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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Camarote Térreo > O Santos engrenou

Após 5 vitórias consecutivas no Campeonato Paulista, não acho exagero dizer que finalmente o Santos engrenou na temporada 2012. Nem só pelos resultados, que colocam a equipe no quarto lugar na tabela, com 21 pontos, mas também pelo bom futebol coletivo da equipe de Muricy Ramalho.

A confirmação veio no sábado, quando Neymar e Ganso lideraram o show santista diante da Ponte Preta, uma tremenda goleada: 6 a 1. E olha que a Macaca jogou bem e mesmo assim não segurou o ímpeto do Peixe.

Alguns detalhes são fundamentais para entender esse bom momento. Neymar segue arrebentando e Ganso está voltando ao que era antes das últimas lesões. Só precisa chegar mais dentro da área, marcar gols.

Curioso verificar a quantidade de gols que o Santos vem fazendo de maneiras diferentes. Gol de tabela, troca de passes, de fora da área, de perna esquerda, de perna direita, de cabeça. Aliás, impressionante como vem funcionando o jogo aéreo do Santos. Só diante da Ponte foram 3 gols assim.

Outro ponto importante é que a defesa se firmou e está sofrendo poucos gols. E não foi porque Edu Dracena e Durval viraram gênios, mas sim pelo bom posicionamento de toda a equipe, começando pela marcação no ataque.

E há tembém o fator Fucile/Juan. A entrada dos dois foi muito positiva tanto para o ataque quanto para a defesa.

Enfim, são muitos aspectos que animam o torcedor do Santos que andava ressabiado desde aquele fatídico duelo contra o Barcelona.

Libertadores

Diante do The Strongest, naquela derrota lamentável por 2 a 1, o Santos já havia mostrado sinais de evolução. Criou inúmeras chances, mas parece mesmo ter sentido o peso da altitude de La Paz.

Por isso, acredito que o time não deve se preocupar também na Libertadores. Basta fazer a lição de casa na Vila e vencer pelo menos um dos jogos que restam fora - ao que tudo indica, contra o Juan Aurich, do Peru.

Na próxima semana, dia 7 de março, o Peixe recebe o Inter num jogaço que promete!

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* A coluna Camarote Térreo coloca o torcedor santista pertinho dos fatos que agitam a Vila Belmiro.

Redator: Ricardo Pilat
ricardo.pilat@yahoo.com.br

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Clinch > UFC 144: Retorno ao palco histórico e evento abaixo do esperado

Após doze anos o UFC retornou ao Japão neste sábado (25), na edição 144. O evento foi cercado de expectativas, mas acabou sendo morno.Na participação japonesa no octógono, decepções. Ao contrário das edições do UFC no Brasil, onde nossos atletas passearam sobre os adversários conquistando a maior parte das vitórias, os japoneses tiveram participação mediana.

Favoritos e queridos do público, Yushin Okami e Yoshihiro Akiyama foram derrotados no card principal, que só teve a vitória do atleta da casa Hatsu Hioki. Esse que faz bonito e deve ser o próximo desafiante ao cinturão de José Aldo.

Uma lenda do pride, ex-campeão da categoria leve do evento, Takanori Gomi venceu o compatriota Eiji Mitsuoka por nocaute técnico.

No total foram quatro vitórias e cinco derrotas dos japoneses (considerando que teve uma luta entre japoneses, que já contabiliza uma vitória e derrota).

Não foi um evento de alto nível e com grandes lutas. Muito pelo contrário. Para mim o principal destaque foram os torcedores japoneses que amam esse esporte, reverenciam os ídolos do Pride, e deram um show de educação. Enquanto Bruce Buffer anunciava os lutadores, não se ouvia uma palavra das arquibancadas, que ao final do anúncio aplaudiam o lutador, independente de quem fosse.

E a entrada de Quinton Rampage Jackson foi sensacional, com a música de abertura do Pride, atiçando os torcedores que o idolatram e “uivaram” junto com o americano, que dentro do octógono fez um papelão, estava fora de forma e foi derrotado por Ryan Bader. Confira um resumo dos principais combates:

Ben Henderson vence na decisão unânime dos juízes e é o novo campeão dos pesos leves

Foram cinco rounds de muita movimentação, Frankie Edgar levou um prejuízo, vários golpes fortes que lhe renderam um rosto desfigurado e muito sangue. Mas como de costume, o lutador teve muita raça e aguentou o castigo nos cinco rounds. Ele também acertou boas sequências no adversário, mas não foi o suficiente para convencer os juízes. Vitória merecida de Ben “Smooth” Henderson, que é o novo detentor do cinturão dos médios. Eles receberam o prêmio de “melhor luta da noite”.

Rampage Jackson frustra os fãs japoneses e é derrotado

Mesmo com a torcida toda a seu favor, Rampage esteve irreconhecível. Sem mobilidade e fora de forma, ele foi presa fácil para Bader, que o colocou para o chão diversas vezes e dominou o adversário durante os três rounds, levando a vitória na decisão dos juízes.

Outros destaques:
•    Anthony Pettis venceu Joe Lauzon com um chute sensacional, faturando o prêmio de nocaute da noite, e de quebra a notícia ainda informal de Dana White, de que ele deve ser o próximo desafiante ao cinturão dos pesos leves.
•    Tim Boetsch levou um castigo de Yushin Okami em dois rounds, mas aguentou firme e veio com tudo no terceiro para nocautear o japonês e conseguir uma das viradas mais surpreendentes dos últimos tempos.
•    Vaughan Lee finalizou o japonês Kid Yamamoto, no card preliminar, e ganhou o prêmio de melhor “finalização da noite”.

Todos os resultados:

CARD PRINCIPAL
Ben Henderson venceu Frankie Edgar na decisão unânime dos jurados
Ryan Bader venceu Rampage Jackson na decisão unânime dos jurados
Mark Hunt venceu Cheick Kongo por nocaute técnico aos 2m11s do round 1
Jake Shields venceu Yoshihiro Akiyama na decisão unânime dos jurados
Tim Boetsch venceu Yushin Okami por nocaute técnico aos 54s do round 3
Hatsu Hioki venceu Bart Palaszewski na decisão unânime dos jurados
Anthony Pettis venceu Joe Lauzon por nocaute a 1m21s do round 1

CARD PRELIMINAR
Takanori Gomi venceu Eiji Mitsuoka por nocaute técnico aos 2m21s do round 2
Vaughan Lee venceu Kid Yamamoto por finalização aos 4m29s do round 1
Riki Fukuda venceu Steve Cantwell na decisão unânime dos jurados
Chris Cariaso venceu Takeya Mizugaki na decisão unânime dos jurados
Issei Tamura venceu Tiequan Zhang por nocaute aos 32s do round 2

Foto: Getty Images

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* A coluna Clinch traz a análise dos principais eventos de artes marciais do planeta.

Redator: Fernando Pilat
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domingo, 26 de fevereiro de 2012

Comentário da Redação > Palmeiras 3x3 São Paulo

Visão palmeirense > Merecia vencer, mas vacilou
por Ricardo Pilat - pilatportasio@gmail.com

Tivemos um belo jogo de futebol neste domingo, em Presidente Prudente. E antes de encontrar defeitos nas equipes, é preciso destacar as virtudes.

Como minha missão é comentar o Palmeiras, falo da bela atuação do ataque. Como adiantei na coluna Mondo Verde desta semana, o time está muito mais preocupado com a parte ofensiva e está jogando melhor. Barcos e Maikon Leite vêm formando uma ótima dupla. O argentino tem muito faro de gol!

E Daniel Carvalho segue jogando bem. Até gol de falta ele fez. Parece mesmo que a dependência do Marcos Assunção está acabando.

E o Verdão jogou mais que o São Paulo. Criou mais e merecia vencer. Porém, dessa vez foi a defesa que falhou e permitiu um empate. Principalmente nos 2 primeiros gols. Cícero entrou livre no meio da zaga para fazer 1 a 1 num momento em que o Palmeiras dominava o jogo. E o 2 a 2 veio em pênalti de Cicinho que, na minha opinião, foi claro e infantil.

Acredito que essas falhas tenham sido pontuais e não preocupam. Ninguém melhor que Felipão para corrigir isso. Importante mesmo é ver que o time agora ataca e ataca bem

Conceitos

Deola - BOM: Não teve culpa nos gols e até evitou alguns.
Cicinho - RUIM: Marcou muito mal ontem e foi infantil no pênalti.
Leandro Amaro - REGULAR: Foi bom em alguns desarmes, mas deu espaço.
Henrique - REGULAR: Idem ao de cima. Segue inconstante.
Juninho - BOM: Segue mostrando que é bom lateral. Belo cruzamento no segundo gol do Barcos.
Márcio Araújo - BOM: Foi sobrecarregado ontem pela má atuação do assunção.
Marcos Assunção - RUIM: Ontem não brilhou. Nem nas faltas. Falhou na marcação e chegou até a apelar em faltas em algum momento.
João Vitor - REGULAR: Vem jogando bem, mas ontem foi discreto. Não sei se é o cara para ser titular.
(Chico) - SEM CONCEITO: Jogou pouco.
Daniel Carvalho - BOM: Mais uma boa partida. Marcou um gol de falta e trabalhou como o armador que o time precisa.
(Patrik) - REGULAR: Não entrou bem. E não entendi a substituição tão cedo.
Maikon Leite - BOM: Se entrou rápido com Barcos e o time se acertou. Muita velocidade e boa aproximação com o argentino.
(Ricardo Bueno) - SEM CONCEITO: Mal tocou na bola.
Barcos - ÓTIMO: Aos poucos, o camisa 9 cai nas graças da torcida. Ele não é craque, mas é centroavante qualificado, que sabe se posicionar e chuta muito bem. Fez a diferença.
Téc: Luiz Felipe Scolari - BOM: Apesar de não ter gostado das alterações do gaúcho, fica aqui o bom conceito por estar finalmente tentando fazer o time jogar para o ataque.

