Vim para afirmar que vai ter copa SIM. Meus amigos, vai ter muita Copa.
Ainda sinto saudades da copa de 2010, onde pra mim, foi uma surpresa a
Espanha ter conseguido ser campeã. Surpresa sim, porque em Copa do Mundo
tudo pode acontecer e algumas coisas pesam muito nessa competição. Há
bastante tempo havia lido que provavelmente não veríamos outros campeões
além dos que já haviam conseguido levantar o caneco até 2010, então contrariando
qualquer tipo de previsão a Espanha foi lá e mostrou as garras.
Confesso, torci bastante. Não somente por poder presenciar a história
sendo escrita ao ver uma seleção ser campeã pela primeira vez, mas
também porque alguns dos jogadores que compõe o elenco da Roja são meus
ídolos por jogarem no Barcelona.
Ver grandes nomes que sempre admirei como Xavi, Puyol, Piqué entre
outros conquistarem o título mais desejado na carreira de muitos
jogadores foi emocionante.
E claro que não poderia deixar de falar do Iniesta que é realmente um
cara iluminado. Fez o gol mais importante da história recente do
Barcelona contra o Chelsea em Stamford Bridge e fez o gol mais
importante da história do seu país. É muita estrela pra um cara só.
A missão da Espanha em 2014 vai muito além de tentar o bi campeonato.
Estranhamente, ainda vejo quem conteste a forma de jogar dos espanhóis. E
péssimo ano dos times que representam bem este estilo de jogo na
Champions League, como é o Barcelona e o Bayern treinado por Guardiola,
colocaram em xeque o tik-tak. A Roja também possui algo a ser
conquistado fora dos campos: a simpatia da torcida brasileira, visto que
foram bastante hostilizados durante a Copa das Confederações, o que é
até normal torcemos contra uma seleção que pode jogar de igual pra igual
com a brasileira. Infelizmente não é do nosso costume respeitar grandes
seleções como o Brasil é respeitado fora do seu país.
É a copa onde a Espanha mostra que veio pra ficar entre as grandes
seleções e que o título conquistado não foi mero acaso ou golpe de sorte
do destino. É a vez de fazer parte do pequeno roll das camisas
temidas, de peso, de tradição quando puderem ser citadas em conversas de
mesa de bar e até mesmo num debate mais sério sobre futebol.
Depois de dois títulos da Eurocopa consecutivos e um mudial
definitivamente perderam aquela fama de amarelões e atualmente dominam o
topo da elite do futebol mundial.
Acredito que a Espanha vai longe na competição e atrapalhar grandes
rivais no caminho, como fez com a Alemanha em 2010. Não apostaria no
título, mas arriscaria um vice campeonato. O primeiro lugar deve ficar
com os anfitriões (infelizmente).
A base da atual campeã sofreu algumas alterações pra essa edição do
mundial e a ausência de Puyol que sempre exerceu papel de líder dentro
de campo, será uma das mais sentidas.Peças importantes como Llorente,
Thiago, Jesus Navas, Negredo e Carvajal também foram baixas importantes
no elenco.
A novidade fica por parte da convocação do brasileiro Diego Costa, que
fez uma temporada excelente pelo atlético de Madrid, para integrar o
ataque. Ele terminou a temporada dando grandes sustos e sofrendo lesões
que praticamente o deixaram de fora das finais do Espanhol e da
Champions League.
Umas das características mais legais da Espanha é a rivalidade fora da
seleção, já que os arquiinimigos Barcelona e real Madrid compõem quase
90% dos jogadores convocados e se estranham sempre nos super clássicos.
Del Bosque diz que a relação entre os jogadores dentro da seleção é
excelente e que isso não é motivo de preocupação. Será?
Eu não acredito muito nessa afirmação, visto que os ânimos sempre estão
exaltados quando se enfrentam e o pior deles é o Sérgio Ramos, que cá
entre nós, é age feito um psicótico em campo. Único do lado do real
Madrid que parece sereno é o Casillas e tem fama de apaziguador quando o
clima esquenta de ambos os lados. Mas, tem aquela coisa: não dá pra
acreditar no que um jogador do real Madrid declara pra imprensa, né?
Eu adoro esse clima de copa do mundo e que vença a melhor seleção!!
____________________________________
* Aqui na coluna Copa no Quintal você entra no clima do Mundial no Brasil, com as análises das principais seleções que nos visitarão em 2014.
por Poly Noé | comentarista espanhola da Copa do Mundo
@poly_anna
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quarta-feira, 11 de junho de 2014
Rádio da Redação > Copa do Mundo: Prévia Grupo F
O Grupo que tem Argentina e tem Messi, tem ainda Bósnia, Nigéria e Irã. O que esperar dessa chave? Assunto para nossos especialistas, incluindo o comentarista argentino da Copa! Diretor de BH!!!
Apresentação: Ricardo Pilat
Comentários: Fernando Borchio, Fernando Pilat e Rodrigo Svrcek.
* Na Rádio da Redação você ouve os melhores comentários esportivos da GALÁXIA com nossa equipe de redação em versão podcast!
Direto da Redação | redacao_esporte@hotmail.com | @redacaoesporte
terça-feira, 10 de junho de 2014
Copa no Quintal > Do lado de lá: Alemanha
Alemanha, uma das grandes favoritas ao título da Copa do Mundo de 2014! Então, procuramos um torcedor local para dizer se a torcida está confiante na geração de Lahm, Müller, Schweinsteiger e cia que busca o tetracampeonato.
Arne Benndorf – Alemão, gerente de Marketing, torcedor do Borussia Dortmund
Na Copa de 2010 a Alemanha surpreendeu a todos indo até à semifinal graças a jovens e até então desconhecidos talentos como Özil e Müller. Agora o time vem com mais uma leva de jovens jogadores como Gotze, Draxler e Schurrle, capitaneados pelos veteranos Klose, Lahm e Schweinsteiger e são vistos como favoritos para o título da Copa, talvez até os maiores favoritos. Aí na Alemanha vocês estão se vendo assim também? Acham que são realmente os favoritos?
Nosso time tem muitos jovens valores, mas eles tem pouca ou quase nenhuma experiência internacional para ganhar uma Copa. Jogadores que se destacaram na Euro 2012 como Gotze e o recém-cortado Reus são estrelas em seus times agora, então o técnico precisa achar o melhor jeito de misturar da maneira correta a experiência dos veteranos com a qualidade dos novatos. Temos problemas no setor defensivo por isso não nos vemos como grandes favoritos, tanto Brasil quanto Espanha estão um pouco melhores. A imprensa tem preferido dar mais atenção aos jogadores lesionados como Neuer, Schweinsteiger e Lahm e na minha opinião, não iremos muito além das quartas de final.
A Alemanha não ganha um título mundial desde 90, mas desde 2002 o time está sempre chegando no mínimo à semifinal. Essa longa espera e as ultimas vezes em que quase chegaram fazem os jogadores chegarem pressionados?
Normalmente, antes de qualquer competição, as expectativas do alemães são sempre grandes. A final alemã na UCL 12/13 fez os torcedores acreditarem que éramos então o maior reduto de craques do mundo, só que o fracasso dos mesmos times no ano seguinte decepcionou a todos e nos fez pôr o pé no chão. Mas você está certo quando diz que já faz muito tempo, tomara que essa seja a hora!
Algo que já é meio que um senso comum no futebol é que a Alemanha não consegue vencer a Itália em hipótese ou esporte algum, seja em Copas do Mundo, Eurocopa, jogos olímpicos ou vôlei, etc. Vocês gostariam de enfrentar a Itália em algum momento ou temem o confronto? E na final, gostariam de jogar contra algum time especifico?
Bom, alguma hora teremos que encerrar essa maldição. Então por que não agora? Seria um bom momento e para ser campeão do mundo temos que vencer qualquer oponente.
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* Aqui na coluna Copa no Quintal você entra no clima do Mundial no Brasil, com as análises das principais seleções que nos visitarão em 2014.
por Helder Rivas | @HelderRM
segunda-feira, 9 de junho de 2014
Rádio da Redação > Copa do Mundo 2014: Prévia Grupo H
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AH, A ÓTIMA GERAÇÃO BELGA. Quantas vezes você já ouviu isso? Bom, chegou a hora de mostrar se eles são bons mesmo no Grupo H da Copa, que ainda tem Rússia, Coreia do Sul e Argélia. Assunto para nossos especialistas em mais uma Rádio da Redação.
Apresentação: Ricardo Pilat
Comentários: Fernando Pilat, Rafael Gomes e Victor Mesquita.
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domingo, 8 de junho de 2014
Copa no Quintal > Do lado de lá: Inglaterra
A Inglaterra chega um pouco desacreditada ao Brasil, pensando mais em 2018 do que no agora. Mas será que isso não pode ser bom ao English Team? Entrevistamos um inglês para saber o que pensam os torcedores sobre o time de Roy Hodgson.
Trevor Udberg – Inglês, diretor executivo da IH Newcastle, torcedor do Sunderland
Roy Hodgson deixou jogadores experientes como Ashley Cole, Michael Carrick e Jermaine Defoe dando lugar a novas promessas de Liverpool, Everton e Southamptom, possivelmente pensando mais em 2018 do que em 2014 exatamente. Você concorda com essa afirmação, acha que Hodgson vai usar a Copa no Brasil para preparar essa nova geração?
Acredito que as melhorias apresentadas pelos jovens jogadores ingleses são maravilhosas! Eles estão treinando com outros novos talentos de todo o mundo, recebendo atenção de grandes treinadores e não seria pouco comparar alguns com atletas já consagrados. Vejo essa convocação por méritos de habilidade e inteligência e não apenas por serem rápidos e fortes. Então apesar de acreditar que Roy esteja preparando esse time para 2018, a mistura dessa nova geração com os atletas veteranos pode ser muito positiva. E vamos deixar bem claro que uma campanha de sucesso para a Inglaterra é chegar e passar das quartas de final.
Desde o sorteio dos grupos da Copa vejo muita gente desmerecendo a Inglaterra, dizendo ser muito difícil que passem de fase principalmente por terem que enfrentar Itália e Uruguai na primeira fase. Vocês sentem que estão “desprezando” o time?
Sinceramente não, até pelo histórico recente de derrotas da equipe em Copas e Euros. Os jogadores sempre chegavam pressionados e não agüentavam isso, desapontando a torcida no final das contas. Dessa vez não há tanta pressão nos jogadores então acredito que isso os faça jogar mais tranqüilos aproveitando bem as oportunidade e dando seu melhor possível para passar de fase, mas com nosso já citado passado recente é difícil de acreditar. E para ajudar, não fizemos bons amistosos recentemente contra times sulamericanos e da América do Norte e Central (exceto contra o Brasil, com uma vitória e um empate!).
Pelo que vi na escalação final, não há nenhum Geordie no time, ou seja, não apenas ninguém que jogue no Newcastle e Sunderland como ninguém sequer nascido no nordeste inglês. Isso pode ser um ponto crucial para a seleção inglesa?
