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terça-feira, 30 de abril de 2013

Clinch > E o falastrão calou-se de novo

Rolou no sábado em New Jersey a edição de número 159 do maior evento de artes marciais mistas, o UFC.

O card em sua maioria foi formado por atletas que vem de derrotas em outras lutas e estão na berlinda, ou seja, podem ser demitidos do evento. A luta principal da noite ficou por conta o jovem e genial Jon Jones contra o velho falastrão Chael Sonnen, em uma disputa pelo título dos meio-pesados. Disputa na qual, Sonnen não merecia estar nem um pouco. Se ele está aonde está é devido a sua lingua afiada, e a forma na qual promove as lutas. Dana gosta disso, e assim, sempre coloca o americano em grande eventos. A luta deste sábado não foi diferente. O Wrestler falou demais, prometeu bater em Jones e no fim ficou com cara de "tacho".

O linguarudo foi surrado e dominado pelo "bones" e acabou nocauteado no fim do 1º round. E por muito pouco, ele não sai do octógono campeão. No último minuto do assalto inicial, o detentor do cinturão quebrou seu dedo, e teve a sorte de o juiz não ver. Sendo assim, se não terminasse a luta imediatamente, não teria condições de lutar o 2º round, e assim perderia dramáticamente o título. Sorte que Jones tem competência para decidir a luta quando quer, afinal, seria uma palhaçada Sonnen se tornar campeão devido a desclassifiação de seu adversário.


Ainda não se sabe o próximo adversário de Jon Jones. O campeão, ficará de molho por algum tempo devido a lesão no pé, mas acredito que o próximo desafiante ao seu título, seja um lutador que de fato, mereça estar aonde estará. Nesse caso, aposto que seja o sueco Alexander Goustafsson ou o brasileiro Lyoto Machida.

Co-main event: Luta decidida de uma forma rara

O co-evento da noite foi entre o britânico e possível adversário de Anderson Silva no futuro, Michael Bisping e o americano Alan Belcher. Tudo estava indo certo no octógono, Bisping dominava a luta e em um dos seus diretos, a costura da luva do UFC pegou em cheio no olho de Belcher, impossibilitando ele de continuar na luta, que estava no início do 3º round. Como mais da metade do confronto já havia acontecido, o embate foi para a decisão técnica arbitral, onde os juízes julgaram os dois rounds que já haviam acontecido e o pedaço que rolou do último. No fim, vitória confirmada pelo britânico, que deu alguns saltos na categoria dos médios.

Noite ruim para o Brasil

O evento contou com a presença de apenas um brasileiro. Vinny Magalhães enfrentou Phil Davis e foi derrotado por decisão unânime. O "Pezão" foi domínado os três rounds pelo americano, que soube muito bem aplicar o seu jogo de trocação.

Resultado completo do UFC 159:

CARD PRINCIPAL
Jon Jones nocauteou Chael Sonnen a 4min33 do 1º round
Michael Bisping venceu Alan Belcher por pontos, após interrupção médica
Roy Nelson nocateou Cheick Kongo a 2min03 do 1º round
Phil Davis venceu Vinny Magalhães por pontos, em decisão unânime dos juízes
Pat Healy finalizou Jim Miller (mata-leão) a 4mom02 do 3º round

CARD PRELIMINAR
Rustam Khabilov nocateuou Yancy Medeiros a 2min32 do 1º round
Ovince St. Preux venceu Gian Villante por pontos, após interrupção médica
Sara McMann nocauteou Sheila Gaff a 4min06 do 1º round
Bryan Caraway finalizou Johnny Bedford (guilhotina) a 4min44 do 3º round
Cody McKenzie venceu Leonard Garcia por pontos, em decisão unânime dos juízes
Steven Siler venceu Kurt Holobaugh por pontos, em decisão unânime dos juízes

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* A coluna Clinch traz a análise dos principais eventos de artes marciais do planeta.




por Fernando Borchio | fernando.borchio@hotmail.com

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Gringolaço > De volta ao Emirates, Van Persie marca e United empata

O bom filho à casa torna, mas foi bem assim que a torcida do Arsenal recebeu Robin Van Persie no duelo contra o Manchester United. O camisa 20 mais uma vez foi protagonista dando passe para o primeiro gol do Arsenal e depois sofrendo pênalti e na sequência convertendo.

