia. Mas nem precisa falar que raça não faltou, né?
Dentinho - BOM: Marcou o seu e começou a jogada do quarto gol, fazendo o Ricardo Berna espalmar seu chute.
Ronaldo - ÓTIMO: Em noite de fenômeno. Dois bonitos gols, um golaço e uma participação fundamental no outro gol. Quer mais?
(Henrique) - SEM CONCEITO: Entrou nos minutos finais só para o dono do jogo, Ronaldo, sair aplaudido.
Téc: Mano Menezes - REGULAR: Fez o time estar ligado após conquistar o título da Copa do Brasil, mas errou muito ao tirar o Douglas e colocar o Boquita logo após o primeiro gol do Flu.

Direto da Redação


Redator: Pedro Silas
pedro_sccp@yahoo.com.br