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quinta-feira, 30 de maio de 2013

Comentário da Redação > Com má pontaria, Corinthians consegue o segundo empate

Por um lado o Timão está há dois jogos sem ganhar, mas está também há dois sem perder. Porém o certo é que tem dois pontos em seis possíveis. E a novidade foi a entrada de Pato como titular, mas ele não jogou bem e perdeu um gol feito no empate de ontem contra o Goiás, 1 a 1.

No primeiro tempo, o time de Tite não conseguia criar nada e via o Goiás comandar as ações no jogo. Tanto que teve dois impedimentos marcados, quando saía na cara de Cássio, e seis escanteios. E em um deles surgiu o gol de Ernando, após boa defesa do camisa 12 corintiano, o próprio zagueiro aproveitou e mandou para o fundo das redes.

Na volta do intervalo, Douglas voltou bem e em duas bolas enfiadas viu Pato e Guerrero desperdiçarem boas chances. Mas como sempre um volante salvou o time (assim como contra o Botafogo), Guilherme, substituto imediato de Paulinho, aproveitou bate e rebate na área e mandou para as redes.

O time do Corinthians é bom, mas precisa ter a garra do ano passado senão, não sei o que pode acontecer...

Conceitos

Cássio – BOM: Voltou a mostrar segurança, boa defesa na cabeçada de Ernando, mas sem culpa na hora do rebote.
Edenílson – REGULAR: É melhor que Alessandro, mas precisa de apoio na hora de subir. Bem na defesa.
(Léo) – SEM CONCEITO: Entrou no fim.
Chicão – REGULAR: Boa dupla com Gil, mas ficou rendido nas jogadas de velocidade do Goiás, por estar sem ritmo.
Gil – BOM: Sempre sério e seguro. Realizou bons desarmes.
Fábio Santos – PÉSSIMO: Muito nervoso, fez uma falta dura no meio de campo e merecia ter sido expulso.
Ralf – REGULAR: Bem na marcação (como se fosse novidade), ainda tentou armar o time em alguns lances.
Guilherme – BOM: Melhor da equipe, ao lado de Douglas. Começou nervoso o jogo, mas se soltou no decorrer da partida e ainda marcou o seu.
(William Arão) – SEM CONCEITO: Entrou no fim, sem nota.
Douglas – BOM: Não se pode reclamar do camisa 10 do Timão, quando joga bem, com bons passes, os atacantes não colaboram.
Romarinho – REGULAR: Buscou o jogo sempre, mas abusou da individualidade. Às vezes o mais fácil é tocar de primeira e sair para receber.
Emerson – PÉSSIMO: Foi notado em campo apenas quando tentava cavar faltas.
(Guerrero) – BOM: Entrou bem no jogo, mas perdeu duas chances claras.
Pato – HORRÍVEL, PÉSSIMO– Não fez nada no jogo e ainda perdeu um gol feito.
Téc. Tite – Regular – Escalou bem a equipe, mas não contava com a má atuação da equipe no primeiro tempo, depois acertou na entrada de Guerrero e o time melhorou.

Foto: Gazeta Press

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* ÓTIMO, BOM, REGULAR, RUIM ou PÉSSIMO? No Comentário da Redação, você fica sabendo o que rolou nos principais jogos da rodada, incluindo análises individuais dos atletas.



por Rodrigo Bocatti | @digo90 | http://esportesarena.com.br

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Comentário da Redação > 11 anos depois, Palmeiras exorciza “fantasma” e goleia ASA

Depois de 11 anos, o Palmeiras voltou a Arapiraca para encarar o ASA e saiu do Fumeirão com uma grande vitória por 3 a 0. Com isso, os comandados por Gilson Kleina assume a liderança da Série B com 6 pontos em dois jogos.

O Verdão teve uma alteração em relação ao jogo anterior. Kleina saiu do 4-3-3 e entrou no famoso 4-4-2 com a entrada de Wesley no lugar de Vinícius.

Aos sete minutos, Leandro lançou  Kléber. O atacante ganhou na corrida do zagueiro, driblou Gilson e mesmo desequilibrado arrumou espaço para marcar o primeiro gol da partida.

A resposta do ASA saiu aos 13 minutos. Osmar ganhou pela ponta direita, deu um corte em Charles e finalizou para boa defesa de Bruno.

Aos 21, Leandro recebeu passe na entrada da área e rolou para Juninho, livre finalizar por baixo de Gilson.

Os mandantes não conseguiam ameaçar o gol de Bruno, enquanto o Palmeiras administrava o placar e não demorou para sair o terceiro tento alviverde. Aos 42, após falha do zagueiro Tiago Garça, Tiago Real apareceu sozinho e chutou para marcar o seu segundo gol na Série B.

Na etapa final, os comandados de Gilson Kleina diminuíram o ritmo, porém a equipe de Arapiraca pouco ameaçou o gol defendido por Bruno, e o placar ficou inalterado.

Conceitos

Bruno - BOM: foi exigido em apenas uma bola, no mais, só assistiu;
Ayrton - BOM: apoiou e defendeu bem. Quase marcou um gol;
Maurício Ramos - BOM: só assistiu. Não foi exigido;
Henrique - BOM: o mesmo Henrique de sempre. Bem na defesa e na saída de bola;
Juninho - BOM: fez bom trabalho no apoio e marcou um gol;
Márcio Araújo - BOM: começou mal e depois melhorou;
Charles - REGULAR: não é aquele jogador da Libertadores, tá devendo;
Wesley - REGULAR: continua devendo desde que chegou ao Palmeiras. Não correspondeu o suficiente para vestir a camisa do time;
Tiago Real - BOM: jogou bem, apesar de ter uma função diferente do Valdívia, vem sendo um bom destaque nesse meio-campo. Marcou um gol e caiu no segundo tempo, assim como o time todo;
Leandro - ÓTIMO: a camisa do Verdão caiu bem nele e foi o melhor da partida. Teve noite de garçom;
Kléber - ÓTIMO: fez seu melhor jogo pelo Verdão. Marcou um gol e saiu no segundo tempo poupado;
(Caio) - REGULAR: entrou no lugar do Kléber, mas não apareceu;
(Ronny) - REGULAR: atuou por 25 minutos, mas não correspondeu;
(Marcelo Oliveira) - SEM CONCEITO: não suou a camisa.
Téc. Gilson Kleina - BOM: Rscalou bem o time com a entrada do Wesley como mais um homem no meio-campo. Pegou um time fraco e não teve muito trabalho.

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por Antonio Lemos | www.paponaarquibancada.blogspot.com.br

terça-feira, 28 de maio de 2013

O cara da semana > Arjen Robben: e o que aconteceu no último sábado (Adeus fama de pipoqueiro!)

Pipoqueiro: do latim do boleiro arcaico, aquele jogador, normalmente de grande destaque, que “treme” nos jogos decisivos; que some, que foge da bola, que comete um erro na hora em que não se pode errar. Alguém de quem se espera muito, mas que se não fizer pouco, não faz nada. Mas se quiser resumir isso de maneira melhor, pode usar simplesmente o nome Arjen Robben. Aliás, podia. Antes do que aconteceu no ultimo sábado.

Vindo de uma longa série de derrotas e vice-campeonatos em temporadas recentes, o holandês finalmente conseguiu espantar sua fama de “amarelão”. As imagens da final das finais da Liga dos Campeões de 2010 e 2013, e da Copa do Mundo de 2010 eram as principais na cabeça de todos que o conhecem. Em todas essas competições, teve grande destaque em fases anteriores e performances pífias nas finais. Pênaltis perdidos, erros inacreditáveis de frente para o gol, bola “queimando” em seu pé. Situações que transformam “craques” em jogadores limitados. É até normal uma ou outra vez de seu psicológico não estar apto em um determinado momento e se deixar levar pela pressão e o medo. Mas com Robben isso vinha sendo muito normal. Vinha, até o ultimo sábado.

A partida entre Bayern e Borussia foi emocionante. Tensa, bem jogada e com extrema lealdade (ok, zagueiro Dante tentou imitar o rei Leônidas na clássica cena do “This is Sparta!”, mas foi um lance isolado). Um reflexo claro do bom momento do futebol alemão. A organização extra campo, parte tática e alguns destaques individuais, ajudaram a garantir o espetáculo de quem assistiu. Entre os destaques individuais, claro, Robben. Ele que retomou a vaga de titular apenas pela lesão de Tony Kroos, teve excelentes atuações contra Juventus e Barcelona e era um dos candidatos a protagonista da noite. E quando digo “protagonista”, é no sentido oposto. Ou seja, a maioria esperava sua próxima pataquada e grande erro para colocar em sua conta. Mesmo com seu destaque nas fases anteriores, esse era um sentimento muito comum até o ultimo sábado.

É verdade que por boa parte do jogo, apesar de lances e dribles insinuantes sobre os zagueiros da equipe de Dortmund, sua fama voltou a atormentá-lo. Três chances de gol claras perdidas frente ao goleiro Weidenfeller ajudaram nisso. Mas então ele participou fazendo a assistência para o gol de Mandzukic. E faltando 2 minutos para o fim do jogo, concluiu a jogada valente de Ribery e marcou o gol do título para os bávaros.

Ele, o mesmo Robben que um ano antes havia perdido um pênalti decisivo contra o Chelsea que havia sido vice de todos os torneios da temporada passada, e agora é o atual campeão europeu e da Alemanha tendo participado de maneira decisiva em ambos os títulos, sendo que há um 3º para vir, a Copa da Alemanha. Um candidato a vilão e que agora é um grande herói graças ao ultimo sábado.

