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sábado, 7 de junho de 2014

Rádio da Redação > Copa do Mundo 2014: Prévia Grupo D



O Grupo da morte da Copa! Reunimos nossos comentaristas de Inglaterra, Itália e Uruguai para quebrar o pau analisar o que vai acontecer na chave mais complicada do Mundial do Brasil. Ouça agora!
Apresentação: Ricardo Pilat
Comentários: Fernando Pilat, Helder Rivas e Thiago Jacintho.

Trilha sonora: Kashmir - Led Zeppelin; Cuarteto de Nos - Ya no sé qué hacer conmigo; Luciano Pavaroti - Caruso; The Beatles - Come Together


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* Na Rádio da Redação você ouve os melhores comentários esportivos da GALÁXIA com nossa equipe de redação em versão podcast!


Direto da Redação
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sexta-feira, 6 de junho de 2014

Comentário da Redação > Brasil 1 x 0 Sérvia: Vai ter vaia sim

O torcedor brasileiro teve a proeza de vaiar a Seleção ainda no primeiro tempo do último jogo antes da estreia da Copa do Mundo no nosso país, e fazê-lo novamente ao encerramento da partida no Morumbi, mesmo com vitória por 1 a 0. Fico até com vergonha de chamar esse público de torcedor, pois me parece mais uma plateia de teatro, que espera que tudo dê perfeitamente certo. Mas estamos falando de futebol, amigos, não é assim que as coisas funcionam. Ou pelo menos não é como deveria funcionar, na minha opinião.

Mas como não dá para mudar o perfil do torcedor que foi ao estádio na tarde desta sexta-feira, e é provável que seja o mesmo na estreia da Copa na Arena Corinthians, vale também como um teste o comportamento da torcida caso a equipe encontre problemas diante da Croácia. Hoje a Sérvia impôs dificuldades a equipe de Felipão, jogando como se fosse uma partida oficial. Que ótimo que foi assim! Muito melhor um choque de realidade que uma goleada ilusória.

O Brasil, de fato, não teve boa atuação. Mostrou-se afobado, nervoso, sem criatividade para penetrar na defesa dos europeus. O time esteve muito espaçado, sem aproximação para tabelas. Os nossos laterais não forem nada bem. O meia responsável pela armação não o fez. Resultado: Neymar tentou resolver sozinho e este abusou demais das jogadas individuais, prendeu muito a bola e buscou dribles em lugares inúteis, muitas vezes deixando de passar para um companheiro melhor posicionado.

Para o segundo tempo, Willian entrou na vaga de Oscar novamente, mudança feita já no intervalo desta vez. Está claro que o ex-corintiano realmente colocou uma pulguinha atrás da orelha do Felipão. Com justiça, pois dá uma mobilidade maior ao meio de campo, importantíssimo ao enfrentar adversários fechados. Continuo achando que o Oscar será o titular e acho natural, até para não perder o jogador emocionalmente falando, mas o Willian é uma opção muito boa para o decorrer do jogo.

A Seleção Canarinho não teve uma melhora muito grande, mas vontade não faltou. E foi na raça que Fred abriu o placar depois de ouvir gritos ridículos de "Luís Fabiano". A Seleção ficou com moral, tentou imprimir uma pressão, mas não conseguiu criar chances. Também porque Neymar, repito, quis resolver sozinho. Como eu disse na terça-feira, o camisa 10 está confiante, tem chamado a responsabilidade, mas é preciso saber dosar, não é toda jogada que tem que partir pra cima.

Que esse amistoso sirva também para o jogador do Barcelona enxergar seus erros, assim como o Felipão tem tudo para saber usar muito bem essa atuação abaixo do que seu time pode render. Por isso achei muito produtivo tudo que cercou o jogo. Pena que o "torcedor" que foi ao Morumbi não soube entender e ser compreensivo com a Seleção no último jogo antes da Copa. Era jogo pra abraçar o elenco, e não ficar com frescura na arquibancada.

Se o futebol do Brasil não fluir da melhor maneira na quinta-feira nos primeiros 30 minutos, é bem provável que tenhamos mais um festival de vaias na Arena Corinthians. E se pensarmos que teremos algumas centenas de torcedores croatas por lá, é capaz que o cenário no estádio seja bem mais propício aos europeus que para os próprios anfitriões. Espero que eu esteja errado e tenhamos uma verdadeira TORCIDA brasileira, o famoso 12º jogador, e não "clientes" exigindo um futebol brilhante a todo custo.

Conceitos

Julio César - BOM: Mais exigido que no último amistoso, esteve seguro.
Daniel Alves - PÉSSIMO: Deixou espaços atrás e errou passe bizarro que deu contra-ataque aos sérvios. Não me agradou no apoio também, afunilou muito as jogadas pelo meio.
(Maicon) - BOM: Já passou mais confiança na defesa e foi na linha de fundo fazer ótimo cruzamento que quase culminou em gol, coisa rara com o Daniel Alves no time. Pode não ser o jogador de 2010, mas ainda joga muita bola e seria meu titular.
Thiago Silva - REGULAR: Até o capitão esteve abaixo do excepcional zagueiro que é.
David Luiz - REGULAR: Também não estava nos seus melhores dias, bateu cabeça com o Thiago Silva em um lance.
Marcelo - RUIM: Também deu espaços para o time sérvio e pouco produziu na frente.
(Maxwell) - REGULAR: Guardou posição no campo de defesa, pouco apareceu.
Luiz Gustavo - BOM: Tirando um vacilo sem consequências no primeiro tempo, esteve muito bem. Fez desarmes precisos, sempre combatendo de forma limpa.
Paulinho - REGULAR: Bem apagado, parece não estar 100% ainda.
(Fernandinho) - BOM: Mais participativo que o Paulinho, deu boa saída de bola.
Oscar - RUIM: Não fez o papel de armador, errou muitos passes.
(Willian) - BOM: Buscou mais o jogo que o Oscar, se movimentou, deu mais opções para os companheiros.
Hulk - BOM: Está muito a vontade com a camisa da Seleção, impressionante sua evolução. Jogador voluntarioso, ajudou muito na marcação e não se escondeu do jogo.
Neymar - RUIM: Não dá para reclamar que o camisa 10 não buscou o jogo e chamou a responsabilidade. Porém, precisa tocar mais a bola, individualizou demais e, ao contrário do jogo contra o Panamá, travou o time.
(Bernard) - SEM CONCEITO: O garoto da alegria nas pernas atuou por pouco tempo.
Fred - BOM: Deu um bom chute no primeiro tempo e, quando a chance surgiu na etapa final, o centroavante guardou.
(Jô) - BOM: Jogou pouco mais de 15 minutos, mas na única chance que teve fez o goleiro trabalhar.
Téc: Luiz Felipe Scolari - BOM: Escalou o time titular e fez as mexidas no tempo certo, principalmente a do Willian na vaga do Oscar ainda no intervalo. E foi um amistoso perfeito para o treinador, o time não jogou bem e ganhou, ótimo para colocar os pés no chão, corrigir os erros e entrar com tudo na estreia!

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* ÓTIMO, BOM, REGULAR, RUIM ou PÉSSIMO? No Comentário da Redação, você fica sabendo o que rolou nos principais jogos da rodada, incluindo análises individuais dos atletas.

por Pedro Silas | comentarista brasileiro da Copa do Mundo 2014
pedro_sccp@hotmail.com

Copa no Quintal > Do lado de lá: França

Ribery está fora da Copa! O que será da França sem seu principal jogador? O francês Nicolás  é o entrevistado de hoje, falando disso e de muito mais sobre a seleção campeão do Mundo de 1998.

Nicolás Niolet – Francês, engenheiro, torcedor do Bordeaux

Algum jogador do elenco atual tem potencial para fazer história como fizeram Zidane ou Platini? Agora sem Ribery, isso será mais difícil...
Não acho que o atual plantel tenha alguém com o potencial de fazer algo tão grandioso quanto esses dois, ou como Just Fontaine no passado. Talvez Ribery, mas mesmo se ele estivesse não acredito que faria o mesmo que os 3 anteriores Ele não tem a “aura de gênio” para isso. 