Querendo carimbar a faixa do United, os Gunners ganharam um presentaço logo no primeiro minuto de jogo quando Van Persie errou o passe no meio-campo. Rosicky recuperou a bola e encontrou Walcott (em posição irregular)  livre para marcar o primeiro gol da partida.

O gol sofrido deixou os atuais campeões perdidos. Rosicky, aos cinco, chutou de fora da área e quase ampliou. Cazorla também assustou no lance seguinte, enquanto Podolski perdeu a sua chance aos 31.

Persie estava nem aí com as provocações da torcida adversária e aos 38 quase o holandês empatou. Nani cruzou da esquerda para Van Persie cabecear para grande defesa de Szczesny.

Quatro minutos depois, Sagna deu uma forcinha aos Red Devils. O francês deu bola no pé do holandês em uma tentativa de recuo. Na sequência, tentou se recuperar e fez pênalti. Van Persie pegou a bola e ignorou as vaias das arquibancadas. Com cobrança firme no canto direito, o atacante deixou tudo igual, mas não comemorou.

O Arsenal foi mais incisivo na segunda etapa, mas o empate perdurou até o final da partida. Com o título garantido, o United chega aos 85 pontos ganhos, faltando mais três rodadas para o final. Já para o Arsenal, que ainda briga por uma vaga na próxima Champions League chega aos 64 pontos, mantendo a quarta colocação.

Campeonato Italiano > Juve vence clássico e fica a um ponto do bicampeonato

O bicampeonato da Juventus é apenas uma questão de tempo. Mesmo jogando mal, a Vecchia Signora bateu o seu rival local por 2 a 0 e basta apenas um empate contra o ameaçado Palermo para conquistar o seu 29º scudetto.

O Derby della Mole foi muito truncado do início ao fim. Na primeira etapa apenas uma finalização para cada lado. No segundo tempo, o panorama foi o mesmo com a Juventus satisfeita com um ponto conquistado fora de casa, enquanto o Torino tentava chegar, mas não conseguia vazar a defesa adversária.

Quando tudo parecia que teríamos um entediante 0 a 0, aos 41 minutos, Arturo Vidal marcou o gol da Juve, após um bonito chute de fora da área. O gol foi um balde de água fria nos donos da casa, que teve um jogador a menos quando Glik levou cartão vermelho ao cometer falta em Quagliarella.

Nos acréscimos, Marchisio definiu mais uma vitória da Juventus. Desde 1995 o Torino não bate a rival.

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* A coluna Gringolaço analisa os principais torneios e acontecimentos do futebol europeu.


por Antonio Lemos
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O Cara da Semana > Robert Lewandowski: quatro passos para a eternidade

Antes de falar do personagem da semana, um desabafo: após a incrível vitória do Bayern de Munique sobre o Barcelona, esta crônica estava praticamente pronta falando sobre Thomas Müller, grande destaque do jogo. Mesmo com tantos anos de futebol, não acreditava que algo tão fantástico quanto aquele jogo seria possível em um espaço de tempo tão curto. Mas eis que vem o Borussia na quarta e me cala sem nenhuma piedade. Aliás, eis que vem Lewandowski e... bem.. vamos à crônica:

Já faz certo tempo que o centroavante polaco vem fazendo sucesso e marcando muitos e importantes gols pela equipe de Dortmund, mas sua fama se limitava a algo regional. Destaque do time no recente bicampeonato alemão (temporadas 10/11 - 11/12) e atual artilheiro da Bundesliga, Lewandowski lutava ao lado do Borussia por maior destaque na Europa. Uma luta difícil, aquele tipo de luta a qual ele já está acostumado desde muito cedo, já que apesar de sua estreia no futebol profissional ter sido precoce com apenas 16 ano,s em um time da 4ª Divisão Polonesa, levou tempo para que tivesse uma oportunidade de ter uma sequência de jogos graças ao seu porte físico na época não ser considerado o ideal.