Esse é provavelmente o ponto mais sério a ser discutido. Sem Geordies, a Inglaterra não passa de um bando de bebês chorões, frescos, sem talento, retranqueiros que vivem no passado e ainda por cima, sem humor. Sempre que houve um Geordie na seleção inglesa, obtivemos alguma boa campanha e caso houvesse onze, nem mesmo o poderoso Brasil poderia nos enfrentar. Digo até que seriam capazes de entregar a taça sem necessidade de jogar a Copa. Isso é algo em comum entre habitantes de Newcastle e Sunderland, não é opinião, é um fato!
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* Aqui na coluna Copa no Quintal você entra no clima do Mundial no Brasil, com as análises das principais seleções que nos visitarão em 2014.
por Helder Rivas | @HelderRM
Trevor Udberg – Inglês, diretor executivo da IH Newcastle, torcedor do Sunderland
Roy Hodgson deixou jogadores experientes como Ashley Cole, Michael Carrick e Jermaine Defoe dando lugar a novas promessas de Liverpool, Everton e Southamptom, possivelmente pensando mais em 2018 do que em 2014 exatamente. Você concorda com essa afirmação, acha que Hodgson vai usar a Copa no Brasil para preparar essa nova geração?
Acredito que as melhorias apresentadas pelos jovens jogadores ingleses são maravilhosas! Eles estão treinando com outros novos talentos de todo o mundo, recebendo atenção de grandes treinadores e não seria pouco comparar alguns com atletas já consagrados. Vejo essa convocação por méritos de habilidade e inteligência e não apenas por serem rápidos e fortes. Então apesar de acreditar que Roy esteja preparando esse time para 2018, a mistura dessa nova geração com os atletas veteranos pode ser muito positiva. E vamos deixar bem claro que uma campanha de sucesso para a Inglaterra é chegar e passar das quartas de final.
Desde o sorteio dos grupos da Copa vejo muita gente desmerecendo a Inglaterra, dizendo ser muito difícil que passem de fase principalmente por terem que enfrentar Itália e Uruguai na primeira fase. Vocês sentem que estão “desprezando” o time?
Sinceramente não, até pelo histórico recente de derrotas da equipe em Copas e Euros. Os jogadores sempre chegavam pressionados e não agüentavam isso, desapontando a torcida no final das contas. Dessa vez não há tanta pressão nos jogadores então acredito que isso os faça jogar mais tranqüilos aproveitando bem as oportunidade e dando seu melhor possível para passar de fase, mas com nosso já citado passado recente é difícil de acreditar. E para ajudar, não fizemos bons amistosos recentemente contra times sulamericanos e da América do Norte e Central (exceto contra o Brasil, com uma vitória e um empate!).
Pelo que vi na escalação final, não há nenhum Geordie no time, ou seja, não apenas ninguém que jogue no Newcastle e Sunderland como ninguém sequer nascido no nordeste inglês. Isso pode ser um ponto crucial para a seleção inglesa?
Esse é provavelmente o ponto mais sério a ser discutido. Sem Geordies, a Inglaterra não passa de um bando de bebês chorões, frescos, sem talento, retranqueiros que vivem no passado e ainda por cima, sem humor. Sempre que houve um Geordie na seleção inglesa, obtivemos alguma boa campanha e caso houvesse onze, nem mesmo o poderoso Brasil poderia nos enfrentar. Digo até que seriam capazes de entregar a taça sem necessidade de jogar a Copa. Isso é algo em comum entre habitantes de Newcastle e Sunderland, não é opinião, é um fato!
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* Aqui na coluna Copa no Quintal você entra no clima do Mundial no Brasil, com as análises das principais seleções que nos visitarão em 2014.
por Helder Rivas | @HelderRM
sábado, 7 de junho de 2014
Rádio da Redação > Copa do Mundo 2014: Prévia Grupo D
O Grupo da morte da Copa! Reunimos nossos comentaristas de Inglaterra, Itália e Uruguai para
Apresentação: Ricardo Pilat
Comentários: Fernando Pilat, Helder Rivas e Thiago Jacintho.
Trilha sonora: Kashmir - Led Zeppelin; Cuarteto de Nos - Ya no sé qué hacer conmigo; Luciano Pavaroti - Caruso; The Beatles - Come Together
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sexta-feira, 6 de junho de 2014
Copa no Quintal > Do lado de lá: França
Ribery está fora da Copa! O que será da França sem seu principal jogador? O francês Nicolás é o entrevistado de hoje, falando disso e de muito mais sobre a seleção campeão do Mundo de 1998.
Nicolás Niolet – Francês, engenheiro, torcedor do Bordeaux
Algum jogador do elenco atual tem potencial para fazer história como fizeram Zidane ou Platini? Agora sem Ribery, isso será mais difícil...
Não acho que o atual plantel tenha alguém com o potencial de fazer algo tão grandioso quanto esses dois, ou como Just Fontaine no passado. Talvez Ribery, mas mesmo se ele estivesse não acredito que faria o mesmo que os 3 anteriores Ele não tem a “aura de gênio” para isso.
A França se classificou de forma dramática e por pouco não caiu no grupo da morte no lugar da Itália. Somado isso a tradição de vencerem o Brasil em Copas do Mundo, isso te dá mais ânimo e confiança para o time ir longe dessa vez?
Creio que a França possa surpreender dessa vez, tem potencial para fazer algo “interessante”. Quando não chegam com favoritismo e longe dos holofotes é quando temos mais sorte. Em 2006 foi assim, sofremos muito até os dois primeiros jogos da fase de grupos, nos classificando só no 3º jogo e no final da Copa, quase fomos campeões e só perdemos nos pênaltis. Esse último jogo contra a Ucrânia, mais uma vez, mostrou bem isso. Foi uma classificação heroica que contrariou toda as probabilidades.
Que acharia de uma final entre Brasil x França? Vocês ganharam em 98, nada mais justo que ganharmos dessa vez no Rio, não?
Se a final fosse entre ambos seria algo mágico, uma grande festa para nós. Mas em todo caso, acredito que venceríamos novamente. Afinal adoraríamos manter a sina de ser o “gato preto” do Brasil!
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* Aqui na coluna Copa no Quintal você entra no clima do Mundial no Brasil, com as análises das principais seleções que nos visitarão em 2014.
por Helder Rivas | @HelderRM
Nicolás Niolet – Francês, engenheiro, torcedor do Bordeaux
Algum jogador do elenco atual tem potencial para fazer história como fizeram Zidane ou Platini? Agora sem Ribery, isso será mais difícil...
Não acho que o atual plantel tenha alguém com o potencial de fazer algo tão grandioso quanto esses dois, ou como Just Fontaine no passado. Talvez Ribery, mas mesmo se ele estivesse não acredito que faria o mesmo que os 3 anteriores Ele não tem a “aura de gênio” para isso.
A França se classificou de forma dramática e por pouco não caiu no grupo da morte no lugar da Itália. Somado isso a tradição de vencerem o Brasil em Copas do Mundo, isso te dá mais ânimo e confiança para o time ir longe dessa vez?
Creio que a França possa surpreender dessa vez, tem potencial para fazer algo “interessante”. Quando não chegam com favoritismo e longe dos holofotes é quando temos mais sorte. Em 2006 foi assim, sofremos muito até os dois primeiros jogos da fase de grupos, nos classificando só no 3º jogo e no final da Copa, quase fomos campeões e só perdemos nos pênaltis. Esse último jogo contra a Ucrânia, mais uma vez, mostrou bem isso. Foi uma classificação heroica que contrariou toda as probabilidades.
Que acharia de uma final entre Brasil x França? Vocês ganharam em 98, nada mais justo que ganharmos dessa vez no Rio, não?
Se a final fosse entre ambos seria algo mágico, uma grande festa para nós. Mas em todo caso, acredito que venceríamos novamente. Afinal adoraríamos manter a sina de ser o “gato preto” do Brasil!
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* Aqui na coluna Copa no Quintal você entra no clima do Mundial no Brasil, com as análises das principais seleções que nos visitarão em 2014.
por Helder Rivas | @HelderRM
quarta-feira, 4 de junho de 2014
Rádio da Redação > Copa do Mundo 2014: Prévia Grupo C
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Copa do Mundo,
Copa no Quintal,
Rádio
Enquanto isso, no Grupo C da Copa do Mundo 2014, a Colômbia, cabeça-de-chave, não terá mais Falcao garcia. Com isso, Costa do Marfim, Grécia e Japão estão mais ASSANHADAS e buscam a classificação numa das mais equilibradas chaves do Mundial. Rádio da Redação no ar!
Apresentação: Ricardo Pilat
Comentários: Fernando Borchio, Helder Rivas e Rafael Gomes.
Trilha sonora: Shakira - Ojos Así; Abertura Super Campeões - Captain Tsubasa; Jorge Ben - Costa do Marfim; Abertura Cavaleiros do Zodíaco - Saint Seiya.
* Na Rádio da Redação você ouve os melhores comentários esportivos da GALÁXIA com nossa equipe de redação em versão podcast!
Direto da Redação | redacao_esporte@hotmail.com | @redacaoesporte
terça-feira, 3 de junho de 2014
Copa no Quintal > Portugal: Às armas!
Caro amigo leitor do Redação do Esporte, é com muito prazer que estou aqui para falar um pouco sobre a Seleção Portuguesa que vem disputar a Copa do Mundo aqui no Brasil. Ah, minha querida seleção! Nação do hino mais bonito do universo! Torço por Portugal desde que comecei a gostar de futebol, lá com meus 6 anos de idade. Meus avós nasceram lá, minha família é daquelas típicas portuguesas: vinho, bacalhau e queijo sempre foram um rotina, os casamentos sempre são ao som de música da ‘Terrinha’ e as discussões sempre são acaloradas, afinal não tem um membro da família que não seja teimoso igual... igual um português!
E esse amor que sinto pela cultura portuguesa também se aplica no futebol. E nesse quesito em particular, posso dizer que me sinto um privilegiado! Afinal de contas eu não vi o grande Eusébio jogar, mas vi Figo e vejo Cristiano Ronaldo, o maior de todos! E convenhamos que o Pantera Negra não tinha companheiros de qualidade como teve Figo e principalmente como tem Cristiano Ronaldo.
Acompanhei jogo a jogo a campanha da Eurocopa de 2004, que literalmente terminou em lágrimas, mas onde tivemos nossa melhor participação e ficamos em 2º lugar (não gosto de lembrar daquele jogo contra a Grécia). Acompanhei também a ótima campanha da Copa do Mundo de 2006 (esta, inclusive, acompanhei lá em Portugal, cada jogo na casa de um parente!) onde jogamos um ótimo futebol, desbancamos grandes times como Holanda e Inglaterra e terminamos em um honroso 4º lugar. E, agora, tenho a honra de ver Cristiano Ronaldo cada vez mais líder, cada vez mais ídolo, liderando um time que é muito bom, um dos melhores da história da Seleção Portuguesa.