A França se classificou de forma dramática e por pouco não caiu no grupo da morte no lugar da Itália. Somado isso a tradição de vencerem o Brasil em Copas do Mundo, isso te dá mais ânimo e confiança para o time ir longe dessa vez?
Creio que a França possa surpreender dessa vez, tem potencial para fazer algo “interessante”. Quando não chegam com favoritismo e longe dos holofotes é quando temos mais sorte. Em 2006 foi assim, sofremos muito até os dois primeiros jogos da fase de grupos, nos classificando só no 3º jogo e no final da Copa, quase fomos campeões e só perdemos nos pênaltis. Esse último jogo contra a Ucrânia, mais uma vez, mostrou bem isso. Foi uma classificação heroica que contrariou toda as probabilidades.

Que acharia de uma final entre Brasil x França? Vocês ganharam em 98, nada mais justo que ganharmos dessa vez no Rio, não?
Se a final fosse entre ambos seria algo mágico, uma grande festa para nós. Mas em todo caso, acredito que venceríamos novamente. Afinal adoraríamos manter a sina de ser o “gato preto” do Brasil!


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* Aqui na coluna Copa no Quintal você entra no clima do Mundial no Brasil, com as análises das principais seleções que nos visitarão em 2014.



por Helder Rivas | @HelderRM

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Rádio da Redação > Finais da NBA 2013/2014: San Antonio Spurs x Miami Heat



Em parceria com o The Playoffs, o Portal dos Esportes Americanos, nossa equipe analisou a grande final da NBA entre Miami Heat e San Antonio Spurs, que começa hoje, no Texas. Ouça agora e dê o seu palpite.

Apresentação: Ricardo Pilat
Comentários: Marco Miranda, Marcello Fernandes e Thiago Passarelli.

Trilha sonora: Fort Minor - Remember The Name; 50 Cent - Outta Control; Jay-Z - Big Pimpin; 2 Pac & Snoop Doggy - Gangster Party; Notorius BIG ft. Puffy Daddy - Mo Money Mo Problems.

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quarta-feira, 4 de junho de 2014

Rádio da Redação > Copa do Mundo 2014: Prévia Grupo C



Enquanto isso, no Grupo C da Copa do Mundo 2014, a Colômbia, cabeça-de-chave, não terá mais Falcao garcia. Com isso, Costa do Marfim, Grécia e Japão estão mais ASSANHADAS e buscam a classificação numa das mais equilibradas chaves do Mundial. Rádio da Redação no ar!

Apresentação: Ricardo Pilat
Comentários: Fernando Borchio, Helder Rivas e Rafael Gomes.

Trilha sonora: Shakira - Ojos Así; Abertura Super Campeões - Captain Tsubasa; Jorge Ben - Costa do Marfim; Abertura Cavaleiros do Zodíaco - Saint Seiya.

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terça-feira, 3 de junho de 2014

Esquadrão de Ouro > Brasil 4 x 0 Panamá: Conclusões do 1º amistoso pré-Copa

No primeiro de dois amistosos antes da Copa, a Seleção Brasileira venceu o Panamá por 4 a 0 nesta terça-feira, no Serra Dourada. Uma partida para os jogadores pegarem ritmo e dar aquela soltada na musculatura a nove dias da estreia contra a Croácia. Sexta-feira é a vez de enfrentar a Sérvia, no Morumbi, aí sim um teste mais "definitivo", em um campo melhor, e certamente com os 11 titulares - Paulinho e Thiago Silva foram poupados hoje.

Mas o Brasil fez um jogo sério em Goiânia. Exceto nos primeiros 20 minutos, onde vimos muitos erros, lançamentos bizarros, equipe em ritmo de treino e muito estática. Mas estava dentro do script, na minha opinião. Esse começo fez a torcida ensaiar uma vaia, o que acabou fazendo bem para o time, que acordou. O belo gol de Neymar de falta deu confiança a todos, que puderam jogar com mais tranquilidade. Daniel Alves ampliou ainda no primeiro tempo. Hulk e Willian definiram o placar na etapa final.

Creio que deu para o Felipão analisar algumas situações, corrigir erros e acertar detalhes para o amistoso contra a Sérvia e consequentemente para os três primeiros jogos da primeira fase da Copa. Assim como tirei algumas algumas conclusões - umas óbvias, outras nem tanto. São elas:

Apetite e confiança do Neymar
A melhor constatação do amistoso foi a forma física e técnica do camisa 10. Atuou os 90 minutos, mostrou apetite o tempo inteiro e foi disparado o melhor em campo, chamando a responsabilidade e participando de três dos quatro gols. Essa sua fome de bola só não pode atrapalha-lo no sentido de querer resolver sozinho todo lance, pois exagerou nos dribles em alguns momentos. Mesmo assim, deixou companheiros na cara do gol. Joga muito!

Willian termina a Copa como titular
Que dinâmica que esse garoto dá para o time! Jogador moderno, rápido, que carrega a bola como poucos e puxa bem demais os contra-ataques, sempre faz a equipe melhorar. Pelo jeitão de ser do Felipão acho pouco provável que haja mudanças no time titular para a estreia, no entanto, não tenho a menor dúvida que o ex-corintiano vem colocando dúvidas na cabeça do treinador. Palpite e torcida: o Willian termina a Copa entre os 11 titulares.

Time estático com Oscar
Outro fator que colabora muito para uma possível entrada do Willian no time foi a atuação do Oscar. Na minha opinião, o pior em campo pelo Brasil. Não sei se o fato de sua filha estar para nascer influencia em algo, mas o camisa 11 parecia muito desconcentrado, errou lances bobos, esteve estático e consequentemente deixou a equipe da mesma forma. Se jogar de forma burocrática assim na Copa, ainda mais contra adversários retrancados, vai ser complicado.

Paulinho faz muita falta
É meio óbvio, mas acho necessário destacar a importância do Paulinho na Seleção. Ramires foi o titular (não jogou bem também), Hernanes entrou no segundo tempo, ambos são bons jogadores, mas o ex-corintiano é o mais completo dos segundo-volante. Sua chegada na área faz muita falta para o time. Espero que ele esteja pronto para o jogo de sexta-feira.

Numeração
A Seleção Brasileira definiu a numeração oficial para a Copa e já esteve em campo com ela nesta tarde. Confira como ficou: 1-Jefferson; 2-Daniel Alves; 3-Thiago Silva; 4-David Luiz; 5-Fernandinho; 6-Marcelo; 7-Hulk; 8-Paulinho; 9-Fred; 10-Neymar; 11-Oscar; 12-Julio César; 13-Dante; 14-Maxwell; 15-Henrique; 16-Ramires; 17-Luiz Gustavo; 18-Hernanes; 19-Willian; 20-Bernard; 21-Jô; 22-Victor; 23-Maicon

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* A coluna Esquadrão de Ouro analisa as novidades da seleção mais vitoriosa da história do futebol.



por Pedro Silas | comentarista brasileiro da Copa do Mundo 2014
pedro_sccp@hotmail.com

Copa no Quintal > Portugal: Às armas!

Caro amigo leitor do Redação do Esporte, é com muito prazer que estou aqui para falar um pouco sobre a Seleção Portuguesa que vem disputar a Copa do Mundo aqui no Brasil. Ah, minha querida seleção! Nação do hino mais bonito do universo! Torço por Portugal desde que comecei a gostar de futebol, lá com meus 6 anos de idade. Meus avós nasceram lá, minha família é daquelas típicas portuguesas: vinho, bacalhau e queijo sempre foram um rotina, os casamentos sempre são ao som de música da ‘Terrinha’ e as discussões sempre são acaloradas, afinal não tem um membro da família que não seja teimoso igual... igual um português!

E esse amor que sinto pela cultura portuguesa também se aplica no futebol. E nesse quesito em particular, posso dizer que me sinto um privilegiado! Afinal de contas eu não vi o grande Eusébio jogar, mas vi Figo e vejo Cristiano Ronaldo, o maior de todos! E convenhamos que o Pantera Negra não tinha companheiros de qualidade como teve Figo e principalmente como tem Cristiano Ronaldo.

