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quarta-feira, 11 de junho de 2014

Copa no Quintal > Espanha: mostra a tua cara

Vim para afirmar que vai ter copa SIM. Meus amigos, vai ter muita Copa.

Ainda sinto saudades da copa de 2010, onde pra mim, foi uma surpresa a Espanha ter conseguido ser campeã. Surpresa sim, porque em Copa do Mundo tudo pode acontecer e algumas coisas pesam muito nessa competição. Há bastante tempo havia lido que provavelmente não veríamos outros campeões além dos que já haviam conseguido levantar o caneco até 2010, então contrariando qualquer tipo de previsão a Espanha foi lá e mostrou as garras.

Confesso, torci bastante. Não somente por poder presenciar a história sendo escrita ao ver uma seleção ser campeã pela primeira vez, mas também porque alguns dos jogadores que compõe o elenco da Roja são meus ídolos por jogarem no Barcelona.

Ver grandes nomes que sempre admirei como Xavi, Puyol, Piqué entre outros conquistarem o título mais desejado na carreira de muitos jogadores foi emocionante. E claro que não poderia deixar de falar do Iniesta que é realmente um cara iluminado. Fez o gol mais importante da história recente do Barcelona contra o Chelsea em Stamford Bridge e fez o gol mais importante da história do seu país. É muita estrela pra um cara só.

A missão da Espanha em 2014 vai muito além de tentar o bi campeonato. Estranhamente, ainda vejo quem conteste a forma de jogar dos espanhóis. E péssimo ano dos times que representam bem este estilo de jogo na Champions League, como é o Barcelona e o Bayern treinado por Guardiola, colocaram em xeque o tik-tak. A Roja também possui algo a ser conquistado fora dos campos: a simpatia da torcida brasileira, visto que foram bastante hostilizados durante a Copa das Confederações, o que é até normal torcemos contra uma seleção que pode jogar de igual pra igual com a brasileira. Infelizmente não é do nosso costume respeitar grandes seleções como o Brasil é respeitado fora do seu país.

É a copa onde a Espanha mostra que veio pra ficar entre as grandes seleções e que o título conquistado não foi mero acaso ou golpe de sorte do destino. É a vez de fazer parte do pequeno roll das camisas temidas, de peso, de tradição quando puderem ser citadas em conversas de mesa de bar e até mesmo num debate mais sério sobre futebol.

Depois de dois títulos da Eurocopa consecutivos e um mudial definitivamente perderam aquela fama de amarelões e atualmente dominam o topo da elite do futebol mundial. Acredito que a Espanha vai longe na competição e atrapalhar grandes rivais no caminho, como fez com a Alemanha em 2010. Não apostaria no título, mas arriscaria um vice campeonato. O primeiro lugar deve ficar com os anfitriões (infelizmente).

A base da atual campeã sofreu algumas alterações pra essa edição do mundial e a ausência de Puyol que sempre exerceu papel de líder dentro de campo, será uma das mais sentidas.Peças importantes como Llorente, Thiago, Jesus Navas, Negredo e Carvajal também foram baixas importantes no elenco.

A novidade fica por parte da convocação do brasileiro Diego Costa, que fez uma temporada excelente pelo atlético de Madrid, para integrar o ataque. Ele terminou a temporada dando grandes sustos e sofrendo lesões que praticamente o deixaram de fora das finais do Espanhol e da Champions League.

Umas das características mais legais da Espanha é a rivalidade fora da seleção, já que os arquiinimigos Barcelona e real Madrid compõem quase 90% dos jogadores convocados e se estranham sempre nos super clássicos. Del Bosque diz que a relação entre os jogadores dentro da seleção é excelente e que isso não é motivo de preocupação. Será?

Eu não acredito muito nessa afirmação, visto que os ânimos sempre estão exaltados quando se enfrentam e o pior deles é o Sérgio Ramos, que cá entre nós, é age feito um psicótico em campo. Único do lado do real Madrid que parece sereno é o Casillas e tem fama de apaziguador quando o clima esquenta de ambos os lados. Mas, tem aquela coisa: não dá pra acreditar no que um jogador do real Madrid declara pra imprensa, né?

Eu adoro esse clima de copa do mundo e que vença a melhor seleção!!


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* Aqui na coluna Copa no Quintal você entra no clima do Mundial no Brasil, com as análises das principais seleções que nos visitarão em 2014.


por Poly Noé | comentarista espanhola da Copa do Mundo
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domingo, 1 de junho de 2014

Rádio da Redação > Copa do Mundo 2014: Prévia Grupo B



Logo na primeira rodada, reedição da última final da Copa do Mundo. Esse é o Grupo B do Mundial, que tem Espanha e Holanda, mas tem também o Chile e a Austrália, uma das chaves mais complicadas que veremos no Brasil. Reunimos nossos especialistas em Espanha e em Holanda para analisar que avança. Ouça e dê seu palpite.

Apresentação: Ricardo Pilat
Comentários: Fernando Borchio e Poly Noé.

Trilha sonora: Pitbull ft. J-Lo e Claudia Leitte - We Are One; Hino da Holanda; Hino da Espanha; The Gathering - Leaves; Alejandro Sanz - Corazón Partió.
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domingo, 25 de maio de 2014

Rádio da Redação > Real 4 x 1 Atlético: Real Madrid campeão da Champions League 2013/2014



LÁ DÉCIMA! O Real Madrid meteu 4 a 1 no Atlético, com 3 gols na prorrogação, e conquistou o 10º título europeu da história do clube. E com tons dramáticos, já que o empate veio apenas aos 48 do segundo tempo.

Nossa equipe se reuniu para assistir à partida e fazer um pós-jogo especial em mais uma edição da Rádio da Redação. Dê o play lá em cima e confira!

Apresentação: Victor Mesquita
Comentários: Fernando Borchio, Fernando Pilat, Pedro Diniz e Ricardo Pilat.

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quinta-feira, 22 de maio de 2014

Rádio da Redação > Final da Champions League: Real Madrid x Atlético de Madrid



Quem será que leva o título da temporada 2013/2014 da Uefa Champions League? Você tem palpite?

Reunimos nossa equipe para tentar ANTEVER os fatos que envolvem o jogaço entre Real Madrid e Atlético de Madrid, que acontece no sábado (24/06), em Lisboa.

Apresentação: Victor Mesquita
Comentários: Antônio Lemos, Fernando Pilat, Marco Miranda e Thiago Passarelli.

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domingo, 18 de maio de 2014

Gringolaço > A Espanha é colchonera

Foi simplesmente o campeonato mais equilibrado nos últimos dez anos. Sabe quando temos em nossa casa aquele visitante indesejável, que senta no seu sofá preferido, pega a última lata de cerveja na geladeira e ainda dá em cima da sua patroa? Esse ‘visitante indesejável’ pode ser chamado de Atlético de Madrid, campeão espanhol da temporada 2013/14.

Contra tudo e contra todos, os Colchoneros incomodaram a dupla Real-Barça durante as 38 rodadas. Com um futebol no estilo sul-americano, uma defesa sólida, um ataque eficiente e um treinador que jogava junto com o time, brigou cabeça a cabeça pelo título. É verdade que deu umas refugadas, mas contou com os tropeços das duas potências do país e depois de 18 anos, enfim, levantou a taça.

Dia 17 de maio de 2014. Essa data não sairá tão cedo da memória do torcedor atleticano. O duelo contra o Barcelona em pleno Camp Nou era o capítulo final desta história, que há 18 anos teve um final feliz para os novos campeões: 3 a 1 na 37ª rodada (campeonato que tinha 42 rodadas) e um título logo em seguida. Voltando para 2014, o empate era do Atleti, enquanto, para salvar o ano, o Barça precisava vencer ou vencer.

Eram 97 mil catalães cantando em alto e bom som o hino do clube. O clima era de tensão e quanto a bola rolou, parecia que a sorte estava ao lado do time da casa quando Diego Costa e Arda Turan saíram lesionados com menos de 20 minutos de jogo. Os dois viraram dúvidas para a final da Champions League contra o Real Madrid, sábado que vem, em Lisboa.