A oportunidade veio quando, ao ser contratado pelo Lech Poznań, logo em sua primeira temporada anotou os gols decisivos para a equipe conquistar os títulos da Copa e Super Copa da Polônia. Após o título nacional em 2010, o Borussia Dortmund resolveu apostar no rapaz, que rejeitou propostas de outros clubes como Genoa da Itália e Blackburn Rovers, da Inglaterra. Com as cores do amarelo intenso do time de Dortmund, não tardou para que o jovem atacante cair nas graças da torcida.
Sua fama local aumentava gradativamente, mas a continental e mundial seguiam as mesmas. Até porque sua passagem pela seleção polonesa durante a Euro 2012 não foi grande coisa.

Mas eis que chegamos ao ultimo dia 24 de Abril. A primeira partida da semifinal contra o poderoso Real Madrid de Cristiano Ronaldo & José Mourinho. Apesar de já terem se enfrentado na fase de grupos, onde o BvB saiu como primeiro colocado do grupo (invicto), havia quem dissesse que a equipe alemã era “zebra”.

O primeiro tempo no Signal Iduna Park foi até equilibrado. Nosso personagem da semana abriu o placar e o português Cristiano Ronaldo empatou ao final dessa etapa. A primeira vista, tudo conforme a suposta “lógica” que o futebol prega. E aí vem o segundo tempo e...bem.... com a devida troca de cores nas equipes, parecia uma repetição da partida da Allianz Arena do dia anterior. O Borussia pressionou e massacrou o Real Madrid sem piedade. E após marcar na primeira metade do jogo, Lewandowski marcou novamente. E de novo. E ele mesmo fechou o placar em 4 x 1 para o time da casa.

Quatro gols que não apenas colocaram o time de Dortmund mais próximo da final, mas que o tornaram o único na história a ter marcado 4 gols em um semifinal de UCL, o único a ter marcado 4 gols contra o Real Madrid nessa competição e, de quebra, pegou a vice-artilharia da competição com 10 gols. Quatro feitos, quatro gols, quatro momentos e quatro passos que o marcarão pela eternidade.

Alguns céticos dizem que, diferente do Barcelona, o Real Madrid ainda tem chances de passar. É “menos difícil”, mas o gol marcado por Cristiano torna a missão, ainda que infimamente, possível. O Real Madrid precisa apenas de três gols, uma noite inspirada de Cristiano Ronaldo e de uma noite ruim de Robert Lewandowski. E de qualquer maneira, a partir dessa probabilidade... bem... vamos esperar pelo jogo.
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* A coluna O Cara da Semana fala dos personagens do esporte que tiverem seu momento de glória, seja por uma semana, seja por um dia, seja para sempre.

por Helder Rivas | lendasdabola.blogspot.com.br | @LendasDaBola

domingo, 28 de abril de 2013

Comentário da Redação > Sorte de campeão? Talvez.

O jogo deste domingo no Morumbi, válido pelas quartas-de-final do Chatistinha, foi marcante. Para começar, o uniforme do São Paulo, principalmente a camisa: uma das camisas mais feias da história do futebol mundial, não tenho dúvida. A única coisa que superou-a em feiúra no primeiro tempo foi o jogo.

O Penapolense entrou totalmente recuado, colocando os onze jogadores no campo de defesa, enquanto o Tricolor tocava a bola naquele jeitão dele, devagar, esperando alguém do adversário dar uma brecha - algo que evidente nunca aconteceu e não aconteceria em um jogo de mata-mata. As emoções na primeira etapa foram poucas, fato comprovado por eu ter jogado Super Trunfo com meu sobrinho Kauã durante boa parte dela.

Quando os quinze minutos do intervalo se passaram e as esquadras voltaram para o segundo tempo é que o caldo ferveu. O time de Penápolis veio com uma proposta totalmente diferente da apresentada nos 45 minutos iniciais, talvez por perceber que os donos da casa estavam soberbos, achando que resolveriam quando quisessem. E era isso mesmo que o São Paulo demonstrava.

A ousadia do adversário acordou o mandante, que passou a se movimentar mais, principalmente com Osvaldo pela esquerda e Ganso regendo o time pelo meio com passes desconcertantes, que certamente fizeram Pilatos (nosso editor) se remover de inveja na zona norte de São Paulo. Chupa Pilatos!

