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domingo, 26 de outubro de 2008

Campeonato Brasileiro > Em jogo emocionante, Furacão passa pela Raposa e torcida comemora

* Com garra, equipe parananse consegue segurar pressão no fim

O Atlético-PR conseguiu um importante resultado, na noite deste sábado, na Arena da Baixada, contra a luta para fugir do rebaixamento. A equipe venceu o Cruzeiro por 1 a 0 e chegou aos 31 pontos na tabela de classificação do Campeonato Brasileiro. O Cruzeiro, que buscava a vice-liderança, permaneceu com 55 na terceira posição. A próxima partida da Raposa será muito importante para a seqüência da competição. A equipe terá um confronto direto contra o Grêmio, às 21h50, de quarta-feira, no Mineirão. Já o Furacão viaja para o Rio de Janeiro e enfrenta o Vasco da Gama, às 20h30m, em São Januário.

O jogo

Os dois times começaram a partida com objetivos diferentes: O Cruzeiro buscava permanecer perto do Líder Grêmio e o Atlético-PR lutava desesperadamente contra o fantasma do rebaixamento. A Raposa foi quem chegou primeiro com perigo, aos nove minutos. Guilherme recebeu bom passe dentro da área e tocou para Ramires, que sozinho, chutou para fora.

Aos 13, o Furacão levantou sua torcida. Depois de um cruzamento rasteiro pela direita, Geíson chega de carrinho para finalizar e assustar o goleiro Fábio que só observou a saída da bola pela linha de fundo. O time continuou pressionando e teve uma boa oportunidade sete minutos depois. Geílson recebeu bom lançamento, mas foi derrubado na entrada da área pelo zagueiro Thiago Heleno que recebeu cartão vermelho após o lance. Os jogadores ficaram pedindo pênalti, mas o árbitro ignorou. Netinho bateu a falta com força e Fábio espalmou para longe.

O Cruzeiro quase abriu o placar aos 29. Depois de uma falha do goleiro Galatto, o zagueiro Gustavo escorregou e Ramires, de carrinho, dividiu com os adversários, mas o goleiro conseguiu se recuperar e afastar o perigo. Aos 40, o Atlético chegou forte com Rafael Moura. Ele recebeu um cruzamento da direita, pegou de primeira e mandou por cima do gol, mas o juiz já marcava impedimento.

Furacão começa o 2° tempo com gol

O Atlético-PR voltou para o segundo tempo determinado a não perder os três pontos em casa e aos oito minutos abriu o marcador. Depois de um levantamento na área, Antônio Carlos desviou de cabeça, Fábio fez a defesa e, no rebote, Rafael Moura aproveitou para fazer a alegria dos atleticanos na Arena da Baixada.

Aos 22 o bandeirinha marcou um impedimento inexistente contra o Furacão. Ferreira, que estava na mesma linha do zagueiro, recebeu lançamento e chegou na cara do gol, mas o lance foi paralisado. O técnico Adilson Batista, vendo seu time se perder em campo, colocou Wagner no lugar de Thiago Ribeiro e o Cruzeiro conseguiu chegar mais ao ataque.

Porém, foi o Furacão que perdeu mais uma boa oportunidade, aos 31. Ferreira avançou sozinho, entrou na área e tocou para Pedro Oldoni. O Atacante, sozinho, demorou para finalizar e perdeu o gol mais feito da partida, pois a zaga mineira chegou e afastou a bola. A torcida, que já estava reclamando do lance, ficou mais tenso no minuto seguinte, quando Rafael Moura, que já tinha cartão amarelo, fez uma falta boba e levou o cartão vermelho.

O Cruzeiro cresceu na partida, tentou alguns lances de ataque, mas o Furacão se fechou bem e a Raposa não conseguiu empatar saindo de campo derrotado.

Atlético-MG e Inter só empatam e saem insatisfeitos do Mineirão

Em jogo de muita movimentação e chances de gol, o empate em 2 a 2 entre Atlético-MG e Internacional acabou ficando de bom tamanho no Mineirão. No entanto, o resultado não pode ser considerado bom por nenhuma das equipes. O Galo chegou a 38 pontos na tabela de classificação do Campeonato Brasileiro, perdendo a chance de se distanciar ainda mais da zona do rebaixamento, ficando na 13ª posição. Já o Colorado vai a 47 pontos, na sétima colocação, ficando praticamente sem chances de se classificar a Taça Libertadores do ano que vem.