Sánchez fez 1 a 0, mas Godín empatou no início do segundo tempo, de cabeça, jogada com a qual o Barça sofreu a temporada inteira. Pronto, era só fazer aquilo que sempre fez durante o campeonato: segurar o resultado. O Atlético controlou o jogo, o Barça foi na base do desespero (ah vá!?) e o 10º título já estava selado, registrado, carimbado, avaliado e rotulado diretamente para Madri. Não para o Santiago Bernabéu e sim, para o Vicente Calderón.

Quanto a final de sábado contra o Real Madrid, isso será uma outra história. Em caso de perda do título espanhol, isso certamente afetaria no duelo contra os Merengues, agora como venceram, eles vão para Lisboa com aquela sensação de “quero mais”. Outra coisa: como estarão Diego Costa e Arda Turan? Será que vão se recuperar a tempo? Até acredito que o Real seja favorito, mas estamos em uma temporada onde os sistemas defensivos estão mais eficientes do que os ataques, não duvido nada se a taça da Liga dos Campeões também parar na sala de troféus do Calderón.

Depois de uma temporada ‘atípica’, o técnico Tata Martino não aguentou a pressão e anunciou que não cumprirá o contrato com o Barcelona, que iria até junho de 2015. Aleluia e esperamos que tenhamos um técnico bom para comandar este Barça.

Futebol Inglês > O campeão voltou: Arsenal vira em cima do Hull City e fatura a FACup


Sim, foram nove anos de ‘seca’, de zoações e até provocações de treinadores rivais quanto ao trabalho empregado nos Gunners. Enfim, o Arsenal voltou a ser campeão da FA Cup ao vencer de virada o Hull City por 3 a 2.

A pressão apareceu desde o primeiro minuto em Wembley. Favorito, o Arsenal entrou bastante nervoso em campo e foi surpreendido por um Hull consciente, tocando a bola e indo à frente. Foi assim que Chester e Davies deixaram os Tigres com uma bela vantagem em oito minutos: 2 a 0.

Os Gunners reagiram com Carzola, Koscielny – tempo normal - e Ramsey deu o golpe de misericórdia na prorrogação, acabando com o martírio do Arsenal. Para o Hull, como prêmio de consolação, veio uma vaga para a próxima Liga Europa.

Futebol Alemão > “Apito amigo bávaro” ajuda, Robben decide e Bayern é campeão da Copa da Alemanha


Dezenove minutos do segundo tempo, jogo empatado em 0 a 0: Hummels apareceu em condição legal, cabeceou para o gol, mas Dante tirou a bola, que já havia passado. O juizão não assinalou o tento, pode isso Arnaldo? Esse lance mudou toda a história do duelo válido pela final da Copa da Alemanha entre Bayern de Munique x Borussia Dortmund.

O 2 a 0 conquistado apenas na prorrogação deu ao time de Pep Guardiola o terceiro título ao Bayern na temporada - também havia conquistado o Alemão e o Mundial de Clubes.

Após um empate sem gols nos primeiros 90 minutos, o duelo foi para a prorrogação e o Bayern conseguiu os gols apenas no segundo tempo com Robben e Muller. Assim como na final da Champions League contra o próprio Dortmund, o holandês foi decisivo para os bávaros e participou dos dois tentos. Primeiro, o camisa 10 aproveitou o cruzamento de Boateng e finalizou entre as pernas de Weindefeller. Depois, lançou Pizarro que deixou Muller completamente livre. O meia-atacante só driblou Weidenfeller e sacramentou a vitória.

Após o jogo, Pep Guardiola desabafou, disse que foi a temporada mais difícil da sua carreira como técnico, por mais que tenha conquistado três troféus (Bundesliga, Copa da Alemanha e Mundial). Tá de brincation with my face Pep? Três canecos e fala que o ano foi difícil, imagine se não conquistasse nenhum título, como seria avaliado o seu desempenho...

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* A coluna Gringolaço analisa os principais torneios e acontecimentos do futebol europeu.


por Antonio Lemos
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segunda-feira, 12 de maio de 2014

Gringolaço > Campeonato Inglês: Sem dramas, City é campeão de um campeonato que ninguém queria ganhar

“Blue moon, you saw me standing alone (Lua azul, você me viu na maior solidão)
Without a dream in my heart (Sem um sonho no coração)
Without a love of my own…” (Sem um amor pra ser a minha paixão)


A bela canção criada na década de 1930 e regravada nas vozes de Billie Holliday, Elvis Presley, entre outros, embalou a festa dos torcedores do Manchester City, campeão da temporada 2013/14 da Premier League.

Um campeonato que foi emocionante desde o início, com várias equipes despontando como favoritas ao caneco. Tivemos um Arsenal avassalador até meados de outubro, daí pensamos: “olha, se continuar nessa pegada, o Wenger vai levantar uma taça depois de tanto tempo”. Doce ilusão, torcedor dos Gunners. As goleadas sofridas para concorrentes diretos como Chelsea (6 a 0), Liverpool (5 a 1) e Manchester City (6 a 3), jogaram os Gunners na briga com o Everton pela última vaga na próxima Champions League e o técnico rival, José Mourinho, declarou que Wenger era especialista em fracassos. 

Como disse o grande Paulo Vinicius Coelho (PVC) em um dos seus posts no seu blog “Wenger e seu Arsenal seguem a sina das últimas temporadas. Líderes em outubro, quartos colocados em maio.”  Adivinha qual foi a colocação final da equipe londrina?

Com o Arsenal longe da briga, Chelsea, Manchester City e Liverpool tomaram a dianteira. Os comandados de Mourinho até tinham uma pinta de campeão, mas os tropeços contra times medianos fizeram o portuga especialista em retrancas jogar a toalha e acompanhar City e Reds se matarem pra ver se ainda poderia beliscar o troféu.

O Chelsea lutou até a penúltima rodada por um milagre, não conseguiu e quem estava com a faca e o queijo na mão era o Liverpool. O clamor era grande. A causa foi abraçada. Todo mundo empurrando os Reds para quebrar um tabu de 24 anos sem conquistar o Campeonato Inglês. O time jogava bem, encantava os torcedores pelo jogo veloz e os gols de Suárez, mas nas rodadas finais os comandados de Brendon Rodgers deram uma de ‘Baloubet du Rouet’ e refugaram. Resultado: derrota para o Chelsea por 2 a 0 em casa e um empate inacreditável para o modesto Crystal Palace por 3 a 3, sendo que, os Reds haviam aberto 3 a 0 e levaram o empate em 10 minutos.

Pronto, só restava um time para conquistar aquele campeonato que ninguém queria ganhar (lembra muito bem o Brasileirão 2009, triste lembrança para alviverdes): Manchester City. O time comandado por Manuel Pellegrini também jogava pra frente e o seu ataque era avassalador. Terminou o campeonato com 102 gols, ficou a um tento de igualar o Chelsea de 2009/10 (103). Com algumas partidas atrasadas por conta do mau tempo ou do apertado calendário, os Citizens sempre apareciam entre os primeiros no quesito ‘pontos perdidos’ e com o tropeço do Liverpool na penúltima rodada, o lado azul de Manchester ficou com a faca e o queijo na mão para levantar o segundo título inglês em três anos. E assim o fez, vencendo ontem o West Ham por 2 a 0.

Daí você me pergunta: e o Manchester United? Recebemos informações de que o tradicional clube inglês, para o qual torce o nosso editor-chefe e ‘dono da bagaça’, depois de nove meses desaparecido, foi encontrado na sétima posição do campeonato e pela primeira vez depois 24 anos, o clube inglês não irá disputar nenhuma competição europeia. Terá que se reconstruir para voltar mais forte.

Campeonato Espanhol > Tchau, Real Madrid! Temos uma ‘final’!


É redundante dizer que o Campeonato Espanhol é o mais emocionante dos últimos anos. Podemos ter na próxima semana uma quebra de tabu que dura 18 anos e um campeão diferente depois de uma década sem ser Barcelona e Real Madrid. Achou confuso? Tá bom, irei explicar.