E eu confesso que me encaixava nessa maioria que o chamava de “amarelão” e “pipoqueiro”, que sentia a pressão e que jamais decidiria nada. Mas agora prometo que nunca mais farei isso. E “só” por causa do que aconteceu no ultimo sábado.

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* A coluna O Cara da Semana fala dos personagens do esporte que tiverem seu momento de glória, seja por uma semana, seja por um dia, seja para sempre.


por Helder Rivas | lendasdabola.blogspot.com.br | @LendasDaBola

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Clinch > Favoritismos confirmados no UFC 160

Rolou no último sábado em Las Vegas o evento de número 160 da maior franquia de MMA do mundo, o UFC. A noite foi marcada pela confirmação do favoritismo dos atletas. Não tivemos nenhuma surpresa.

Talvez considerado o maior favorito do evento, Cain Velasquez não decepcionou na revanche contra o brasileiro Antônio Pezão. Na primeira luta entre os dois em maio passado, o americano dominou o confronto, colocando o brasileiro no chão com menos de 10 segundos de luta. Desta vez foi de certa forma mais fácil até. Pezão estava mais ligado no combate. O brasileiro estava com a defesa de quedas em dia. Velasquez em duas tentativas de levar a luta para o solo, não teve sucesso em nenhuma. Mas lutador bom é assim. Tem sempre diversas cartas para tirar da manga.

Vendo que Antônio não seria derrubado facilmente, Cain trocou de estratégia no meio da própria luta. Com suas mãos pesadas e rápidas, o americano resolveu somente trocar e com apenas 01:20 de combate, levou o brazuca a lona com um lindo nocaute oriundo de um belo contra-ataque. A vitória de Velasquez é sem dúvidas incontestável, mas ficará aqui a minha critica ao "belo" árbitro Mário Yamasaki, que se mostrou mais uma vez sem critério algum. Ao meu ver, a luta poderia ter continuado mais um pouco, vendo que o combate valia um título e que na sequência de socos de Cain, Big Foot estava visivelmente consciente. Mas já disse aqui, os méritos são todos do americano que se mostrou muito bem preparado.

Com um lindo nocaute, Cigano garante a "trilogia" contra Velasquez

O título praticamente já entrega. No co-main event da noite, o ex-campeão da categoria Júnior Cigano enfrentou o neozalandês Mark Hunt. Ele voltou a ser o "Cigano" que todos nós conhecemos: rápido, ligado na luta e com vontade. Não estava a sombra de melancolia que foi contra Cain em dezembro passado. Dos Santos dominou a luta inteira com a sua estratégia de bater e sair. O brasileiro também mostrou que sabe um pouco de jiu-jitsu, levando o combate para o chão e dominando bem.

Quando o confronto se caminhava para o fim, Cigano tratou de adiantar um pouquinho a sua vitória que viria por decisão arbitral. Em um lindo chute rodado (a la Edson Barboza e Belfort) o brasileiro deixou Hunt vendo estrelinhas. Com a vitória, Dos Santos garantiu a trilogia contra Cain Velasquez. O duelo valerá o título dos peso pesados e deverá acontecer ainda nesse ano.

Glover dá mais um grande passo rumo ao título

Outro brasileiro a lutar no UFC 160, Glover Teixeira destruiu literalmente James Te-Huna. O lutador deu uma aula de chão para o neozalandês e finalizou o combate ainda no início com uma linda guilhotina. Teixeira deverá agora enfrentar Phil Davis. Se vencer, provavelmente disputa o título.

Confira os resultados do UFC 160:

CARD PRINCIPAL
- Cain Velasquez nocauteou Antonio Pezão Silva no 1º round (título pesados);
- Junior Cigano dos Santos nocauteou Mark Hunt no 3º round com um espetacular chute rodado;
- Glover Teixeira finalizou James Te Huna com uma guilhotina no 1º round;
- T.J. Grant nocauteia Gray Maynard no 1º round;
- Donald Cerrone venceu KJ Noons por decisão unânime;

CARD PRELIMINAR
- Mike Pyle venceu Rick Story por decisão dividida;
- Dennis Bermudez venceu Max Holloway por decisão dividida;
- Robert Whittaker nocauteou Colton Smith no 3º round;
- Khabib Nurmagomedov venceu Abel Trujillo por decisão unânime;
- Stephen Thompson venceu Nah-Shon Burrel por decisão unânime;
- George Roop nocauteou Brian Bowles no 2º round;
- Jeremy Stephens venceu Estevan Payanpor decisão unânime.

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* A coluna Clinch traz a análise dos principais eventos de artes marciais do planeta.


por Fernando Borchio | fernando.borchio@hotmail.com

Comentário da Redação > Agora sem Neymar, Santos precisa seguir a vida

Na semana passada, antes da confirmação da negociação de Neymar com o Barcelona, antecipei que o craque havia decidido seguir seu caminho natural para o futebol europeu e já comentei o que penso a respeito.

Ontem em Brasília, o camisa 11 fez sua despedida pelo Santos. Chorou antes do jogo e, com a cabeça ainda tumultuada, ele não jogou bem. O time, pra variar, também não. Nossa sorte é que o Flamengo abusou do direito de perder gols e não estragou mais ainda o último momento de Neymar no clube que mostrou amar de verdade. O resultado de 0 a 0, ao menos, fez com que nem o placar, nem a primeira grande partida no Estádio Mané Garrincha após a reforma, nem nada ofuscasse o momento do craque.

Porém, agora, a vida segue. O Santos precisa se arrumar sem Neymar. Novamente o time de Muricy Ramalho não foi um time de verdade e quase perdeu para um Flamengo com individualidades semelhantes ou quase isso, mas um pouco melhor montado por Jorginho.

Uma coisa que chamou minha atenção é a dificuldade do Santos em entrar na área adversária, algo que o Flamengo fez diversas vezes. O time insiste muito em toques curtos longe da área e quando tenta aprofundar, quase sempre erra o passe. Por isso os atacantes pouco participam do jogo (inclusive Neymar, que tentou o gol ontem sempre de longa distância) e quase não acontecem chances claras de gol.

O que o Santos mais faz hoje em dia é proporcionar contra-ataques sempre gigantes aos adversários nesses passes forçados no meio. Pior pra nossa defesa, que além de envelhecida, também não é formada por nenhum Baresi. Não fosse Rafael e a falta de pontaria flamenguista, estaríamos lamentando uma derrota ontem na capital federal.

Volta a dizer que o Santos, com o elenco que tem, consegue montar um time titular melhor. Eu mesmo monto se precisar, inclusive com boas peças da base. E se tivesse um técnico mais inspirado e menos teimoso, teria também um padrão de jogo para que soubesse lidar melhor com a saída de um craque como o Neymar. Perderia uma peça, e não a única alternativa de jogo.

O desafio de Muricy agora é esse. Mas minha dúvida é se Muricy é o cara pra isso, neste momento. Me parece que não. E podem vir Diego, Robinho, Pelé, entre outros craques, que se continuar nesse lenga lenga e nessa bagunça tática, não tem reforço que dê jeito.

Conceitos

Rafael - ÓTIMO: Segue em ótima fase. Fez belas defesas e garantiu o zero no placar.
Rafael Galhardo - BOM: Melhor partida dele com a camisa do Santos. Mostrou muita vontade, apesar de alguns erros de passe.
(Patito Rodriguez) - SEM CONCEITO: Jogou pouco.
Edu Dracena - REGULAR: Difícil culpá-lo, joga exposto o jogo inteiro.
Durval - RUIM: A mesma justificativa valeria pro Durval, mas ele faz bobagens até quando a marcação está encaixada. Não tem mais condição de ser titular. Alguém precisa enxergar isso.
Léo - RUIM: Não tem condição física para jogar 90 minutos quarta e domingo, nem domingo e domingo. Tá na hora de dar espaço para o Emerson, bom valor da base.
Arouca - RUIM: Seu futebol vem caindo jogo a jogo. Coincidentemente, tá rolando ainda um imbróglio  sobre sua renovação de contrato.
Renê Júnior - BOM: Vem jogando bastante sobrecarregado na marcação do meio-campo, mas vem dando conta do recado na medida do possível.
Cícero - REGULAR: Atuação discreta.
Montillo - REGULAR: Segue devendo futebol, mas até que tentou participar do jogo.
(Felipe Anderson) - REGULAR: Não teve lá muito tempo pra jogar e não fez lá muita coisa. O normal de sempre.
Henrique - RUIM: Não dá pra cravar que ele é fraco já que a bola quase não chega e quando chega é longe da área, mas ao que tudo indica...
(Gabriel) - REGULAR: Primeira partida pra valer do "Gabigol". Buscou jogo, chutou a gol duas vezes... é só um começo. Não esperem nele um novo Neymar, mas acredito que seja um bom jogador para um futuro próximo.
Neymar - ÓTIMO: Abro aqui uma licença poética e não vou analisar o que ele jogou ontem, porque é irrelevante. O conceito vale para sua passagem brilhante pela Vila Belmiro. Que tenha a mesma sorte e competência onde quer que jogue daqui pra frente.
Téc. Muricy Ramalho - RUIM: Assim como para Neymar, abro mão de comentar sua atuação no jogo de ontem. O conceito vale para tudo que o treinador vem fazendo no comando do Santos depois que levamos aquela sapecada do Barcelona. Chegou a hora de mudança!