O Penapolense, porém, não deixava barato. Cada ataque era um susto. Chegaram inclusive a fazer um gol, mas o atacante estava impedido. Guaru, Silvinho e o lateral-esquerdo Rodrigo Biro incomodaram bastante.
Porém, nós temos Osvaldo, também conhecido como Cristiano Osvaldo, o arretado, o cabra da peste do Morumbi! Insistente, o camisa 17 tentava sua jogada clássica pela ponta esquerda, mas sempre na hora H algum zagueiro cortava ou o cruzamento saía ruim.

Até que quase na metade do segundo tempo, quando a angústia já se apossava do torcedor, Osvaldo conseguiu na raça pura passar pelo lateral-direito adversário e cruzou. Jailton, no primeiro pau, foi desviar para fora mas mandou a bola para o fundo da sua própria rede, deixando com cara anal o goleiro Marcelo, que hoje fez mais cera que ouvido de neném...

Logo após o gol o São Paulo criou mais algumas boas chances, mas nos 15 minutos finais relaxou de novo e o Penapolense resolveu que era hora de testar nossa saúde. Sérgio Motta, revelado nas categorias de base do Morumbi, fez com que Rogério fizesse um milagre, provavelmente a defesa mais difícil do final de semana, já aos 43 do segundo tempo. Olha, acho que se levássemos o empate àquela altura, não faríamos outro e não sei se o resultado final seria de vitória nos pênaltis.

Ganhamos, com uma boa dose de sorte. Sorte essa que não seria necessária se o time não tivesse dado sopa para o azar. São Paulo, é o seguinte: seriedade, porra! Sempre!

Conceitos

Rogério Ceni - ÓTIMO: Fez um milagre. Sem mais.
Paulo Miranda - RUIM: Parecia desconcentrado. Erros bobos em jogadas simples corroboram isso.
(Rodrigo Caio) - SEM CONCEITO: Jogou 10 minutos.
Rafael Tolói - BOM: Foi muito bem na cobertura. Parece que se entrosou com o Lucimar.
Lucio - BOM: Teve um bom desempenho também, sem falhas e ainda ajudando o ataque.
Carleto - BOM: Raçudo, voluntarioso e gosta de arriscar de longe, algo que, não sei porque, caiu em desuso no futebol brasileiro.
Wellington - REGULAR: Foi substituído e saiu vaiado, mas sinceramente, eu não acho que ele foi tão mal assim hoje.
(Douglas) - RUIM: Sempre erra o último passe. O Ney Franco confia muito nele e eu não entendo o porquê.
Denílson - ÓTIMO: Jogou muito! Até armou jogadas e seguindo Carleto, arriscou algumas de longe.
Jadson - RUIM: Apagado. Se movimentou pouco e não criou nada. Me pareceu inibido com a presença do Ganso.
(João Schimidt) - SEM CONCEITO: Jogou 8 minutos, mas até faço um adendo: mostrou frieza nos momentos tensos do final do jogo e isso é ótimo.
Ganso - ÓTIMO: Os passes que esse cara dá são geniais, desconcertantes. Regeu o time e ainda marcou muito bem.
Osvaldo - ÓTIMO: Como sempre, decidiu. Incansável. Quero saber qual a dieta e treino desse cara, porque, porra, corre o jogo inteiro e consegue dar piques aos 48 do segundo tempo!
Luis Fabiano - REGULAR: Meio sumido. Se movimentou pouco. Ainda assim, meteu duas na trave.
Téc. Ney Franco - BOM: Montou o time que todos achamos ideal. Acho que erra ao insitir com o Douglas na função de meia-atacante / ponta. Acho que acerta ao não deixar nem no banco os senhores Fabrício, Cortez e Cañete, que foram muito insolentes no último jogo. É isso aí, tem que mostrar quem manda.
Camisa vermelha - PÉSSIMA: Grotesca.

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* ÓTIMO, BOM, REGULAR, RUIM ou PÉSSIMO? No Comentário da Redação, você fica sabendo o que rolou nos principais jogos da rodada, incluindo análises individuais dos atletas.