O último título do Atlético de Madrid foi na temporada 1995/96. Depois de anos sendo o primo pobre da cidade, os Colchoneros acordaram e resolveram fazer bagunça no campeonato assumindo a liderança e deixando a dupla Barça-Real para trás. Depois do título colchonero, mais duas equipes “diferentes” conquistaram o ‘Espanholzão’: La Coruña (1999-00) e Valencia (2001-02 e 2003-04). Depois disso, você sabe o final da história.

O Real Madrid tinha a chance de brigar até a última rodada pelo título e sonhar com a Tríplice Coroa, mas perdeu para o Celta de Vigo por 2 a 0, dando adeus à disputa. A briga então ficará para última rodada quando Barcelona e Atlético de Madrid se enfrentarão no Camp Nou. Neste domingo, os postulantes ao caneco empataram. O Barça ficou no 0 a 0 com o Elche, enquanto o Atlético levou sufoco do Málaga, em casa, e conseguiu arrancar o 1 a 1.

A situação é a seguinte: o Atlético precisa de uma vitória ou um empate para ser campeão. Já o Barça é vencer ou vencer para salvar a temporada.

Sábado, às 13h, no Camp Nou, saberemos o desfecho desta história.

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segunda-feira, 5 de maio de 2014

Gringolaço > Napoli campeão da Copa; Juve tricampeã da Série A

A final da Copa da Itália ficará marcada por cenas lamentáveis do lado de fora do Estádio Olímpico de Roma entre torcedores. A briga na tarde deste sábado deixou quatro pessoas baleadas e quase cancelou a partida, que começou com 45 minutos de atraso. O lado positivo, é claro, aconteceu com a bola rolando. Em um jogo muito disputado e com belos gols, O Napoli acabaram vencendo a Fiorentina por 3 a 1 e levaram pela quinta vez a taça para casa.

Os gols do Napoli foram marcados por Insigne (duas vezes) e Mertens, enquanto Vargas descontou para a Fiorentina.

Já no Campeonato Italiano, a Juventus é tricampeã sem precisar ter entrado em campo. Quem deu uma ajudinha para abrir aquela garrafa de vinho e sair comemorando foi a Roma, que perdeu para o Catania por 4 a 1. Resultado meio sem graça, pois na próxima rodada poderíamos ter um jogaço entre Roma x Juventus, mas por outro lado, o título bianconero é pra lá de merecido.

Futebol Italiano (parte 2) > A esperança é rossonera

Zoado, achincalhado, aloprado pelos rivais, aos poucos o Milan vem acordando no Campeonato Italiano. Pena que o despertar o gigante seja tardio. Na luta por uma vaga na Liga Europa, o rossonero fez o “Derby della Madonnina” contra a Internazionale e saiu do San Siro com um resultado importantíssimo e uma esperança para ficar com o prêmio de consolação.

Os nerozurris tinham a chance de sepultar o rival, mas viram o Milan ser superior durante os 90 minutos. Mesmo com dificuldades, Balotelli e Kaká tentaram, mas pararam nas intervenções do goleiro Handanovic e do zagueiro Samuel.

Assim como na etapa inicial, a final teve uma melhor apresentação do Milan, que marcava bem e não dava espaços para o rival. Aos 20, o time conseguiu abrir o placar. Balotelli cobrou falta pela direita, e o baixinho De Jong subiu sozinho para marcar seu primeiro gol na temporada. Mesmo em desvantagem, a Inter não teve força para reagir.

O panorama é o seguinte: a Fiorentina tem 61 pontos e enfrenta na terça-feira (06) o Sassuolo. Caso vença, a Viola abriria sete pontos em relação a Internazionale (57), faltando duas rodadas para o final e garantiria a vaga pelo menos na Liga Europa. A outra vaga fica por conta da própria Inter, Torino (55), Parma (54) e Milan (54).

A Inter enfrentará a Lazio (casa) e o Chievo (fora) – o time de Verona está ameaçado pelo rebaixamento. Já o Torino tem o confronto direto em casa contra o Parma e encerra a sua participação contra, a Fiorentina. Além do time de Turim, o Parma ainda terá pela frente o rebaixado (ou não) Livorno. Quem pode ser beneficiado com toda essa “salada” é o próprio Milan, pois joga contra a Atalanta (fora), que não luta por nada e encerra sua participação contra o Sassuolo (até lá pode ter caído). Ou seja, ‘la speranza è rossonera’.

Futebol espanhol > Haja emoção!


O torcedor catalão estava meio cabisbaixo após o tropeço do time contra o Getafe por 2 a 2. O resultado sepultaria todas as chances de conquista de pelo menos uma taça, mas os Deuses do Futebol pregou umas pecinhas neste final de semana e os postulantes ao caneco tropeçaram.

A zebra da rodada ficou por conta da derrota do Atlético de Madrid para o Levante por 2 a 0. Sim, derrota para o Levante e quebra de uma sequência de nove vitórias na Liga Espanhola.

Os colchoneros, com 88 pontos, continuam dependendo de si para conquistar o título, mas terá que secar o seu rival da capital, Real Madrid, que empatou por 2 a 2 contra o Valencia e chegou aos 83 e tem um jogo a menos contra o Valladolid, ou seja, na teoria é o vice-líder. No meio dos dois está o Barça com 85.

Lembrem-se terráqueos, na última rodada teremos Barcelona x Atlético de Madrid. Como ficará o campeonato até lá? Será que o Barcelona será o fiel da balança e não permitir o título do Real? Acredito que na próxima rodada, algumas perguntas serão respondidas.

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quarta-feira, 30 de abril de 2014

Gringolaço > Chelsea 1 x 3 Atletico de Madrid: Final espanhola em terra portuguesa, com certeza

Primeiro foi o cambaleante Milan. E venceu. Depois, o todo poderoso Barcelona. Novo triunfo. Em seguida veio o Chelsea e toda a retranca de Mourinho. E não é que eles venceram novamente, e com autoridade?

A última final do Atlético de Madrid em Liga dos Campeões foi há 40 anos. Foram quatro décadas de seca, de alguns títulos nacionais, de vexames como a queda para à segunda divisão, e virou o “primo pobre” da cidade ao ver o Real Madrid ganhar tudo o que podia enquanto apenas figuravam no ‘Espanholzão’.

É, torcedor colchonero, seu conto de fadas pelo jeito não terá fim. Além da cobiçada orelhuda, ainda faltam duas vitórias para quebrar outro tabu: 18 anos sem ganhar o Campeonato Espanhol.

Quem apostou no Atlético, realmente deve ter saído com o bolso cheio. Acho que ninguém esperava que a equipe pudesse jogar com tanta frieza em LOndres. Prova disso foi o quase gol de Koke logo no início após tentativa de cruzamento e a bola bateu no travessão. Literalmente colocou o time do Mourinho no bolso. Por falar no portuga, acho que ele não foi à paróquia mais próxima do Stamford Bridge pedir a interseção da ‘Nossa Senhora da Retranca’. Simplesmente ele inventou na escalação, quis colocar uma formação mais ofensiva e deu com os burros n’água.

Pelo menos uma coisa aconteceu em relação a partida de ida: tivemos jogo. Com as duas equipes não cedendo espaços, a individualidade foi a tônica do duelo. Foi o que Willian fez aos 35 minutos do primeiro tempo. Lançado pela direita, o brasileiro passou por dois marcadores e foi derrubado. Azpilicueta aproveitou a sobra e cruzou rasteiro para Fernando Torres finalizar. A bola ainda desviou em Suárez e enganou Courtois antes de entrar. Revelado pelo Atlético, Torres não comemorou: abaixou a cabeça em respeito e deixou a festa para a torcida.

Naquele momento era o Chelsea classificado e teríamos o reencontro de Mourinho contra o Real Madrid. Não teríamos prorrogação e os espanhóis jogavam por uma bola. Por um gol. E saiu. Aos 43, após lançamento de Tiago na área, Juanfran escorou para o meio, a zaga do Chelsea não cortou, e Adrián mandou para as redes.

