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sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Comentário da Redação > Sem piedade

Aos 15 minutos do segundo tempo o placar já acusava 3 a 0 pro São Paulo contra o Botafogo. Aos 20, o grito de olé ensurdecia.

A vitória, que no final foi de 4 a 0, começou a ser construída aos 5 minutos do primeiro tempo, em (mais) um belíssimo gol de Luis Fabiano, que após receber passe açucarado de Jadson, driblou o zagueiro com um toque, o goleiro com outro, e matou a redonda no barbante com um terceiro, enquanto o zagueirão desesperado trombava com a trave.

Não fosse Jefferson, o ótimo goleiro do Glorioso, poderia ter sido 4x0 o placar do primeiro tempo. Fez pelo menos três defesas difíceis, duas depois de belas jogadas individuais de Lucas, que, sem dúvida alguma, vale o quanto pesa.

Apesar da superioridade são-paulina, o Botafogo até teve momentos de brilho na primeira etapa de jogo, mas em todos eles, ou a finalização foi mal feita, ou o jogador preferia cavar faltas em vez de tentar a jogada.

No segundo tempo, o time de Ney Franco voltou para finalizar o adversário, fato comprovado quando, aos 9 minutos, o técnico tirou o volante Paulo Assunção, para colocar o atacante Osvaldo.

A substituição surtiu efeito logo de cara e, aos 13, Osvaldo, bem colocado e oportunista, fez o segundo gol, aproveitando rebote de chute de Luis Fabiano, após mais um magnífico passe de Jadson.
Mal os cariocas assimilavam o golpe, Lucas fez mais uma bela jogada e, desta vez, resolveu arriscar de longe. Ótima escolha: terceiro tento.

Dali em diante o jogo ficou em ritmo de treino, com os jogadores tocando a bola, sem ameaçar a defesa alvinegra.

Aos 44, porém, o último golpe do massacre: Osvaldo foi lançado, driblou Jefferson e rolou para Cícero, que tinha substituído Luis Fabiano 15 minutos antes, fechar o caixão.

Um minuto depois o jogo acabou, sem acréscimos.

Até o juiz viu que já estava de bom tamanho.

Conceitos

Rogério Ceni – BOM: Pouco exigido, mas estava sempre bem colocado. Ótimos reposições.
Douglas – BOM: Fez alguns bons desarmes, cujos resultavam em contra-ataques.
Rhodolfo – ÓTIMO: Paredão humano, não passou nada por ele.
Rafael Toloi – BOM: Seguro.
Cortez – REGULAR: Ele quer ser meia, não é possível. Nunca vai à linha de fundo, logo, não ajuda em nada no ataque. Pelo menos não compromete na defesa.
Denílson – BOM: Não teve muito trabalho, mas considero boa sua atuação.
Paulo Assunção – BOM: Toca bem a bola, marca sem violência, aumenta a segurança no meio.
(Osvaldo) – ÓTIMO: Fez um gol, deu uma assistência e vai fazer os zagueiros do Botafogo terem pesadelos com ele por um bom tempo.
Maicon – BOM: Ajudou Jadson e Lucas em diversos momentos. Depois, como volante, ficou mais preso, mas manteve a bola rodando.
(Wellington) – BOM: Voltando de contusão, foi mais cauteloso, mas manteve o alto nível do meio-campo.
Jadson – ÓTIMO: Mais uma assistência digna de aplausos. Merecia um gol para coroar a maior ousadia em campo que vem tendo ultimamente.
Lucas – ÓTIMO: Incansável, fez três lindas jogadas individuais. Uma delas culminou em um golaço.
Luis Fabiano – ÓTIMO: Mais um golaço, ótima movimentação e foi voluntarioso na defesa.
(Cícero) – BOM: Jogou quinze minutos e fez o seu. Tem estrela.
Tec. Ney Franco – ÓTIMO: Fez o time jogar dentro de suas características e matou o adversário sem muita dificuldade. Também teve sagacidade ao tirar um volante e colocar mais um atacante. Dali em diante, o jogo, que já estava fácil, ficou mais ainda.

Foto: Divulgação/São Paulo FC

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* ÓTIMO, BOM, REGULAR, RUIM ou PÉSSIMO? No Comentário da Redação, você fica sabendo o que rolou nos principais jogos da rodada, incluindo análises individuais dos atletas.


Por Thiago Jacintho | thi.jacintho@gmail.com

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Comentário da Redação > Vergonhoso Palmeiras!

Não tem muito o que falar sobre a derrota do Palmeiras para a Lusa. O time foi o jogo inteiro ridículo em campo. 3 a 0 pra Portuguesa foi pouco ainda.

O time não chegou ao ataque NENHUMA VEZ com eficiência. O time a nenhum momento soube o que fazer quando tinha a bola nos pés. Isso não é Palmeiras, isso não faz parte da história do Palmeiras. E sem dúvidas o time está muito proximo de disputar o bicampeonato da Série B.

Bruno Mineiro fez dois na segunda etapa (15 e 30 minutos) e Moisés selou a caveira fazendo o terceiro aos 40 minutos.

O próximo jogo é contra o Grêmio, que vem em ótima fase. Provavelmente o clube gaúcho terá facilidade para vencer o jogo.

MEDIOCRIDADE, esse é o lema da diretória. "Está tudo péssimo, mas fomos campeões da Copa do Brasil". Com toda certeza esse é o pensamento dos homens "fortes" de dentro do Palmeiras. Tirone, cadê jogador? Nós queremos caras bons e não jogadores bizarros. A vontade é tão grande de jogar a Série B, que o senhor esse ano contratou quase um time de jogadores vindo de lá. VERGONHA, VERGONHA, time e diretoria sem vergonha!

E pra piorar, nessa quinta, foi decretada a contratação de Thiago Real, do Joinvile. Vergonhoso um cara desses chegar no Palmeiras como "solução".

Conceitos


Bruno - REGULAR: Não teve culpa nos gols.
João Vitor - PÉSSIMO: Errou quase todos os passes.
Thiago Heleno - PÉSSIMO: Inseguro o jogo inteiro.
Leandro Amaro - PÉSSIMO: Falhou em dois dos três gols da Lusa.
Juninho - PÉSSIMO: Não apoiou o ataque e deixou vários buracos na zaga.
Henrique - RUIM: Pouco protegeu a zaga. Quis armar o jogo algumas vezes e só atrapalhou. Não foi ele em campo.
Correa - PÉSSIMO: Estava em campo?
(Márcio Araújo) - PÉSSIMO: Entrou para dar um pouco de velocidade, porém cadenciou mais o jogo.
Valdívia - REGULAR: Foi um dos únicos que tentou algo. Sofreu muitas faltas.
Mazinho - PÉSSIMO: Zzzzzzzz...
(Obina) - REGULAR: Tentou dar movimentação e presença na área. Até que o time melhorou um pouquinho depois que entrou.
Betinho - PÉSSIMO: Errou todos os passes, perdeu todas as bolas que recebeu. Um desastre em pessoa.
(Maikon Leite) - PÉSSIMO: Corre tanto que acaba esquecendo a bola pra trás.
Barcos - REGULAR: Tentou jogou também, mas a bola não chegava redonda.
Téc. Felipão - REGULAR: Mais uma vez fez o que pode. O elenco que tem é muito fraco. Acredito que seja o menos culpado da situação.

Foto: Gazeta Press

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por Fernando Borchio | fernando.borchio@hotmail.com

Comentário da Redação > Objetivo cumprido

Sem pretensões no Brasileiro, a meta do Corinthians é bagunçar a parte de cima da tabela, como declarou o lateral Fábio Santos essa semana. Infelizmente, porque se o elenco joga como disputou a Libertadores, poderia estar disputando o título.

Ontem o Corinthians ficou no empate com o Fluminense no Engenhão, 1 a 1. No jogo só deu Tricolor, a não ser por um contra-ataque que Ralf tomou a bola de Wagner e deu para Emerson abrir o placar no primeiro tempo. E vale lembrar que o Sheik foi mandando embora do Flu, por ter sido acusado de cantar uma música do Flamengo no ônibus do Tricolor carioca.

No restante só deu os donos da casa. E o Corinthians se defendeu muito bem. Com um bom posicionamento e grande partida do goleiro Cássio, o Timão ia saindo com uma vitória do Engenhão, mas só ia. Em escanteio rápido nos minutos finais, a defesa alvinegra saiu para deixar Fred e Wellington Nem impedidos, mas esqueceram de avisar o Edenilson, que dava condição ao camisa 9.

Depois de empatar com o segundo colocado, o Timão encara o líder Atlético-MG, no domingo, tentando chegar à meta do Tite, ficar entre os dez primeiros.  Após o Galo, o Timão vai a Florianópolis encarar o atual lanterna Figueirense e no dia 8.

Conceitos

Cássio – BOM: Defendeu tudo, mostrou segurança que teve na Libertadores. Sem culpa no gol.
Alessandro - REGULAR: Não foi muito ao ataque, ficou mais preocupado na marcação de Thiago Neves e foi bem na função.
Chicão – BOM: Ganhou quase todas as bolas por cima e por baixo. Ainda salvou uma boa chance do Flu.
Wallace – REGULAR: Jogando pela esquerda que não é seu forte, deixou espaços para Fred entrar pela suas costas.
Fábio Santos – RUIM: Foi pouco à frente e quando foi errou passes que jogador profissional não pode errar, além de dar muito espaço para Wellington Nem.
Ralf – ÓTIMO: Bons desarmes e em um deles deu assistência para o atacante Emerson marcar o gol do Timão.
Paulinho – REGULAR: Abaixo do jogador que é. Ajudou na marcação, mas não apoiou como homem-surpresa que é seu forte.
Douglas – REGULAR: Atuação muito apagada, ainda tentou buscar a bola no meio, mas bem marcado não conseguiu criar.
(Guilherme) – REGULAR: Entrou para ajudar na marcação e fez bem o seu papel nos dez minutos que esteve em campo.
Danilo – REGULAR: Até o gol do time, o camisa 20 tentava buscar o jogo e criar jogadas. Com a vantagem se preocupou mais com a marcação do que a criação.
Romarinho – BOM: Buscou o jogo, mas foi fominha em alguns lances de ataque. Na marcação se doou para o time e sempre acompanhou Thiago Neves.
(Giovanni) – SEM CONCEITO: Entrou no fim.
Emerson – ÓTIMO: O melhor do time. Sempre buscou o gol e no segundo chute que deu marcou.
(Edenílson) – REGULAR: Entrou para ajudar a marcação e puxar os contra-ataques. Ia bem até dar condição para Fred empatar o jogo.
Tec. Tite – BOM: Mandou a campo o melhor que tinha. Nas substituições poderia ter sido mais ousado.