Visão tricolor > Péssima defesa, bom ataque
por Victor Mesquita - victor.mesquita@yahoo.com.br

Por mais que minhas velas estivessem acesas, o meu medo se confirmou e piorou! Além de sermos vítimas da famosa bola parada palmeirense, tomamos gol por baixo e num cruzamento com bola rolando. O engraçado é que nenhum gol foi passe do Marcos Assunção.

Ainda bem que toda história tem seu lado bom e o nosso é o ataque que vem funcionando muito bem. Acho que daqui para frente assistir jogos do São Paulo é garantia de emoção e gols. Ontem, se o jogo durasse mais 1 hora terminaria 8 x 8.

O jogo foi muito bom de se ver. Me surpreendi com a ofensiva do time da Rua Turíassu e com o baixíssimo número de faltas. Todos os gols foram muito bonitos provando o bom momento dos dois ataques e a fragilidade das defesas.

A situação da defesa do São Paulo hoje é muito preocupante. E o pior, não consigo imaginar uma solução sequer. Tirando Rodolpho, todos os zagueiros hoje são muito fracos.

Os volantes à disposição não sabem marcar, erram passes e são extremamente ingênuos, sendo constantemente suspensos. Além disso, os atacantes não têm vocação para recompor o sistema defensivo.

O começo de ano está longe de ser como o Leão previa.

Conceitos

Denis – BOM: Errou ao apostar no Marcos Assunção da falta que originou o primeiro gol, mas foi muito bem no resto do jogo e fez uma belíssima defesa numa cobrança de falta no final.
Piris – REGULAR: Muito mal no início do jogo na marcação, melhorou um pouco na segunda etapa. Precisa mostrar mais futebol.
Paulo Miranda – PÉSSIMO: Zagueiro fraco! Segundo gol prova isso. Não tem condições de jogar num clube grande. Será que só eu acho que devemos contratar um zagueiro de nível?
Rodolpho – PÉSSIMO: Ao contrário do seu companheiro, ele tem talento. Hoje, porém, teve uma péssima atuação assim como todo sistema defensivo. Errou no terceiro gol.
Cortez – BOM: Dos reforços é o que vem jogando melhor. O time tem que explorar mais suas investidas no ataque.
Denílson – PÉSSIMO: Não marca, erra passe de 3 metros e não ajuda no ataque. Perdido em campo.
Casemiro – PÉSSIMO: Mesmo roteiro do seu companheiro Denílson. Foi justamente substituído.
(Rodrigo Caio) – REGULAR: Entrou no lugar do Casemiro e marcou melhor. Mesmo assim ainda me parece um jogador cru.
Cícero – BOM: Sempre presente nos gols do São Paulo este ano. Acho um jogador importante que deve ser titular, talvez numa posição diferente do meia armador que foi depois da saída do Jadson.
Jadson – RUIM: Não teve um bom dia. Apesar de, notavelmente, ter talento e ser muito útil ao time, hoje parece que abusou um pouco na feijoada e não conseguiu jogar.
(Fernandinho) – BOM: Nunca imaginei que iria escrever isso um dia na minha vida, mas hoje o Fernandinho fui muito bem. Autor de um belo gol, ele também ajudou muito a mudar o panorama do jogo no segundo tempo.
Willian José – REGULAR: Não é um Luis Fabiano, mas vem marcando seus gols. Hoje foi discreto, porém muito eficiente na cobrança de pênalti.
Emerson Leão – REGULAR: Querendo ou não, a culpa das falhar do sistema defensivo é dele sim. O tempo e a sorte está contra ele. Independente disso, hoje ele substituiu muito bem. Por isso, fica na média.

Fotos: Gazeta Press


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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Clinch > Provocação gera ...?

Qual a melhor forma de completar essa frase?

Na vida em geral, provocar gera revide. Este pode ser em forma de outra provocação, violência, vingança, etc. No esporte essas atitudes são rotineiras. Principalmente nas lutas, provocar é uma maneira de “promover” um evento.

O boxe já teve grandes exemplos de provocadores. Muhammad Ali, por exemplo, exagerava nas palavras agressivas sobre Joe Frazier. Já Mike Tyson chegou a arrancar um pedaço da orelha de Evander Holyfield em cima do ringue. Bom, esses são ícones do esporte, grandes campeões, que não perdiam a oportunidade de se alfinetarem.

Mas o que aconteceu na última semana passou dos limites.

Em duelo que valia o cinturão de campeão mundial dos pesos pesados pelo Conselho Mundial de Boxe, um quase desconhecido Dereck Chisora, que perdeu duas das últimas três lutas, teve a oportunidade de desafiar o grande campeão Vitali Klitschko.

Nascido no Zimbábue e naturalizado britânico, Chisora transcendeu tudo o que já foi visto. Na pesagem oficial, face a face com o campeão, durante aquela encarada tradicional dos lutadores, o desafiante aplicou um tapa de mão aberta no rosto do gigante ucraniano (foto acima). Aquela atitude foi além de qualquer provocação. É inaceitável para qualquer homem receber um tapa de outro homem. Mas como fazer aquilo diante de milhões de câmeras, atingindo o campeão mundial dos pesados?

Apesar da irritação, a turma do “deixa disso” conseguiu acalmar os ânimos do gigante, que preferiu dar a resposta em cima do ringue. Por essa atitude, o atleta naturalizado britânico foi multado.

Acreditem se quiser, não parou por aí! No ringue, antes da luta e das apresentações, Chisora encheu a boca de água e cuspiu em Wladimir Klitschko, irmão mais novo do campeão e também lutador.

Apesar de todas as tentativas de desestabilizar o adversário, o resultado final foi o esperado. Vitória do ucraniano, por decisão unânime dos árbitros. Com 40 anos de idade, ele tem 46 lutas, 44 vitórias, sendo 40 por delas por nocaute. Sua última derrota foi em 2003.

O evento terminou, e as provocações não era mais necessárias. Mas Chisora queria confusão, e na coletiva de imprensa soltou o verbo nos irmãos Klitschko, e literalmente “saiu na porrada” com David Haye, seu agora conterrâneo e ex-lutador que agora é comentarista. Por conta dessa última atitude, Chisora perdeu seu voo e foi preso para esclarecimentos junto à polícia.

Um esporte que por si só já é violento, e que prega pela educação dos atletas para transformá-lo em algo saudável, não precisa de lutadores como Dereck Chisora. Quem pratica qualquer arte marcial, deve fazer uso disso apenas pelo esporte e saúde. Isso é um mau exemplo, e ajuda a criar uma má impressão sobre as lutas. O preconceito contra lutadores é cotidiano, e atitudes como essa só ajudam a difamar o esporte.

Para promover uma luta que vale o cinturão, não é necessário desrespeitar seu adversário. Tenho a mesma opinião para outras modalidades como o MMA, e falastrões como Chael Sonnen. Suas tiradas podem soar engraçadas aos ouvidos de alguns, e gerar mídia, mas também geram o receio de vir ao Brasil e ser agredido ou sofrer com algum tipo de violência.

Enfim, provocação não é necessário para disseminar o esporte ou um determinado evento. Quem luta, não briga!

UFC retorna ao Japão após 12 anos

Neste sábado, será realizado em Saitama o UFC 144. O palco do evento é histórico e abrigou diversas edições do extinto Pride. O evento terá vários ícones que brilharam naquela categoria, mas não teremos brasileiros no octógono mais famoso do mundo.

Dentre as estrelas que lutaram no evento japonês, Quinton Rampage Jackson é um dos que é adorado pelos asiáticos. Ele fará o co-main event da edição contra Ryan Bader, vencedor da 8ª edição do TUF (The Ultimate Fighter).

A luta principal do UFC 144 será a disputa de cinturão dos pesos leves. O atual campeão Frankie Edgar (foto), considerado um dos melhores lutadores peso por peso do mundo, enfrentará Ben “Smooth” Henderson. Apesar de vir de grandes apresentações, Smooth terá uma grande pedra no caminho.

Frankie tem um queixo duro, e muito coração. Ele demonstrou isso nos dois combates contra Gray Maynard (1 empate e 1 vitória do campeão).Acredito que o cinturão continue nas mãos de Edgar.

Veja o card completo:

Card Principal
•    Frankie Edgar x Ben Henderson
•    Quinton Jackson x Ryan Bader
•    Mark Hunt x Cheick Kongo
•    Yoshihiro Akiyama x Jake Shields
•    Yushin Okami x Tim Boetsch
•    Hatsu Hioki x Bart Palaszewski
•    Anthony Pettis x Joe Lauzon

Card Preliminar
•    Takanori Gomi x Eiji Mitsuoka
•    Norifumi Yamamoto x Vaughan Lee
•    Riki Fukuda x Steve Cantwell
•    Takeya Mizugaki x Chris Cariaso
•    Tiequan Zhang x Issei Tamura


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* A coluna Clinch traz a análise dos principais eventos de artes marciais do planeta.

Redator: Fernando Pilat
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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Futebol de Salto Alto > Mais respeito, por favor!

O Brasil tem duas grandes paixões, carnaval e futebol. E passado a festa do “bundalelê” o que nos resta são os jogos dos diversos campeonatos ao longo do ano. Em plena quarta-feira de cinzas o time do São Paulo, campeão em chuteiras alegóricas, joga com o Bragantino na 9ª rodada do Campeonato Paulista. Parece que o time vermelho, preto e branco aposta suas esperanças no novo jogador da equipe, o Fabrício, mas este ficou apenas 21 minutos no jogo.

O que tem me impressionado nos jogos que assisto é o desfile de beleza e eficiência dos árbitros deste campeonato, o de hoje foi o Guilherme Ceretta de Lima, que, tirando seu cabelo ensaboado no gel, correu o tempo todo e manteve a disciplina das equipes. 