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por Ricardo Pilat
| pilatportasio@gmail.com | @ricardopilat

Comentário da Redação > Resultado bom, futebol nem tanto

Bem amigos do Redação do Esporte, começou o Campeonato Brasileiro para o São Paulo e o jogo de estreia foi uma boa vitória contra a Ponte Preta em Campinas, 2 x 0 com gols de Lúcio e Jadson.

Resultado excelente para um estreia, porém o futebol apresentado foi ruim. As duas equipes erraram muitos passes e a equipe de Campinas já pode ligar o sinal amarelo porque o futebol apresentado é digno de série B.

O jogo mostrou uma Ponte com maior posse de bola, mas o São Paulo era mais perigoso. Sem muitas dificuldades, o Tricolor conseguiu seus gols. Num escanteio Lúcio subiu bem e fez o primeiro. Pouco depois o estreante Silvinho sofreu um pênalti bobo do zagueiro Diego Sacoman. Jadson cobrou muito bem e fez o segundo gol.

O segundo tempo foi todo da Ponte, graças a uma bobagem do nosso querido Edson Silva. Ele que já tinha recebido um cartão amarelo no primeiro tempo e, ao tentar dominar uma bola como Dario Pereyra, logo mostrou a todos que ele era Edson Silva. A bola espirrou no seu pé que o obrigou a fazer falta no atacante da Ponte para o mesmo não sair na cara do gol. Segundo amarelo e rua para o zagueirão trapalhão. A nossa sorte é que a Ponte foi tão mal ontem que nem sustos levamos mesmo jogando quase o segundo tempo todo com um a menos.

A partir desse jogo já deu para perceber que esse início do Brasileirão, antes da pausa para a Copa das Confederações, será um sono só. Mas esse é o momento do Tricolor embalar uma boa sequencia de vitórias e já criar a famosa gordura.

Durante esse período é importante que a diretoria enxergue as carências do elenco. Foi nítido nesse jogo que estamos muito mal servidos de laterais, atacantes e volantes. Num campeonato longo é fundamental ter um elenco forte.

Conceitos


Denis – BOM: Muito boa partida neste domingo. Boas defesas e muita segurança na saída do gol.
Douglas – PÉSSIMO: Até quando Ney Franco? Até quando?
Lúcio – BOM: Belo gol de cabeça e boa partida na defesa, mas precisa ficar menos mano a mano com os atacantes. Isso é falha do sistema defensivo do São Paulo.
Edson Silva – PÉSSIMO: “Olá, meu nome é Edson Silva e eu não posso ser titular São Paulo”.
Carleto – REGULAR: Mais um jogo onde vai bem defensivamente, porém vai muito mal ofensivamente.
Denílson – REGULAR: Continua lento na marcação e errando muitos passes, mas não comprometeu.
Rodrigo Caio – BOM: Foi bem no meio e melhor ainda quando deslocado para lateral direita. Vai conquistando sua vaga no time titular.
Jadson – BOM: Quando a bola cai no seu pé algum lance de perigo é criado pró São Paulo. Pênalti bem cobrado.
Silvinho – RUIM: Não me passou uma boa impressão. Parece ser um jogador bem fraco tecnicamente e na marcação.
(Paulo Miranda) – BOM: Entrou para suprir a expulsão do Edson Silva e foi bem.
Osvaldo – REGULAR: Deu para perceber que ainda está fora de forma, mas como é a única jogada do Tricolor foi para a partida. Saiu cansado.
(Wellington) – RUIM: Entrou para fechar o meio nos minutos finais e me pareceu muito nervoso. Deu duas entradas fortes e quase foi expulso.
Luís Fabiano – RUIM: Apareceu pouco para o jogo e perdeu alguns lances no ataque que não costuma perder.
(Aloísio) – RUIM: Entrou para marcar a saída de bola e foi mal.
Téc. Ney Franco – REGULAR: Achei que com essas duas semanas de treinos fosse aproveitar para mudar o esquema de jogo do São Paulo. O que vimos nesse jogo é o mesmo São Paulo desde o início do ano. Ainda acho que a culpa é das poucas peças de qualidade que ele tem na mão, mas precisa já iniciar essa mudança. Talvez a pausa da Copa das Confederações seja sua segunda chance.

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por Victor Mesquita
| @victor_mesquita

domingo, 26 de maio de 2013

Gringolaço> A Europa é vermelha

Há um ano, o Bayern de Munique sofreu a derrota mais dolorosa de sua história ao cair diante do Chelsea em casa e ficar com o vice-campeonato da Champions League. Hoje, 25 de maio e depois de tanto bater na trave, enfim, os bávaros podem comemorar a sua quinta conquista continental.

Foi uma final de alto nível, daquelas que 90 minutos é pouco e se tivessem mais 30 minutos, ficaríamos satisfeitos, onde as duas equipes jogaram o fino da bola e nós, mortais brasileiros, ficamos que nem “cachorro em frente a máquina de frango” admirando a cada toque de bola, a velocidade do jogo e a disciplina de ambos.

Na terra onde foi inventado o futebol, uma verdadeira invasão alemã no lendário estádio de Wembley. A cerimônia de abertura já dava o tom da batalha que as duas equipes travariam em campo. Uma encenação em forma de batalha medieval emocionou os torcedores presentes ao estádio. Como generais dos dois exércitos, Paul Breitner e Lars Ricken, ídolos de cada um dos times.

Blitz aurinegra e equilíbrio bávaro

Com a bola rolando, o Borussia começou mais incisivo e com uma marcação adiantada, não deixou o Bayern jogar. Aos 10, Kuba arriscou de longe, mas sem dar trabalho a Neuer. Três minutos depois, Lewandowski tentou surpreender o goleiro alemão, também sem sucesso.

Chance boa mesmo aconteceu no minuto seguinte, quando Reus lançou Kuba e com um chute perigoso, obrigou Neuer a trabalhar.

Só que o efeito blitz do Borussia terminou aos 25 minutos, quando o Bayern começou a controlar as ações e foi a vez de Weindefeller trabalhar após cabeçada de Mandzukic. A bola ainda bateu na trave antes de sair.

Havia um personagem entre os titulares que precisava de uma decisão dessas para se redimir: Arjen Robben. O holandês havia jogado o Bayern no mato ano passado quando perdera um pênalti contra o próprio Dortmund na Bundesliga e na decisão da Champions contra o Chelsea também desperdiçou e o título foi parar nos Blues. Era esse tipo de jogo que precisava para se recuperar.

Só que o camisa 10 parecia que teria uma noite infeliz. Na sua primeira chance, avançou bem pela direita e ficou frente a frente com Weindefeller. O goleiro do Borussia fechou o ângulo e fez ótima defesa.

Com o Bayern mais ofensivo, o jogo ficou mais aberto e aos 35 minutos, quase os aurinegros abriram o placar com Lewandowski, mas Neuer fez boa defesa. Enquanto isso, Robben seguia persistente rumo a sua redenção e aos 42 minutos, obrigou novamente Weindefeller a trabalhar.

Três gols em 45 minutos

A segunda etapa começou com o Bayern em busca do gol, bem diferente da primeira etapa quando o Dortmund havia implantado uma blitz. Só que o problema era que os bávaros não chutavam; ficavam ciscando e nada de bola na rede.

Aos 14, Javi Martínez aproveitou o toque de cabeça de Mandzucic e obrigou a Weindefeller a pegar a bola no susto. No minuto seguinte, enfim o primeiro gol da decisão. Ribéry puxou a marcação de três defensores e tocou para Robben. O camisa 10 recebeu livre, tirou o alcance de Weindefeller e rolou para Mandzucic empurrar, com o gol escancarado e abriu o placar.

Com o gol, o Bayern tinha o controle do jogo, só que esqueceram de avisar o seu defensor Dante. O zagueiro brasileiro, convocado por Felipão para Copa das Confederações, fez pênalti em Reus aos 22 minutos. Na cobrança, Gundogan empatou o confronto para alegria de Mario Götze, que lesionado, não entrou em campo.

O empate deixou o duelo ainda mais aberto. Aos 28, Müller quase marcou o segundo. O atacante apareceu livre pela direita, driblou Weindefeller e tocou na direção do gol. A bola iria entrar, mas Subotic ganhou a corrida com Robben e se jogou de carrinho para evitar o tento. Dois minutos depois, Alaba arriscou de fora da área e obrigou o goleiro a jogar para escanteio.

A partida seguia para mais 30 minutos e o Bayern pressionava a meta aurinegra. O sumido Schweinsteiger apareceu e com uma bomba fez Weindefeller trabalhar mandando a bola para escanteio. Só que aos 44 minutos...

Ribéry recebeu lançamento e deu um toque sensacional de calcanhar para Robben. O holandês tirou Hummels e Subotic com um só toque antes de concluir lentamente para o fundo das redes. Um golaço, típico de time campeão. De vilão em 2010 com a sua seleção e em 2012 pelo Bayern, hoje chegou a vez de ser herói.

Título justo de um time que faz uma temporada espetacular, se conquistar a Copa da Alemanha no próximo final de semana, coroará um ano impecável com uma tríplice coroa. Depois de três finais nas últimas quatro temporadas e dois vices, enfim a Europa é vermelha.

