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quinta-feira, 27 de junho de 2013

Comentário da Redação > Espanha (7) 0 x 0 (6) Itália

Visão espanhola > Assim não dá
por Dhiego Vicario | dhiegovicario@hotmail.com


A Espanha está na final. Derrotou a Itália, nos pênaltis, e decidirá a Copa das Confederações diante da seleção brasileira. Porém, quem esperava facilidade e um placar dilatado, como na decisão da Eurocopa de 2012, se enganou.

Em um jogo aberto, com chances para ambos os lados, se teve uma seleção que chegou mais perto do gol e que merecia sair de campo classificada, foi a italiana. A equipe de Buffon, Pirlo e companhia conseguiu anular as principais jogadas da Fúria e em contra-ataques rápidos chegava com muito perigo.

Os espanhóis não pareciam espanhóis. Até tiveram a maior posse de bola, trocaram passes, mas muito longe daquele time que encantou o mundo. Se realmente houve aquela baguncinha marota no hotel (se é que me entendem) envolvendo os jogadores da Espanha, não saberemos, mas que os jogadores pareciam um tanto cansados, ah, pareciam!

Para ter uma noção do baixo rendimento da Fúria na partida de hoje, a chance mais clara de gol da equipe veio dos pés de Fernando Torres. Não, não é piada. Ainda no primeiro tempo, o centroavante do Chelsea limpou o zagueiro de maneira genial – o que é de se estranhar, vindo dele – e finalizou pra fora.

Sinceramente, desde o início do torneio, estava convicto do título espanhol nessa edição da Copa das Confederações. Mas, após a atuação de hoje, tenho lá minhas dúvidas. Se a seleção brasileira tiver metade das chances que a Itália teve, não vai dar para a Fúria.

Conceitos


Casillas – BOM: Foi bem quando exigido, embora a postura nos pênaltis tenha sido estranha.
Arbeloa – RUIM: Não se encontrou na marcação e mal apareceu no apoio ao ataque.
Piqué – RUIM: Muito mal na marcação. Acho que estava mais preocupado com a presença da Shakira na arquibancada.
Sergio Ramos – REGULAR: Assim como o sistema defensivo inteiro, deu muitas brechas ao ataque italiano.
Alba – PÉSSIMO – Levou um baile de Maggio o jogo inteiro. Muito mal na marcação e nos avanços ao ataque.
Busquets – BOM: Não comprometeu na marcação e era o desafogo quando Iniesta e Xavi estavam bem marcados
Xavi – REGULAR: Não foi genial, como se espera, mas levou perigo em alguns lances.
Iniesta – BOM: Disparado o jogador espanhol mais aceso na partida. A equipe só aparecia com perigo, quando a bola passava pelos pés dele.
Pedro – RUIM: Completamente perdido, errando lances simples.
(Mata) – REGULAR: Se apresentou para o jogo, porém sem muito sucesso.
David Silva – RUIM: Errou muitos passes e parecia perdido pelo lado esquerdo.
(Jesús Navas) – BOM: Entrou bem, se apresentando para as jogadas pelo lado direito e bateu muito bem o pênalti que classificou sua seleção para a final.
Fernando Torres – BOM: Hoje foi bem. Hoje.
(Javi Martínez) – REGULAR: Quando acionado, fez o simples e não comprometeu.
Téc: Vicente Del Bosque – REGULAR: Eu não escalaria a equipe dessa maneira, porém, foi bem em duas das alterações.

Visão italiana > E foi por muito pouco....
por Helder Rivas | lendasdabola.blogspot.com.br | @LendasDaBola

É rapaz, para aqueles que juravam de pés juntos que a Espanha golearia a Itália novamente, a Azzura mostrou que a Roja não é tão “invencível” quanto parece e que é possível neutralizá-los. Mostraram também que não se pode desrespeitar ou esnobar uma camisa tão tradicional como aquela azul antes de uma partida. E principalmente mostraram o quanto precisam treinar mais finalizações...

Jogando com grande parte da torcida ao seu favor, a Itália iniciou o jogo apenas observando e esperando a movimentação do seu adversário. Com seu já nominado “tik taka”, a Espanha dominou a partida por quase 15 minutos após o inicio. E os italianos, não querendo repetir o vexame da final da última Eurocopa, resolveram se armar de seu bom e velho estilo “Catenaccio”, a famosa (e lendária) formação 9-1-0. Eis que após esse 1/3 de tempo, um contra ataque perigoso assustou a meta de Iker Casillas que em seguida, ao tentar repor a bola, viu-se na necessidade de usar do famoso chutão, numa tentativa de ligação direta com o ataque. Algo que ele não costuma fazer. E por quê? Porque de súbito, além de Gilardino, outros três jogadores italianos pressionavam sua saída de bola. Pronto, isso foi o bastante para fazer a Espanha se perder.

Pela primeira vez em muito tempo, a Fúria viu sua posse de bola se tornar infrutífera. O sistema imposto por Cesare Prandelli conseguiu isso graças ao empenho de todos os jogadores que, salvo o centroavante Gilardino, congestionavam o meio de campo e limitavam a movimentação espanhola, o que os obrigava a jogar pelas pontas. Pontas que também foram pouco eficazes. O revezamento perfeito entre ataque-defesa de Maggio e Candreva impediu as subidas do lateral Jordi Alba e o desnorteavam na marcação. Pela esquerda, Chiellini fez grande partida marcando Pedro, que na tentativa de se livrar dessa marcação, tentava se infiltrar pelo meio, mas acabava desarmado por Bonucci. Falando em Maggio, o ala italiano teve a chance de matar o jogo em duas oportunidades, mas parou em grandes defesas de Casillas. Outro destaque fica pela participação de Giaccherini no ataque. Um dos melhores em campo, também fez o goleiro do Real Madrid trabalhar e ainda lhe assustou com uma bomba que explodiu na trave.

No segundo tempo, Prandelli promoveu a volta do anteriormente lesionado Montolivo no lugar de Barzagli, deslocando o volante De Rossi para a defesa como 3º zagueiro, mas que melhorava a saída de bola da defesa italiana. O camisa 18 deu maior criatividade ao meio de campo da Azzura, uma vez que o maestro Pirlo estava mais empenhado na defesa e com pouca liberdade de movimento, e criou boas oportunidades que foram ou desperdiçadas por seus companheiros. Aquilani entrou nos minutos finais, mas não contribuiu para uma melhora efetiva a curto prazo (e nem a longo, convenhamos...). Mas o jogo ficou no zero.

Já na prorrogação a Itália começou a sentir os efeitos de sua estratégia e da temperatura alta de Fortaleza. O desgaste físico era notório nos atletas de ambos os times, mas os italianos demonstravam mais. Numa tentativa de mudar isso, Prandelli colocou o pequeno Giovinco para dar mais mobilidade (e fôlego) a equipe, mas nem mesmo o polegar de Turim conseguiu mudar o panorama do jogo.

Quem por muito pouco não mudou a história do jogo foi o goleiro Buffon. Sim, ele, um dos maiores goleiros da história, por pouco não saiu de campo com um belo peru depois de errar o tempo de bola em um chute de Xavi Hernandez. Antes do final da prorrogação, desafiando qualquer lógica, o ala Maggio se atreveu a dar uma arrancada impressionante nos minutos finais que cansou mais seus companheiros que o viram fazer isso e não puderam acompanhar. Àquela altura, ter feito isso, cansou até mesmo os espectadores.

Fim de jogo, vamos aos pênaltis. E que pênaltis! Uma aula de cobranças tranquilas e bem colocadas de ambas as equipes, sem nenhuma chance de defesa para Buffon ou mesmo Casillas. Mas como diria alguém em um filme por ai: “só pode haver um!”. E esse um foi definido por Bonucci, que encarnando o espírito de Roberto Baggio (e não no bom sentido do nome desse gênio italiano), mandou a bola por cima da trave e definiu a classificação dos espanhóis.