Pode ser apenas coincidência, mas hoje o Leão novamente vestia uma camisa quadriculada. Vou prestar atenção nas futuras partidas para ver se o gosto geométrico é apenas mania de velho (com todo respeito) ou se é alguma simpatia para o time.

Enfim, o jogo aconteceu na cidade de Bragança Paulista e é muito comum ver os times grandes, como o São Paulo, mostrarem indiferença diante das equipes do interior, mas engana-se quem pensa que eficiência está ligada ao nome do time e no bom marketing que realizam. Logo no início do jogo o Giancarlo abriu o placar para o Bragantino e houve várias tentativas da equipe, que, ao meu ver, não se intimidou com o time da capital e isso foi comprovado com o segundo gol do Fernando Gabriel.

O Jadson, do São Paulo, teve a sorte de marcar o primeiro gol da equipe batendo um pênalti confuso. Porém, o segundo gol, do Cícero, foi bonito, não posso negar. Com o empate, o time da capital, mostrou-se mais preocupação com a equipe do interior e jogou um futebol justo.

No segundo tempo o jogo foi bem dinâmico. O Cícero surpreendeu novamente com o terceiro gol do São Paulo, chutando a bola com uma velocidade impressionante e longe da grande área. E não é que o Bragantino ficou invocado?! Menos de três minutos depois, Romarinho empatou o jogo.

A partida terminou com o empate das equipes e mostrando que os times do interior merecem preocupação e respeito, eles jogam futebol e tem capacidade como qualquer outra equipe do mundo.

Foto: Futura Press

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* Esqueça esquemas táticos, jogadas ensaiadas e análises de impedimento. A coluna Futebol de Salto Alto é a visão feminina e divertida do esporte que é a paixão nacional

Redatora: Tatiana Andrade
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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Gringolaço > Basel aprontando mais uma na Champions?

Depois de deixar para traz o Manchester United na fase de grupos, o FC Basel deu um bom passo nesta quarta-feira para continuar fazendo história na Uefa Champions League. Jogando em casa, venceu o bom e tradicional time do Bayern de Munique por 1 a 0 no jogo de ida das oitavas de final.

Além de fazer um jogo de igual para igual, provando que tem, sim, condições de seguir em frente no torneio mais importante da Europa, os suíços conseguiram um resultado excelente em mata-mata, sobretudo se considerarmos que o adversário é, teoricamente, mais forte. A vitória sem tomar gols dá à equipe da Basiléia a condição de perder por 2 a 1, 3 a 2, 4 a 3 e avançar. O 1 a 0 leva o jogo para a prorrogação.

Mesmo com a ótima surpresa do Basel, que participa da Champions pela terceira vez, ainda vejo os alemães com condições de reverter o resultado em casa. Se fosse para palpitar, eu diria que os Bávaros tomam gol, mas conseguem virar o placar. Não estou certo desta minha aposta, mas não tenho dúvidas que será um baita duelo na Allianz Arena.

Inter perde mais uma

Colecionando derrotas no Campeonato Italiano, a Internazionale não foi diferente na competição continental. A equipe dos brasileiros Júlio César, Maicon e Lúcio fez um jogo sonolento com o Olympique de Marselha, na França, que tinha tudo para ser 0 a 0. Aos 48 minutos do segundo tempo, porém, Ayew deu a vitória aos donos da casa.

Sem marcar gol há quatro partidas, os italianos precisarão de pelo menos dois tentos para ir diretamente às quartas de final. Potencial para conseguir virar o duelo pelo menos de forma pragmática, o time de Milão tem. Mas o futebol nerazzurri e os últimos resultados não apontam para isso.

Espírito de Libertadores na UCL

No confronto mais interessante da semana, o Napoli venceu o Chelsea por 3 a 1 no estádio San Paolo na terça-feira. E quem não se lembrou da Copa Libertadores ao ver o tradicional time italiano empurrado pela sua apaixonada torcida? Ficou ainda mais com cara de futebol sul-americano após o apito final, com a comemoração empolgante do torcedor napolitano. Sensacional!

Real toma empate no fim

Em Moscou, o Real Madrid enfrentou o CSKA sob temperatura de cinco graus abaixo de zero. Com gol de Cristiano Ronaldo no primeiro tempo, os espanhóis vinham conquistando a vitória até aos 48 minutos da etapa final, quando Wernbloom marcou o gol de empate dos mandantes: 1 a 1.

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* A coluna Gringolaço analisa os principais torneios e acontecimentos do futebol europeu.

Redator: Pedro Silas
pedro_sccp@yahoo.com.br

Mondo Verde > O Palmeiras que dá certo

Quem diria! O Palmeiras, mesmo sem ter recebido os "camarões" que a torcida esperava, começa o ano bem. O time de Luiz Felipe Scolari é líder do Campeonato Paulista e está invicto em 8 jogos em 2012, com 6 vitórias e 2 empates.

Muitos desde já vão dizer que Estadual não é parâmetro para nada. Eu concordo bastante com isso, mas há alguns pontos para ponderarmos.

Em primeiro lugar, o importante não são apenas as vitórias, que acredito serem obrigação dos times grandes no Campeonato Paulista. O Palmeiras está jogando bem e isso tem de ser levado em consideração. Está derrotando seus adversários bem! Um ou outro jogo com mais dificuldade por problemas defensivos. No geral, atuações convincentes.

Além disso, o Verdão não derrotou apenas galinhas mortas. Esse bom início passa pela vitória diante do Santos, na 5ª rodada, que deu confiança e estabilidade para o Palmeiras. No domingo, tem o São Paulo pela frente, mais um ótimo teste que pode ratificar esse bom momento no Palestra Itália.

Não é só Marcos Assunção; é também Assunção!


Mas a grande diferença do Palmeiras de 2012 é que a dependência de Marcos Assunção não é mais tão impactante. Na verdade, ele continua sendo o principal jogador da equipe e faz um início de temporada espetacular, com uma precisão incrível em faltas diretas e também nas bolas alçadas na área. Mas o time cria outras jogadas, tem outras alternativas.

Muito se deve a uma formação mais ousada que Felipão vem colocando em campo, com apenas dois volantes. Contra o Guaratinguetá na sexta-feira (vitória por 3 a 2), Patrik foi o titular no meio ao lado de Daniel Carvalho. Os dois encostam na dupla Barcos e Maikon Leite, que parece estar se acertando.

A dúvida que fica é sobre a entrada de Valdivia nesse time. O chileno está se recuperando de lesão e seria muito bacana se o time fosse testado com uma dupla de meias qualificados como "El Mago" e Daniel Carvalho.

Cicinho ou Artur?

Suspenso na última rodada, Cicinho deu lugar a Artur na lateral-direita e o ex-Azulão marcou seu terceiro gol na temporada. Agora, com os dois à disposição para encarar o Oeste nesta quinta-feira (23), no Pacaembu, a dúvida de quem será titular começa a pipocar na cabeça de Luiz Felipe Scolari. Cicinho ainda deve jogar, mas Artur está com fome de bola!

Wesley

E segue a expectativa para a conclusão da negociação entre Palmeiras e Werder Bremen por Wesley. Ao que tudo indica, a história terá um final feliz nesta semana. O clube alviverde encontrou um parceiro disposto a bancar a primeira parte dos 6 milhões de euros ao clube alemão, condição para que a contratação seja oficializada. E tomara que isso seja definido logo pois a novela já está chata! Wesley certamente dará outra cara ao meio-campo do Palmeiras.

Fotos: Lancenet!

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* A coluna Mondo Verde comenta as últimas notícias e acontecimentos da Sociedade Esportiva Palmeiras. O Palestra!

Redator: Ricardo Pilat
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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Terra do Tio Sam > Linsanidade

Você conhece Jeremy Shu-How Lin (foto)? Se curte NBA, mas deixou de acompanhar as últimas semanas do melhor do basquete do planeta, certamente não faz ideia de quem estou falando. Pois saiba que perdeu o surgimento de um dos maiores fenômenos do esporte no últimos tempos.

Lin, 23 anos, armador, é um americano filho de taiwaneses e formado pela Universidade de Harvard - que é uma das melhores do mundo, mas não tem tradição nenhuma no esporte universitário. Ele começou a carreira no Golden State Warriors em 2010, sem ser draftado, mas passou longe de brilhar. Foram apenas 2.6 pontos por jogo em 29 aparições.

Teve uma passagem pelo Dallas Mavericks durante a paralisação da NBA, mas iniciou a temporada 2011/2012 no New York Knicks, sempre entrando como reserva. Eis que o destino pregou uma peça no técnico Mike D'Antoni, que ficou sem seus principais atletas, Amare Stoudamire e Carmelo Anthony, e surgiu uma chance para Lin entrar durante o jogo diante do New Jersey Nets. Naquele dia, o garoto marcou 25 pontos e liderou a equipe de uma forma inacreditável.

Desde então, Lin é titular e os Knicks não sabem mais o que é derrota nos últimos 7 jogos. Entre as proezas do camisa 17, está a vitória incrível diante do Los Angeles Lakers de Kobe Bryant, em que o "Linsanity" anotou 38 pontos. E comandando todos os ataque de NY como veterano!

Posso estar exagerando, mas veja só se os números dele não confirmam que esse ufanismo tem algum fundamento. Até agora, Jeremy Lin tem média de 24.7 pontos por partida como titular e 9.5 assistências.Uma linsanidade, realmente.

A verdade é que Nova York está aos pés do seu novo ídolo. E os torcedores dos Knicks já acreditam que somando os 24 pontos por jogo de Lin, 22 de Carmelo e 18 de Amare será possível brigar pelo título. Stoudamire já voltou e Anthony deve retornar nos próximos dias. Eu não duvido de mais nada!

Hoje ele volta à ação, diante do New Orleans Hornets, no Madison Square Garden.

All-Star Weekend 2012

E o sucesso de Lin rendeu a ele um convite para jogar o duelo de novatos do All-Star Weekend, que acontece entre os dias 24 e 26 de fevereiro, em Orlando. Além disso, ele irá participar como coadjuvante no duelo de enterradas.