Acompanhei jogo a jogo a campanha da Eurocopa de 2004, que literalmente terminou em lágrimas, mas onde tivemos nossa melhor participação e ficamos em 2º lugar (não gosto de lembrar daquele jogo contra a Grécia). Acompanhei também a ótima campanha da Copa do Mundo de 2006 (esta, inclusive, acompanhei lá em Portugal, cada jogo na casa de um parente!) onde jogamos um ótimo futebol, desbancamos grandes times como Holanda e Inglaterra e terminamos em um honroso 4º lugar. E, agora, tenho a honra de ver Cristiano Ronaldo cada vez mais líder, cada vez mais ídolo, liderando um time que é muito bom, um dos melhores da história da Seleção Portuguesa.

E a ansiedade por essa Copa do Mundo é grande por parte dos portugueses. Todos têm esse sentimento de que o time é bom e de que a estrela de Cristiano Ronaldo pode levar a equipe um pouco mais longe! Afinal, ele chega em seu auge. Eleito ‘Melhor do Mundo’ pela FIFA, o craque foi unanimidade na última temporada. Apesar de chegar atrapalhado por uma lesão, a expectativa em cima dele é enorme. E o resto do grupo também parece muito confiante. Sempre que são questionados, os jogadores dizem que têm consciência de que não estão entre os favoritos, mas o discurso também é igual no sentido de que todos acham que podem, sim, surpreender o mundo chegando longe no mundial.

Eu tenho um lado de torcedor, claro. Seria um sonho realizado ver Portugal sagrando-se campeão do mundo. Mas, isto posto à parte, creio que a seleção tem chances, sim, de fazer um bom papel na Copa. Levantar a taça talvez seja um sonho um pouco distante. Mas, quem sabe, chegar às semifinais. Acho totalmente possível.

RÁDIO DA REDAÇÃO: OUÇA A ANÁLISE DO GRUPO G DA COPA


O time tem uma defesa fortíssima. Se os goleiros não são grandes muralhas, os zagueiros por outro lado raramente falham e costumam passar muita segurança para o time. Pepe (Real Madrid-ESP), que tem fama de lutador de MMA, é um zagueiro confiável. Bruno Alves (Fenerbahçe-TUR), seu parceiro, é muito bom jogador e muito físico também. Fábio Coentrão (Real Madrid-ESP) é um dos melhores laterais-esquerdos do mundo, marca bem e apoia melhor ainda. Pela direita, João Pereira (Valência-ESP) é outro ponto forte.

O meio de campo português tem como líderes Raul Meirelles (Fenerbahçe-TUR) e João Moutinho (Monaco-FRA). Estes são, com certeza, os destaques desse setor. Junto com eles joga Miguel Veloso (Dínamo Kiev-UCR), responsável pela contenção. É o famoso cão de guarda da defesa, mas tem também bastante qualidade nos passes.

A formação tradicional é com 3 atacantes. E alguém tem alguma dúvida do motivo? Tudo para deixar CR7 tão à vontade quanto ele possa ficar! O time é desenhado para ele jogar como sabe: como um ponta. Algumas vezes aparece armando jogadas no meio-campo, buscando a bola, chamando o jogo. Em outras, chega mais junto do ataque, vai à linha de fundo e até mesmo ocupa a área, como um falso centroavante. A camisa 9 fica com Helder Postiga (Lazio-ITA), seu reserva é o grandalhão Hugo Almeida (Besiktas-TUR) que muitas vezes entra quando a equipe precisa tentar jogadas aéreas. Do outro lado, a vaga é disputada por Nani (Manchester United-ING) e Varela (Porto-POR). Gosto de ambos, têm qualidade e muita velocidade. É, no geral, um trio de ataque muito forte!

Portugal não levou muito sorte no sorteio. Caiu num grupo difícil, ao lado da favorita Alemanha, dos Estados Unidos de Klinsmann e da experiente seleção de Gana, que chega com jogadores já rodados e com a experiência de ter jogado a última copa. O jogo chave é justo o primeiro, a estreia contra a Alemanha, no calor de Salvador. Se o selecionado de Paulo Bento conseguir um empate ou, quem sabe, uma vitória, as coisas ficam bem encaminhadas. Basta não tropeçar contra os americanos na segunda rodada e conseguir se impor contra os africanos no fechamento do grupo. Conseguindo a classificação, as oitavas tendem a ser mais fáceis pois o adversário vem do modesto Grupo H. E, além disso, você sabe como é mata-mata, né! Um jogo só, tudo pode acontecer.

Quem sabe o sonho português não se torna realidade? Vamos acompanhar. Dia 26/06, contra Gana, estarei acompanhando pessoalmente, cantando o hino e torcendo muito. Espero, em Brasília, comemorar a classificação às oitavas! E como diz o nosso hino: ÀS ARMAS!

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* Aqui na coluna Copa no Quintal você entra no clima do Mundial no Brasil, com as análises das principais seleções que nos visitarão em 2014.

por Thiago Passarelli | comentarista português da Copa do Mundo
@Thigas03

Manchete no Ponto > Liga Mundial: 4 jogos 3 derrotas. Pode isso Arnaldo???

Brasil enfrentou a Polônia nessa quinta-feira (29/05) e sexta-feira (30/05) no Ginásio Chico Neto, em Maringá (PR). Foi a segunda rodada da Liga Mundial em casa e vamos dizer que foram jogos iguais aos do 3° B (época de escola vai, todo mundo lembra e jogava no time, nem vem dizer que não... até mesmo porque a professora nos obrigava a jogar né!!). Ahhhh estou falando pelo lado brasileiro ok? A Polônia jogou muito bem, diga-se de passagem!

O QUE FOI ESSE 1º SET DO JOGO DE QUINTA? FOI UM ESPETÁCULO, ACORDOU ATÉ DEFUNTO!!! O Brasil iniciou o set perdendo, tomando de lavada da Polônia, perdendo muitos pontos de bloqueios. O saque do Brasil não era suficiente para abalar o ataque da Polônia até que o grande LIPE entrou no jogo quando tudo estava praticamente perdido e deu a famosa aula de bloqueio, aula de saque, aula de foco, paciência, dedicação e tudo isso foi mais do que suficiente para o time mudar toda sua tática e ganhar o primeiro set por 25x23.

O 2° set foi totalmente equilibrado, o Brasil se mostrou melhor na partida enquanto a Polônia parou com os excelentes bloqueios para a minha felicidade. Lucarelli e Lipe detonaram nesse set e levamos a melhor por 28x26. Já o 3° set foi ponto a ponto, lá e cá... Brasil continuou com o mesmo empenho e graças a Deus o bloqueio da Polônia não entrou como de costume e com isso garantimos o 3º set e finalizamos o jogo por 25x19. Parabéns ao Lipe! Sem sombra de dúvidas foi o melhor jogador em quadra. Com as substituições que o Bernardinho fez a história mudou e a equipe conseguiu sua primeira vitória no campeonato, 3 a 0.

Na sexta-feira o jogo não foi tãoooo bom assim como na quinta. Eu nem gritei assistindo, só passei raiva na realidade! O Brasil começou bem até... mostrou mais garra e determinação, explorando o bloqueio e sacando forte, coisa que só fez depois da entrada do Lipe no jogo anterior. Já a Polônia chegou calminha, devagarinho com o diria o Martinho da Vila e fechou o set por 26x24.

Ahhh o 2° set ... acho que o Brasil estava dormindo no começo. Alguém acorda os jogadores por favor??? Faz alguma coisa, Bernardinho!!! A Polônia veio com tudo.  Aquele tal de Buszek, estava com algo no corpo, só pode, minha gente!!! Brasil deixou pra acordar tarde demais e perdeu mais uma por 28x26 ... mesmo com um bloqueio espetacular do melhor bloqueador da Superliga, Gustavão e com ataques fenomenais do meu lindo Vissotto... "2.12 de altura, multiplica senhor".

E você, Mario Junior? Te pego na porrada ainda hein! Que recepções foram essas no começo do 3° set? Parece eu jogando vôlei, meu amigo, vira homem e joga, meu. Fiquei com ódio, juro!!!

O 3° set foi horrível, o Brasil perdeu muito ponto por bobeira, por sacanagem... não tem outra palavra que explica os pontos perdidos. A Polônia simplesmente aproveitou e jogou um voleibol de adulto, ganhando por 25x21, fechando em 3 a 0.

Bora esperar e rezar para ganharmos nos próximos jogos. Os jogos acontecem nos dias 06 e 07/06 no ginásio do Ibirapuera, contra o Irã. Vocês já compraram seus ingressos? Eu já garanti o meu!!!