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* A coluna Gringolaço analisa os principais torneios e acontecimentos do futebol europeu.


por Antonio Lemos
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Comentário da Redação > Corinthians empata na estreia do BR: ficou no lucro

Se tivéssemos em 2012, eu diria que o Corinthians foi irreconhecível na noite deste sábado, no Pacaembu, pela estreia do Campeonato Brasileiro. Mas na atual temporada não é surpresa a fraquíssima atuação que teve. No duelo dos campeões estaduais, o ponto conquistado no empate em 1 a 1 com o Botafogo foi lucro.

O primeiro tempo do Alvinegro de SP foi bem semelhante ao último jogado em sua casa, contra o Boca Juniors. Confundiu novamente rapidez com pressa e se mostrou muito afoito. Do outro lado, Seedorf procurava colocar a bola no chão e acalmar seu time, que chegava com mais precisão no ataque. Não à toa, chegaram ao gol.

Assim como nos primeiros 45 minutos diante dos argentinos, o Timão não conseguiu lidar com o gol sofrido. Pela Libertadores era até compreensível, já que o obrigava a fazer três para não ser eliminado. Mas o nervosismo, a afobação e os erros foram os mesmos

No intervalo, Tite resolveu colocar em campo Pato e Douglas. Substituições que seriam corretas se o Emerson, em mais uma atuação patética, fosse um dos substituídos. Preferiu tirar o matador, Guerrero, além de Danilo. As mexidas não surtiram grande efeito. Os donos da casa não mostraram boas alternativas de jogadas e continuaram levando a pior diante da marcação adversária.

Enquanto isso, o craque holandês seguia dando ótimos passes e lançamentos e deixando perdido o desarrumado setor defensivo do time de Tite. Poderia ter saído o 2 a 0. Mas foi do outro lado que a rede balançou, em jogada de mais sorte que competência: 1 a 1, gol de Paulinho. E ficou de ótimo tamanho para o campeão paulista, que não é nem sombra do time que venceu o torneio nacional há dois anos.

Conceitos

Cássio - REGULAR: Sem culpa no gol, fez uma boa defesa apenas. Muito mal nas saídas de bola, sempre dando chutão.
Edenílson - REGULAR: Errou muitos passes. Mas tem potencial e deve ser o titular na lateral-direita.
Gil - BOM: Seguiu a média de atuações seguras, o melhor na marcação.
Paulo André - REGULAR: Não comprometeu apenas. Saiu contundido no segundo tempo.
(Chicão) - REGULAR: Jogou 15 minutos e não teve problemas.
Fábio Santos - REGULAR: Começou imprimindo um ritmo intenso no apoio. Caiu de rendimento no decorrer do jogo.
Ralf - REGULAR: Aplicado, porém afoito.
Paulinho - BOM: O melhor do time, foi o que tentou algo diferente, além de marcar bem. Arriscou chutes à gol. Contou com o desvio de Marcelo Mattos para marcar o gol de empate.
Romarinho - REGULAR: Foi um dos menos piores da equipe do primeiro tempo. Mas foi pouco produtivo.
Danilo - REGULAR: Também criou pouco o meia.
(Douglas) - BOM: Não foi brilhante, mas procurou dar passes efetivos. Importante na bola parada, inclusive no lance do gol.
Emerson Sheik - PÉSSIMO: Só sabe correr, virou jogador de recomposição e só. Horroroso com a bola nos pés, mata praticamente todas jogadas ofensivas. Incrível o que erra de passes simples.
Guerrero - REGULAR: Não tem tido grandes atuações, mas bola não chega, vai falar o que do camisa 9?
(Pato) - RUIM: Entrou mal. Isolado, tentou mostrar serviço e abusou das jogadas individuais. Isso só isenta a atuação apagada do Guerrero. Era para os dois atuarem juntos, aliás. Pato precisa de sequência.
Téc: Tite - PÉSSIMO: Continua escalando errado o ataque, Guerrero está jogando sacrificado, totalmente isolado. Inacreditável não ter tirado o Sheik ontem após péssimo primeiro tempo. Fase muito ruim do treinador, tem errado demais.

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* ÓTIMO, BOM, REGULAR, RUIM ou PÉSSIMO? No Comentário da Redação, você fica sabendo o que rolou nos principais jogos da rodada, incluindo análises individuais dos atletas.

por Pedro Silas | pedro_sccp@hotmail.com

sábado, 25 de maio de 2013

Clinch > Prévia UFC 160: Pezão quer surpreender o mundo

Há exatamente um ano atrás, Cain Velasquez e Antônio Pezão lutavam em Las Vegas. O confronto marcou o co-main event do UFC 146 e o vencedor disputaria o título peso pesado do Ultimate contra o então campeão Júnior Cigano. O duelo foi simplesmente um atropelo, onde o americano venceu o brasileiro no 1º round, após aplicar uma série de cotoveladas. Pezão saiu do octógono com uma verdadeira cratera aberta na cara.

O tempo passou e Cain recuperou o cinturão na revanche contra Cigano. Já Pezão tirou a invencibilidade de Travis Browne e calou a boca do falastrão Alistair Overeem. O curioso é que em essas duas vitórias, Silva era considerado o azarão. Após os citados triunfos, mais uma vez o destino colocou os dois lutadores frente a frente, só que dessa vez, a luta terá algo especial. Valerá o título mundial dos pesos-pesados. O local? MGM Grand Garden Arena que também recebeu o primeiro encontro dos atletas.

A luta com toda certeza será mais disputada, afinal, desta vez, Pezão está melhor treinado e não dará bobeira como na última vez, mas acredito que o resultado tem tudo para se repetir. O "Bigfoot" é um grande lutador, que tanto sabe trocar como sabe bem usar a sua faixa preta de jiu-jitsu, mas o Cain Velasquez é o Cain Velasquez que tem mãos pesadas, um dos melhores ground and pounds do UFC e um fôlego que geralmente peso-pesado não tem (com exceção de Cigano). O americano é o favorito sim, e muito, mas não podemos subestimar Pezão que já foi subestimado contra Overeem e deu no que deu.

Co-main event: Será que o Júnior será o "Cigano"?

Quando escrevi sobre a derrota de Júnior Cigano para Cain Velasquez em dezembro passado, me lembro muito bem que entítulei o texto como "O dia em que o Júnior não foi o Cigano". A derrota do brasileiro naquela luta não foi algo anormal, afinal os dois atletas são praticamente do mesmo nível. O abismo de minha parte ficou por conta da forma na qual Cigano foi derrotado. Levou um massacre sem dó. Cerca de dois meses depois, descobri que o problema de Dos Santos na luta contra Velasquez não foi físico e sim psicológico. Dez dias antes do confronto, o brasileiro havia se separado de sua esposa.

Cinco meses se passaram do episódio e o atleta deve estar recuparado do "baque". Ele enfrentará o neozalandês Mark Hunt neste sábado pelo co-main event e por uma nova chance de disputa de título, que acontecerá caso vença. O duelo promete ser apenas em pé, já que o boxe é a especialidade de ambos os atletas. Cigano é mestre nesta arte, e o considero o melhor pugilista do Ultimate. Ele sabe unir suas mãos pesadas a uma velocidade de peso-leve e esses fatores o faz extremamente favorito no confronto.

Hunt também tem mãos pesadas, mas é um atleta que não possui tanta velocidade. Mas caso ele consiga dar um aperto em Cigano, o brazuca tem como segunda opção o uso do jiu-jitsu, onde é faixa preta. No chão acredito até que nosso editor "casca grossa" Ricardo Pilat vença Mark Hunt. Meu palpite é uma vitória de Júnior por nocaute no primeiro round. Se não conseguir vencer logo de cara, é importante que Dos Santos tenha calma. Ele tem um folêgo ótimo ao contrário do adversário.

Glover quer Jones!

Pela terceira luta do card principal termos outro brasileiro. Glover Teixeira enfrentará o autor da melhor entrada da história do UFC, James Te-Huna. Eu sinceramente não entendi o porquê deste combate acontecer. Teixeira vem de uma vitória sobre a lenda do MMA Quinton Rampage Jackson e está muito acima do neozalandês na categoria e em termos técnicos. Acho que isso já diz tudo. Glover é um cara completo, bom de trocação e de jiu-jitsu. Já Te-Huna é um atleta bom apenas em pé. No chão não ganha de ninguém. Concluindo, o brasileiro vence do jeito que quiser, pois é melhor em todos os aspectos. Se confirmado triunfo, Teixeira se torna de vez um dos possíveis adversários de Jon Jones em breve.

Confira o card completo do UFC 160:

CARD PRINCIPAL
Cain Velásquez x Antônio Pezão - Pelo título dos PESO PESADOS
Junior Cigano x Mark Hunt - PESO PESADO
Glover Teixeira x James Te Huna - PESO MEIO-PESADO
Gray Maynard x TJ Grant - PESO LEVE
Donald Cerrone x KJ Noons - PESO LEVE

CARD PRELIMINAR
Rick Story x Mike Pyle - PESO MEIO-MÉDIO
Dennis Bermudez x Max Holloway - PESO PENA
Colton Smith x Robert Whittaker - PESO MEIO-MÉDIO
Khabib Nurmagomedov x Abel Trujillo - PESO LEVE
Stephen Thompson x Nah-Shon Burrell - PESO MEIO-MÉDIO
Brian Bowles x George Roop - PESO PENA
Jeremy Stephens x Estevan Payan - PESO PENA

Onde assistir
O UFC 160 terá seu card preliminar transmitido no Sportv 2 a partir das 19:30. Já o card completo será transmitido apenas no Canal Combate (PPV).