E a ansiedade por essa Copa do Mundo é grande por parte dos portugueses. Todos têm esse sentimento de que o time é bom e de que a estrela de Cristiano Ronaldo pode levar a equipe um pouco mais longe! Afinal, ele chega em seu auge. Eleito ‘Melhor do Mundo’ pela FIFA, o craque foi unanimidade na última temporada. Apesar de chegar atrapalhado por uma lesão, a expectativa em cima dele é enorme. E o resto do grupo também parece muito confiante. Sempre que são questionados, os jogadores dizem que têm consciência de que não estão entre os favoritos, mas o discurso também é igual no sentido de que todos acham que podem, sim, surpreender o mundo chegando longe no mundial.
Eu tenho um lado de torcedor, claro. Seria um sonho realizado ver Portugal sagrando-se campeão do mundo. Mas, isto posto à parte, creio que a seleção tem chances, sim, de fazer um bom papel na Copa. Levantar a taça talvez seja um sonho um pouco distante. Mas, quem sabe, chegar às semifinais. Acho totalmente possível.
RÁDIO DA REDAÇÃO: OUÇA A ANÁLISE DO GRUPO G DA COPA
O time tem uma defesa fortíssima. Se os goleiros não são grandes muralhas, os zagueiros por outro lado raramente falham e costumam passar muita segurança para o time. Pepe (Real Madrid-ESP), que tem fama de lutador de MMA, é um zagueiro confiável. Bruno Alves (Fenerbahçe-TUR), seu parceiro, é muito bom jogador e muito físico também. Fábio Coentrão (Real Madrid-ESP) é um dos melhores laterais-esquerdos do mundo, marca bem e apoia melhor ainda. Pela direita, João Pereira (Valência-ESP) é outro ponto forte.
O meio de campo português tem como líderes Raul Meirelles (Fenerbahçe-TUR) e João Moutinho (Monaco-FRA). Estes são, com certeza, os destaques desse setor. Junto com eles joga Miguel Veloso (Dínamo Kiev-UCR), responsável pela contenção. É o famoso cão de guarda da defesa, mas tem também bastante qualidade nos passes.
A formação tradicional é com 3 atacantes. E alguém tem alguma dúvida do motivo? Tudo para deixar CR7 tão à vontade quanto ele possa ficar! O time é desenhado para ele jogar como sabe: como um ponta. Algumas vezes aparece armando jogadas no meio-campo, buscando a bola, chamando o jogo. Em outras, chega mais junto do ataque, vai à linha de fundo e até mesmo ocupa a área, como um falso centroavante. A camisa 9 fica com Helder Postiga (Lazio-ITA), seu reserva é o grandalhão Hugo Almeida (Besiktas-TUR) que muitas vezes entra quando a equipe precisa tentar jogadas aéreas. Do outro lado, a vaga é disputada por Nani (Manchester United-ING) e Varela (Porto-POR). Gosto de ambos, têm qualidade e muita velocidade. É, no geral, um trio de ataque muito forte!
Portugal não levou muito sorte no sorteio. Caiu num grupo difícil, ao lado da favorita Alemanha, dos Estados Unidos de Klinsmann e da experiente seleção de Gana, que chega com jogadores já rodados e com a experiência de ter jogado a última copa. O jogo chave é justo o primeiro, a estreia contra a Alemanha, no calor de Salvador. Se o selecionado de Paulo Bento conseguir um empate ou, quem sabe, uma vitória, as coisas ficam bem encaminhadas. Basta não tropeçar contra os americanos na segunda rodada e conseguir se impor contra os africanos no fechamento do grupo. Conseguindo a classificação, as oitavas tendem a ser mais fáceis pois o adversário vem do modesto Grupo H. E, além disso, você sabe como é mata-mata, né! Um jogo só, tudo pode acontecer.
Quem sabe o sonho português não se torna realidade? Vamos acompanhar. Dia 26/06, contra Gana, estarei acompanhando pessoalmente, cantando o hino e torcendo muito. Espero, em Brasília, comemorar a classificação às oitavas! E como diz o nosso hino: ÀS ARMAS!
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* Aqui na coluna Copa no Quintal você entra no clima do Mundial no Brasil, com as análises das principais seleções que nos visitarão em 2014.
por Thiago Passarelli | comentarista português da Copa do Mundo
@Thigas03
E esse amor que sinto pela cultura portuguesa também se aplica no futebol. E nesse quesito em particular, posso dizer que me sinto um privilegiado! Afinal de contas eu não vi o grande Eusébio jogar, mas vi Figo e vejo Cristiano Ronaldo, o maior de todos! E convenhamos que o Pantera Negra não tinha companheiros de qualidade como teve Figo e principalmente como tem Cristiano Ronaldo.
Acompanhei jogo a jogo a campanha da Eurocopa de 2004, que literalmente terminou em lágrimas, mas onde tivemos nossa melhor participação e ficamos em 2º lugar (não gosto de lembrar daquele jogo contra a Grécia). Acompanhei também a ótima campanha da Copa do Mundo de 2006 (esta, inclusive, acompanhei lá em Portugal, cada jogo na casa de um parente!) onde jogamos um ótimo futebol, desbancamos grandes times como Holanda e Inglaterra e terminamos em um honroso 4º lugar. E, agora, tenho a honra de ver Cristiano Ronaldo cada vez mais líder, cada vez mais ídolo, liderando um time que é muito bom, um dos melhores da história da Seleção Portuguesa.
E a ansiedade por essa Copa do Mundo é grande por parte dos portugueses. Todos têm esse sentimento de que o time é bom e de que a estrela de Cristiano Ronaldo pode levar a equipe um pouco mais longe! Afinal, ele chega em seu auge. Eleito ‘Melhor do Mundo’ pela FIFA, o craque foi unanimidade na última temporada. Apesar de chegar atrapalhado por uma lesão, a expectativa em cima dele é enorme. E o resto do grupo também parece muito confiante. Sempre que são questionados, os jogadores dizem que têm consciência de que não estão entre os favoritos, mas o discurso também é igual no sentido de que todos acham que podem, sim, surpreender o mundo chegando longe no mundial.
Eu tenho um lado de torcedor, claro. Seria um sonho realizado ver Portugal sagrando-se campeão do mundo. Mas, isto posto à parte, creio que a seleção tem chances, sim, de fazer um bom papel na Copa. Levantar a taça talvez seja um sonho um pouco distante. Mas, quem sabe, chegar às semifinais. Acho totalmente possível.
RÁDIO DA REDAÇÃO: OUÇA A ANÁLISE DO GRUPO G DA COPA
O time tem uma defesa fortíssima. Se os goleiros não são grandes muralhas, os zagueiros por outro lado raramente falham e costumam passar muita segurança para o time. Pepe (Real Madrid-ESP), que tem fama de lutador de MMA, é um zagueiro confiável. Bruno Alves (Fenerbahçe-TUR), seu parceiro, é muito bom jogador e muito físico também. Fábio Coentrão (Real Madrid-ESP) é um dos melhores laterais-esquerdos do mundo, marca bem e apoia melhor ainda. Pela direita, João Pereira (Valência-ESP) é outro ponto forte.
O meio de campo português tem como líderes Raul Meirelles (Fenerbahçe-TUR) e João Moutinho (Monaco-FRA). Estes são, com certeza, os destaques desse setor. Junto com eles joga Miguel Veloso (Dínamo Kiev-UCR), responsável pela contenção. É o famoso cão de guarda da defesa, mas tem também bastante qualidade nos passes.
A formação tradicional é com 3 atacantes. E alguém tem alguma dúvida do motivo? Tudo para deixar CR7 tão à vontade quanto ele possa ficar! O time é desenhado para ele jogar como sabe: como um ponta. Algumas vezes aparece armando jogadas no meio-campo, buscando a bola, chamando o jogo. Em outras, chega mais junto do ataque, vai à linha de fundo e até mesmo ocupa a área, como um falso centroavante. A camisa 9 fica com Helder Postiga (Lazio-ITA), seu reserva é o grandalhão Hugo Almeida (Besiktas-TUR) que muitas vezes entra quando a equipe precisa tentar jogadas aéreas. Do outro lado, a vaga é disputada por Nani (Manchester United-ING) e Varela (Porto-POR). Gosto de ambos, têm qualidade e muita velocidade. É, no geral, um trio de ataque muito forte!
Portugal não levou muito sorte no sorteio. Caiu num grupo difícil, ao lado da favorita Alemanha, dos Estados Unidos de Klinsmann e da experiente seleção de Gana, que chega com jogadores já rodados e com a experiência de ter jogado a última copa. O jogo chave é justo o primeiro, a estreia contra a Alemanha, no calor de Salvador. Se o selecionado de Paulo Bento conseguir um empate ou, quem sabe, uma vitória, as coisas ficam bem encaminhadas. Basta não tropeçar contra os americanos na segunda rodada e conseguir se impor contra os africanos no fechamento do grupo. Conseguindo a classificação, as oitavas tendem a ser mais fáceis pois o adversário vem do modesto Grupo H. E, além disso, você sabe como é mata-mata, né! Um jogo só, tudo pode acontecer.
Quem sabe o sonho português não se torna realidade? Vamos acompanhar. Dia 26/06, contra Gana, estarei acompanhando pessoalmente, cantando o hino e torcendo muito. Espero, em Brasília, comemorar a classificação às oitavas! E como diz o nosso hino: ÀS ARMAS!
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* Aqui na coluna Copa no Quintal você entra no clima do Mundial no Brasil, com as análises das principais seleções que nos visitarão em 2014.
por Thiago Passarelli | comentarista português da Copa do Mundo
@Thigas03
segunda-feira, 2 de junho de 2014
Copa no Quintal > Do lado de lá: Itália
A Itália é sempre meio desprezada quando fazemos as listas de favoritas ao título. Aí eles vão lá e mostram que estávamos errados. Hoje temos a entrevista de um italiano para falar um pouco do que a população do país espera da Azzurra no Mundial.
Federico Vagni – Italiano, Estudante de medicina de Crema, torcedor da Juventus
Muita gente da imprensa estrangeira diz que essa é a Copa em que a Itália abandonará o velho Catenaccio, Vocês por ai acreditam que a velha escola italiana ficou pra trás e como você vê as chances da Itália na Copa?
Bom em 2006 nós ganhamos de Alemanha e França na base do Catenaccio. É nosso estilo e nossa história, mas acho que o Prandelli tentará algo diferente, até porque peças para fazer a mudança e um elenco muito bom para isso.
Quais são as expectativas para a Azzura esse ano? Mesmo no grupo da morte, conseguem se ver indo longe?
Normalmente temos grandes expectativas, mas além de cairmos num grupo complicado, há outros times fortíssimos como Brasil, Alemanha e Espanha. Está complicado, mas vejamos como serão os primeiros jogos.