E a seleção feminina, tá onde????

Se vocês achavam que as meninas da seleção estavam de férias, curtindo praia, retocando raiz do cabelo e pintando a unha, vocês estão completamente enganados!!! Elas estavam suando a camisa no Montreux Volley Master, na Suíça, mas infelizmente não conseguimos conquistar o torneio.

A equipe feminina terminou em 5° lugar. A Alemanha foi a campeã. Tudo bem que esse campeonato não é grande coisa para o Brasil... o Montreux nada mais é do que um preparatório para os próximos desafios que vem por aí, como o Grand Prix e Mundial. São nesses campeonatos que precisamos arrebentar. Boa sorte nos próximos desafios, girls =)


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* A coluna Manchete no Ponto fala de manchetes e pontos, mas também de saques, bloqueios, levantamentos e de todos os fatos que envolvem o vôlei no Brasil e no mundo.


por Amanda Telles
| amandasatelles@hotmail.com

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Copa no Quintal > Do lado de lá: Itália

A Itália é sempre meio desprezada quando fazemos as listas de favoritas ao título. Aí eles vão lá e mostram que estávamos errados. Hoje temos a entrevista de um italiano para falar um pouco do que a população do país espera da Azzurra no Mundial.

Federico Vagni – Italiano, Estudante de medicina de Crema, torcedor da Juventus

Muita gente da imprensa estrangeira diz que essa é a Copa em que a Itália abandonará o velho Catenaccio, Vocês por ai acreditam que a velha escola italiana ficou pra trás e como você vê as chances da Itália na Copa?
Bom em 2006 nós ganhamos de Alemanha e França na base do Catenaccio. É nosso estilo e nossa história, mas acho que o Prandelli tentará algo diferente, até porque peças para fazer a mudança e um elenco muito bom para isso.

Quais são as expectativas para a Azzura esse ano? Mesmo no grupo da morte, conseguem se ver indo longe?
Normalmente temos grandes expectativas, mas além de cairmos num grupo complicado, há outros times fortíssimos como Brasil, Alemanha e Espanha. Está complicado, mas vejamos como serão os primeiros jogos.

Sabia que a Itália é provavelmente a 2ª seleção de boa parte dos brasileiros?
Não, nem imaginaria isso! Mas sabendo agora, espero que essa torcida somada à nossa seja o bastante para ao menos chegar à final!

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* Aqui na coluna Copa no Quintal você entra no clima do Mundial no Brasil, com as análises das principais seleções que nos visitarão em 2014.



por Helder Rivas | @HelderRM

Comentário da Redação > Chamem um exorcista!

Nada me tira da cabeça que tem alguma mandinga contra o Corinthians na nossa nova Meca. Não sei se enterraram algum porco no terreno, algum peixe podre atrás do gol ou algum... bom, deixa esse outro animal pra lá. Ou se tem alguma zuera dos deuses do Futebol trabalhando e que não nos deixou ganhar lá dentro nesse período pré Copa .

Ao menos o time manteve a regularidade, não se pode negar. Foram três partidas muito bem jogadas desde o jogo contra o Sport na Ilha. Mas diferente do jogo contra o Cruzeiro, por exemplo, em que o goleiro Fábio estava inspirado (frangou no gol graças a São Jorge, mas poderia ter sido mais), dessa vez pecamos por não matar o jogo quando as oportunidades surgiram.

Numa cagada colossal em que o chute do jogador do Botafogo sairia pela LATERAL, Cleber, o jogador o qual alertei a todos, fez o favor de colocar o pé na bola e encerrar a partida quase perfeita da equipe.

De qualquer maneira não sei o quão boa é essa parada da Copa. O time finalmente se entrosou e perderá seu ritmo. Mas pode-se tirar alguma lição para corrigir novamente certos erros. Só que lembremos que as ultimas “férias forçadas” que tivemos não serviram pra muita coisa (a curto prazo).

Ah, por via de dúvidas, qualquer sacerdote, padre, pastor, monge ou demais capazes de exorcizar e conjurar espíritos demoníacos, zicas e de quebra abençoar o lugar, será muito bem vindo a Itaquera. Se todos vierem juntos então, melhor ainda. Nunca se sabe, né?

Por fim, boas férias e boa Copa para todos.

Conceitos

Walter – BOM: seguro, fez algumas boas defesas e não teve culpa no gol.
Fágner – BOM: bem no apoio como de costume, não teve problemas na marcação.
Cleber – EU AVISEI: ... e vamos com calma, pois se seguir como titular, vem mais por aí.
Gil – GAMARRA: Impecável e jogando por dois. Precisa de um companheiro melhor.
Fábio Santos - WALLY: onde você estava quando saiu a jogada do gol deles no seu lado, rapaz?
Ralf – LEÃO DE CHACÁRA: ninguém passou pelo seu setor sem ser notado e desarmado.
Bruno Henrique – BOM: receberia um ótimo se não tivesse furado uma bola ainda no 1º tempo, que resultaria num 2 x 0. Fora isso, excelente na marcação, armação e nos chutes de longe.
Petros – BOM: voluntarioso, pelo 3º jogo seguido muito bem na marcação. Só precisa se soltar mais no ataque.
(Zé Paulo) – SEM CONCEITO: entrou bem, criou oportunidades no ataque, mas foi por muito pouco tempo.
Jádson – O PRIMEIRO: excelente partida, marcou com estilo o primeiro gol do Corinthians (em partidas oficiais) no seu estádio.
(Renato Augusto) – AGORA VAI: 4º jogo seguido sem lesão. Se movimentou e perdeu uma boa chance, mas já é um grande avanço.
Romarinho – LUCIANO: fez exatamente o que seu substituto fez: nada.
(Luciano) – ROMARINHO: fez exatamente o que Romarino fazia: nada.
Guerrero – BOM: se achou como ponta esquerda.
Téc. Mano Menezes – REGULAR: tirando o já clichê recuo do time no 2º tempo, não teve (muita) culpa nesse empate. Mas poderia ter mexido melhor.

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* ÓTIMO, BOM, REGULAR, RUIM ou PÉSSIMO? No Comentário da Redação, você fica sabendo o que rolou nos principais jogos da rodada, incluindo análises individuais dos atletas.

por Helder Rivas | @HelderRM

Comentário da Redação > Santos 2 x 0 Criciúma: Vi 20 minutos de bom futebol

Pode vir Copa! Pode vir que tou feliz. Finalmente vi o Santos jogar um bom futebol após o Campeonato Paulista, quando demos show diante de FORTES adversários como Botafogo-SP, Bragantino, Oeste, Mogi Mirim e Corinthians. Mas ontem foram só 20 minutos desse bom futebol.

Logo no começo do jogo, o Santos armou uma arapuca pra cima do Criciúma. Adiantou um pouco a marcação e forçou o time catarinense a errar passes. Foi assim que Arouca (que jogou muito) roubou uma bola, avançou e tocou para Gabriel abrir o placar. Pouco depois, Arouca de novo, desarmou o adversário no campo de ataque, tocou pra Gabriel, e o menino deu um passe lindo pro Diego Cardoso fazer 2 a 0.

Com menos de 20 minutos, havíamos liquidado o jogo. E o mais legal, mostrando bastante do futebol que nos deu bons agouros para o ano, visto somente no Paulistinha. Mas depois, o time se acomodou demais. Sem explicação. Sem necessidade.

Como o adversário era muito fraco, o placar não esteve em risco. MAS PORRA! Se tava jogando bem, fazendo gols, diante de um adversário fraco, vai pra cima e faz 3, 4, 5 (como era no Paulista). Parece que há uma mania geral no nosso futebol de segurar placar em qualquer situação, ninguém mais se arrisca.

Mas enfim, vitória confirmada e o Santos termina esse mini Brasileirão, antes da parada do Mundial, numa situação na tabela melhor do que eu imaginava. Nono lugar, com 14 pontos, dois atrás do vice-líder Fluminense.

Em qualidade, estamos muito longe de qualquer pretensão, mas vou tentar relativizar algumas coisas. Estamos com mais de 10 desfalques, incluindo jogadores experientes, que dão mais peso ao elenco. E estamos sem comando nenhum no que diz respeito à presidência e à diretoria. Pessoal lá largou mão do clube, e só pensa em política e eleições do clube. O ex-presidente renunciou e agora tá metralhando tudo e todos (como se ele fosse o santo). Difícil trabalhar bem com tantos fatores.