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* A coluna Clinch traz a análise dos principais eventos de artes marciais do planeta.



por Fernando Borchio | fernando.borchio@hotmail.com

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Comentário da Redação > Jogo? Falemos do que todos querem ouvir: Neymar

Sim, o Santos, com sua camisa quase toda branca, despida de muitos patrocínios, entrou em campo nesta quarta-feira pela Copa do Brasil. Ficou num amargo empate de 0 a 0 com o Joinville, que só não foi pior pois o time de Muricy Ramalho (e que está na hora de ter outro comandante) havia vencido lá em Santa Catarina na ida por 1 a 0. O time avança para a 3ª fase do torneio, que só acontecerá depois da Copa das Confederações.

Sinceramente, isso é o que menos importa do jogo de ontem. O Santos voltou a jogar muito mal e estava visivelmente abatido após perder o título paulista para o Corinthians. A sorte é que o adversário é muito fraco e jogou com medo. Só resolveu ir ao ataque buscar algo faltando uns 5 minutos (e olha que quase complicou a nossa vida).

Mas o que o torcedor quer saber mesmo é de Neymar. Vai ou fica? Agora vai. Tudo está encaminhado, basta apenas que dirigentes de Santos e Barcelona cheguem a um acordo, já que o time catalão ofereceu valores baixos e tem ainda a concorrência do Real Madrid, que entrou na jogada para tentar atrapalhar o rival, mesmo que seja apenas elevando os valores em jogo.

Sempre fui um dos que defendi que Neymar fique no Brasil. E não é porque sou santista (juro!). É que não consigo compreender o porquê de ser tão obrigatório que um menino de 20, 21 anos tenha que estar jogando na Europa pra ser reconhecido aqui. Lá ele vai enfrentar adversários melhores? Defesas melhores? De vez em quando, assim como faz aqui. Mas também enfrentará os Rayo Vallecanos da vida.

Na Europa ele terá uma evolução de vida. Sairá da zona de conforto. Jogará ao lados dos melhores do mundo. Terá o glamour da Champions League. Lindo. Maravilhoso. Nem por isso acho que ele deixe de ser um gênio por estar aqui no Brasil. E o que mais me chateia é que aqui fazem campanha pra que ele saia, mas o mesmo não se aplica a outros jogadores, de outros times. E pior: ninguém faz campanha para elevar o nível do futebol brasileiro, para que não tenhamos que conviver com esse êxodo de nossos estrelas, com essa síndrome de colônia. Que o campeonato continue um lixo, mas que ele vá e a gente assista futebol de verdade na TV a cabo!

Falei tudo isso para dizer que, apesar dos pesares, acho que chegou a hora dele ir. Ontem ele jogou completamente desconcentrado, nervoso - com o juiz, com os adversários, com os companheiros, com imprensa... sobrou pra todo mundo. Essa indefinição sem dúvida interfere no seu rendimento, não só de ontem, mas em todo o ano. Ele já não joga com a alegria costumeira. Desse jeito, ele faz mal também ao Santos, que tanto depende dele hoje.

Enfim, venceram os que tanto insistiram para que ele fosse. Convenceram a mim, ao Santos e, especialmente, a ele, sempre o mais sensato de todos quando o assunto era o seu futuro.

Ele vai, o Santos fica, gigante como sempre. E vai com sensação de dever cumprido, com o nome na história do clube eternamente, entre os maiores. Neymar, a casa é sua, volte sempre.

Sobre o jogo, eis as notas abaixo.

Conceitos

Rafael - ÓTIMO: Mais uma vez fechou o gol e salvou o Santos de um vexame.
Bruno Peres - PÉSSIMO: Renovou o contrato e esqueceu como se joga futebol.
(Alan Santos) - REGULAR: Entrou mais na lateral e mostrou dificuldade novamente no setor.
Edu Dracena - BOM: Muito voluntarioso. Quase fez um gol.
Durval - BOM: Já jogou pior.
Léo - REGULAR: Muita vontade, compensando as dificuldades. Mas só.
Arouca - RUIM: Tá devendo muito futebol. Vale lembrar que ele também está com futuro indefinido, com contrato por renovar.
Renê Júnior - RUIM: Errou muito ontem. Pior partida com a camisa do Santos.
Cícero - REGULAR: Jogou abaixo do que vinha jogando.
Felipe Anderson - RUIM: Fraco, como de costume.
(Patito Rodriguez) - SEM CONCEITO: Entrou aos 45 do segundo tempo... e olha que quase deu um gol pro Miralles (o quase ficou por conta do segundo).
Neymar - REGULAR: Buscou bastante o jogo, mas estava visivelmente desconcentrado, por motivos óbvios. E não consegue jogar sozinho sempre.
Henrique - REGULAR: Apareceu pouco ainda. Cedo para falar qualquer coisa.
(Miralles) - PÉSSIMO: Perdeu um gol absurdo no último lance do jogo.
Téc. Muricy Ramalho - PÉSSIMO: Chega de Muricy!

Foto: Fotoarena

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* ÓTIMO, BOM, REGULAR, RUIM ou PÉSSIMO? No Comentário da Redação, você fica sabendo o que rolou nos principais jogos da rodada, incluindo análises individuais dos atletas.

por Ricardo Pilat
| pilatportasio@gmail.com | @ricardopilat

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Clinch > O melhor de todos: nocaute incrível decide main event a favor de Belfort

O título do texto refere-se a dois fatos. Primeiro, o melhor de todos os nocautes do ano. O chute rodado seguido de uma explosiva sequência de socos foi sensacional. E o autor desse nocaute é um veterano do UFC, que está, na minha opinião, na melhor fase da carreira. Com seu auge físico, a explosão do início da carreira, balanceada por experiência e confiança, ele consegue sua segunda vitória consecutiva, de forma convincente, e contra grandes adversários.

A luta iniciou bem estudada, mas Belfort sempre tomando a frente da luta e muito explosivo. Durante a luta tentou uma vez o chute rodado que passou zunindo o rosto de Rockhold. Esse se mostrou também um bom lutador, estava tranquilo no octógono, mas quando o segundo spinning back acertou seu queixo o mundo desabou. E Belfort sentiu o momento e não deixou passar, foi com toda sua voracidade para nocautear o adversário. Uma vitória sensacional que levantou o público de Jaraguá do Sul (torcida que deu um show, diga-se de passagem). Com mais essa apresentação, Vitor se coloca forte na disputa de cinturão da categoria dos médios, e quem sabe sua tão sonhada revanche contra Jon Jones. Lutando como está hoje, gostaria muito de assistir revanche dele contra Jones ou Spider.

Jacaré estreia com pata... quer dizer, pé direito

A piadinha da chamada foi péssima, mas não reflete a qualidade da estreia do brasileiro no UFC. Ele fez uma atuação consistente e mostrou seus recursos. Na luta em pé conseguiu desempenhar muito bem. E tudo o que seu adversário, Chris Camozzi, não queria, aconteceu. A luta foi para o chão. Jacaré confirmou que é um dos melhores lutadores de jiu jitsu da atualidade dando uma aula, com muito giro e várias transições, procurando com calma uma brecha, até encontrá-la. E foi com um katagatame que ele apagou o adversário e finalizou a luta. Na entrevista ele esbanjou confiança pedindo para enfrentar o vencedor do main event. Quem sabe antes do cinturão, uma luta entre Belfort e Jacaré não aconteça? Seria um lutaço.

Apenas um brasileiro derrotado

Conforme já apostava no texto pré-evento, os brasileiros foram soberanos no UFC Jaraguá. Até porque os adversários foram, no geral, muito fracos. O derrotado foi Hacran Dias, perdeu por decisão unânime para Nick Lentz. Os outros destaques foram: belas finalizações do mito Massaranduba e de Gleison Tibau, e um nocaute agressivo do brasileiro Lucas Mineiro, que faturou bônus de luta da noite.

TUF Brasil 2 > Episódio 10: Vitórias tranquilas

Léo Santos foi o segundo atleta a garantir-se nas semifinais do reality. Ele deu um passeio em Thiago Marreta, vencendo os dois rounds com facilidade. Simulando a trocação e colocando pra baixo, ele dominou o adversário jogando por cima, fazendo estragos no ground and pound. Marreta, mais uma vez se mostrou vulnerável a esse tipo de jogo (já havia perdido para Patolino da mesma forma). Com a altura que tem, e o bom muay thai que desenvolve, ele deveria treinar mais defesas de queda para evitar que a luta vá para seu ponto fraco. Mas não foi o que aconteceu e assim a vitória foi tranquila para o atleta do time Minotauro.

A “vingança” do time Werdum veio de forma ainda mais tranquila. Isso porque Viscardi Andrade é um ótimo lutador, e enfrentou David Vieira, que tem seus méritos de chegar ao reality, mas até agora se mostrou um lutador fraco. A luta chegou a ser hilária, pois David dava sinais de medo de apanhar, e sempre que o Viscardi vinha com sequências de socos ele se jogava no chão apavorado e agarrava as pernas sem efetividade para derrubar. Com isso ele apanhou menos do que deveria, perdeu por decisão, mas saiu do octógono com um vexame. Viscardi chega forte para as semifinais e tem grandes chances de chegar a decisão.

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* A coluna Clinch traz a análise dos principais eventos de artes marciais do planeta.


por Fernando Pilat
| @fernandopilat

terça-feira, 21 de maio de 2013

Gringolaço > Mourinho fora!

Foram três anos de comando no banco de reservas do Real Madrid e na tarde desta segunda-feira o ciclo de José Mourinho chegou ao fim. O anúncio foi feito pelo presidente do clube Florentino Pérez, em uma reunião entre as duas partes.