O jogo

O juiz mal teve tempo para apitar o início da partida, e o primeiro lance de perigo já estava acontecendo. Com apenas 15 segundos, o Galo quase abriu o placar, depois de bom chute de Renan Oliveira, que parou nas mãos de Lauro. Sem de intimidar com o ímpeto do rival, o Colorado partiu para dar a resposta. Nilmar invadiu a área atleticana e bateu colocado, mas Juninho pegou. Os dois lances definiram muito bem ritmo que era dado à partida.

Apesar da ofensividade das duas equipes, quem se deu melhor primeiro foi o Atlético-MG. Aos seis minutos, Marques fez grande jogada pelo lado esquerdo e cruzou para a área. Castillo, bem posicionado, acertou um bonito voleio de perna canhota e botou no canto direito da meta colorada, sem chances para o goleiro. Assustado, o Internacional tentava se reorganizar no campo, mas tinha dificuldades para se livrar da pressão do time da casa.

Dependente do talento individual de seus jogadores, o Inter pouco ameaça o gol de Juninho em poucas oportunidades. Animado e com o apoio da torcida, o Atlético-MG seguia com maior volume de jogo, mas já começava a cozinhar o jogo. A última boa chance ficou nos pés do camisa 10 do Inter. Após confusão na área, a bola sobrou no pé de Alex, que bateu rasteiro, mas errou o alvo.

Segundo tempo de muitos gols

Mesmo com a vantagem, o Galo voltou disposto a ampliar o placar. Adiantando a marcação e bem nas roubadas de bola, o time da casa criava novas chances. No entanto, quem chegou ao gol foi o Internacional. Em contra-ataque rápido, Nilmar disparou pelo meio e foi derrubado na área por César Prates. Na cobrança do pênalti, Alex deixou tudo igual no Mineirão, aos seis minutos.

Aproveitado-se do melhor momento na partida, o Colorado conseguiu a virada. Aos 23 minutos, Alex, sempre ele, bateu falta do lado esquerdo, e Sandro Raniere subiu sozinho no segundo pau e escorou de cabeça para o fundo da rede. Perdido, o Galo passou a se mandar ao ataque, no desespero. Então, em um lance individual, conseguiu o empate, aos 29. Pedro Paulo entrou trombando na área do Internacional e chutou rasteiro, no canto direito do goleiro Lauro. Animado, o time de Marcelo Oliveira passou a sufocar o rival. O vira-vira por muito pouco não saiu aos 32. Renan Oliveira recebeu livre na área, mas bateu por cima.

Daí em diante, o Internacional ressuscitou na partida e pressionou o Galo até o último segundo. Nilmar, aos 44 minutos, chegou a fazer o gol que daria a vitória aos gaúchos, após aproveitar rebote de Juninho, mas o juiz anulou corretamente. Já nos acréscimos, Adriano recebeu cruzamento de Ângelo pela direita e, na cara do goleiro, bateu por cima. O resultado acabou sendo justo, mas ruim para as duas equipes.

Bota supera crise e vence o Ipatinga

A turbulência que abalou o Botafogo desde o início da semana esteve presente até poucos minutos antes da partida contra o Ipatinga. Mas foi só o time entrar em campo que os problemas ficaram para trás, e a equipe fez o seu papel, vencendo por 3 a 0 em Minais Gerais, pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Com o resultado, o Botafogo se mantém na sexta posição com 49 pontos, a seis do Flamengo, quarto colocado. Com isso, o Alvinegro segue na esperança de chegar ao G-4 e terminar a competição na zona de classificação para a Libertadores de 2009. O Ipatinga permanece na lanterna com 28 pontos.

Com um calor de 35 graus em Ipatinga, as duas equipes começara a partida em ritmo lento, optando mais pelo toque de bola e menos pela correria. O time da casa tinha mais a iniciativa do ataque, mas antes que pudesse assustar, o Botafogo marcou seu primeiro gol. Leandro Guerreiro recebeu a bola na intermediária, avançou e acertou um belo chute sem chances para o goleiro Fernando, aos 11 minutos. Na comemoração, todos os jogadores se abraçaram, ressaltando o espírito de união para vencer a crise interna.

O Ipatinga não se abateu com a desvantagem e continuou atacando o Botafogo. Foi então que Renan começou a brilhar. Substituto de Castillo, que não atuou por causa de lesão no joelho direito, o goleiro de 19 anos fez sua primeira boa defesa aos 13 minutos, quando Adeílson chutou de dentro da grande área, e ele impediu o empate usando o pé direito.