Sabia que a Itália é provavelmente a 2ª seleção de boa parte dos brasileiros?
Não, nem imaginaria isso! Mas sabendo agora, espero que essa torcida somada à nossa seja o bastante para ao menos chegar à final!
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* Aqui na coluna Copa no Quintal você entra no clima do Mundial no Brasil, com as análises das principais seleções que nos visitarão em 2014.
por Helder Rivas | @HelderRM
Federico Vagni – Italiano, Estudante de medicina de Crema, torcedor da Juventus
Muita gente da imprensa estrangeira diz que essa é a Copa em que a Itália abandonará o velho Catenaccio, Vocês por ai acreditam que a velha escola italiana ficou pra trás e como você vê as chances da Itália na Copa?
Bom em 2006 nós ganhamos de Alemanha e França na base do Catenaccio. É nosso estilo e nossa história, mas acho que o Prandelli tentará algo diferente, até porque peças para fazer a mudança e um elenco muito bom para isso.
Quais são as expectativas para a Azzura esse ano? Mesmo no grupo da morte, conseguem se ver indo longe?
Normalmente temos grandes expectativas, mas além de cairmos num grupo complicado, há outros times fortíssimos como Brasil, Alemanha e Espanha. Está complicado, mas vejamos como serão os primeiros jogos.
Sabia que a Itália é provavelmente a 2ª seleção de boa parte dos brasileiros?
Não, nem imaginaria isso! Mas sabendo agora, espero que essa torcida somada à nossa seja o bastante para ao menos chegar à final!
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* Aqui na coluna Copa no Quintal você entra no clima do Mundial no Brasil, com as análises das principais seleções que nos visitarão em 2014.
por Helder Rivas | @HelderRM
domingo, 1 de junho de 2014
Rádio da Redação > Copa do Mundo 2014: Prévia Grupo B
Logo na primeira rodada, reedição da última final da Copa do Mundo. Esse é o Grupo B do Mundial, que tem Espanha e Holanda, mas tem também o Chile e a Austrália, uma das chaves mais complicadas que veremos no Brasil. Reunimos nossos especialistas em Espanha e em Holanda para analisar que avança. Ouça e dê seu palpite.
Apresentação: Ricardo Pilat
Comentários: Fernando Borchio e Poly Noé.
Trilha sonora: Pitbull ft. J-Lo e Claudia Leitte - We Are One; Hino da Holanda; Hino da Espanha; The Gathering - Leaves; Alejandro Sanz - Corazón Partió.
* Na Rádio da Redação você ouve os melhores comentários esportivos da GALÁXIA com nossa equipe de redação em versão podcast!
Direto da Redação | redacao_esporte@hotmail.com | @redacaoesporte
sábado, 31 de maio de 2014
Copa no Quintal > Do lado de lá: Argentina
Mais uma entrevista da série "Do lado de lá". Hoje o escolhido é "hermano". Mas ele é gente boa, viu?
Gabriel Borelli – Argentino, estudante de sociologia, torcedor do San Lorenzo
Essa é, finalmente, a Copa de Messi? Apesar de suas vitórias e tantos títulos pelo Barcelona é de conhecimento geral que ele não é tão “querido” como outros jogadores em sua terra natal. Se ganhar essa Copa com destaque, ele finalmente será colocado no patamar de Diego?
Espero que seja a Copa do Messi! Mas pelo que é o futebol nos últimos tempos e por como vêm alguns times, duvido muito que um jogador só possa fazer a diferença sozinho como em outras época. Hoje o futebol está mais “tático”, mais brigado no meio de campo onde a prioridade maior é pressionar e não deixar o adversário jogar ao invés de sair jogando bem e dando espetáculo. Sem duvidas Messi é a figura mais importante do Mundial sendo o melhor jogador do mundo a 6 ou 7 anos, mas tenho minhas dúvidas se ele poderá fazer a diferença nesses 3, 4, 5, 6 e/ou se Deus quiser, 7 jogos, sozinho. Atualmente ele conseguiu o respeito de todos aqui na Argentina por ter feito uma grande eliminatória e por várias demonstrações públicas de afeto pela sua terra. Por nossas raízes italianas, costumamos ter extremo respeito e carinho pelo lugar onde nascemos, de onde somos. Diego veio das periferias da Grande Buenos Aires e sempre foi assim, um jovem prodígio que saiu das camadas mais baixas e lutou para alcançar o estrelato sem nunca esquecer de onde veio, sempre se mantendo popular, muito parecido com Tevez, declarado o “jogador do povo”. Já Messi é o contrário, veio de uma família de classe média baixa é o reflexo dos argentinos que se mudaram do país em 2001 devido a crise. Nunca jogou no futebol argentino e só fomos conhecê-lo quando já era um craque de renome. Caso seja abençoado com a força para carregar esse time nas costas e ser campeão, poderá entrar no patamar dos maiores da história ao lado de Diego e Pelé.
Acha que Sabella fez bem em deixar Carlitos Tevez de fora? Acha que ele fará falta no time argentino?
Creio que sim, pois foi uma decisão da sua comissão técnica, já que formou-a e seu elenco e com certeza sabe das questões internas. A população de modo geral não gostou dessa decisão, mas Grondona (dirigente da AFA) já veio a publico esclarecer que foi por uma questão “de grupo”. A Argentina tem Leo, Higuain e Aguero, o ataque que Sabella montou e fez funcionar durante as eliminatórias, forte e melhor que as formações anteriores. Esses são os titulares e Tevez, até por sua personalidade, não é alguém que ficaria “bem” no banco. Temos boas opções para a frente e Tevez não é alguém que nos faria falta, ao contrário da defesa onde Thiago Silva, David Luiz ou Sergio Ramos cairiam bem, ou no meio com “enganches” tais como Busquets e Schweinsteiger (não estou pedindo nada de mais!). A fraqueza desse time está nas duas primeiras linhas, não no ataque.
Por fim vocês já tem um Deus, agora um Papa. Não precisam de mais nada para ganhar a Copa, né? Ainda mais jogando na casa dos grandes rivais, consegue imaginar o tamanho de uma final com Brasil e Argentina?
Começo essa resposta completando sua primeira frase: temos Deus (Diego), temos um Papa (Francisco) e temos um MESSIAS! Francisco está rezando para que o nosso San Lorenzo ganhe a Libertadores e parece que já deu resultados, vide a maneira como eliminamos três equipes brasileiras e as vitórias milagrosas contra Grêmio e Cruzeiro (que aqui eram vistos como os dois favoritos para ganhar o torneio). Mesmo jogando mal espero que concretize o milagre! E com nossa seleção jogando no Brasil, obviamente a final deveria ser contra vocês! É o maior e mais importante clássico do futebol mundial e não poderia ser diferente. A pressão em cima de ambos os times seria muito forte e jogo em si, daqueles de infartar o torcedor! Mas acho difícil já que na minha opinião Alemanha, Brasil, Espanha e Argentina entram como favoritos, exatamente nessa ordem. Só que como já sabemos bem que no futebol a lógica não costuma aparecer muito, a sorte pode acabar decidindo tudo.
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* Aqui na coluna Copa no Quintal você entra no clima do Mundial no Brasil, com as análises das principais seleções que nos visitarão em 2014.
por Helder Rivas | @HelderRM
Gabriel Borelli – Argentino, estudante de sociologia, torcedor do San Lorenzo
Essa é, finalmente, a Copa de Messi? Apesar de suas vitórias e tantos títulos pelo Barcelona é de conhecimento geral que ele não é tão “querido” como outros jogadores em sua terra natal. Se ganhar essa Copa com destaque, ele finalmente será colocado no patamar de Diego?
Espero que seja a Copa do Messi! Mas pelo que é o futebol nos últimos tempos e por como vêm alguns times, duvido muito que um jogador só possa fazer a diferença sozinho como em outras época. Hoje o futebol está mais “tático”, mais brigado no meio de campo onde a prioridade maior é pressionar e não deixar o adversário jogar ao invés de sair jogando bem e dando espetáculo. Sem duvidas Messi é a figura mais importante do Mundial sendo o melhor jogador do mundo a 6 ou 7 anos, mas tenho minhas dúvidas se ele poderá fazer a diferença nesses 3, 4, 5, 6 e/ou se Deus quiser, 7 jogos, sozinho. Atualmente ele conseguiu o respeito de todos aqui na Argentina por ter feito uma grande eliminatória e por várias demonstrações públicas de afeto pela sua terra. Por nossas raízes italianas, costumamos ter extremo respeito e carinho pelo lugar onde nascemos, de onde somos. Diego veio das periferias da Grande Buenos Aires e sempre foi assim, um jovem prodígio que saiu das camadas mais baixas e lutou para alcançar o estrelato sem nunca esquecer de onde veio, sempre se mantendo popular, muito parecido com Tevez, declarado o “jogador do povo”. Já Messi é o contrário, veio de uma família de classe média baixa é o reflexo dos argentinos que se mudaram do país em 2001 devido a crise. Nunca jogou no futebol argentino e só fomos conhecê-lo quando já era um craque de renome. Caso seja abençoado com a força para carregar esse time nas costas e ser campeão, poderá entrar no patamar dos maiores da história ao lado de Diego e Pelé.
Acha que Sabella fez bem em deixar Carlitos Tevez de fora? Acha que ele fará falta no time argentino?
Creio que sim, pois foi uma decisão da sua comissão técnica, já que formou-a e seu elenco e com certeza sabe das questões internas. A população de modo geral não gostou dessa decisão, mas Grondona (dirigente da AFA) já veio a publico esclarecer que foi por uma questão “de grupo”. A Argentina tem Leo, Higuain e Aguero, o ataque que Sabella montou e fez funcionar durante as eliminatórias, forte e melhor que as formações anteriores. Esses são os titulares e Tevez, até por sua personalidade, não é alguém que ficaria “bem” no banco. Temos boas opções para a frente e Tevez não é alguém que nos faria falta, ao contrário da defesa onde Thiago Silva, David Luiz ou Sergio Ramos cairiam bem, ou no meio com “enganches” tais como Busquets e Schweinsteiger (não estou pedindo nada de mais!). A fraqueza desse time está nas duas primeiras linhas, não no ataque.
Por fim vocês já tem um Deus, agora um Papa. Não precisam de mais nada para ganhar a Copa, né? Ainda mais jogando na casa dos grandes rivais, consegue imaginar o tamanho de uma final com Brasil e Argentina?Começo essa resposta completando sua primeira frase: temos Deus (Diego), temos um Papa (Francisco) e temos um MESSIAS! Francisco está rezando para que o nosso San Lorenzo ganhe a Libertadores e parece que já deu resultados, vide a maneira como eliminamos três equipes brasileiras e as vitórias milagrosas contra Grêmio e Cruzeiro (que aqui eram vistos como os dois favoritos para ganhar o torneio). Mesmo jogando mal espero que concretize o milagre! E com nossa seleção jogando no Brasil, obviamente a final deveria ser contra vocês! É o maior e mais importante clássico do futebol mundial e não poderia ser diferente. A pressão em cima de ambos os times seria muito forte e jogo em si, daqueles de infartar o torcedor! Mas acho difícil já que na minha opinião Alemanha, Brasil, Espanha e Argentina entram como favoritos, exatamente nessa ordem. Só que como já sabemos bem que no futebol a lógica não costuma aparecer muito, a sorte pode acabar decidindo tudo.
