No Beira-Rio, só colorados. No Olímpico, gremistas e mais ninguém. A idéia de torcida única nos Gre-Nais, que antes parecia inconcebível, ganhou força em Porto Alegre nos últimos anos, especialmente depois do trágico clássico do Brasileirão do ano passado, quando gremistas incendiaram banheiros públicos, invadiram a área dos colorados, brigaram com policiais e até apedrejaram bombeiros no Beira-Rio. Na Argentina, a medida é comum nos duelos entre Boca Juniors e River Plate. A idéia de apenas os mandantes terem torcedores no clássico gaúcho é uma alternativa viva para um futuro próximo.Mas os argentinos de Grêmio e Inter não vêem a iniciativa com bons olhos. Saja, goleiro do Tricolor, e Guiñazu, meia do Colorado, comentaram a questão nesta quarta-feira, na sede do Consulado da Argentina em Porto Alegre, onde promoveram um encontro pela paz no clássico de domingo, no Olímpico.
- Gostaria que isso jamais acontecesse. Se tivermos torcida de um time só, não vai adiantar nada, porque um torcedor pode colocar uma camiseta preta qualquer e ir na partida. Fica ainda mais perigoso. A essência do futebol é ter duas torcidas, uma para apoiar, outra para provocar. É bom assim - analisa o goleiro Saja.
A opinião de Saja é compartilhada por Guiñazu.
- Tem que ter duas torcidas, ou perde a graça. Não tem razão para deixar uma torcida só - comenta o colorado.
No Gre-Nal deste domingo, serão pouco mais de 2,8 mil torcedores do Inter no Olímpico. Há poucos anos, a quantidade de visitantes era cinco vezes maior.
fonte: www.globo.com/esporte

Redator: André Oliveira
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