A Itália foi desclassificada, mas contrariando prognósticos, saiu de cabeça erguida e por muito pouco não venceu o jogo. Alguns dizem que se Balotelli estivesse em campo, as coisas teriam sido diferentes. E sinceramente acredito que seriam, mas isso não muda o fato de que os italianos precisam voltar aos seus clubes para treinar mais finalizações. De qualquer maneira, fica a lição para o Brasil domingo. A Espanha não é esse bicho papão todo. Só precisam de um esquema certo e empenho de jogadores certos para jogar de igual para igual com os campeões do mundo.

E no começo dessa analise, citei que a Itália jogou no 9-1-0. Você provavelmente pensou “Ué?! Tá faltando um!” Sim, estava. Eu vi o nome dele na escalação, mas não o vi. Afinal, alguém reparou no Gilardino em campo?

Conceitos

Buffon – BOM: o experiente arqueiro não teve muitos problemas durante os 120 minutos de jogo, mostrando segurança nas poucas vezes que foi exigido. Quase tomou um frangaço no final, mas manteve a calma.
Barzagli – REGULAR: Mesmo tendo jogado apenas o primeiro tempo, não teve nenhum erro, sempre firme nas jogadas.
(Montolivo) – REGULAR: entrou no segundo tempo apenas, mas conseguiu criar boas oportunidades para a Itália.
Bonucci – REGULAR: errou o pênalti decisivo, mas se mostrou bem na marcação durante a partida, mesmo quando esteve esgotado na prorrogação.
Chiellini - BOM: atuando como “zagueiro clássico”, não queria saber de brincadeira frente a sua área.
Maggio – BOM: teve boa atuação revezando o apoio no ataque e marcação na defesa com Candreva, dominando o lado direito do campo e impedindo as subidas de Jordi Alba. Destaque para seu pique no último minuto da prorrogação, que àquela altura de tempo e temperatura, nem um nordestino “da gema” conseguiria dar.
De Rossi – BOM: polivalente, se destacou na marcação tanto no meio campo quanto na defesa.
Pirlo – REGULAR: jogando mais preso no meio de campo do que o costume, não teve a chance de criar jogadas como normalmente faz. Mas como sempre, errou poucos passes e foi perfeito nos lançamentos.
Marchisio – REGULAR: se apresentando no ataque e chegando dentro da área espanhola, foi bem. Na marcação pelo sistema proposto por Prandelli, destoou de seus companheiros.
(Aquilani) – REGULAR: jogador diferenciado. O único que conseguiu a proeza de não ajudar em nada, mas também não comprometeu a equipe. (?!?!)
Giaccherini – ÓTIMO: atuando pelo lado esquerdo, deu uma bela canseira em Arbeloa e Pique. Driblou, criou jogadas e finalizou uma bola na trave que não deixou chances para Casillas.
Candreva – ÓTIMO: Como citado anteriormente, revezava as subidas no ataque com Maggio. Impecável em ambos os setores, ainda bateu o primeiro pênalti da disputa com direito a cavadinha.
Gilardino – RUIM: a eterna promessa não esteve à altura de substituir Balotelli. Sua presença praticamente não foi notada.
(Giovinco) – RUIM: entrou com a responsabilidade de dar mais velocidade à equipe, não conseguiu.
Téc. Cesare Prandelli – ÓTIMO: guardem esse nome. Pode ser que estejamos de frente a um novo Fabio Capello. Ousado em sua estratégia, revezou o clássico Catenaccio italiano com um “abafa” na saída de bola da Roja, tornando o “Tike Taka” espanhol ineficaz.

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* ÓTIMO, BOM, REGULAR, RUIM ou PÉSSIMO? No Comentário da Redação, você fica sabendo o que rolou nos principais jogos da rodada, incluindo análises individuais dos atletas.

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Dentro ou fora do Alçapão > Que fase!

A atual fase do Santos anda preocupando seus torcedores.  Tá, nem tanto, já que Felipe Anderson acaba de ser vendido para a Lazio. Brincadeiras à parte, nem a venda da eterna promessa anima o santista.

Desde o começo de 2013, o alvinegro praiano não conseguiu apresentar um bom futebol, um bom esquema tático, enfim, um bom motivo para seu torcedor almejar algo grande nesta temporada.

E o pior aconteceu: a válvula de escape, grande esperança e salvação do time nesses últimos anos foi embora. Neymar rumou à Barcelona em busca de novos objetivos. E menos críticas, porque, cá entre nós, tava um saco o Brasil inteiro no pé do moleque.

Porém, o que está acontecendo é outra coisa. Aliás, o que não está acontecendo. Com o dinheiro arrecadado da venda do craque, não se nota movimentação nos bastidores em busca de peças de reposição. Nem parece que a equipe perdeu o melhor jogador  em atividade do Brasil. Será que estão todos de férias? Digo, os que não foram demitidos.

E por falar em demissão, será que não dá pra incluir nesse “bolo” o excelentíssimo vice-presidente Odílio Rodrigues? Ou só eu acho que desde o momento que ele começou a substituir o Luis Alvaro que o clube desandou?

E já que citei o presidente eleito, com os problemas cardíacos que ele tem sofrido, ou ele aproveita essa limpa que está sendo feita no clube para colocar gente competente, ou melhor não acompanhar mais nada e zelar pela sua saúde.

Apostar em técnico pode custar caro


O Santos parece mesmo decidido em ter um técnico estrangeiro para a sequência do Campeonato Brasileiro. Após quase acertar a contratação de “El Loco” Bielsa, aceitando pagar valores exorbitantes de salário, quem ficou próximo do acerto foi Gerardo Martino, comandante do semifinalista da Libertadores da América 2013, Newell’s Old Boys.

Após uma viagem do vice-presidente Odílio Rodrigues à Argentina, o Alvinegro praiano deixou as conversas avançadas para o técnico argentino chegar à Vila Belmiro após o término da competição continental.

Mesmo após bons trabalhos, levando a seleção paraguaia à final da Copa América de 2011 e a atual campanha na Libertadores, é um risco enorme apostar no argentino para essa retomada no Brasileirão.

Isso porque após a saída de Neymar, a pressão por bons – e rápidos – resultados será enorme. E sabemos que, no Brasil, a impaciência dos torcedores sempre tem um culpado: justamente o técnico. Acredito, então, que um mau e compreensivo início no Peixe pode custar caro a Gerardo Martino. E ao clube também.

Até gostaria de ver um técnico estrangeiro dirigindo um time de ponta do futebol brasileiro, mas esse não é o momento. Pelo menos, não para o Santos, que está passando por uma total reformulação e que não tem tempo hábil para apostas. Principalmente, no comando da equipe.

O nome ideal está no mercado e tenho certeza que não pensaria duas vezes em voltar para a Baixada: Dorival Júnior. O treinador já passou pelo clube em 2010, época em que o Santos encantava com um futebol  ofensivo, e teve seu trabalho interrompido apenas pelo desentendimento com Neymar.
A hora de voltar é agora. Voltar e reformular o time, como fez naquele ano glorioso. Quem sabe, assim, a equipe não volta a apresentar o futebol encantador e reconquistar a confiança do seu torcedor.


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* A coluna Dentro ou Fora do Alçapão fala do Santos Futebol Clube. Jogue onde jogar és o Leão do Mar.


por Dhiego Vicario
| dhiegovicario@hotmail.com

Comentário da Redação > Vitória a "la Felipão"

Muitas vezes vimos, ao longo da carreira, Felipão vencer vários jogos com o time não jogando muito bem. Foi assim na Copa de 2002, foi assim no Grêmio, foi assim em sua segunda passagem pelo Palmeiras e foi assim hoje. O Brasil ao contrário de suas últimas partidas não teve o jogo sob controle e em mãos. Explicações? Eu tenho uma, e ela se chama Neymar. O craque não apresentou diante do Uruguai aquele ótimo futebol que vinha apresentando até então. Podemos então chamá-lo de termômetro da seleção. Querendo ou não, Ney ainda tem estrela. Mesmo não brilhando em campo, foi decisivo.

