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terça-feira, 28 de agosto de 2007

Basquete > Apático, Brasil é atropelado em Las Vegas

* Perdida em quadra, seleção permite domínio de Porto Rico do início ao fim da partida
Por esta, o torcedor brasileiro não esperava. Com um basquete apático, sem vibração e perdido no ataque e na defesa, a seleção masculina estreou com uma derrota dolorosa para Porto Rico na segunda fase do Pré-Olímpico de Las Vegas. O resultado de 97 a 75 liga o sinal de alerta para a equipe verde-amarela, que agora pode depender de uma vitória sobre a Argentina, na quarta-feira, para evitar um confronto fatal contra os americanos na semifinal.

O Brasil não conseguiu liderar o placar em nenhum momento da partida. A cada chance de reação, erros primários jogavam um balde de água fria no elenco. A defesa, sem vibração, não conseguiu conter os chutes de três dos porto-riquenhos. No ataque, o único alento foi o brilho de Leandrinho no terceiro período. Muito pouco para quem quer ir a Pequim.
A diferença no placar chegou a 28 pontos, e só foi cortada porque o adversário poupou os titulares na reta final. Elias Ayuso comandou Porto Rico, com 24 pontos e cinco chutes de três. Em seguida, vieram Peter Ramos e Filberto Rivera, com 14 pontos cada. Leandrinho foi o cestinha brasileiro, com 34, seguido por Tiago Splitter, com 15 pontos e 11 rebotes. Só os dois conseguiram quebrar a barreira dos 10.

Estratégia errada desde o primeiro minuto

O ataque brasileiro começou a partida desenhando lances para os chutes de três de Marcelinho, que não estava com a mão boa. Porto Rico, ao contrário, surpreendeu ao iniciar os trabalhos jogando dentro do garrafão, com Ramos. Com isso, a equipe abriu 9 a 1. Aos poucos, as bolas de três porto-riquenhas começaram a cair, devido às falhas de marcação da defesa verde-amarela.

Quando tentou jogar mais embaixo da cesta, especialmente com Splitter, o Brasil melhorou. Mas ainda assim, não foi o suficiente para equilibrar o placar, que terminou em 19 a 13 após 10 minutos.

No segundo quarto, a seleção brasileira evitou os chutes de longa distância e reagiu. Poderia ter empatado antes da metade do período, mas Leandrinho forçou um arremesso e errou. Na marca de 6m40, Murilo e Marquinhos substituíram Nenê e Leandrinho. De início, as mudanças não surtiram efeito, mas logo depois o time começou a se acertar.

Dois erros de Alex na marcação de Ayuso, no entanto, devolveram a diferença para os 11 pontos, e as equipes foram para o vestiário com 39 a 28 no placar. Àquela altura, o Brasil já tinha um péssimo aproveitamento nos arremessos.

Segundo tempo começa bem e termina péssimo

Na volta para o terceiro período, o Brasil voltou a apostar no jogo de garrafão e cortou a desvantagem para sete pontos. Na defesa, Marcelinho continuava chegando atrasado para marcar os chutes de três. Alex o substituiu mas repetiu os erros e cometeu duas faltas. Ao menos Leandrinho entrou no jogo e comandou o ataque. O principal atleta do Brasil chegou aos 22 pontos.

Ainda assim, o Brasil permitiu que Arroyo entrasse no jogo. O armador, que estava zerado no primeiro tempo, marcou 11 pontos, incluindo uma linda cesta no último segundo, fechando em 65 a 54.

Quando começou o último quarto, o trem saiu dos trilhos de vez. Apática, a seleção brasileira ficou assistindo ao adversário e permitiu sete pontos seguidos. A diferença pulou para 18 nos primeiros dois minutos. Na defesa, a equipe não se encontrava, e no ataque, os chutes saíam totalmente tortos. Neste momento, a equipe ainda deu sorte, porque dois porto-riquenhos erraram tiros de três livres.

EUA batem México por 'apenas' 27 pontos
* Americanos permitem reação no segundo quarto, mas controlam a vitória sem sustos

Após um primeiro quarto arrasador, com 45 pontos, a seleção dos Estados Unidos dava a entender que não deixaria pedra sobre pedra na equipe mexicana. Não foi tão fácil assim. Apesar da resistência do adversário, que chegou a emplacar uma reação no segundo período, os americanos deram conta do recado e estrearam na segunda fase do Pré-Olímpico com uma vitória tranqüila, por 127 a 100.

Foi a menor diferença de placar em um jogo dos Estados Unidos na competição até agora. O cestinha da noite foi Carmelo Anthony, com 28 pontos, seguido por Kobe Bryant (21), Dwight Howard (19) e LeBron James (19). Jason Kidd saiu zerado, mas deu sete assistências.

Pelo México, o maior pontuador foi Beck Castro, com 20. Pedrosa e Mariscal contribuíram com 19 cada.

Um começo para tirar o fôlego

Os EUA começaram a partida em ritmo alucinante. Com uma nova formação titular, incluindo Chauncey Billups e Amare Stoudemire nos lugares de Kidd e Howard, a equipe contou com o trio Kobe, LeBron e Carmelo para manter a defesa sempre forte e o contra-ataque afiado. Com isso, levantou a torcida nas arquibancadas do ginásio da Universidade de Las Vegas. O primeiro período terminou em 45 a 23, superando os 42 pontos no quarto inicial contra Ilhas Virgens.

A partir daquele momento, o público esperava show. Mas faltou combinar com o adversário. O México surpreendeu ao emplacar uma reação. Com bom aproveitamento nos arremessos, inclusive nos tiros de três, a equipe venceu o período por 28 a 20, para a surpresa de todos na arena.

Kobe leva drible fantástico de mexicano

Apesar da resistência, as coisas foram voltando ao normal aos poucos. Na volta do vestiário, os americanos retomaram o controle da partida e abriram mais nove pontos. Kobe Bryant chegou a levar um drible desconcertante de Castro, o que mexeu com a torcida.

Os Estados Unidos usaram durante bastante tempo uma formação com dois armadores ao mesmo tempo, revezando entre Jason Kidd, Chauncey Billups e Deron Williams. O resultado não foi tão bom como esperado, mas serviu como teste para o restante da competição.

No último quarto, a grande expectativa era saber se o México passaria dos 100 pontos. E passou, com uma cesta nos últimos segundos.


Fonte: Globo.com












Redator: Rafael Moraes

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