Muitos acham errado mudar esquema de acordo com a dificuldade que irá encontrar no adversário. Eu sou a favor. No clássico deste domingo, por exemplo, não tem como usar a formação com três atacantes e apenas um volante de marcação como fez contra o Itumbiara. A formação inicial não deu certo nem contra o time goiano, que nem se compara ao arqui-rival.Quando tem o time todo disponível, o Mano tem entrado no 4-4-2, com um losango. Cristian é o cabeça de área, Elias fica pela direita, Boquita pela esquerda, e o Douglas na armação. É uma ótima formação, deixa o time equilibrado, e tanto forte na marcação, como na saída de bola. Isso tudo, claro, teoricamente, porque no jogo a história pode ser bem diferente.
No entanto, pra mim é preciso ter mais cautela contra uma equipe rápida como o Palmeiras. Assim como o Pierre, o Cristian fica um pouco sobrecarregado na marcação, e um ataque com os velozes Keirrison e Willans, pode levar problemas para o sistema defensivo corintiano, ainda mais com o lento William, que não anda em boa fase.
Para o clássico a minha formação seria um 3-5-2, podendo virar rapidamente um 4-4-2. Quando o time estiver com a bola, Chicão pela direita, Escudero pela esquerda e William na sobra formam a zaga. Alessandro (ou Fabinho) pela direita e André Santos pela esquerda, formam as laterais, tendo muita liberdade para atacar. Quando o time estiver com a bola, Escudero vira lateral esquerdo, e André Santos avança pelas pontas e pelo meio-campo.
Para muitos, três zagueiros já é sinonimo de retranca. E quem pensa assim está muito errado. Tudo depende de quem ataca, de quem terá liberdade... E com três zagueiros, os laterais ganham liberdade, assim como o segundo volante. Esse esquema ao mesmo tempo protege a zaga, deixando um jogador na sobra e libera o André Santos, que tem muito poder ofensivo, e não basta apenas marca-lo. Para isso, Escudero pode avançar, e tabelar com o lateral-esquerdo, enganando a marcação.
Na teoria seria o seguinte: Chicão marca o Willans, Escudero marca o Keirrison, Cristian pega o Diego Souza e Elias bate de frente com o Cleiton Xavier, que também terá de se preocupar com o corintiano, que não deixa de avançar para o ataque.
Na parte ofensiva, Elias terá liberdade para colar no Douglas, e o camisa 10 será o responsável pela distribuição de bolas (só espero que se ele não jogar bem, o Mano o tire). No ataque eu colocaria dois velozes, Otacílio Neto e Jorge Henrique. Porém o último sentiu um problema e pode não começar de titular. Sendo assim, eu colocaria o Morais de atacante, para continuar um ataque veloz, com o objetivo de dar trabalho para a defesa palmeirense, que não passa grande confiança.
O que não pode é o Mano colocar um time com a postura covarde como foi contra o São Paulo, quando o time não se preocupou em jogar, e sim em não deixar o rival jogar. Desta vez, precisa ter atitude, se entrar o Morais no ataque, será no ataque e ponto. Nada de jogar atrás da linha da bola. Postura cautelosa sim, covarde não.
Tudo isso fica na teoria, porque na hora da bola rolar, um detalhe pode mudar tudo. Mas não há dúvidas, que em um jogo tão equilibrado, os treinadores com suas estratégias e esquemas, podem fazer muita diferença. E tanto Luxemburgo contra o Mano, são dois dos melhores treinadores brasileiros e farão um grande duelo.
Torcida chama Douglas de 'fominha'
Após ter a oportunidade de servir o estreante Ronaldo e preferir chutar no gol, Douglas foi perdoado pelo fenômeno, que exaltou o cansaço do camisa 10. Entretanto, a torcida não o perdoou. No treinamento de sexta-feira, a torcida pegou no pé de Douglas, com gritos de "fominha" e outros protestos.
Eu não levo isso como uma coisa ruim para ele. Agora (espero) ele ira abrir o olho, e perceber que jogar dois jogos bem, e depois ficar mais dois sumido no campo, não adianta. Isso de não passar para o Ronaldo é como se esgotasse a paciência da torcida, pois exceto no amistoso, o Douglas não vem agradando nesta temporada.
Direto da Redação
Redator: Pedro Silas
pedro_sccp@yahoo.com.br
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