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quarta-feira, 30 de abril de 2014

Gringolaço > Chelsea 1 x 3 Atletico de Madrid: Final espanhola em terra portuguesa, com certeza

Primeiro foi o cambaleante Milan. E venceu. Depois, o todo poderoso Barcelona. Novo triunfo. Em seguida veio o Chelsea e toda a retranca de Mourinho. E não é que eles venceram novamente, e com autoridade?

A última final do Atlético de Madrid em Liga dos Campeões foi há 40 anos. Foram quatro décadas de seca, de alguns títulos nacionais, de vexames como a queda para à segunda divisão, e virou o “primo pobre” da cidade ao ver o Real Madrid ganhar tudo o que podia enquanto apenas figuravam no ‘Espanholzão’.

É, torcedor colchonero, seu conto de fadas pelo jeito não terá fim. Além da cobiçada orelhuda, ainda faltam duas vitórias para quebrar outro tabu: 18 anos sem ganhar o Campeonato Espanhol.

Quem apostou no Atlético, realmente deve ter saído com o bolso cheio. Acho que ninguém esperava que a equipe pudesse jogar com tanta frieza em LOndres. Prova disso foi o quase gol de Koke logo no início após tentativa de cruzamento e a bola bateu no travessão. Literalmente colocou o time do Mourinho no bolso. Por falar no portuga, acho que ele não foi à paróquia mais próxima do Stamford Bridge pedir a interseção da ‘Nossa Senhora da Retranca’. Simplesmente ele inventou na escalação, quis colocar uma formação mais ofensiva e deu com os burros n’água.

Pelo menos uma coisa aconteceu em relação a partida de ida: tivemos jogo. Com as duas equipes não cedendo espaços, a individualidade foi a tônica do duelo. Foi o que Willian fez aos 35 minutos do primeiro tempo. Lançado pela direita, o brasileiro passou por dois marcadores e foi derrubado. Azpilicueta aproveitou a sobra e cruzou rasteiro para Fernando Torres finalizar. A bola ainda desviou em Suárez e enganou Courtois antes de entrar. Revelado pelo Atlético, Torres não comemorou: abaixou a cabeça em respeito e deixou a festa para a torcida.

Naquele momento era o Chelsea classificado e teríamos o reencontro de Mourinho contra o Real Madrid. Não teríamos prorrogação e os espanhóis jogavam por uma bola. Por um gol. E saiu. Aos 43, após lançamento de Tiago na área, Juanfran escorou para o meio, a zaga do Chelsea não cortou, e Adrián mandou para as redes.

Na segunda etapa, o Atlético dominou o “São Caetano de Londres”. Lembra aquela cena do clássico “Tropa de Elite” quando o Capitão Nascimento chega para um dos seus aspiras e fala que ele é ‘moleque’? Então, 14 minutos de jogo, salseiro na área do Chelsea e Eto’o derrubou de forma infantil Diego Costa. Detalhe: ele havia acabado de entrar. O hispano-brasileiro cobrou forte, no alto e virou o jogo para o Atlético.

O ótimo Courtois realizou um milagre ao defender uma bola no susto após cruzamento de Willian e conclusão de David Luiz, mas Arda Turan (foto acima) deu o golpe fatal para a classificação colchonera depois de 40 anos.

Venho aqui usar este espaço para pedir minhas escusas, pois nas últimas postagens e nas gravações da Rádio da Redação tinha subestimado o Atlético de Madrid e o próprio Real Madrid. Havia falado que o Barça passaria, mas foi eliminado, que a final seria o encontro entre o Mourinho (Chelsea) vs Guardiola (Bayern), e outra vez quebrei a cara. Sabe o que isso me lembra? Aquele cantor de uma das grandes bandas de rock de todos os tempos e que secou todas as seleções que torceu na última Copa do Mundo: “Start me Up”.

Deixando as piadas de lado, será uma invasão espanhola em terras portuguesas, com certeza. Um baita duelo entre o melhor ataque (Real Madrid) vs a melhor defesa (Atlético de Madrid) e voltarei a usar aquele velho clichê do futebol americano: ataque ganha jogo e defesa ganha campeonato. Não ficarei surpreso se o ‘primo pobre’ da cidade consiga levantar a orelhuda.

Saberemos o desfecho dessa história apenas no dia 24 de maio.

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* A coluna Gringolaço analisa os principais torneios e acontecimentos do futebol europeu.


por Antonio Lemos
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terça-feira, 29 de abril de 2014

Gringolaço > Bayern de Munique 0 x 4 Real Madrid: Alguém anotou a placa?

Recebemos uma denúncia de um atropelamento na Alianz Arena. Me dê imagens! É uma catástrofe do tamanho da Alemanha provocado por um veículo espanhol pilotado por um português causando mais de 67 mil vítimas. Corta pra 1! Corta pra 2! Corta pra 3! Corta pra 4!

É galera do Redação, parece chamadinha daqueles programas policiais dos finais de tarde, mas foi pura verdade, o Bayern de Munique foi impiedosamente atropelado pelo Real Madrid por 4 a 0.

Na última edição da Rádio da Redação, a maioria dos comentaristas apostou em uma classificação alemã (inclusive eu). A maioria acreditava em uma partida nervosa, equilibrada e que o fator casa poderia fazer a diferença. Mas uma coisa este ser que vos escreve frisou e aconteceu: se o Bayern tomasse um gol nos primeiros 15 minutos, a vaca iria pro brejo. Não estou aqui para me vangloriar e muito menos para ter os meus 15 minutos de fama como vidente, só que o gol de Sergio Ramos desestabilizou o time alemão de uma forma que nós, meros mortais, não estávamos acostumados a assistir.

A torcida do Bayern fez a sua parte gritando e apoiando o time nos minutos iniciais, só que a equipe não fez por onde dentro de campo. Pep Guardiola não conseguiu fazer os ajustes necessários para tornar seu time mais agressivo e, para piorar, o mesmo erro da partida de ida aconteceu: a falta de agressividade.

No lado merengue, para quem apostava que Ancelotti pudesse deixar o time mais atrás, se enganou. Na verdade, nem Guardiola esperava um Real tão ofensivo e tão objetivo como foi. O Real Madrid marcou só no ataque, e na defesa e deu todo espaço do mundo ao meio do Bayern. Dali, não saiu nada, porque o time pouco chuta de fora da área, e assim ficou mais fácil ao Madrid reduzir os espaços mais perto do gol.

Sergio Ramos marcou duas vezes. Pasmem leitores: um lateral medíocre e estabanado se transformou em um bom zagueiro. Primeiro Modric cobrou escanteio na cabeça do espanhol, que saltou sozinho, sem chances para Neuer. Depois, Di Maria cobrou falta pela direita e lá estava ele outra vez para escorar de cabeça. Nisso eram 19 minutos e não foi um balde de água fria e sim, uma caixa d’água do tamanho da Alianz Arena de água bem gelada.

Cadê o Bayern? Alguém avisou os caras que tinha jogo? Era a falta de objetividade de um lado e os contra-ataques do Real Madrid do outro. E eis que CR7 deixou a sua marca. De Benzema para Bale e do galês para o Gajo: 15º tento do melhor do mundo na UCL e tornando-se o maior artilheiro em uma só edição da competição.

Oh! E agora, quem poderá ajudar o Bayern? Com 3 a 0 no lombo, os atuais campeões precisariam fazer 5 para avançar (e não 6, Galvão), era uma missão impossível. No segundo tempo até melhorou um pouquinho, mas não era nem 1% daquele Bayern que goleou o Barça no ano passado.

Antes das cortinas se fecharem, a torcida alemã começou a ir embora e não viu Cristiano Ronaldo chegar ao seu 16º gol na liga. Um gol de gênio, de quem sabe, à la Ronaldinho: uma cobrança de falta por baixo da barreira. Fecha a conta, passa a régua e carimba o passaporte para a final.

Depois de tanto apanhar do Barcelona, de Pep Guardiola e do tiki-taka, enfim o Real aprendeu a jogar e vencer com autoridade. Não teremos uma quebra de tabu, pois desde a temporada 1989/90 não temos um bicampeão europeu e o Bayern de Munique não foi nem 1% daquele Bayern que assombrou o mundo quando meteu os mesmos 4 a 0 no Barcelona no ano passado (7 a 0 no agregado). Será o fim do “Império Tiki-taka”? Teremos "La Décima" conquista do Real ou teremos alguma surpresa? Depois de uma classificação dessas e como ela foi conquistada, tenho que dar o braço a torcer de que os merengues são os grandes favoritos ao título.

*Se você souber a placa do veículo espanhol que cometeu o atropelamento em massa na Alemanha, favor denunciar aqui no Redação do Esporte.

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* A coluna Gringolaço analisa os principais torneios e acontecimentos do futebol europeu.


por Antonio Lemos
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segunda-feira, 28 de abril de 2014

Promoção > REGULAMENTO: A Amarelinha é sua

Resumo
A promoção premiará uma (01) pessoa com uma camisa oficial de jogo da seleção brasileira de futebol. Os interessados devem deixar comentar na página do Redação do Esporte no Facebook, ou da Copa no Brasil 2014, em um dos posts da promoção, qual jogador não deve faltar na convocação do Brasil para a Copa do Mundo de 2014, que acontece no dia 7 de maio de 2014.