 
Por Thiago Jacintho
| thi.jacintho@gmail.com

Comentário da Redação > Timão passa o carro na Ponte

Goleada na casa do adversário e classificação muito tranquila em jogo eliminatório. O torcedor corintiano teve uma tarde sem sofrimentos e uma doce vingança: viu seu time passar o carro no seu algoz do Paulistão 2012. Raçudo e letal no ataque, o Corinthians definiu completamente a classificação com menos de 60 minutos de jogo. O resultado final: 4 a 0 na Ponte Preta, no Moisés Lucarelli.

Apesar da facilidade com que conseguiu a vaga nas semifinais, o Timão teve que lutar bastante na primeira metade da etapa inicial. A partida começou muito brigada e catimbada. Os donos da casa, como não poderia ser diferente, davam a vida em cada divida. E foram eles que tiveram mais presença no ataque no início, obrigando o Danilo a fazer boa defesa. Mas o Timão não ficava atrás no quesito raça e também lutava por cada bola.

Conseguindo segurar bem a empolgação do adversário ao lado da sua torcida, o time da capital se soltou mais e chegou ao gol aos 32 minutos. Romarinho aproveitou rebote do goleiro após chute de Guerrero e abriu o placar. Não demorou muito para Emerson escapar pela esquerda, puxar para dentro e chutar no canto direito do goleiro: 2 a 0 e classificação bem encamihada para um time muito difícil de ser batido.

Com menos de 10 minutos do segundo tempo, os campeões do mundo decidiram o duelo de vez, após pênalti inexistente em Sheik que Guerrero converteu. Com um a mais em campo (Baraka pisou em Romarinho e foi expulso), ficou mais fácil ainda. Depois de duas tentativas, mais um atacante do elenco marcou. E não foi um gol qualquer. Um golaço de Pato!!!

Garantida a vaga nas semifinais do estadual, agora é focar totalmente no jogo da Bombonera. Se manter os pés no chão e não subestimar o péssimo momento do Boca Juniors, é mais um confronto para passar com muita tranquilidade.

Conceitos

Danilo Fernandes - BOM: Uma ótima defesa em chute de William foi praticamente sua única participação no jogo.
Alessandro - BOM: Esteve bem no campo de defesa, cumpriu bem sua função.
(Edenílson) - REGULAR: Com a partida definida, pouco apareceu.
Gil - BOM: Ligado e bem posicionado, foi bem nas antecipações.
Paulo André - REGULAR: Tomou um sufoco do atacante da Ponte no começo. Depois, não teve trabalho.
Fábio Santos - BOM: Começou dando umas pixotadas, mas se acertou durante o jogo.
Ralf - BOM: Jogo com a cara do regularíssimo camisa 5, que fez mais uma boa partida.
Paulinho - BOM: Não começou bem o jogo também, mas melhorou do meio da etapa inicial pra frente.
Romarinho - BOM: Jogou até mais avançado hoje e mostrou oportunismo de camisa 9 para abrir o placar.
Pato - BOM: Bem posicionado, teve duas ótimas chances para marcar e parou em Edson Bastos. Na terceira, só foi parar no gol vazio.
Danilo - BOM: Meio disperso no início, compensou com um toque lindo de calcanhar no primeiro gol e boa participação no segundo. Na etapa inicial, cadenciou o jogo.
Emerson Sheik - ÓTIMO: Voltou a jogar muita bola! Foi um jogo com a sua cara e o camisa 11 chamou a responsabilidade. Cresceu na hora certa e deve estar louco para voltar a enfrentar o Boca.
Guerrero - BOM: Decisivo, o camisa 9 também chamou a responsabilidade quando o jogo estava muito pegado.
(Douglas) - SEM CONCEITO: O camisa 10 já é meio dorminhoco em campo, entrando no
fim, então...
Téc: Tite - ÓTIMO: Se em outras ocasiões sua equipe fez 1 a 0 e parou de jogar, desta vez foi bem diferente. Após o jogo, já tratou de previnir qualquer tipo de salto alto, falando sobre "soberba" na coletiva. Certamente, foi um dos assuntos abordados no pós-jogo com seus atletas, no vestiário. Boa, Adenor!
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por Pedro Silas | pedro_sccp@hotmail.com