A partida iniciou com os dois times nervosos em campo. O Brasil estava errando muitos passes. Isso foi fruto da ótima marcação uruguaia. A equipe celeste estava presente em todas as áreas do campo, do ataque à defesa. O sistema defensivo brasileiro também não estava bem, principalmente a dupla de zagueiros. O primeiro erro veio no pênalti INFANTIL que David Luiz fez em Lugano. Brilhou a estrela de Júlio César que fez uma bela defesa.

A torcida do Mineirão entrou um pouco mais no jogo, mas o time em campo permaneceu apático. Nessas horas, é preciso de um pouco de individualidade e os craques entraram em cena pela primeira vez. Com um lindo lançamento de Paulinho, Neymar ficou de cara com o goleiro Muslera, que fez boa defesa, mas no rebote, Fred estava lá pra confirmar. O 1 a 0 na primeira etapa caiu como uma luva.

O segundo tempo começou mais corrido, com o Uruguai um pouco mais solto. Já a equipe brasileira, voltou mais acuada, esperando um contra-ataque para tentar matar a partida, mas o plano foi pro chão logo. Após erro infantil de Thiago Silva, Cavani empatou a partida. E a celeste permaneceu melhor em campo. Mesmo com a igualdade no placar saiu mais para o jogo e quase virou com Suarez e em seguida com o próprio Cavani.

Aos 20 minutos, Felipão promoveu uma "substituição política". Vendo que a torcida estava morta, ele tratou de colocar a arquibancada de novo no calor do jogo, substituindo Hulk por Bernard, um atleta da casa. E deu certo. Os torcedores voltaram para o jogo e o time também. Aos 41 minutos veio a redenção. Paulinho de cabeça fez o segundo gol após cobrança de escanteio de Neymar e garantiu o Brasil pela 3ª vez seguida presença na final da Copa das Confederações.

E agora, que venha a Espanha ou Itália, domingo no Maracanã.

Conceitos

Júlio César - ÓTIMO: Sua estrela brilhou. Fez boas defesas e pegou um pênalti. Não teve culpa no gol uruguaio.
Dani Alves - REGULAR: Subiu bastante ao ataque, e levou perigo pela direita. Mas errou alguns passes e cruzamentos, e deu algumas bobeiras na marcação.
Marcelo - REGULAR: Idem ao Dani Alves.
Thiago Silva - RUIM: Recuou muitas bolas desnecessárias para Júlio César. Mostrou insegurança demais e errou no gol do Uruguai.
David Luiz - RUIM: Errou passes e deu muitas brechas na marcação. Fez um pênalti ridículo.
Paulinho - BOM: Esteve apagado em alguns momentos, mas na hora da decisão apareceu, e muito. Fez o gol da vitória.
Luiz Gustavo - REGULAR: Apareceu bem em alguns momentos e mal em outros. No total, não comprometeu.
Oscar - RUIM: Outra fraca partida do garoto. Muito apagado, não buscou o jogo.
(Hernanes) - REGULAR: Errou alguns passes e não usou seu maior atributo que são as finalizações de fora da área.
Neymar - BOM: Não esteve tão bem como nos outros jogos, mas mesmo assim foi decisivo. Participou diretamente dos dois gols brasileiros.
(Dante) - SEM CONCEITO: Entrou no fim.
Hulk - RUIM: Fez sua pior partida na Copa das Confederações. Errou muitos passes, perdeu muitas bolas e não teve sucesso na marcação.
(Bernard) - BOM: Mudou a partida. Deu velocidade ao ataque e levou a torcida de volta para o jogo.
Fred - BOM: Decisivo como sempre, fez mais um gol importante.
Téc. Felipão - BOM: Ele é muito rabudo, na hora decisiva cresce demais e mostra o seu talento. Mostrou que tem o elenco em mãos. Mesmo que perca a final, fez o time evoluir.

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* ÓTIMO, BOM, REGULAR, RUIM ou PÉSSIMO? No Comentário da Redação, você fica sabendo o que rolou nos principais jogos da rodada, incluindo análises individuais dos atletas.


por Fernando Borchio | fernando.borchio@hotmail.com

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Gringolaço > No embalo do “Tiki-Taka”, Espanha vence a Nigéria e garante primeiro lugar do grupo

Embalada pelo famoso e para alguns, o irritante “Tiki-Taka”, a Espanha venceu a Nigéria e confirmou o primeiro lugar do grupo e os 100 % de aproveitamento. Agora a campeã mundial terá pela frente a Itália na reedição da final da última edição da Euro, com vitória dos espanhóis.

A partida realizada em Fortaleza teve dois tempos distintos, quase duas partidas diferentes. Na primeira etapa, a Nigéria surpreendeu e fazendo uma marcação avançada conseguiu atrapalhar o toque de bola espanhol e ainda teve boas oportunidades para marcar. Não fosse a falta de pontaria e o “complexo de Sassá Mutema” bem que a equipe africana poderia ter saído para o intervalo tendo feito algum gol.

Já a Espanha, mesmo sendo sufocada pela Nigéria na maior parte do tempo conseguiu abrir o placar em uma linda triangulação “barcelonista” que terminou nos pés de Jordi Alba (foto) que abriu o placar. A Fúria ainda poderia ter ampliado com Fábregas, que parou na trave, e com o centroavante Soldado (que está mais pra Recruta Zero), que perdeu duas chances incríveis de gol à frente do goleiro nigeriano.

Na volta do intervalo parece que o fôlego da equipe de Obi Mikel ficou no vestiário. Sem forças para imprimir a mesma marcação pressão do 1º tempo, os africanos foram presas fáceis para o “Tiki-Taka” da Espanha. Que fez mais dois gols com Torres e novamente Jordi Alba, em rápido contra-ataque no fim da partida. Só uma ressalva, o Enyeama (goleiro da Nigéria) jogou muito. Não fosse ele o placar seria ainda maior. Bem que ele poderia estar em algum grande clube europeu, talento ele têm.

Que venha a Azurra


Depois de garantir a primeira colocação do grupo os espanhóis terão a Itália pela frente nas semifinais da Copa das Confederações, na quinta-feira, em Fortaleza. Para esse duelo a seleção de Prandelli, Buffon e Pirlo, não contará com Balotelli que já foi cortado e está liberado para voltar pra casa.

Mesmo com um forte sistema de marcação não acredito que a seleção italiana seja páreo para os espanhóis. Acredito mesmo que veremos o “chato”  “Tiki-Taka” e uma vitória tranquila da Espanha e passaporte carimbado para a final contra Brasil ou Uruguai.

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* A coluna Gringolaço analisa os principais torneios e acontecimentos do futebol europeu.



por Rodrigo Svrcek | @svrcek_rodrigo

sábado, 22 de junho de 2013

Comentário da Redação > Com mais uma vitória sobre um grande, Brasil garante primeiro lugar e chega com moral

Muitos pontos positivos. Eu que tenho sido tão crítico da seleção brasileiros nos últimos anos, prefiro exaltar as qualidades após a ótima vitória pra cima da Itália neste sábado, em Salvador: 4 a 2. Mais uma vitória sobre um grande do futebol europeu - sempre bom lembrar que estávamos há 4 anos sem saber o que era isso, antes de vencer a França há duas semanas atrás - e que deu ao time de Felipão o primeiro lugar no Grupo A da Copa das Confederações. A Itália avança com o segundo posto.

O jogo começou com um Brasil em ritmo alucinante e jogando com inteligência. A estratégia foi marcar a saída de bola italiana. Quem viu os jogos da Azzurra sabe que eles trocam muitos passes na defesa e dificilmente dão chutões. Assim, o time canarinho conseguiu roubar algumas bolas e impor seu jogo. Pelo menos por algum tempo. Ninguém consegue marcar pressão o tempo inteiro e o jogo se equilibrou com chances para os dois lados, com meio-campo embolado.

A partida iria para o intervalo com um justo 0 a 0, não fosse um lance de bola parada. Neymar cobrou falta, Fred cabeceou, Buffon espalmou e Dante se aproveitou para balançar a rede (impedido, pouca coisa).