1. Poderá participar do concurso qualquer indivíduo residente no Brasil que obrigatoriamente curtir/seguir a página do Redação do Esporte no Facebook (www.facebook.com/redacaoesporte) e também a página da Copa no Brasil 2014 (www.facebook.com/copanobrasil14) e deixar um comentário nas imagens da promoção respondendo à pergunta: qual jogador não pode faltar na convocação do Felipão para a Copa do Mundo?

2. Para fins de sorteio, serão consideradas apenas as mensagens enviadas até às 23h do dia 6 de maio de 2014.

3. Cada participante poderá concorrer com apenas 1 mensagem. Caso alguém deixe mais de um palpite, mesmo que em imagens diferentes, será considerado apenas uma participação.

4. Os palpites devem conter apenas o nome de um jogador brasileiro, não havendo relevância para o sorteio a escolha do nome.

5. Após a convocação, que acontece no dia 7 de maio, faremos o levantamento de todas as mensagens e faremos a lista final dos concorrentes à camisa da seleção brasileira, em ordem alfabética, considerando todos que cumpram os requisitos do item 1 deste regulamento.

6. O sorteio será feito no dia 7 de maio também, durante gravação da Rádio da Redação e o anúncio do vencedor acontecerá no dia 8, às 11h, nas páginas do Redação do Esporte e da Copa no Brasil 2014.

7. O ganhador também será comunicado via Facebook para acertar as condições de entrega do prêmio. É importante que ele fique atento pois receberá o recado via inbox, enviado por um dos membros do site.

8. O vencedor também pode entrar em contato para combinar a retirada do prêmio via inbox na página do Redação do Esporte no Facebook ou da Copa no Brasil 2014 ou enviando e-mail para: redacao_esporte@hotmail.com.

9. Serão desqualificados da promoção usuários que:
- Postarem qualquer tipo de ofensa, mensagens agressivas ou preconceituosas nas páginas do Facebook ou mesmo no post da promoção no blog.
- Perfis identificados como fakes no Facebook.
- Pessoas que não cumprirem algum dos passos do item 1 deste regulamento.

10. Caso o vencedor seja desqualificado, abra mão do prêmio ou não retorne o contato no Facebook em até 7 dias úteis após o anúncio oficial, será feito um novo sorteio em data a ser proposta.

11. A promoção é realizada unicamente pelo site Redação do Esporte em parceria com a página da Copa no Brasil 2014 e não tem qualquer relação com a Copa do Mundo Fifa 2014, a Fifa ou demais empresas patrocinadoras do evento, e também não possui vínculo com o Facebook, que é usado exclusivamente como plataforma de comunicação.

12. O prêmio estabelecido é uma camisa oficial da seleção brasileira de futebol. Detalhes do produto serão acertados com o ganhador

13. Membros da equipe do site não são elegíveis ao prêmio.

14. Ao deixar o palpite na imagem, o participante confirma estar de acordo com os itens do regulamento. Em caso de alguma discordância, entrar em contato pelo e-mail: redacao_esporte@hotmail.com.

Rádio da Redação > Champions League 2013/2014 - Semifinais: jogos de volta



Os jogos de volta das semifinais da Champions League prometem!  E reunimos mais uma vez nossa equipe pra comentar a expectativa da rodada. Apresentação de Victor Mesquita, comentários de Antônio Lemos, Marco Miranda e Ricardo Pilat.

Terça-feira: 29/04
Bayern de Munique x Real Madrid (ida: 0-1)

Quarta-feira: 30/04
Chelsea x Atlético de Madrid (ida: 0-0)
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* Na Rádio da Redação você ouve os melhores comentários esportivos da GALÁXIA com nossa equipe de redação em versão podcast!


Direto da Redação
| redacao_esporte@hotmail.com | @redacaoesporte

Comentário da Redação > Campeonato Brasileiro 2014: Corinthians 2 x 0 Flamengo

Visão corintiana > Obrigado, Pacaembu
por Helder Rivas | @HelderRM

Pacaembu, Pacaembu. De tantas histórias, tantas glórias. Tantas lágrimas lá foram derramadas, de tantas alegrias e tantas tristezas. Aquelas derrotas como contra o River em 2006 e contra o Flamengo em 2010, e o gol de Kardec em 2007; e as vitórias, das mais simples às mais épicas, como contra o Torino de 1948 e Boca em 2012. Por cada drible de Luizinho, calcanhar de Sócrates, danças de Tevez, gritos de Paulinho e faltas de Neto e Marcelinho.

Um patrimônio de São Paulo, mas para sempre marcado como um patrimônio corinthiano. E de tão importante, seu último ato (pelo menos, por enquanto foi o ultimo, dependemos da Copa do Brasil), merecia uma apresentação melhor.

Ok, o Corinthians ganhou, mas não convenceu. O jogo em si foi monótono, fraco tecnicamente e com poucos vislumbres de um futebol ao menos “suficiente” pelos dois lados. O bando de Mano Menezes ainda não mostrou um mísero resultado positivo do mês e meio de treinos que teve antes do Brasileirão, vide os gols da vitórias. Não chegaram a ser “cagadas”, mas a desatenção do Flamengo contribuiu bastante.

Flamengo, que por sinal, além de ser o nosso eterno convidado para festas importantes, com um a menos, esboçou mais pressão e chances claras do que o próprio Corinthians. E isso não é um bom sinal. Individualmente, Fábio Santos (pasmem) deu aula. Muito bem marcando e chegando com perigo no ataque, CORRENDO muito e ACERTANDO CRUZAMENTOS! Petros também se mostra uma grata surpresa nesse começo de campeonato. Tá, ele não é nenhum gênio, mas mostra qualidade no meio do marasmo da equipe corinthiana. De resto, sono e um time sem padrão que, ressaltando novamente, teve UM MÊS para se preparar.

A esperança de um Corinthians melhor nas próximas rodadas continua, mas agora na nossa casa própria. E isso não pode ser motivo para esquecermos àquela que por tanto tempo nos acolheu. Afinal, estamos saindo, mas ela vai continuar lá. E sabemos que ela sempre estará aberta para nós.

O Pacaembu vai sentir nossa falta. Mas nós muito mais dele.

Conceitos

Cássio – BOM: pouco acionado, foi bem quando necessário.
Fágner – REGULAR: inverteu as bolas. Foi bem na defesa mas pouco rendeu no ataque.
Cleber – FILHO DE DOMINGOS: a velha classe dos “beques de fazenda” apresenta seu novo herdeiro.
Gil – BOM: firme na defesa, marcou seu gol com caguete de centroavante.
Fábio Santos – ROBERTO CARLOS: há muito tempo não via uma apresentação tão boa. Perfeito na defesa e no ataque.
Ralf – PIT BULL: cão de guarda, só vacila quando tenta passes de mais de 5 metros.
Guilherme – REGULAR: tentando não sair do time quando Elias estiver apto, não fez uma partida de encher os olhos, mas foi consistente e marcou seu gol com oportunismo.
Petros – REGULAR: cheio de vontade e com vislumbres de qualidade. Olho nele!
(Danilo) – REGULAR: o Rei do Pacaembu entrou apenas para se despedir do gramado.
Jádson – RUIM: não teve nada de mágico hoje.
Romarinho – RUIM: não parecia com vontade de "faser iso" ontem.
(Malcom) – REGULAR: entrou com muita vontade e pouca produtividade.
Guerrero – REGULAR: sofreu com a falta de criatividade do time. Mesmo assim tentou ser expulso em constantes atritos com o flamenguista Cáceres.
(Luciano) – REGULAR: o novo xodó entrou e não criou muita coisa.
Téc. Mano Menezes – REGULAR: o Sr. teve um mês e meio pra treinar e nesses dois jogos, o time ficou devendo. Bora apresentar alguma melhoria!


Visão flamenguista > Faltam 44 pontos..
.
por Rafael Gomes
| rafagomesdesouza@gmail.com | @rafaeldudu


O Flamengo é um dos melhores convidados que existem. Chega às festas e nem dá muito trabalho, qualquer cantinho ali tá de bom tamanho pra ele. Não precisa comer nada, só estar no local ajuda. De vez em quando tenta uma gracinha aqui ou ali, mas sempre com a mera intenção de animar o ambiente, trazer um pouco de alegria a festividade. E mais uma vez isso ocorreu no Pacaembu.

Se completo o time já é uma draga, imagina com 6 desfalques! O time já entrou torto ontem e parece que esta situação irá perdurar por um tempo ainda. O Flamengo é um amontoado de jogadores ruins. A opção por André Santos no meio ontem, me fez crer que Jayme não tem capacidade para treinar o time, mas me lembro do tal amontoado de jogadores ruins.

Dito isso, o primeiro tempo lembrou Atlético de Madrid e Chelsea. Péssimo. Talvez pode ser considerado melhor, pois tivemos um gol. Numa falha clara, repetitiva e cansativa da defesa, o Flamengo levou gol que teve como origem a bola parada. É incrível a capacidade do time em levar gols dessa forma. 4º mês do ano e nada foi corrigido. Enfim...