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por Helder Rivas | @HelderRM
sexta-feira, 30 de maio de 2014
Rádio da Redação > Copa do Mundo 2014: Prévia Grupo G
Alemanha, Portugal, Gana e Estados Unidos. Seria esse o grupo da morte da Copa do Mundo? Nossa equipe de Redação se reuniu para discutir o Grupo G da Copa. Com direito a dois alemães e dois portugueses debatendo quem vai ficar com o primeiro lugar nessa chave! Qual o seu palpite?
Apresentação: Ricardo Pilat
Comentários: Thiago Passarelli, Marco Miranda, Antonio Lemos e Victor Mesquita.
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Direto da Redação | redacao_esporte@hotmail.com | @redacaoesporte
quinta-feira, 29 de maio de 2014
Copa no Quintal > Do lado de lá: Holanda
O Redação inicia mais uma série especial! É o "Lado de lá"!
Buscamos nativos de vários países importantes que disputarão a Copa do Mundo para que eles nos digam como está o clima e a expectativa pelo Mundial aqui no Brasil. Começamos com uma simpática holandesa (essa aí do lado).
Anna van Overloop – estudante holandesa, atualmente residindo em Newcaslte, torcedora do Newcastle
Comparada com os anos anteriores, a seleção holandesa não parece ser tão forte desta vez, especialmente levando em conta a campanha da última Euro. A sua camisa laranja tem história, respeito e tradição, mas ninguém está levando nada disso a sério dessa vez. Como você vê as chances da Holanda nesta Copa?
Eu acho que temos alguma chance de ir bem sim. Na Inglaterra tem muita gente apostando na Holanda, mas o Brasil vem forte como sempre e dessa vez jogam em casa. Claro que também sempre terei medo de Alemanha e Espanha, mas acho que ainda podemos surpreender. Fizemos uma grande eliminatória e temos grandes jogadores, além de que diferente da Euro, quando tínhamos bons jogadores mas que não jogavam como um time, dessa vez estão mais entrosados.
Os veteranos Van Persie, Robben e Sneijder vêm para aquela que provavelmente será sua última Copa, mas fora eles, os demais jogadores do elenco não são muito conhecidos. Você apostaria em algum outro jogador que possa surpreender nessa Copa? Algum jovem?
Acho que Memphis Depay, jovem promessa do PSV pode surpreender muita gente, ele é habilidoso, fez bons amistosos e dizem que o Manchester United já está se movendo para assinar com ele para a próxima temporada. É uma bela ideia sempre combinar jogadores mais velhos que já estão para encerrar seu ciclo com novos talentos, mesmo não sendo tão conhecidos. Sem contar que como você disse, os veteranos vêm para sua ultima Copa, então isso deve dar ainda mais fôlego há eles.
Aqui nós temos um grande respeito e admiração pela Holanda, principalmente pelos jogos contra o Brasil que independente do resultado sempre são épicos (74, 94, 98 e 2010 que o digam), e já podemos ter um jogo entre os dois nas oitavas de final. Acha que apesar dos problemas citados vocês teriam chance contra o anfitrião? Aliás, sejamos francos, vocês deram muita sorte graças a Julio Cesar e Felipe Melo em 2010 hein?
Bom, eu não posso dizer que nós temos certeza de que podemos vencer o Brasil, como eu disse antes eles parecem muito fortes e focados como sempre, mas no passado já provamos que SIM, nós PODEMOS vencer. No final do jogo não importa se foi um jogo bem jogado ou se foi sorte, importa que quem faz mais gols vence. Mas realmente, em 2010 eu não esperava ganhar aquele jogo de jeito nenhum...
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* Aqui na coluna Copa no Quintal você entra no clima do Mundial no Brasil, com as análises das principais seleções que nos visitarão em 2014.
por Helder Rivas | @HelderRM
Buscamos nativos de vários países importantes que disputarão a Copa do Mundo para que eles nos digam como está o clima e a expectativa pelo Mundial aqui no Brasil. Começamos com uma simpática holandesa (essa aí do lado).
Anna van Overloop – estudante holandesa, atualmente residindo em Newcaslte, torcedora do Newcastle
Comparada com os anos anteriores, a seleção holandesa não parece ser tão forte desta vez, especialmente levando em conta a campanha da última Euro. A sua camisa laranja tem história, respeito e tradição, mas ninguém está levando nada disso a sério dessa vez. Como você vê as chances da Holanda nesta Copa?
Eu acho que temos alguma chance de ir bem sim. Na Inglaterra tem muita gente apostando na Holanda, mas o Brasil vem forte como sempre e dessa vez jogam em casa. Claro que também sempre terei medo de Alemanha e Espanha, mas acho que ainda podemos surpreender. Fizemos uma grande eliminatória e temos grandes jogadores, além de que diferente da Euro, quando tínhamos bons jogadores mas que não jogavam como um time, dessa vez estão mais entrosados.
Os veteranos Van Persie, Robben e Sneijder vêm para aquela que provavelmente será sua última Copa, mas fora eles, os demais jogadores do elenco não são muito conhecidos. Você apostaria em algum outro jogador que possa surpreender nessa Copa? Algum jovem?
Acho que Memphis Depay, jovem promessa do PSV pode surpreender muita gente, ele é habilidoso, fez bons amistosos e dizem que o Manchester United já está se movendo para assinar com ele para a próxima temporada. É uma bela ideia sempre combinar jogadores mais velhos que já estão para encerrar seu ciclo com novos talentos, mesmo não sendo tão conhecidos. Sem contar que como você disse, os veteranos vêm para sua ultima Copa, então isso deve dar ainda mais fôlego há eles.
Aqui nós temos um grande respeito e admiração pela Holanda, principalmente pelos jogos contra o Brasil que independente do resultado sempre são épicos (74, 94, 98 e 2010 que o digam), e já podemos ter um jogo entre os dois nas oitavas de final. Acha que apesar dos problemas citados vocês teriam chance contra o anfitrião? Aliás, sejamos francos, vocês deram muita sorte graças a Julio Cesar e Felipe Melo em 2010 hein?
Bom, eu não posso dizer que nós temos certeza de que podemos vencer o Brasil, como eu disse antes eles parecem muito fortes e focados como sempre, mas no passado já provamos que SIM, nós PODEMOS vencer. No final do jogo não importa se foi um jogo bem jogado ou se foi sorte, importa que quem faz mais gols vence. Mas realmente, em 2010 eu não esperava ganhar aquele jogo de jeito nenhum...
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por Helder Rivas | @HelderRM
quarta-feira, 28 de maio de 2014
Rádio da Redação > Copa do Mundo 2014: Prévia Grupo E
O Redação do Esporte inicia uma série em 8 capítulos. Ou melhor, 8 grupos. Reunimos nossa equipe em 8 gravações para falar das 8 chaves do Mundial. Neste primeiro capítulo, vamos de Grupo E.
Temos a Suiça como cabeça-de-chave, mas o destaque do grupo é campeã mundial França. Honduras e Equador completam a disputa por uma vaga nas oitavas de final. Quais serão as duas seleções que sobreviverão aqui?
Apresentação: Victor Mesquita
Comentários: Fernando Pilat, Marco Miranda e Ricardo Pilat.
Trilha sonora: Phoenix - 1901, Phoenix - Lisztomania, Carla Bruni - Quelqu'un M'a Dit, Daft Punk - Around The World, Daft Punk - Get Lucky, Daft Punk - One More Time.
* Na Rádio da Redação você ouve os melhores comentários esportivos da GALÁXIA com nossa equipe de redação em versão podcast!
Direto da Redação | redacao_esporte@hotmail.com | @redacaoesporte
terça-feira, 27 de maio de 2014
Copa no Quintal > Inglaterra: Uma incógnita para 2014 e certeza para 2018
Uma Seleção campeã do mundo e que sempre desperta otimismo da imprensa e torcedores. Mas, para quem acompanha história, sabe que a Inglaterra costuma decepcionar em Copas do Mundo. Exceto pelo título de 1966, os ingleses alcançaram sua melhor colocação em 1990, parando nas semifinais. Quartas de finais e oitavas são rotineiros. Então, o que esperar de sua participação no Brasil? Sinceramente, é uma incógnita.
Com a chegada do técnico Roy Hodgson, a seleção inglesa passou por uma grande reformulação. A forte geração do início dos anos 2000, hoje está representada apenas por Steven Gerrard (atual capitão) e Frank Lampard (reserva). O time tem muita qualidade técnica mas pouca rodagem. Vejo o caso da Inglaterra semelhante ao da Alemanha em 2010. Guardadas as devidas proporções, o jovem grupo alemão que disputou a Copa da África chegou sem os holofotes que recebem para 2014, mas mostraram um futebol de encher os olhos, chegando às semifinais da competição. Os alemães tinham, sim, mais qualidade do que o atual elenco inglês. Porém faltava a presença de uma referência como é Steven Gerrard.
Outro fator que dificulta prognósticos para a seleção britânica, é ter caído no grupo de mais dois campeões mundiais (OBRIGADO, FIFA). Devido ao belíssimo regulamento criado para o sorteio, Itália, Uruguai e a querida Inglaterra dividem o mesmo grupo, além do saco de pancadas - Costa Rica. Como cravar uma vitória contra o time detentor do ataque Suárez / Cavani? Ou mesmo apostar em triunfo contra um time cascudo como a Itália do Super Mario Balotelli? Só há uma certeza nesse grupo: o jogo contra a Costa Rica será importante para fazer saldo de gols.
Fato é que essa nova geração inglesa promete muito. Tem o melhor goleiro do mundo, Joe Hart, mas é na defesa o seu ponto baixo. John Terry e Rio Ferdinand passaram o bastão pra jogadores de nível inferior, como Smalling e Cahill. Na famosa linha de quatro do meio de campo há um potencial imenso nos garotos Sterling (19 anos), Wilshere (22 anos) e Henderson (23 anos). Estes, serão liderados pelo monstro sagrado "Stevie G" (para este guardo um comentário especial no final). E o ataque deve ser formado por Rooney e Sturridge. O primeiro está devendo há tempos uma grande Copa do Mundo. Já o segundo jogará cercado de expectativas depois da bela temporada que fez no Liverpool.
