Nas Laranjeiras, o discurso está bem ensaiado. Frases de menosprezo ao Corinthians foram banidas do dicionário tricolor, mas por outro lado ninguém quer perder a segunda partida consecutiva, ainda mais antes do Fla-Flu de domingo, o último grande jogo realmente relevante para a torcida nesta temporada.
- Lamento muito pela fase do Corinthians, como pela do Flamengo, que luta há anos para não ser rebaixado. Mas já passei por isso e sei como é ruim. Portanto, se alguém tiver de sofrer, que sejam eles. E que aprendam a se planejar no ano que vem – diz Renato Gaúcho.
O time está escalado – será o mesmo que enfrentou o Paraná, com a exceção da entrada de Thiago Silva, que estava suspenso, no lugar de Roger. As palavras que serão usadas na preleção, no vestiário do Maracnã, também serão as mesmas utilizadas na Vila Capanema. O resultado final é que precisa ser diferente.
- A situação tanto de Corinthians quanto de Paraná são muito parecidas, então a conversa é a mesma, os erros é que não podem ser repetidos. Eles virão com tudo para cima da gente. Temos que entrar ligados como em Curitiba, mas não podemos relaxar se fizermos um gol. Para eles, é final de Copa do Mundo, para a gente, não – avisa Renato.
Mudanças no Timão
- Quero dar mais qualidade à posse de bola. Nosso time cria chances, mas às vezes aparece no ataque desorganizado. E pretendo também melhorar a bola aérea, por isso a mudança na defesa - explica Nelsinho.
Vampeta atuou de líbero contra o Sport e foi sacado para a entrada de Zelão. Fábio Ferreira ocupa a vaga que foi de Fábio Braz. Carlos Alberto entra no lugar de Bruno Octávio e Nelsinho explicou por que não colocou Vampeta em sua função, como volante.
- Quero um poder maior de marcação no meio-de-campo, principalmente para dar liberdade ao trio da frente (Héverton, Aílton e Finazzi) e para os alas. Mas o Vampeta está relacionado e vai ficar como opção no banco de reservas. Quero deixar claro que é uma opção para essa partida contra o Fluminense - conta Nelsinho.
Nelsinho não pode contar com o lateral-esquerdo Gustavo Nery, que está com lesão muscular e só volta a treinar na quinta-feira. E com Ricardinho. O volante também sente dores na coxa e está vetado. Para o meia Aílton, é a chance de sair da "situação caótica".
- O Corinthians vive uma situação caótica, é verdade. Mas se ficarmos pensando nisso ficamos loucos e não conseguimos jogar. O jogo é difícil? Lógico. Mas temos que encarar se quisermos ficar na primeira divisão - avisa o camisa 10.
| FLUMINENSE | CORINTHIANS | |
| Fernando Henrique Rafael Thiago Silva Luiz Alberto Júnior César Fabinho Arouca David Cícero Alex Dias Somália T: Renato Gaúcho | Felipe Fábio Ferreira Zelão Betão Iran Carlos Alberto Moradei Héverton Everton Ribeiro Aílton Finazzi T: Nelsinho Baptista |
Data: 03/10/2007
Árbitro: Evandro Rogério Roman (PR)
Auxiliares: Roberto Braatz (Fifa/PR) e Fabrício Vilarinho da Silva (GO)
Transmissão: O Premiere transmite ao vivo para todo o Brasil
fonte: globo.com/esportes
Comentário da Redação
10a Batalha
Lá vamos nós para mais uma batalha. Defendemos a nossa vontade em permanecer entre os melhores e almejamos um pedacinho da Sulamericana.
Os guerreiros são novos, porém dizem ter instinto e força para lutar. O campo de batalha já está armado. Será no campo dos inimigos e a vantagem aparenta estar ao lado deles, mas estaremos com os corações quentes! Com nosso Santo ao lado e aqueles que nos apoiam esperamos vencer, estamos preparados!
Este textinho acima deveria ser o pensamento de todos os corinthianos a partir destes 10 jogos restantes. Devíamos agir e pensar como guerreiros, batalhar como tais bárbaros. Iguais àqueles que debulharam o extinto Império Romano. Guerreiros que botavam medo nos romanos a todo momento pelo fator principal de força e garra. Digamos também que os bárbaros eram todos mal organizados, assim como o Corinthians. Mesmo assim botavam medo pela falta de organização e conseguir vencer os romanos com suas táticas e guerreiros com sangue nos olhos.
Pois os nossos romanos não são Fluminense, São Paulo e nem muito menos outros adversários. E sim as 10 batalhas restantes para nos manter na 1a divisão. Jamais antes eu, corinthiano desde criança, que escolheu torcer para este time por vontade própria, por ver o jogo em uma televisãozinha na lavanderia de casa em cima de uma máquina de secar roupa, iria imaginar tal situação na qual passamos. Mas eu sei que isso não é de hoje, esta sensação de sofrimento, mas de possível rebaixamento sim, isto é de hoje.
Mas fugindo toda aula de História e toda fantasia, voltemos para o foco principal, o jogo. Hoje acredito que será uma partida para se guardar na memória. Acredito que esta série de jogos restantes serão para todos nós. Pois desafiamos o maior ''abacaxi'' imposto a nós e contra o Fluminense, que está garantindo na Libertadores de 2008 e nós nem garantidos na 1a divisão, estamos. E para isso, Nelsinho Baptista armou o time mais ofensivo do que o jogo passado.
Nelsinho espera que o time valorize o toque de bola, assim colocando Aílton no ataque no lugar de Éverton Santos fazendo rodízio com o outro Héverton e Finazzi a procura de finalizar as jogadas em gol. O time todo já está cansado dessa situação.
Os torcedores protestaram como tais bárbaros. Eu não apoio a decisão da torcida organizada Gaviões da Fiel. Logo agora em que os jogadores precisam de vocês e não ao contrário. A situação psicológica no Parque São Jorge é vermelha, vamos apoiar o time, cobrar e tudo mais. Mas não como bárbaros, assim vocês jogam contra o time, tornam o Corinthians os romanos e os torcedores como bárbaros.

Redator: Fernando Ankito
ankito@globo.com
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