No confronto das estrelas, no domingo, os times já estão definidos. Confira a lista de titulares de Leste e Oeste.


Estrelas do Leste
Derrick Rose - CHICAGO BULLS
Dwyane Wade - MIAMI HEAT
LeBron James - MIAMI HEAT
Carmelo Anthony - NEW YORK KNICKS
Dwight Howard - ORLANDO MAGIC

Estrelas do Oeste
Chris Paul - LOS ANGELES CLIPPERS
Kobe Bryant - LOS ANGELES LAKERS
Kevin Durant - OKLAHOMA CITY THUNDER
Blake Griffin - LOS ANGELES CLIPPERS
Andruw Bynum - LOS ANGELES LAKERS

Foto: AFP

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* A coluna Terra do Tio Sam fala dos esportes que são mania nos Estados Unidos: basquete, beisebol, futebol americano e hóquei.

Redator: Ricardo Pilat
ricardo.pilat@yahoo.com.br

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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Comentário da Redação > Empate com sabor de vitória, mas...

O Corinthians conquistou um empate que muitos comemoraram nesta quarta-feira, diante do Deportivo Táchira, na Venezuela. Isso porque, depois de sair atrás no marcador ainda no primeiro tempo, o Alvinegro sofreu, mas no último minuto da partida, Ralf marcou de cabeça e garantiu um ponto importante.

Pelas circunstâncias do jogo, foi um empate com gosto de vitória, mas é um resultado ruim e para se demais lamentar se olharmos a diferença de qualidade técnica das equipes, que ficou clara. Mesmo fora de casa, o Timão dominou o jogo, tendo mais de 60% de posse de bola ao longo dos 90 minutos. Porém, faltou profundidade ao time e tranquilidade na hora de dar o último passe.

Passe esse, aliás, que poderia ter sido responsabilidade do Alex, preterido pelo Tite. Uma incoerência, já que o meia foi poupado domingo justamente, creio eu, para entrar 100% na Venezuela. O quarteto Jorge Henrique, Danilo, Emerson e Liedson não funcionou. Faltaram mais troca de passes, aproximação. Apesar da boa atuação no clássico com esse esquema tático, a equipe sentiu falta da presença de dois meias de criação.

Além disso, a velha história de o time do Parque São Jorge ter um certo azar na Libertadores parece ter entrado em campo. Primeiro, os jogadores mostravam nervosismo e queriam definir os lances rapidamente para abrir o placar e quebrar o gelo, depois, veio o gol bizarro dos venezuelanos. Em cobrança de lateral, Julio Cesar saiu mal e a bola, após bater nas costas de Chicão, foi para as redes. Para completar a "zica", logo após o gol, Danilo cabeceou perfeitamente e a bola foi no travessão.

No começo da etapa final, o técnico corintiano resolveu mexer e mandou à campo Alex e Elton nas vagas de Emerson e Liedson. Depois de quase conseguir o empate em grande chance criada, os visitantes tomaram um susto: em contra-ataque rápido, Chourio marcou para o Táchira, mas o lance foi anulado depois de alguns segundos de muita apreensão. Foi inevitável não pensar naquela eliminação para o Tolima, no ano passado...

Mas o final foi diferente: no último lance da partida, Alex cobrou falta na medida e Ralf cabeceou para empatar. Um alívio por não perder, no entanto, que fique claro: é muito pouco empatar com o Deportivo Táchira até mesmo para uma estreia.

Conceitos

Julio Cesar - PÉSSIMO: É uma das minhas preocupações nessa Libertadores, e mostrou logo na estreia que estou certo, falhando no gol.
Alessandro - REGULAR: Sem grandes problemas na marcação, foi afoito no apoio. Porém chegou à linha de fundo e deu ótimo passe para o Sheik, que perdeu o gol.
Chicão - PÉSSIMO: Vacilou no gol e abusou dos chutões.
Leandro Castán - BOM: Fez o arroz com feijão direitinho. Quase marcou o gol de empate.
Fábio Santos - REGULAR: Não brilhou, mas procurou dar opção aos companheiros.
Ralf - BOM: Deu algumas bobeadas, não esteve tão concentrado como costuma ser. Compensou com o gol heroico.
Paulinho - BOM: Foi o principal articulador do time até o Alex entrar no jogo
Danilo - REGULAR: Se teve papel de protagonista no clássico, ontem foi coadjuvante. Quase marca mais um gol de cabeça, mas não conseguiu ser o maestro do último jogo.
Jorge Henrique - BOM: Não foi brilhante, entretanto, foi importante nas saídas de bola pelo lado esquerdo e ajudou na marcação pelo setor.
(Willian) - REGULAR: Entrou esforçado, porém sofreu para ficar em pé.
Emerson - REGULAR: Não foi o jogador incisivo e perigoso que se espera dele. Perdeu um gol de frente para o goleiro.
(Alex) - BOM: Deu um gás no meio-campo e chamou a responsabilidade, arriscando chutes - nem sempre bons, mas talvez acertasse mais se tivesse sido titular. Deu a assistência para o gol.
Liedson - REGULAR: Bem apagado. Mostrou afobação nas bolas que recebeu.
(Élton) - BOM: Não fez muito, mas foi superior ao Liedson.
Téc: Tite - REGULAR: Foi incoerente deixando o Alex no banco, mas conseguiu dominar o adversário fora de casa. Fez o básico nas substituições com as opções que tinha.

Foto: AP

Redator: Pedro Silas
pedro_sccp@yahoo.com.br

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Gringolaço > Robinho brilha e Milan atropela o Arsenal

Coadjuvante por todos os clubes que passou na Europa e sempre abaixo do futebol que muitos esperavam que jogasse, Robinho teve um dia de ator principal nesta quarta-feira, diante do Arsenal, pelas quartas de final da Champions League. Com dois gols do atacante brasileiro, o Milan passou por cima dos ingleses, no San Siro: 4 a 0.

Além do ex-santista, Boateng e Ibrahimovic foram outros grandes destaques da partida. E foi justamente o ganês que abriu caminho para a goleada. Aos 15, recebeu passe e bateu firme para fazer um belo gol. Mais tarde, foi a vez de Ibra fazer grande jogada e cruzar na medida para Robinho ampliar.

Os italianos tiveram chances para ampliar no primeiro tempo, mas chegaram ao resultado final na "vira 2 acaba 4". Na etapa final, o sueco deu mais uma assistência para Robinho marcar o terceiro. Quando o resultado já parecia perfeito para os donos da casa, a situação ficou ainda melhor quando Ibrahimovic sofreu pênalti e o próprio fez, muito merecidamente, o seu gol.

Com o resultado, o Milan para Londres com a vantagem de poder perder por 3 a 0, ou até mesmo um 5 a 1. Ou seja, a vaga já é da equipe de Milão!

Barça também perto das quartas

Não foi uma goleada, mas o Barcelona também conseguiu praticamente garantir sua vaga nas quartas de final, ontem, na Alemanha. Com sua tradicional posse de bola, o time catalão dominou o Bayer Leverkusen no estádio BayArena e conseguiu furar a forte marcação dos donos da casa: 3 a 1.

Lionel Messi teve mais uma grande atuação, e com assistência de Daniel Alves, fechou o placar no fim do jogo. Antes, o chileno Sánchez marcou dois gols (um em cada tempo). Kadlec descontou para o Bayer, que chegou a empatar no começo da etapa final.

Zenit abre vantagem sobre o Benfica

Jogando em casa, o Zenit abriu vantagem no confronto com o Benfica em jogo emocionante. Depois de sair atrás no placar, os russos viraram, sofreram o empate a cinco minutos do fim, mas garantiram o triunfo aos 43. Para finalizar os primeiros jogos de ida das oitavas de final do torneio europeu, o Lyon venceu o Apoel pelo placar mínimo em casa: 1 a 0.

Jogos que fecharão a primeira rodada das oitavas de final:

Terça-feira - 21/02
CSKA x Real Madrid
Napoli x Chelsea

Quarta-feira - 22/02
Olympique x Inter de Milão
Basel x Bayern de Munique

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* A coluna Gringolaço analisa os principais torneios e acontecimentos do futebol europeu.

Redator: Pedro Silas
pedro_sccp@yahoo.com.br

Clinch > Discussão sobre a legalização do uso da maconha chega ao MMA

Após a derrota para Carlos Condit no UFC 143, Nick Diaz (foto) sofreu mais um revés. O meio médio testou positivo para o uso de maconha e aguarda definição da Comissão Atlética do Estado de Nevada para saber sobre sua punição. O atleta é reincidente já que foi flagrado no exame em 2007, após ter finalizado Takanori Gomi no Pride 3. Na ocasião ele recebeu punição de 6 meses e o resultado da luta foi transformado em no-contest.

A luta contra Condit teve resultado contestado e Dana White estava prestes a anunciar a revanche quando soube da notícia, e agora espera para saber qual o gancho que o atleta receberá.

Este caso levantou uma discussão: a maconha deve ser considerada doping?
Não há comprovação de que a erva cause qualquer tipo de benefício ao atleta, e muitos acreditam que ela pode prejudicá-lo.

Diaz possui licença do Estado da Califórnia para usar a maconha como tratamento medicinal, pois sofre de déficit de atenção e hiperatividade. Isso torna legal o uso da droga, mas não o isenta de ser testado nos exames preventivos.

Na minha opinião, a maconha não deve ser considerada doping, por não apresentar melhora no desempenho físico. Mas enquanto a erva constar na lista de substâncias proibidas pela Agência Mundial Antidoping (WADA), os atletas precisam ser profissionais e não utilizá-la no período pré-luta. Assim, Nick Diaz merece a suspensão.

