O Brasil derrotou o México na noite desta quarta-feira, em Boston, nos Estados Unidos, por 3 a 1, no último amistoso antes da estréia da seleção nas eliminatórias para a Copa do Mundo da África do Sul, em outubro, contra a Colômbia. O México abriu o placar aos 42 minutos do primeiro tempo, numa bela trama concluída por Cacho. O Brasil chegou ao empate pouco depois, aos 44, com Kleber escorando escanteio cobrado por Ronaldinho Gaúcho. No segundo tempo, Kaká e Afonso, aos 34 e 40 minutos, decretaram a virada brasileira.
O jogo
As equipes entraram em campo com muitas surpresas. No lado brasileiro, o técnico Dunga decidiu, sim, fazer alguns testes na equipe e escalou Julio César, Daniel Alves, Kleber e Vágner Love nos lugares de Doni, Maicon, Gilberto e Afonso, respectivamente, além de Edu Dracena na vaga do zagueiro Juan, com dores no tornozelo esquerdo. No lado mexicano, a tão esperada escalação do xodó Giovani dos Santos, clone e companheiro de Ronaldinho Gaúcho no Barcelona, não aconteceu. O técnico Hugo Sanchez preferiu evitar uma exposição excessiva e deixou no banco o jovem de 18 anos, que é filho do brasileiro Zizinho, que jogou pelo São Paulo nos anos 80.A partida começou com as duas equipes se estudando bastante e a maioria das jogadas concentradas no meio. A primeira chance brasileira mostrou que Vágner Love ainda não se adaptou à camisa amarela. Aos nove minutos, após uma jogada confusa na área mexicana, a bola bateu em Mineiro e sobrou completamente livre para Love, próximo à marca do pênalti. O atacante, porém, dominou mal a bola e perdeu uma chance incrível.
Não demorou muito e Vágner Love perdeu mais uma grande chance. Aos 13, Ronaldinho Gaúcho fez um lançamento genial e encontrou Kaká livre na área. O craque do Milan tentou o drible em Ochoa, mas o goleiro mexicano defendeu parcialmente. O rebote caiu nos pés de Love, que desperdiçou a chance de abrir o placar.
As duas oportunidades brasileiras fizeram o México acordar e, se não fosse a intervenção precisa de Júlio César, aos 20 minutos, o apoiador Arce teria aberto o placar, após receber nas costas de Edu Dracena, dentro da grande área. Mas o goleiro do Inter de Milão fez grande defesa e evitou o gol.
A seleção brasileira retomou as rédeas da partida, com Ronaldinho Gaúcho trabalhando bem a bola, mas sem muita penetração. Vágner Love e Robinho não se encontravam, e o Brasil pouco criava. Aos 42, então, veio o castigo. Numa triangulação que começou no lado esquerdo de ataque, Castillo encontrou Guardado livre na área. O apoiador, porém, não foi individualista e tocou para Cacho, ainda mais livre, que não teve trabalho para empurrar a bola para o fundo da rede brasileira.
Mas a reação brasileira foi imediata. Aos 44, Ronaldinho Gaúcho cobrou escanteio pela direita e o lateral Kleber apareceu na primeira trave para, com o biquinho da chuteira esquerda, empatar a partida, dando números finais ao primeiro tempo.
Os dois técnicos não fizeram mudanças em suas equipes no intervalo, o que se refletiu em campo, no início do segundo tempo, com muitas bolas disputadas no meio e poucas chances de gol. Aos 10 minutos, então, Dunga tirou Vagner Love, que só fez perder gols, e colocou Elano, adiantando Kaká. Mas o panorama não mudou. Aos 16, Maicon entrou no lugar de Daniel Alves, e o Brasil teve boa chance, numa tabela de Ronaldinho e Kaká, mas a defesa mexicana conseguiu afastar.
Mas a primeira grande chance efetiva do Brasil só aconteceu aos 20 minutos, com Ronaldinho chutando de fora da área para a grande defesa de Ochoa, que mandou a córner. Na cobrança, Ronaldinho, sempre ele, mandou na cabeça de Lúcio, que tocou para Robinho cabecear no cantinho. Só que o atacante não contava com a ótima colocação de Guardado, que salvou o gol em cima da linha.
O Brasil se animou e Ronaldinho, novamente em bola parada, mandou a bola na cabeça de um zagueiro, desta vez Edu Dracena, que cabeceou firme, mas Ochoa fez linda defesa, à queima-roupa, evitando a virada brasileira.Aos 30, logo após Hugo Sanchez ter colocado Giovani dos Santos em campo, Dunga pôs Gilberto e Josué nos lugares de Kléber e Gilberto Silva. As mudanças deixaram o Brasil ainda mais ofensivo.
Aos 34, o gol da virada. Ronaldinho Gaúcho fez ótimo lançamento para Maicon, que chegou à linha de fundo e cruzou para a área. A zaga mexicana afastou mal e Kaká não desperdiçou. Aos 40, foi a vez de Afonso marcar seu primeiro gol pela seleção. O atacante recebeu lançamento no meio da zaga, dominou bem e fez o que Vagner Love não conseguiu: fuzilou o goleiro Ochoa e deu números finais à partida.
Ficha da partida
| MÉXICO 1 x 3 BRASIL | ||
| Ochoa Castro Rafa Marquez Magallón Salcido Torrado (Landim) Correa Arce Guardado Cacho (Giovani) Castillo (Vela) T: Hugo Sanchez | Julio Cesar Daniel Alves (Maicon) Lúcio Edu Dracena Kléber (Gilberto) Mineiro Gilberto Silva (Josué) Kaká (Afonso) Ronaldinho Gaúcho Robinho (Júlio Baptista) Vágner Love (Elano) T: Dunga | |
Cartões amarelos: Ronaldinho Gaúcho, Torrado, Kaká, Guardado
Cartão vermelho: Elano
Árbitro: Baldomero Toledo (EUA)
Auxiliares: Roberto Fereday (EUA) e C.J. Morgante (EUA)
Data: 12/07/2007
Estádio: Boston Stadium, EUA
Público: 68.000 presentes Renda: não divulgada
fonte: globo.com
Comentário da Redação
Falta o 9
Mais um bom resultado para a seleção que se prepara para as Eliminatórias. Mas Dunga ainda precisa achar uma peça fundamental para o esquema, um camisa 9. Vágner Love, mostra cada vez mais que não é o jogador ideal para a posição, Afonso fez seu 1º gol com a camisa canarinho, porém não empolga a torcida.
Por que não dar chance a outros jogadores? Por que Dunga insiste em jogadores que já tiveram suas chances e demonstram o mesmo futebol de sempre? Essas são perguntas que está na cabeça de todos os torcedores brasileiros.
Os nomes de Luís Fabiano, Rafael Sóbis, Alexandre Pato e até mesmo a volta do Fenômeno Ronaldo, estão cada vez mais na boca dos torcedos, comentaristas esportivos e todos aqueles que arriscam dar uma palpitada na escalação.
A parte lamentável do amistoso ficou por parte do meia Elano, que deu uma entrada maldosa no meia mexicano Guardado, e foi expulso. O técnico Dunga também foi convidado a se retirar da partida após reclamar incansavelmente com o 4º árbitro.
De tudo certo para a 1ª partida contra a Colômbia, precisamos urgentemente de um camisa 9. Vagas abertas na seleção, precisa-se de um camisa 9, com faro de gol e boa presença de área.
Redator: Marco Miranda
marco_mirand@yahoo.com.br
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