A vantagem brasileira durou pouco tempo, pois na volta do intervalo, um vacilo e Giaccherini, sozinho, empatou o jogo. Destaque para o belo passe de Balotelii no lance (chupa, Thiago Jacintho!). O que poderia ser um problema, não foi porque poucos minutos depois Neymar apareceu. Sofreu falta na entrada da área e cobrou bem para deixar o placar em 2 a 1. Muita estrela do camisa 10, que não vinha jogando tanto quanto nos primeiros jogos, apesar de ser a referência do time sempre.

E por falar em aparecer, que tal o gol do Fred? Aproveitou passe de Marcelo, ganhou do bom zagueiro Chiellini, e fuzilou. Sai zica! Felipão resolveu até trocar Neymar por Bernard, pra poupar o seu craque, já que a vantagem era boa. Era. Num lance bizarro, após bate rebate na área, Chiellini apareceu de novo, mas pra marcar. Porém, o juizão do Uzbequistão, potência no futebol mundial, havia marcado pênalti no lance e mudou de ideia após ver a bola na rede. Se você ainda não sabia, saiba agora: um árbitro não pode apitar um pênalti e voltar atrás e marcar gol e pronto, acabou.

Daí em diante o Brasil sofreu bastante. Felipão lançou Fernando em campo para fechar mais o time e acabou chamando a Itália, que quase empatou. Teve uma bola na trave de Maggio. A sorte do bigodudo foi que em um lance quase isolado, no finalzinho, Buffon bateu roupa em chute de Marcelo e Fred apareceu pra aproveitar o rebote e mostrar que não vai deixar Jô nenhum ganhar sua vaga no time.

Ufa! 4 a 2. Foi até difícil falar dos pontos positivos, como disse que faria, com tanta coisa que aconteceu na Fonte Nova. Mas ainda dá tempo de comemorar que temos já um time, com padrão de jogo, mais leve e solto e que sabe encarar uma grande seleção de frente. E melhor, consegue vencer grandes jogos. Com 3 vitórias em 3 jogos, o time chega com moral e deve fugir da Espanha na semifinal, o que também é muito bom. E tem também Neymar, que mesmo não brilhando hoje, foi pra cima e deixou o dele no momento que a equipe mais precisava.

Realmente ainda há muito para melhorar, mas essa Copa das Confederações está sendo muito proveitosa para a evolução da Seleção.

Conceitos

Julio César - REGULAR: Não teve culpa nos gols e também não trabalhou muito.
Dani Alves - REGULAR: Deixou a desejar.
Thiago Silva - BOM: Fugiu um pouco da sua característica, dando bicão quando necessário. Sempre bem posicionado.
David Luiz - REGULAR: Saiu de campo machucado. Enquanto esteve em campo, abusou um pouco das faltas.
(Dante) - REGULAR: Sentiu um pouco o jogo em alguns lances. Mas fez o gol dele, na terra natal.
Marcelo - BOM: Muito importante ofensivamente, apesar de alguns sustos defensivos.
Luiz Gustavo - BOM: Dá muito equilíbrio ao meio-campo brasileiro.
Hernanes - REGULAR: Esperava mais dele. Mas foi importante taticamente.
Hulk - BOM: Outro que foi importante taticamente, mais que ofensivamente. Mas teve bons lampejos no ataque.
(Fernando) - SEM CONCEITO: Jogou pouco, não dá pra conceituá-lo. O que dá pra dizer é que a entrada dele foi ruim para o time, que recuou demais.
Oscar - RUIM: Participou pouco do jogo. Como meia principal, precisa buscar mais a bola.
Neymar - BOM: Não deu chapéu, não deu caneta, não fez gracinha, mas jogou bem, jogou pro time. E fez um gol quando o jogo estava 1 a 1 e que certamente ajudou muito a definir o rumo do placar.
(Bernard) - REGULAR: Bem discreto o atleticano. Mas participou do lance do quarto gol.
Fred - ÓTIMO: Melhor em campo. Não só pelos dois gols, mas também por ter participado muito mais do jogo,especialmente no pivô.
Téc. Felipão - REGULAR: Ganharia nota melhor, não fosse o medo nos minutos finais do jogo, ao trocar Hulk por Fernando. No mais, vale destacar que faz um bom trabalho de formação de equipe.

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* ÓTIMO, BOM, REGULAR, RUIM ou PÉSSIMO? No Comentário da Redação, você fica sabendo o que rolou nos principais jogos da rodada, incluindo análises individuais dos atletas.

por Ricardo Pilat
| pilatportasio@gmail.com | @ricardopilat

Esquadrão de Ouro > Com padrão definido, Seleção só tende a crescer

Desde a eliminação da Copa do Mundo de 2010, pela primeira vez a Seleção Brasileira está tendo um padrão definido de jogo. Passada a era Mano Menezes, Felipão chegou com seu jeito.

Com jogadores desacreditados, mas de sua confiança, como Júlio César e Hernanes (esse apenas na Seleção), o treinador começou a dar uma cara para o Brasil. Com a marcação de alguns amistosos com seleções expressivas, o treinador foi dando uma cara a equipe e deixando os jogadores mais à vontade.

A confirmação desse padrão de jogo veio na preparação para a Copa das Confederações, após bons jogos contra Inglaterra e França (um empate e uma vitória, respectivamente) a Seleção finalmente tinha o apoio do público a seu lado novamente, após um distanciamento da torcida. Com um tempo maior para se preparar, Felipão deu padrão tático ao Brasil.

Apesar da evolução vista em campo nos jogos contra Japão e México, a Seleção Brasileira ainda precisa melhorar em alguns aspectos, como na transição do meio para o ataque. Oscar está muito aquém do que pode jogar, seria a hora de testar ele dividindo a armação com Jadson, ou o Lucas no lugar do Hulk ou até a entrada de Bernard na equipe. O ataque, mais precisamente a vaga de centroavante, pode sofrer uma alteração. Com o jejum de Fred e a boa fase de Jô, o atacante do Atlético-MG pode acabar ganhando a vaga do companheiro.

O jogo contra a Itália não vale apenas a liderança do grupo, vale a confiança da Seleção, já que enfrentará uma seleção, que não pode não ser a Azzurra de antigamente, mas é uma equipe forte no ataque, ainda mais com Balotelli. Uma vitória pode dar o ânimo e a confiança que falta ao Brasil, uma derrota não será o fim do mundo, mas provavelmente acarretará em pegar a Espanha na semifinal da Copa das Confederações, o que seria um bom teste para a Seleção ver se esta preparada para enfrentar uma seleção superior a ela.

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* A coluna Esquadrão de Ouro analisa as novidades da seleção mais vitoriosa da história do futebol.

por Rodrigo Bocatti | @digo90 | http://esportesarena.com.br

sexta-feira, 21 de junho de 2013

O Cara da Semana > Seleção Taiti: sim, ainda existe esperança e amor no futebol moderno

Você, fã de futebol que em meio ao caos do momento de manifestações no Brasil, resolveu deixá-lo um pouco de lado, recomendo muito ler esta crônica. Se não for para lê-la, ao menos perca um pouco do seu tempo no final de semana e assista ao jogo da seleção Taitiana de futebol contra o Uruguai no próximo domingo. E depois disso, humildemente lhe desafio a não se emocionar com o que presenciar.

Já viu um time em uma competição profissional perder de 10 x 0 e sair sorrindo? Já viu uma equipe marcar um gol em meio a uma derrota de 4 x 1 (gol este que surpreendeu até o técnico do time) e comemorar com a mesma intensidade que você comemora um título do seu time? Já viram uma equipe como essa ser impulsionada por 80 mil pessoas em um estádio durante um jogo contra a atual campeã do mundo, dita como a que “joga o futebol mais bonito do momento” e que, supostamente, deveria ser “admirada” pelos outros? Se você nunca viu isso, está perdendo de ver.