Foto: Terra

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por Rodrigo Bocatti

Comentário da Redação > Santos começa bem, mas some no segundo tempo e toma virada

Um jogo que parecia que iria confirmar a boa fase do Santos acaba com uma derrota merecida para o Bahia após o sumiço do time no segundo tempo: 3 a  1. E os torcedores, que estavam animados com três vitórias seguidas no Brasileirão, sendo duas contra Corinthians e Palmeiras, saíram da Vila Belmiro indignados com a atuação do plantel santista.

O sonho de conquistar um lugar entre os quatro primeiros do Brasileirão ficou muito distante com essa derrota para o Bahia e além da distância da vaga para a Libertadores 2013, o jogo serviu para dar um banho de água fria nos jogadores e torcedores santistas.

O primeiro tempo da partida foi muito animador para o lado santista, Neymar chamava a responsabilidade e partia pra cima dos adversários. Logo aos 14 minutos da etapa inicial, com um cruzamento do camisa 11 santista, André abriu o placar. E mesmo com a vantagem no placar, o Santos continuou no ataque e levou perigo ao goleiro Omar, do Bahia, com Ganso e André. O Bahia só deu perigo com um chute na trave do meio-campo Hélder e depois disso, terminou o primeiro tempo.

O segundo tempo foi só do Bahia, porque o Santos sumiu de campo, viu a equipe baiana dar um baile e virar a partida em plena Vila Belmiro. Souza, Neto e Gabriel marcaram para o Tricolor.

Atrás no placar, o treinador santista, Muricy Ramalho, mexeu na equipe e colocou em campo Bill, Felipe Anderson e Victor Andrade, que de nada adiantou. O Santos não conseguiu criar perigo e perdeu a primeira partida após seis jogos sem derrota. A torcida, indignada, vaiou muito a equipe no fim da partida e, mais uma vez, pegou no pé do Ganso chamando ele de mercenário pra baixo.

É bom o Santos reencontrar o caminho da vitória porque a torcida já está cansada de derrotas e ver o time, somente, no meio da tabela de classificação do Brasileiro. O próximo jogo do Santos é contra o Sport, na Ilha do Retiro.

Conceitos

Rafael - PÉSSIMO: Sinceramente, não serve para ser titular do Santos, ainda mais quando se tem o Aranha como ser reserva. Um dos culpados pela derrota.
Bruno Peres - REGULAR: Não comprometeu tanto na parte defensiva e no ataque, ainda ajudou como pôde.
Bruno Rodrigo - RUIM: Não jogou tão mal assim, mas bateu muita cabeça com o resto da defesa santista e facilitou a virada do Bahia.
Durval - REGULAR: Não tinha o que fazer. Tinha que cobrir as horríveis saídas do Juan pela esquerda e sempre sobrava alguém.
Juan - PÉSSIMO: No começo, parecia uma boa contratação, mas agora percebi que o porquê o São Paulo liberou ele. É jogador para jogo fácil. Em jogo difícil, faz lambança igual hoje.
Adriano - REGULAR: Está sempre na marcação, nunca foge, mas precisa conversar mais com os zagueiros e combinar de fechar a defesa do Santos.
(Bill) - SEM CONCEITO: Acho que só entrou porque o Muricy percebeu o erro que fez em tirar o André.
Arouca - RUIM: Ele joga muito mais do que anda jogando ultimamente. Não está apoiando tanto o ataque como antes e aquele brilho que ele tem não vem aparecendo.
Ganso - RUIM: Dá um toque aqui, outro ali e de resto não faz nada. Apenas dá toques bonitos e compõe os 11 jogadores em campo. A camisa 10 tem que ser, urgentemente, retirada dele.
Patito Rodriguéz - REGULAR: Tem habilidade, técnica e velocidade, mas tem que ter mais calma. É um bom jogador se souberem lapidar ele.
Felipe Anderson - SEM CONCEITO: Acho que nem tocou na bola.
Neymar - REGULAR: Fez um bom primeiro tempo e chamou a responsabilidade para si, mas no segundo tempo não brilhou tanto como nos últimos jogos.
André - BOM: Os jogadores têm que usar mais ele. Não vejo ninguém, além do Neymar, colocar bola nele e receber de volta. É um ótimo pivô e ainda marca gols, como o de hoje.
Victor Andrade - SEM CONCEITO: Até agora não entendi porque o Muricy fez essa alteração.
Tec. Muricy Ramalho - PÉSSIMO: Viu o seu time começar um péssimo segundo tempo e nada fez. O Bahia virou e quando ele mexeu na equipe, piorou a situação. Pior atuação do Muricy no comando do Santos, na minha opinião.

Foto: Lancenet!
Se você é santista sabe: torcer para o Santos é um orgulho que nem todos podem ter. Clique aqui, curta a página e fique bem informado sobre o Peixe.

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* ÓTIMO, BOM, REGULAR, RUIM ou PÉSSIMO? No Comentário da Redação, você fica sabendo o que rolou nos principais jogos da rodada, incluindo análises individuais dos atletas.

por Igor Domingues | igor4712@hotmail.com

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

En la Cancha > O surpreendente Colón desbanca os favoritos

Neste fim de semana aconteceu a 4º rodada do torneio inicial do Campeonato Argentino 12/13. Entre todos os jogos, podemos destacar a vitória do Colón de Santa Fé sobre o poderoso e tradicional Estudiantes em pleno estádio Ciudad de La Plata, 2 a 1.

O Colón, também conhecido como "Sabalero", faz campanha surpreendente até o momento e, com 10 pontos, lidera de forma isolada o campeonato. Invicto na competição a equipe está um ponto à frente do Boca Juniors, que no fim de semana derrotou o outro time de Santa Fé, o Unión, fora de casa, pelo placar de 2 a 1 e está na vice-liderança com nove pontos.

No sábado, o Independiente recebeu o Arsenal de Sarandi, campeão do último torneio Clausura e atualmente na quinta posição com oito pontos. O dia não foi dos mais felizes para o campeão de copas, que além de perder a partida e o técnico Cristian Díaz, continua em sua situação delicada para se manter na primeira divisão.  Hoje o Rojo está na penúltima posição do promedio com sérias e reais chances de jogarem a B Nacional no próximo ano.

Em um jogo morno e com poucas chances de gol, o River Plate empatou em seus domínios com o San Lorenzo e caiu para a oitava posição com sete pontos. Já pelos lados de Boedo (sede do San Lorenzo), a situação é de alerta depois deste empate.  Com uma campanha irregular, El Ciclón está em 12º lugar na classificação e à beira de entrar na zona de rebaixamento.

Outras canchas

Amanhã às 19h15 tem um jogo de tirar o fôlego pela segunda-fase da Copa Sul-Americana. O Independiente, em má fase no torneio caseiro, recebe no estádio Libertadores da América o Boca Juniors, vice-líder do torneio nacional e campeão da Copa Argentina.

No primeiro confronto as duas equipes fizeram jogo empolgante, com o placar só decidido nos minutos finais da peleja. O resultado de 3 a 3 conquistado em La Bombonera deixa o Independiente em situação confortável, pois pode empatar em até dois gols que estará classificado para as oitavas de final do torneio. É a chance dos Rojos salvarem o semestre que até o momento segue complicado.

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* A coluna En la Cancha fala sobre os principais assuntos do futebol sul-americano.

por Rodrigo Svrcek | @svrcek_rodrigo

domingo, 26 de agosto de 2012

Comentário da Redação > Corinthians 1x2 São Paulo

Visão tricolor > Rouco (por uma boa causa)
por Thiago Jacintho | thi.jacintho@gmail.com

Fazia muito, mas muito tempo mesmo que eu não gritava gol do São Paulo com tanta vontade e emoção. Fazia tempo que eu não corria pela casa (é um ritual de comemoração que tenho) pulando, batendo no peito, feito um orangotango clássico, abrindo as janelas do apartamento e berrando para a rua que "somos fodas"!

Hoje, portanto, foram quebrados dois tabus: o São Paulo derrotou o Corinthians pelo Brasileiro depois de 6 anos e eu exaltei meu time de coração pela primeira vez no ano.

É verdade que tivemos sorte no começo do jogo. Logo aos seis minutos, Paulo Assunção errou um passe no campo de defesa e Sheik, após receber passe de Paulinho, abriu o placar. Depois do tento, foi um festival de cagadas da defesa do Tricolor, para deleite dos corintianos, que como de costume, marcavam a saída de bola.

Paulinho, e novamente Sheik, perderam gols inadmissíveis, principalmente o atacante, que com o gol parcialmente vazio, chutou a bola nas costas de Rhodolfo que estava caído. Faltou calma ao jogador alvinegro.

Depois de 15 minutos de intenso bombardeio, o São Paulo equilibrou as ações e passou a tocar a bola com mais tranquilidade. Jadson e Lucas armavam o time e buscavam Luis Fabiano na frente, que hoje bateu os recordes de impedimentos em um só jogo em sua brilhante carreira (sete).