Casos de doping no MMA: caminho mais curto para alcançar um objetivo, mas também para arrumar grandes problemas

Os casos de lutadores que utilizaram substâncias proibidas não são poucos. Os motivos são variados: ganho de força, energia e performance; alívio de dores; dificuldade para perder peso, entre outros.

Lutadores famosos já passaram por essa situação. Em 2002, Josh Barnett derrotou o campeão dos pesos pesados do UFC, Randy Couture, mas foram encontrados esteroides anabolizantes em sua urina. Ele perdeu o cinturão e foi demitido do evento.

O falastrão Chael Sonnen (foto) perdeu a luta para Anderson Silva no UFC 117 nos últimos minutos do 5° round, e foi punido pela Comissão Atlética em 6 meses por excesso de testosterona.

Outros casos famosos:
• Chris Leben no UFC 138, após derrota para Mark Muñoz. Suspensão de 1 ano por testar positivo para oxicodona e oximorfina.
• King Mo Lawal no Strikeforce em evento realizado no dia 7 de janeiro. Ex-campeão meio-pesado da organização, utilizou drostanolona.

Entre os brasileiros:

• Vitor Belfort em 2006 pelo Pride. Perdeu para Dan Henderson e testou para o esteroide anabolizante 4-Hidroxitestosterona.
• Thiago “Pitbull” Alves em 2006 pelo UFC.
• Royce Gracie em 2007 pelo evento Dynamite.
• Hermes França em 2007 pelo UFC, disputa do cinturão dos leves (seu adversário, Sean Sherk, que era o campeão e venceu a luta, perdeu o título e o cinturão ficou vago).
• Thiago Silva no UFC 125 em 2011 (trocou sua amostra por urina animal, tentando enganar a Comissão).
• Cris Cyborg em 2011 pelo Strikeforce. Considerada a melhor lutadora de MMA do mundo e detentora do cinturão peso-pena, teve licença de MMA suspensa por 1 ano por utilizar a substância estanozolol.

Para evitar o doping, o UFC passou a estabelecer pré-contrato com lutadores e obrigatoriedade de fazer exames antes de incorporá-los ao Ultimate e Strikeforce. As novas regras passaram a ter validade no início de 2012.

Próximo evento:
Hoje - 15/2 - UFC on Fuel TV 1 – Sanchez vs. Ellenberger

Card Principal
Diego Sanchez (26-5) vs. Jake Ellenberger (23-4)
Dave Herman (21-2) vs. Stefan Struve (22-5)
Ronny Markes (12-1) vs. Aaron Simpson (11-2)
Philip de Fries (8-0, 1 NC) vs. Stipe Miocic (7-0)
T.J. Dillashaw (4-1) vs. Walel Watson (9-3)

Card Preliminar
John Albert (7-1) vs. Ivan Menjivar (23-8)
Jonathan Brookins (12-4) vs. Vagner Rocha (7-2)
Sean Loeffler (25-5) vs. Buddy Roberts (11-2)
Anton Kuivanen (16-4) vs. Justin Salas (9-3)
Bernardo Magalhaes (11-1) vs. Tim Means (16-3-1)

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* A coluna Clinch traz a análise dos principais eventos de artes marciais do planeta.

Redator: Fernando Pilat
Siga-me: @fernandopilat

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Futebol de Salto Alto > E o domingão foi de bolinha de sabão

Domingo já é chato por natureza e com chuva fica ainda pior, mas logo me animei quando soube que assistiria o clássico Corinthians e São Paulo. Quando pensamos em grandes equipes como essas, logo esperamos um bom futebol, mas não foi o que vi.

Não vou me ater aos comentários de lances, faltas e jogadas que poderiam ou não acontecer, afinal as grandes redações (como a nossa) e as emissoras televisivas darão um apanhado de comentários com especialistas e críticos do esporte. Aliás acho que o domingo fica chato exatamente por que se respira futebol desde o esporte espetacular até o bola cheia e bola murcha. Enfim, vou me deter apenas ao olhar feminino e naquilo que, de fato, me chamou atenção.

O jogo começou debaixo de uma grande enxurrada, o Leão (técnico do São Paulo) com sua estranha camisa azul quadriculada, e com uma barriguinha saliente, mal olhou seus pupilos no campo, estava mais preocupado em desenhar em um bloquinho de papel, que eu ainda acho que eram palavras cruzadas, mas não posso provar. Em contrapartida o Tite (técnico do time rival) olhava seus jogadores e gritava sem parar com seu típico sotaque gaúcho.

Os jogadores davam rasantes no campo, foram vários peixinhos no gramado (como esse do Danilo, do Corinthians, na foto), juro que fiquei com vontade de imitá-los, pensei logo em procurar um campo de futebol de sabão. Mais cômico ainda foram os gestos dos jogadores. Vi o Alessandro (Corinthians) afastar a água do cabelo, mas ele é careca; já o Cortez (São Paulo) nem se preocupou com a água que caia, fez de sua cabeleira um guarda-chuva natural. A cena mais deselegante foi a do Júlio César ajeitando suas partes baixas e assoando o nariz. Meninos, sei que vocês devem sentir coceira, devem querer arrumar o "bichinho", mas disfarcem, pelo amor de Deus!

Não posso deixar de comentar a estranheza de uma cobrança de falta, isso em qualquer jogo. Assim que o juiz apita, indicando que o jogador pode chutar a bola, todos os outros jogadores entram numa disputa de puxar a camisa do adversário, chego a ficar na dúvida se o objetivo ali é chutar ao gol mesmo.

Aos 21 minutos do primeiro tempo o jogador Danilo, de cabeça, marca o único gol da partida, garantindo a vitória do Corinthians. O lance foi bonito, mas fiquei com dó do goleiro Dênis, o cara, além de não conseguir defender sua área, teve que aguentar a torcida corinthiana cantando no pé de sua orelha “aqui tem um bando de louco”. A compaixão serviu para essa pessoa que vos escreve, quando meu irmão abriu a porta do meu quarto cantando “é timão, meu irmão”. Sou a única ovelha verde da família, portanto, tenho que agüentar as rimas primárias dos gambás que residem comigo.

No segundo tempo o jogo ficou chato, a única coisa que me chamava atenção eram as chuteiras horripilantes dos jogadores, a do Elton (Corinthians)  parecia o sapato do palhaço Bozo, com um amarelo pálido e um vermelho vivo. Os jogadores do São Paulo, em sua maioria, calçavam chuteiras laranjas fluorescentes com um amarelo reluzente, uma coisa bem feia de se ver, depois reclamam que as torcidas concorrentes os chamam de Bambis, pra que tanta cor???

Quem merece elogios é o goleiro Júlio César que agarrou várias bolas, intimidando a equipe sem entrosamento do São Paulo. E aplausos para o árbitro Rafael Klaus (foto),  não só pela beleza (e o cara é um tipão), mas também por ter mantido a disciplina das equipes e pelas dezenas de cartões amarelos que vi aquele gajo tirar do bolso da camisa, enaltecendo ainda mais seus músculos.

No final da monótona partida, fui obrigada a tirar o salto alto do campo e partir para um cochilo de final de tarde, mas sonhei em preto e branco, pois vi cor demais neste jogo, o que faltou mesmo foi gol.

Fotos: Terra e Agência Estado

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* Esqueça esquemas táticos, jogadas ensaiadas e análises de impedimento. A coluna Futebol de Salto Alto é a visão feminina e divertida do esporte que é a paixão nacional

Redatora: Tatiana Andrade
Siga-me: @tatiana.andrad

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Comentário da Redação > Santos goleia com reservas

O jogo entre Santos e Linense, pela 7ª rodada do Campeonato Paulista, tinha tudo para ser daqueles programas tediosos de fim de tarde de domingo. Essa impressão eu tinha por saber que quase todos os titulares seriam poupados e não acreditar muito na força do elenco santista.

Mas o após uma boa partida por grande parte dos reservas, na goleada da equipe santista, vale destacar o desempenho de Anderson Carvalho. O volante vem fazendo ótimas partidas, sendo impecável na marcação e chegando com força ao ataque, mostrando, ao técnico Muricy Ramalho, ser uma boa peça de reposição para o meio campo.

Por falar no setor, um jogador que desde sua chegada não desempenha um bom papel para o time é Ibson. O atleta não parece, nem de longe, ser aquele que se destacou no Flamengo.

É nessas horas que eu torço para que os boatos que rondam a Vila Belmiro se confirmem e que ele seja trocado por Alex Silva. O zagueiro seria muito mais útil à equipe, sem sombra de dúvida.

Agora, a ansiedade é pela estreia na Libertadores, na quarta-feira, contra o The Strongest, na altitude da Bolívia, em busca do Tetra.

Conceitos


Rafael -  ÓTIMO: Fez ótimas defesas e, como sempre, se destacou.
Crystian - REGULAR: Melhor que qualquer outra opção para a reserva
(Pará) - SEM CONCEITO: Jogou pouco tempo.
Bruno Rodrigo - BOM: Além do gol, foi firme na marcação.
Vinicius Simon - BOM: Deu poucos espaços aos adversários e ainda ajudou no ataque, anotando um gol.
Rafael Caldeira - BOM: Como seus companheiros de zaga, foi seguro na maioria dos lances.
Paulo Henrique - REGULAR: Pouco produtivo, tanto no ataque, quanto na defesa.
Anderson Carvalho - ÓTIMO: Vem se destacando nesse time alternativo do Santos, mereceu o gol.
Ibson - PÉSSIMO: Como de costume, mais uma péssima apresentação.
Felipe Anderson - BOM: O responsável pela criação da maioria das jogadas do time.
(Breitner) - REGULAR: Apesar do pouco tempo, se apresentou para o jogo e mostrou que pode ser mais utilizado.
Renteria - PÉSSIMO: Desde sua chegada, não consegue apresentar um bom futebol.
(Dimba) - BOM: Das crias novas, parece ser o mais promissor. Mais uma vez, entrou bem e ajudou a equipe.
Alan Kardec - BOM: Apesar do penalti perdido, foi o jogador que mais chamou a responsabilidade.
Muricy Ramalho - BOM: Fez o certo, ao poupar os titulares e acertou na escolha dos suplentes.