Eles são fracos técnica e fisicamente, apenas um jogador entre os 23 convocados é profissional, se prestaram a vir mesmo sabendo que seriam humilhados. E estão dando um show de humildade, bondade e amor ao futebol de maneira tal que tocou o coração do mundo. Valores estes o quais sentimos falta com a modernização do esporte. Que o diga o goleiro Mikaël Roche e sua comemoração após o pênalti perdido por Fernando Torres no último jogo (que aquela altura, já estava 7 x 0) e seu choro após o apito final. Choro que não era de amargura pela derrota, mas pela emoção de ser aplaudido em pé pelos espectadores presentes no maior estádio do mundo.

A despedida destes bravos heróis acontece domingo, como dito anteriormente e a expectativa é de outra goleada. Mas e daí? Ao menos eles me deram a oportunidade de sorrir em meio a uma crise, pude voltar a entender o que meu avô dizia quando eu era menor, quando jogava futebol com seus amigos e, independente do resultado da partida, cantavam: - “Jugamos! Perdímos! Igual nos divertimos!”

Assim como as manifestações, o Taiti soube como chamar a atenção de quem o viu no Brasil. E assim como as manifestações, não sabemos qual será o “legado” que deixarão ao final da sua epopeia. E assim como as manifestações, podemos tirar muitas lições do que vimos. Mas diferente das manifestações, o Taiti nos cativou por sua pureza em meio a um mundo que cada vez mais se esquece do principio mais básico deste (e de qualquer outro) esporte: a alegria.

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* A coluna O Cara da Semana fala dos personagens do esporte que tiverem seu momento de glória, seja por uma semana, seja por um dia, seja para sempre.


por Helder Rivas | lendasdabola.blogspot.com.br | @LendasDaBola

Terra do Tio Sam > He was The King James!

Ainda não podemos chamá-lo de rei (mas pode ser um dia), mas com o perdão do eterno rei Michael Jordan, e com a ressalva de comentar apenas um específico momento de 48 minutos (ou de algumas horas, já que o jogo tem paradas), não tenho vergonha em dizer que LeBron James foi rei nesta quinta-feira! Jogou com rei, ao menos.

Com 37 pontos e 12 rebotes, LeBron comandou a vitória do Miami Heat por 95 a 88 pra cima dos Spurs e também o terceiro título do time da Flórida, segundo consecutivo. Mais que pontos e rebotes, eles fez pontos e pegou rebotes na reta decisiva do jogo. Foi fominha quando necessário, chamando pra si a responsabilidade, assim como disse que faria após a derrota no jogo 3. Fez o que todos esperam de LeBron e um pouco mais.

O Heat tem muitos motivos para comemorar o investimento feito há três temporadas. Trouxe LeBron, trouxe muita mídia e chegou a três finais de NBA, com dois títulos. A tendência é que venham muitos outros.

Destaque também no jogo de ontem ara Shane Battier, um dos coadjuvantes de Miami que foram importante nesta série. Ontem ele meteu 6 bolas de 3, sempre em momentos cruciais. Do lado dos Spurs, Ginobili e Tim Duncan jogaram bem, apareceram em alguns momentos importantes, mas não tiveram força para resolver na hora H.

Ou, simplesmente, não são LeBron, assim somos mais justos com eles. They aren't kings.

Clique aqui e confira a reportagem da ESPN sobre a noite de James.

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* A coluna Terra do Tio Sam fala dos esportes que são paixão nos Estados Unidos: basquete, beisebol, futebol americano e hóquei.


por Ricardo Pilat | pilatportasio@gmail.com | @ricardopilat

Gringolaço > Itália e Japão presenteiam público brasileiro

Foi um típico jogo que era impossível tirar os olhos da TV. Itália e Japão nos mostraram o melhor deles e proporcionaram a nós, brasileiros uma partida fora do sério. Ainda assim ao meu ver o placar não condiz muito com a partida. Foram sete gols ao todo e o placar de 4 a 3 para os italianos que saíram atrás do placar.

O jogo começou com um ritmo alucinante dos japoneses, que dominavam o meio do campo e faziam uma ótima marcação. O toque de bola com classe fez o público da Arena Pernambuco ir ao delírio, e tomar o Japão como preferência na torcida. Os asiáticos construiram chances e conseguiram abrir o placar de pênalti com Honda (em um lance que para mim não foi nada). E não pararam o por aí. Nada de recuar, e sim atacar. Assim, veio mais um gol, dessa vez com Kagawa. Mas do outro lado estava a Azurra, tetracampeão mundial. Pirlo resolveu acordar, colocar a bola no chão e fazer a Itália crescer no jogo e diminuir no placar com De Rossi após escanteio.

O segundo tempo começou ao contrário do primeiro, com a Itália no ataque e querendo empatar. O resultado veio com um gol contra do zagueiro Ushida. 2 a 2 e tudo resolvido? Que nada, o italianos queriam vitória e se lançaram ao ataque. Conseguiram um pênalti em um lance polêmico cujo foi bola na mão. A virada veio com o garoto problema Balotelli na cobrança da penalidade. Mas aí se enganou quem achava que as coisas estavam se definindo.

O Japão voltou a atacar mais e chegou ao empate com um belo gol de cabeça de Okazaki. Isso mesmo, de cabeça. Foi assustador ver a zaga italiana levar um gol pelas alturas dos samurais que não são tão privilegiados em relação à estatura de seus jogadores. Os asiáticos seguiram mandando no jogo, com um toque de bola muito bonito. Foram dois chutes na trave mas o gol não veio.

Aí, como diz Muricy, a bola pune. A Itália em um contra ataque fez o gol da vitória com Giovinco. Confesso que mesmo sendo admirador da Azurra fiquei um pouco triste por dentro. O Japão merecia a vitória, jogou melhor, mas ficou para trás, assim como o México. Brasil e Itália disputam sábado em Salvador a liderança do grupo.

Taiti marca sua história no Maracanã

Talvez o foco desse texto devesse ser a goleada que aconteceu nesta quinta. Mas na verdade quero mesmo é exaltar os verdadeiros vencedores desta Copa das Confederações, a seleção do Taiti, que possui apenas um único jogador profissional. Porém todos os 23 convocados são dignos de aplausos, por simplesmente entrarem em campo somente pelo amor que têm ao futebol e ao país. Pedreiros, advogados, motoristas e outras diversas profissões são o que dão o sustento a esses vencedores que não recebem simplesmente nada da Federação Taitiana de Futebol.

Foi uma goleada, 10 a 0 para os espanhóis com direito a quatro de Fernando Torres, e três de David Villa. Aliás, fica aqui os meus parabéns para todos os jogadores espanhóis que entraram em campo. Eles respeitaram o jogadores taitianos de melhor forma que podiam respeitar, que é jogando sério. O show em campo foi grande. A Espanha entrou totalmente concentrada e logo aos 4 minutos abriu o placar. Depois, demorou um pouco para abrir a porteira mas conseguiu. Teve show na arquibancada também. Show de civilidade do torcedor brasileiro, que esteve ao lado dos taitianos o tempo todo.

Quando a partida estava 6 a 0, ouviasse da arquibancada um singelo "Ih Ih Ih, vamos virar Taiti". O ápice do jogo aconteceu quando já etava 8 a 0. Fernando Torres teve a chance de fazer o nono em uma cobrança de pênalti, porém errou. O Maracanã veio a baixo, e eis que surge a figura do jogo, o goleiro Roche do Taiti, que comemorou o erro do pênalti como se o jogo estivesse 0 a 0. A partir deste momento, o arqueiro se tornou o ídolo da torcida, que em qualquer defesa dele, comemorava como se fosse gol. Ao fim do jogo, gritos de "Taiti" ecoaram no Maraca. Com toda certeza foi um dia inesquecível para todos os jogadores taitianos.

O próximo jogo da Espanha será domingo contra a Nigéria. Já o Taiti encerra sua participação na Copa das Confederações diante do Uruguai.

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* A coluna Gringolaço analisa os principais torneios e acontecimentos do futebol europeu.
por Fernando Borchio | fernando.borchio@hotmail.com

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Comentário da Redação > (R)Evolução

Em meio a uma revolução por todo o país, o clima pareceu tomar conta da Seleção Brasileira. De modo positivo, é claro. Depois de alguns jogadores se posicionarem a favor do povo, eles representaram dentro de campo esse espírito de patriotismo. E com bela atuação de quem mais se espera algo diferente: Neymar. O camisa 10 jogou muita bola e comandou a vitória por 2 a 0 sobre o México, em Fortaleza, no Castelão.