Então, vamos celebrar esse nono lugar e torcer pra que daqui a 45 dias o clube esteja em uma situação menos lamentável para que o time renda mais em campo.

Conceitos

Aranha - REI DO CAMAROTE: Acho que alguém já usou esse conceito aqui, mas acho válido repetir. Só assistiu o jogo. Mesmo com o Criciúma tendo mais a posse de bola no segundo tempo, eles quase não chutaram.
Cicinho - BOM: Participou bem de algumas jogadas ofensivas.
David Braz - BOM: Mais uma boa atuação do cara. Vamos ver até quando...
Jubal - REGULAR: Uma jogada boa, três ruins.
Zé Carlos - MAIS OU MENOS: Pode jogar bem mais... mas ok.
Renato - NOSTALGIA: Jogou no nível que víamos em 2002, 2003, 2004... e foi muito importante na marcação. Se jogar assim sempre, será muito importante.
(Leandrinho) - SEM CONCEITO: Nem tocou na bola.
Arouca - É SELEÇÃO: Melhor em campo, sem dúvida. Pena que relaxou na carreira por um tempo, porque tem bola pra estar entre os 23 da Copa, e por que não dizer, entre os 11 até.
Lucas Lima - ENCERADEIRA: Joga bem, mas enche o saco esse negócio de toda hora receber a bola e girar em volta de si mesmo e tocar pro lado/pra trás. Mais objetividade, meu filho!
Diego Cardoso - MATADOR: Gosto muito desse menino. Não gosto é dele jogando tão longe da área como está. Ontem mostrou seu oportunismo, marcando um gol por estar muito bem posicionado. Acharia muito mais legal ver ele e Gabriel jogando como uma dupla de ataque, se movimentando dentro da área.
(Geuvânio) - PÉSSIMO: Não joga mais nada. Como é possível?
Jorge Eduardo - HOMEM INVISÍVEL: Jogou 90 minutos, mas nem o vi em campo. Você joga mais que isso...
Gabriel - MATADOR 2: Sempre deixa o dele. E ontem, ao contrário de outras partidas, encheu o pé na cara do goleiro. Assim que tem que ser.
(Giva) - FRACO: É, desse eu não espero mais nada. Mas também a bola não chegou, sejamos justos.
Téc. Oswaldo de Oliveira - REGULAR: Alguns erros táticos e nas substituições (mas ele justificou dizendo que queria poupar alguns jogadores, ok). Agora tem QUARENTA E CINCO DIAS pra trabalhar e pensar em como melhorar esse time pra volta da Copa.
Cícero - ALADIN: Parabéns, cara. Vai ganhar 500 pau por mês mesmo sendo um jogador mediano e de quebra vai ser o rei do tapete! Mas para o Santos, pelo jeito, sua saída foi ótima... pelo menos vamos apreender a jogar sem depender de atletas regulares.

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* ÓTIMO, BOM, REGULAR, RUIM ou PÉSSIMO? No Comentário da Redação, você fica sabendo o que rolou nos principais jogos da rodada, incluindo análises individuais dos atletas.


por Ricardo Pilat
| pilatportasio@gmail.com | @ricardopilat

Comentário da Redação > Grêmio 0 x 0 Palmeiras: Puts...

Na certa você, caro leitor, vai estranhar esse título do texto, mas é exatamente a palavra que resume o sentimento do torcedor palmeirense com esse empate diante do Grêmio, 0 a 0. É um sentimento de “puts, era para termos vencido essa merda”. Na verdade, foi aquele típico jogo estranho, onde você acha que tudo vai dar errado e certo ao mesmo tempo.

O Verdão começou muito mal, e parecia que tudo se encaminharia para o enredo do jogo contra o Chapecoense da semana passada, cujo tive a grande honra de comentar também, mas aos poucos as coisas foram se alterando e o time começou a entrar no ritmo e ganhar corpo no jogo. Mas mesmo assim, o que estava faltando era criação no meio, estava faltando Valdivia para dar habilidade a equipe. Com a falta do mago, o time sempre fica com a mesma cara, sem graça e contando com alguma jogada alienada e fora do normal de algum jogador. Eu basicamente resumi a forma na qual o time jogou em algumas pequenas linhas, e convenhamos que o jogo em si, não ajudou muito os jornalistas de plantão a comentarem algo sobre. Confesso que estava muito mais interessante ver alguns trechos do jogo da galinhada no “Big Itaquera” do que esse jogo palmeirense mesmo, mas fui fiel (ao Palmeiras) e fiquei assistindo, mesmo com muito sono.

Mas algo me acordou no segundo tempo e me deixou extremamente puto. O gol mal anulado de Diogo, me fez xingar por algumas vezes a mãe do juiz. O Palmeiras voltou muito bem para a segunda etapa, com mais vontade e determinação em sair do zero no placar, jogando um futebol mais bonito do que o Grêmio (o que não é muito difícil de se acontecer). Daí, volto a algumas semanas atrás, e lembro do texto da vitória no jogo contra o Criciúma, na primeira rodada. Me lembro perfeitamente que não estava me importando se o time tinha jogado mal ou não, mas sim me importava com o resultado. É ruim você ver o seu time jogando melhor, merecendo vencer e no fim terminando o jogo com a igualdade no placar.

Ficou com a sensação de que dava para ter vencido, dava para ter conquistado os três pontos, e partir para essa inter temporada tranquilo, perto do G-4 e com uma pontuação muito próxima já ao que conquistamos no primeiro turno inteiro de 2012, o ano em que fomos rebaixados cujo encerramos a primeira parte do campeonato com escrotos 17 pontos.

Mas agora é vida nova, o Gareca vem aí, ou não. No meio da semana surgiu uma noticia de que o argentino ainda não havia assinado nada com o Verdão, e só estava aqui para ver se se acostumava ou não para poder ficar. Eu sinceramente não acho que seja verdade, mas filho, aqui é Palmeiras, ou seja, tudo pode acontecer. Da coisa mais zoada a coisa mais esplendorosa. De qualquer forma, ele tem 45 dias para treinar o time e dar a ele a sua cara. Espero que ele passe aos jogadores a raça argentina, porque o que anda faltando para alguns jogadores é vontade.

Conceitos

Fábio – BOM: Mais uma boa e tranquila partida do jovem arqueiro.
Wendel – BOM: Foi muito bem na marcação, principalmente na segunda etapa.
Lúcio – BOM: Uma segurança enorme. Boa partida dele.
Wellington – BOM: Voltou bem a zaga. O moleque é bom.
William Matheus – REGULAR: Faltou eficiência no apoio. Não apareceu tão bem ao ataque.
Marcelo Oliveira – BOM: Muito bem na marcação sobre os meias gremistas, principalmente o Dudu.
Renato – REGULAR: Meio grosso, dando chutões...
Felipe Menezes – REGULAR: Sonolento e morto como sempre.
(Josimar) – SEM CONCEITO: Entrou no fim, graças a Deus
Marquinhos Gabriel – REGULAR: É um cara rápido, mas não soube usar sua velocidade, principalmente nos contra-ataques.
Diogo – BOM: Ali da frente, foi o melhor. Teve um gol mal anulado.
Henrique – REGULAR: Não recebeu aquela bola suculenta.
Téc. Alberto Valentim – BOM: Como foi seu último jogo à frente da equipe, vou dar um conceito para o seu trabalho todo. Foi bom no geral, visto que assumiu o time em “crise” e venceu alguns jogos para dar tranquilidade.


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por Fernando Borchio | fernando.borchio@hotmail.com

domingo, 1 de junho de 2014

Rádio da Redação > Copa do Mundo 2014: Prévia Grupo B



Logo na primeira rodada, reedição da última final da Copa do Mundo. Esse é o Grupo B do Mundial, que tem Espanha e Holanda, mas tem também o Chile e a Austrália, uma das chaves mais complicadas que veremos no Brasil. Reunimos nossos especialistas em Espanha e em Holanda para analisar que avança. Ouça e dê seu palpite.

Apresentação: Ricardo Pilat
Comentários: Fernando Borchio e Poly Noé.