Foto:
Divulgação Santos FC

Redator: Dhiego Vicario
dhiegovicario@hotmail.com

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Comentário da Redação > Corinthians 1x0 São Paulo

Visão corintiana > Com espírito de Libertadores, Timão vence clássico e mantém tabu no Pacaembu
por Pedro Silas - pedro_sccp@hotmail.com

Cabeça na Libertadores? Não, espírito de Libertadores! Para quem esperava que o Corinthians fosse jogar o clássico com o freio de mão puxado, pensando na estreia de quarta-feira diante do Deportivo Táchira, viu o time disputando o clássico contra o São Paulo com a disposição característica do torneio sul-americano.

Com mais um gol de Danilo no Majestoso (o terceiro com a camisa corintiana), o Alvinegro venceu por 1 a 0 e chegou à sexta vitória seguida em cima do rival no Pacaembu. Justamente as seis partidas que disputou desde que passou a mandar os clássicos no estádio municipal. Foram vitórias por 2 a 1, 3 a 1, 4 a 3, 3 a 0, 5 a 0 e, por fim, o 1 a 0 de hoje; são 18 gols feitos e apenas cinco sofridos. Um retrospecto impressionante!

Esse histórico pode não entrar em campo, mas a atmosfera de hoje era, assim como nos duelos citados acima, ra toda a favor dos mandantes. O Tricolor até tentou manter a posse de bola nos primeiros minutos, porém, não demorou para o Timão mostrar que estava muito a fim de jogo e impôr seu tradicional ritmo em casa.

Se os corintianos tinham rapidez e o espírito de Libertadores, os visitantes demonstraram muito nervosismo, como se estivessem bem pressionados pela vitória. Aproveitando a chuva e o clima de rivalidade, Jorge Henrique, jogador com a cara desse tipo de jogo, deitou e rolou para cima dos marcadores. Tanto que, João Filipe, irritado, deu uma rasteira no meia-atacante e foi expulso no começo do segundo tempo.

Antes do violento lance, porém, muita coisa aconteceu... e o Jorge já tava dando trabalho! Foi dele um belíssimo passe que deixou Fábio Santos livre para acionar Danilo. O meia, sempre inspirado contra o seu ex-clube, obrigou Dênis a fazer uma excelente defesa. Aos 21, porém, o goleiro são-paulino não evitou o gol do "carrasco" são-paulino. Em cobrança de escanteio, ele mostrou sua qualidade nas jogadas pelo alto e abriu o placar.

A partida parecia completamente dominada pelo time do Parque São Jorge, que inclusive quase chegou ao segundo gol em investida do Fábio Santos, quando Alessandro fez pênalti em Cortês. Na cobrança, porém, Jadson isolou a bola. Tudo conspirando a favor para os donos da casa que, com um a mais a partir dos 16 minutos da etapa final, passaram a jogar com tranquilidade e garantiram o triunfo sem grandes dificuldades.

Mais que os três pontos conquistados, a postura da equipe anima o torcedor às vésperas do primeiro desafio da competição mais importante da temporada. Com esse espírito e força que tem no Pacaembu, o Timão chega forte na Libertadores! Mas é preciso ser assim também fora de casa. E terá de mostrar força já na próxima quarta-feira, na Venezuela, desta vez contando com o trio Alex-Emerson-Liedson entre os titulares. Que venha o Deportivo Táchira!

Conceitos

Julio Cesar - REGULAR: Fez duas boas defesas, mas não me passa confiança. Saiu mal do gol duas vezes.
Alessandro - REGULAR: Fez o pênalti, deu um ou outro vacilo, mas tem atuado melhor do que eu esperava. Com o auxílio de Willian, apoiou bem.
Chicão - REGULAR: Atuação discreta e sem grandes vacilos.
Leandro Castán - BOM: Mais uma boa exibição do regular zagueiro.
Fábio Santos - BOM: Soube aproveitar a deficiência do adversário pelo setor e chegou bem ao ataque.
Ralf - BOM: Firme na marcação, salvou um gol quase em cima da linha pouco antes do Alessandro cometer o pênalti. O camisa 5 corre tanto que passou até da bola no lance em que saiu na cara do goleiro Dênis e perdeu a chance de ampliar.
Paulinho - BOM: Marcou e chegou bem à frente.
Danilo - ÓTIMO: Maestro, voluntarioso e finalizador! Saiu aplaudido e com o nome gritado pela Fiel... merecidíssmo!
(Douglas) - SEM CONCEITO: A torcida pediu e o maestro de 2009 e 2010 voltou a vestir a camisa alvinegra nos minutos finais.
Jorge Henrique - ÓTIMO: Incendiou o clássico com seu jeito, digamos, provocativo. Foi muito bem tecnicamente também. Não só nesse jogo, mas desde o começo do ano, o camisa 23 voltou a jogar bem. Tem tudo para ser importante na Libertadores.
Willian - REGULAR: Voltando de contusão, colaborou na marcação. Porém, não estava em um grande dia.
(Gilsinho) - REGULAR: Manteve o mesmo ritmo da marcação pelo lado direito. O time diminuiu o ritmo e o atacante pouco apareceu efetivamente no campo de ataque.
Elton - BOM: Saiu bem da área, fez a parede, jogou para o time... Parece mesmo ter sido um reforço muito bom.
Téc: Tite - BOM: Poupou (corretamente) três jogadores fundamentais e mesmo assim armou uma equipe competitiva e, acima de tudo, muito comprometida.

Visão tricolor > São Paulo caiu na pilha da "freguesia"
por Victor Mesquita - victor.mesquita@yahoo.com.br

O que eu mais temia aconteceu: o São Paulo entrou na história da “freguesia” e com isso deixou o nervosismo atrapalhar sua atuação no clássico! Méritos ao Corinthians que foi mais malandro e sobre tirar bom proveito disso. O resultado foi justo e em nenhum momento, exceto no pênalti, o Corinthians teve a vitória ameaçada.

O jogo foi entre um time formado e experiente contra uma equipe em formação e ainda muito imatura para situações como as de hoje. Lógico que estarmos desfalcados dos nossos principais líderes (Rogério Ceni e Luis Fabiano) faz com que a equipe sofra um pouco com a inexperiência, mas não podemos nos acomodar nesta justificativa.

O grande reflexo disso hoje foi o excesso de faltas no início do jogo somada a expulsão irresponsável do João Filipe. O pênalti perdido foi muito mais uma fatalidade. De certa forma, gostei da personalidade do Jadson em pedir para cobrar, faltou ter mais capricho na cobrança.

A boa notícia é que, diferente dos últimos dois anos, o São Paulo agora conta com um elenco um pouco mais qualificado. Ainda faltam peças essenciais, como um zagueiro e lateral direito, mas vejo com bons olhos alguns atletas como Cortez e o Jadson, além de jogadores que têm apresentado um bom futebol, caso de Lucas e o Wellington. O time também já tem uma cara, mas ainda estamos verdes.

Para voltar a disputar títulos, o Tricolor precisa ser vermelho, preto e branco.

Conceitos

Denis – BOM: Vem ganhando cada vez mais confiança. Isso é importante, pois talento ele tem. Fez boas defesas, sem culpa no gol.
João Filipe – PÉSSIMO: Ok, estava improvisado e acabou entrando numa roubada. Mas hoje o que ele menos fez foi jogar futebol. Consagrou Jorge Henrique na avenida que era a lateral-direita tricolor e ainda teve uma expulsão digna de um integrante dos Trapalhões. Que o Adilson bATISTA leve seu "Blackenbauer" para onde for.
Paulo Miranda – PÉSSIMO: Terceiro jogo que vejo dele e cada vez mais tenho a certeza que ele é muito fraco.
Rodolpho – REGULAR: Partida lúcida. Mas continua aquela velha história: uma andorinha só não faz verão.
Cortez – BOM: Um pouco perdido no início na marcação no seu setor, mas depois se ajustou. Ótimas subidas ao ataque. Será que finalmente achamos um lateral-esquerdo pós Júnior?
Wellington – BOM: Muito nervoso no início, mas é inegável que vem sendo o melhor jogador do meio esse ano. Um marcador incansável foi depois sacrificado na lateral.
Casemiro – REGULAR: Tem talento, mas ainda oscila demais. O time precisa muito dele.
(Maicon) – PÉSSIMO: Hoje entrou mal, muito desatento. Porém, vinha fazendo boas partidas. A meu ver merece mais chances.
Cícero – PÉSSIMO: Perdido hoje no jogo, nem marcou e nem armou. Paulinho agradece.
Jadson – REGULAR: Ainda fora de forma e muito desentrosado. Independente disso é visível que tem muito talento e sabe muito bem organizar a equipe. Vai evoluir muito com o tempo.
(Oswaldo) – REGULAR: Talvez seja o mesmo caso do Jadson, pois me pareceu também ser um bom jogador. Hoje, porém, não conseguiu fazer nenhuma jogada.
Lucas – REGULAR: Mesmo tendo uma má jornada é a esperança da torcida de resolver tudo numa jogada, só que não vai ser em todos os jogos que irá acontecer isso.
Willian – REGULAR: O mais difícil de analisar, pois quase não jogou já que a bola não chegou nele.
(Fernandinho) – PÉSSIMO: O tão falado pela diretoria “parceiro ideal” do Luis Fabiano continua provando ser ótimo apenas para parceria nas partidas de truco na concentração.
Tec. Emerson Leão – PÉSSIMO: Foi omisso em não tirar João Filipe e não controlou o emocional da equipe. Teve grande influência (negativa) no resultado de hoje. Independente do resultado vem montando uma boa estrutura para equipe. Espero que hoje tenha sido apenas uma tarde ruim do ex-goleiro.