O clima esteve diferente desde o hino nacional. Foi de arrepiar. Claramente, ali não estava apenas uma partida de futebol em jogo. Havia toda uma paixão e orgulho adormecido do brasileiro por seu país, aflorado nos últimos dias. Eu mesmo não tenho sido há tempos torcedor da "equipe da CBF", mas não teve como não sentir vontade de torcer.

Quando a bola rolou, o time manteve a sintonia com os torcedores. Por quê? Teve alma! Jogou com sangue nos olhos, de fato representando o sentimento do povo em campo. Nada de futebol burocrático, toquinhos de lado, lentidão... a recompensa veio logo aos oito minutos: mais um golaço de Neymar, agora de canhota!

A Seleção Canarinho seguiu marcando forte após fazer 1 a 0 e poderia ter ampliado o placar. O próprio craque do Barcelona quase marcou outro após belíssima matada no peito. Chamando a responsabilidade, o camisa 10 se mostrou confiante, partiu pra cima e infernizou seus marcadores. Fez o que se cobrava dele.

Na segunda parte dos 45 minutos iniciais, os comandados de Felipão se retraíram um pouco e o México passou a jogar. Só serviu para um jogador do campo de defesa também dar show. David Luiz, que declarou para o mundo o orgulho de ser brasileiro via twitter, foi um leão em campo. Jogou por ele, pelo Marcelo e, por que não, pelo povo! Nos acréscimos, foi a vez de Neymar voltar a aparecer e dar de presente o gol para o Jô.

Muitos vão dizer que o México não vive boa fase, que um europeu não dará tantos espaços Neymar e cia., que ainda não enfrentamos uma grande seleção verdadeiramente focada na partida, que a Espanha ainda está técnica e taticamente muito acima. Esses argumentos não são mentiras, realmente falta muito ainda. Mas a atuação com alma e amor e a evolução do Brasil também é um fato.

Assim como a Copa no Brasil serviu para o povo acordar e ir às ruas reivindicar seus direitos por saúde, educação e segurança no "Padrão-FIFA", que a Seleção represente ainda mais em campo o espírito revolucionário da nação brasileira nas decisões que estão por vir. #OGiganteAcordou!

Conceitos

Julio Cesar - REGULAR: Sem ser exigido, participou mais com os pés em bolas recuadas.
Daniel Alves - BOM: Mostrou muita raça e apoiou bem. Não me passa segurança defensiva, mas hoje esteve ligado e também não foi muito exigido.
Thiago Silva - BOM: Tirando uma falta dura desnecessária em que levou cartão, esteve bem.
David Luiz - ÓTIMO: Foi um monstro! Cortes providenciais, desarmes precisos, ótimo posicionamento e muito bem com a bola nos pés.
Marcelo - PÉSSIMO: Diferente da estreia, pouco colaborou no ataque e tomou um baile quando o México atacou pelo seu setor. Precisa parar de querer jogar bonito no campo de defesa.
Luiz Gustavo - BOM: Simples e bem eficiente.
Paulinho - REGULAR: Fez uma grande jogada no segundo tempo, mas foi tímido no restante da partida.
Oscar - RUIM: Mais tímido que o volante do Corinthians, e nessa posição (meia) isso fica ainda mais agravado. Se jogasse o que sabe o time renderia mais.
(Hernanes) - BOM: Entrou bem como vem sendo. Chegou com qualidade no campo de ataque.
Neymar - ÓTIMO: Esse é o camisa 10 que a Seleção quer e precisa. Um golaço e uma assistência com jogada genial. Partidaça!
Hulk - REGULAR: Não foi feliz nas principais jogadas, sobretudo na finalização. Mas colaborou para o time. Não há motivo para vaiá-lo como alguns fazem.
(Lucas) - REGULAR: Figura nula nos pouco mais de dez minutos em que jogou.
Fred - RUIM: Mais uma vez, não rendeu.
(Jô) - BOM: Mais uma vez, entrou e marcou. Abre o olho, Frederico!
Téc: Felipão - BOM: Manteve o time, que tem evoluído. Fez boas substituições, tirando justamente os que não estavam rendendo muito.

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* ÓTIMO, BOM, REGULAR, RUIM ou PÉSSIMO? No Comentário da Redação, você fica sabendo o que rolou nos principais jogos da rodada, incluindo análises individuais dos atletas.

por Pedro Silas | pedro_sccp@hotmail.com

Terra do Tio Sam > Teremos jogo 7 na final da NBA

Após um longo dia, em que inclusive participei do 6º grande ato de manifestação contra o aumento das passagens em São Paulo, cheguei em casa e consegui acompanhar mais um jogaço de basquete pela final da NBA. Confesso que foi difícil se manter acordado até o final da prorrogação - não pela emoção do jogo, mas sim pelo cansaço do dia. Mas valeu a pena esperar.

Em quadra, Miami Heat e San Antonio Spurs fizeram o jogo mais equilibrado da série, com muitas trocas de liderança. Até o final do terceiro período, no entanto, tudo indicava que o time texano comemoraria o quinto título da NBA em solo da Flórida, levando 10 pontos de vantagem para a pausa.

Porém, eis que surgiu ele, LeBron James. Fez o que tanto cobramos dele: mais atitude, menos bolas passadas nos segundos finais de posse de bola. Ele, que tinha até então 14 pontos no jogo, anotou 16 somente nos 12 minutos finais, colocando o jogo em igualdade. Ainda assim, que salvou o Heat foi o veterano e sensacional Ray Allen, que meteu uma bola de três quase no estouro do cronômetro empatando a partida: 95 a 95.

O castigo para os Spurs levou o jogo para a prorrogação e o equilíbrio se manteve. Com poucos pontos anotados de ambos os lados, a vitória de Miami se faltando quase 2 minutos para o término do tempo, quando LeBron anotou mais 2 pontos (32 no total) e deixou o Heat em vantagem por um.

San Antonio teve algumas chances de virar, mas parou na defesa do rival, que dessa vez foi impecável na hora decisiva. Destaque para Chris Bosh, que deu um toco impressionante no último lance do jogo, pra cima de Daniel Green, quando o jogo já estava 103 a 100.

A série alucinante terá seu desfecho no sétimo jogo, próxima quinta-feira, em Miami, e, com tantas surpresas como tivemos até aqui, com placares elásticos, prorrogações, e grandes atuações dos craques de cada equipe, é impossível fazer qualquer prognóstico.

NHL > Boston pode abrir vantagem


Hoje tem jogo 4 da final da NHL, em Boston. E os Bruins estão com tudo após a vitória firme no jogo 3, por 2 a 0, que garantiu a remontada da série diante do Chicago Blackhawks. Com a vantagem de 2 a 1 na série e jogando mais uma vez em casa, o time Massachusetts tem boas chances de botar uma mão na taça em caso de vitória. Não só pelo placar na série, mas também pela consistência que a equipe vem mostrando nesses playoffs.

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por Ricardo Pilat | pilatportasio@gmail.com | @ricardopilat

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Comentário da Redação > É...valeu o ingresso...!

Jogo do Brasil é sempre uma grande alegria, uma satisfação comentar. A seleção frequentemente joga partidas amistosas em seu próprio território, angariando cada vez mais simpatizantes locais pelo seu futebol, que entoam gritos emocionantes e apaixonados. Só que não.

Sei que o foco do texto não deveria ser fatores externos, mas é impossível não mencionar pelo menos dois fatos marcantes da estreia do Brasil na Copa das Confederações, diante do Japão, neste sábado.

O primeiro foi a efusiva vaia que a presidente Dilma Rousseff sofreu da torcida presente no Mané Garrincha quando foi anunciar "oficialmente" o começo da competição. Algo ensurdecedor e, ao menos pelo que já vi na minha vida até hoje, inédito. A cara de coliformes fecais que a excelentíssima presidente fez foi emblemática.

