Brasil empata na hora certa
Jogando no Recife, onde costuma ir bem, o Brasil começou pressionando o Paraguai, mas logo viu o jogo se equilibrar. Aos 10 minutos, Cabañas recebeu na entrada da área, fez a parede e serviu o lateral Verón, no lado direito da área. A bomba passou raspando a trave direta de Julio César.
A seleção brasileira, apesar do susto, seguiu mais com a bola nos pés, embora com pouca penetração. Elano e Daniel Alves arriscaram chutes de fora da área, mas não levaram perigo ao gol de Villar.
Por outro lado, o Paraguai seguiu sem se intimidar. Aos 22 minutos, Cabañas levantou bola na área para seu companheiro de ataque, Martínez (jogou na vaga do suspenso Haedo e do machucado Santa Cruz). O camisa 9 matou no peito, ajeitou e soltou a bomba. Julio César fez grande defesa e mandou para escanteio.
A defesa do goleiro brasileiro foi suficiente para manter o zero no placar mas, aos 25, não teve jeito. Cabañas sofreu falta de Juan na intermediária. O Gordinho mesmo se encarregou da cobrança. A bola foi forte, porém baixa, sem muita direção, mas um desvio no pé direito de Elano matou o goleiro Julio César: 1 a 0 Paraguai.
O Brasil sentiu o gol e passou a errar demais. Quando a situação começava a complicar, eis que surge o gol de empate brasileiro. Aos 40 minutos, Daniel Alves recebeu bola na lateral direita e cruzou para a área. Kleber entrou pelo meio, tentando a cabeçada, mas não alcançou. A bola chegou então a Robinho. O camisa 11 entrou no segundo pau e escorou para a rede.
Nilmar define o placar
Na primeira boa jogada brasileira do segundo tempo, aconteceu o segundo gol. Felipe Melo avançou pela intermediária e fez passe em elevação para Nilmar na grande área. O camisa 9 escorou de peito, procurando Robinho, mas a bola bateu na zaga e voltou para o próprio Nilmar. O atacante aproveitou e bateu para o gol. A bola desviou em Paulo da Silva e seguiu mansamente para o gol. Robinho, impedido no lance, apenas observou a bola entrar. Era a virada brasileira.
Em vantagem, a seleção brasileira passou a jogar como mais gosta: explorando contragolpes. O time de Dunga por pouco não ampliou aos 12 minutos, quando Nilmar puxou contra-ataque do campo de defesa brasileiro e, depois de avançar 40 metros, serviu Robinho no lado esquerdo do setor ofensivo. O camisa 11 cortou para o meio e bateu. A bola saiu à esquerda de Villar, com muito perigo.
Ainda na base dos contra-ataques, o Brasil acabou por ser bem mais perigoso que o rival. Aos 26, Kaká deu uma arrancada de cinema. Depois de correr mais de 40 metros e de deixar três paraguaios para trás, o novo craque do Real Madrid foi parado com falta por Julio Cáceres. Na cobrança, Daniel Alves quase acertou o ângulo esquerdo de Villar.
Aos 32, foi a vez de Pato (entrou na vaga de Nilmar) perder na pequena área, após linda jogada individual de Lúcio, que deu uma caneta em seu marcado antes de cruzar para a área. Aos 36, Robinho também vacilou e perdeu grande chance.
Mas o placar final já estava definido. A vaga está próxima.
Ficha do jogo
| BRASIL 2 x 1 PARAGUAI | |
| Julio César, Daniel Alves, Juan, Lúcio e Kleber; Gilberto Silva, Felipe Melo, Elano (Ramires) e Kaká. Robinho (Kleberson) e Nilmar (Pato). | Villar, Verón, Paulo da Silva, Julio Cáceres e Caniza; Bonet (Pedro Benítez), Victor Cáceres, Riveros e Ledesma (Aquino); Martínez (Dante López) e Cabañas. |
| Técnico: Dunga. | Técnico: Gerardo Martino. |
| Gols: Cabañas, aos 25, e Robinho, aos 40 minutos do primeiro tempo; Nilmar, aos 4 minutos do segundo tempo. | |
| Cartões amarelos: Felipe Melo, Lúcio, Ramires (BRA) e Victor Cáceres (PAR). Cartão vermelho: -. | |
| Estádio: Arruda, no Recife (PE). Data: 10/06/2009. Árbitro: Óscar Ruiz (COL). Auxiliares: Abraham González (COL) e Wilson Berrío (COL). | |
| Renda: R$ 4.322.555,00. Público presente: 56.682 pessoas. Público pagante: 55.252 pessoas. | |
Fonte: Globo.com
Comentário da Redação
Robinho salvou o dia no Recife
Espero que todos que tenham lido o título acima estejam lendo agora este comentário. Já explico aqui que não acho que Robinho tenho sido o craque da partida. Muito pelo contrário, nem achei que ele fez um grande jogo. O que quero explicar é a importância que o gol de empate do camisa 11 teve para o resultado final.