Na segunda etapa, o Atlético dominou o “São Caetano de Londres”. Lembra aquela cena do clássico “Tropa de Elite” quando o Capitão Nascimento chega para um dos seus aspiras e fala que ele é ‘moleque’? Então, 14 minutos de jogo, salseiro na área do Chelsea e Eto’o derrubou de forma infantil Diego Costa. Detalhe: ele havia acabado de entrar. O hispano-brasileiro cobrou forte, no alto e virou o jogo para o Atlético.

O ótimo Courtois realizou um milagre ao defender uma bola no susto após cruzamento de Willian e conclusão de David Luiz, mas Arda Turan (foto acima) deu o golpe fatal para a classificação colchonera depois de 40 anos.

Venho aqui usar este espaço para pedir minhas escusas, pois nas últimas postagens e nas gravações da Rádio da Redação tinha subestimado o Atlético de Madrid e o próprio Real Madrid. Havia falado que o Barça passaria, mas foi eliminado, que a final seria o encontro entre o Mourinho (Chelsea) vs Guardiola (Bayern), e outra vez quebrei a cara. Sabe o que isso me lembra? Aquele cantor de uma das grandes bandas de rock de todos os tempos e que secou todas as seleções que torceu na última Copa do Mundo: “Start me Up”.

Deixando as piadas de lado, será uma invasão espanhola em terras portuguesas, com certeza. Um baita duelo entre o melhor ataque (Real Madrid) vs a melhor defesa (Atlético de Madrid) e voltarei a usar aquele velho clichê do futebol americano: ataque ganha jogo e defesa ganha campeonato. Não ficarei surpreso se o ‘primo pobre’ da cidade consiga levantar a orelhuda.

Saberemos o desfecho dessa história apenas no dia 24 de maio.

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terça-feira, 29 de abril de 2014

Gringolaço > Bayern de Munique 0 x 4 Real Madrid: Alguém anotou a placa?

Recebemos uma denúncia de um atropelamento na Alianz Arena. Me dê imagens! É uma catástrofe do tamanho da Alemanha provocado por um veículo espanhol pilotado por um português causando mais de 67 mil vítimas. Corta pra 1! Corta pra 2! Corta pra 3! Corta pra 4!

É galera do Redação, parece chamadinha daqueles programas policiais dos finais de tarde, mas foi pura verdade, o Bayern de Munique foi impiedosamente atropelado pelo Real Madrid por 4 a 0.

Na última edição da Rádio da Redação, a maioria dos comentaristas apostou em uma classificação alemã (inclusive eu). A maioria acreditava em uma partida nervosa, equilibrada e que o fator casa poderia fazer a diferença. Mas uma coisa este ser que vos escreve frisou e aconteceu: se o Bayern tomasse um gol nos primeiros 15 minutos, a vaca iria pro brejo. Não estou aqui para me vangloriar e muito menos para ter os meus 15 minutos de fama como vidente, só que o gol de Sergio Ramos desestabilizou o time alemão de uma forma que nós, meros mortais, não estávamos acostumados a assistir.

A torcida do Bayern fez a sua parte gritando e apoiando o time nos minutos iniciais, só que a equipe não fez por onde dentro de campo. Pep Guardiola não conseguiu fazer os ajustes necessários para tornar seu time mais agressivo e, para piorar, o mesmo erro da partida de ida aconteceu: a falta de agressividade.

No lado merengue, para quem apostava que Ancelotti pudesse deixar o time mais atrás, se enganou. Na verdade, nem Guardiola esperava um Real tão ofensivo e tão objetivo como foi. O Real Madrid marcou só no ataque, e na defesa e deu todo espaço do mundo ao meio do Bayern. Dali, não saiu nada, porque o time pouco chuta de fora da área, e assim ficou mais fácil ao Madrid reduzir os espaços mais perto do gol.

Sergio Ramos marcou duas vezes. Pasmem leitores: um lateral medíocre e estabanado se transformou em um bom zagueiro. Primeiro Modric cobrou escanteio na cabeça do espanhol, que saltou sozinho, sem chances para Neuer. Depois, Di Maria cobrou falta pela direita e lá estava ele outra vez para escorar de cabeça. Nisso eram 19 minutos e não foi um balde de água fria e sim, uma caixa d’água do tamanho da Alianz Arena de água bem gelada.

Cadê o Bayern? Alguém avisou os caras que tinha jogo? Era a falta de objetividade de um lado e os contra-ataques do Real Madrid do outro. E eis que CR7 deixou a sua marca. De Benzema para Bale e do galês para o Gajo: 15º tento do melhor do mundo na UCL e tornando-se o maior artilheiro em uma só edição da competição.

Oh! E agora, quem poderá ajudar o Bayern? Com 3 a 0 no lombo, os atuais campeões precisariam fazer 5 para avançar (e não 6, Galvão), era uma missão impossível. No segundo tempo até melhorou um pouquinho, mas não era nem 1% daquele Bayern que goleou o Barça no ano passado.

Antes das cortinas se fecharem, a torcida alemã começou a ir embora e não viu Cristiano Ronaldo chegar ao seu 16º gol na liga. Um gol de gênio, de quem sabe, à la Ronaldinho: uma cobrança de falta por baixo da barreira. Fecha a conta, passa a régua e carimba o passaporte para a final.

Depois de tanto apanhar do Barcelona, de Pep Guardiola e do tiki-taka, enfim o Real aprendeu a jogar e vencer com autoridade. Não teremos uma quebra de tabu, pois desde a temporada 1989/90 não temos um bicampeão europeu e o Bayern de Munique não foi nem 1% daquele Bayern que assombrou o mundo quando meteu os mesmos 4 a 0 no Barcelona no ano passado (7 a 0 no agregado). Será o fim do “Império Tiki-taka”? Teremos "La Décima" conquista do Real ou teremos alguma surpresa? Depois de uma classificação dessas e como ela foi conquistada, tenho que dar o braço a torcer de que os merengues são os grandes favoritos ao título.

*Se você souber a placa do veículo espanhol que cometeu o atropelamento em massa na Alemanha, favor denunciar aqui no Redação do Esporte.

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por Antonio Lemos
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segunda-feira, 28 de abril de 2014

Rádio da Redação > Champions League 2013/2014 - Semifinais: jogos de volta



Os jogos de volta das semifinais da Champions League prometem!  E reunimos mais uma vez nossa equipe pra comentar a expectativa da rodada. Apresentação de Victor Mesquita, comentários de Antônio Lemos, Marco Miranda e Ricardo Pilat.

Terça-feira: 29/04
Bayern de Munique x Real Madrid (ida: 0-1)

Quarta-feira: 30/04
Chelsea x Atlético de Madrid (ida: 0-0)
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domingo, 27 de abril de 2014

Gringolaço > Ainda não, pessoal

Liverpool, Juventus e PSG. Três líderes isolados dos seus respectivos campeonatos e todos com algo em comum: dependendo de si para ser campeão no último final de semana. Doce ilusão. A cerveja, o vinho e o champagne deverão ser guardados para a próxima rodada, ou no caso da Terra da Rainha, essa definição pode sair apenas na última rodada.

Por falar no futebol inglês, Liverpool x Chelsea se enfrentaram em Anfield e uma vitória dos Reds sepultaria as chances dos Blues em chegar ao título, deixando o time vermelho mais próximo da quebra do tabu que dura 24 anos. Mas, não foi o que se viu.

A derrota por 2 a 0 embolou ainda mais a briga pelo caneco deixando o Liverpool com 80 pontos, o Chelsea com 78 – ambos com 36 jogos – e o Manchester City, com um jogo a menos, com 77 pontos, graças a vitória fora de casa contra o Crystal Palace também por 2 a 0.

A pressão por essa quebra de tabu é tão grande que, na véspera do duelo, o atacante Luis Suárez e o zagueiro Skrtel se desentenderam no último treinamento. Talvez os Reds tenham perdido o jogo ali, na discussão entre dois dos principais atletas do elenco. Os gols foram marcados por Demba Ba, graças a falha de Gerrard no final do primeiro tempo, e nos acréscimos Willian decretou a sobrevida azul rumo ao título.

Antes da penúltima rodada, o Chelsea recebe o Atlético de Madrid pela Liga dos Campeões da Europa nesta quarta-feira. Já no final de semana enfrenta o Norwich, enquanto o Liverpool terá pela frente o Crystal Palace.