Espremendo tudo isso que falei, e colocando em pratos limpos: a Seleção Inglesa deve aprontar nessa Copa e chegar longe, assim como a Alemanha de 2010, mas é um time que estará pronto para disputar o título em 2018. De qualquer forma, estarei torcendo para uma surpresa ainda maior, que seria o título. Essa seria a coroação do capitão Gerrard, que provavelmente fará sua última apresentação em Mundiais. Ele merece levantar a taça. Um jogador que defende um mesmo clube, por amor, durante a carreira toda, que é exemplo para a garotada, profissional de primeira qualidade, e com um futebol de encher os olhos. Nos tempos de hoje, revelar um jogador que reuna todos esses atributos, me parece impossível.
Confira a lista de convocados da Inglaterra:
Goleiros: Joe Hart (Manchester City), Ben Foster (West Bromwich) e Fraser Forster (Celtic-ESC)
Defensores: Phil Jagielka (Everton), Glen Johnson (Liverpool), Luke Shaw (Southampton), Gary Cahill (Chelsea), Phil Jones (Manchester United), Leighton Baines (Everton) e Chris Smalling (Manchester United)
Meias: Ross Barkley (Everton), Jack Wilshere (Arsenal), Jordan Henderson (Liverpool), Adam Lallana (Southampton), Steven Gerrard (Liverpool), Frank Lampard (Chelsea) e James Milner (Manchester City)
Atacantes: Alex Oxlade-Chamberlain (Arsenal), Rickie Lambert (Southampton), Daniel Sturridge (Liverpool), Danny Welbeck (Manchester United), Wayne Rooney (Manchester United) e Raheem Sterling (Liverpool)
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* Aqui na coluna Copa no Quintal você entra no clima do Mundial no Brasil, com as análises das principais seleções que nos visitarão em 2014.
por Fernando Pilat | @fernandopilat
Com a chegada do técnico Roy Hodgson, a seleção inglesa passou por uma grande reformulação. A forte geração do início dos anos 2000, hoje está representada apenas por Steven Gerrard (atual capitão) e Frank Lampard (reserva). O time tem muita qualidade técnica mas pouca rodagem. Vejo o caso da Inglaterra semelhante ao da Alemanha em 2010. Guardadas as devidas proporções, o jovem grupo alemão que disputou a Copa da África chegou sem os holofotes que recebem para 2014, mas mostraram um futebol de encher os olhos, chegando às semifinais da competição. Os alemães tinham, sim, mais qualidade do que o atual elenco inglês. Porém faltava a presença de uma referência como é Steven Gerrard.
Outro fator que dificulta prognósticos para a seleção britânica, é ter caído no grupo de mais dois campeões mundiais (OBRIGADO, FIFA). Devido ao belíssimo regulamento criado para o sorteio, Itália, Uruguai e a querida Inglaterra dividem o mesmo grupo, além do saco de pancadas - Costa Rica. Como cravar uma vitória contra o time detentor do ataque Suárez / Cavani? Ou mesmo apostar em triunfo contra um time cascudo como a Itália do Super Mario Balotelli? Só há uma certeza nesse grupo: o jogo contra a Costa Rica será importante para fazer saldo de gols.
Fato é que essa nova geração inglesa promete muito. Tem o melhor goleiro do mundo, Joe Hart, mas é na defesa o seu ponto baixo. John Terry e Rio Ferdinand passaram o bastão pra jogadores de nível inferior, como Smalling e Cahill. Na famosa linha de quatro do meio de campo há um potencial imenso nos garotos Sterling (19 anos), Wilshere (22 anos) e Henderson (23 anos). Estes, serão liderados pelo monstro sagrado "Stevie G" (para este guardo um comentário especial no final). E o ataque deve ser formado por Rooney e Sturridge. O primeiro está devendo há tempos uma grande Copa do Mundo. Já o segundo jogará cercado de expectativas depois da bela temporada que fez no Liverpool.
Espremendo tudo isso que falei, e colocando em pratos limpos: a Seleção Inglesa deve aprontar nessa Copa e chegar longe, assim como a Alemanha de 2010, mas é um time que estará pronto para disputar o título em 2018. De qualquer forma, estarei torcendo para uma surpresa ainda maior, que seria o título. Essa seria a coroação do capitão Gerrard, que provavelmente fará sua última apresentação em Mundiais. Ele merece levantar a taça. Um jogador que defende um mesmo clube, por amor, durante a carreira toda, que é exemplo para a garotada, profissional de primeira qualidade, e com um futebol de encher os olhos. Nos tempos de hoje, revelar um jogador que reuna todos esses atributos, me parece impossível.
Confira a lista de convocados da Inglaterra:
Goleiros: Joe Hart (Manchester City), Ben Foster (West Bromwich) e Fraser Forster (Celtic-ESC)
Defensores: Phil Jagielka (Everton), Glen Johnson (Liverpool), Luke Shaw (Southampton), Gary Cahill (Chelsea), Phil Jones (Manchester United), Leighton Baines (Everton) e Chris Smalling (Manchester United)
Meias: Ross Barkley (Everton), Jack Wilshere (Arsenal), Jordan Henderson (Liverpool), Adam Lallana (Southampton), Steven Gerrard (Liverpool), Frank Lampard (Chelsea) e James Milner (Manchester City)
Atacantes: Alex Oxlade-Chamberlain (Arsenal), Rickie Lambert (Southampton), Daniel Sturridge (Liverpool), Danny Welbeck (Manchester United), Wayne Rooney (Manchester United) e Raheem Sterling (Liverpool)
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* Aqui na coluna Copa no Quintal você entra no clima do Mundial no Brasil, com as análises das principais seleções que nos visitarão em 2014.
por Fernando Pilat | @fernandopilat
terça-feira, 20 de maio de 2014
Copa no Quintal > Argentina: O TRI nos pés da “Geração de Ouro”
Na Argentina, a alcunha “El Pibe D´ Oro” é usada para se referir a Diego Maradona, o verdadeiro “Rei do futebol”. Porém, neste meu primeiro texto sobre a Seleção Argentina, vou tomar o apelido emprestado para definir essa “nova” geração que vem ao Brasil em busca do TRI. Afinal de contas, mais da metade dos convocados participaram das campanhas vitoriosas nas olimpíadas de 2004 e 2008.
Dos prováveis 23 jogadores escolhidos por Sabella, que serão anunciados em 2 de junho, onze deles estivem em campo no “Ninho do Pássaro” em Pequim, em 2008, na final contra a Nigéria. Dos bicampeões olímpicos há seis anos, oito deles são titulares da albiceleste. Romero, Zabaleta, Garay, Gago, Mascherano, Messi e Dí Maria são parte da “geração dourada” que vêm ao Brasil buscar o TRI.
Além deles, a Argentina 2014 conta com os “garotos de ouro” Lavezzi e Agüero. Junta-se a eles outro campeão olímpico, quatro anos mais velho. Higuaín, centroavante do Napoli, é o único campeão olímpico de 2004 na lista.
A Argentina é, entre as grandes seleções, a que está há mais tempo na fila (Inglaterra e Uruguai não contam), já são 28 anos sem conquistar o mundial. A responsabilidade de quebrar o jejum cai dessa vez nos pés da geração mais talentosa do futebol argentino em anos, a que foi responsável por dois títulos olímpicos.
“Los Pibes D´Oro” tem agora outra missão. Vir ao Brasil e conquistar o tão esperado tri mundial. É a chance de Messi, DÍ Maria, Mascherano, Agüero e demais jogadores entrarem para a história da albiceleste. Assim como já fazem parte Kempes, Passarella, e o eterno “garoto de ouro”, Diego Maradona.
Desde a copa de 90, essa é a copa que a Argentina entra em melhores condições na busca do título mundial. Avante Argentina!!! Com “Los Pibes D´Oro”, estamos todos.
Veja os pré-convocados da Argentina para a Copa:
Goleiros: Sergio Romero (Monaco-FRA), Mariano Andújar (Catania-ITA) e Agustín Orion (Boca Juniors)
Defensores: Ezequiel Garay (Benfica-POR), Federico Fernández (Napoli-ITA), Pablo Zabaleta (Manchester City-ING), Marcos Rojo (Sporting-POR), José María Basanta (Monterrey-MÉX), Hugo Campagaro (Napoli-ITA),Nicolás Otamendi (Atlético-MG), Martín Demichelis (Manchester City-ING), Gabriel Mercado (River Plate), Lisandro López (Getafe-ESP)
Meias: Javier Fernando Gago (Boca Juniors), Lucas Biglia (Lazio-ITA), Javier Mascherano (Barcelona-ESP),Ever Banega (Newell's Old Boys), Angel Di María (Real Madrid-ESP), Maximiliano Rodríguez (Newell's Old Boys), Ricardo Alvarez (Inter de Milão-ITA), Augusto Fernández (Celta-ESP), Enzo Pérez (Benfica-POR), José Sosa (Atlético de Madri-ESP) e Fabián Rinaudo (Catania-ITA)
Atacantes: Sergio Agüero (Manchester City-ING), Lionel Messi (Barcelona-ESP), Gonzalo Higuaín (Napoli-ITA), Ezequiel Lavezzi (PSG-FRA), Rodrigo Palacio (Inter de Milão-ITA),Di Santo (Werder Bremen-ALE)
Obs: lista atualizada em 22/05, 10h19. Os jogadores tracejados foram cortados por Sabella.
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* Aqui na coluna Copa no Quintal você entra no clima do Mundial no Brasil, com as análises das principais seleções que nos visitarão em 2014.
por Rodrigo Svrcek | comentarista argentino da Copa do Mundo
@svrcek_rodrigo
Dos prováveis 23 jogadores escolhidos por Sabella, que serão anunciados em 2 de junho, onze deles estivem em campo no “Ninho do Pássaro” em Pequim, em 2008, na final contra a Nigéria. Dos bicampeões olímpicos há seis anos, oito deles são titulares da albiceleste. Romero, Zabaleta, Garay, Gago, Mascherano, Messi e Dí Maria são parte da “geração dourada” que vêm ao Brasil buscar o TRI.
Além deles, a Argentina 2014 conta com os “garotos de ouro” Lavezzi e Agüero. Junta-se a eles outro campeão olímpico, quatro anos mais velho. Higuaín, centroavante do Napoli, é o único campeão olímpico de 2004 na lista.
A Argentina é, entre as grandes seleções, a que está há mais tempo na fila (Inglaterra e Uruguai não contam), já são 28 anos sem conquistar o mundial. A responsabilidade de quebrar o jejum cai dessa vez nos pés da geração mais talentosa do futebol argentino em anos, a que foi responsável por dois títulos olímpicos.
“Los Pibes D´Oro” tem agora outra missão. Vir ao Brasil e conquistar o tão esperado tri mundial. É a chance de Messi, DÍ Maria, Mascherano, Agüero e demais jogadores entrarem para a história da albiceleste. Assim como já fazem parte Kempes, Passarella, e o eterno “garoto de ouro”, Diego Maradona.
Desde a copa de 90, essa é a copa que a Argentina entra em melhores condições na busca do título mundial. Avante Argentina!!! Com “Los Pibes D´Oro”, estamos todos.