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Direto da Redação
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sábado, 11 de fevereiro de 2012

Tri do Morumbi > Dura Realidade

Agora é papo de são-paulino para são-paulino, pois só nós entendemos o que é ter um jogador como Rogério Ceni no time. Sua contusão deixa um enorme vazio num elenco escasso de lideranças e talentos. Muitos relutam, mas Ceni é sim um craque e pode decidir partidas. A história provou isso.

Porém, esse raro momento da sua carreira (lembrem que recentemente ele completou mais de 100 partidas seguidas com a camisa tricolor tendo 38 anos) nos remete a uma triste constatação: a aposentadoria do Mito pode estar mais próxima do que imaginávamos.

Eu acredito que ele ainda jogue mais dois anos, mesmo porque eu tenho certeza que ele irá querer parar no seu auge.

Desta forma, é necessário que comecem a pensar num goleiro pós Rogério Ceni, pois jamais haverá alguém a altura para substituí-lo.

Essa nova realidade que parecia nunca chegar acontecerá um dia. Enquanto isso temos que dar forças ao Capitão, pois a nação são-paulina sempre estará ao seu lado.

Começo de campeonato e primeiro clássico

Neste começo de campeonato é muito difícil fazer qualquer análise sobre o time. Há desentrosamento, falta de ritimo, peças novas chegando...

Uma certeza já tenho: o campeonato Paulista é muito fraco!

Independente disso, teremos o primeiro clássico do ano domingo, diante do Corinthians. Será um bom teste para esse novo São Paulo.

Apesar do rival também estar em início de temporada, já é um time pronto e virá para cima com tudo pois, mesmo com a saída do Andrés Sanches, eles são obcecados em vencer o São Paulo. 

Leão e todo o time não devem entrar nessa, não vejo favoritismo para esse jogo mesmo com o Tricolor tendo vários desfalques.

Nilmar


O São Paulo tem agido de forma correta desde o início das negociações e já chegou no limite de investimento (consciente) em Nilmar.

É inegável que ele é um grande jogador e cairia como um luva no time, mas é só isso.

Ele não vale mais do que foi oferecido. Daqui a pouco, com o valor pedido pelo agente do Nilmar, conseguimos trazer o Drogba para o São Paulo.

Ou vem através da política financeira do clube ou vai jogar em algum clube carioca que fingirá pagar o valor pedido.

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* A coluna Tri do Morumbi analisa as novidades do único clube brasileiro tricampeão do mundo.

Redator: Victor Mesquita

Democracia > Clássico na hora errada

Depois de seis joguinhos chatos contra adversários pequenos, os corintianos finalmente poderiam acompanhar uma partida empolgante neste domingo, diante do rival São Paulo. Porém, como se não bastasse o regulamento cansativo da competição, o clássico paulista caiu justamente às vésperas da estreia do Alvinegro na Copa Libertadores.

Para o Corinthians, seria um ótimo desafio encarar o Tricolor na última quarta-feira, por exemplo. Jogaria contra um oponente à altura, e teria uma semana para se recuperar e partir para Venezuela, onde tem o Deportivo Táchira pela frente, na próxima quarta.

Com apenas três dias de um jogo para o outro, porém, o técnico Tite deixará três jogadores fundamentais de fora do jogo deste domingo: Alex, Emerson e Liedson. Não sei, sinceramente, até que ponto é melhor poupar, pois já vi equipe (o próprio Timão da era Mano Menezes é o melhor exemplo) jogar duas competições paralelas com os titulares e vencer ambas. Assim como vi em 2010 o time principal descansar em jogos do estadual e mesmo assim entrar em campo sonolento e apático pelo torneio sul-americano.

Mas não tem como contestar a decisão do Tite de preservar três atletas que, pela idade e histórico de contusões, claramente precisam de um cuidado especial na parte física. Assim como eu acho um risco levar o Ralf para o jogo. Se o camisa 5 se contundir não tem um substituto de ofício para a posição, a não ser um garoto que ainda não entrou em campo pelo time profissional.

Portanto, mesmo querendo vencer também o Paulistão, não dá para negar que a competição continental é prioridade total no primeiro semestre. Neste caso, aliás, o monótono sistema de disputa do estadual (com oito classificados) é um fator benéfico.

Mesmo assim, é importante ressaltar que a equipe que o Tite escalará amanhã tem muita condição de vencer o clássico, ainda mais com a força do bando de loucos no Pacaembu. No último confronto, no mesmo local e com uma formação muito semelhante (apenas as trocas de Liedson e Welder por Elton e Alessandro, respectivamente), os mandantes massacraram o rival tricolor por 5 a 0.

Claro que desta vez a situação é bem diferente, mas se jogar tudo que pode, ainda que o São Paulo seja muito superior àquele de 2011, vejo a equipe alvinegra com mais favoritismo. E nada como estrear na Libertadores vindo de uma vitória em cima do rival.

O fato é que, com o time completo ou não, a temporada 2012 está oficialmente começando para o Corinthians!

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* A coluna Democracia é a voz da nação corintiana aqui no Redação do Esporte.

Redator: Pedro Silas
pedro_sccp@yahoo.com.br

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Comentário da Redação > 15 minutos de Neymar

Quando alguém diz que um craque pode decidir um jogo a qualquer momento é porque realmente isso acontece.

Nesta quinta-feira, diante do Botafogo de Ribeirão Preto, o Santos era derrotado por 1 a 0 e jogava muito mal. Neymar, sem exagero, fazia a pior partida com a camisa do Santos, na minha opinião. Errava todos os dribles e passes e era anulados pelo limitadíssimo lateral Alessandro - aquele que jogou no Botafogo mais famoso e no Atlético-PR.

Pois bem, eis que de repente, o jogo mudou e em 15 minutos o Santos garantiu uma vitória por 4 a 1, que espanta qualquer crise que poderia surgir na Vila após mais uma derrota no fraco Campeonato Paulista.

Antes de falar de Neymar, vejo duas situações que também contribuíram para a mudança de atitude do Santos, após um primeiro tempo medonho. Primeiro foram as alterações de Muricy Ramalho, que lançou o time ao ataque, tirando por exemplo o Elano, que segue fazendo péssimas apresentações. O segundo fator aconteceu no time da Pantera, quando Lori Sandri teve que tirar o Alessandro (cansado) e colocou o lateral Tiago Ulisses.

A partir daí, começou o show do camisa 11 da Vila. Primeiro, em cobrança de falta precisa de Ganso, Neymar cabeceou para a rede, aos 30 do segundo tempo. E na saída de bola, ele foi malandro. Pressionou Tiago Ulisses, que nem havia tocado na bola e estava frio no jogo, e roubou a redonda do adversário. A Joia santista partiu pra área e acabou derrubado por Marquinhos. De pênalti, Neymar fez 2 a 1.

Depois disso, o Santos conseguiu finalmente ter o controle do jogo e não teve dificuldade nenhuma para ampliar o placar. Neymar marcou um, perdeu outro e deu o passe para Felipe Anderson fechar a conta nos acréscimos. E adivinha quem estava sempre atrasado nos gols seguintes? Sim, o bravo Tiago, que vai querer esquecer essa noite de quinta-feira.

Neymar joga muito e decidiu quase sozinho mais uma vez. Mas falando do time do Santos em geral, foi mais uma apresentação ruim. Muricy precisa encontrar rapidamente uma solução para dois problemas da equipe: a defesa que marca sempre errado (aliás, boa estreia do Fucile no segundo tempo, bom na defesa e no apoio) e o meio-campo que fica vazio com a omissão crônica de Elano, sobrecarrega o Ganso e obriga os volantes a subirem ao ataque toda hora.

Muricy tem uma semana para tentar acertar o time para a estreia da Libertadores, diante do The Strongest-BOL.

Conceitos

Rafael - BOM: Não teve culpa no gol e trabalhou bem em outros momentos.
Pará - PÉSSIMO: Sorte do Santos que Fucile chegou!
(Fucile) - BOM: Estreia importante do lateral uruguaio, que jogou na direita e na esquerda com a mesma qualidade.
Bruno Rodrigo - REGULAR: Muito afoito e atrapalhado.
Vinicius Simon - REGULAR: Ficou longe de brilhar. Se posiciona mal.
Paulo Henrique - REGULAR: Errou muito. Estava evidente o nervosismo do garoto pela estreia.
(Felipe Anderson) - BOM: Principalmente depois da virada santista, Felipe começou a jogar o que se espera dele. Fez um gol e deu passe para outro.
Arouca - BOM: Precisou subir muito ao ataque e dessa vez deu conta do recado, com bons passes e saída rápida pelo meio-campo.
Henrique - PÉSSIMO: Segue jogando mal demais. Esqueceu o futebol que tinha no Cruzeiro.
Elano - PÉSSIMO: Desse eu já desisti. E a apatia em pessoa.
(Renteria) - SEM CONCEITO: Tocou pouco na bola. Só ajudou a segurar o resultado nos acréscimos.
Ganso - REGULAR: Precisa jogar mais próximo da área e chutar mais ao gol.
Neymar - BOM: Ganharia um péssimo retumbante se não fossem os 15 minutos finais de show e espetáculo. Mas é incrível o joga de futebol esse menino.
Alan Kardec - REGULAR: Praticamente assistiu ao jogo. A bola quase não chegou e ele acabou isolado pelos companheiros de ataque,
Técnico: Muricy Ramalho - BOM: As alterações de Muricy mudaram o jogo e o ânimo do Santos. Claro que ter Neymar também ajuda muito...

Foto: Agência Lance

Redator: Ricardo Pilat
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Futebol de Salto Alto > E não é que o sapo ajudou?


Mas logo eu assistindo um jogo entre Corinthians e Mogi Mirim, em plena quarta-feira com uma noite maravilhosa, onde eu poderia estar pintando as unhas, hidratando o cabelo, vendo dicas de maquiagens em blogs específicos e tantas outras coisas bacaninhas que nós mulheres amamos? Calma, tudo tem uma explicação nesta vida.