Aos 19, novamente Adeílson exigiu outra boa defesa de Renan, depois de receber cruzamento da direita e cabecear no canto, e o goleiro alvinegro se esticou para espalmar. Mas foi o Botafogo que mostrou eficiência, aproveitando a nova oportunidade aos 21 minutos. Após cobrança de escanteio de Carlos Alberto e uma defesa parcial de Fernando, Beto tirou de cabeça para o meio da área. Diguinho ficou com o rebote e teve a tranqüilidade para limpar a marcação e tocar no canto esquerdo, fazendo 2 a 0.

O Botafogo voltou para o segundo tempo com uma proposta clara: diminuir o ritmo para resistir ao calor e apostar nos contra-ataques para surpreender o Ipatinga, que iniciou a etapa com os atacantes Adeílson, Pablo Escobar e Kempes em campo. Depois de ser pressionado pelo time da casa nos primeiros minutos, o Alvinegro se estabilizou em campo e começou a achar espaços.

No entanto, a equipe atuava em ritmo lento, principalmente por causa do calor, e por isso não conseguia chegar com muito perigo ao gol do adversário. O Ipatinga não mostrava organização, e também pouco ameaçava. Com isso, a partida tornou-se monótona, com poucos lances interessante.

O Botafogo acordou no fim do segundo tempo. Aos 41 minutos, Carlos Alberto recebeu passe na entrada da área, deu um belo drible e chutou forte, mas o goleiro Fernando pegou. Aos 46, a equipe marcou o terceiro com Thiaguinho, que recebeu um bom passe de Zé Carlos e chutou forte no canto.

Ruim para os dois: Timbu e Lusa empatam em jogo eletrizante

Uma partida eletrizante, com muitas chances para ambos os lados e um placar final de 1 a 1. Assim foi o jogo entre Náutico e Portuguesa, neste sábado, no estádio dos Aflitos. O resultado não foi bom para nenhuma das equipes, que estão na luta contra o rebaixamento. Principalmente porque adversários diretos como Fluminense, Vasco e Atlético-PR venceram.

Felipe abriu o placar para o Náutico no primeiro tempo em um belo tiro de longe. Na etapa final, a Portuguesa foi melhor e conseguiu chegar ao empate muito perto do fim do jogo: Héverton deixou tudo igual aos 41. Agora, o Timbu chega a 32 pontos e fica a apenas um da zona de rebaixamento. A Portuguesa continua no grupo dos quatro últimos e ainda perdeu uma posição, terminando a rodada em 18º.

Logo com 45 segundos de jogo, o Náutico quase abriu o placar. Depois de cruzamento da esquerda, Clodoaldo, na pequena área, se enrolou com a bola e não conseguiu finalizar. No rebote, Willian chegou chutando de primeira e o chute parou na defesa da Lusa. O lance deu impressão de que a partida seria eletrizante.

De tanto tentar, aos 17, o Timbu finalmente abriu o placar. Da intermediária, Felipe girou e chutou forte de pé esquerdo. A bola entrou à esquerda do goleiro da Portuguesa, sem chances de defesa: 1 a 0.

Pouco a pouco, a Portuguesa foi equilibrando as ações. O jogo se tornou mais morno. O Náutico não chegava tanto e a Lusa errava passes no momento de agredir o goleiro adversário.

A etapa final também começou com muita emoção. Logo com 4 minutos, Edno rolou para Jonas, que entrou no intervalo e chutou de primeira. A bola bateu na defesa e voltou para Athirson, que cruzou. Jonas apareceu no meio da defesa adversária e cabeceou. Eduardo tocou com as pontas dos dedos e impediu a bola de entrar, mas ela bateu no travessão.

Aos 10, Felipe cruzou e Derlei fez o segundo gol do Náutico, mas o auxiliar acusou o impedimento e o árbitro anulou acertadamente. O volante do Timbu estava adiantado no momento em que recebeu o cruzamento. Dois minutos depois, Athirson cobrou falta da esquerda e Jonas desviou de cabeça mais uma vez. A bola passou perto da trave esquerda, mas foi para fora.

Aos 29, mais uma falha da arbitragem, desta vez incrível. Athirson recebeu um lançamento nas costas da defesa e apareceu de trás, dominando a bola sozinho na área. Embora o lateral da Lusa estivesse aproximadamente quatro metros atrás do último homem da defesa do Náutico, o lance foi anulado por impedimento.

Aos 41, a Lusa chegou ao empate. Depois de jogada de Athirson pela esquerda, Héverton desvia a bola para o gol e deixa tudo igual muito perto do fim. Um minuto depois do gol, Felipe quase colocou o Náutico novamente em vantagem, mas acabou chutando para fora.

Fontes: Globo.com e Terra


Redator: Pedro Silas
pedro_sccp@yahoo.com.br

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