Comentário da Redação > Santos (4) 1 x 1 (2) Palmeiras

Visão santista > Santos garante nos pênaltis o que poderia ter feito no tempo normal
por Ricardo Pilat | pilatportasio@gmail.com | @ricardopilat

Após o jogo, Muricy Ramalho disse que o Santos fez a melhor apresentação no ano. A melhor eu não sei dizer, mas uma das melhores é possível garantir. No final das contas o empate em 1 a 1 entre Santos e Palmeiras, neste sábado, na Vila, não pode ser considerado injusto, mas acredito que o mais normal, pelas chances criadas, era que o Peixe vencesse com tranquilidade. Isso não aconteceu, o Verdão se superou na raça, e arrancou a igualdade. Nos pênaltis, o time da casa botou os pingos nos is.

Acho que é simples explicar o que foi a partida. Na primeira etapa, o jogo estava equilibrado quando o Santos abriu o placar com Cícero. Daí em diante, o time dominou completamente as ações e Rafael praticamente não teve trabalho. O Alvinegro também não criou muito, mas fazia, enfim, uma partida impecável do ponto de vista tático. Não dava espaços e sabia controlar a bola no campo de ataque.

Na etapa final, o time recuou, recuou e recuou cada vez mais, de forma desnecessária. Apostou no contra-ataque, mas até que não foi tão ruim assim, pois o Santos teve pelo menos umas 4 chances de gols em contra-ataques que poderiam ter matado o jogo. Só Neymar teve 3, mas ele estava claramente abaixo da melhor condição física e parece ter finlizado sem a confiança de sempre.

O velho ditado "quem não faz toma" se fez valer mais uma vez. Pois apesar de o Palmeiras ter mais volume de jogo na etapa final, o time da capital não havia criado grandes chances. Concluiu bem a que teve com Kléber, de cabeça, em falha de Edu Dracena, que fazia até então uma das melhores partidas pelo Santos.

Se no tempo normal o Santos não soube decidir, nos pênaltis a equipe mostrou a força que tem em mata-matas, que já vem desde 2010. Com precisão nas cobranças, o Santos anotou os 4 chutes que teve, enquanto Rafael apareceu bem demais para fazer duas defesas e garantir a classificação.

Apesar do sofrimento, o Santos mostrou algumas coisas que não vinham acontecendo e isso me animou um pouco para a sequência da temporada. Eu sei que o Paulista não é lá grande coisa, mas é importante superar as rivalidades estaduais mais uma vez e conquistar o tetracampeonato. É o que temos no momento e é o que o Santos precisa buscar com mais obrigação que São Paulo e Corinthians, por exemplo.

Antes de pensar em clássico, o Santos terá pela frente o Mogi Mirim, na semifinal. Jogo único, em Mogi. E o Sapão conquistou a vaga ao derrotar o Botafogo de Ribeirão Preto por 6 a 0. Tá longe de ser moleza.