Saindo da Inglaterra e atravessando o Canal da Mancha, chegamos à França e o seu campeonato está naquele match point pró PSG. No sábado, o Mônaco havia vencido o Ajaccio por 2 a 1, mas precisava de um milagre para que o time da capital não se sagrasse campeão. E veio graças ao empate por 1 a 1 contra o Sochaux.

Com o resultado, o PSG chegou aos 83 pontos, oito a mais que o Mônaco (75) faltando três rodadas para o final e o título poderá vir na próxima rodada, quando Ibrahimovic e cia receberão o Rennes, no dia 7 de maio. O champagne será estourado na Cidade Luz caso vença, enquanto o Mônaco precisará de mais um milagre.

Na Itália, o título da Juventus é questão de tempo e o adiamento veio na sexta-feira. Com a vitória da Roma sobre o Milan por 2 a 0, com direito ao “dia de fúria” de Balotelli, a Velha Senhora, que entrará em campo nesta segunda (28) contra o Sassuolo, terá que comemorar o tricampeonato apenas na semana que vem, quando receberá a Atalanta, independentemente do resultado.

A Juve lidera com 90 pontos, cinco a mais que a Roma e caso vença seu compromisso contra o Sassuolo chegaria aos 93, mantendo os oito pontos, faltando três rodadas para o final.

Futebol Espanhol > Barça arranca virada em homenagem a Tito Vilanova


Na última sexta-feira (25), o futebol ficou de luto com a morte do ex-treinador do Barcelona Tito Vilanova, vítima de câncer na glândula parótida. Foi uma rodada repleta de homenagens e o time catalão conseguiu uma virada improvável contra o Villarreal por 3 a 2.

Abalados, os jogadores do Barça não contiveram as lágrimas, principalmente o volante Busquets, que foi flagrado pelas câmeras. Durante o jogo, a equipe não era nem 1% daquele Barcelona de antigamente e o Submarino Amarelo chegou abrir 2 a 0 com gols de Cani e Trigueros.

Em dois cruzamentos de Daniel Alves, a zaga do Villarreal jogou contra seu patrimônio e deixou tudo igual. Primeiro, aos 20 minutos, com Gabriel Paulista, que tentou cortar em carrinho e ‘matou' Asenjo. Depois, aos 33, com Musacchio, que, mesmo sozinho na área, acabou cabeceando para o gol. Messi ainda deixou o seu e deu esperança aos catalães faltando duas rodadas para o final.

Já a dupla de Madri, envolvida nas semifinais da Champions League, também fez o seu dever. O líder Atlético de Madrid derrotou o Valencia, em pleno Mestalla por 1 a 0 e engatou a nona vitória seguida no “Espanholzão”. Terceiro colocado e com um jogo a menos, o Real Madrid não teve dó do Osasuna e fez 4 a 0, com direito a dois golaços de Cristiano Ronaldo.

Próximos jogos dos postulantes ao título espanhol:

Levante x Atlético de Madrid – Ciutat de València
Barcelona x Getafe – Camp Nou
Real Madrid x Valencia – Santiago Bernabéu

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quarta-feira, 23 de abril de 2014

Gringolaço > Real Madrid 1 x 0 Bayern de Munique: Posse de bola não ganha jogo

Se o seu time gosta de tocar a bola de um lado para o outro, costuma ter uma posse de mais 70% por partida, não gosta de arriscar de longe e só fica cruzando mais do que cachorro no cio. Cuidado, talvez esteja sofrendo de uma doença chamada “Barcelonite Aguda”.

Deixando a brincadeira de lado, eu até gosto do futebol bem jogado, com toques rápidos e precisos, as duas equipes com propostas de atacar, o tal do tiki-taka é legal de assistir, mas serei obrigado a recitar duas frases mais manjadas e repetidas do que a exibição de “A Lagoa Azul” na Sessão da Tarde (graças a Deus que não teve hoje). A primeira: posse de bola não ganha jogo. A segunda: se não chutar, não faz gol. Simples assim, e o Bayern de Munique deu uma de Barcelona na quarta-feira passada e praticamente não assustou a meta de Casillas durante os primeiros 90 minutos de um duelo de 14 títulos europeus.

O Bayern começou bem ao seu estilo Guardiola de ser: uma posse de bola acima dos 70%, aquele tiki-taka com sotaque alemão e nada de chance concreta. Só que o treinador não tinha ideia da arapuca que Ancelotti havia preparado e na base do contragolpe, e da eficiência, abriu o placar aos 18 minutos: Cristiano Ronaldo deu um passe para Coentrão pela esquerda. O lateral cruzou rasteiro e Benzema apareceu em velocidade para empurrar no fundo da rede de Neuer.

Isso Ancelotti sabe fazer, não foi à toa que fez sucesso no Milan e conquistou os títulos mais importantes com uma defesa sólida, uma outra linha de quatro jogadores no meio (estilo futebol inglês) e na base do contra-ataque fazia o resultado.

No Bayern, Ribéry não conseguiu fazer nada contra a defesa muito bem fechada do Real Madrid. Quem buscou mais o jogo foi Robben. O holandês ganhou a maioria dos duelos com Coentrão pela ponta, mas acabou se perdendo em sua própria confiança e muitas vezes foi fominha. Já o Real poderia até matar o confronto ainda no primeiro tempo com duas excelentes chances perdidas por Cristiano Ronaldo e Dí Maria, porém ambos mandaram a pelota por cima da meta de Neuer.

A segunda etapa teve o mesmo panorama do primeiro. O Bayern precisava sair para empatar, só que não conseguia criar. Guardiola bem que tentou mexer na equipe e implantar a sua filosofia, mas não surtiu efeito e nem na base da “empurrança” conseguia empatar. Acredito que se o árbitro desse mais 30 minutos de acréscimo não haveria alteração no placar, pois se de um lado teve muito ‘nhém- nhém- nhém’ na área e sem objetividade (Bayern), do outro, tivemos uma equipe que não estava nem aí para o segundo tempo e só queria que o jogo terminasse logo (Real).

Uma coisa que me deixou intrigado: a teimosia do time bávaro em cruzar bolas na área. Tudo bem que eles têm o Mandzukic, é alto, “trombador”, mas tentar 999.999.999...cruzamentos – e todos errados (segundo o Instituto de Pesquisas DataLemos) e não aproveitar a qualidade em jogar pelas trincheiras, realmente pediu para perder. É uma coisa que eu vejo, por exemplo, no futebol americano, se um time não consegue jogar pelo alto, a saída é por baixo. Isso poderia acontecer nesse jogo. Oras, se o Bayern tentou pelo alto e não obteve sucesso, por que não tentou por baixo?

E nisso, eu tiro outra vez o chapéu para o Ancelotti que treinou, e muito, essa jogada. O Bayern do Guardiola, assim como do seu antecessor, além do toque de bola, tem a jogada aérea como ponto forte e foi completamente neutralizada.

Fim dos primeiros 90 minutos e 1 a 0 para o Real Madrid. Para o jogo de volta, os dois treinadores terão seus pupilos à disposição. O Bayern joga em casa, terá que sair para o jogo, precisará tirar essa diferença e acima de tudo: não levar gols. E gol fora de casa, numa fase dessas, faz toda a diferença.

Reveja esse conceito, Guardiola, no jogo de ida foi 68% de posse de bola, raríssimas chances de gol e cruzamentos errados que consagraram a zaga merengue. É bonito, é moderno, mas não ganha jogo e muito menos campeonato. Ou reverte o resultado ou o “Império Bávaro” vai começar a entrar em xeque.
Para quem sofre de ‘Barcelonite Aguda’, leia este aviso e previna-se: “A persistirem os sintomas seu time será eliminado”.

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terça-feira, 22 de abril de 2014

Gringolaço > Atlético de Madrid 0 x 0 Chelsea: É Champions League ou Libertadores?

Correria, lesões, discussões e muita catimba. Você leitor do Redação não leu errado. Teve muita catimba nos primeiros 90 minutos do confronto entre Atlético de Madrid 0 x 0 Chelsea. O empate sem gols na teoria foi bom para o time inglês, mas na prática pode ser uma fria, mas isso falarei ao final do post.