Na sua passagem pelo clube merengue, Mourinho conquistou apenas títulos nacionais: 1 Campeonato Espanhol, 1Copa do Rei e 1 Supercopa da Espanha, além de ter chegado por três vezes às semifinais da Liga dos Campeões, mas não avançou.

Mourinho não resistiu a pressão depois do vice-campeonato nacional, o vice na Copa do Rei e mais uma eliminação na Champions, além disso, problemas internos com Cassilas e Kaká foram cruciais para queda do português.

Segundo a imprensa espanhola, Carlo Ancelotti – treinador do PSG – é o mais cotado para comandar o time. Quem corre por fora é o atual treinador do Borussia Dortmund Jürgen Klopp.

Futebol inglês > Na despedida de Ferguson, United empata em jogo de dez gols

Depois de 39 anos de carreira como treinador, eis que chegou o dia de sua aposentadoria. A última partida de Alex Ferguson foi neste domingo (19) contra o West Bromwich pela Premier League e o Manchester United não saiu de um empate. E não foi uma igualdade “xoxa” de 0 a 0 ou 1 a 1 e sim, 5 a 5.

Com os titulares poupados, os comandados de Ferguson abriram 3 a 0 nos primeiros 30 minutos de jogo, com Kagawa (6); Ollson, contra (9) e Buttner (30). No entanto, os donos da casa diminuíram com Morrison no final do primeiro tempo.

No segundo tempo foi outro jogo. Aos 5, Lukaku diminuiu ainda mais o placar. Três minutos depois, Van Persie fez 4 a 2 e Chicharito marcou o quinto aos 18. Parecia que seria uma despedida tranquila, mas em cinco minutos o West Bromwich chegou ao empate com Lukaku aos 36, em seguida Mulumbu e aos 41, novamente Lukaku deixou tudo igual.

Na Era Alex Ferguson, foram 1500 jogos a frente do Manchester United com 895 vitórias, 338 empates e 267 derrotas. Foram 13 títulos da Premier League, 2 Ligas dos Campeões, 2 Mundiais, 5 Copas da Inglaterra, 4 Copas da Liga Inglesa, 10 Supercopas da Inglaterra, 1 Recopa Europeia e 1 Supercopa da Europa.

Futebol francês > Outro astro "red devil" se aposenta

Era quinta-feira quando o mundo ficou sabendo que aos 38 anos, o meia David Beckham anunciou sua aposentadoria. O “Spice Boy” passou por clubes como: Manchester United, Real Madrid, Milan, Los Angeles Galaxy e Paris Saint-Germain.

Campeão antecipado do campeonato francês, o PSG jogou em casa contra o Brest e venceu por 3 a 1. Foi a última partida de Beckham no Parque dos Príncipes.

Os gols foram marcados por Ibrahimovic (duas vezes) e Matuidi. Benschop diminuiu para o Brest.
Faltando pouco menos de 10 minutos para o fim do jogo, Beckham, que chegou ao PSG no início do ano, foi substituído por Lavezzi e chorou em campo. O jogador foi amparado pelos companheiros de time e muito aplaudido pela torcida.

A despedida oficial de Beckham será na próxima semana fora de casa contra o Lorient. Na carreira, o jogador conquistou uma Liga dos Campeões, 6 Premier League, 2 F.A. Cup, 4 Supercopas da Inglaterra e 1 Mundial pelo Manchester United, 1 Campeonato Espanhol e uma Supercopa da Espanha pelo Real Madrid, 2 Campeonatos Americanos e duas Copas dos Estados Unidos pelo Galaxy, além do campeonato francês pelo PSG.

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* A coluna Gringolaço analisa os principais torneios e acontecimentos do futebol europeu.


por Antonio Lemos
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En la Cancha > Libertadores: Zebras dão as caras e derrubam o colunista

Para coroar minha semana de “tia da borra ao contrário”, os favoritos perderam e me derrubaram. O saldo dos meus palpites furados foi: 2 acertos (Olímpia e Santa Fé), 5 erros (Palmeiras, São Paulo, Vélez, Nacional e Fluminense) e 1 (Corinthians) roubado pelo Amarilla. Não vou usar o espaço para fazer reclamações da arbitragem, mas sim para falar da semana “negra” dos favoritos.

Eu começo pelo Palmeiras que na terça-feira perdeu em casa para o Tijuana. Não acho que os torcedores alviverdes devem ficar bravos com o Bruno e nem com o juiz, pois o time fez o que poderia diante de um adversário mais experiente e que soube muito bem controlar o jogo. Na minha visão, a equipe de Gilson Kleina não passou de fase por que esbarrou na deficiência técnica de seu elenco.  Tivesse o Palmeiras um centroavante decente e um meia “diferenciado” para fazer a bola chegar, teria passado até com certa tranquilidade.

Já na quarta-feira, o Vélez tinha conseguido o mais difícil: Ganhar fora de casa. No José Amalfitani o Newell´s jogou, talvez, o seu melhor jogo na competição e desbancou um dos favoritos ao título. Agora “La Lepra” encara o Boca Juniors com a vantagem de decidir o segundo jogo em casa.

Sobre o jogo do Corinthians eu não vou me ater a detalhes, já que tudo já foi falado na coluna do Pedro Diniz, aqui mesmo no Redação. Mais uma vez o favorito caiu. O que me incomodou nesse jogo é que fiquei com a sensação de que a eliminação brasileira foi encomendada. Pois não é possível um trio de arbitragem errar tanto sem querer. E mais uma vez eu quebrei a cara.

Agora vamos à glória. Depois de errar cinco palpites em seis possíveis, finalmente a minha bola de cristal resolveu funcionar e os favoritos cumpriram seu papel. Primeiramente o Olímpia fez um jogo disputado com o Tigre e, para o bem do futebol, conseguiu fazer dois gols na parte final do jogo e eliminar esse time ridículo.

Já em Bogotá, o “pojeto” do Prof. Luxemburgo virou água mais uma vez. É a oitava eliminação do técnico em torneios continentais.  A vitória do Santa Fé foi justa, por que a equipe colombiana procurou a vitória o jogo inteiro, enquanto  o Tricolor gaúcho se preocupou só em cozinhar a partida e arrastar o empate até o apito final. Foi um belo castigo para a falta de personalidade da equipe brasileira que passou uma semana se aclimatando na Colômbia para nada!

Agora restam oito equipes em busca do título de “rei da América”, vamos ver os confrontos e os palpites. Se quiserem podem apostar contra viu...

Tijuana x Atlético MG (23 e 30/05): Acho que o Galo passa pela equipe mexicana, mas não com a mesma facilidade com que derrotou o São Paulo. Derrota no primeiro jogo e vitória apertada no Horto.
Quem passa: Atlético MG

Boca Juniors x Newell´s (23 e 30/05): Confronto duríssimo por ser clássico local. Mas acredito que se o Amarilla não apitar nenhum dos jogos os Leprosos passam por ter mais time.
Quem passa: Newell´s

Real Garcilaso x Santa Fé (22 e 28/05): As equipes vão repetir o confronto que tiveram na fase de grupos (Empate em Cuzco e vitória do Santa Fé em Bogotá). Se o Garcilaso não resolver aprontar, de novo, o Santa Fé tem tudo para passar e chegar a fase semifinal.
Quem passa: Santa Fé

Fluminense x Olímpia (22 e 29/05): Que me desculpem os torcedores tricolores, mas o Fluminense penou para eliminar o fraco Emelec e não me parece ter time para derrubar o Olímpia, ainda mais com o segundo jogo sendo no Paraguai.
Quem passa: Olímpia

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* A coluna En la Cancha fala sobre os principais assuntos do futebol sul-americano.


por Rodrigo Svrcek
| @svrcek_rodrigo

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Comentário da Redação > Final do Campeonato Paulista 2013 - jogo 2: Santos 1 x 1 Corinthians - Timão campeão

Visão corintiana > Quarta taça diferente em 3 anos
por Pedro Diniz | pedrosilasdiniz@gmail.com

Campeonato Brasileiro 2011, Libertadores 2012 e Mundial do mesmo ano. Depois de conquistar nada menos que os três principais títulos disputados por uma equipe sul-americana, o Corinthians voltou a erguer a taça que seu torcedor sempre tratou com carinho: o criticado Campeonato Paulista. Festa merecida para uma torcida maravilhosa, que deu show na última quarta-feira após ser eliminado pelo Boca Juniors.

Muitos não dão o mínimo valor para o campeonato estadual. Não estou entre esses. Gosto da rivalidade que a competição proporciona e acho que deve continuar no calendário do futebol brasileiro. Entretanto, qualquer pessoa com um pouco de bom senso sabe que a fórmula deveria ser modificada. Jogar 19 rodadas inúteis onde se classificam 8 e depois ter quartas e semifinais em jogo único é lamentável. Enquanto não mudarem isso, será um torneio chato mesmo.

O time grande sabe que não precisa de muito esforço para conseguir chegar na fase decisiva. Os 19 jogos iniciais, portanto, oacabam sendo chatos e sonolentos. A equipe de maior expressão acaba jogando com o freio de mão puxado, se poupando. E assim foi o Timão na primeira parte do torneio. Muitas vezes com reservas, fez o básico para ficar com muita tranquilidade entre os oito classificados. No mata-mata, porém, não dá para negar que mereceu a conquista mais que os outros.