Conceitos

Rafael - ÓTIMO: Eu e todo mundo, com razão, estávamos olhando torto para ele. Ontem foi bem durante o jogo e ainda garantiu a vaga para o Santos com duas belas defesas na decisão de pênaltis. Que continue assim.
Alan Santos - RUIM: Tudo que vinha jogando bem como volante, jogou mal como lateral. Eu já falei e repito que, apesar dos laterais que temos no elenco estarem decepcionando, não tem sentido queimar um bom jogador em uma posição que não é a dele.
(Neto) - PÉSSIMO: Conseguiu ser pior do que o Alan Santos como lateral. Não tem nenhuma vocação pra isso.
Edu Dracena - BOM: Só não dou conceito melhor porque falhou no gol do Palmeiras, mas até então fazia uma partida impecável. Além de marcar muito, quase fez um golaço.
Durval - REGULAR: Já jogou pior que ontem...
Léo - BOM: Se superou pela raça. Incrível a doação dele ao time.
Arouca - BOM: Vi um monte de santista chato pra caralho corneta criticando ele após o jogo. Eu não vi assim, achei que ele foi bem, especialmente no primeiro tempo.
(Marcos Assunção) - SEM CONCEITO: Entrou no fim. Logo que entrou em campo o Palmeiras empatou, mas não teve culpa.
Renê Júnior - BOM: Firme na marcação, como sempre. E fez o gol da classificação nos pênaltis com muita frieza.
Cícero - BOM: Fez mais um gol importante e também mostrou personalidade para entrar na lista das penalidades.
Montillo - REGULAR: Deixou a desejar mais uma vez, apesar de ter se empenhado bastante. Também apareceu bem nas penalidades.
Neymar - REGULAR: Participou bastante do jogo, inclusive da marcação, mas não estava na melhor forma física. Perdeu pelo menos 3 gols incríveis. Porém, mérito também para o Bruno do outro lado.
André - REGULAR: Outro que se esforçou até, mas continua apanhando da bola.
(Miralles) - RUIM: Entrou pior que o André. Foi bem apenas nos pênaltis, abrindo a série.
Téc. Muricy Ramalho - REGULAR: Errou nas opções que fez para a lateral direita, mas tava tentando alguma coisa... não tinha muito o que ser feito na situação atual.

Visão palmeirense > Mais uma vez, Verdão fica no quase
por Fernando Borchio | fernando.borchio@hotmail.com

Não faltou garra, vontade, determinação e espírito de mata-mata. O Palmeiras fez uma partida de muita superação novamente contra o Santos na tarde deste sábado. A equipe não jogou atrás e soube ser agressiva em grande parte do jogo. Apesar da eliminação nos pênaltis, podemos sim tirar coisas boas da partida, como a atuação do contestado goleiro Bruno que quase fechou o gol.

O Verdão iniciou a partida bem melhor que o Santos. A defesa estava bem compacta e a marcação começava no campo de ataque. A equipe da baixada pouco conseguia chegar ao ataque. Os principais lances de perigo palmeirense viam dos pés de Leandro que colocou Rafael para trabalhar logo cedo.

Apesar das boas chances do lado alviverde, quem abriu o placar foi o Peixe em um lance de oportunismo de Cícero. A partir daí começou a sequencia de boas defesas de Bruno em chute de Edu Dracena e falta cobrada pelo menino Ney. A bola chegava ao ataque palestrino, mas não chegava redonda. Pois é, Valdívia estava fazendo uma tremenda falta, aliás, sempre faz. Mas é preciso ser acostumado a não contar com ele nas horas importantes.

O segundo tempo foi de grande domínio palmeirense, porém com chances mais claras para o Santos. Kleina aumentou a ofensividade da equipe colocando Kléber, um homem de referência no lugar de Léo Gago. Foi bom para a equipe, pois a bola chegava na frente e ficava, coisa que não estava acontecendo. Porém, o Palmeiras não tinha apenas um adversário e sim dois, o Santos e a arbitragem, que marcava qualquer besteirinha para a equipe da baixada e não marcava absolutamente nada para o Verdão.

Estava difícil, mas o time se superou mais uma vez, e após mais grandes defensas de Bruno, o empate veio aos 38 minutos com Kléber, que finalmente desencantou de cabeça após lindo cruzamento de Souza.

O Palmeiras ainda teve algumas chances de fazer o segundo gol, mas não conseguiu. Com o 1 a 1, chegaram os temidos pênaltis, artifício no qual o Alviverde treinou a semana toda, porém de nada adiantou. Wesley e Souza fizeram, mas Kléber (herói até então) e Leandro erraram. Para o lado santista, 100% nas cobranças.

AO foco palmeirense agora é só um, a Libertadores. A equipe enfrenta o Tijuana no jogo de ida das oitavas de final no México. Será um jogo difícil devido a longa viagem e ao gramado sintético. O que o Palmeiras precisa é pelo menos marcar um golzinho e não levar muitos.