Aos 23, Lucas arrancou no meio de campo e lançou o Fabuloso, que de primeira, chutou no contrapé de Cássio. Empate, gritaria e rouquidão. Isso sem contar os socos na parede que dei.

Dali em diante o jogo mudou. O Corinthians, ressabiado com a melhora do rival, postou-se menos agressivo, enquanto o São Paulo impôs o seu jeito de jogar, tocando a bola e esperando o melhor momento.

(Confesso que não vi os 15 minutos finais do primeiro tempo porque fui fazer um café e não tava achando fósforo pra acender o fogo).

Na segunda etapa o que se viu foi uma repetição dos minutos imediatos após o gol de empate do Tricolor. Tanto foi assim que aos 16 Jadson lançou o Fabuloso, que entrou sozinho, no mano a mano com Cássio, deu uma bela meia lua no goleiro e chutou para o gol vazio. Era a virada em pleno “Paca”.

O Corinthians se enervou e passou a errar jogadas bobas e cometer faltas violentas. Três foram os jogadores que levaram cartão amarelo. Já o São Paulo administrou o resultado e saiu vencedor do duelo.

Clichê, mas sempre um fato: no futebol, triunfa quem joga sério. Parece que o São Paulo reaprendeu essa máxima.

Conceitos


Rogério Ceni – BOM: Guerreiro demais, fez boas defesas, cobrou uma boa falta e aguentou ficar em campo até o fim, no sacrifício. O cara ama o que faz, é um exemplo, é foda!
Paulo Miranda – BOM: Ninguém armou nada nos setores do campo em que atuou. Mostrou liderança em diversos momentos do jogo.
Rafael Toloi – REGULAR: Deu umas pixotadas feias demais, sorte que ninguém aproveitou.
Rhodolfo – BOM: Não comprometeu e salvou o segundo gol dos caras por estar, por mero acaso, no lugar certo, na hora certa.
Douglas – BOM: Defendeu e atacou certinho. Deu um belo chute no segundo tempo.
Paulo Assunção – REGULAR: Fez uma merda homérica no gol do Corinthians e quase entregou o segundo também. Depois melhorou.
Denílson – ÓTIMO: Raçudo. Sangue no olho. Lugano brasileiro.
Maicon – BOM: Tirou umas sonecas ao longo da partida, mas no geral foi bem, ajudou a armar e a defender.
(Cícero) – SEM CONCEITO: Jogou pouco. Obs.: feliz aniversário, Cícero.
Jadson – BOM: Apareceu mais no jogo, deu mais uma assistência e incomodou bastante.
Lucas – BOM: Correu bastante, amarelou o Paulo André e o Romarinho, deu o passe pro primeiro gol do Fabuloso.
Luis Fabiano - ÓTIMO: Fez dois gols, sendo o segundo um golaço, brigou muito, foi um dos líderes em campo. Partida histórica.
(Casemiro) – SEM CONCEITO: Jogou pouco também. Obs.: riu pra cacete com a comemoração de Usain Bolt do Luis Fabiano, mostrando que acompanhou as Olimpíadas. Garoto esperto.
Tec. Ney Franco – ÓTIMO: Manteve-se calmo quando tudo era caos e conseguiu que o time jogasse do jeito que ele quis. Conseguiu também a proeza de arrumar um lugar no time pro Paulo Miranda, e de quebra, arrumar a defesa.

Visão corintiana > Pressão só no começo e desespero no fim
por Rodrigo Bocatti

Há sete anos o São Paulo não vencia o Corinthians no Pacaembu. Todo são-paulino e corintiano lembra daquele 5x1 em 2005, que derrubou o técnico Passarela do Timão e deu início ao tetracampeonato brasileiro do Corinthians.

E para quem acompanhou o Majestoso pensou em um massacre do Timão. Marcando pressão, o Alvinegro criou pelo menos cinco ou seis chances de gol. Mas converteu só uma com Emerson. Sheik desperdiçou mais duas chances claras. E fez falta no final.

Com um gol de vantagem, o time do técnico Tite não aguentou o calor no Pacaembu e a partir dos 22 minutos começou a marcar a partir da intermediária e aí veio o castigo. Luis Fabiano empatou.

E o Corinthians parecia que não tinha mais forças. Mas nunca se subestima o Todo Poderoso. Dos 35 ao fim do primeiro tempo, pressão, porém sem efeito do Coringão. E o intervalo veio.

No início do segundo tempo, o Timão ficou esperando o São Paulo, para jogar do jeito que gosta, no contra-ataque, mas o feitiço foi ao avesso. O Tricolor apertou a marcação e o Timão ficou encurralado. Aos 16 em falha da zaga, Luis Fabiano fez o segundo na partida.

Tite ainda tentou. Martinez entrou, não estava em um dia tão bom, mas foi um dos melhores em campo.

O Corinthians ainda tentou uma pressão no final, mas não conseguiu o empate. Romarinho e Paulinho nervosos não tiveram paciência para empatar o jogo quando tiveram oportunidades.

Agora o Timão tem uma sequência difícil. Primeiro o Fluminense no Engenhão, na quarta-feira, e no domingo o Atlético-MG. Se jogar como nos primeiros 15 minutos, terá chance da vitória contra os líderes, porém serão jogos difíceis.

Conceitos

Cássio – REGULAR: Sem culpa no primeiro gol, no segundo poderia ter esperado como fez com Diego Souza na Libertadores. Seguro, fez boas defesas.
Alessandro – RUIM: Esteve bem no apoio, porém deixou muito espaço atrás. Em um deles, quase Maicon marcou.
(Luis Ramirez) – REGULAR: Entrou quando o Corinthians pressionava, tentou infiltrações pela direita do ataque.
Chicão – REGULAR: Bem nos desarmes, xerife na zaga, mas pecou no segundo gol do São Paulo.
Paulo André – PÉSSIMO: Falhou nos dois gols do São Paulo. E não ganhou uma jogada tanto pelo alto como por baixo.
(Guilherme) – SEM CONCEITO: Nem teve tempode suar.
Fábio Santos – REGULAR: Tentou apoiar e sofreu com Lucas pelo seu setor. Mas conseguiu bons desarmes, poderia ter se infiltrado pelo meio.
Ralf – REGULAR: Muito nervoso no começo do jogo. Depois se acalmou e fez bons desarmes, não deixou o Jadson criar.
Paulinho – REGULAR: Uma das suas piores partidas com a camisa do Timão. Não marcou bem e não apoiou, que é seu forte. Deu a assistência para o gol do Emerson e perdeu outros dois.
Douglas – PÉSSIMO: Enquanto esteve em campo, só cobrou escanteios e faltas. Falta ousadia para o camisa 10.
(Martinez) – BOM: Entrou e deu novo ânimo ao time. Tentou partir para cima, mas faltou um companheiro para fazer o pivô. Não pode ser reserva do time.
Danilo – RUIM: Tentou algumas jogadas, mas parecia cansado. Podia ter sido sacado. Não brilhou como em outros clássicos.
Romarinho – REGULAR: Buscou o drible, mas muitas vezes teve que buscar muito o jogo. Falta melhorar a pontaria. Teve a bola do jogo e desperdiçou.
Emerson – BOM: Voltando de lesão, foi o melhor do time, sempre buscando o jogo e tentando a finalização. Fez um gol e perdeu outros dois. Faltou um pouco de ritmo.
Tec. Tite – REGULAR: Poderia ter entrado com o Martinez no lugar do Romarinho. Mas foi ousado nas substituições, buscando a vitória.

Fotos: Terra


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* ÓTIMO, BOM, REGULAR, RUIM ou PÉSSIMO? No Comentário da Redação, você fica sabendo o que rolou nos principais jogos da rodada, incluindo análises individuais dos atletas.

Direto da Redação | redacao_esporte@hotmail.com | @redacaoesporte

sábado, 25 de agosto de 2012

Clinch > Hendo machucou, Jones reclamou e Dana quase chorou

Pela 1ª vez na história do UFC tivemos um evento cancelado. O UFC 151 marcaria a 4ª defesa de cinturão de Jon Jones (foto) contra o veterano, lenda e ex-campeão do Pride Dan Henderson, porém foi tudo para o "saco". Hendo machucou o joelho em um dos seus últimos treinos e não terá condições de combate para o dia 1º de setembro.

Sendo assim, começou uma grande novela. Iria acontecer o UFC 151? Jones lutaria? Quem seria seu adversário? Henderson teria mesmo machucado? Até então eram apenas boatos. Tudo seria esclarecido na coletiva urgente que Dana White convocou para a tarde da última quinta-feira. Incialmente, o "Big Boss" anunciou oficialmente a lesão de Hendo, depois disse que havia chamado Chael Sonnen (que subiu de categoria a pouco tempo) para substituir o antigo desafiante. Sonnen topou mas Jones não, o que deixou Dana nervoso, xingando Greg Jackson (treinador de Jon Jones) e dizendo que esta não era a atitude de um campeão.

Ele anunciou o cancelamento do UFC 151 e disse que Jon Jones lutaria dia 22 de setembro contra o brasileiro e ex-campeão Lyoto Machida. Ambos lutadores estavam de acordo com a luta, mas muitos, assim como eu, pensaram que o grande prejudicado seria o próprio Lyoto, que teria apenas um mês para se preparar para um title shot (luta pelo título). Irritado com o UFC desde que perdeu o cinturão, Quinton Jackson, o Rampage, que está no Brasil promovendo sua luta contra Glover Teixeira que ocorrerá dia 13 de outubro no UFC 153 ( no Rio de Janeiro) declarou que o UFC está chato. "São eventos todos os fins de semana. Acho ridículo esse lance de demitir um lutador após duas derrotas. Com medo de perder, ele sempre fará uma luta conservadora e os combates irão perdendo a graça".