Segundo o nosso colega de Redação Helder Rivas, o Atlético de Madrid está jogando um futebol semelhante ao Corinthians de 2012 quando ganhou a Libertadores. Vou mais além: os Colchoneros jogam um futebol similar a qualquer time argentino nos tempos áureos da década de 1990, quando era duro bater o Boca Juniors em La Bombonera, o River no Monumental de Nuñez, o Racing e o Independiente em Avellaneda, enfim, semelhanças à parte, o treinador é hermano e sabe conduzir uma competição dessas.

Outro fator que me impressionou foi a festa que a torcida colchonera fez durante os 90 minutos. Eram 50 mil torcedores gritando, cantando sem parar, como se uma parte de Buenos Aires estivesse na capital espanhola. Com todo o trocadilho ao nome do estádio, foi um verdadeiro ‘calderón’. Simplesmente espetacular, pena que não saiu gol.

No outro lado, o Chelsea sob comando de Mourinho também tem um estilo similar ao futebol tupiniquim e sul-americano. É claro que por onde o portuga passa leva seu estilo de jogo e recorre sempre à “Nossa Senhora da Retranca”, mas é inegável dizer que ele sabe armar, e bem, essa arapuca. Quando o Atlético tentava impor uma pressão, lá vinha a defesa dos Blues colocar a bola no chão e esfriar a partida. Foi assim durante o jogo inteiro.

O duelo tático dos treinadores começou antes mesmo de a bola rolar, com mudanças nas formações tradicionais das duas equipes. No Atlético, Diego Simeone colocou o brasileiro Diego Ribas como titular em lugar de David Villa, com a intenção de poder jogar mais entre as linhas do rival.

No Chelsea, José Mourinho mudou ainda mais; porém, por um motivo defensivo: o português escalou quatro volantes - além do improvisado David Luiz, escalou Mikel, Lampard e Ramires. A ideia era proteger a defesa para sair em contra-ataque. Willian era o jogador de ligação, com Oscar na reserva.

Outro ponto nesse duelo europeu com cara de Libertadores, foi o reencontro de Fernando Torres contra o Atlético de Madrid, clube no qual foi revelado para o mundo do futebol. E se em Stamford Bridge Didier Drogba, atacante do Galatasaray, foi ovacionado e homenageado pela diretoria e torcedores do Chelsea, a mesma coisa aconteceu com “El Niño” quando pisou no gramado do Vicente Calderón: foi aplaudido, cumprimentou funcionários do clube e torcedores, e ao contrário do marfinense, não ficou desestabilizado e muito menos conseguiu desequilibrar a favor dos ingleses, o camisa 9 dos Blues mal tocou na bola, não pela sua capacidade técnica e sim pela falta de oportunidades de gols.

Quem também vivia a expectativa de jogar era o goleiro do Atlético, Courtois, cujo  passe pertence ao Chelsea e está emprestado ao time espanhol. Muito foi falado se estaria em campo nos dois jogos por conta de uma cláusula contratual, mas a Uefa interviu e para o bem do futebol, e principalmente dos colchoneros, o belga esteve embaixo das traves.

Pois bem, fiz uma apresentação, para muitos devo ter enchido linguiça, mas jogo que é bom mesmo não teve. Foram duas equipes que marcaram forte, criaram poucas chances de gols e jogo terminou empatado, conforme havia falado no Rádio da Redação, só não sabia que seria sem gols.

Ok, Antonio Lemos, para o jogo da volta, o empate sem gols foi bom para o Chelsea ou Atlético de Madrid? Eu responderia para o Atlético. Na teoria foi bom para os Blues segurarem os Colchoneros, mas para o jogo da volta, quarta-feira que vem, em Londres, “The Special One” terá no mínimo quatro problemas.

E porque quatro desfalques? Pois dois estão fora por suspensão: Lampard e Mikel; e outros dois provavelmente não jogarão por lesão: Cech e Terry (cuidado companheiros de time com as suas esposas, pois o homem tá solto); ou seja, nessa brincadeira é quase meio time para Mou montar esse quebra-cabeça em uma semana. Já para o Atlético foi até bom empatar e não levar gols, pois qualquer empate em Londres dá a classificação para à final depois de 40 anos. Não terá o capitão Gabi, que levou o terceiro cartão, mas sua base com Arda Turan, Raúl García, Koke e Diego Costa está mantida. É um duelo que ainda está em aberto e sem palpite para apontar o favorito desse jogo de times europeus com cara de Libertadores.

Obs: só para falar que não teve futebol, o melhor em campo (digo, a melhor em campo) não foi nenhum dos 22 atletas e muito menos o treinador, e sim, a médica do Chelsea, Eva Carneiro. Ela apareceu mais do que Diego Costa, Fernando Torres, etc...  a cada entrada dela no gramado era um delírio e um colírio para nós telespectadores – pô, assim não dá para trabalhar. Tirem as suas conclusões, “Terráqueos”.

Obs2: Sei que o assunto é Champions, mas não pude evitar em falar que o nosso Editor-chefe da “bagaça” Ricardo Pilat está soltando fogos até agora por causa da demissão do melhor técnico da história do Manchester United, David Moyes. Na Casa Verde já é réveillon em pleno mês de abril. Quem vai encarar essa bucha agora?

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Gringolaço > Ainda há esperança pelo título espanhol

Sabe quando somos desafiados e fazemos de tudo para provar que somos capazes de fazer aquilo? Na vida acontece direto conosco e sempre somos colocados à prova das coisas mais inusitadas, ora para provar a nossa capacidade de concluir tal feito, ora para testar a nossa masculinidade, enfim, dezenas, centenas e milhares de casos somos colocados à prova e quando conseguimos, quando aquela adrenalina fica baixa, percebemos que somos capazes de lutar contra tudo e contra todos.

No futebol não é diferente e nos últimos 10 dias o Barcelona foi do céu ao inferno num piscar de olhos. Muitos questionamentos: Acabou aquele Barça? O que está acontecendo? Sai Martino? Continua Martino? Enfim, as eliminações na Champions League, a derrota para o Granada pelo Espanhol e a perda da Copa do Rei diante do maior rival, Real Madrid, eram sinal que uma nuvem grande e carregada estava sob o Camp Nou.

Contra o Athletic de Bilbao, quarto colocado no Espanholzão, o Barça tinha que provar, em casa, que era aquele time que encanta seus torcedores de 2005 pra cá. Para muitos era clima de fim de festa, mas para Tata Martino e seus jogadores, onde houver esperança, o time irá lutar até a última rodada, quando terá um confronto direto e em casa contra o Atlético de Madrid.

Os minutos iniciais foram de massacre com Pedro, Iniesta, Messi e Sánchez sendo parados por Iraizoz. O time basco por sua vez respondeu à altura com Aduriz: uma linda bicicleta que parou no travessão. O lance arrancou aplausos da torcida catalã.

Mas o atacante de Bilbao não se intimidou e marcou aos 4 minutos do segundo tempo, aproveitando a falha de Bartra. É pessoal, parecia que o Barcelona havia perdido o encanto e a corda no pescoço de Martino começa a ficar apertada.

Só que depois disso só deu Barça, naquele jeito: na base da “empurrança”. Aos 26, Sánchez cruzou e Pedro deixou tudo igual. Três minutos depois, Messi cobrou falta e marcou o segundo. Foi aquele típico gol ‘cala a boca’ e o time catalão avisa: “ainda não desistimos”. Ainda há esperança, por mais que sejam mínimas, de um título nacional para salvar a temporada, pois parodiando o personagem Professor Raimundo, do saudoso Chico Anysio, “e a paciência ó”. São 4 pontos de diferença para o Atlético de Madrid.

Futebol Francês > Antes da definição do ‘Francesão’, PSG conquista Copa da Liga


Uma das esperanças de gols do Uruguai na Copa do Mundo, Cavani foi o ‘cara’ na conquista do PSG da Copa da Liga Francesa contra o Lyon, no Stade de France, em Paris.