Fora isso, o primeiro tempo foi marcado por uma expulsão estranha de Léo Moura. Não concordo nem um pouco, mas o time vinha mal com ele em campo já...

No segundo, o time melhorou bastante e por alguns momentos me lembrou até mesmo um time profissional, que treina todo dia, com bom condicionamento físico e tudo. O Flamengo era melhor em campo, encurralava o adversário. Mas, o fantasma que nos assombra desde a aposentadoria de Petkovic voltou a nos atormentar: Alguém que saiba “pensar o jogo”. Mugni entrou com essa função, mas já conhecemos suas qualidades. Ou melhor, suas não qualidades.

No segundo gol, Samir novamente “garoteou” na área e Gil marcou após quase empurrá-lo para o gol com os braços. Samir não tomou seu toddynho antes do jogo, provavelmente. O time do Corinthians foi superior e mereceu a vitória. Como se isso andasse difícil quando o jogo é contra o Fla.

A realidade é que temos 1 ponto e precisamos de mais 44. Todos sabemos das limitações do time e só com muito coração conseguiremos evitar o rebaixamento sem reforços. É bom colocar as barbas de molho, o maracugina por perto, acender a vela de São Judas. Porque esse ano promete fortes emoções. A sorte é que o Vasco no momento está caindo pra C, sendo assim, nada de clássico dos milhões na Série B em 2015.

PS 1: Bela festa no Pacaembu dos corintianos. Torcida se fez presente e o time respondeu no campo.
PS 2: Amigos da Rua São Jorge, não adianta gritar e bater o pé. O título que vocês mais sonham, jamais terão. Vocês sabem qual é. Abraço fraterno.

Conceitos

Felipe – CANSADO: Toda vez contra o Corinthians é a mesma história. Amigo, entenda, você saiu de lá porque quis. Boa defesa em chute de Jádson, em besteira que ele mesmo ia fazendo.
Léo Moura – VUADEN: Pergunta pra ele. Acho que ele não curtiu muito a atuação do Léo e mandou pro chuveiro mais cedo de forma duvidosa.
Wallace – RUIM: Pesadão hein, filho? Sei que estávamos com um a menos, mas ficou a sensação de que você estava com peso extra nas pernas desde o início.
Samir – JARDIM DE INFÂNCIA: Levou a melhor sobre o Guerrero na maioria dos lances, mas, por favor, no segundo gol, bota força nesse bracinho meu filho.
João Paulo – REGULAR: Não ajudou, mas não andou atrapalhando. E isso já é uma baita evolução.
Cáceres – REGULAR: Era sua volta, por isso vou dar um desconto. Começou meio nervoso, mas depois melhorou. Que tal aparecer um pouco no ataque?
Márcio Araújo – GOL DO TÍTULO: Última vez que foi visto em campo.
Luiz Antônio – REGULAR: Foi deslocado para a lateral direita e rendeu bem ali. Deve substituir o Léo Moura contra o Vasco de São Paulo ali no domingo.
André Santos – E VOCÊ EM CASA: Pois é. Mesma coisa que eu pensei. Pra jogar de meia, eu faço melhor. De lateral, o páreo é duro também.
(Mugni) – CRIADO PELA AVÓ: Tem futebol, mas é muita firula, estilinho, mão pra cima. Nem parece argentino.
Paulinho – ÀS VEZES NO SILÊNCIO DA NOITE...: Sozinho, correu feito barata tonta.
Alecsandro – RUIM: Voltou demais pra buscar o jogo. Sei que a bola não chegou, mas quando você volta demais, vai tocar pra quem? Pro Cássio?
(Nixon) – REGULAR: Se movimentou e, diferente de Alecsandro, deu opções e se apresentou na frente pra receber. Furadinha marota quando ainda estava 1 x 0 que poderia ter animado o jogo.
Téc. Jayme de Almeida – RUIM: Sei que não tem peças de qualidade, mas é aí que deve mostrar que é diferente da maioria e não tem feito. Inexplicavelmente morreu com uma alteração na mão. Deveria ter começado com o André Santos na lateral ou no banco. Se seguir assim, nos vemos só até a Copa do Mundo...

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* ÓTIMO, BOM, REGULAR, RUIM ou PÉSSIMO? No Comentário da Redação, você fica sabendo o que rolou nos principais jogos da rodada, incluindo análises individuais dos atletas.

Direto da Redação
| redacao_esporte@hotmail.com | @redacaoesporte

Clinch > UFC 172: Nunca serão?

Pois é, meus caros amigos. Quem ouviu a Rádio da Redação na prévia do UFC 172 se lembra bem que falei que eu achava que o Glover Teixeira poderia sim surpreender. Mas foi gritante a diferença entre o nosso brasileiro e Jon Jones na noite de sábado. Para começar, como eu mesmo já havia previsto, a altura foi um fator importante e esse é um aspecto que apenas Alexander Gustafsson é capaz de bater com "Bones" nesse peso meio-pesado.

Mas uma coisa não podemos reclamar. Glover foi um guerreiro no octógono e lutou com uma raça enorme. Ele conseguiu começar a luta muito bem, indo pra cima de Jones e soltando a mão. Mas Jon esteve muito tranquilo sempre, e aparentemente usou o primeiro round apenas para estudar Teixeira. Daí em diante na luta o americano dominou, quedou, deu cotoveladas e mostrou sua superioridade.

Glover aguentou bem, e com muita raça levou a luta ao fim, mas foi derrotado por decisão unânime. Jones de fato é um monstro. Como falava Anderson Silva, será que "nunca serão"? Vamos aguardar. Fato é que o americano vai ter pela frente o adversário mais difícil que enfrentou na carreira. Dana confirmou na coletiva pós-luta a revanche entre ele e Gustafsson. Que esta luta não demore!

Mas antes de encerrar o tema "main event", queria falar sobre algumas atitudes que acho bem antidesportivas por parte de Jones. São atitudes que não são proibidas, mas que poderiam ser evitadas pelo campeão. Ultimamente ele tem pisado no joelho dos adversários durante a luta, como forma de atrapalhar a movimentação do outro lutador. Essa é uma atitude que pode acarretar uma séria lesão no joelho de quem sofre o pisão. Ele fez outra coisa que desaprovei. Ao tentar marcar a distância, Jones o tempo todo colocava a mão na cara de Glover, sempre com os dedos abertos, meio que com a intenção de acertar os olhos do brasileiro. Tanto que conseguiu e levou bronca do juiz. Devia ter perdido um ponto da arbitragem no segundo round por causa disso.

Tivemos outra boa luta na noite que foi a de Anthony Johnson e Phil Davis. O segundo, que vinha de vitória sobre Lyoto aqui no Brasil, entrou como favorito, mas sofreu um atraso. Johnson que já foi meio-médio, médio e hoje é meio-pesado, dominou a luta inteira, sempre evitando o bom wresteling de Davis. No fim, venceu por decisão unânime e voltou com tudo para o UFC.

A única brasileira da noite além de Glover, foi Bethe Correia que venceu a americana Jessamyn Duke por decisão unânime. Lutou muito bem a nossa compatriota.

Resultados completos UFC 172

CARD PRINCIPAL
- Jon Jones venceu Glover Teixeira por decisão unânime e manteve o cinturão dos meio-pesados;
- Anthony Johnson venceu Phil Davis por decisão unânime;
- Luke Rockhold finalizou Tim Boetsch com uma kimura com um triângulo invertido encaixado no 1º round;
- Jim Miller finalizou Bobby Green com uma guilhotina no 1º round;
- Max Holloway finalizou Andre Fili com uma guilhotina no 3º round;

CARD PRELIMINAR

- Joseph Benavidez finalizou Timothy Elliott com uma guilhotina da montada no 1 round;
- Takanori Gomi venceu Isaac Vallie-Flagg por decisão unânime;
- Bethe Correia venceu Jessamyn Duke por decisão unânime;
- Danny Castillo nocauteou Charlie Brenneman com um cruzado de direita no 2º round;
- Chris Beal nocauteou Patrick Williams com uma joelhada voadora no 2º round.

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* A coluna Clinch traz a análise dos principais eventos de artes marciais do planeta.



por Fernando Borchio | fernando.borchio@hotmail.com

domingo, 27 de abril de 2014

Comentário da Redação > Campeonato Brasileiro: Cruzeiro 1 x 1 São Paulo

Visão cruzeirense > Empate com ar de derrota
por Alexandre Scarpa | alexandrescarpa@gmail.com | @alexandrescarpa

A tabela estava a nossa favor... Nada como começar bem o campeonato em que defendemos a taça, com uma boa vitória fora de casa e na segunda rodada bater de frente com um concorrente ao título, em um jogo que colocaria uma das equipes na liderança, em caso de vitória.

Os primeiros minutos até mostraram que poderíamos ter um senhor jogo de futebol, com boas jogadas, grandes desarmes, mas o que se viu foi a pouca objetividade dos times. Fábio e Rogéro Ceni poderiam estar na arquibancada que, ainda assim, o gol não sairia. Só não dormi porque estava ansioso com meu texto de estreia aqui na Redação do Esporte, hahaha!

