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terça-feira, 4 de setembro de 2007

Santos > Pedrinho completa 50 jogos no ano

* Há dez anos que o meia não joga tanto

O meia Pedrinho, do Santos, está bem perto de estabelecer uma marca importante em sua carreira nesta quarta-feira. Assim que a começar a correr atrás da bola no jogo contra o Internacional, a partir das 21h45m (horário de Brasília), na Vila Belmiro, o jogador estará completando sua 50ª partida na temporada.

Quem não conhece a história de Pedrinho pode não entender o que esse número significa. Afinal, muitos jogadores extrapolam os 50 jogos todo ano. No entanto, o meia alvinegro não consegue atuar em tantas partidas em uma mesma temporada desde o final da década de 90, quando defendia o Vasco.

Após um início de carreira bastante promissor, com convocações para a seleção brasileira, o meia passou a encarar uma triste sina de lesões. Operou os dois joelhos, enfrentou incontáveis problemas musculares, sofreu fratura no pé. Deprimido, chegou até a procurar tratamento psiquiátrico.

Quando jogava no Palmeiras, entre 2002 e 2005, Pedrinho ficou tão chateado com as constantes lesões, que chegou até a procurar o então presidente do clube, Mustafá Contursi, solicitando que seus salários só fossem pagos quando ele voltasse a jogar.

- Eu gosto das coisas justas e me sentia incomodado com aquela situação e com algumas coisas que foram faladas. Fiquei bem chateado e procurei o presidente para sugerir isso - lembra o jogador, que passou a ser alvo de chacota entre críticos e torcedores. Contursi não aceitou o pedido de Pedrinho e continuou pagando normalmente os salários do jogador.

No Peixe, a cura

Ao assinar contrato com o Santos, no início deste ano, Pedrinho teve de ouvir muitos comentários desagradáveis. Com o histórico de lesões do jogador, poucos acreditavam que ele fosse emplacar no Santos.

Para evitar constrangimento, o jogador acertou com a diretoria um contrato por produtividade: ele recebe mais se jogar mais.

Mas o que fez Pedrinho renascer para o futebol não foi o novo modelo de contrato. O segredo do sucesso do meia na Vila Belmiro passa pelo Centro de Excelência em Prevenção e Recuperação de Atletas de Futebol (Cepraf). O fisioterapeuta Nilton Petrone, o Filé, que comanda o Cepraf, descobriu a causa das constantes lesões de Pedrinho: um desvio no quadril, que o fazia pisar torto e provocava as lesões.

- Eu só tenho a agradecer ao Santos. Muita gente julgava que eu estava acabado para o futebol, o clube abriu as portas para mim, me deu chance para eu me recuperar e fazer o que eu mais gosto, que é jogar futebol. Estou num dos momentos mais felizes da minha carreira - comemora o jogador, um dos artilheiros do Peixe no Brasileirão 2007, com sete gols.


Fonte: Globo.com









Redator:
Ricardo Pilat

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