Veja os pré-convocados da Argentina para a Copa:
Goleiros: Sergio Romero (Monaco-FRA), Mariano Andújar (Catania-ITA) e Agustín Orion (Boca Juniors)
Defensores: Ezequiel Garay (Benfica-POR), Federico Fernández (Napoli-ITA), Pablo Zabaleta (Manchester City-ING), Marcos Rojo (Sporting-POR), José María Basanta (Monterrey-MÉX), Hugo Campagaro (Napoli-ITA),
Meias: Javier Fernando Gago (Boca Juniors), Lucas Biglia (Lazio-ITA), Javier Mascherano (Barcelona-ESP),
Atacantes: Sergio Agüero (Manchester City-ING), Lionel Messi (Barcelona-ESP), Gonzalo Higuaín (Napoli-ITA), Ezequiel Lavezzi (PSG-FRA), Rodrigo Palacio (Inter de Milão-ITA),
Obs: lista atualizada em 22/05, 10h19. Os jogadores tracejados foram cortados por Sabella.
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* Aqui na coluna Copa no Quintal você entra no clima do Mundial no Brasil, com as análises das principais seleções que nos visitarão em 2014.
por Rodrigo Svrcek | comentarista argentino da Copa do Mundo
@svrcek_rodrigo
terça-feira, 13 de maio de 2014
Copa no Quintal > Holanda: Por que és tão grande, Laranja?
Eu gosto muito de futebol bonito. Você gosta de futebol bonito? Se sim, gosta da Holanda também, afinal a laranja para mim é um sinônimo de futebol bonito. Eu defino a seleção holandesa como um divisor de águas de um futebol antigo para um futebol moderno. Se antigamente víamos seleções sem muita tática em campo, jogando com desorganização, hoje vemos a tática altamente aplicada.
E para mim tudo isso começou em 1974, com a Laranja mecânica, comandada por Cruyff, Resenbrink (primo do Rosenbrink que anos depois viria a jogar no meu Palmeiras) e cia. Era uma seleção de se encher os olhos, fazendo aquilo que nunca, até então, imaginava-se ver um time de futebol fazer. Mas para a tristeza do mundo, aquele time não venceu a Copa, porém, quatro anos depois voltou a encantar o mundo, com o Carrossel holandês onde novamente ficou com o vice.
Mesmo sem nunca ter vencido, a Holanda é uma gigante do futebol. Depois de ter esses esquadrões de 1974 e 1978, sempre manteve uma seleção forte, que joga bonito e é capaz de encantar o mundo. E foi assim que ela chegou a sua grande conquista, que foi a Eurocopa de 1988, sob comando de Van Basten, Gullit e outros mais. Mas falta a Copa do Mundo, a maior conquista para ela definitivamente estar na história do futebol.
Muitos me perguntam: “Por que você é tão fã da Holanda assim, Fernando?”. Eu só tenho uma resposta para isso. Meu maior ídolo no futebol jogou pela Laranja, jogou em um dos melhores times da história do futebol em 1998, e foi duas vezes eliminado pelo Brasil. Já sabe quem é? Pois é, se você pensou em Dennis Bergkamp, o mito, está certo. Dono de uma técnica fabulosa, foi ele uma das minhas inspirações a gostar de futebol.
A Holanda chegará ao Brasil sob desconfiança. Comandada por Louis Van Gaal, que esteve à frente de um dos maiores vexames holandeses que foi a não classificação para a Copa de 2002, a Laranja pisará em nossos solos sem aquele favoritismo da Copa passada, isso porque muitos dos jogadores que brilharam em 2010 não vivem o mesmo momento. Mas mesmo assim, vem de uma Eliminatória muita boa, arrasadora. Logo de cara, vai reeditar a final da última Copa, diante da Espanha, que também não vive fase boa.
E as chances de enfrentar o Brasil nas oitavas são enormes, visto que seu grupo, cruza com o canarinho. Ou seja, vida fácil ela não terá, mas de qualquer forma é uma seleção gigante, que merece respeito e que vai incomodar mais uma vez.
Confira a lista de pré-convocados da Holanda:
Goleiros: Jasper Cillessen (Ajax), Jeroen Zoet (PSV Eindhoven), Tim Krul (Newcastle), Michel Vorm (Swansea)
Defesa: Daley Blind (Ajax), Joel Veltman (Ajax), Stefan de Vrij (Feyenoord), Daryl Janmaat (Feyenoord), Terence Kongolo (Feyenoord), Bruno Martins Indi (Feyenoord), Karim Rekik (PSV Eindhoven), Patrick van Aanholt (Vitesse), Patrick Verhaegh (Augsburg) e Ron Vlaar (Aston Villa)
Meio-campo: Jordy Clasie (Feyenoord), Tonny Vilhena (Feyenoord), Georginio Wijnaldum (PSV), Leroy Fer (Norwich), Jonathan de Guzman (Swansea), Nigel de Jong (Milan), Wesley Sneijder (Galatasaray), Rafael van der Vaart (Hamburgo)
Atacantes: Jean-Paul Boetius (Feyenoord), Quincy Promes (Twente), Memphis Depay (PSV), Klas Jan Huntelaar (Schlake), Dirk Kuyt (Fenerbahce), Jermain Lens (Dinamo Kiev), Robin van Persie (Manchester United), Arjen Robben (Bayern de Munique)
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* Aqui na coluna Copa no Quintal você entra no clima do Mundial no Brasil, com as análises das principais seleções que nos visitarão em 2014.
por Fernando Borchio | comentarista holandês da Copa do Mundo
fernando.borchio@hotmail.com
terça-feira, 6 de maio de 2014
Copa no Quintal > Brasil: Coutinho e Miranda podem e merecem estar no grupo!
Nesta quarta-feira, por volta das 11h30, no Rio de Janeiro, Luiz Felipe Scolari anunciará os 23 jogadores que terão a missão de conquistar o Hexa no nosso quintal. O técnico brasileiro já deixou claro que está com o grupo praticamente definido, mas admitiu que pode levar atletas que nunca foram convocados na sua gestão. Em contrapartida, também disse que já tem o time definido e só deixa essa dúvida no ar para a imprensa seguir discutindo.
Essas possíveis surpresas têm nomes. São dois: Miranda, zagueiro do time sensação da Europa, o Atlético de Madrid, e o meia Philipe Coutinho, do Liverpool. Eu convocaria ambos. Estão jogando muita bola nos seus clubes, teriam muito a acrescentar no grupo, principalmente o Coutinho, já que só temos dois meias, Oscar e Willian, sendo que o último enxergo como reserva imediato do Hulk, que joga aberto pela direita.
Mas é muito difícil isso acontecer. Vejo o ex-são-paulino com mais chances de fazer parte do grupo. Três jogadores da posição já estão muito bem definidos, mas o quarto ainda está em aberto. Marquinhos, Henrique (muito querido por Felipão) e Dedé são os concorrentes de Miranda. Eu não teria dúvidas em levar o jogador do Atlético de Madrid. Ótimo zagueiro, vive grande fase, disputou jogos importantíssimos na temporada e jogará uma final de Champions antes do Mundial. Está preparadíssimo! É mais jogador, inclusive, que o reserva imediato Dante.
Esses quatro (Thiago Silva, David Luiz, Miranda e Dante) seriam meus quatro zagueiros da lista, que começaria com Julio César, Jefferson e Victor. Irei pular os laterais, e explico mais à frente. Convocaria os seguintes volantes: Luiz Gustavo e Fernandinho, Paulinho, Ramires e Hernanes. Como disse acima, além de Oscar e Willian, Philippe Coutinho completaria minha lista de meias. Na frente, não há motivos para surpresas: Neymar, Hulk, Bernard, Fred e Jô.
Vocês devem ter percebido, então, que sobraram apenas três vagas para as laterais. O mais comum é terem quatro, dois para a direita e dois para a esquerda. Eu inovaria. Chamaria apenas um lateral-esquerdo, o Marcelo. É o titular absoluto, serão apenas sete jogos caso cheguemos na final e esperamos contar com ele para todos. Se der problema durante o torneio, paciência... improvisa o titular Dani Alves por lá (já foi testado na seleção nesta posição) e coloca o Maicon, titular da última Copa e meu terceiro lateral da lista, como titular pela direita.
Acho uma manobra totalmente válida para levar mais um talento. A presença de Coutinho dará mais opções ao Felipão na meiuca. O garoto está em uma fase esplendorosa em um time que luta pelo título da Liga mais disputada da Europa. Vale muito a aposta! Reserva ideal para o Oscar. Willian suplente do Hulk e Bernard pronto para substituir Neymar caso precise.
Alguns poderão dizer que o Hernanes faria essa função, mas é diferente. Não é um cara criativo, que distribui jogo, que faz o time jogar, o Coutinho é esse tipo jogador. E como também não deixaria de fora o volante-meia da Inter de Milão, pois é uma ótima opção no elenco, optaria por deixar fora um lateral, onde não há nenhuma unanimidade além do titular.
Infelizmente acho difícil Felipão considerar essa hipótese. Mas seria uma excelente surpresa.
Qual o seu palpite para a convocação do Felipão? Clique aqui, opine e concorra a uma camisa da Seleção Brasileira.
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* Aqui na coluna Copa no Quintal você entra no clima do Mundial no Brasil, com as análises das principais seleções que nos visitarão em 2014.
por Pedro Silas | comentarista brasileiro da Copa do Mundo 2014
pedro_sccp@hotmail.com
Essas possíveis surpresas têm nomes. São dois: Miranda, zagueiro do time sensação da Europa, o Atlético de Madrid, e o meia Philipe Coutinho, do Liverpool. Eu convocaria ambos. Estão jogando muita bola nos seus clubes, teriam muito a acrescentar no grupo, principalmente o Coutinho, já que só temos dois meias, Oscar e Willian, sendo que o último enxergo como reserva imediato do Hulk, que joga aberto pela direita.
Mas é muito difícil isso acontecer. Vejo o ex-são-paulino com mais chances de fazer parte do grupo. Três jogadores da posição já estão muito bem definidos, mas o quarto ainda está em aberto. Marquinhos, Henrique (muito querido por Felipão) e Dedé são os concorrentes de Miranda. Eu não teria dúvidas em levar o jogador do Atlético de Madrid. Ótimo zagueiro, vive grande fase, disputou jogos importantíssimos na temporada e jogará uma final de Champions antes do Mundial. Está preparadíssimo! É mais jogador, inclusive, que o reserva imediato Dante.
Esses quatro (Thiago Silva, David Luiz, Miranda e Dante) seriam meus quatro zagueiros da lista, que começaria com Julio César, Jefferson e Victor. Irei pular os laterais, e explico mais à frente. Convocaria os seguintes volantes: Luiz Gustavo e Fernandinho, Paulinho, Ramires e Hernanes. Como disse acima, além de Oscar e Willian, Philippe Coutinho completaria minha lista de meias. Na frente, não há motivos para surpresas: Neymar, Hulk, Bernard, Fred e Jô.