Penso que mesmo preparando-se três meses, vencer Jones é complicado, que dirá um mês. E foi assim que Lyoto deve ter pensado também. Depois de aceitar o combate, o "Dragão", por volta das 23 horas, entrou em contato com Dana de novo e disse que estava voltando atrás e recusando convite pelo pouco tempo de preparação. Aí se iniciou novamente a novela, quem seria o desafiante de Jones?

Por volta da 1 hora da madrugada (horário de Brasília), Lorenzo Fertitta um dos proprietários do UFC, anunciou que Vitor Belfort (foto) iria subir de categoria e seria o mais novo desafiante de Jon Jones. Horas depois o próprio Vitor confirmou pelo seu Twitter e ainda citou uma parte do nosso hino nacional, "verás que o filho teu não foge a luta".

O combate ocorrerá dia 22 de setembro no UFC 152 em Toronto, Canadá. Jon Jones é mais lutador. É completo e extremante rápido, e com toda certeza é o favorito, mas não devemos esquecer que Belfort é um casca dura, de mãos muito rápidas (as mais rápida do MMA) e mesmo que poucas, tem chances sim de vencer Jon Jones. Só precisa estar em um dia inspirado.

O que mais rola no UFC 152

O evento também contará com outros dois brasileiros. Em busca de uma chance de disputar o cinturão dos penas (cujo o campeão é José Aldo), Charles "Du Bronx" Oliveira, que vem em ótima fase, enfrenta o americano Cub Swanson e é o favorito do combate. Já Vinny Magalhães, que participou do TUF live (reality show norte-americano do UFC), enfrenta o croata Igor Prokajac (púpilo de Mirko Cro Cop) e que vem de vitória contestadissima sobre o brasileiro Fábio Maldonado (Dana White e eu achamos que Fábio venceu, rsrs). O combate será pelos meio-pesados e não tem um favorito.

Card Oficial do UFC 152 (até o momento)

CARD PRINCIPAL

Jon Jones vs Vitor Belfort - Pelo cinturão dos pesos Meio-Pesados
Joseph Benavidez vs Demetrious Johnson- Pelo cinturão inaugural dos Pesos-Moscas
Michael Bisping vs Brian Stann - Peso Médio
TJ Grant vs Evan Dunham - Peso Leve
Matt Hamill vs Vladimir Matyushenko - Peso Meio-Pesado
Cub Swanson vs Charles Oliveira - Peso Pena


CARD PRELIMINAR

Igor Pokrajac vs Vinny Magalhães - Peso Meio-Pesado
Jimy Hettes vs Marcus Brimage - Peso Pena
Seth Baczynski vs Simeon Thoresen - Peso Meio-Médio
Mitch Gagnon vs Walel Watson - Peso Galo
Charlie Brenneman vs Kyle Noke - Peso Meio-Médio

Onde assistir: Canal Combate (Paw Per View).
Sportv (Não foi confirmado, mas provavelmente irá transmitir).

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* A coluna Clinch traz a análise dos principais eventos de artes marciais do planeta.



por Fernando Borchio | fernando.borchio@hotmail.com

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Tri do Morumbi > Por que eu não quero o Ganso no São Paulo

Calma para você que leu o título da coluna! Ainda não estou esclerosado ou com Alzheimer. Lógico que o Ganso é um ótimo jogador, com potencial a ser um craque e que é melhor que qualquer meio-campista da equipe são-paulina atual. A questão é a real necessidade de contratação do Tricolor para reforçar seu elenco.

Caso o São Paulo contrate PH Ganso, será uma espécie de déjà vu com no ano de 2002, onde o São Paulo, até então com uma longa fila de títulos e com uma grave crise, contratou o Ricardinho do Corinthians. Na época, Ricardinho era considerado o melhor meia esquerda do Brasil, tanto que fez parte do elenco da seleção brasileira campeã do mundo em 2002.

Aquela contratação teve muito mais um cunho político e de uma resposta à torcida do que entendimento da real necessidade do time. Assim como hoje, o elenco tinha vários jogadores fracos e necessitava de contratações pontuais para criar um elenco mais homogêneo.

Sendo assim, o erro de 2002 foi justamente gastar muito dinheiro num único jogador, pois numa equipe com carências defensivas, Ricardinho não conseguiu ajudar ao São Paulo a sair da fila.

Depois disso, só saímos da fila em 2005, num time sem estrelas, mas com bons jogadores para cada posição tendo uma mentalidade vencedora e objetiva. Essa mentalidade foi implementada por esses mesmos diretores atuais que parecem terem deixado isso para trás e se deixaram levar pelo desespero.

O São Paulo atual, a meu ver, não precisa de um Ganso, mas sim de vários “Mineiros”, “Josués” e “Luganos”. Ou seja, ao invés de gastar R$ 20 milhões num único jogador caro como Ganso, deveríamos gastar isso em zagueiros mais confiáveis, volantes que marquem melhor e meias que não façam apenas toques de lado. Essa é a saída para utilizar o dinheiro da venda do Lucas de forma correta e evitar que se cometa o mesmo erro de 2002.

Sul-Americana

Parece mentira, mas o São Paulo entrou em campo na terça-feira para jogar a partida de volta contra o Bahia pela Copa Sul-Americana.

A partida foi um festival de horror até os gols de Wiliam José e Maicon (pasmem!) apenas no final do segundo tempo.

Com o resultado de 2 a 0, passamos de fase a aguardamos o vencedor de Nacional-URU e LDU-EQU (o de mentira, menos famoso).

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* A coluna Tri do Morumbi analisa as novidades do único clube brasileiro tricampeão do mundo.

por Victor Mesquita | @victor_mesquita

Comentário da Redação > Verdão se classifica no sufoco

O Palmeiras foi ao Engenhão (pela terceira vez no mês) enfrentar o Botafogo, em jogo de volta da primeira fase da Copa Sul-Americana. Na ida o Verdão venceu por 2 a 0 e ontem o Fogão venceu por 3 a 1 (3 a 3 agregado) e o gol fora palmeirense resolveu a parada. Destaque para a "magia" que Felipão fez tendo doze desfalques e apenas cinco jogadores no banco.

Na primeira etapa o jogo teve certo equilíbrio. O Botafogo com sua força máxima não incomodou tanto e o Palmeiras se mostrava muito sólido defensivamente. O jogo estava um pouco parado e sem grandes chances de gol. Esse cenário era perfeito para o Verdão. Porém aos 34 minutos, nosso maior adversário entrou em cena de novo, a arbitragem! Lucas recebeu um lançamento impededido, tocou para Seedorf que só empurrou para o fundo das redes. O sinal de alerta deveria ser aceso, pois a vantegem estava menor. Mas aos 43, Patrik tratou de deixar tudo igual, em um belo gol que começou no belo passe de Barcos. O 1 a 1 era nosso.

A segunda etapa foi ruim demais para o Palmeiras. O time estava um pouco desorganizado em campo e estava abusando de jogadas pelas laterais. Percebendo isso, o Botafogo começou e jogar com efetividade pelo meio, e conseguiu chegar ao 2º gol. Em um vacilo da zaga, Renato recebeu a bola sozinho e só tirou de Bruno. Felipão quis reforçar a parte defensiva, porém, só trouxe o Botafogo mais ao ataque. Desesperado por mais dois gols, o clube carioca em um contra-araque fez o 3º com Lodeiro. Todos o palmeirenses nesse momento pensaram: "será que o pior vai acontecer?". Não, o pior não aconteceu. O Verdão segurou o resultado até o fim após sofrer uma pressão frenética.

Espero que essa classificação dê uma injeção de ânimo no time para enfrentar o Santos sábado no Pacembu. O time precisa se distanciar do Z-4 no Brasileirão para não ter que sofrer muito no fim.

Valdívia com dores na coxa (pra variar) deve voltar, assim como Correa, que não estava inscrito na Copa Sul-Americana.

Conceitos

Bruno - REGULAR: Não teve culpa nos gols.
Román - REGULAR: Marcou bem, mas deixou a desejar um pouco no apoio.
(Luiz Gustavo) - PÉSSIMO: Só fez besteira enquanto esteve em campo. Fez faltas desnecessárias, perdeu muitas bolas e deixou muitos buracos.
Maurício Ramos - RUIM: Inseguro, falhou um pouco no 2º gol botafoguense.
Leandro Amaro - BOM: Ao contário do normal, esteve seguro e afastou diversos perigos, mostrando consistência (algo raro).
Juninho - REGULAR: Forçou muitos cruzamentos. Marcou bem e conseguiu segurar a bola para o tempo passar no fim.
Henrique - BOM: Mais uma vez a grande proteção da zaga. Ainda por cima armou o time em alguns ataques.
João Vitor - REGULAR: Jogou fora de sua posição. Errou alguns passes e acertou em algumas jogadas.
Patrik - BOM: É um jogador ruim, mas às vezes brilha, fazendo boas jogadas ou gols. Ontem fez o gol do time (um belo gol) e conseguiu armar o time direitinho.
(Thiago Heleno) - SEM CONCEITO: Entrou no fim, apenas para gastar o tempo e reforçar a zaga.
Mazinho - REGULAR: Não é mais aquele jogador que foi na Copa do Brasil. Parece que o sucesso subiu sua cebeça um pouco. De bom ontem, apenas um lance em que quase fez o gol.
Obina - BOM: Jogou também fora da posição e consegiuu levar perigo à meta adversária. Quase fez um belo gol de bicicleta.
(Betinho) - BOM: Teve sua melhor atuação no Palmeiras. Sei que alguns vão pensar que sua melhor atuação foi contra o Coritiba na final do Copa do Brasil, mas naquele jogo apesar do gol que garantiu o título, ele esteve muito parado na frente e não conseguiu prender a bola. Ontem ele marcou, fez belas jogadas com bons dribles, prendeu a bola no fim e demonstrou um raça de dar inveja. Merece os parabéns pelo esforço.
Barcos - BOM: Prendeu a bola, fez a parede e deu um belo passe para o Patrik no gol.
Tec. Felipão - BOM: Fez "magia" colocando um time organizado em campo, apesar do fraco nível de alguns jogadores e dos desfalques.