Cavani marcou os dois gols na vitória por 2 a 1. Alexandre Lacazette anotou para o time derrotado. O título é o quarto na história do clube da capital - havia vencido em 1995, 1998 e 2008 - que passou a ser o maior ganhador do torneio. Strasbourg, Bordeaux e Olympique de Marselha somam três taças cada. Já o Lyon, venceu apenas em 2001.

Agora, o Paris Saint-Germain já foca a conquista de outra taça, a do Campeonato Francês. Com a vitória do Monaco diante do Nice, o time parisiense tem sete pontos de vantagem em relação ao vice-líder (79 a 72) e mesmo vencendo o Evian, na quarta-feira, não poderá comemorar o título, já que manteria os dez pontos de vantagem faltando 12 por disputar, ou seja, comemoração mesmo regada a champagne somente no final de semana, fora de casa contra o Sochaux.

Futebol Inglês > United perde mais uma e Liverpool pode ser campeão na próxima rodada

Em mais um reencontro de David Moyes com o Everton, a equipe de Liverpool levou a melhor novamente sobre o Manchester United. Depois de vencer no primeiro turno, os Toffees superaram os Red Devils por 2 a 0 neste domingo, com gols de Baines, de pênalti, e Mirallas. O resultado levou o Everton a 69 pontos, ainda na briga direta com o Arsenal pela Champions League, enquanto o United segue na sétima colocação, com 57 pontos.

Já o Liverpool sofreu para vencer o Norwich por 3 a 2 e com a derrota do Chelsea, sábado contra o Sunderland, abriu cinco pontos, faltando três rodadas para o final. Sterling (duas vezes) e Suárez marcaram para o líder do campeonato, enquanto Hooper e Snodgrass descontaram para os donos da casa.

Na próxima rodada teremos nada mais, nada menos que Liverpool x Chelsea: um confronto cheio de histórias nos últimos dez anos e quem sabe o tabu dos Reds de 24 anos sem ganhar o Campeonato Inglês seja quebrado.

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segunda-feira, 21 de abril de 2014

Rádio da Redação > Champions League 2013/2014 - Semifinais: jogos de ida

THE CHAAAAAAAAMPIOOONSSS!

A bola vai rolar para as semifinais da Champions League. Terça tem Atletico de Madrid x Chelsea. Na quarta, Real Madrid x Chelsea.

Nossos especialistas entram em campo para analisar os confrontos em mais uma Rádio da Redação. Apresentação de Ricardo Pilat; comentários de Antonio Lemos, Fernando Borchio, Fernando Pilat e Helder Rivas.

Só dar play e correr pro abraço!

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* Na Rádio da Redação você ouve os melhores comentários esportivos da GALÁXIA com nossa equipe de redação em versão podcast!


Direto da Redação
| redacao_esporte@hotmail.com | @redacaoesporte

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Gringolaço > Um time BALEado

“É um Barcelona todo desarrumado,
Não tem defesa,
BALEado...”

Ok, pessoal do Redação, admito que assassinei a canção infantil e não sou tão bom de rimas, mas não tem como deixar de comentar. Cadê aquele Barcelona que ficamos acostumados e hipnotizados a assistir? É normal vermos nossos clubes tupiniquins perderem três jogos seguidos, mas com o Barcelona não é normal.

O que vimos mais cedo pela Copa do Rei foram os mesmos erros das derrotas contra o Atlético de Madrid e Granada, ou seja: invenções do “Professor Pardal Castelhano”; partindo para o desespero quando levou o gol e cruzando na área mais do que cachorro no cio. Pergunto, repergunto, digo, repito e se for possível faço nota de rodapé: um time, cujo seu ataque é pelo chão, pelo toque de bola, pra que ficar cruzando que nem um bando de retardados dentro da área?

O Real Madrid, nosso freguezão de anos, foi superior. Sim, é duro admitir, mas parecia que o clube da capital havia encarnado o espírito do Barça em jogar: foi pra cima; atacou; foi perigoso; mostrou eficiência e soube controlar o jogo. Só não conseguiu uma coisa: advinha? A tal posse de bola que ficou com o Barça e  que não soube aproveitar. É, posse de bola não ganha porra nenhuma e esse tal de tiki-taka está fazendo hora extra no mundo do futebol ou estou errado?

Aos 10 minutos, Daniel Alves perdeu a bola no campo de ataque e ligou o contragolpe. Benzema deu um ótimo passe para Di María, que livre, chutou cruzado sem muita força, mas José Pinto engoliu um frangaço. Parece piada pronta, mas é verdade: o Pinto engoliu um frango.

A nhaca era tanta que somente aos 41 minutos veio uma oportunidade do Barça com Messi. Iniesta fez grande jogada pela esquerda, driblando Pepe. Na sequência, a bola sobrou para o camisa 10 arriscar seu primeiro chute da entrada da área. A bola passou perto da trave. Aliás, cadê o Messi? Será que ele já está se poupando para arrebentar na Copa do Mundo?

A desorganização tática do Barcelona seguia e um jogador em especial a equipe não conseguia parar de jeito nenhum: Bale. O galês arrancava, chutava, driblava, chamava o jogo para si e a defesa (que defesa?) não conseguia neutralizar.

Aos 23 minutos, após cobrança de escanteio, Bartra subiu sozinho e cabeceou para o fundo do gol. Era um outro jogo. Era uma outra final. Mas peraí: seria um pássaro? Um trem-bala (sim, aquele prometido para ser feito no Brasil até a Copa)? Usain Bolt? Papa-Léguas? Ligeirinho? Não! Era Gareth Bale.

Faltando cinco minutos para o final, o galês pegou a bola no campo de defesa, chegou a sair pela lateral para não levar um “tackle” de Bartra, engatou a 6ª marcha e ganhou na corrida do próprio beque catalão, e na saída de Pinto fez um golaço. Como o País de Gales dificilmente vai para uma Copa do Mundo, Bale pode tentar uma vaga na equipe britânica para os 100 metros rasos nos Jogos Olímpicos de 2016 no Rio de Janeiro.

Neymar teve nos seus pés a chance de levar o jogo para mais 30 minutos, mas a bola teimou em não entrar. Ela bateu na trave aos 44 minutos. Aliás, o brasileiro teve uma atuação “mais ou menos, mais ou menos”. Até confusão com o nosso zagueiro/lutador de UFC Pepe e com Fábio Coentrão ele se meteu, e acabou levando cartão amarelo.

Desde janeiro de 2003, em jogos oficiais, o Barcelona não perdia três jogos seguidos. Na época foram derrotas para o Valencia (4 a 2), Celta (2 a 0) e Atlético de Madrid (3 a 0). Como disse no começo do post “é normal vermos nossos clubes tupiniquins perderem três jogos seguidos, mas com o Barcelona não é normal”. Para Tata Martino eu só tenho uma coisa a dizer parafraseando o ótimo filme Tropa de Elite: “PEDE PRA SAIR!”.

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segunda-feira, 14 de abril de 2014

Gringolaço > Acabou a paz, Martino: pede pra sair!

Vem sendo uma temporada atípica, não é verdade, torcedor catalão? Para uns, há pelo menos duas temporadas o Barcelona não vem sendo aquele Barcelona que estávamos acostumados a ver de 2005 a 2011, ‘época de ouro’ em que colocava medo nos demais clubes, para outros, o estopim é agora. Parece que enterraram um urubu ou com o perdão do trocadilho, esconderam uma GRANADA no Camp Nou.

A saída de Guardiola, a acachapante derrota para o Bayern na Champions passada, as invenções de Tata Martino, derrotas para clubes medianos no Campeonato Espanhol e a eliminação para o Atlético de Madrid na atual Liga dos Campeões fizeram de um clube, que antes não tinha problemas, num ‘para raio’ de crises.

Contra o Granada, o time até que dominou o jogo, mas falhou nas finalizações e saiu derrotado por 1 a 0, complicando ainda mais a situação do técnico Tata Martino, vulgo “Professor Pardal castelhano”. Com este resultado, o Barça caiu para terceiro com 68 pontos, ficando quatro pontos atrás do líder Atlético de Madrid, que venceu o Getafe por 2 a 0 e chegou aos 72 pontos, e um ponto a menos que o Real Madrid (69), que goleou o Almería por 4 a 0.