Trilha sonora: Pitbull ft. J-Lo e Claudia Leitte - We Are One; Hino da Holanda; Hino da Espanha; The Gathering - Leaves; Alejandro Sanz - Corazón Partió.
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* Na Rádio da Redação você ouve os melhores comentários esportivos da GALÁXIA com nossa equipe de redação em versão podcast!


Direto da Redação
| redacao_esporte@hotmail.com | @redacaoesporte

Clinch > Um evento ruim e um main event patético

Num sábado de jornada dupla para os amantes do MMA, o UFC realizou dois eventos: Muñoz Vs Mousasi e Miocic Vs Maldonado. E os dois foram bem abaixo do esperado.

No UFC de Berlim, o primeiro na capital alemã, destaque para a atuação de Iuri Marajó que precisou de exatamente 25 segundos para mandar o inglês Vaughan Lee pra vala. O marajoara se coloca próximo a um title eliminator da categoria dos galos, que ficou extremamente bagunçada com a derrota de Renan Barão no último sábado.

Na luta principal, o multinacional Gegard Mousasi passou com certa tranquilidade por Mark Muñoz. Desde o começo da luta, o filipino traçou como estratégia a luta agarrada. O iraniano/holandês/armênio neutralizou o jogo de quedas do oponente e aproveitou-se em uma dessas tentativas para ficar por cima, utilizar golpes no corpo e rosto, abrindo caminho para uma vitória por esgana galo.

Um main event patético

No TUF Brasil 3 Finale a coisa melhorou um pouco, mas não a ponto de fazer com que o ginásio do Ibirapuera se empolgasse.

Nos duelos dos semifinalistas eliminados, entre os pesados Marcos Pezão não tomou conhecimento de Rick Monstro, atropelando o atleta da Team Nogueira em 20 segundos. Ao final do combate, Pezão revelou que gostaria de voltar a sua categoria de origem, o peso médio. No outro duelo, Ricardo Demente finalizou Wagnão Silva com um mata leão. A sensação que fica para esse redator é que Demente deveria estar na final contra Warlley.

Nas finais, Warlley não tomou conhecimento de Márcio Lyoto na categoria dos médios. Dominou a luta em pé, no chão e finalizou no 3º round com uma guilhotina, especialidade do atleta da X-Gym. Na outra final, uma zebra. Cara de Sapato soube neutralizar o jogo do experiente Vitor Miranda e levou o título ao vencer em decisão unânime incontestável.

Contestável foi a decisão em favor de Robbie Peralta no combate contra Rony Jason. O brasileiro fez mais durante a luta, caminhou e dominou o centro do 8. Parece que só quem deveria ver isso não viu e Peralta levou em decisão dividida.

Demian Maia não teve dificuldades para passar por Aleksander Yakovlev. Desde o primeiro minuto o paulista procurou a luta de solo contra o russo, conseguindo ainda um knockdown no primeiro round. Vitória importante para manter o nome, por ser contra um adversário não muito gabaritado.

No main event mais patético da história do UFC, um meio pesado enfrentou um peso pesado, relembrando os tempos de UFC 1, onde não existiam categorias de peso. Um esforçado, porém provavelmente 15 quilos mais magro, Fábio Maldonado não foi páreo para o boxe de Stipe Miocic. O americano se impôs e nocauteou o brasileiro em curtíssimo tempo. Era nítida a diferença entre os lutadores. Constrangedor. O melhor seria deixar Miocic fora do evento, ou trazer um peso pesado para enfrentá-lo.

MatchMaker do Redação / Pai Rafael das Lutas


(Espaço dedicado a sugestões a Joe Silva, matchmaker do UFC, para futuros adversários dos personagens principais de cada evento). Na minha bola de cristal, vejo as seguintes possibilidades:

UFC Muñoz Vs Mousasi – Possibilidades para os lutadores do Co e Main Event
Gegard Mousasi Vs Tim Kennedy
Mark Muñoz Vs Francis Carmont
CB Dolloway Vs Yoel Romero

UFC Miocic Vs Maldonado – Possibilidades
Stipe Miocic Vs Júnior Cigano
Fábio Maldonado Vs Anthony Perosh
Warlley Alves Vs Jordan Mein
Cara de Sapato Vs Hans Stringer
Demian Maia Vs Tarec Saffiedine

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* A coluna Clinch traz a análise dos principais eventos de artes marciais do planeta.


por Rafael Gomes | rafagomesdesouza@gmail.com | @rafaeldudu

Volta Olímpica > Final do NBB no estilo arritmia cardíaca – Cada batida por segundo era vida ou morte

Flamengo conquista pela terceira vez o NBB (Foto: Globo.com)
Como alguns já previam, o Flamengo foi o grande campeão do NBB6. Mas, o que poucos acreditavam era que a final seria um jogaço. E foi! Pau a pau. Lá e cá. Cesta aqui, cesta ali. Falta dele e daquele. Mais uma vez o Paulistano surpreendeu e não só os jogadores do Flamengo, mas os mais de 12 mil torcedores flamenguistas que se calaram em vários momentos na Arena HSBC, na Barra da Tijuca.

Para aqueles que não acompanharam o jogo no ginásio, no Rio de Janeiro, como eu, não faltou emoção também. A cada cesta do Paulistano, time que eu tenho que confessar que estava torcendo, era um grito meu em casa, em plena manhã de sábado. Tadinho do vizinho que teve que escutar várias vezes o meu grito e do meu namorado Thiago Jacintho, também redator deste nobre veículo, que eu consegui converter para o basquete.

Neste 31 de maio, o café da manhã acabou sendo pão de queijo e cerveja. Afinal, tava dificil aguentar a tensão do jogo que parecia um verdadeiro teste para cardíacos. Foi como uma amiga minha me disse: “É aquele típico jogo ótimo pra quem não torce pra nenhum time. Pra torcedor mesmo...tá complicado”.

Teve jogador saindo de quadra sangrando, técnico ficando vermelho de tanto dar bronca, muitos rebotes (o que significa que tiveram muitos erros de arremesso), erros de juiz (marcando falta para um time sendo que era para outro), placar errado (ao computarem cesta de três pontos e não de dois para um dos times) e muita ginga, catimba, balacobaco, ziriguidum, ou seja, aquele tempero brasileiro...

Bem, foi um jogo para ganhar novos ídolos e torcedores no basquete e também para enfartar qualquer um. Os cariocas da gema começaram bem o jogo e terminaram muito bem também. Mas o Paulistano, time dos barbudos, não deixou barato. Impuseram marcação forte durante todo os 40 minutos e lutaram até o segundo final. Até chegaram a ficar na frente do placar no segundo quarto, quando foram para o intervalo com dois pontos na frente (40 a 38). Porém, a soberania flamenguista prevaleceu e não teve jeito e nem superstição e macumba que acabasse com essa marra e força dos cariocas.

Até tentei ficar na mesma posição durante todo o jogo, sem sair do lugar, para dar sorte ao Paulistano, mas não deu. Acabei com muita câimbra nas pernas e com a tristeza da derrota. O destino dos flamenguistas já tinha sido traçado mesmo. Pela segunda final seguida do NBB e terceira vez em toda a história do campeonato, o Flamengo levantou a taça e foi o campeão da sexta temporada do Novo Basquete Brasil. Mas é como disse um grande companheiro meu: O Flamengo ganhou e mereceu por ter errado menos e arrumado os pequenos detalhes nos minutos finais. Mas o Paulistano também saiu vitorioso. Afinal, fazia 19 anos que um time da capital paulista não disputava uma final de campeonato brasileiro de basquete e a primeira vez que este time foi para uma decisão de NBB. Ele fez história e começou uma nova era!

A sexta temporada do NBB finaliza em grande estilo, com um confronto pau a pau, muita disputa e equilíbrio, como foi durante todos esses mais de 6 meses de campeonato. Que o próximo tenha o mesmo gostinho de alegrias, surpresas e superações.

E que o basquete seja elevado aos mais altos patamares de atenção, pois ele merece.

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* Dê uma Volta Olímpica aqui no Redação do Esporte e saiba tudo sobre os esportes olímpicos brasileiros.


por Luiza Vaz
| luizavdias@gmail.com

sábado, 31 de maio de 2014

Copa no Quintal > Do lado de lá: Argentina

Mais uma entrevista da série "Do lado de lá". Hoje o escolhido é "hermano". Mas ele é gente boa, viu?