Fotos:
Terra

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* ÓTIMO, BOM, REGULAR, RUIM ou PÉSSIMO? No Comentário da Redação, você fica sabendo o que rolou nos principais jogos da rodada, incluindo análises individuais dos atletas.

por Fernando Borchio | fernando.borchio@hotmail.com

Comentário da Redação > Empate no Chile ficou de bom tamanho

O Santos criou as melhores oportunidades da partida, mas também deu espaços para La U. O saldo de tudo isso é que o empate em 0 a 0 ficou de bom tamanho para os brasileiros na primeira partida da decisão da Recopa Sul-Americana, no duelo desta quarta-feira, no Chile.

No jogo final, em São Paulo, que acontece no longínquo dia 26 de setembro, o Santos precisa de uma vitória simples para levantar mais um troféu internacional. E pelo pouco que a Universidad de Chile apresentou ontem, não vejo dificuldades para isso.

O time praiano começou muito bem a partida, controlando as ações ofensivas, sem ligar para o clima da torcida adversária e também para a temperatura de Santiago, que chegou a 3ºC. E da-lhe chuva!

Neymar foi o comandante das duas melhores chances nos 20 primeiros minutos. Primeiro recebeu de Ganso, driblou Johnny Herrera, mas não chutou pro gol. Depois, fez um linda jogada pela direita e foi derrubado próximo à risca da área. O árbitro viu errado e assinalou pênalti.

Mas Neymar também errou. Após uma boa sequência sem desperdiçar penalidades (cerca de 15 meses), ele escorregou e isolou a bola. Uma pena, pois após esse lance, o camisa 11 caiu muito de produção e o time do Santos acompanhou.

La U assumiu a partida e foi pra cima, mas sem efetividade. Perdeu os melhores jogadores daquela campanha da Copa Sul-Americana 2011 e também da Libertadores 2012 e mesmo com mais posse de bola, não criou praticamente nada porque falha no fundamento passe.

Na etapa final, o panorama foi o mesmo e a partida foi bem chatinha pra falar a verdade. Só no final do jogo tivemos alguma emoção, quando Felipe Anderson (sempre ele), saiu na cara do gol e ficou com medo de chutar. Preferiu tocar mal para Neymar, que ainda conseguiu carimbar o travessão.

Ficou mesmo no 0 a 0. Apesar do torneio não ser o mais importante do mundo, um título sul-americano viria em um bom momento. E a chance é real de ver o caneco levantado pelo Santos no Pacaembu.

Conceitos

Rafael - REGULAR: Praticamente não trabalhou.
Bruno Peres - REGULAR: Oscilou demais. Precisa se acertar na marcação.
Bruno Rodrigo - BOM: Esteve bem posicionado, especialmente no jogo aéreo.
Durval - BOM: Muito chute pro mato, como um zagueiro deve fazer!
Juan - RUIM: Completamente perdido na marcação. La U tentou explorar muitos lançamentos nas suas costas.
Adriano - BOM: Correu muito e marcou muito.
Arouca - ÓTIMO: Vem sendo o melhor jogador do Santos nas últimas partidas. Boas arrancadas saindo da defesa e pegando os adversários de surpresa.
Pato Rodriguéz - REGULAR: Alguns belos lampejos e só. Precisa pensar mais antes de correr.
(Felipe Anderson) - PÉSSIMO: Teve a chance de se consagrar no último lance da partida, mas ficou com medo de chutar pro gol estando somente ele e o goleiro dentro da área.
PH Ganso - REGULAR: Não fez uma partida ruim e também não estava de má vontade. Fez alguns brilharecos. Sobre a situação de vende/não vende: eu acho que ele não sai e que, se for pra sair, não deveria ser para um rival.
Neymar - REGULAR: Teve um início brilhante, mas depois do pênalti perdido caiu bastante. Mesmo assim, quase deixou o seu no final da partida.
André - PÉSSIMO: Não esteve em campo.
(Miralles) - BOM: Dá muito mais movimentação que André.
Tec. Muricy Ramalho - BOM: Manteve o time que vem jogando bem e fez alterações justas.

Se você é santista sabe: torcer para o Santos é um orgulho que nem todos podem ter. Clique aqui, curta a página e fique bem informado sobre o Peixe.

Foto:
EFE
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por Ricardo Pilat
| pilatportasio@gmail.com | @ricardopilat

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

En la Cancha > A bola do Campeonato Argentino também rola aqui no Redação do Esporte

Neste ano a tevê fechada (Fox Sports) começou a transmitir o Campeonato Argentino aqui para as terras brazucas. E o Redação do Esporte não ia ficar atrás. A partir desta semana você irá acompanhar todas às terças-feiras um balanço de rodada do fim de semana.

Até agora foram realizadas três rodadas do primeiro turno.  O campeonato começou equilibrado e cinco equipes dividem a liderança com sete pontos conquistados.  Os tradicionais Racing e Newell´s Old Boys se juntam às surpresas Colón, Godoy Cruz e Quilmes na ponta. Os gigantes Boca Juniors e River Plate, que voltou da B Nacional, vem logo atrás com seis pontos.

Passando por reformulação após a perda da Libertadores, o time da Bombonera luta para manter o time competitivo e encontrar uma nova forma de jogar já que seu grande maestro, Riquelme, decidiu não jogar mais pelo clube e segue com futuro indefinido. 

No ano em que volta da segunda divisão, os "Millionarios" apostam em jogadores revelados na base do clube como Funes Mori e Lanzini para retomar o caminho das vitórias e reafirmar sua supremacia de maior campeão nacional.

Outro time que merece uma olhada mais de perto nesta temporada é o Newell´s, que conta com a competência de Gerardo Martino, técnico do Paraguai na última Copa, no banco de reservas e com o talento de velhos conhecidos como Maxi Rodrigues e Gabriel Heinze, que voltam ao clube após muitos anos no futebol europeu.

Além dos leprosos, outro grande que tem chamado a atenção é o Racing de Avellaneda que joga suas fichas em uma mescla de juventude com jogadores experientes como Mauro Camoranesi (campeão do mundo em 2006 pela Itália), e o goleiro Sebastian Saja ex-Grêmio.

Se por um lado clubes tradicionais disputam rodada a rodada a ponta da tabela, há clubes que este ano vão lutar desesperadamente para se manter na primeira divisão. Esse são os casos de  San Lorenzo e Independiente, que estão nas últimas colocações do promedio (sistema que define os três rebaixados). Por isso precisam de ótimas campanhas para não irem jogar a B nacional no próximo ano.

Seja lá qual for o time que você torça ou se irá acompanhar só para conhecer melhor o futebol praticado por nossos maiores rivais, uma coisa é certa. Não faltara emoção e disputas acirradas rodada a rodada para definir quem será o supercampeão argentino de 2012/2013.

Novidades

Para esta temporada algumas novidades foram implantadas no regulamento do campeonato argentino.  A primeira delas é que não há mais os torneios clausura e apertura. A partir de agora o torneio será divido em dois turnos, chamados de inicial e final.  Ao fim do campeonato haverá jogo único entre os campeões de cada turno, em campo neutro, para definir quem será o supercampeão argentino da temporada.

Outra mudança foi no sistema de rebaixamento. Ainda persiste o promedio (sistema de média entre pontos/jogos dos times nas ultimas três temporadas). Porém, os três times com as piores médias serão rebaixados para a B Nacional de forma direta, pois não existe mais a Promoción.

Outras canchas

Não poderia deixar de falar sobre o duelo de logo mais entre Universidad de Chile e Santos pela Recopa Sul-Americana. As duas equipes, que foram campeãs da Copa Sul-Americana e da Libertadores em 2011 respectivamente, além  de semifinalistas da principal competição do continente no primeiro semestre passam por situações idênticas.

Tanto a equipe chilena quanto a brasileira passam por um processo de reformulação em relação aos elencos que dominaram a América no ano passado.  As duas perderam jogadores importantes para esse ano e tiveram que mudar a forma de jogar.

A primeira partida da final tem tudo para ser bem equilibrada. Será o duelo da posse de bola e cadência chilena contra o contra-ataque veloz e o poder de desequilíbrio de Neymar, principal jogador brasileiro da atualidade.

Veremos o que acontece no Estádio Nacional do Chile às 22h desta quarta-feira. O jogo está com cara de empate, o que seria um ótimo resultado para a equipe santista, que faz o jogo de volta no Pacaembu. Semana que vem eu volto, com a análise da rodada do argentino e minhas impressões sobre o primeiro jogo da final Recopa Sul-Americana. Até lá, que siga la pelota.

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* A coluna En la Cancha fala sobre os principais assuntos do futebol sul-americano.

por Rodrigo Svrcek | @svrcek_rodrigo

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Comentário da Redação > Derrota que não deveria ter acontecido

O Palmeiras foi a Goiânia enfrentar o Atlético-GO pela 18ª rodada do Brasileirão e sofreu uma derrota que não deveria ter acontecido. Não deveria ter acontecido pois esse é um famoso jogo de seis pontos, devido ao fato do clube goiano ser um adversário direto do Verdão na zona do rebaixamento. O jogo foi 2 a 1, mas mesmo perdendo o Palmeiras permanece fora do z-4.