Nas quartas, foi o que passou com mais tranquilidade, fazendo 4 a 0 na Ponte em pleno Moisés Lucarelli. Na semi, não jogou bem, mas passou pelo rival São Paulo nos pênaltis. E na grande final, jogou tudo que sabe no Pacaembu e merecia ter matado o duelo ali. Neste domingo, fez bom proveito da vantagem que tinha e, se não fosse a má finalização dos homens de frente, poderia ter vencido também na Vila.

Mas se o 1 a 1 de quarta-feira foi muito indigesto, o de ontem foi bem saboroso e salvou o semestre. E apesar da dor de ser eliminado da Copa Libertadores, ainda mais da forma que foi, tem o lado bom de entrar no Campeonato Brasileiro com foco e força total. E nada como começar a competição vindo de um título.

Só não pode achar que está tudo certo e que a queda para o Boca foi apenas devido à arbitragem. A equipe tem defeitos à corrigir e Tite tem cometido erros. É preciso evoluir para brigar forte pela taça. O time titular, por exemplo, tem de ser revisto. Edenílson não pode ser reserva do Alessandro, e o Pato também tem vaga entre os 11.

Mesmo não estando bem como nas últimas duas temporadas, no entanto, o técnico gaúcho ainda tem crédito. No último (e único) Brasileirão que começou encarando como prioridade, sem Libertadores paralelamente, fez um começo espetacular e conquistou o título. Conseguirá repetir? Elenco para isso ele tem mais que na época.

Conceitos

Cássio - REGULAR: Não tem passado grande segurança, sobretudo nas saídas pelo alto.
Alessandro - PÉSSIMO: Perdido em alguns momentos, deu muito espaço e foi inútil no apoio. Não pode mais ser titular com o Edenílson no banco.
Gil - BOM: Ligado e firme nos desarmes.
Paulo André - BOM: Bem posicionado e atento também.
Fábio Santos - REGULAR: Deu espaços que não foram aproveitados pelo rival. Buscou apoiar.
Ralf - BOM: Incansável, voltou a fazer boa partida na marcação e arriscou algumas arrancadas.
Paulinho - BOM: O mais participativo, muito boa partida do camisa 8. Começou a jogada do gol.
Romarinho - REGULAR: Ajudou na marcação e se movimentou bastante no campo ofensivo. Na hora de finalizar, entretanto, é um desastre. Perdeu gol incrível que poderia fazer falta.
(Pato) - REGULAR: Procurou segurar a bola. Teve boa chance de marcar e perdeu. Precisa de sequência de jogos.
Danilo - BOM: Além de auxiliar o amarelado Fábio Santos o jogo inteiro pela esquerda, deu bons passes e mostrou seu poder de decisão novamente. Quase fez o segundo (mandou na trave) ainda no primeiro tempo após bela jogada.
Emerson - PÉSSIMO: Errou passes e travou completamente o jogo do time. Raramente leva a melhor nas jogadas individuais e só tem sido útil, no máximo, na recomposição. Muito pouco, ainda mais num time que tem Pato no banco
(Edenílson) - BOM: Logo no primeiro lance, disparou pelo meio e quase matou o jogo. Corre muito! Tem que de assumir a titularidade da lateral-direita.
Guerrero - REGULAR: Apagado, buscou fazer a parede quando a bola chegou. Precisa da aproximação dos companheiros.
(Douglas) - BOM: Não jogou muito, mas foi muito bem nos minutos que esteve em campo. Segurou o jogo com muita competência.
Téc: Tite - REGULAR: Conquistou o título que faltava na sua carreira, e óbvio que tem méritos nisso, é um grande profissional. Entretanto, não está sendo feliz nesta temporada. No jogo de hoje, inclusive, errou ao colocar o Edenílson no lugar do Sheik - Pato deveria ter entrado no ataque, e o Alessandro saído também. Chamou o Santos para atacar. Já passou da hora de mexer no time titular, vamos ver se muda para o Brasileirão...

Visão santista > Resultado justo, principalmente para o Santos
por Fernando Pilat | @fernandopilat

Em quatro jogos da fase final o Santos não conseguiu nenhuma vitória. Chegou à final aos trancos e barrancos, com duas decisões por pênaltis. Mas isso tudo não foi casual.

Na fase de classificação de um campeonato medíocre o Santos jogou uma ou duas boas partidas, e assim mesmo se classificou na terceira colocação. Passamos da metade de maio e o Santos ainda não tem um padrão tático e alternativas de jogo. E essa é a culpa de Muricy Ramalho. O técnico é honesto, trabalhador, e tem outras qualidades...mas ganhar um caminhão de dinheiro no clube e deixar o time jogar na base do chutão uma final de campeonato? Tá de brincadeira meu filho!

A outra culpada é a diretoria, que parece acreditar que ter Neymar no time é o suficiente para tapar todos os outros buracos falhos no elenco. Sem lateral direito, zaga velha (que é intocável), André e seus Blue Caps brigando pela camisa 9, e pelo prêmio de quem joga pior. Um banco de reservas que dá tristeza. Enfim, esse é o fim melancólico e merecido do primeiro semestre.

Sobre o jogo, foi um time bem organizado, contra um catado com muita vontade. O Santos correu muito, mas como de costume correu errado. Ofensivamente Cícero e Neymar tentaram e conseguiram boas jogadas, mas não tem companheiros qualificados para ajudá-los. E, acreditem se quiser, o Santos poderia sim ter vencido ontem se não fosse um erro de arbitragem que deixou de marcar pênalti claro de Paulo André que colocou a mão na bola interceptando um cruzamento. A imprensa não noticia essa falha, assim como noticiou os erros de Amarilla em Boca e Corinthians, mas com certeza (só que não) foi apenas um acaso omitirem esse fato, e colocarem todo o peso da eliminação da Libertadores no juiz.

Bem, mas o título não veio, e a esperança é que um choque de realidade aconteça, reformulação no elenco, e quem sabe um time competitivo para o Brasileirão, pois com esse catado não vamos muito longe, ou até vamos... jogar em Arapiraca na série B.

Conceitos

Rafael – BOM: Foi o melhor jogador santista na fase final, voltou a passar confiança.
Bruno Peres – PÉSSIMO: Nunca foi um bom marcador, e agora ofensivamente é nulo.
Edu Dracena – REGULAR: Raçudo e firme na marcação, mas perdido no posicionamento.
Durval – REGULAR: Acompanhou seu parceiro de zaga, e parece que ninguém quer desgrudá-los. Tá na hora de mudar essa defesa.
Léo – REGULAR: Erra passes, perde jogadas na velocidade, tomou um banho do Romarinho, mas sua raça é digna de aplausos.
René Junior – REGULAR: Seu conceito deveria ser melhor, mas a bagunça que o Santos joga faz ele correr desnorteado e fazer muitas faltas.
(Patito) – SEM CONCEITO.
Arouca – REGULAR: Outro que cai de rendimento com a bagunça que o Santos virou.
Cícero – BOM: Grande partida, merecia melhor sorte depois do golaço que fez.
Felipe Anderson – REGULAR: Esforçado, teve alguns lampejos. Mas no geral ficou na mediocridade de sempre.
Neymar – BOM: Correu muito, deixou a vida em campo, mas o time não ajuda. A fase não ajuda muito, mas fez o que pôde.
André – SEM CONCEITO: Não existe nenhum conceito abaixo de péssimo, então acho injusto conceituá-lo. Que vá para o Vasco e leve a cruz para afundar o barco carioca.
Miralles – SEM CONCEITO.
Téc. Muricy Ramalho – RUIM: Conceito válido para o trabalho dele este ano. Tá na hora de se reciclar, trabalhar com vontade e dar um padrão ao time. Senão, pegue seu boné e vá procurar outro clube.

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* ÓTIMO, BOM, REGULAR, RUIM ou PÉSSIMO? No Comentário da Redação, você fica sabendo o que rolou nos principais jogos da rodada, incluindo análises individuais dos atletas.

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sábado, 18 de maio de 2013

Esquadrão de Ouro > Menos do mesmo

Por Thiago Jacintho | thi.jacintho@gmail.com

Foi como o tempo decorrido entre a autorização do árbitro, a corrida do jogador e a batida na bola posicionada na marca da cal dentro da área. Expectativa total e absoluta de ouvir um único nome. Não qualquer nome e não com qualquer letra. Um nome que já encantou Paris, Barcelona, Milão e torcedores do mundo todo. A letra “R”, tão enfatizada pelos locutores de TV que já gritaram muitos “Ronaldo”, “Rivaldo”, “Roberto Carlos”. Ronaldinho. Ou Ronaldinho Gaúcho para os mais tradicionais. Cadê o nome dele?

Não houve.

O que houve foi a hesitação. Depois o questionamento, seguido de imediato pela incredulidade e finalmente o riso. Alguns de deboche, outros de satisfação, mas certamente todos de perplexidade. O principal jogador brasileiro em atividade no Brasil no momento não foi convocado para a principal competição entre seleções do ano, uma prévia da Copa do Mundo.

O mesmo sujeito que no domingo, junto aos seus companheiros do muito bem encaixado Atlético Mineiro, massacrou o maior rival na final do campeonato estadual. O mesmo sujeito que há menos de uma semana comandava o atropelamento que o São Paulo sofreu na Libertadores.