Meus amigos, na maioria homens, acordam futebol, almoçam futebol, dormem e namoram futebol e eu nunca fui muito fã deste esporte. Pra se ter ideia, virei palmeirense por causa do Edmundo, achava o cara lindo e adorava o jeito marrento dele, sem contar que amo a cor verde. Pronto! Escolhi meu time assim. Claro que ao longo dos anos fui me apegando no time dos porcos, mas nunca soube sequer uma escalação.

Sempre quis entender porque os homens ficam hipnotizados quando assistem os jogos dos infinitos campeonatos. Pra mim, sempre pareceu um retângulo verde, com 22 homens correndo atrás de uma insignificante bola branca.

Como os homens que conheço falavam de futebol em todos os momentos da vida, seja no almoço, no café, no velório e, acredito eu, até na hora do casamento, me senti desafiada a entender o universo futebolístico masculino, bem como mostrar para eles o que as mulheres veem quando assistem uma partida. O amigo Ricardo Pilat, santista roxo e uma enciclopédia ambulante de futebol,  escutou minhas preces e, não sei se por compaixão, me deu a missão de escrever sobre o jogo do Corinthians e Mogi Mirim, nesta enluarada noite de 8 de fevereiro.

E vamos ao que interessa, afinal estou aqui para resumir minhas impressões deste universo.

Começa o jogo


Opa, mas o que é isso? Um sapo levando a mão no peito e cantando o hino nacional com os jogadores. Ufa, era só o mascote do Mogi Mirim, coitado do carinha, que neste calor horroroso estava vestindo aquela roupa pesadamente medonha, mas relevem meu comentário, mulheres não gostam destes bichos pegajosos.

É tão lindo o começo dos jogos, os dois times cheios de pique. A equipe do Mogi Mirim atacou bem, o Corinthians defendeu com a mesma determinação, tudo ia bem quando, aos 12 minutos do primeiro tempo lá vem, do nada, o Corinthians e... JURO, foi muito rápido e me perdi na cena do pênalti. Vi um homem de azul (sim, o goleiro do Mogi) deitado no campo, bem à frente de onde deveria estar e, ao fundo, o jogador do mesmo time, Edson Ramos, vulgo Ratinho, tentando ajudar o mocinho deitado na grama. Tentando defender seu time, o coitado foi expulso pela ação e o Corinthians abriu o placar com o gol de pênalti do jogador Emerson. O melhor de tudo é ver o Tite sorrindo, mas deixo a paixão platônica para uma próxima postagem.

O time do Mogi não desanimou, os jogadores atacaram, foram atacados, mas mostraram um bom futebol, mesmo com a equipe reduzida pela expulsão do Ratinho. O Liedson, do Corinthians me surpreendeu com algumas tentativas de gol, da mesma forma que a defesa do Lucas Fonseca (do Mogi) também vale o elogio.

Ah sim, tenho que comentar! O Emerson (Corinthians) tem que ficar dançando com a bola? Isso me irritou e parece que o Val (Mogi) também ficou irado e logo deu uma pisadinha do bailarino engraçadinho. Adorei esta cena, mas fiquei com medo deste coitado levar um cartão do juiz.

E assim seguiu o jogo, bola vai, bola vem e o primeiro tempo encerrou com o placar de 1 a 0 para o Corinthians.

Nos quinze primeiros minutos da etapa final o Mogi Mirim atacou muito bem, os jogadores Ernani e Felipe não se intimidaram com o time do “bando de loucos”, que, até então, cozinhavam a bola, tentando (ao meu ver) segurar o mísero resultado, mas depois assisti um bom futebol, muita movimentação das duas equipes.

Por causa de um abraço amigável do Lucas (Mogi) no Liedson (Corinthians) quase ocorreu um outro pênalti. Ufa, foi só cobrança de falta e o jogo ficou ainda mais dinâmico, por muito pouco não saiu o segundo gol pro time centenário.

Após os 30 minutos o Corinthians mostrou melhor ataque, pudera, estavam com um jogador a mais e houve duas modificações na equipe, ou seja, vieram dois carinhas que estavam descansados jogar com garra. Não posso deixar de comentar a dancinha de alegria do goleiro do Mogi quando um jogador do seu time tirou uma bola que ia pro gol, certeza que ia e por mais que ele parecesse o Michel Teló em sua perfomance “assim você me mata”, o coitado bailava o alívio de não tomar o segundo gol.

Quando, de repente, vem o Errnani (Mogi) e fez um gol bonito. Tive a impressão que a danadinha da bola ia bater na trave, mas não, ela queria enganar o goleiro Júlio César. O placar registra 1 a 1.

O resultado foi justo, as equipes jogaram bonito, há tempos não assistia um bom futebol. Tudo bem que não assisto muita TV, mas gostei do que vi nesta noite.

Confesso que, no início do jogo, me incomodou muito a combinação de alguns jogadores do Mogi, onde já se viu usar um uniforme de cor vermelho queimado, quase um grená, com essas chuteiras amarelas? Coisa mais horrorosa, sem contar aquele sapo cantando o hino nacional, eu sempre achei que eles (os sapos) trouxessem mau agouro, mas que nada, ele deu força ao time desfalcado. E espero que o animal traga prosperidade para esta mulher que tenta entender o amado futebol masculino.

Fotos: Gazeta Press


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* A coluna Futebol de Salto Alto é a visão feminina do esporte que é a paixão nacional

Redatora: Tatiana Andrade
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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Comentário da Redação > Eli comanda título dos Giants no Super Bowl e se coloca entre os maiores da NFL

Em um jogo histórico, o New York Giants derrotou o New England Patriots por 21 a 17 e conquistou pela 4ª vez na história o Super Bowl, a decisão da NFL. O triunfo em Indianápolis teve a assinatura de Eli Manning, quarterback dos Giants, que anotou um touchdown e foi fundamental para comandar o ataque do novo campeão do mundo de futebol americano em outros passes.

Para entender o tamanho do 2º título de Eli (novamente contra os Patriots, tal qual no Super Bowl 42), ele supera o irmão Peyton, que havia conquistado o título uma vez, e o próprio pai, Archie, que nunca teve essa alegria como jogador. O irmão caçula é agora o maior detentor do troféu Vince Lombardi.

E o QB dos Giants provou ontem porque merece estar na lista dos maiores jogadores da NFL em todos os tempos - e aqui não cabe tentar compará-lo com o irmão, que ainda acho melhor.

Nos momentos decisivos do jogo diante dos Patriots, Eli Manning teve estrela e competência para decidir. Logo no início do jogo, após um erro de Tom Brady, QB de New England, que resultou em safety (2 pontos para NY), Eli comandou uma campanha de touchdown para os gigantes nova-iorquinos, que terminou com salsa do WR Victor Cruz na end zone.

No segundo período, New England melhorou e Brady apareceu, conectando um TD com Danny Woodhead pouco antes do intervalo e do show (impressionante) da Madonna. Pats na frente, 10 a 9.

Eli e Manningham

Na volta de intervalo, um balde de água fria para os Giants, que foram melhores nos 30 minutos iniciais. Brady encontrou Aaron Hernandez na end zone e deixou o placar em 17 a 9. Aliás, Hernandez teve ótima atuação e praticamente não fez que a atuação no sacrífício do tight end titular, Rob Gronkowski, fosse sentida.

Na sequência da partida, New York tinha dificuldade para encontrar o TD e foi chegando no placar com boas campanhas terminadas em field goal. Assim, conseguiu conduzir o placar para 17 a 15 a poucos minutos do fim do jogo.

Tom Brady teve a bola oval novamente nas mãos e tinha a responsabilidade de alcançar uma boa campanha para tentar tirar a corda do pescoço. Porém, em um lance espetacular do QB, o passe açucarado que deveria chegar nas mãos de Wes Welker, um dos melhores recebedores da liga, acabou no chão por falha do camisa 83.

Do outro lado, com pouco mais de 3 minutos por jogar, Eli Manning contou com a colaboração dos seus WRs para que seus lances geniais levassem à vitória. Logo no primeiro passe após o punt dos Patriots, o camisa 10 dos Giants lançou Mario Manningham, em uma das mais lindas jogadas da história do Super Bowl . Foram 40 jardas que abalaram a confiança do time de Boston.

Brady não teve mais tempo

Os Giants seguiram avançando e chegaram a 1 minuto do fim em uma situação muito confortável. Perto da end zone adversária, precisavam segurar o cronômetro para chutar um field goal e vencer o jogo. Porém, New England teve uma estratégia ousada e permitiu um touchdown adversário para ter tempo de virar o jogo. Ahmad Bradshaw, autor do TD que deixou o jogo em 21 a 17, quase desistiu da pontuação máxima para fazer o tempo passar, mas seus instinto de atacante falou mais alto.

Com isso, Tom Brady teve mais 57 segundos para buscar uma virada que seria épica. Faltou tempo e astúcia de seus recebedores para avançar todas as jardas que seriam necessárias. Sobrou festa em Indianápolis para o campeão New York Giants.

Duelo de quarterbacks
Eli Manning (NYG) - 296 jardas, 1 touchdown
Tom Brady (NE) - 276 jardas, 1 touchdown, 1 interceptação 

Duelo de recebedores
Hakeem Nicks (NYG) - 10 recepções, 105 jardas
Mario Manningham (NYG) - 5 recepções, 73 jardas
Aaron Hernandez (NE) - 8 recepções, 67 jardas, 1 touchdown
Wes Welker (NE) - 7 recepções, 60 jardas

Duelo de corredores
Ahmad Bradshaw (NYG) - 72 jardas, 1 touchdown
Benjarvus Green-Ellis - 44 jardas

Duelos de defensores
Justin Tuck (NYG) - 2 sacks, 3 tackles
Mark Anderson (NE) - 1.5 sacks, 3 tackles

Fotos: Reuters

Redator: Ricardo Pilat
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