A partir desta quinta-feira, 6 de novembro de 2008, a Bombonera não é mais um monstro tão feio para o Inter. O time colorado foi ao estádio do Boca Juniors, teve atuação sólida e avançou às semifinais da Copa Sul-Americana com vitória de 2 a 1, tirando a invencibilidade de 29 jogos do time argentino em seu estádio. Magrão abriu o placar para os visitantes. Riquelme empatou. Alex garantiu a vitória, a primeira da história vermelha na Bombonera. Mais de mil colorados estiveram presentes para ver a equipe avançar.Com um time praticamente reserva, o Boca não conseguiu manter a série de sucessos sobre o Inter. Em 2004 e 2005, a equipe colorada foi goleada na Bombonera e deu adeus à Sul-Americana. O troco veio agora. Para completar, a torcida boquense viu uma cria do River Plate, o meia D'Alessandro, peitar seus jogadores em campo e ainda dar bela assistência para o segundo gol.
Agora, o Inter espera o vencedor de Chivas e River Plate nas semifinais. Antes, recebe o Ipatinga pelo Campeonato Brasileiro, certamente sem muitos titulares. O jogo é no domingo.
Inter pelo chão e Boca pelo alto no primeiro tempo
Aquele Inter que se assustava com a Bombonera é coisa do passado. Quando a bola rolou em Buenos Aires, o time colorado provou que ganhou maturidade desde as goleadas sofridas em 2004 e 2005. A equipe de Tite encarou o Boca Juniors de frente, especialmente na metade inicial do primeiro tempo. A escolha de Álvaro na zaga, com Bolívar de lateral, foi um tiro certeiro. A equipe ganhou sustentação defensiva.
Não chega a ser uma novidade, mas sempre vale o registro: Guiñazu se destacou demais. Era difícil ver o argentino errar na primeira etapa. Foi combativo na defesa e eficiente na saída para o ataque. Começaram com “el loco” os avanços gaúchos ao ataque.
O Inter buscou jogar pelo chão. A tática foi evidente: triangulações por baixo, sustentadas na habilidade e na velocidade dos atletas colorados. Não foi o time gaúcho quem teve as melhores chances, mas se saísse o gol, não seria pecado algum. Aos 12, Alex fez bom lançamento para Nilmar, que dividiu com o goleiro García. O xeneize levou a melhor.
O mesmo Nilmar, aos 36, teve a melhor chance do período para o Inter. D’Alessandro encontrou Bolívar na direita. O cruzamento foi na cabeça do atacante, que concluiu fraco, sem problemas para o goleiro. Era um momento em que o Boca já era bastante superior.
Os argentinos, ao contrário do Inter, preferiram atacar pelo alto. Gracián foi o responsável por tramar as jogadas pelo meio e abrir para os laterais. Aí era cruzamento na área. Em um deles, Figueroa apareceu livre, mas mandou por cima. González, em chute cruzado aos 34, e Muñoz, em cabeceio aos 46, forçaram Lauro a praticar boas defesas.
Gol colorado feito por um colorado
Magrão se diz colorado. Sempre que pode, afirma que aprendeu a gostar do clube que defende desde o ano passado. E a comemoração dele com um minuto de segundo tempo prova que não é papo furado. Ele saiu correndo feito louco, parou no meio campo, colocou as mãos na cabeça, correu de novo, se jogou no chão de joelhos, olhou para a torcida do Inter e mostrou o distintivo. Era a vibração pelo gol que ele acabara de fazer. Nilmar recebeu pela direita e cruzou na área. Magrão, feito centroavante, mandou para o gol. E Magrão, feito colorado, comemorou com toda a força.
Aí o Boca resolveu responder. E a resposta atende pelo nome de Juan Román Riquelme. Com o craque em campo, os argentinos chegaram ao empate. Aos 11, Edinho dividiu com Dátolo, que caiu. Óscar Ruiz marcou pênalti. Riquelme cobrou e fez. Lauro quase defendeu.
O gol foi justo. Assim que fez o gol, o Inter recuou. O Boca colecionou chances antes de marcar. E manteve a pressão depois. A torcida foi no embalo. Cantou forte, tirando os gritos do fundo dos pulmões. O Inter sentiu um pouco, mas logo voltou a colocar a cabeça no lugar e os pés no chão.
Preciosos pés. Especialmente o de D’Alessandro. Meio sumido no jogo, ele recebeu uma bola pela ponta esquerda. Em diagonal, acionou Alex, que só desviou para o fundo do gol: 2 a 1 e festa gaúcha na Bombonera.
A vitória do Inter também passou por uma série de milagres do goleiro Lauro. O principal deles foi aos 29. Riquelme cobrou falta da meia-lua, naquela posição em que ele geralmente acerta. O goleiro vermelho caiu no canto e evitou o gol. Assim, permitiu que a festa vermelha fosse completa.
Minutos depois, eufóricos, os colorados comemoraram o resultado ao som de olé, como se fossem os novos donos de um estádio que antes parecia amaldiçoado para eles.
Esta foi a segunda eliminação do Boca para times brasileiros em 2008. Na Libertadores, o time argentino caiu para o Fluminense nas semifinais.
Ficha do jogo
| BOCA JUNIORS 1 x 2 INTERNACIONAL | |
| García, Barroso, Forlin, Muñoz e Calvo; Cardozo (Viatri), Alvaro González, Gaitán (Dátolo) e Gracián (Riquelme); Figueroa e Mouche. | Lauro, Bolívar, Índio, Álvaro e Marcão; Edinho, Magrão, Guiñazu e D’Alessandro (Gustavo Nery); Alex e Nilmar. |
| Técnico: Carlos Ischia. | Técnico: Tite. |
| Gols: Magrão, aos dois minutos, Riquelme, aos 12 minutos, Alex, aos 26 do segundo tempo. | |
| Cartões amarelos: Muñoz, Figueroa (Boca Juniors); Álvaro (Internacional). Cartão vermelho: Forlin (Boca Juniors) | |
| Estádio: La Bombonera, em Buenos Aires (Argentina). Data: 06/11/2008. Árbitro: Óscar Ruiz (Colômbia). Auxiliares: Abraham González (Colômbia) e Rafael Rivas (Colômbia). | |
Fonte: Globo.com
Comentário da Redação
O bom futebol prevaleceu
Diferente do que fez o Botafogo contra o Estudiantes, caindo na provocação dos argentinos, o Internacional foi à Argentina para jogar futebol. Tudo bem que o Boca também não catimbou como fez o Estudiantes e também o Argentinos Juniors contra o Palmeiras.
Mas o Colorado também não foi quis parar o jogo, fazer cera, pelo contrário, jogou um segundo tempo melhor que os donos da casa e passou com tranquilidade à semi final. O futebol brasileiro nunca ficou tão perto de um título desta competição.
O Inter parece querer mesmo vencer essa Sul-Americana, porém, se passar à final, tem outro time argentino. Antes, tem o Chivas, que passou pelo River Plate. Quem sabe se um time daqui levar o título, essa competição não seja mais valorizada nas próximas edições?
Direto da Redação
Redator: Pedro Silas
pedro_sccp@yahoo.com.br
Foi uma grande vitória do Inter. O time jogou com firmeza e coloco o Inter como o grande favorito dessa competição.
ResponderExcluirO colorado tem a faca e o queijo na mão para ser o primeiro brasileiro a levar o titulo
ResponderExcluirSem querer menosprezar a vitória do Inter...mas não há nada para se comemorar ao vencer umduelo como este.
ResponderExcluirO Colorado não fez mais que a obrigação