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domingo, 7 de setembro de 2008

Campeonato Brasileiro > Inter vence, ameniza a crise e mantém a Lusa na zona de rebaixamento

* Colorado leva pressão no segundo tempo e é vaiado

Foi sofrido, mas o suficiente para amenizar a crise que ronda o Beira-Rio, que recebeu menos de 10 mil pessoas neste sábado. Com um gol de cabeça de Magrão, o Inter derrotou por 1 a 0 a Portuguesa e foi a 33 pontos, mantendo-se em 11º lugar no Brasileirão.

O time gaúcho vinha de um jejum de três partidas sem ganhar, o que tornava o confronto decisivo para o técnico Tite, muito vaiado pelos colorados quando teve seu nome anunciado no placar. Já a Portuguesa foi a cinco jogos sem vitória e permanece na zona de rebaixamento, na penúltima colocação, com 23 pontos.

No próximo domingo, o Inter volta a entrar em campo para enfrentar o Botafogo no Engenhão. Um dia antes, a Lusa encara o Atlético-PR na Arena da Baixada.

Até centroavante da Lusa vira volante

A Portuguesa construiu uma forte retranca e dificultou a vida do Inter, que demorou a chegar com perigo à área. Tanto que foi a Lusa a conseguir as primeiras conclusões a gol - mas em chutes de fora da área, já que não ia ao ataque com jogadores suficientes para armar um lance melhor. Atrapalhado pelo vento, Clemer demonstrou insegurança, mas fez duas defesas.

O Inter sentiu a falta de Nilmar e D'Alessandro, que foram convocados para as seleções de Brasil e Argentina. Por isso, dois jogadores se mostraram fundamentais na tentativa de furar o bloqueio adversário na primeira etapa: Taison, graças à sua movimentação pelo meio e pela esquerda, e Alex, com chutes e cruzamentos precisos.

E foi dos pés do segundo que saiu o gol do Inter. O meia aproveitou rebote de um escanteio cobrado por ele mesmo e voltou a cruzar na área. Magrão, livre na pequena área, cabeceou e fez 1 a 0 aos 28 minutos. Logo antes, Alex já havia assustado o goleiro Sérgio em um chute de fora da área, após receber passe bisonho de Wilton Goiano, da Lusa.

Depois de levar o gol, a Portuguesa se soltou, mas não muito. O centroavante Washington, que até então ajudava na marcação como se fosse um volante, ficou mais posicionado na frente. E as melhores saídas para o ataque aconteceram pela direita, com Patrício e Jonas.

Inter vê adversário dominar o segundo tempo

No segundo tempo, o time paulista tentou manter a posse de bola no ataque e conseqüentemente deu mais espaço ao Inter. Em 11 minutos, os colorados já haviam tido mais oportunidades do que em toda a primeira etapa - duas vezes com Luiz Carlos e uma com Alex, mas todas as conclusões foram para fora.

Mas parou por aí. Se era ameaçada na defesa, a Portuguesa passou também a assustar Clemer. E teve três boas oportunidades para empatar até o fim da partida. Primeiro, Jonas chutou para fora da entrada da pequena área. Wilton Goiano, mais tarde, obrigou o goleiro colorado a espalmar para escanteio. E, no fim do jogo, o susto maior: Fellype Gabriel acertou o travessão com uma bomba.

O Inter manteve Daniel Carvalho - que substituiu Luiz Carlos - isolado no ataque, brigando com os defensores da Lusa e levando a pior quase sempre. Atrás, suportou a pressão da Lusa e garantiu a vitória apertada até o fim. Mas não escapou das vaias da torcida.

Náutico bate o Ipatinga nos Aflitos e deixa a zona de rebaixamento

Em jogo sonolento, o Náutico acordou no fim e bateu o Ipatinga por 2 a 0, com dois gols de Felipe, neste sábado, no Estádio dos Aflitos, pela 24ª rodada do Campeonato Brasileiro. O resultado levou a equipe pernambucana aos 26 pontos e a tirou da zona de rebaixamento. Enquanto isso, o time mineiro permanece amargando a lanterna da competição, com apenas 21 pontos ganhos.

Além de deixar para trás Atlético-PR, Fluminense e Santos ao pular para a 15ª posição na tabela, a vitória do Náutico teve um sabor ainda mais especial por ser a primeira sobre o Ipatinga. Nos três confrontos anteriores, o Tigre levou a melhor por duas vezes (3 a 1) e, no turno do Brasileirão, as equipes empataram em 0 a 0.

Na próxima rodada, o Ipatinga recebe o Atlético-MG, no sábado, enquanto o Náutico enfrenta o Vasco, domingo, no Rio de Janeiro.

Pressão caseira

Empurrado pela torcida alvirrubra, o Náutico foi para cima do Ipatinga nos minutos iniciais. E, apesar de ter três atacantes em campo - Gimar, Kuki e Clodoaldo -, quem quase abriu o placar dos Aflitos foi o zagueiro Vágner. Após cobrança de escanteio, ele cabeceou rente à trave esquerda do goleiro Fernando.

Mas a pressão do Náutico não durou muito tempo. Logo o Ipatinga conseguiu equilibrar o jogo. As melhores jogadas do Tigre aconteciam pelo lado direito do campo, com o lateral Márcio Gabriel. No entanto, a equipe mineira também avançava pela esquerda.

Aos 24 minutos, Kuki perdeu grande chance de marcar para o Náutico, cara a cara com o goleiro do Ipatinga. Seis minutos depois, o atacante alvirrubro esbarrou novamente nas mãos de Fernando.

O Náutico aproveitava os espaços deixados pela defesa do Ipatinga e chegava com perigo ao ataque. No entanto, o goleiro Fernando garantia o 0 a 0. Aos 41 minutos, foi a vez de ele defender bola chutada por Clodoaldo.

Felipe entra e acaba com o jogo

Na etapa final, o Ipatinga cresceu de produção e passou a arriscar mais chutes de longe. Mas o lance de maior perigo foi mesmo do Timbu. Aos 14 minutos, Alessandro, que entrou no lugar de Valdeir, fez bela jogada pela esquerda e cruzou na medida para Gilmar. O atacante emendou de primeira, mas a bola passa rente à trave direita de Fernando.

A partir daí, as duas equipes pareciam ter cansado e o jogo ficou apático. A torcida do Náutico presente nos Aflitos passou a cobrar mais empenho da equipe alvirrubra.

E a cobrança da torcida fez efeito. Tanto que aos 33 minutos, Felipe, que acabara de entrar no lugar de Clodoaldo, recebe lançamento de Kuki pela esquerda e solta uma bomba para, enfim, abrir o placar dos Aflitos.

Dez minutos depois, Felipe, novamente ele, consolidou a vitória do Náutico, ao invadir a área e chutar cruzado para o gol. O curioso é que Felipe, que começou a partida no banco de reservas, teve sua entrada pedida pela torcida durante o início do segundo tempo.

Com o 2 a 0 garantido, restou ao Timbu segurar os avanços do Ipatinga e comemorar a saída da zona de rebaixamento.

Fonte: Globo.com


Redator: Pedro Silas
pedro_sccp@yahoo.com.br

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