O gol da vitória dos donos da casa saiu aos 15 minutos. Brahimi recebeu lançamento de Fran Rico entre os zagueiros do Barça, dominou e tocou na saída do goleiro José Pinto.

O que se viu depois foi um Barcelona na base do desespero, como foi naquele jogo de quarta contra o Atlético de Madrid e martelava em busca do empate. Messi mais uma vez ficou no bolso dos zagueiros e Neymar dando chilique a ponto de levar cartão amarelo. Porém, o camisa 11 mais uma vez foi o melhor do time.

Fim de papo e a maré de azar pelo jeito vai ficar um bom tempo no Camp Nou. Ficou difícil para o Barça, já que a sua sequência até o final terá confrontos contra times que estarão brigando por competições europeias e a “decisão” contra o Atlético de Madrid (vide abaixo a sequência de jogos) e haja secação!

Acabou a paz, Tata Martino, e quarta-feira tem decisão da Copa do Rei contra o seu maior rival Real Madrid. Já ouviu a dica né? Se não for campeão, vai ficar pequeno para ti, hermano. Se não aguenta a bucha bebe leite e pede pra sair!

Caminho dos postulantes ao título:
Atlético de Madrid – 72 pontos
Elche (c); Valencia (f); Levante (f); Málaga (c); Barcelona (f).

Real Madrid – 69 pontos

Valladolid (f); Osasuna (c); Valencia (c); Celta de Vigo (f); Espanyol (c).

Barcelona – 68 pontos
Athletic Bilbao (c); Villarreal (f); Getafe (c); Elche (f); Atlético de Madrid (c).

Futebol Inglês > Liverpool vence ‘decisão’ e só depende de si para encerrar jejum


Como mencionei na edição de 8 de abril do Gringolaço, o título inglês do Liverpool depois de 24 anos só dependerá dele. A vitória contra um concorrente direto ao caneco só mostra que os Reds estão com pinta de campeão e pelo jeito, só um desastre do tamanho da Inglaterra para que o tabu não seja quebrado.

Um jogador em especial está contando os dias para comemorar: Steven Gerrard. Qual jogador profissional não sonha em ser campeão por um clube no qual torce desde criança? É o caso do capitão dos Reds, que ao final do jogo foi às lágrimas depois de mais uma vitória da equipe contra o Manchester City por 3 a 2. E foi um verdadeiro jogão.

Em 26 minutos, o Liverpool foi avassalador abrindo 2 a 0 com gols de Sterling e Skrtel. Para piorar, o craque do City, Yaya Touré saiu machucado aos 18 minutos. David Silva e Johnson (contra) deixaram os citizens no jogo, mas Philippe Coutinho marcou o gol da vitória dos Reds.

O Liverpool chegou aos 77 pontos, com o Chelsea em segundo, 75. Em terceiro e dois jogos a menos aparece o Manchester City com 70. Todos têm caminhos fáceis rumo ao título, tirando Liverpool e Chelsea que se enfrentam. Depois, restará um secar o outro. 

Caminho dos postulantes ao título:
Liverpool - 77 pontos
Norwich (f), Chelsea (c), Crystal Palace (f), Newcastle (c).

Chelsea - 75 pontos
Sunderland (c), Liverpool (f), Norwich (c), Cardiff (f).

Manchester City - 70 pontos (2 jogos a menos)
Sunderland (c), West Brom (c), Crystal Palace (f), Everton (f), Aston Villa (c), West Ham (c).

Futebol Inglês parte 2 > Arsenal x Hull City: final da FA Cup

O final de semana não foi marcado por apenas pelo Campeonato Inglês. A FA Cup chegou a sua fase semifinal com a classificação de Arsenal e Hull City para a final no dia 17 de maio, em Wembley.

Capengando na Premier League, o Arsenal enfrentou o atual campeão Wigan e precisou dos pênaltis para avançar. Após empatar no tempo normal e na prorrogação por 1 a 1, os Gunners venceram por 4 a 2 nas cobranças de penalidades e pode acabar com seu jejum de nove anos sem títulos - o último foi justamente o da FA Cup, em 2005.

O Wigan, que está na Segundona, saiu na frente com Jordi Gómez, mas Mertesacker empatou nos minutos finais. Na decisão por pênaltis, brilhou a estrela do goleiro Fabianski, que pegou as duas primeiras cobranças da equipe da segunda divisão inglesa, feitas por Caldwell e Collison. Arteta, Kallstrom, Giroud e Cazorla converteram para os Gunners e colocaram a equipe alvirrubra na final da competição.

O adversário do Arsenal será o Hull City, da 2ª divisão, que venceu o Sheffield United, da 3ª divisão, por 5 a 3. Sagbo, Fryatt, Huddlestone, Quinn e Meyler marcaram para os Tigers, enquanto Baxter, Scougall e Murphy descontaram para o Sheffield.

Pela primeira vez na história o Hull irá disputar a final da FA Cup.

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sexta-feira, 11 de abril de 2014

Histórias da Semana > De Madrid a Oklahoma

Abril é um mês curioso. Recebe a “ressaca” de Carnaval e todos esperam a Páscoa. E a semana de 06 a 12 foi curiosa. Tudo igual e diferente. A Veja continua atacando o PT, a Carta Capital continua defendendo, a música da Copa é ruim como as outras, tem professor chamando (com lógica) Valesca Popozuda de grande pensadora e vimos uma loira de salto impedir um ataque a ônibus com uma pistola. Mas, isso aqui é Redação do Esporte. E o diferente vem nisso.

Simeone sempre foi um jogador controverso. Para uns, volante como poucos. Marcava e armava com tamanha qualidade que cravou seu nome na história de Atlético de Madrid, Internazionale e Lazio. Para outros, um brucutu com sorte. Bateu tanto, mas tanto, que criou uma áurea de volante marcador, uma espécie conhecida como “pitbull”. Teria sido o precursor de volantes do quilate de Amaral, Willians, Wellington, Paulo Almeida...

O que parece inquestionável no momento é sua carreira como técnico. O Cholo, apelido dos tempos de jogador, tem feito mágica e transformou o Atlético de Madrid num dos melhores times da Europa. E tem feito isso usando outra característica marcante em sua carreira: coração.

O Atlético é um time com espírito de Libertadores jogando a Champions League. Nesta semana, eliminou o outrora temido Barcelona. Dominou o jogo e foi superior em todas as partes do confronto. O time é um reflexo do técnico: disputa cada centímetro do campo como se fosse o último e tem uma intensidade invejável para um time europeu.

É pule de dez para assumir qualquer potência do mundo na próxima temporada. Alguém falou em Manchester United?

Simeone não está sozinho! Impossível não relembrar o feito do provável MVP da temporada regular da NBA, Kevin Durant!

KD tem feito uma temporada fantástica e no começo da semana chegou ao 41º jogo seguido com mais de 25 pontos. Ultrapassou apenas aquele senhor, já aposentado, chamado Michael Jordan. Feito memorável. O simples fato de provavelmente quebrar o já longo reinado de LeBron James como MVP já merece destaque.

Kevin, segunda (????) escolha no draft de 2007, tem média de 32 pontos, 7,5 rebotes e 5,5 assistências por jogo na temporada. Lidera o Thunder rumo a mais uma final de conferência. Na última temporada com a lesão de seu principal companheiro de time, Russell Westbrook, KD acabou forçado a assumir totalmente o controle do jogo. Nesta temporada, com um time mais equilibrado, parece ser o momento certo para brilhar. Será capaz de levar o Thunder ao primeiro título da franquia com o atual nome? Se continuar com essas atuações, a final da Conferência Oeste promete ser imprevisível.

De Simeone a Kevin Durant, a semana foi diferente. Melhor não comentar sobre um tal “MaracaLEÓNazzo”. Fica pra próxima!
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* A coluna Histórias da Semana fala dos momentos do esporte que ficaram marcados, seja por uma semana, seja por um dia, seja para sempre


por Rafael Gomes
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