No segundo tempo, o São Paulo retornou buscando mais o jogo, mas em um lance individual, em uma arrancada do William saiu a falta, que no momento pensei: “Daí é Everton Ribeiro e caixa”. Mas “La Bestia” chamou a responsa e numa batida seca abriu o placar, para fazer com que a torcida azul de Uberlândia sentisse o descarrego de estar caminhando para a provável vitória, que poria fim a um tabu amargo, contra esse adversário visitante indigesto.

E depois do gol, vimos um Cruzeiro jogando como manda a tradição, com toques de bola rápidos, “cozinhando o galo” (juro que não pensei nos pateticanos), só aguardando o apito final que nos daria mais 3 pontos e a liderança.

E aí é onde mora o perigo! Não vou dizer que é comodismo, mas o jogo só acaba com o apito do juiz. Mais uma vez neste ano levamos um gol nos acréscimos e vimos a vitória e o começo da tranquilidade na tabela escapar. Mas se não é sofrido, não é Cruzeiro!

Que sirva de alerta, porque vamos com tudo na quarta para, até então, o jogo do ano! A partir de quinta cabeça voltada ao Brasileirão novamente!

Que venha o Tri da América, o Tetra do Brasileiro e o Penta da Copa do Brasil!

Conceitos

Fábio - BOM: Trabalhou pouco, mas fez boas defesas quando solicitado e boas reposições de bola. E o melhor, não tomou gol do Ceni. Não vi culpa no gol sofrido.
Ceará - REGULAR: Atrapalhado, mas desarmou bem algumas jogadas tricolores.
(Mayke) - REGULAR: Deu velocidade pela direita, mas foi infeliz nos cruzamentos.
Dedé - BOM: Seguro em quase todas as jogadas, mas cometeu um pênalti infantil não marcado, que poderia mudar o resultado do jogo e que incendiou o xororô bambino. Para ser ÓTIMO tem que fazer jus aos 50 milhões que recusamos recentemente.
Bruno Rodrigo - BOM: Não passou nada por ali, mas num deslize cometeu a falta e não subiu como deveria para impedir a finalização do Antônio Carlos.
Samudio - BOM: Me lembra a garra paraguaia do Gamarra! Mas como Gamarra não é dos nossos, ainda falta muito angu e feijão para ele chegar aos pés de Sorín! Acredito nessa boa contratação que fizemos.
Lucas Silva - REGULAR: Apagado. Levou uma caneta do Pato, que ficou desconcertado por muito tempo.
Henrique - BOM: Sangue azul! Joga só no Cruzeiro! Ainda bem...
Everton Ribeiro - BOM: Longe de ser o Everton Ribeiro que conhecemos. Fez boas jogadas individuais, mas dele sempre exigimos o máximo.
Ricardo Goulart - REGULAR: Deixou tudo no jogo de ida contra o Universidad de Chile. Torcemos para que seu futebol volte, pois é craque! Está apagado há algumas partidas.
William - REGULAR: Jogador de segundo tempo, não gosto quando ele entra de titular.
(Nilton) - REGULAR: Atordoado pela perda da titularidade para o Henrique. Entrou e pouco fez. Arriscou chute a gol, mas chutes a lá “Bandeirantes... o canal do Esporte”. Se a grana for boa, sou a favor da venda para a Inter de Milão.
Júlio Baptista - BOM: Chamou para ele a cobrança da falta e como bom profissional que é, não comemorou o gol contra seu clube de formação. No meu ponto de vista, não deveria ser substituído. Era peça importante da tática imposto por Marcelo Oliveira.
(Borges) - RUIM: Entrou em campo???
Téc. Marcelo Oliveira - REGULAR: Entrou com uma boa tática, ofensiva. Ao meu ver pecou na substituição do Júlio Baptista e com a troca do William pelo Nilton, retrancou mais o time e chamou o adversário para o nosso campo de defesa

Visão tricolor > São Paulo empata com o Cruzeiro fora de casa no último lance. Nossa, que legal né? Talvez!
por Victor Mesquita | @victor_mesquita

“Victor, eu não consegui ver o jogo do São Paulo hoje porque tive que levar minha vó na Capoeira. Eu perdi muita coisa?”.

Não, não perdeu! E parabéns por ter uma relação tão bacana com a sua vó. Fique tranquilo que a melhor coisa do jogo foi o gol de empate aos 47 do segundo tempo e é isso que você irá ler abaixo.

Comecei logo com uma pergunta, tão tradicional em meus textos, para ir direto ao ponto. O empate em 1x1 com o Cruzeiro, em Uberlândia, neste domingo, pela segunda rodada do Brasileirão foi... Um saco! Isso mesmo, ô joguinho chato de se ver.

As duas equipes não deram quase nenhum chute a gol e não acertaram quase nenhuma jogada de ataque. Aí você me perguntaria, como então saíram os gols na partida? Graças ao MuricyBall. Lembra? Não? Então eu traduzo: a bola parada.

No início do segundo tempo, Júlio Baptista acertou um belo chute numa cobrança de falta junto à área tricolor e abriu o placar. Depois disso, o São Paulo só chegou ao ataque na base do velho bumba meu boi.

Quando parecia que tudo ia ficar por isso mesmo, aos 47 minutos da etapa final uma falta surgiu, quase no meio campo, e Muricy Ramalho mandou até o roupeiro ir à área. E não é que deu certo? Antônio Carlos, sempre ele, o melhor atacante do Brasil (fica de olho Felipão), testou para dentro do gol.

Gols assim são legais. Corri feito um louco no meu apartamento dando soco no ar e tudo. Mas depois me lembrei: “estou comemorando empate desse jogo horrível?” Sim, estava. Recuperei minha razão, me acalmei, pedi desculpas por ter acordado minha esposa e resolvi analisar mais friamente o jogo.

Realmente, a parte boa do jogo foi o gol no final. Empatar com um dos candidatos ao título brasileiro fora de casa é legal também. Mas de resto, caro leitor, preocupa.  Não adianta achar que eu sou chato, que eu chupo limão ou que eu deveria ir a um psicólogo. A verdade é que esse ano o São Paulo ainda não se achou e o jogo contra o Botafogo vem demonstrando ser uma ilusão.

Tomara que eu esteja completamente enganado, mas, infelizmente, ultimamente eu não estou. E quem vai nos provar se eu tenho razão? Ele, o senhor da razão, o tempo.

Então sobe o som com aquela música sobre o tempo do Patu Fu! Zueira, não sobe não. Puta música chata. Sobe a do Pink Floyd que é melhor.

Conceitos

Rogério Ceni – REGULAR: Ahhhh, já sei, vão falar que ele deu migué no lance do gol. Poxa, vocês são muito chatos também. Nem com foguete dava tempo dele chegar naquela bola. No mais ele foi um mero espectador.
Douglas – SEM CONCEITO: Se machucou no início do jogo.
(Luis Ricardo) – RUIM: Provou depois por que ele é reserva.
Rodrigo Caio – RUIM: Atrasado em todos os desarmes. Tem feito muitas faltas bobas, como a que originou o gol do Cruzeiro.
Antônio Carlos – ARTILHEIRO: Se cuida Fred!
Alvaro Pereira – ZORRO: Desde que surgiu com aquela mascara não tem jogado como antigamente.
Souza – BOM: Que Deus o livre de lesões. Se não fosse ele em algumas jogadas...
Maicon – REGULAR: Aquele futebol de sempre.
(Hudson) - SEM CONCEITO: Entrou no segundo tempo, jogou uns 20 minutos, mas tocou apenas 3 vezes na bola. Vai ficar se escondendo rapaz?
Boschilia – TODA HORA, BARALHO?: Foi o que Muricy gritou ao reclamar que toda hora que a bola caia no pé dele, ele recuava a jogada. Foi substituído após três esbravejadas dessa.
(Osvaldo) – REGULAR: Pôs um pouco de correria, mas no estilo Osvaldo, meio sem direção.
Ganso – RUIM: Mal demais no jogo de hoje. Está perdido nessa função mais aberta no campo. Acho que ele está pedindo para virar reserva.
Pato – REGULAR: Buscou jogo, tentou tabelas mas também não estava num bom dia.
Luis Fabiano – RUIM: 5 impedimentos, 4 faltas cometidas e 7 reclamações com o juiz.
Téc. Muricy Ramalho – REGULAR: Tinha prometido melhorar o desempenho do time em relação ao jogo contra o CRB, massssssssss... Foi só um pouquinho.

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Gringolaço > Ainda não, pessoal

Liverpool, Juventus e PSG. Três líderes isolados dos seus respectivos campeonatos e todos com algo em comum: dependendo de si para ser campeão no último final de semana. Doce ilusão. A cerveja, o vinho e o champagne deverão ser guardados para a próxima rodada, ou no caso da Terra da Rainha, essa definição pode sair apenas na última rodada.

Por falar no futebol inglês, Liverpool x Chelsea se enfrentaram em Anfield e uma vitória dos Reds sepultaria as chances dos Blues em chegar ao título, deixando o time vermelho mais próximo da quebra do tabu que dura 24 anos. Mas, não foi o que se viu.

A derrota por 2 a 0 embolou ainda mais a briga pelo caneco deixando o Liverpool com 80 pontos, o Chelsea com 78 – ambos com 36 jogos – e o Manchester City, com um jogo a menos, com 77 pontos, graças a vitória fora de casa contra o Crystal Palace também por 2 a 0.

