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quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Sub-13> Aquecimento para o Derby

*Garotada do sub-13 agitam a quinta com o derby paulista

De um lado Romarinho. Camisa 11, braçadeira de capitão, e a camisa verde do Palmeiras. Do outro Rivelino, oito nas costas da camiseta branca do Corinthians, mas atuando como volante e subindo de vez em quando ao ataque. O cenário parece surreal, mas foi visto na tarde desta terça-feira, no Parque São Jorge. O duelo entre os times sub-13 dos rivais Palmeiras e Corinthians colocaram frente a frente duas crianças que tem algo em comum: a paixão de seus pais pelo futebol fez com que tivessem nomes de grandes craques.

- O curioso é que foi minha mãe, e não meu pai que me deu esse nome. Ela que era fã do Romário - explica Romário Hugo dos Santos, o Romarinho verde. Nascido em Belo Horizonte, mudou bebê para São Paulo. Mora no bairro do Morumbi, na zona sul, com o pai médico e mãe Ana, dona-de-casa. E fã do Romário.

Quem gostava do Rivelino era o pai do pequeno Riva. Mas diferente do original, o Rivelino garoto atua com a camisa 8. O campeão na Copa de 70 era o 10 no Timão.

- O Rivelino jogava como meia-atacante. Eu jogo como meia mais defensivo, um segundo volante. Mas saio de vez em quando - avisa Rivelino, o garoto.

Os dois garantem: torcem para os times que jogam. Rivelino até trocou de Parque para atuar no time de coração. Jogava com Romarinho até outro dia no Palmeiras, mas preferiu ir para o Corinthians. - Somos amigos fora de campo, sempre. Ele até já dormiu na minha casa. Rivalidade só dentro de campo - diz Riva. Amizade que já rendeu alguns bons sopapos na verdade.

No jogo do primeiro turno pelo Campeonato Paulista da Associação Paulista de Futebol, Romarinho começou uma provocação após a vitória verde por 1 a 0. Riva não gostou e foi dar uma peitada no ex-companheiro. O pau quebrou. Para a partida desta quinta, que terminou 1 a 1, os dois times tiveram palestras antes para entender que rivalidade só dentro de campo. E sem pacandaria.

O Futuro da molecada
Os dois mostram qualidade. Romarinho tem habilidade, gosta de passar o pé sobre a bola. Por isso irrita os adversário. Rivinha tem um bom passe e gosta de chutar de longa distância. Podem ser jogadores profissionais?

- É difícil. Dessa molecada que você viu jogar hoje, talvez um ou dois tenham sucesso - explica Edson Rocco, treinador do sub-13 do Corinthians. Ele trabalhou com garotos que hoje estão na Europa, casos de Eduardo Ratinho e Jô (CSKA Moscou-RUS) e Willian (Shakhtar Donetsk-UCR).

- Meu sonho é chegar na seleção brasileira - diz Rivelino.

Romarinho, ao lado, concorda: - Falou. É isso mesmo - crava o camisa 11.

Nesta quinta, porém, ele teve um rival à altura. O zagueiro Fubá, camisa 4 do Timão, o marcou muito bem, admitiu o próprio Romarinho.

- Consegui chegar na frente em várias bolas - orgulha-se Fubá. Ele só se enrosca para falar do apelido. Por que Fubá? - Sei não. Faz tempo - diz o zagueiro. Um dos membros da comissão técnica explica que é por causa da semelhança com o volante Gilmar Fubá. Está explicado.










Redator: André Oliveira

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