O “mesmo” foi o que não levou Ronaldinho à Copa das Confederações: por não ser o mesmo. Ronaldinho Gaúcho nunca repetiu na seleção as atuações que tinha nos clubes que jogava. Exceto por dois lampejos de genialidade contra a Inglaterra na Copa do Mundo de 2002, o atual camisa 10 do Galo nunca justificou sua fama de jogador decisivo com a camisa amarelinha. Isto é um fato e ninguém pode contestar.

O torcedor também não pode dizer que Felipão não deu chances. Deu, sim, e deu muitas, diante do contexto e da atual safra de talentos nacional. A principal – e última – foi no último amistoso do Brasil, contra o Chile. Ronaldinho foi convocado com louvores, foi titular e capitão, era para ser o maestro, o protagonista. Não foi nem um, nem outro. Sequer chegou perto de ser.

E isso aconteceu em todos os outros seis jogos do Brasil em 2002. Em todos os cinco jogos do Brasil na Copa de 2006. Em 2010 ele nem foi convocado. Não é coincidência ou implicância.

Aconteceu em Copa América, das Confederações, amistoso. É notório que ele sente o peso de ser o regente de um país inteiro. Ele se intimida e se apaga.

Na verdade, não é que Ronaldinho não foi convocado. Ele riscou seu próprio nome da lista.
Bernard, seu companheiro de clube, e a nova safra de talentos brasileiros agradecem. Sinceramente? Eu também.

Pontos positivos e negativos da convocação
por Helder Rivas | lendasdabola.blogspot.com.br | @LendasDaBola

Pontos positivos: a coerência. Felipão quer formar sua nova “família Scolari” e provavelmente levará até o fim seus homens de confiança. Sua base, a famosa “espinha dorsal” não foge de suas condições. Do anteriormente contestado Julio Cesar até seu goleador Fred, ele chamou muitos daqueles que já vinham sendo convocados por Mano Menezes e em quem ele confiou desde seu primeiro jogo, mesmo com os recentes resultados não muitos bons nos amistosos. A ausência de Ramirez, que por enquanto especula-se ter sido justificada por algum problema extra campo prova isso o quanto ele confia no grupo. O mesmo vale para Ronaldinho e Kaká, veteranos que muitos vinham pedindo na seleção. Ambos tiveram suas chances e não as aproveitaram. Paciência.

Negativos: a mesma coerência que às vezes se transforma em teimosia e que todos já conhecem de longa data. Muitos se apegam ao histórico não muito bom de Ronaldinho com a seleção (salvo em 2002 quando se destacou sob o comando do mesmo Felipão), mas ao contrário de Kaká, o Gaúcho vive uma fase espetacular comandando o Atlético Mineiro. Uma fase que salvos o volante Paulinho do Corinthians e os zagueiros Thiago Silva e David Luiz, ninguém mais vive no momento. Nem mesmo a grande estrela do time, Neymar, está tão em paz consigo mesmo como Ronaldinho Gaúcho.

Outro ponto negativo se encontra na lateral direita, onde ao invés de convocar alguém do ofício, preferiu apostar em um volante improvisado. Jean vem jogando bem como volante no Fluminense há muito tempo, e como lateral apesar de nunca comprometer a equipe, nem mesmo na época do São Paulo, não se mostra como uma grande opção para a posição. Marcos Rocha do Galo poderia ter uma chance principalmente por ser jovem, seria uma bela oportunidade de se ganhar experiência e prepará-lo para o futuro.

No final, não há muito do que se reclamar dessa convocação. Ela foi coerente e bateu com o que se esperava e como citado mais acima, conhecemos muito bem o técnico Felipão e sabemos o quanto ele valoriza suas convicções. Agora só nos resta torcer e ver no que vai dar nessa Copa das Confederações.

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* A coluna Esquadrão de Ouro analisa as novidades da seleção mais vitoriosa da história do futebol.


Direto da Redação
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sexta-feira, 17 de maio de 2013

Clinch > UFC no Combate 2: veterano e incógnita fazem duelo para chegar ao cinturão

Mais uma edição do UFC será realizada no Brasil este sábado. A luta principal reune dois lutadores na mira do cinturão do peso médio.

O brasileiro Vitor Belfort, veterano, vem de triunfo contundente contra Michael Bisping, e das últimas 10 lutas venceu 8, sendo que as derrotas foram para os maiores nomes do MMA no momento, Anderson Silva e Jon Jones. Além disso é o único dos primórdios do esporte que ainda se mantém em alto nível.

Já o adversário, Luck Rockhold, eu chamo de incógnita. Em pouco tempo de carreira (começou em 2007), destacou-se no Strikeforce, conquistando o cinturão contra o também brasileiro Ronaldo Jacaré (este falarei em seguida). E defendeu o cinturão duas vezes com sucesso. Seu cartel é 10-1, e por que então é uma incógnita?

Nunca enfrentou um adversário do nível de Belfort, por exemplo. Coisa que o brasileiro já fez e enfrentou diversos outros de nível superior ao seu. O cartel do brasileiro é 22-10, mas seu histórico de combates é de dar inveja.

Amanhã saberemos se o americano deixa as dúvidas para trás e se firma em busca do cinturão, ou se falhará em sua primeira grande luta. O nível de preparo físico e técnico de Belfort contra Michael Bisping me surpreendeu, e se entrar no octógono da mesma forma, para mim a vitória é certa.

O co-main event traz a estréia do brasileiro Ronaldo Jacaré, ex-campeão do Strikeforce, contra Chris Camozzi. Conforme alertado por Rockhold, não vá para o chão com Jacaré. Ele é fera em jiu jitsu, e se a luta for para esse campo a chance de vitória aumenta. Mas em pé ele não decepciona, então podemos ter surpresas com um nocaute. No geral, o brasileiro é superior e deve vencer.

As outras lutas do evento prometem confrontos movimentados e lutas bem casadas, mas sem grandes destaques. Mas diferentemente do último evento no país, aposto em vitória dos brasileiros na maior parte dos combates, se não tivermos 100% de aproveitamento será perto disso.

UFC no Combate 2 - Card completo


CARD PRINCIPAL
Vitor Belfort x Luke Rockhold
Ronaldo Jacaré x Chris Camozzi
Rafael dos Anjos x Evan Dunham
Rafael Natal x Jorge Zeferino

CARD PRELIMINAR
Nik Lentz x Hacran Dias
Francisco Massaranduba x Mike Rio
Iuri Marajó-PA x Iliarde Santos-PA
Paulo Thiago x Michel Trator-PA
John Lineker x Azamat Gashimov
Fábio Maldonado x Roger Hollett
Gleison Tibau x John Cholish
Jussier Formiga x Chris Cariaso
Lucas Mineiro x Jeremy Larsen

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* A coluna Clinch traz a análise dos principais eventos de artes marciais do planeta.


por Fernando Pilat
| @fernandopilat

O Cara da Semana > Carlos Bianchi: E mais um brasileiro entra para sua lista

O sonho corintiano do bicampeonato da Libertadores acabou na última quarta. Os comandados de Tite não conseguiram repetir o script da final do ano passado e caíram em pleno Pacaembu contra o Boca Juniors. Um limitado e fraco Boca, mas ainda ostentando a camisa e tradição xeneize. E mais do que isso, mantiveram a escrita de invencibilidade do maior carrasco de equipes brasileiras da história, o técnico Carlos Bianchi.

Outrora jogador e ídolo do Vélez Sarsfield, clube onde até hoje é o maior artilheiro, Bianchi iniciou a carreira de treinador em clubes Franceses como Paris St. Germain e Stade de Reims durante a segunda metade da década de 80 até meados nos anos 90, quando voltou à Argentina para dirigir seu querido Vélez em 1994. Em seu primeiro ano no comando do “Fortín”, levou o clube ao inédito título da Libertadores contra o então bicampeão São Paulo de Telê Santana, com atuação fantástica do goleiro paraguaio Chilavert. Começava aí sina dos brasileiros contra Bianchi e o surgimento do “Mr. Libertadores”.

Depois de uma passagem rápida pela Roma, assumiu o Boca Juniors em 98 e no ano 2000 fez sua vítima número 2: o Palmeiras de Felipão que assim como o São Paulo 6 anos antes, era o atual campeão e foi derrotado na disputa de pênaltis. No ano seguinte, a vítima numero 3 foi o Vasco na quartas de final da competição e na fase seguinte, repetiu a final de 2000 contra o mesmo Palmeiras e mais uma vez se sagrou vitorioso no pênaltis.

Após um 2002 não muito bom, retornou a Libertadores em 2003 onde, outra vez, venceu dois times brasileiros. Primeiro o Paysandu, que surpreendeu a todos vencendo em La Bombonera por 1 x 0 no primeiro jogo, mas que não mostrou resistência na partida de volta em Belém e perdeu por 4 x 2 nas quartas de final. E a grande final daquele ano foi o Santos, das então sensações Robinho e Diego, que perdeu os dois jogos.

Desde então Bianchi se afastou dos gramados. Passou brevemente pelo Atlético de Madrid e retornou ao Boca Juniors como “manager” da equipe, até a equipe perder a final da Libertadores do ano passado. Então ele resolveu voltar ao time, que como citado anteriormente: não é genial como no passado, está mal no campeonato argentino... mas ainda carrega as cores azul y oro e, especificamente nessa competição, ele mais do que ninguém sabe como jogar.

As seis equipes brasileiras que ele já vitimou que o digam.

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* A coluna O Cara da Semana fala dos personagens do esporte que tiverem seu momento de glória, seja por uma semana, seja por um dia, seja para sempre.


por Helder Rivas | lendasdabola.blogspot.com.br | @LendasDaBola