A pressão por essa quebra de tabu é tão grande que, na véspera do duelo, o atacante Luis Suárez e o zagueiro Skrtel se desentenderam no último treinamento. Talvez os Reds tenham perdido o jogo ali, na discussão entre dois dos principais atletas do elenco. Os gols foram marcados por Demba Ba, graças a falha de Gerrard no final do primeiro tempo, e nos acréscimos Willian decretou a sobrevida azul rumo ao título.

Antes da penúltima rodada, o Chelsea recebe o Atlético de Madrid pela Liga dos Campeões da Europa nesta quarta-feira. Já no final de semana enfrenta o Norwich, enquanto o Liverpool terá pela frente o Crystal Palace.

Saindo da Inglaterra e atravessando o Canal da Mancha, chegamos à França e o seu campeonato está naquele match point pró PSG. No sábado, o Mônaco havia vencido o Ajaccio por 2 a 1, mas precisava de um milagre para que o time da capital não se sagrasse campeão. E veio graças ao empate por 1 a 1 contra o Sochaux.

Com o resultado, o PSG chegou aos 83 pontos, oito a mais que o Mônaco (75) faltando três rodadas para o final e o título poderá vir na próxima rodada, quando Ibrahimovic e cia receberão o Rennes, no dia 7 de maio. O champagne será estourado na Cidade Luz caso vença, enquanto o Mônaco precisará de mais um milagre.

Na Itália, o título da Juventus é questão de tempo e o adiamento veio na sexta-feira. Com a vitória da Roma sobre o Milan por 2 a 0, com direito ao “dia de fúria” de Balotelli, a Velha Senhora, que entrará em campo nesta segunda (28) contra o Sassuolo, terá que comemorar o tricampeonato apenas na semana que vem, quando receberá a Atalanta, independentemente do resultado.

A Juve lidera com 90 pontos, cinco a mais que a Roma e caso vença seu compromisso contra o Sassuolo chegaria aos 93, mantendo os oito pontos, faltando três rodadas para o final.

Futebol Espanhol > Barça arranca virada em homenagem a Tito Vilanova


Na última sexta-feira (25), o futebol ficou de luto com a morte do ex-treinador do Barcelona Tito Vilanova, vítima de câncer na glândula parótida. Foi uma rodada repleta de homenagens e o time catalão conseguiu uma virada improvável contra o Villarreal por 3 a 2.

Abalados, os jogadores do Barça não contiveram as lágrimas, principalmente o volante Busquets, que foi flagrado pelas câmeras. Durante o jogo, a equipe não era nem 1% daquele Barcelona de antigamente e o Submarino Amarelo chegou abrir 2 a 0 com gols de Cani e Trigueros.

Em dois cruzamentos de Daniel Alves, a zaga do Villarreal jogou contra seu patrimônio e deixou tudo igual. Primeiro, aos 20 minutos, com Gabriel Paulista, que tentou cortar em carrinho e ‘matou' Asenjo. Depois, aos 33, com Musacchio, que, mesmo sozinho na área, acabou cabeceando para o gol. Messi ainda deixou o seu e deu esperança aos catalães faltando duas rodadas para o final.

Já a dupla de Madri, envolvida nas semifinais da Champions League, também fez o seu dever. O líder Atlético de Madrid derrotou o Valencia, em pleno Mestalla por 1 a 0 e engatou a nona vitória seguida no “Espanholzão”. Terceiro colocado e com um jogo a menos, o Real Madrid não teve dó do Osasuna e fez 4 a 0, com direito a dois golaços de Cristiano Ronaldo.

Próximos jogos dos postulantes ao título espanhol:

Levante x Atlético de Madrid – Ciutat de València
Barcelona x Getafe – Camp Nou
Real Madrid x Valencia – Santiago Bernabéu

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* A coluna Gringolaço analisa os principais torneios e acontecimentos do futebol europeu.


por Antonio Lemos
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Comentário da Redação > Duas derrotas em um mesmo dia... Dia típico palmeirense

Pois é meus caros leitores. Foram duas derrotas neste sábado. Uma dentro de campo, e outra nos bastidores, como de costume nos últimos tempos. Estive presente em uma, ao lado do ilustríssimo palmeirense Thiago Jacintho (esse maior aí do meu lado) e mais alguns amigos, mas confesso que nessa noite, a que mais doeu para o torcedor palmeirense foi a derrota que aconteceu fora dos gramados, por pura incompetência dos que lá mandam.

Primeiro, quero falar da derrota nas quatro linhas. O Palmeiras foi o Palmeiras. Essa é a única definição que posso fazer para o futebol apresentado pelo time nesta fria noite. Pela primeira vez na minha vida, o papo com os amigos na arquibancada estava mais atraente do que o jogo em si. O Verdão jogou mal demais. Um time totalmente desorganizado que parecia não ter comando nenhum.

O Tapetense dominou praticamente o jogo todo. Conca, assim como o advogado do time mostrou competência pura, sendo o "rei" do meio-campo. Já Valdivia, até que tentou, mas esteve muito marcado. E é incrível o quanto o Palmeiras depende dele. Tudo que saiu de bom surgiu dos pés do chileno, mas não foi o suficiente para ajudar.

Mas o que mais me assustou foi a avenida aberta na zaga palmeirense no gol do time de Paulo Schmitt. Fred recebeu a bola como quis e sozinho rolou para Sobis que só empurrou pro fundo do gol. Neste momento, me veio a cabeça as eliminações para o Tia Joana e Ituano. E junto a isso me perguntei: Será que me tornei pé frio? Ao que parece, sim!

Resumindo: O jogo foi uma merda mas o FlorminenC foi bem superior.

Agora, vamos a derrota mais dolorosa. Kardec se foi. Se foi por incompetência de Paulo Nobre e Brunoro. Pior, se foi para um rival, que soube aproveitar a merda feita pela diretoria palmeirense e levou. Tá feliz, piloto de Rally? Você conseguiu foder com tudo. Aprende rapaz: No futebol, produtividade não produz nada porra!

Conceitos

Fernando Prass - BOM: Acho que foi a única coisa boa no jogo.
Wendel - RUIM: Caralho, tava em campo?
Thiago Alves - RUIM: Véi, na boa, como eu odeio o futebol desse cidadão.
Lúcio - REGULAR: Esteve bem, mas tava na merda que foi feita no lance do gol do Tapete...
Juninho - REGULAR: Não se apresentou para o jogo.
Josimar - RUIM: Nome de porteiro... (nada contra os porteiros, só uma constatação).
Marcelo Oliveira - RUIM: Eu percebi que ele tava em campo só no segundo tempo.
Wesley - REGULAR: Buscou jogo pelo menos.
Valdivia - REGULAR: O que surgiu de bom, saiu dos seus pés.
Marquinhos Gabriel - RUIM: Ginga pra lá, pra cá e nada faz.
(Diogo) - RUIM: É cada um que me aparece, hein?
Leandro - RUIM: Devia ter voltado pro Grêmio.
(Miguel) - SEM CONCEITO: Rapaz, tu percebe que a coisa tá ruim, quando ele entra.
Téc. Kleina - VAZA LOGO: Não é técnico para o Palmeiras.


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por Fernando Borchio | fernando.borchio@hotmail.com

sábado, 26 de abril de 2014

Comentário da Redação > Saudade, bom futebol

Complicado, assim está assistir um jogo do Santos pós-final de Paulista desse ano. Junto com o título, se foi a confiança. O time mudou por medo, o futebol bonito se foi e a alegria virou tristeza. Talvez tudo isso esteja no mesmo lugar que a esperança nossa, torcedores santistas, de títulos na temporada.

Neste sábado, contra o Coritiba, mais um show de horrores foi visto. Com um time apático e remendado por lesões, vimos o Coxa, comandado por ZÉ LOVE e Jajá, ser bem superior a nós e, talvez, merecer melhor sorte do que um simples empate em 0 a 0.

É claro que falta criatividade e um armador no time, mas o treinador insiste em deixar o mesmo no banco. Já cornetando, Oswaldo preferiu escalar TRÊS volantes (Alison, Alan 'Oliveira' Santos e Cícero) do que colocar o armador Lucas Lima para ser o cérebro da equipe. Tá difícil!

Sem Geuvânio, que começou o jogo no banco como opção de Oswaldo, a primeira etapa começou até dando esperança a nós, com o time tocando bola e procurando jogo. Aos poucos isso mudou. Errando aos montes, perdemos a posse da partida para o Coxa que foi para cima.

O volante Gil e os atacantes ZÉ LOVE (melhor que o Damião) e Jajá foram os que mais assustaram a defesa do Santos. Além da falta de calibre, eles pararam nas mãos de Aranha, que foi o melhor em campo.

Para inverter o jogo, o nosso técnico colocou o menino Geuvânio logo de cara no segundo tempo. Damião foi sacado. O que mudou? Nada. O time era o mesmo: apático. Não conseguíamos acertar mais do que CINCO passes. Fazia falta o armador.