Quando Cabañas abriu o placar, o jogo ainda era muito estudado e o Paragui até ameaçava mais. Em uma infelicidade de Elano, que, aliás, não vem sendo muito feliz, o gordinho (que joga muita bola) mais uma vez marcou contra brasileiros, provando sua fama de carrasco.
Depois que os paraguaios tomaram a ponta do marcador, o Brasil pareceu sentir o golpe. Foi incrível a sequência de erros e jogadas sem sucesso do time de Dunga. Nessa hora que vemos o quão lamentável é depender de um meio-campo com Felipe Melo, Gilberto Silva e Elano, com criatividade zero. A Seleção explorava pouco as laterais e era lá que estava a mina de ouro - mais pela direita do que pela esquerda.
Em uma das investidas de Daniel Alves (esse sim o nome do jogo), o lateral do Barça achou Robinho livre na pequena área e o camisa 11 não vacilou. Empate e jogo aberto de novo no Recife.
E os pernambucanos voltaram animados na segunda etapa, impulsionados por um gol meio que achado no final do período anterior. E nesse embalo, Nilmar foi aos trancos e barrancos para o fundo das redes. O centroavante foi muito discreto, mas deixou sua marca. Isso é o que vale.
A partir daí, o Brasil foi mais time e soube controlar o jogo sem correr muitos riscos. Pelo contrário, o Esquadrão Canarinho foi perigoso e só não ampliou o placar pela falta de pontaria de seus avantes.
Enfim, a vitória foi muito valiosa, ainda mais se tratando de um adversário direto. O que me preocupa é que a Copa do Mundo está muito perto e a base do time está praticamente definida. E, sinceramente, ainda não confio na seleção do Dunga.
Conceitos
BRASIL
Julio César - BOM: Ao contrário do jogo anterior, foi menos exigido nesta partida. Apesar disso, deu conta do recado quando preciso.
Daniel Alves - ÓTIMO: O lateral foi essencial no triunfo brasileiro. Melhor em campo. E, cá entre nós, vai ser difícil o Maicon voltar desse jeito...
Juan - BOM: Errou quando tentou marcar fora da área brasileira, mas foi bem no geral.
Lúcio - ÓTIMO: O zagueiro fez uma ótima partida, inclusive provocando lances de efeito no ataque.
Kleber - REGULAR: Muito, mas muito discreto. Não sei dizer se isso é bom ou ruim... enfim, enquanto estiver ganhando, está bom.
Gilberto Silva - REGULAR: Nunca vou entender porque ele ainda é titular da Seleção. Contra o Paraguai ele não foi uma aberração, mas dá pouca qualidade ao time e isso sempre irá me desagradar.
Felipe Melo - REGULAR: Participou bem do lance do segundo gol e de algumas outras jogadas, mas ele tenta enfeitar demais em jogadas simples. Um jogador de marcação no meio-campo não pode ser assim.
Elano - PÉSSIMO: Incrível como o Elano destoa dos demais. Parece que ele vive um mundo à parte, do qual ele faz parte sem nem saber. Gosto muito dele, mas titular de seleção é demais para ele. Ah, e como irritam aquelas cobranças de escanteio do camisa 7...
(Ramires) - BOM: Acredito que para a função que Dunga planeja ser de Elano, Ramires é o cara ideal. Hoje entrou bem, muito melhor que seu antecessor.
Kaká - BOM: Não foi um "galático", porém participou bem de arrancadas e jogadas de perigo.
Robinho - BOM: Como disse no meu comentário, ele salvou o jogo naquele gol achado do Brasil. Nessa ele teve categoria para concluir, o que não se pode dizer de outras jogadas em que o ex-santista poderia ter definido o resultado.
(Kleberson) - SEM CONCEITO: Só tocou na bola para receber pontapés.
Nilmar - BOM: Foi bem discreto e demorou para encontrar seu jogo. Mesmo assim fez um gol e preocupou a defesa paraguaia.
(Pato) - PÉSSIMO: Entrou muito mal no jogo. Perdeu dois gols feitos.
Téc: Dunga - BOM: Apesar de ser crítico ferrenho de seu estilo de jogo, acho que o treinador foi bem nesta quarta ao insistir no jogo pelas laterais. Vem aí a Copa das Confederações e mais um tempo para trabalhar este grupo. Será que agora ele me convence?
PARAGUAI
Destaque para o carrasco de brasileiros, Salvador Cabañas, que marcou mais uma vez em terras tupiniquins. O time paraguaio teve ótima atuação defensiva até sofrer o gol de empate. Depois disso, a defesa virou uma peneira.
Direto da Redação
Redator: Ricardo Pilat
ricardo.pilat@yahoo.com.br
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