Ninguém segura o São Paulo. Nem mesmo o Santos, que foi derrotado por 2 a 1 na tarde deste sábado, no Morumbi, pelo Brasileirão. A torcida anfitriã fez a festa, certa de que o título está na mão: gritou "é campeão", deu olé e ovacionou o técnico Muricy Ramalho. A defesa, liderada por Rogério Ceni, ficou por quase dez partidas sem sofrer gols, mas tomou um aos 47 do segundo tempo.Com o resultado, o Tricolor está agora com 57 pontos e segue mais do que isolado na liderança. O Peixe viu suas chances de buscar a taça serem praticamente destruídas, amargando 42 pontos, na terceira posição.
O Jogo
Como era de se esperar, as duas equipes começaram a partida com uma disputa bastante equilibrada. O primeiro lance de perigo foi criado pelo Santos, aos nove minutos, quando Kléber Pereira recebeu na área, driblou um marcador e se preparou para o chute. Mas Rogério Ceni se antecipou e defendeu a bola, mostrando que o duelo com o artilheiro do Peixe seria duro.
Após os primeiros 15 minutos, o dono da casa começou a mostrar que também sabe jogar bonito. Como em um belo lance de Richarlyson, que deu um lençol em Rodrigo Souto e deixou a bola limpa para Jorge Wagner chutar com perigo. Além dele, Dagoberto, Hernanes e Souza desfilaram seus dribles. Do lado alvinegro, Kléber tentava dar brilho, mas Pedrinho e Pet não rendiam o esperado.O São Paulo começou a dominar a partida na segunda metade do primeiro tempo. Criou mais, pressionou o Peixe e deixou Fábio Costa ligado. Mas Kléber Pereira resolveu incomodar Ceni novamente aos 34, com um chute em cima do goleirão, que espalmou. O auxiliar marcou impedimento, mas a torcida são-paulina vibrou com seu camisa 1.
Assim como no primeiro tempo, Muricy Ramalho manteve a estratégia de deslocar Breno pela direita quando o Tricolor atacava. E não demorou muito para dar certo na segunda etapa: aos quatro minutos, o jovem zagueiro incorporou um ala de categoria. Ele recebeu lançamento de Hernanes na direita, driblou um marcador do Santos, passou pelo meio de mais dois e chutou forte, sem chances para Fábio Costa. Que golaço do garoto de 17 anos!
Vanderlei Luxemburgo e o Peixe não tiveram muito tempo para tentar mudar o panorama da partida. Aos oito, Jorge Wagner carimbou o travessão. No rebote, Richarlyson recebeu e cruzou rasteiro para Borges marcar o segundo. A torcida são-paulina não se conteve e gritou "é campeão". Depois, brincou de olé e exaltou Muricy.
Luxa tentou mudar tudo com três alterações de uma vez. Dos que entraram, Moraes foi o que deu mais trabalho: apareceu bem nos contra-ataques.
Mas Rogério Ceni estava lá para impedir o gol do Santos. Aos 33, ele evitou o pior após fazer grande defesa em chute de Moraes. O camisa 1 ficou quase dez partidas sem buscar a bola no fundo da rede, mas não vai poder igualar o recorde de Jairo, que ficou 1.132 minutos sem levar gols pelo Corinthians, no Brasileiro de 1978. Rodrigo Tabata estragou a chance do ídolo são-paulino ao marcar o gol santista, aos 47 minutos do segundo tempo.