O segundo foi a apatia da torcida com relação ao apoio ao time em campo. Foram poucos os gritos de incentivo e o já manjado "eu sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor" deu as caras pouquíssimas vezes ao longo da partida. Mesmo com os gols, pouco se ouviu das cadeiras numeradas, acolchoadas, fofas e sensuais do estádio.

Com relação à partida, o Brasil dominou-a do início ao fim. Os japoneses até finalizaram algumas vezes em direção ao gol, mas nenhuma deu muito trabalho ao arqueiro, cujo lance mais impactante na partida foram os olhos marejados na hora da execução do hino nacional. Sem brincadeira, eu achei sensacional da parte dele.

Logo no início da peleja, Neymar Junior, também conhecido como Menino Ney, acertou um belíssimo chute e abriu o placar, dando a tranquilidade que a seleção precisava para, finalmente, mostrar a todos como fluirá o jogo do Brasil sob o comando de Felipão. Muito toque de bola e paciência deram o tom do comportamento da seleção no restante do jogo. Sim, do jogo.

O Japão, cansado por ter jogado no meio de semana e feito uma viagem longa até o Brasil, pouco fez, limitando-se a fechar os espaços e marcar para evitar levar mais gols. No primeiro tempo isso deu certo, sendo que nos últimos dez minutos da etapa inicial, os japoneses até ensaiaram uma pressão.

No segundo tempo, logo no início também, Paulinho, o volante-artilheiro, deixou o dele, após bela troca de passes. O gol foi o golpe fatal no adversário, pois aconteceu justamente conforme o Brasil gostaria, logo no início do segundo tempo, para já aniquilar a empolgação adversária, natural em inícios de segundos tempos. Estudo da Pilatos Soccer comprova: 100% dos times que viram o primeiro tempo perdendo o jogo tentam empatá-lo no máximo nos cinco primeiros minutos do segundo tempo. Pois é.

Novamente, como no primeiro tempo, o Brasil se limitou a tocar a bola calmamente e ver o Japão se matar para honrar sua camisa e perder de pouco. No final ainda acabou saindo o terceiro, do atacante Jô, mas foi até pouco diante da superioridade da seleção tupiniquim.

O Brasil volta ao gramado na próxima quarta-feira, às 16 horas, contra o México, em Fortaleza. E a Dilma pode ficar tranquila: a competição realmente começou e a capital cearense é bem longe de Brasília...

Conceitos

Julio Cesar - BOM: Nas poucas vezes em que foi exigido, foi seguro.
Daniel Alves - REGULAR: Equivocou-se e matou boas jogadas de ataque. Na defesa, não precisou fazer nada excepcional.
Thiago Silva - BOM: Também não teve muito trabalho com o adversário. Destaque para a tranquilidade costumeira, o que acaba dando mais segurança à equipe como um todo.
David Luiz - REGULAR: Essa nota é mais pela violência desproporcional e desnecessária que ele usou para marcar os adversários do que pela sua atuação. Sinto que, se não mudar esse comportamento, pode ser expulso em algum jogo importante e comprometer o Brasil.
Marcelo - BOM: Boas tramas no ataque. Foi voluntarioso e chamou a responsabilidade várias vezes.
Luis Gustavo - ÓTIMO: Marcador chato, carrapato, e acima de tudo, leal. Muito bom passador de bola e, por ser tranquilo, é eficiente na organização do meio de campo.
Paulinho - BOM: Se movimentou mais que em outros jogos e apareceu no ataque desde o início, sendo fiel às características que o levaram à seleção. Marcou o seu.
Oscar - REGULAR: Movimentou-se pouco e pouco fez.
Hulk - ÓTIMO: Apareceu bastante. Caiu bem pela ponta, fazendo boas jogadas, como manda o figurino que Felipão deu para ele.
(Hernanes) - REGULAR: Foi burocrático.
Neymar - BOM: Fez um golaço que o deixou mais à vontade no jogo.
(Lucas) - RUIM: Nem parece que entrou em campo. Não fez nada.
Fred - REGULAR: Mais bateu cabeça com a defesa do que qualquer coisa. Méritos por ter marcado bem a saída de bola dos caras.
(Jô) - SEM CONCEITO: Por mais que tenha feito o gol, entrou no final, com o time do Japão completamente entregue, mental e fisicamente.
Téc: Luis Felipe Scolari - BOM: Deu mais liberdade ao Paulinho, deixando uma de suas teimosias de lado. De resto, nada demais, o adversário não foi um bom parâmetro.

Foto: Vip.comm
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Por Thiago Jacintho
| thi.jacintho@gmail.com

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Terra do Tio Sam > Dois massacres e segue tudo aberto

Depois de um jogo 1 sensacional e equilibrado, com vitória dos Spurs, as coisas ficaram fora de controla nas finais da NBA. Na segunda partida, em Miami, o time da casa passou por cima do San Antonio com 19 pontos de diferença. E chegou a ser mais. Teve direito até a um toco impressionante de LeBron James pra cima do brasileiro Tiago Splitter.

Nesta terça-feira, veio o troco. No Texas, o Heat foi atropelado por incríveis 36 pontos de diferença: 113 a 77. Nem parecia final de NBA. Pelo menos não a partir do 3º quarto. Tanto que no intervalo, Miami levou uma vitória de 5 pontos de diferença. Difícil é explicar como deixaram a diferença escapar e virar uma massacre.

Um dos motivos foi a incrível calibragem dos tiros de 3 de San Antonio. Daniel Green teve a manha de converter 7 de 9 chutes de fora. Gary Neal mandou 6 de 10. Aí ficou difícil de parar o ataque dos Spurs, mesmo com atuações relativamente discretas de Tim Duncan e Tony Parker.

Falando em discrição, LeBron James e Dwyane Wade também foram apagados no lado de lá. E pra azar do Heat, o elenco texano é melhor e suporta melhor momentos de não tanto brilho de seus craques.

O jogo 4 será nesta quinta, também em San Antonio. LeBron, apesar do lance pra cima do Tiago no jogo 2, está devendo bastante na decisão e precisa entrar na série se Miami quiser reverter a parada. A notícia ruim no lado dos Spurs é que Tony Parker se lesionou no jogo ontem e é dúvida para a próxima partida.

NHL > É hora da Stanley Cup

Começa hoje a final da NHL 2012/2013. Em Chicago, os Blackhawks, time de melhor campanha da temporada regular, encara o Boston Bruins, terceiro melhor no lado leste.

Apesar da campanha dos peles vermelhas ser melhor, nos playoffs os dois se equivalem. E pesa para os Bruins o fato de na final da conferência o time ter varrido sem dó o Pittsburgh Penguins, time sensação da conferência na temporada regular.

Difícil apontar favorito e não sou eu que vou me arriscar aqui! Mas assistam hoje o jogo 1, ao vivo, na ESPN, às 21h (horário de Brasília).


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* A coluna Terra do Tio Sam fala dos esportes que são paixão nos Estados Unidos: basquete, beisebol, futebol americano e hóquei.




por Ricardo Pilat | pilatportasio@gmail.com | @ricardopilat

Clinch > UFC Fortaleza: Noite das finalizações

Aconteceu neste sábado em Fortaleza a final do TUF Brasil e a luta entre os treinadores do reality, além de muitos outros combates bons. A noite ficou marcada pelo grande número de diferentes finalizações somando ao todo no fim nove. Os atletas não só tiveram que enfrentar o seus adversários como também um calor enorme na cidade e dentro do ginásio que não estava com o sistema de ar condicionado muito bom.

Começando pelo main-event, Rodrigo Minotauro e Fabrício Werdum proporcionaram a revanche entre eles. O primeiro combate foi no Pride em 2006 e na ocasião o "Big Nog" levou a melhor vencendo por decisão unânime. Dessa vez a história foi um pouco diferente. Werdum vem em um momento melhor no qual é top 3 entre os peso-pesados. O "Vai Cavalo" entrou no octógono favorito, e sabia que não dava pra vacilar, pois no outro corner estava nada mais nada menos do que uma lenda. Pois bem, Werdum entrou concentrado, assim como Minotauro e o 1º round foi bem disputado.