Oswaldo teimou até metade da segunda etapa e abriu mão. Lucas Lima entrou e melhorou a equipe, não suficientemente para mudar o placar, mantido pela incompetência do Coritiba e nosso fraco futebol apresentado até o fim de jogo. As duas equipes somaram o segundo empate em dois jogos.

O Coxa continua na busca pelos gols e uma vitória, enquanto nós procuramos pela confiança, o futebol bonito, a esperança e a alegria que nos moveu até uma final de campeonato.

Conceitos

Aranha - BOM: O melhor em campo com o desastre do time.
Cicinho - RUIM: Ajudou a defesa, mas foi péssimo apoiando.
David Braz - REGULAR: Não comprometeu, ou seja, mereceu sua melhor nota possível.
Jubal - BOM: Foi seguro hoje. Gostei.
Emerson - RUIM: Não apoiou e nem defendeu bem.
Alison - REGULAR: Não lhe falta vontade, mas falta cabeça para sair jogando e não exagerar nas faltas.
Alan 'Oliveira' Santos - PARENTE DO OSWALDO: A nota deve ser a única explicação para esse rapaz ser titular.
Cícero - RUIM: Só toquinhos. A lá Ganso.
Thiago Ribeiro - PÉSSIMO: Eu vi que ele estava em campo apenas quando foi substituído.
(Lucas Lima) - BOM: Faz falta ao time. Mudou a equipe quando entrou e tem que ser titular!
Gabriel - REGULAR: O mais consciente de todos. Sofre com mediocridade do time.
(Stéfano Yuri) - SEM CONCEITOS: Não teve tempo nem para tocar na bola.
Damião - VOLTA ZÉ LOVE: Primeiro eu digo com tranquilidade que ele não é o culpado pelo péssimo futebol apresentado pela equipe, mas isso não muda sua ruindade. E concluÍ, hoje, que é pior que o Zé Love. O Giuseppe Amore realizou com perfeição a bicicleta do Damião, o que diferenciava os dois.
(Geuvânio) - RUIM: Assim como o time, vem muito mal. Tenho medo que tudo no Paulistão tenha sido só ilusão.
Téc: Oswaldo de Oliveira - RUIM: É um dos responsáveis, sim, pela péssima fase do time. A equipe precisa, claramente, de um armador e ele teima em deixar o Lucas Lima no banco e colocar 'seu parente' Alan Santos em campo. Acorda, Oswaldo!


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* ÓTIMO, BOM, REGULAR, RUIM ou PÉSSIMO? No Comentário da Redação, você fica sabendo o que rolou nos principais jogos da rodada, incluindo análises individuais dos atletas.

por Igor Domingues | igor4712@hotmail.com

Rádio da Redação > Prévia UFC 172: Jones x Glover

IT'S TIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIMEEE!

UFC 172 neste sábadão e nós preparamos um podcast especial para analisar o evento que vale o título dos meio-pesados: Jon Jones x Glover Teixeira.

No nosso octógono: Ricardo Pilat, Fernando Borchio, Marco Miranda e Rafael Gomes.

Aperte o play e ouça mais uma Rádio da Redação:


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* Na Rádio da Redação você ouve os melhores comentários esportivos da GALÁXIA com nossa equipe de redação em versão podcast!


Direto da Redação
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sexta-feira, 25 de abril de 2014

En la Cancha > Enquanto Evo Morales comemora, os brasileiros ficam ameaçados na Libertadores

A esta hora o presidente da Bolívia, Evo Morales, deve estar sentando junto ao seus camaradas, fumando um belo charuto, tomando uma bela “litrada” de chá de coca, além de comemorar a classificação do “seu” Bolívar para as quartas de final da Libertadores. Tão surpreendente quanto a cena descrita e a ótima campanha dos bolivianos, é a situação dos brasileiros na Libertadores.

O Cruzeiro, atual campeão brasileiro e um das favoritos ao título, tropeçou em casa diante do esforçado Cerro Porteño de “chiqui” Arce e se não abrir o olho, pode deixa a competição já na próxima semana.  Na primeira partida, no Mineirão, o time celeste jogou muito abaixo da crítica e estava perdendo a partida até o último minuto, porém o gol “salvador” do Samúdio (que não é irmão da ex do goleiro Bruno) manteve os mineiros na briga pela vaga, mas em situação complicada. Só vitória ou empate de dois gols pra cima salva a Raposa.

Já que estamos nas Minas Gerais, vou falar do Galo, do glorioso Anelka. Das equipes brasileiras, o alvinegro é quem tem o adversário mais difícil. Na quarta-feira, Ronaldinho e sua turma foram a Bogotá e fizeram um bom jogo contra o Atlético Nacional, um rival forte. Não fosse o gol de Cardenas no último minuto, o Galo teria voltado a Belo Horizonte com um ótimo empate. Apesar da derrota, a situação do Atlético-MG não é desesperadora. Precisa de uma vitória por dois gols de diferença pra se classificar.  Tem time para isso, mas resta saber se Levir Culpi, que pegou o lugar do Paulo Autuori, terá tempo para montar um time capaz de eliminar dos colombianos.

Outra equipe brasileira que fechou a semana com derrota foi o Grêmio. O imortal foi até Buenos Aires enfrentar o mítico time do San Lorenzo. Esse jogo eu fiz questão de ver inteiro e vou falar, teve de quase tudo, menos qualidade. Foi um jogo brigado, disputado e no melhor lance da partida, Correa abriu o placar para os argentinos. Na semana que vem o Grêmio recebe o San Lorenzo para justificar sua fama de imortal diante do time do Papa.

No pior cenário possível, poderemos ter duas equipes bolivianas nas quartas de final e nenhuma brasileira. Imaginam?   

 
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* A coluna En la Cancha fala sobre os principais assuntos do futebol sul-americano.


por Rodrigo Svrcek
| @svrcek_rodrigo

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Comentário da Redação > “Não tá indo”


Ontem eu assisti o jogo com a minha namorada, senhora Luiza. Ou seja, eu não assisti o jogo. Essa é a verdade. A despeito de toda distração que uma mulher geralmente causa, ela começou a falar de fulano que namora beltrana, e não sei o que. Entre uma fofoca e outra, olhávamos para a TV e, puto que ficava, a reação dela era dizer “é... não tá indo!”.

“Não tá indo” é a expressão usada por ela para dizer que o time está jogando mal. E ontem eu só pude concordar e, em respeito à casa dela, que era onde eu estava, ao invés de mandar todo mundo pra PQP, eu falava “não tá indo!”.

Porém, devo reconhecer: tiveram dois caras que "foram". O primeiro deles foi Rodrigo Caio, que me levou um amarelo com dois minutos de jogo, quebrando o recorde que pertencia ao “mito” Wellington, e acabou expulso logo no início da segunda etapa, indo para o chuveiro mais cedo. Tudo bem que o puto do juiz marcava TUDO a favor do CRB. Tudo mesmo. Sabedor disso, aquele tal Diego Rosa se jogava mais que seu xará Dyego Hipólito na balada GLS que ele frequenta no RJ, e isso rendeu diversos cartões ao time. Rodrigo Caio, o felizardo da noite, ganhou dois deles e de brinde um vermelho.

O segundo a “ir” foi Douglas. Ele ia tanto ao ataque, pensando ser o novo Lucas, que não voltava. Em uma dessas “brincanagens” do Menino Maluquinho, o atacante Diego Rosa - de novo a fera - foi lançado ao ataque, ficando sozinho, frente a frente com o gol. Rogério saiu de meta para tentar evitar o pior, mas aconteceu o efeito contrário: ele causou o pior. Pênalti claro, que ele ainda reclamou só pelo bom e velho orgulho. Eu te entendo, Rogério...

Pensando bem, teve ainda um terceiro sujeito que foi. Paulo Henrique Lima, assim que substituído, foi direto ao manicômio, tratar-se. Ele, que havia dito no dia anterior que era um jogador acima da média, está com suspeita de Dementismo Agudo. Força, Lima!

Nem mesmo o golaço marcado por Ademílson, o primeiro e último de bicicleta da carreira dele, amenizou o sentimento de “não tá indo” na noite desta quarta-feira. Espero agora que tenha sido só um dia infeliz e que a coisa comece a “ir”. Senão, sinceramente, vai ser mais fácil eu “assistir Friends” quando estiver com a mulher, do que futebol...!