Ficha do Jogo
SÃO PAULO 2 x 1 SANTOS
São Paulo
Rogério Ceni; André Dias, Breno, Miranda; Souza, Hernanes, Richarlyson (Jadílson), Leandro (Júnior), Jorge Wagner; Borges, Dagoberto (Zé Luis)
Rogério Ceni; André Dias, Breno, Miranda; Souza, Hernanes, Richarlyson (Jadílson), Leandro (Júnior), Jorge Wagner; Borges, Dagoberto (Zé Luis)
T: Muricy Ramalho
Santos
Fábio Costa; Baiano, Domingos, Adailton, Kléber; Maldonado, Rodrigo Souto, Pedrinho (V. Júnior), Petkovic (R. Tabata); Marcos Aurélio (Moraes), Kléber Pereira
Fábio Costa; Baiano, Domingos, Adailton, Kléber; Maldonado, Rodrigo Souto, Pedrinho (V. Júnior), Petkovic (R. Tabata); Marcos Aurélio (Moraes), Kléber Pereira
T: V. Luxemburgo
Gols: Breno, aos quatro minutos, Borges, aos oito, e Rodrigo Tabata, aos 47 minutos do segundo tempo
Cartões amarelos: Jorge Wagner, Rogério Ceni (São Paulo); Domingos (Santos)
Árbitro: Sálvio Espínola Fagundes Filho (Fifa/SP)
Auxiliares: Ednílson Corona (Fifa/SP) e Márcio Luiz Augusto (SP)
Data: 15/09/2007
Estádio: Morumbi, em São Paulo (SP)
Renda: 595.625,00
Público: 33.865 pagantes
fonte: www.globo.com/esporte
Comentário da Redação
Visão tricolor> Digno de Campeão
Em uma partida taticamente perfeita o tricolor bateu o peixe e se sagrou vencedor do clássico San-São. Para o Santos, não restou nada além de aos 47 min, do 2º tempo, o meia Rodrigo Tabata acabar com o sonho de Rogério Ceni de se tornar o goleiro que ficou mais tempo sem levar gols, na história do campeonato brasileiro.
Muito bem armado pelo técnico Muricy Ramalho, o Tricolor quando não tinha a bola, marcava em seu usual 3-5-2, porém ai veio a grande surpresa que levou o time a vitória. Quando atacava, o zagueiro Breno tornava-se um lateral-direito, empurrando Souza para o meio, e jogando Richarlyson para a lateral-esquerda.
Com essa tática o São Paulo não perdia sua principal característica, a forte marcação, e ganhava mais criatividade com Souza, Jorge Wagner e Leandro armando. Como de costume no 2º tempo o Tricolor demonstrava outro diferencial das demais equipes.
Resultado da mudança tática de Muricy e do preparo de Carlinhos, o jovem Breno mostrou toda sua técnica ao subir para o ataque, dominar no peito, fintar dois santistas e fazer um gol de valer o ingresso. O time da Baixada ficou perdido, e aos 8 min Borges fechou o caixão do peixe. Ainda deu tempo nos acréscimos, para Tabata acabar com a hegemonia da defesa são-paulina.Em um belo jogo, um resultado justo, e um digno campeão com a mão na taça. Vamos São Paulo, Vamos ser Campeão!!!
Visão Santista > Um jogo de 10 minutos
Ao contrário daqueles que dizem que futebol se decide em 90 minutos, o clássico de ontem no Morumbi, foi decidido em apenas em dez. Foi o tempo que o São Paulo precisou para vencer o Santos. Até então o jogo vinha equilibrado.
No primeiro tempo as duas equipes se estudaram. O Santos tentou explorar o contra-ataque e chamou o tricolor para o jogo. Teve algumas chances, mas não soube aproveitar. O resultado de 0 a 0 ficou justo.
Na segunda etapa, nos 10 primeiros minutos o São Paulo liquidou o jogo. Breno e Borgers marcaram os gols após uma blitz tricolor. Poderia até ter saído mais um. Depois disso o jogo se equilibrou novamente. Luxemburgo mexeu na equipe e, apesar de eu não ter gostado das alterações, o time melhorou. Pena que acabou vacilando muito na hora de concluir.
No finalzinho fez Tabata fez um gol, porém, já era tarde. Ficou o consolo de finalmente acabar com a seqüência de jogos do São Paulo sem sofrer gols.
O resultado em si era esperado, ou pelo menos previsível. Mostramos que podemos jogar de igual pra igual com o líder, o que é importante. Faltou um pouco mais de qualidade para vencer o jogo, mesmo assim continuamos na luta pela Libertadores, que é nosso único objetivo real há várias rodadas. E temos 5 adversários na seqüência que só pensam nisso também.

Redator: André Oliveira


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