A primeira etapa começou com o Atlético melhor. O time permanecia grande parte do tempo no ataque e tinha um meio-campo muito bem postado. O Verdão estava perdido. Com grande vacilo da zaga palmeirense, o Dragão abriu o placar com Eron. A partir daí, o Palmeiras se soltou em campo, e empatou com Barcos (pra variar). A etapa inicial foi até o fim com o time paulista no ataque, buscando jogo, porém o gol não veio.

A segunda etapa já iniciou com um Palmeiras bem postado, chegando à frente sempre e tendo boas condições fazer o gol. Felipão lançou Obina, porém deixou a parte defensiva muito aberta, e pra variar a zaga permanecia insegura. Henrique fazia falta no meio campo.

O time chegava bastante no ataque, mas quem marcou foi o Atlético. Após cruzamento na área e ajeitada de seu companheiro, Raynner colocou o Dragão em vantagem e assegurou os três pontos. O Palmeiras está em 16º.

Na próxima rodada o Verdão enfrenta o Santos, que vem embalado com a volta de Ganso, Neymar e André. Uma vitória seria de extrema importância.

Conceitos

Bruno - REGULAR: Não teve culpa nos gols.
Román - RUIM: Foi bem na partida como lateral, mas falhou no segundo gol do Atlético.
Thiago Heleno - REGULAR: Não errou na partida. Saiu machucado.
(Leandro Amaro) - RUIM: Também falhou no segundo gol. Insegurança deve ser seu lema.
Mauricio Ramos - RUIM: Falhou no primeiro gol e esteve muito inseguro.
Juninho - RUIM: Errou muito.
Correa - REGULAR: Melhor do que imaginava. Acertou os passes, mas não decidiu em nada.
(João Denoni) - SEM CONCEITO: Pouco tocou na bola.
João Vitor - REGULAR: Deu um belo passe no gol do Palmeiras, mas fez muitas faltas.
Patrik - PÉSSIMO: Perdeu um gol na cara e só fez besteira (algo normal).
Valdívia - PÉSSIMO: Quase não tocou na bola.
(Obina) - REGULAR: Quase fez um golaço. Nada mais. A bola não chegou muito também.
Mazinho - RUIM: Muito apagado também. Perdeu muitas bolas.
Barcos - ÓTIMO: Fez gol, marcou, fez a parede, levou perigo. Fez tudo praticamente.
Téc. Felipão - REGULAR: Não teve culpa no resultado. São muitos desfalques.

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* ÓTIMO, BOM, REGULAR, RUIM ou PÉSSIMO? No Comentário da Redação, você fica sabendo o que rolou nos principais jogos da rodada, incluindo análises individuais dos atletas.

por Fernando Borchio | fernando.borchio@hotmail.com

Comentário da Redação > Santos 3x2 Corinthians

Visão santista > Vitória importante e justa (apesar do bandeira)
por Ricardo Pilat | pilatportasio@gmail.com | @ricardopilat

Com um futebol que agradou bastante a torcida, o Santos derrotou o Corinthians por 3 a 2 na Vila Belmiro, neste domingo. A vitória foi polêmica e contestada pelos corintianos, revoltados com o segundo gol do Peixe, de André. Dois impedimentos claros e um contestável na mesma jogada. Realmente, um erro grotesco do bandeira e o Timão tem razão para reclamar. Mas eles também já foram ajudados tantas outras vezes... essa é a arbitragem brasileira, uma vergonha! Hoje eu sou prejudicado, amanhã é você.

Mas o jogo foi muito bom, aliás. A motivação do Santos é outra com a volta de Neymar, André e Ganso. Todo mundo está se doando muito mais. E jogando contra o Corinthians, que está entalado na garganta (e continua, apesar da vitória), tudo isso foi em dobro.

Mesmo assim, o time teve dificuldade no primeiro tempo, quando encontrou os mesmos problemas do jogo da Libertadores em que o Santos saiu derrotado. O Corinthians marcou forte desde o campo de ataque e o Peixe tinha dificuldade para criar alguma coisa. Nisso, errava passes no meio e proporcionava contra-ataques. Em um deles, a jogada foi parada com falta. Douglas cobrou bem e Danilo abriu o placar.

Eis que Neymar surgiu. E Ganso também - que apesar de ter deixado a torcida com um pé atrás, ontem foi bem e mostrou vontade. O camisa 10 tocou para o 11, que passou por uns 5 ou 6 corintianos e achou André livre no meio da área para empatar. Era a volta da dupla da dancinha!

No início do segundo tempo, a polêmica jogada em que André fez 2 a 1. A partir daí, o Santos foi o senhor do jogo e transformou a dedicação da etapa inicial em bom futebol. Patito foi uma arma muito importante, pois desafogou o jogo de Neymar, criando opções de ataque pelo lado direito.

O time ia bem, não corria risco nenhum de empate e além de desperdiçar alguns contra-ataques, perdeu pelo menos duas chances claras de gol com Arouca e André. Fez falta. Porque o Corinthians, em um lance isolado de falha defensiva da equipe praiana, se aproveitou e empatou com o argentino Martinez.

O empate não seria injusto, mas também não acho injusto que o Santos não saísse com a vitória pelo que apresentou especialmente no tempo complementar. E foi novamente com inspiração de Neymar que o time de Muricy alcançou os três pontos. Ele fez uma bela jogada que terminou com Cássio espalmando para escanteio. A cobrança foi do craque santista e caiu na cabeça de Bruno Rodrigo. O zagueiro fechou o placar.

Muito importante vencer e fazer isso contra o Corinthians dá mais motivação para a equipe tentar uma arrancada por posições mais dignas na tabela. Pelo menos G4 dá pra tentar. Time pra isso nós temos.

Conceitos

Rafael - RUIM: Não que tenha falhado nos gols, mas acho que eram bolas "pegáveis".
Bruno Peres - BOM: Caiu como uma luva na lateral direita do Santos. Falha um pouco na marcação, mas compensa no apoio.
Bruno Rodrigo - REGULAR: Fazia uma partida complicada, dando muito espaço aos atacantes do Corinthians. Inclusive no gol do Martinez. Se redimiu com um belo gol de cabeça.
Durval - BOM: Ao contrário do companheiro de zaga, foi muito bem. Não deu moleza para o Guerrero.
Léo - REGULAR: Errou alguns passes bobos.
Arouca - BOM: Teve uma boa movimentação. Marcou bem e saiu pro jogo quando necessário. Precisa calibrar o pé, pois teve duas boas chances de gol.
Adriano - ÓTIMO: Sua dedicação é um exemplo para todo o elenco.
Patito Rodriguez - BOM: Entrou muito bem no time. É veloz e habilidoso, apesar de um pouco afobado. Com sua presença do lado direito, o time desafoga um pouco Neymar, pela esquerda.
(Felipe Anderson) - PÉSSIMO: Entrou para manter os bons ataques pela direita, já que Patito pediu pra sair. Claro que não deu certo, pois estamos falando de Felipe Anderson.
PH Ganso - BOM: Mostrou vontade de vencer e de jogar pelo Santos. É o mínimo que espero, pois futebol ele tem.
(Ewerton Páscoa) - SEM CONCEITO: Entrou pra parar o tempo.
Neymar - ÓTIMO: Decidiu o jogo quando a bola caiu no pé dele.
André - BOM: Dois gols de oportunismo - relevando o impedimento não marcado.
(Miralles) - BOM: Segue sendo boa opção para o segundo tempo. Se movimenta bem.
Tec. Muricy Ramalho - BOM: Fico feliz por ele estar apostando nessa formação mais ofensiva. Espero que continue assim.


Visão corintiana > Timão joga bem, mas é prejudicado pela arbitragem
por Pedro Silas | pedro_sccp@hotmail.com

O Corinthians voltou ao palco da épica vitória por 1 a 0 sobre o Santos, pela semifinal da Libertadores 2012. Desta vez, em partida sem grande importância, válida pelo Brasileirão, o campeão da América saiu de campo derrotado. Mas não mereceu o resultado. Além de terem jogado um ótimo futebol, os visitantes acabaram sendo prejudicados por um erro incrível da arbitragem no segundo gol santista (ver sequência ao lado).

Assim como no decisivo jogo na Vila pelo torneio sul-americano, o Timão se mostrou muito a vontade, como se estivesse em casa. Com personalidade e espaço para atacar no primeiro tempo, Romarinho saiu duas vezes na cara do gol, mas não conseguiu pegar em cheio na bola e o goleiro Rafael interviu bem. Se não dá por baixo, o artilheiro do time na temporada trabalha pelo alto: Danilo, de cabeça, abriu o placar.

Sem levar sustos até então, o sistema defensivo corintiano deu pane e deixou Neymar arrancar pela direita e cruzar para André empatar o jogo. Depois de uma ótima primeira etapa, a equipe de Tite foi para o vestiário lamentando a igualdade no placar. Poderia ter terminado os 45 minutos iniciais com uma vitória bem encaminhada se tivesse aproveitado as chances de gols e não bobeado diante do melhor jogador do Brasil.

Mas nenhum erro se compara ao do bandeira Emerson Augusto de Carvalho, no início do segundo tempo. Um dos lances mais bizarros que já vi a arbitragem protagonizar. Foram simplesmente TRÊS impedimentos não assinalados até André empurrar a bola para dentro do gol. Era só escolher UM para marcar. Simplesmente lamentável.

Não sou de ficar focando na arbitragem, nem de colocar a culpa da derrota toda em cima dela. Porém, para um time que dificilmente fica atrás no placar, tomar o gol da virada no início do segundo tempo, na casa do adversário, é um erro para lá de decisivo na partida. Até mesmo para a equipe que é, de longe, a mais difícil de ser batida no Brasil.