Gabriel Borelli – Argentino, estudante de sociologia, torcedor do San Lorenzo

Essa é, finalmente, a Copa de Messi? Apesar de suas vitórias e tantos títulos pelo Barcelona é de conhecimento geral que ele não é tão “querido” como outros jogadores em sua terra natal. Se ganhar essa Copa com destaque, ele finalmente será colocado no patamar de Diego?

Espero que seja a Copa do Messi! Mas pelo que é o futebol nos últimos tempos e por como vêm alguns times, duvido muito que um jogador só possa fazer a diferença sozinho como em outras época. Hoje o futebol está mais “tático”, mais brigado no meio de campo onde a prioridade maior é pressionar e não deixar o adversário jogar ao invés de sair jogando bem e dando espetáculo. Sem duvidas Messi é a figura mais importante do Mundial sendo o melhor jogador do mundo a 6 ou 7 anos, mas tenho minhas dúvidas se ele poderá fazer a diferença nesses 3, 4, 5, 6 e/ou se Deus quiser, 7 jogos, sozinho. Atualmente ele conseguiu o respeito de todos aqui na Argentina por ter feito uma grande eliminatória e por várias demonstrações públicas de afeto pela sua terra. Por nossas raízes italianas, costumamos ter extremo respeito e carinho pelo lugar onde nascemos, de onde somos. Diego veio das periferias da Grande Buenos Aires e sempre foi assim, um jovem prodígio que saiu das camadas mais baixas e lutou para alcançar o estrelato sem nunca esquecer de onde veio, sempre se mantendo popular, muito parecido com Tevez, declarado o “jogador do povo”. Já Messi é o contrário, veio de uma família de classe média baixa é o reflexo dos argentinos que se mudaram do país em 2001 devido a crise. Nunca jogou no futebol argentino e só fomos conhecê-lo quando já era um craque de renome. Caso seja abençoado com a força para carregar esse time nas costas e ser campeão, poderá entrar no patamar dos maiores da história ao lado de Diego e Pelé. 

Acha que Sabella fez bem em deixar Carlitos Tevez de fora? Acha que ele fará falta no time argentino?
Creio que sim, pois foi uma decisão da sua comissão técnica, já que formou-a e seu elenco e com certeza sabe das questões internas. A população de modo geral não gostou dessa decisão, mas Grondona (dirigente da AFA) já veio a publico esclarecer que foi por uma questão “de grupo”. A Argentina tem Leo, Higuain e Aguero, o ataque que Sabella montou e fez funcionar durante as eliminatórias, forte e melhor que as formações anteriores. Esses são os titulares e Tevez, até por sua personalidade, não é alguém que ficaria “bem” no banco. Temos boas opções para a frente e Tevez não é alguém que nos faria falta, ao contrário da defesa onde Thiago Silva, David Luiz ou Sergio Ramos cairiam bem, ou no meio com “enganches” tais como Busquets e Schweinsteiger (não estou pedindo nada de mais!). A fraqueza desse time está nas duas primeiras linhas, não no ataque.

Por fim vocês já tem um Deus, agora um Papa. Não precisam de mais nada para ganhar a Copa, né? Ainda mais jogando na casa dos grandes rivais, consegue imaginar o tamanho de uma final com Brasil e Argentina?
Começo essa resposta completando sua primeira frase: temos Deus (Diego), temos um Papa (Francisco) e temos um MESSIAS! Francisco está rezando para que o nosso San Lorenzo ganhe a Libertadores e parece que já deu resultados, vide a maneira como eliminamos três equipes brasileiras e as vitórias milagrosas contra Grêmio e Cruzeiro (que aqui eram vistos como os dois favoritos para ganhar o torneio). Mesmo jogando mal espero que concretize o milagre! E com nossa seleção jogando no Brasil, obviamente a final deveria ser contra vocês! É o maior e mais importante clássico do futebol mundial e não poderia ser diferente. A pressão em cima de ambos os times seria muito forte e jogo em si, daqueles de infartar o torcedor! Mas acho difícil já que na minha opinião Alemanha, Brasil, Espanha e Argentina entram como favoritos, exatamente nessa ordem. Só que como já sabemos bem que no futebol a lógica não costuma aparecer muito, a sorte pode acabar decidindo tudo.


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* Aqui na coluna Copa no Quintal você entra no clima do Mundial no Brasil, com as análises das principais seleções que nos visitarão em 2014.



por Helder Rivas | @HelderRM

En la Cancha > Libertadores: Quatro times e um lugar na história

Chegando na velocidade “Rubens Barrichello” para falar sobre a Libertadores. Esse é o último “La Cancha” até a volta da competição, já que a partir de agora ficarei incumbido de acompanhar a gloriosa Albiceleste rumo ao tricampeonato.

A Libertadores chegou a sua fase semifinal (que será disputada após a Copa) com quatro equipes “virgens” na disputa. San Lorenzo, Bolívar, Defensor e Nacional do Paraguai vão lutar por seu primeiro título na história da competição.

De um lado da chave o confronto será entre o San Lorenzo, que eliminou três brasileiros na competição – Botafogo, Grêmio e, por último, o Cruzeiro – e vem forte para fechar com chave de ouro uma temporada mística para o clube. Seus adversários serão o Bolívar e a altitude de La Paz. Acredito que com muita dificuldade o “Time do Papa” chegue à final e transforme sua temporada em inesquecível.

 Do outro lado da chave, estarão os dois maiores azarões do torneio. Defensor e Nacional não estariam cotados na bolsa de apostas nem de seus torcedores mais fanáticos, mas vão duelar por um feito inédito. Apesar do confronto equilibrado, acredito que o Defensor (que tem uma puta história bacana) chega à final e mantém a mística uruguaia acesa e a rivalidade com os argentinos em alta.

Torço por uma final entre argentinos e uruguaios. E deixo registrado que a falta de um time brasileiro nas semifinais é vergonhosa para o “país do futebol”, afinal de contas, nossos times têm um poderio econômico muito superior aos nossos adversários. Que sirva de reflexão para a cartolagem brasileira...

#PartiuCOPA  #AvantiAlbi

 
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* A coluna En la Cancha fala sobre os principais assuntos do futebol sul-americano.


por Rodrigo Svrcek
| @svrcek_rodrigo

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Comentário da Redação > Festa estranha com gente esquisita

Flamengo e Figueirense se enfrentaram no Morumbi (!!!!!) numa manobra estúpida da diretoria rubro-negra. Jogo quinta, 19h30min em São Paulo, tinha tudo pra não dar certo. E não deu. 5000 pessoas foram ao estádio, incluindo este que vos fala. Em partidas contra o São Paulo no mesmo estádio num domingo já colocamos 12 mil. Jogo com a cara de Macaé, estádio pequeno, público ávido pelo Flamengo... Enfim.

Do jogo em si não tem muito o que falar. Péssima partida de dois condidatos fortes ao rebaixamento. Dá nem gosto de comentar, somente pela bicicleta quase gol de Alecsandro.

Além da festa estranha, notoriamente víamos uma torcida que não tem o hábito de torcer pelo time. Gente esquisita que vaia Elano com pouco mais de 20 minutos. Que parecia só saber os gritos de "Mengoooo", já que as tantas outras músicas ficaram escondidas.

O gol marcado pelo time catarinense foi o retrato fiel do time esse ano: falha do goleiro e zaga perdida. O nosso só saiu graças a um lampejo de Samir, zagueiro, melhor que qualquer meia do atual elenco na criação de jogadas.

Foto do Rafael Gomes, direto das frias arquibancadas do Morumbi
O Morumbi estava frio, como o cérebro do nosso técnico que colocou Igor Sartori no intervalo e sacou erroneamente o jovem com 29 minutos. Ney Fraco mostrou que não tem a situação sob controle. E pior, queimou à toa uma substituição e a cabeça do garoto.

Chega a ser desesperador assistir ao Flamengo. Perto do fim do jogo, Leo Moura abandonou a lateral. Foi jogar de meia inexplicavelmente. O time pressionou, mas esbarrou na falta de qualidade.

A gente esquisita da festa estranha gritou pedindo raça. É bom novamente frisar: o problema é de ordem técnica. O time é péssimo.