Vocês devem ter percebido, então, que sobraram apenas três vagas para as laterais. O mais comum é terem quatro, dois para a direita e dois para a esquerda. Eu inovaria. Chamaria apenas um lateral-esquerdo, o Marcelo. É o titular absoluto, serão apenas sete jogos caso cheguemos na final e esperamos contar com ele para todos. Se der problema durante o torneio, paciência... improvisa o titular Dani Alves por lá (já foi testado na seleção nesta posição) e coloca o Maicon, titular da última Copa e meu terceiro lateral da lista, como titular pela direita.
Acho uma manobra totalmente válida para levar mais um talento. A presença de Coutinho dará mais opções ao Felipão na meiuca. O garoto está em uma fase esplendorosa em um time que luta pelo título da Liga mais disputada da Europa. Vale muito a aposta! Reserva ideal para o Oscar. Willian suplente do Hulk e Bernard pronto para substituir Neymar caso precise.
Alguns poderão dizer que o Hernanes faria essa função, mas é diferente. Não é um cara criativo, que distribui jogo, que faz o time jogar, o Coutinho é esse tipo jogador. E como também não deixaria de fora o volante-meia da Inter de Milão, pois é uma ótima opção no elenco, optaria por deixar fora um lateral, onde não há nenhuma unanimidade além do titular.
Infelizmente acho difícil Felipão considerar essa hipótese. Mas seria uma excelente surpresa.
Qual o seu palpite para a convocação do Felipão? Clique aqui, opine e concorra a uma camisa da Seleção Brasileira.
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* Aqui na coluna Copa no Quintal você entra no clima do Mundial no Brasil, com as análises das principais seleções que nos visitarão em 2014.
por Pedro Silas | comentarista brasileiro da Copa do Mundo 2014
pedro_sccp@hotmail.com
domingo, 4 de maio de 2014
Copa no Quintal > Alemanha: um General, 23 soldados e a falta de um título para uma geração brilhante
Muitos falam que uma Copa do Mundo sem o Brasil não tem graça, pelo fato de ser o maior detentor de títulos e a qualidade dos seus jogadores. Vou mais além: uma Copa sem a Alemanha, país que sofreu em sua história com Nazismo, Segunda Guerra Mundial e o Muro de Berlin, também não tem graça.
É uma seleção que coloca medo em todo mundo, como eram as suas tropas durante as Grandes Guerras e o Regime Totalitário, por mais condenável que seja comparar o regime do carniceiro Hitler com o futebol. Se antigamente o país vivia de uma ideologia, de que só uma “raça” era superior, hoje a realidade é outra com um ‘General’ e seu exército de 23 atletas em busca de um só objetivo: o tetracampeonato Mundial.
A Alemanha precisou apanhar, e muito, para aprender a ser uma referência de administração, principalmente no futebol (assunto que nos interessa) e fez da Bundesliga um campeonato que mais arrecada público em todas as ligas do mundo, onde as médias de ocupação de alguns estádios superam 99%. Sem falar do próprio campeonato, a exceção das duas últimas temporadas com domínio do Bayern de Munique, é um dos mais equilibrados da Europa.
O presente, o futuro e a carência de títulos
Tricampeã do mundo (1954, 1974 e 1990), último título da Alemanha foi há 18 anos quando venceu a Eurocopa, disputada na Inglaterra, em cima da República Tcheca. De lá pra cá, gerações e mais gerações apareceram e a seleção não faturou mais nada.
A eliminação na primeira fase da Euro de 2000 foi o fundo do poço da seleção, que apresentou ao Mundo dois anos depois, nomes como Oliver Kahn, Ballack e Klose. Com o estilo marcador e jogando por apenas uma bola, foi vice-campeão perdendo para o Brasil. Quando tudo parecia bom, que estava melhorando, outro baque: o fiasco da Euro-04 e algo teria que mudar. E mudou.
Dois anos depois, o país foi sede da Copa e o processo de renovação surgiu. A lapidação começou a surgir em 2006, sob o comando de Klinsmann os na época jovens Lahn, Schweinsteiger e Podolski, além dos experientes Ballack, Kahn e Klose conquistaram o 3º lugar no Mundial.
Klinsmann saiu e a renovação continuou com Joachim Löw no banco e o vice-campeonato da Euro 2008, a base era a mesma em relação há dois anos antes e o caminho estava certo para ser um das melhores seleções do Mundo. Na Copa de 2010 fez bonito e se não fosse uma iluminada Espanha o caminho para o tetra seria mais fácil. Novamente o terceiro lugar.
Saiu o futebol truculento, cheio de marcação com esquema 3-5-2, e entrou um time mais solto, com jogadores leves, bom volume de jogo, um futebol vistoso e o esquema 4-2-3-1 variando para o 4-3-3. Sua base é o Bayern de Munique com Neuer, Lahn, Schweinsteiger, Muller e Götze, com reforços vindos do Borussia Dortmund e de outros clubes fora do país como, por exemplo, Özil, que joga no Arsenal.
A Alemanha e seu grupo
Muitos falaram que o Grupo D é o “grupo da morte”, que o B é equilibrado, mas não escutei ninguém dizer que o Grupo G é complicado. Acredito que seja, pois temos uma seleção portuguesa com o melhor jogador do mundo (Cristiano Ronaldo), os Estados Unidos com o seu futebol em evolução e Gana, que fez uma campanha excelente no último mundial.
Arrisco dizer que a primeira posição do grupo seja sua por ser a melhor seleção da atualidade (podem discordar), joga sempre pressionando o adversário, já a outra vaga acredito que seja de Gana, por mais que Portugal esteja na parada.
Para finalizar, três itens fundamentais para ser campeão: o físico, já que fará seus jogos da primeira fase no nordeste e com aquela “lua” às 13h, 16h; o psicológico, pois não ganha nada há 18 anos; e arrumar sua defesa, que antigamente era sua essência e hoje virou uma dor de cabeça.
Sim, são 18 anos de seca e está na hora de voltar a levantar a taça. Auge auf sie und in richtung Tetra! (Olho neles e rumo ao Tetra!).
As três primeiras batalhas da Alemanha na Copa:
Dia 16/06: Alemanha x Portugal, 13h – Arena Fonte Nova, Salvador;
Dia 21/06: Alemanha x Gana, 16h – Arena Castelão, Fortaleza;
Dia 26/06: EUA x Alemanha, 13h – Arena Pernambuco, Recife.
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* Aqui na coluna Copa no Quintal você entra no clima do Mundial no Brasil, com as análises das principais seleções que nos visitarão em 2014.
por Antonio Lemos | comentarista alemão da Copa do Mundo 2014
www.paponaarquibancada.blogspot.com.br
É uma seleção que coloca medo em todo mundo, como eram as suas tropas durante as Grandes Guerras e o Regime Totalitário, por mais condenável que seja comparar o regime do carniceiro Hitler com o futebol. Se antigamente o país vivia de uma ideologia, de que só uma “raça” era superior, hoje a realidade é outra com um ‘General’ e seu exército de 23 atletas em busca de um só objetivo: o tetracampeonato Mundial.
A Alemanha precisou apanhar, e muito, para aprender a ser uma referência de administração, principalmente no futebol (assunto que nos interessa) e fez da Bundesliga um campeonato que mais arrecada público em todas as ligas do mundo, onde as médias de ocupação de alguns estádios superam 99%. Sem falar do próprio campeonato, a exceção das duas últimas temporadas com domínio do Bayern de Munique, é um dos mais equilibrados da Europa.
O presente, o futuro e a carência de títulos
Tricampeã do mundo (1954, 1974 e 1990), último título da Alemanha foi há 18 anos quando venceu a Eurocopa, disputada na Inglaterra, em cima da República Tcheca. De lá pra cá, gerações e mais gerações apareceram e a seleção não faturou mais nada.
A eliminação na primeira fase da Euro de 2000 foi o fundo do poço da seleção, que apresentou ao Mundo dois anos depois, nomes como Oliver Kahn, Ballack e Klose. Com o estilo marcador e jogando por apenas uma bola, foi vice-campeão perdendo para o Brasil. Quando tudo parecia bom, que estava melhorando, outro baque: o fiasco da Euro-04 e algo teria que mudar. E mudou.
Dois anos depois, o país foi sede da Copa e o processo de renovação surgiu. A lapidação começou a surgir em 2006, sob o comando de Klinsmann os na época jovens Lahn, Schweinsteiger e Podolski, além dos experientes Ballack, Kahn e Klose conquistaram o 3º lugar no Mundial.
Klinsmann saiu e a renovação continuou com Joachim Löw no banco e o vice-campeonato da Euro 2008, a base era a mesma em relação há dois anos antes e o caminho estava certo para ser um das melhores seleções do Mundo. Na Copa de 2010 fez bonito e se não fosse uma iluminada Espanha o caminho para o tetra seria mais fácil. Novamente o terceiro lugar.
Saiu o futebol truculento, cheio de marcação com esquema 3-5-2, e entrou um time mais solto, com jogadores leves, bom volume de jogo, um futebol vistoso e o esquema 4-2-3-1 variando para o 4-3-3. Sua base é o Bayern de Munique com Neuer, Lahn, Schweinsteiger, Muller e Götze, com reforços vindos do Borussia Dortmund e de outros clubes fora do país como, por exemplo, Özil, que joga no Arsenal.
A Alemanha e seu grupo
Muitos falaram que o Grupo D é o “grupo da morte”, que o B é equilibrado, mas não escutei ninguém dizer que o Grupo G é complicado. Acredito que seja, pois temos uma seleção portuguesa com o melhor jogador do mundo (Cristiano Ronaldo), os Estados Unidos com o seu futebol em evolução e Gana, que fez uma campanha excelente no último mundial.
Arrisco dizer que a primeira posição do grupo seja sua por ser a melhor seleção da atualidade (podem discordar), joga sempre pressionando o adversário, já a outra vaga acredito que seja de Gana, por mais que Portugal esteja na parada.
Para finalizar, três itens fundamentais para ser campeão: o físico, já que fará seus jogos da primeira fase no nordeste e com aquela “lua” às 13h, 16h; o psicológico, pois não ganha nada há 18 anos; e arrumar sua defesa, que antigamente era sua essência e hoje virou uma dor de cabeça.
Sim, são 18 anos de seca e está na hora de voltar a levantar a taça. Auge auf sie und in richtung Tetra! (Olho neles e rumo ao Tetra!).
As três primeiras batalhas da Alemanha na Copa:
Dia 16/06: Alemanha x Portugal, 13h – Arena Fonte Nova, Salvador;
Dia 21/06: Alemanha x Gana, 16h – Arena Castelão, Fortaleza;
Dia 26/06: EUA x Alemanha, 13h – Arena Pernambuco, Recife.
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* Aqui na coluna Copa no Quintal você entra no clima do Mundial no Brasil, com as análises das principais seleções que nos visitarão em 2014.
por Antonio Lemos | comentarista alemão da Copa do Mundo 2014
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