O time do Parque São Jorge, que em nenhum momento se postou defensivamente, seguiu no ataque em busca do gol de empate. E conseguiu. Um belo gol de Martínez, que já mostrou que sabe jogar bola. Pena que o gol do argentino não valeu o 10º jogo seguido do atual campeão brasileiro sem perder. Isso porque a defesa deu bobeira no jogo aéreo e Bruno Rodrigo subiu praticamente sozinho para dar a vitória ao Peixe.

Como disse acima, não dá para não colocar uma parte do resultado na conta da arbitragem. O erro influenciou bastante no placar final. Mas não se pode, também, deixar de comentar o jogaço que foi o clássico deste domingo. Um dos mais agradáveis que vi este ano no futebol brasileiro. Completos, são os dois melhores times do país.

Conceitos

Cássio - REGULAR: Sem culpa nos gols, fez duas boas defesas. Quase entrega o ouro em lance com os pés.
Guilherme Andrade - RUIM: O estreante estava nitidamente nervoso. Se escondeu.
Wallace - RUIM: Não passou confiança.
Paulo André - RUIM: Até fez algumas intervenções, mas quando foi um pouco mais exigido, falhou. Muito mal posicionado no primeiro gol do Santos.
Fábio Santos - RUIM: Outro que não transmitiu segurança. Também teve sua parcela de culpa no gol de empate.
(Denner) - SEM CONCEITO: Foi a campo depois dos 40 da etapa final, e nem sei porque entrou.
Ralf - BOM: Se a desfalcada zaga não foi pior, é porque o camisa 5 fez seu trabalho muito bem.
Paulinho - REGULAR: Talvez pelo desgaste da seleção, não foi o mesmo jogador. Porém, também não teve uma atuação ruim.
Douglas - BOM: Jogou o que se espera dele. Não se omitiu em nenhum momento, correu, e deu passes de camisa 10.
Danilo - BOM: Discreto e eficiente, o artilheiro do Timão na temporada fez mais um.
(Martínez) - BOM: Vem mostrando que veio mesmo para brigar por vaga no time titular. Belo gol!
Romarinho - BOM: Dificilmente joga mal, e hoje, mesmo sem transformar em gols as chances que teve, fez mais uma partida muito boa.
Guerrero - BOM: Gostei da participação do peruano, talvez seu melhor jogo até agora. Se movimentou bastante e mostrou inteligência. Falta o gol para, quem sabe, deslanchar como artilheiro.
Téc: Tite - BOM: Pensei no Martínez como titular desde o início e o Guerrero no banco, mas gostei muito do time na prática. Mesmo sem finalizar, a presença do centroavante peruano ajudou a equipe a criar mais. Fez certinho ao colocar o Martínez no lugar do Danilo. O argentino está pedindo passagem, o Emerson volta de contusão, Jorge Henrique sempre briga por vaga... ótima dor de cabeça para o treinador!

Fotos: Terra e Lancenet!


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Direto da Redação | redacao_esporte@hotmail.com | @redacaoesporte

domingo, 19 de agosto de 2012

Comentário da Redação > Na volta de Lucas, São Paulo goleia a Ponte Preta no Morumbi

Depois do vexame no meio da semana frente ao Náutico, o São Paulo conseguiu se reabilitar no Brasileiro com uma boa vitória em cima da Ponte Preta no Morumbi por 3 a 0.

A volta de Lucas (foto), após mais de um mês servindo a seleção brasileira, deu uma injeção de ânimo e qualidade a equipe tricolor que começou o jogo indo para cima da Ponte Preta.

Para facilitar, o atacante Roger da Ponte Preta, colocou a mão na bola dentro da área. Pênalti convertido pelo Mito Ceni.

Mesmo assim, o Tricolor não diminuiu o ritmo e logo conseguiu o segundo gol ainda no primeiro tempo. Lucas, através de muita raça e talento, fez uma bela jogada com Ademilson resultando num belo gol de fora da área.

Depois, o São Paulo soube controlar bem a partida no segundo tempo e ainda foi presenteado com o belo gol de Oswaldo, que também fez sua reestreia na equipe.

Foi nítido que a volta de jogadores importantes podem fazer com que o São Paulo faça partidas melhores, pelo menos com equipes medianas como a Ponte Preta. No próximo domingo teremos um grande teste contra o Corinthians com a volta do Luis Fabiano e, quem sabe, do Wellington.

Conceitos

Rogério Ceni – BOM: Não teve muito trabalho e ainda marcou mais um gol na sua brilhante carreira.
Paulo Miranda – REGULAR: Por incrível que possa parecer, não deu muitos sustos. Mas o fraco ataque pontepretano tem grande culpa nisso.
Rafael Toloi – REGULAR: Sem muito trabalho hoje, não comprometeu.
Edson Silva – RUIM: É muito lento. É bom zagueiro para Copa Kaiser.
Paulo Assunção – REGULAR: Improvisado, não foi bem. Já no meio de campo mostrou ter uma boa marcação.
Maicon – REGULAR: Apenas passes de lado. Continuo a campanha: “Ei Maicon, passa no RH!”.
Denilson – REGULAR: Marca bem, mas tem muita dificuldade em ajudar na criação. Foi sacado da equipe depois de levar cartão amarelo.
(João Shimitd) – SEM CONCEITO: Jogou pouco.
Cortez – REGULAR: Fez algumas boas jogadas e não comprometeu na marcação. Foi substituído por ter levado cartão amarelo, mantendo a coerência do Ney Franco.
(Cícero) – SEM CONCEITO: Jogou poucos minutos.
Jadson – REGULAR: Hoje foi melhor que na quarta, pelo menos acertou alguns cruzamentos e buscou mais o jogo.
Lucas – BOM: Voltou com muita vontade! Sua presença ainda é fundamental para o São Paulo. É um jogador que consegue dar profundidade ao ataque tricolor. Sempre busca o gol e ainda ajuda na marcação. Tudo bem que foi uma grande negociação, mas é notável que perderemos um grande jogador.
(Oswaldo) – BOM: Entrou bem ligado, buscando o jogo e fez um golaço. É um jogador que, se jogar o futebol do ano passado, pode ajudar muito a equipe, principalmente em lances de velocidade como o do gol.
Ademilson – REGULAR: Não teve tanto brilho quantos os outros companheiros de ataque, porém foi participativo e deu o passe para o gol do Lucas.
Tec. Ney Franco – BOM: Hoje foi a prova que se ele tiver mais material humano de qualidade fará a equipe jogar melhor. Tomara que a volta de outros jogadores permita que ele crie uma equipe mais competitiva.

Foto: Vipcomm


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por Victor Mesquita
| @victor_mesquita

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Paddock da Redação > O nada agitado mercado da Fórmula 1

Estamos na metade das férias de verão da temporada da Fórmula 1. Época em que as equipes aproveitam para fazer ajustes e correções em seus bólidos para o restante da temporada e também é o período onde surgem os primeiros boatos, negociações e acertos de pilotos para a próxima temporada.

A dança das cadeiras, ou melhor, cockpits para 2013 ainda está morna, nenhuma novidade foi anunciada e nenhuma nova negociação foi confirmada ainda.  O que parece se desenhar é que as equipes e pilotos estão esperando a Ferrari definir quem será o novo companheiro de Fernando Alonso no futuro. A princípio, Massa não vai permanecer na equipe e já deve estar procurando uma nova escuderia para continuar na categoria.

Outro brasileiro que tem seu futuro ameaçado é Bruno Senna. Apesar do bom desempenho na última corrida, o sobrinho do tetracampeão luta com o finlandês Valtteri Bottas, piloto de teste e aposta da Williams, por uma vaga como segundo piloto em 2013. Só um desempenho consistente na reta final da temporada pode assegurar sua vaga na equipe.

A prateada McLaren corre para oferecer um pacote competitivo a fim de segurar seu primeiro piloto e principal aposta de vitórias, Lewis Hamilton, que já disse que só permanece na histórica escuderia se a equipe lhe oferecer um carro que lhe possibilite lutar por título e vitórias.

Timo Glock, da Marussia, foi o único piloto que se manifestou até o momento, dizendo que apesar de lutar sempre no pelotão de fundo nas corridas ele vai permanecer na equipe russa para a próxima temporada.  Com um mercado ainda morno em definições e especulações para o próximo ano, essa pausa de verão foi menos movimentada que em anos anteriores.

Todas as definições e danças das cadeiras devem começar a aparecer a partir do GP de Monza, no dia 9 de setembro, quando a Ferrari costuma anunciar sua dupla de pilotos para a temporada seguinte, iniciando assim a efeito dominó nas trocas e permanências para a temporada 2013.







* A coluna Paddock da Redação traz bastidores e análises da Fórmula 1, a principal categoria de automobilismo do mundo.

por Rodrigo Svrcek
| @svrcek_rodrigo

Comentário da Redação > Santos vence e se recupera no Brasileirão

Quando o jogo começou todos pensaram que com a pressão do Figueirense e com Juan expulso logo aos 10 minutos de jogo, os santistas poderiam temer pelo pior, mas a vitória veio, 3 a 1, e o Peixe se afastou da zona da degola nesta quinta-feira.

O jogo ficou muito pegado. Aos 30 minutos, Neymar ia passando em direção ao gol, mas Túlio deu uma entrada forte e foi expulso, igualando o número de jogadores em campo. Com os dois times com dez jogadores, o Santos pôs a bola no chão e com toques rápidos, logo dominou o jogo.

E só não abriu o marcador por falta de capricho dos atacantes, que desperdiçaram pelo menos dois gols claro. E deixava espaço para o contra-ataque que o Figueira, com o mesmo problema de pontaria, não aproveitava.

Na volta para o segundo tempo, logo aos 2 minutos, Fernandes agradeceu bobeada da zaga e livre, de cabeça abriu o placar para o time da casa. Em desvantagem, o time de Muricy Ramalho foi para o ataque e aos 5, em linda jogada, Neymar empatou. Com a igualdade, os donos da casa não se arriscaram muito.

