A McLaren anunciou nesta sexta-feira que não vai recorrer da decisão do Conselho Mundial de Esporte Motor de multar a escuderia em US$ 100 milhões e excluí-la do Mundial de Construtores de 2007 por espionagem contra a Ferrari. Essa foi a sentença definida em um julgamento em Paris, no dia 13 de setembro."Depois de ter tempo de analisar o julgamento do Conselho Mundial de Esporte Motor com seus advogados e acionistas, a McLaren acredita que é melhor para os interesses do esporte, seus objetivos de vencer corridas e conquistar campeonatos mundiais, não apelar", diz um comunicado da escuderia em seu site.
O texto afirma ainda que ficou claro no julgamento que havia provas quanto à acusação de que um funcionário da McLaren tinha posse não autorizada de documentos e informações confidenciais da Ferrari. A escuderia inglesa ressalta, no entanto, que as informações não foram aplicadas ou repassadas à equipe de engenharia. Ainda assim, houve quebra no Código de Conduta da Federação Internacional de Automobilismo (FIA).
"Para nosso arrependimento e constrangimento, o conteúdo de emails antes desconhecidos demonstrou que a posse não estava restrita a uma só pessoa", afirma ainda o comunicado. No texto, a McLaren reafirma que nunca usou as informações proibidas para tirar vantagem em seus carros e garante que vai reavaliar as estruturas da empresa.
Ao final, o comunicado traz uma declaração de Ron Dennis, o chefe da escuderia:
- Acreditamos que a equipe superou essa enorme confusão. A McLaren quer vencer corridas e campeonatos mundiais. Temos sorte de ter, e continuar recebendo, apoio incondicional de nossos funcionários, patrocinadores e fãs de Fórmula 1 em todo o mundo - e todos eles estão igualmente confiantes de que estamos completamente focados em ganhar o Mundial de Pilotos deste ano e as três corridas que ainda restam nesta temporada.
Montoya: 'Fiquei com pena de Alonso'
* Piloto colombiano revela que espanhol não é ninguém para o chefe de equipe da McLaren.
Juan Pablo Montoya revelou, nesta sexta-feira, que ficou com pena de Fernando Alonso quando soube quem seria seu companheiro de equipe. O piloto ainda disse, em entrevista à agência de notícias “Associated Press”, que não se surpreendeu com o fato de o espanhol ter uma passagem conturbada na McLaren.- Fernando (Alonso) é um cara legal, mas na Renault ele era o número um. Estava acostumado a vencer, além de ter tudo que queria. Quando ele foi para a McLaren, e eu soube que Lewis (Hamilton) seria seu companheiro de equipe, pensei ‘Meu Deus’. Logo fiquei com pena dele, porque Hamilton é o queridinho do Ron (Dennis), principal financiador de toda sua carreira no automobilismo. Por isso, ele considera Lewis como um filho e quer vê-lo vencer. Alonso não é ninguém para ele – critica o colombiano.
Montoya ainda comentou sobre as semelhanças na sua relação e de Alonso com Ron Dennis. O piloto acredita que o problema está na atitude do chefe da McLaren em querer mandar sempre na equipe.
- Ron (Dennis), fora do ambiente de trabalho, é uma ótima pessoa. Mas, tem dupla personalidade. O cara, com quem eu jogava golfe, não era o mesmo no escritório. Ele era tão diferente que, às vezes, não o reconhecíamos. Dennis gosta de controlar tudo, e por isso Alonso está chateado, já que não está acostumado com pessoas assim. Ron convive com pilotos que não falam nada. Todos são muito bons e fazem tudo que pede. Quando fui para a equipe, ele não gostou. Agora, com Fernando (Alonso), acontece o mesmo – completa.
Spyker confirma venda de escuderia
* Diretor da equipe Michiel Mol se junta a indiano Vijay Mallya para realizar compra.
A holandesa Spyker confirmou, na noite desta quinta-feira (20), a venda de sua escuderia de Fórmula 1, por US$ 123 milhões (aproximadamente R$ 240 milhões), a um grupo liderado pelo empresário indiano Vijay Mallya. O acordo foi feito entre Michiel Mol, atual diretor da escuderia, que se juntou ao indiano para fazer a proposta à Spyker. Com a venda, o grupo holandês vai buscar se recuperar dos prejuízos causados pela escuderia.A proposta de compra foi feita no dia 1 de setembro pela Strongwind, braço de investimento das empresas da família Mol, em associação com o grupo Watson Limited, que pertence a Vijay Mallya. O indiano possui também empresas de bebidas e transportes aéreos.
- Com a venda da equipe de Fórmula 1 aprovada a princípio, a Spyker Cars N.V. retornará à tarefa de finalizar a revisão de sua estratégia interna e refinanciamento, iniciados no último mês de maio - afirmou a Spyker em um comunicado.
Menos de um ano depois que a Spyker comprou a Midland, antiga Jordan, a escuderia já dava prejuízos, segundo o próprio grupo, por conta dos altos gastos com contratos de publicidade. A venda da equipe faz parte de um plano de refinanciamento de custos, desencadeado em agosto.
No dia 29 de setembro os acionistas da empresa se reunirão para fechar a venda da equipe.
Esta será a quarta vez que o time vai mudar de mão – e talvez de nome – em três anos. Em 2005, a então Jordan foi vendida à holandesa Midland que, menos de um ano depois a vendeu para a Spyker. Com a compra, Vijay Mallya quer colocar a Índia no calendário da Fórmula 1.
fonte: globo.com
Redator: Marco Miranda
marco_mirand@yahoo.com.br
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