A luta ficou mais no grappling (luta agarrada) e ambos tinham como objetivo usar as suas melhores técnicas, o Jiu-Jitsu. Nisso, parece que Rodrigo deu uma cansada maior e então chegou no 2º round um pouco mais desgastado. E pra complicar, a lenda vacilou onde nunca vacila, no chão. Ele deixou seu braço solto após ser quedado por Werdum e possibilitou que o gaúcho pudesse fazer o armlock e então encerrar a luta. Eu acredito que a maioria dos brasileiros ficaram como eu. Felizes sim pela vitória de Werdum, mas extremamente tristes pela derrota de Minotauro.

Com o triunfo, Fabrício Werdum se coloca entre um dos prováveis desafiantes ao título dos pesados, que irá a jogo em breve entre Cain Velasquez, o atual campeão e o desafiante também brasileiro Júnior Cigano.

Final do TUF Brasil 2 > Resultado que poucos esperavam

Já a final do TUF Brasil foi bem surpreendente ao meu ver. Ano passado, as finais do reality foram marcadas por lutas chatas, truncadas. Esse ano foi diferente. William Patolino e Léo Santos proporcionaram uma luta franca, aberta onde os dois entraram no octógono com a verdadeira sede de vitória.

Patolino era o favorito pela maioria do público, mas foi surpreendido por Léo Santos, que além do seu ótimo Jiu-Jitsu, mostrou uma ótima preparação na luta em pé, onde na maioria das vezes dominou o centro das ações. Patolino parecia estar um pouco nervoso, mas aos poucos tentou ir soltando seu jogo, porém a noite era de Léo, que quedou bastante o adversário e trabalhou bem o ground and pound. No fim do 2º round, William já demonstrava estar cansado e Léo Santos soube explorar isso. O lutador colocou o combate para baixo e logo em seguida finalizou com um lindo katagatame, se tornando o campeão da 2ª temporada do TUF Brasil entre pesos meio-médio.

Thiago Silva prometeu e bateu
Thiago Silva e Rafael Feijão proporcionaram no ginásio Paulo Sarasate um dos combates mais aguardados. Os dois trocaram farpas durante a semana da luta e Thiago Silva prometeu que passaria o carro. Ele não era o favorito, mas teve palavra. O combate até começou a favor de Feijão, que estava demonstrando um ótimo boxe e boas esquivas (muito treino com o Anderson), porém o atleta da Blackhouse cansou rapidamente e parou de bater. Silva sobe aproveitar e encaixou uma ótima sequência de upper e direto levando Feijão a lona.

O UFC Fortaleza também contou com outras lutas importantes, todas finalizadas no 1º round. Erick Silva venceu Jason High com um lindo triângulo invertido. Já Daniel Sarafian também finalizou Eddie Mendez, só que com um triângulo de braço. Rony Jason botou Mike Willinson para dormir, com um triângulo também.

Outro resultados

Raphael Assunção vs Vaughan Lee
-Assuncao venceu Lee por finalização (armlock) aos 1:51do 2º round.

Godofredo "Pepey" Castro vs Felipe Arantes
-Arantes venceu “Pepey” Castro por nocaute 3:32 do 1º round.

Ildemar Alcantara vs Leandro Silva
-Alcantara venceu Silva por decisão unânime dos juízes.

Rodrigo Damm vs Mizuto Hirota
-Damm venceu Hirota por decisão dividida dos juízes.

Caio Magalhães vs Karlos Vemola
- Magalhaes venceu Vemola por finalização (Mata-leão) aos 2:49 do 2º round.

Antonio Braga Neto vs Anthony Smith
- Neto venceu Smith por finalização aos 1:52 do 1º round.

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* A coluna Clinch traz a análise dos principais eventos de artes marciais do planeta.



por Fernando Borchio | fernando.borchio@hotmail.com

Comentário da Redação > Palmeiras vence América e continua no G-4

Na trilha esburacada da série B, a parada nesta terça-feira foi em Ceará-Mirim, cidade a 30 km de Natal, e o Palmeiras conseguiu uma importante vitória diante do América-RN. Com o resultado, os paulistas chegam a pausa da Copa das Confederações em terceiro lugar com 12 pontos em seis jogos.

Não foi uma partida brilhante do time (e neste ano nunca foi diferente) por conta da falta de pontaria dos jogadores de frente. Com três atacantes, os paulistas começaram com tudo e aos dez minutos, Ayrton cruzou pela direita e Caio, com o pé errado, chutou para fora.

No lance seguinte, foi a vez de Vinícius arriscar e a bola foi para linha de fundo. Ayrton também tentou em duas cobranças de falta. Na primeira facilitou a defesa de Andrey, depois, mandou para fora.

Os donos da casa não assustavam Bruno e o gol palmeirense saiu aos 28 minutos, após passe milimétrico de Tiago Real para Vinícius. O camisa 19 recebeu, ganhou do zagueiro, driblou Andrey e, ao ver um marcador na linha da meta, tocou alto para estufar as redes.

Na segunda etapa, o Palmeiras quase balançou a rede aos três minutos, quando Ayrton cobrou a falta e após bumba meu boi na área potiguar, a bola sobrou para Serginho e Andrey fez uma defesaça.
A partir daí, o América-RN melhorou pela primeira vez no jogo, mas com muitas dificuldades. Cascata até arriscou de fora da área e errou o alvo. Kleina apostou em Fernandinho no lugar de Tiago Real para dar mais velocidade na armação.

O Mecão teve seu momento de sorte quando Caio recebeu na esquerda e rolou para Juninho, que cruzou para Henrique cabecear. A bola Andrey, mas quicou em cima da linha e saiu.

No outro lado, Bruno foi exigido com uma grande defesa no chute de Cascata, foi a melhor oportunidade do América em todo jogo.

O estreante Ananias e o volante Marcelo Oliveira entraram nos lugares de Serginho e Vinícius e parecia que o jogo terminaria no 1 a 0, mas nos acréscimos, Ananias acertou a trave e a bola sobrou para Fernandinho decretar a quarta vitória do Verdão na segundona.

Conceitos

Bruno – BOM: Teve uma atuação discreta e na única bola perigosa fez uma baita defesa.
Ayrton – BOM: Assustou nas cobranças de falta, mas continua pecando nos cruzamentos.
André Luiz – REGULAR: perdido no começo e depois não comprometeu.
Maurício Ramos – BOM: fez o básico. Não foi exigido.
Juninho – (Regular): defendeu bem, mas pecou nos cruzamentos.
Henrique – BOM: um dos melhores do time. Protegeu bem a defesa, apesar do ataque ineficaz do América.
Wesley – BOM:Até agora fez a sua melhor partida pelo Palmeiras. Atuou na sua posição certa.
Tiago Real – BOM: começou bem, deu passe para o gol do Vinícius, mas caiu de produção no segundo tempo, como o time todo.
(Fernandinho) – ÓTIMO: entrou bem, mais adiantado e marcou o segundo gol. O Kleina poderia encontrar um espaço para ele no time titular.
Serginho – BOM: Teve personalidade em alguns lances.
(Ananias) – BOM: poucos minutos em campo e boa qualidade. Participou no lance do segundo gol. Logo, logo será titular.
Vinícius – BOM: perdeu um caminhão de gols, mas deixou um.
(Marcelo Oliveira) – SEM CONCEITO: entrou nos minutos finais, não suou a camisa.
Caio – REGULAR: não participou do jogo. Perdeu gol feito no início.
Tec. Gilson Kleina – BOM: escalou bem o time e soube mexer certo na hora certa.

Foto: Gazeta Press
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* ÓTIMO, BOM, REGULAR, RUIM ou PÉSSIMO? No Comentário da Redação, você fica sabendo o que rolou nos principais jogos da rodada, incluindo análises individuais dos atletas.

por Antonio Lemos | www.paponaarquibancada.blogspot.com.br