Conceitos

Rogério Ceni – SENHOR WILSON: Fez um pênalti à la iniciante e não pegou a bola do segundo gol porque não quis. Ainda saiu reclamando do time de forma acintosa e daquele jeito irônico que o faz ser odiado pelos rivais. Enfim, tem história, mas já tá ficando muito rabugento.
Douglas – MENINO MALUQUINHO: Vida de moleque é vida boa. Vida de menino é maluquinha. Jogar Bete Alta, Rouba Bandeira. Tudo que é bom, é BRINCADEIRA, PORRA!
Rodrigo Caio – WELLINGTON: Sem mais.
Antônio Carlos – RUIM: Não falhou feio nos lances capitais do jogo, mas também não os evitou.
Álvaro Pereira – RUIM: Continua não sabendo dosar a força de seus cruzamentos. E olha que o sujeito é um veterano já, ou seja...
Souza – BOM: O menos pior em campo. Não tem culpa se a defesa só bateu cabeça, o meia é demente e o centroavante fraco.
Maicon – PÉSSIMO: Perdidaço.
Boschillia – RUIM: Ou “Bostilha”, como disse minha moça. Ela falou isso sem querer, mas não é que deu certo?
(Pabon) – RUIM: Voluntarioso, mas muito fominha. Acho que ele tá com birrinha do Pato, porque meio que percebi que ele evita passar a bola pro cara. Puta viadagem, digassi di passgi.
Lima – LIMA: Não vou nem zuar. Vai que é doença. Vai que é demência!?
(Paulo Miranda) – PÉSSIMO: Entrou desesperado em campo, rebatendo tudo. Parece que tava enfrentando o Liverpool. Responsável direto pelo segundo gol dos caras.
Pato – BOM: Tentou bastante, mas jogando sozinho, é osso.
(Osvaldo) – SEM CONCEITO: Entrou muito no fim do jogo.
Ademílson – RUIM: O cara fez um gol antológico e ainda consegue ter esse conceito. Esse é o ruim e velho Ademílson...!
Téc. Muricy Ramalho – REGULAR: Dizem que ele mexeu mal no time e eu até concordo. Mas, infelizmente, ele não joga, então não adianta mexer mal ou bem, se os caras estão com preguiça.

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Por Thiago Jacintho | thi.jacintho@gmail.com | jogodeequipe.blogspot.com.br

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Gringolaço > Real Madrid 1 x 0 Bayern de Munique: Posse de bola não ganha jogo

Se o seu time gosta de tocar a bola de um lado para o outro, costuma ter uma posse de mais 70% por partida, não gosta de arriscar de longe e só fica cruzando mais do que cachorro no cio. Cuidado, talvez esteja sofrendo de uma doença chamada “Barcelonite Aguda”.

Deixando a brincadeira de lado, eu até gosto do futebol bem jogado, com toques rápidos e precisos, as duas equipes com propostas de atacar, o tal do tiki-taka é legal de assistir, mas serei obrigado a recitar duas frases mais manjadas e repetidas do que a exibição de “A Lagoa Azul” na Sessão da Tarde (graças a Deus que não teve hoje). A primeira: posse de bola não ganha jogo. A segunda: se não chutar, não faz gol. Simples assim, e o Bayern de Munique deu uma de Barcelona na quarta-feira passada e praticamente não assustou a meta de Casillas durante os primeiros 90 minutos de um duelo de 14 títulos europeus.

O Bayern começou bem ao seu estilo Guardiola de ser: uma posse de bola acima dos 70%, aquele tiki-taka com sotaque alemão e nada de chance concreta. Só que o treinador não tinha ideia da arapuca que Ancelotti havia preparado e na base do contragolpe, e da eficiência, abriu o placar aos 18 minutos: Cristiano Ronaldo deu um passe para Coentrão pela esquerda. O lateral cruzou rasteiro e Benzema apareceu em velocidade para empurrar no fundo da rede de Neuer.

Isso Ancelotti sabe fazer, não foi à toa que fez sucesso no Milan e conquistou os títulos mais importantes com uma defesa sólida, uma outra linha de quatro jogadores no meio (estilo futebol inglês) e na base do contra-ataque fazia o resultado.

No Bayern, Ribéry não conseguiu fazer nada contra a defesa muito bem fechada do Real Madrid. Quem buscou mais o jogo foi Robben. O holandês ganhou a maioria dos duelos com Coentrão pela ponta, mas acabou se perdendo em sua própria confiança e muitas vezes foi fominha. Já o Real poderia até matar o confronto ainda no primeiro tempo com duas excelentes chances perdidas por Cristiano Ronaldo e Dí Maria, porém ambos mandaram a pelota por cima da meta de Neuer.

A segunda etapa teve o mesmo panorama do primeiro. O Bayern precisava sair para empatar, só que não conseguia criar. Guardiola bem que tentou mexer na equipe e implantar a sua filosofia, mas não surtiu efeito e nem na base da “empurrança” conseguia empatar. Acredito que se o árbitro desse mais 30 minutos de acréscimo não haveria alteração no placar, pois se de um lado teve muito ‘nhém- nhém- nhém’ na área e sem objetividade (Bayern), do outro, tivemos uma equipe que não estava nem aí para o segundo tempo e só queria que o jogo terminasse logo (Real).

Uma coisa que me deixou intrigado: a teimosia do time bávaro em cruzar bolas na área. Tudo bem que eles têm o Mandzukic, é alto, “trombador”, mas tentar 999.999.999...cruzamentos – e todos errados (segundo o Instituto de Pesquisas DataLemos) e não aproveitar a qualidade em jogar pelas trincheiras, realmente pediu para perder. É uma coisa que eu vejo, por exemplo, no futebol americano, se um time não consegue jogar pelo alto, a saída é por baixo. Isso poderia acontecer nesse jogo. Oras, se o Bayern tentou pelo alto e não obteve sucesso, por que não tentou por baixo?

E nisso, eu tiro outra vez o chapéu para o Ancelotti que treinou, e muito, essa jogada. O Bayern do Guardiola, assim como do seu antecessor, além do toque de bola, tem a jogada aérea como ponto forte e foi completamente neutralizada.

Fim dos primeiros 90 minutos e 1 a 0 para o Real Madrid. Para o jogo de volta, os dois treinadores terão seus pupilos à disposição. O Bayern joga em casa, terá que sair para o jogo, precisará tirar essa diferença e acima de tudo: não levar gols. E gol fora de casa, numa fase dessas, faz toda a diferença.

Reveja esse conceito, Guardiola, no jogo de ida foi 68% de posse de bola, raríssimas chances de gol e cruzamentos errados que consagraram a zaga merengue. É bonito, é moderno, mas não ganha jogo e muito menos campeonato. Ou reverte o resultado ou o “Império Bávaro” vai começar a entrar em xeque.
Para quem sofre de ‘Barcelonite Aguda’, leia este aviso e previna-se: “A persistirem os sintomas seu time será eliminado”.

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por Antonio Lemos
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Copa no Quintal > Itália: Tradição, orgulho e respeito


Ah, Azzurra. Sempre carregando o fascínio que você impõe sobre seus adversários, essa admiração, esse respeito que aquela cor azul coloca em campo, que a torna tão admirável. Seriam seus esquadrões tão temidos? Seu futebol vistoso e bonito? A forma exuberante com que sempre chega ao Mundial ou as campanhas irrefutáveis nos mesmos? A organização exemplar de seu campeonato nacional? Bom, como tifosi honorário posso dizer tranquilamente que a resposta para todas essas perguntas é: não.

Afinal, nunca a vimos chegar numa Copa do Mundo como franca favorita ao titulo, mesmo quando foram à competição para defender seu título. Pelo contrário! Quase sempre chegam sob olhares desconfiados, muitas vezes até em crise e sempre se arrastando na primeira fase contra adversários fraquíssimos ou de pouca tradição. E é ai que mora um dos seus segredos: a sua “previsível imprevisibilidade”. “Mas Helder, você encarnou o Cleber Machado ou o Fernando Pilat?”. Nem um nem outro, mi amici, e os motivos explico a seguir.

Começando pelo seu esquema de jogo bem definido por uma escola cuja tradição os acompanha a décadas. Meu pai e meus avôs sempre falaram do esquema de jogo 8-1-1 típico da seleção italiana e seguido a risca pelos atletas. O goleiro sempre é alguém acima da média, com nomes como Zoff, Pagliuca, Peruzzi e Toldo. Dos “oito defensores”, sempre haverá três tipos de zagueiro: um carniceiro (Gentille, Materazzi), um técnico (Scirea, Facchetti, Baresi, Nesta) e um voluntarioso que consegue unir o melhor dos dois de anteriores (Cannavaro, Bergomi); um volante com pulmão invejável que tão carinhosamente chamamos de “brucutu” no Brasil (Gattuso, Dino Baggio) e outro volante que tem um passe um pouco melhor (Albertini, Antonio Conte). O “um” é um meia clássico de habilidade e visão invejável, até raras às vezes. Quem não conhece Roberto Baggio, Del Piero ou Totti?; E o centroavante é alguém de habilidade duvidável, mas com faro de gol (Oi, Paulo Rossi? Vieri? Inzaghi?). Ah sim, e SEMPRE há algum brasileiro, argentino ou uruguaio naturalizado no time, como jogaram nosso conhecido carrasco Ghiggia, o campeão pelo Brasil em 58 Altafino Mazzola e o argentino Camoranesi em 2006.

O time sempre vem com essas mesmas peças estereotipadas e já definidas e por mais que alguns digam que o time atual é “diferente” dos anteriores, as peças são sempre as mesmas. Já se vê Gigi Buffon voando embaixo das traves há muito tempo; Chiellini, Bonucci e Barzagli são os três zagueiros bem definidos. No meio de campo De Rossi é o pulmão, Montolivo o passe mais “qualificado”, Pirlo o maestro e no ataque, Balotelli, o matador. E os naturalizados que não podem faltar, há o nobre cidadão da Mooca Thiago Motta e o argentino Oswaldo.

