O Mineirão vai estar lotado. Dos 69.333 ingressos colocados à venda, cerca de 65 mil foram adquiridos pela torcida celeste nos dois dias de venda antecipada. O Cruzeiro está embalado pelo título mineiro, mas a missão não será nada fácil. A Raposa precisa vencer o Boca Juniors, nesta quarta-feira, às 19h10m (de Brasília), para seguir vivo na Taça Libertadores.Uma vitória simples por 1 a 0 garante a vaga para o Cruzeiro. Mas o Boca Juniors balance a rede, a Raposa terá que vencer por dois gols de diferença para se classificar. Um triunfo por 2 a 1, mesmo placar do primeiro jogo, leva a decisão para os pênaltis. E se o time argentino vem com a força máxima, o técnico Adilson Batista ainda não sabe se vai contar com um de seus principais jogadores. O lateral-esquerdo Jadilson, que sofreu uma torção no tornozelo esquerdo na final contra o Atlético-MG, não participou do último treino antes da partida. Ele se concentrou com o resto da equipe e segue em tratamento intensivo. Mas a presença em campo é incerta.
Retrospecto favorável à Raposa
O duelo será interessante. O Boca Juniors, atual campeão da competição, é o carrasco dos clubes brasileiros neste século. Desde 2000, o time argentino venceu sete duelos contra clubes brasileiros na T
aça Libertadores. Deles, cinco foram com a segunda partida no país, como acontece agora com o Cruzeiro. Já a Raposa tem um ótimo retrospecto contra o rival em casa. Em seis partidas no Mineirão, o time celeste nunca perdeu. Foram cinco vitórias e um empate. - O título mineiro é um fator que ajuda na disputa da Libertadores. Foi algo que motiva muito o grupo e a torcida - disse o presidente Alvimar Perrella.
O Cruzeiro tem um ótimo retrospecto em casa nesta Libertadores. Venceu os quatro jogos e, em todos, marcou três gols: 3 a 1 no Cerro Porteño; 3 a 0 no Real Potosi; 3 a 0 no Caracas; e 3 a 1 no San Lorenzo. Para os jogadores, a força do time em casa está relacionada com o apoio da torcida.
- A torcida nos dá uma energia muito boa, que nos motiva. Gosto desta força que vem da arquibancada, e a torcida vem fazendo o papel dela nos jogos. Precisamos corresponder mais uma vez contra o Boca - disse o volante Fabrício, autor do gol do time no primeiro duelo na Argentina.
A esperança de gols está no atacante boliviano Marcelo Moreno, de 21 anos, que já marcou oito vezes nesta Libertadores e é o artilheiro da competição, pede atenção com as principais estrelas do Boca Juniors: Riquelme, Palácios e Palermo.
- O Boca é uma equipe organizada e que cria muitas jogadas de ataque. Eles não dependem só de um jogador. Precisamos estar atentos - disse.
Riquelme elogia colega
O time argentino desembarcou na noite desta terça-feira em Belo Horizonte e foi fazer o reconhecimento do gramado do Mineirão. Riquelme, principal astro do time, não quis dar entrevistas. Mas falou com jornalistas argentinos antes do embarque em Buenos Aires.
- Queremos defender a conquista da Libertadores e temos condições de conseguir isso. Com Palermo ao nosso lado, temos a esperança de continuar conquistando títulos - disse Riquelme lembrando da importância do atacante, que foi questionado por ter perdido um gol incrível na primeira partida contra o Cruzeiro quando a partida estava 2 a 0 para o Boca.
Ficha do jogo
| CRUZEIRO | BOCA JUNIORS |
| Fábio; Jonathan (Apodi), Espinoza, Thiago Heleno e Jadilson (Marquinhos Paraná); Fabrício, Ramires, Charles e Wagner; Guilherme e Marcelo Moreno. | Caranta; Maidana, Cáceres, Morel e Monzón; Vargas, Battaglia, Dátolo e Riquelme; Palácio e Palermo. |
| Técnico: Adilson Batista. | Técnico: Carlos Ischia. |
| Estádio: Mineirão, em Belo Horizonte (MG). Data: 07/05/2008. Árbitro: Carlos Chandia (Chile). Auxiliares: Cristian Julio (Chile) e Julio Diaz (Chile). | |
Fonte: Globo.com
Estagiário: Pedro Silas
pedro_sccp@yahoo.com.br
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