Bem postado na defesa depois do gol tomado, e com o meio de campo jogando bem, o Peixe tomou conta do jogo. E em uma linda jogada de Bruno Peres, virou o jogo. E o golpe final veio com Neymar, que recebeu em posição legal e só rolou para Ganso fechar o marcador.

Com 20 pontos, o Santos se afastou do Z-4 e esta na 14ª posição. E agora enfrenta o Corinthians, no domingo. O Figueirense é o lanterna.

Conceitos

Rafael Cabral – BOM: Sem culpa no gol, voltou bem e não comprometeu.
Bruno Peres – REGULAR: Bem no apoio e uma avenida no primeiro tempo.
Bruno Rodrigo – BOM: Jogou sério, boas saídas de bola.
David Braz – RUIM: O gol saiu pelas suas costas.
Juan – PÉSSIMO: Só foi notado em campo quando foi expulso aos 9 minutos do primeiro tempo.
Adriano – REGULAR: Bons desarmes, mas podia ter ido mais a frente.
Arouca – REGULAR: Bons desarmes. Poderia ter subido mais ao ataque,como elemento surpresa.
Patito Rodriguéz – REGULAR: Nos 12 minutos que esteve em campo, tentou armar o Peixe.
(Gérson Magrão) – REGULAR: Entrou e ficou mais na defesa. Poderia ter aparecido mais no ataque.
Ganso – BOM: Voltando de lesão, distribuiu bem o jogo e foi coroado com um gol no final.
Neymar – ÓTIMO: Depois de 14h de viagem, parece que descansou muito. Com dribles e chutes, foi o melhor do jogo e fez um golaço.
André – BOM: O entrosamento ainda não é o mesmo de 2009, mas fez um bom jogo.
(Miralles) – REGULAR: Tentou fazer o papel do pivô e foi bem.
Tec. Muricy Ramalho – BOM: Com a volta de Neymar, pôde escalar o que tem de melhor e venceu pela primeira vez fora de casa nesse Brasileiro.

Foto: Agência Estado

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* ÓTIMO, BOM, REGULAR, RUIM ou PÉSSIMO? No Comentário da Redação, você fica sabendo o que rolou nos principais jogos da rodada, incluindo análises individuais dos atletas.

por Rodrigo Bocatti

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Comentário da Redação > Verdão vence Flamengo e deixa o Z-4 mais uma vez

O Palmeiras jogou na noite desta quarta-feira contra o Flamengo na Arena Barueri e conseguiu uma ótima vitória de 1 a 0, deixando assim a zona do rebaizamento do Brasileirão e dando um alívio aos seus torcedores.

O primeiro tempo foi na maioria do Verdão. No inicio o Flamengo até esteve melhor, devido a fragilidade de marcação da equipe palmeirense, que não estava demonstrando vontade, mas o jogo praticamente mudou aos 21 minutos, quando Ibson foi expulso. A partir daí só deu Palmeiras. A equipe conseguiu ter a organização atrás e na frente, mostrando um bom equilibrio. Valdívia de volta estava fazendo a bola chegar com mais facilidade a frente.

Foi assim que o clube palestrino abriu o placar aos 35 minutos. Após ótima jogada de Patrik (coisa rara), Artur chutou para o gol e Felipe deu rebote, e adivinhem quem botou a bola para dentro? Barcos de novo. O Palmeiras ainda exerceu uma pressão no final e por pouco não aumentou o placar com Barcos de novo.

O segundo tempo também foi do Verdão, porém o time sofreu um alguns momentos contra-ataques que poderiam ter levado perigo. O Flamengo deu uma arrumadinha, suprindo a expulsão de Ibson, mas falta no clube carioca uma coisa que tem de sobra no clube paulista, experiência. A fase do rubro-negro não é boa, e colocar os garotos logo no fogo pode atrapalhar a carreira deles. Falo isso como brasileiro pensando no futuro de nossa seleção.

No jogo, a experiência falou mais alto, e o Verdão conseguiu segurar a vantagem até o fim sem grandes pesadelos, tanto que se Bruno quisesse poderia ter pedido uma pizza no intervalo para não ficar tão sozinho no campo defensivo.

Uma coisa que o Verdão deverá tomar mais cuidado nas próxima rodadas é o número de cartões amarelos recebidos. Teve momento que nove dos onze jogadores estavam pendurados no jogo.

Na próxima rodada, o Palmeiras enfrenta o Atlético-GO. O mando é do clube de Goiânia, porém o jogo será realizado em Serra do Lago - DF.

Conceitos

Bruno - REGULAR: Seu único esforço no jogo foi bater os tiros de meta.
Artur - REGULAR: Pouco fez no jogo, só participou do gol e mais nada.
Thiago Heleno - BOM: Seguro no jogo inteiro.
Maurício Ramos - REGULAR: Errou em alguns lances e pouco trabalhou.
Juninho - BOM: Muito bem ontem. Não errou quase nada e no final prendeu bem a bola.
Marcos Assunção - REGULAR: Bem nas bolas paradas, mas não joga muito bem desde a final da Copa do Brasil.
(Márcio Araújo) - BOM: Fez bem a sua função, marcar.
Henrique - REGULAR: Seguro defensivamente, errou alguns passes.
Patrik - BOM: Foi um dos melhores em campo. Criou a bela jogada do gol.
Valdívia - BOM: Buscou jogo, criou e não levou cartão.
Mazinho - REGULAR: Criou algumas boas jogadas na frente. Nada mais.
(Fernandinho) - RUIM: Perdeu um gol na cara que podia de vez ter resolvido o jogo.
Barcos - BOM: Sua fase é para dar inveja em qualquer atacante.
(Obina) - SEM CONCEITO - Entrou no fim.
Téc. Murtosa - BOM: Fez as substituições na hora certa.

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por Fernando Borchio | fernando.borchio@hotmail.com

Comentário da Redação > Falhas individuais decretam derrota tricolor no Recife

As velhas falhas da defesa e os erros individuais foram determinantes para a vergonhosa derrota tricolor frente ao Náutico nesta quarta-feira, por 3 a 0, em Recife.

Logo no início do jogo, o time pernambucano pressionou o São Paulo por meio de jogadas aéreas, o ponto fraco da defesa tricolor desde o início do campeonato. Essa estratégia deu resultado logo, pois num cruzamento mal afastado pela defesa o rebote caiu no pé do atacante do Náutico que chutou a bola na mão do zagueiro Rafael Toloi. Juiz assinalou pênalti que foi convertido pelo atacante Kieza.

Assim como em outras partidas que o São Paulo saiu perdendo, não conseguiu reagir e num contra-ataque, somada com a falha do lateral Douglas na marcação, Araujo completou para as redes marcando o segundo gol da partida.

O segundo tempo veio e o panorama não mudou. O São Paulo continuava sem saber o que fazer com a bola e, para piorar, Rogério Ceni falha na saída num escanteio despretensioso e marca um gol contra. O terceiro gol decretou praticamente o fim da partida.

O diagnóstico do mau momento tricolor continua o mesmo: o elenco é fraco e ainda não tem condições de brigar pelas primeiras posições do campeonato. Sendo assim, na atual realidade, se não entrarmos cautelosos e atentos, até mesmo contra o Náutico podemos perder sim da forma como foi o jogo desta quarta-feira.

Conceitos


Rogério Ceni – RUIM: Vinha fazendo uma boa partida até a falha bizarra no terceiro gol. Tem crédito ilimitado com a torcida.
João Filipe – SEM CONCEITO: Jogou cinco minutos, levou amarelo e foi logo sacado para não fazer estrago maior. Espero que tenha ficado claro para o Ney Franco que ele não é confiável. O problema é que Rhodolfo está suspenso para o próximo jogo, vamos então colocar quem no lugar? Paulo Miranda?
(Casemiro) – RUIM: Mais perdido que gringo na rua 25 de Março.
Rafael Toloi – RUIM: Mal de novo, principalmente nas bolas aéras e no combate aos leves atacantes do time pernambucano.
Rhodolfo – RUIM: Que eu contei, foram mais de cinco faltas cometidas por ele. Muito nervoso e desconcentrado hoje.
Douglas – PÉSSIMO: Mais um jogo que ele pede para sair porque fazia uma má partida. Isso é uma atitude inadmissível para as tradições tricolores. Precisamos de alguém que lhe faça sombra urgentemente.
(Paulo Assunção) – SEM CONCEITO: Entrou quando a vaca já tinha ido para o brejo.
Denílson – RUIM: Foi mal desta vez. Não tem qualidade para ajudar na criação e perdeu todas as bolas rebatidas para o meio-campo do Náutico.
Maicon – RUIM: Voltei com a campanha “Maicon, passa no RH”.
Jadson – RUIM: Hoje nem escanteio acertou. Mal com ele, pior ainda quando nem aparece para o jogo.
(Wilian José) – SEM CONCEITO: Sua entrada já é um recado de que acabaram as chances de sair gol para o São Paulo. Jogou pouco, como sempre, portanto sem nota.
Cortez – RUIM: Sucumbiu junto com a equipe toda.
Cícero – REGULAR: Das poucas bolas que recebeu arriscou algumas jogadas que levaram perigo.
Ademilson – RUIM: Mal como toda a equipe.
Tec. Ney Franco
– RUIM: Ontem foi refém da má apresentação individual de alguns jogadores e da péssima qualidade de seu banco de reservas. Mesmo assim, a substituição do João Filipe logo no começo do jogo mostrou sua insegurança quanto a suas decisões.

Foto: Gazeta Press
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* ÓTIMO, BOM, REGULAR, RUIM ou PÉSSIMO? No Comentário da Redação, você fica sabendo o que rolou nos principais jogos da rodada, incluindo análises individuais dos atletas.

por Victor Mesquita
| @victor_mesquita