Outro fator é a falta de expectativas que o time cria (ou não cria, como quiser). Campanhas terríveis ou extremamente sofridas em competições anteriores e retrospectos duvidosos em amistosos são mais do que comuns. A Itália jamais faz uma campanha de encher os olhos. Não existe meio termo com eles. Ou lutam bravamente, sofrendo para passar por todas as fases, ou perdem de maneira vexatória. Esse ano não parece que será diferente uma vez que, graças a uma maracutaia na tentativa da FIFA e UEFA salvarem a França, a Azzurra caiu no grupo da morte junto de Inglaterra, Uruguai e Costa Rica.

Também beira ao clichê algum esquema de corrupção ou manipulação de resultados na Serie A eclodirem antes de competições importantes, muitas vezes, com atletas, técnicos e árbitros envolvidos, o que agrava a crise de tal maneira que é comum de se ver jogadores desembarcarem sem conversar com seus jornalistas paesani. E com razão, pois a imprensa de lá é tão parcial e corneteira que seria capaz de tornar qualquer Chico Lang um exemplo de neutralidade. Tudo por conta de fanatismo exacerbado que rege o país no que diz respeito ao Calcio. Ou vai dizer que você ainda não conhece o jornalista italiano Tiziano Crudelli, o homem que melhor representa a paixão italiana pelo esporte?


E no final, o que mais nós, brasileiros, tanto admiramos na Azzurra é o orgulho que os jogadores sempre mostram no gesto simples de cantar seu hino antes das partidas. Algo que parece muito simples, mas que no final das contas nos falta. Um amor pela pátria que de tão intenso, cativa. Marca registrada de um povo caloroso que vive de acordo com suas emoções. As raízes italianas nessa terra e a macarronada da vovó aos domingos só endossam a simpatia e a torcida. Sempre desacreditados, com o favoritismo limitado à camisa, mas com o respeito exalado pela camisa azul são as principais armas da Azzurra em busca do penta. Há quem diga que o time que vem para o Brasil é diferente dos anteriores, mas falando sério, quem acredita nisso?

E é o que os torna o que são. Os torna tradicionais. Os torna respeitados. Os torna queridos. Os torna queridos.

PS: A caminhada italiana é um filme que sempre se repete, mas com um final que sempre muda. Há não ser que no caminho apareça a Alemanha, porque aí todos sabem como vai acabar. O bicho para o spaghetti é sempre garantido.



Convocação da Itália para a Copa do Mundo (pré-lista)

Goleiros: Buffon (Juventus), Sirigu (PSG), Perin (Genoa)
Defesa: Barzagli (Juventus), Chiellini (Juventus), Bonucci (Juventus), Abate (Milan), De Sciglio (Milan), Ranocchia (Inter), Palleta (Parma), Pasqual (Fiorentina), Darmian (Torino), Maggio (Napoli)
Meias: Pirlo (Juventus), Marchisio (Juventus), Montolivo (Milan), De Rossi (Roma), Candreva (Lazio), Parolo (Parma), Aquilani (Fiorentina), Verratti (PSG), Thiago Motta (PSG), Rômulo (Verona)
Ataque: Balotelli (Milan), Rossi (Fiorentina), Cassano (Parma), Destro (Roma), Insgne (Napoli), Immobile (Torino), Cerci (Torino).

Atualizado em 3 de junho, 16h27.

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* Aqui na coluna Copa no Quintal você entra no clima do Mundial no Brasil, com as análises das principais seleções que nos visitarão em 2014.



por Helder Rivas | comentarista italiano da Copa do Mundo 2014
@HelderRM

terça-feira, 22 de abril de 2014

Gringolaço > Atlético de Madrid 0 x 0 Chelsea: É Champions League ou Libertadores?

Correria, lesões, discussões e muita catimba. Você leitor do Redação não leu errado. Teve muita catimba nos primeiros 90 minutos do confronto entre Atlético de Madrid 0 x 0 Chelsea. O empate sem gols na teoria foi bom para o time inglês, mas na prática pode ser uma fria, mas isso falarei ao final do post.

Segundo o nosso colega de Redação Helder Rivas, o Atlético de Madrid está jogando um futebol semelhante ao Corinthians de 2012 quando ganhou a Libertadores. Vou mais além: os Colchoneros jogam um futebol similar a qualquer time argentino nos tempos áureos da década de 1990, quando era duro bater o Boca Juniors em La Bombonera, o River no Monumental de Nuñez, o Racing e o Independiente em Avellaneda, enfim, semelhanças à parte, o treinador é hermano e sabe conduzir uma competição dessas.

Outro fator que me impressionou foi a festa que a torcida colchonera fez durante os 90 minutos. Eram 50 mil torcedores gritando, cantando sem parar, como se uma parte de Buenos Aires estivesse na capital espanhola. Com todo o trocadilho ao nome do estádio, foi um verdadeiro ‘calderón’. Simplesmente espetacular, pena que não saiu gol.

No outro lado, o Chelsea sob comando de Mourinho também tem um estilo similar ao futebol tupiniquim e sul-americano. É claro que por onde o portuga passa leva seu estilo de jogo e recorre sempre à “Nossa Senhora da Retranca”, mas é inegável dizer que ele sabe armar, e bem, essa arapuca. Quando o Atlético tentava impor uma pressão, lá vinha a defesa dos Blues colocar a bola no chão e esfriar a partida. Foi assim durante o jogo inteiro.

O duelo tático dos treinadores começou antes mesmo de a bola rolar, com mudanças nas formações tradicionais das duas equipes. No Atlético, Diego Simeone colocou o brasileiro Diego Ribas como titular em lugar de David Villa, com a intenção de poder jogar mais entre as linhas do rival.

No Chelsea, José Mourinho mudou ainda mais; porém, por um motivo defensivo: o português escalou quatro volantes - além do improvisado David Luiz, escalou Mikel, Lampard e Ramires. A ideia era proteger a defesa para sair em contra-ataque. Willian era o jogador de ligação, com Oscar na reserva.

Outro ponto nesse duelo europeu com cara de Libertadores, foi o reencontro de Fernando Torres contra o Atlético de Madrid, clube no qual foi revelado para o mundo do futebol. E se em Stamford Bridge Didier Drogba, atacante do Galatasaray, foi ovacionado e homenageado pela diretoria e torcedores do Chelsea, a mesma coisa aconteceu com “El Niño” quando pisou no gramado do Vicente Calderón: foi aplaudido, cumprimentou funcionários do clube e torcedores, e ao contrário do marfinense, não ficou desestabilizado e muito menos conseguiu desequilibrar a favor dos ingleses, o camisa 9 dos Blues mal tocou na bola, não pela sua capacidade técnica e sim pela falta de oportunidades de gols.

Quem também vivia a expectativa de jogar era o goleiro do Atlético, Courtois, cujo  passe pertence ao Chelsea e está emprestado ao time espanhol. Muito foi falado se estaria em campo nos dois jogos por conta de uma cláusula contratual, mas a Uefa interviu e para o bem do futebol, e principalmente dos colchoneros, o belga esteve embaixo das traves.

Pois bem, fiz uma apresentação, para muitos devo ter enchido linguiça, mas jogo que é bom mesmo não teve. Foram duas equipes que marcaram forte, criaram poucas chances de gols e jogo terminou empatado, conforme havia falado no Rádio da Redação, só não sabia que seria sem gols.

Ok, Antonio Lemos, para o jogo da volta, o empate sem gols foi bom para o Chelsea ou Atlético de Madrid? Eu responderia para o Atlético. Na teoria foi bom para os Blues segurarem os Colchoneros, mas para o jogo da volta, quarta-feira que vem, em Londres, “The Special One” terá no mínimo quatro problemas.

E porque quatro desfalques? Pois dois estão fora por suspensão: Lampard e Mikel; e outros dois provavelmente não jogarão por lesão: Cech e Terry (cuidado companheiros de time com as suas esposas, pois o homem tá solto); ou seja, nessa brincadeira é quase meio time para Mou montar esse quebra-cabeça em uma semana. Já para o Atlético foi até bom empatar e não levar gols, pois qualquer empate em Londres dá a classificação para à final depois de 40 anos. Não terá o capitão Gabi, que levou o terceiro cartão, mas sua base com Arda Turan, Raúl García, Koke e Diego Costa está mantida. É um duelo que ainda está em aberto e sem palpite para apontar o favorito desse jogo de times europeus com cara de Libertadores.

Obs: só para falar que não teve futebol, o melhor em campo (digo, a melhor em campo) não foi nenhum dos 22 atletas e muito menos o treinador, e sim, a médica do Chelsea, Eva Carneiro. Ela apareceu mais do que Diego Costa, Fernando Torres, etc...  a cada entrada dela no gramado era um delírio e um colírio para nós telespectadores – pô, assim não dá para trabalhar. Tirem as suas conclusões, “Terráqueos”.

Obs2: Sei que o assunto é Champions, mas não pude evitar em falar que o nosso Editor-chefe da “bagaça” Ricardo Pilat está soltando fogos até agora por causa da demissão do melhor técnico da história do Manchester United, David Moyes. Na Casa Verde já é réveillon em pleno mês de abril. Quem vai encarar essa bucha agora?

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* A coluna Gringolaço analisa os principais torneios e acontecimentos do futebol europeu.


por Antonio Lemos
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