Mostrando ótimo timing, nosso Presidente sai de férias. O cheiro é de golpe de Estado. Na sua ausência, coisas vão mudar. Como se precisasse já que Eduardo é apenas um fantoche na mão de Wallim.

Ainda bem que #vaitercopa. Porque o caso é grave e exige quarentena. Deus queira que dê tempo de curar...

Conceitos

Paulo Victor - ROGÉRIO CENI: Fez todo o ritual especial do "mito": Ajoelhou e rebateu a bola pra frente no gol dos catarinenses. Volta JC! Habeas Corpus, Bruno!
Léo Moura - RECALCULANDO ROTA: Perdido, não sabia se era lateral ou meia.
Wallace - REGULAR: Jogar bola que é bom, já faz um tempinho que não vemos você fazendo isso.
SaMITO - THIAGO SILVA: Dominou a área, ganhou as divididas e ainda apareceu na frente. Cresce de produção.
André Santos - 800 ANOS: Tenho a ligeira certeza que você cansa ao descer do ônibus pro jogo. Pelo amor de Deus, procura um personal trainer.
Amaral - SAUDADES DUNGA: Bate feito o ex capitão da Seleção. É tao valente quanto. Não lhe falta vontade, mas erra passe de dois metros. Isso Dunga não fazia.
Márcio Araújo - ESCOLINHA: Cruzou bola na frente da área. Não pode.
Luiz Antonio - RUIM: Erra passes, é displicente, se esconde da bola.
(Negueba) - TODO MUNDO ODEIA O CRIS: Todo mundo te odeia mas vou te defender. Bom jogo, como contra o Santos, tentou de tudo e chamou a responsa. Deveria ter jogado desde o começo.
Elano - RUIM: Não entendi as vaias no começo, ate que ele começou a dar motivos para.
(Igor Sartori) - PASSE LIVRE: Entrou pra colocar mais pressão nos catarinenses e até estava conseguindo ajudar quando Ney o tirou do jogo. Deveria ter o direito de socar o técnico.
(Lucas Mugni) - NA ARGENTINA:... É fácil. Não jogou nada. Absolutamente nada.
Paulinho - REGULAR: Enquanto não marcar, este fantasma vai persegui-lo. Perdeu boa chance por isso. Parece com o pé pesado.
Alecsandro - PELO AMOR DE DEUS: Seja só jogador. Fez o gol, deu uma bela bicicleta, mas notícias dizem que ele tenta cavar duas vagas no elenco: Richarlyson e Rosinei. Que isso seja mentira. Péssimas escolhas.
Téc. Ney Franco - SOME DA MINHA FRENTE: Some do Flamengo. Péssimo técnico. Não transmite confiança aos jogadores, não sabe como o adversário joga, não é técnico. Simples assim.

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* ÓTIMO, BOM, REGULAR, RUIM ou PÉSSIMO? Ou outra coisa? No Comentário da Redação, você fica sabendo o que rolou nos principais jogos da rodada, incluindo análises individuais dos atletas de um jeito diferenciado!

por Rafael Gomes | rafagomesdesouza@gmail.com | @rafaeldudu

Rádio da Redação > Copa do Mundo 2014: Prévia Grupo G



Alemanha, Portugal, Gana e Estados Unidos. Seria esse o grupo da morte da Copa do Mundo? Nossa equipe de Redação se reuniu para discutir o Grupo G da Copa. Com direito a dois alemães e dois portugueses debatendo quem vai ficar com o primeiro lugar nessa chave! Qual o seu palpite?

Apresentação: Ricardo Pilat
Comentários: Thiago Passarelli, Marco Miranda, Antonio Lemos e Victor Mesquita.

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Direto da Redação
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Volta Olímpica > NBB6: Uma final de campeonato nada esperada

Para alguém que acompanha basquete desde pequena, ou melhor desde os 10 anos de idade, ver um campeonato de basquete NACIONAL bem disputado, lotando ginásios e criando novos ídolos chega a ser até bem emocionante e irônico em ano de Copa do Mundo de Futebol. 

Esse ano o Novo Basquete Brasil, mais conhecido como NBB, foi um pouco atípico. Teve bicampeão sendo massacrado por uma série de 3 a 0 nas quartas de finais; time ‘sem tradição’ tirando time com tradição; equipe pulando da 12° posição, última colocação para a segunda fase (mais conhecida como os playoffs), para a 4°; ginásios vazios como punições devido a brigas em jogos anteriores; equipes sendo rebaixadas pela primeira vez, com a criação de uma série ‘B’ chamada de Liga Ouro; e feitos inéditos de um time pouco conhecido, o Paulistano, que chegou à primeira semifinal e agora vai para a decisão de campeonato nacional.

As tantas surpresas, ou se preferirem dizer zebras, no campeonato não surpreendem o bam bam bam do NBB, Paulo Bassul, ex-técnico da seleção brasileira de basquete feminino e gerente técnico da Liga Nacional de Basquete (LNB). No último jogo, ele conversou um pouco comigo e confirmou que esta é a temporada mais disputada do NBB. Foram 40% de vitórias fora de casa dos times, o que não acontecia muito no passado.

Mas, alguns times não me surpreenderam. O Flamengo chegou a final. Obaaa!... quer dizer, de novo!! É, de novo. Se eles não fossem para final aí sim ia ser muito estranho.  Esses cariocas da gema participaram de três das cinco decisões do NBB. Em 2013, contra o Uberlândia e em 2010 e 2009 contra o Brasília. Agora, vem para a sua quarta final, com a mesma garra dos anos anteriores. Tendo o terceiro melhor reboteiro, Olivinha, e o terceiro melhor arremessador de três pontos, Marcelinho. E ainda é o segundo time a dar mais assistências por jogo.

Para os flamenguistas roxos, o campeonato não foi tão suado e nem os deixou a um fio de ter uma parada cardíaca de tanta emoção. Podemos dizer que o único momento mais tenso e que os deixou com medinho foram as primeiras duas partidas contra o Mogi das Cruzes. Este empatou a série das semifinais em 1 a 1. Mas, depois de alguns ajustes e da alavancada de alguns jogadores como Meyinsse e Felício, o time desarmou os mogianos e apertou o acelerador, atropelando  a equipe do interior de São Paulo, fazendo 3 a 1 na série.

Deixarei o Flamengo de lado, pois eles não são nenhuma surpresa nesta final. O inusitado vem com o seu adversário: o Paulistano. Os torcedores destes sim tiveram que tomar muito calmante para aguentar tanta emoção neste NBB. Mas também, o time teve muitos feitos inéditos em sua história e ralou muito para chegar aonde chegou. Sua melhor classificação tinha sido o oitavo lugar nas edições anteriores. 2014 é um ano especial para os barbudos do Paulistano que ficaram em segundo lugar na fase de classificação. Passaram por Franca e São José e, pela primeira vez, estão em uma final. Como eles mesmos falam: “Surpreendemos a todos”.

Nos playoffs, foi na raça e na confiança entre o jogo coletivo e a marcação forte que eles derrubaram grandes e tradicionais times. Principalmente, o grito de guerra dos francanos de “é tradição”. Ambas partidas nas quartas de finais e semifinais foram decididas no quinto e último jogo da série. Com o ginásio lotado, os Paulistanos calaram as torcidas azul e amarela dos joseenses e azul e branco dos francanos. Além disso, derrubaram a marra do pivô Paulão e do ala/pivô Jefferson, que vinham disparados como os favoritos nos jogos.

Tanto na última partida das semifinais quanto nas quartas de finais o Paulistano vibrou com uma intensidade e emoção que parecia final de campeonato. Teve jogador barbudo chorando E MUITO na quadra após o apito final do juiz.

Neste sábado, digamos que o dia começa cedo. Às 10 horas, vou trocar meu pão de café da manhã por algumas pipocas. Afinal, um duelo de gigantes vem por aí entre os barbudos e surpreendentes do Paulistano contra os grandalhões e temidos do Flamengo. Quem leva a jogada? Bem, eu prefiro não apostar em ninguém. Podemos ter mais uma zebra (ou melhor mais surpresas) ou a consolidação de um reinado carioca no topo do NBB. Que vença o melhor !

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por Luiza Vaz
| luizavdias@gmail.com