Conceitos

Bruno - ÓTIMO: Entrou em gramado sob desconfiança. Calou a boca de todos, inclusive a minha, praticamente fechando o gol. Nos pênaltis, pouca culpa teve. Os santistas tiveram muita competência em suas cobranças.
Ayrton - RUIM: Até esteve bem ofensivamente, mas defensivamente não. Neymar deitou e rolou sobre suas costas.
Henrique - BOM: Líder em campo, soube esfriar os animos quando preciso. Muito bem postado defensivamente, não deu espaços para os atacantes santistas.
Maurício Ramos - REGULAR: Foi muito afobado em algumas jogadas. Fez muitas faltas.
Marcelo Oliveira - REGULAR: Estava muito devagar, mas não comprometeu muito.
Charles - BOM: Ligava a defesa ao ataque com rapidez. Marcou muito bem o Montillo.
Márcio Araújo - BOM: Cobriu muito bem as costas do Ayrton nas subidas do Neymar.
(Souza) - BOM: Entrou bem, chegando bastante ao ataque e marcando direito. Fez a assistência do gol e bateu muito bem o seu pênalti.
Léo Gago - RUIM: Muito apagado em campo, errou muitos passes. Não tentou um chute de fora da área, seu principal artifício.
(Kléber) - BOM: Entrou bem, segurando a bola no ataque. Fez um gol de muito oportunismo. Errou um dos pênaltis, mas isso está sujeito a acontecer com qualquer um.
Wesley - REGULAR: Até que criou algumas jogadas boas, mas pouco tocou a bola. Na linguagem popular, foi muito "fominha".
Vinícius - RUIM: Não foi para cima dos defensores santistas. Parecia estar com medo.
(Maikon Leite) - SEM CONCEITO: Entrou próximo ao fim.
Leandro - REGULAR: Criou boas jogadas, mas perdeu chances de gol e um dos pênaltis.
Téc. Gilson Kleina - BOM: Começou com um time até que ofensivo, mas foi mudando ao longo do jogo, e mudando bem.

Fotos: Terra e Placar
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Direto da Redação
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quarta-feira, 24 de abril de 2013

Gringolaço > Lewanshow!

Um, dois, três, quatro. Não amigos, não é a famosa música do funkeiro Naldo e sim o "chocolate" que Lewandowski aplicou sem amor ao Real Madrid nesta quarta-feira. O centroavante marcou os quatro da vitória incontestável da equipe alemã sobre a espanhola por 4 a 1. Destaque para a aula de formação tática que o treinador alemão Jürgen Klopp mostrou em campo.

Era esperado que a partida iniciasse meio morna. O Real queria conter o impeto inicial do Borussia, que por sua vez tinha que tomar cuidado com os contra-ataques puxados por CR7. Mas o script da partida foi por água abaixo logo aos 6 minutos, quando Lewandowski deixou o seu primeiro. A partir daí, o esperado era que os espanhóis partissem para o ataque, mas a defesa do time alemão estava perfeita. A marcação começava com os articuladores sobre Xabi Alonso, que as vezes fazia algo que faz pouco, dar chutões. O Borussia teve boas chances de ampliar o placar, porém errou demais também. Como no futebol, quem não faz leva, a equipe merengue ainda empatou na primeira etapa com Cristiano Ronaldo após um erro do bom zagueiro Hummels.

O segundo tempo começou com uma blitz da "muralha amarela", que ampliou o placar aos 5 minutos, novamente com Lewandowski em um lance polêmico no qual não havia impedimento. Não demorou muito para os almeães aumentarem mais ainda o resultado com mais um lindo gol do centroavante polonês.

A bola chegava muito fácil ao ataque do Borussia. Muitos pensaram que com a venda de Mário Gotze para o Bayern na segunda-feira o meia estaria sem apetite de jogo. Bobagem. Ao lado de Reüs, todas as jogadas boas passaram pelos seus pés. O Real pouco criava. Özil errou muitos passes, CR mostrava desânimo. Sabendo aproveitar isso, o Borussia marcou mais um com Lewandowski. Dessa vez de pênalti que existiu sobre Reüs.

O resultado praticamente encaminhou a classificação da equipe alemã para a final. Quanto ao Real, se não errar tanto no Santiago Bernabéu, pode ter ainda que pouca, alguma chance de passar, mas é algo que eu não acredito que aconteça. Pois é, para quem esparava por um Real e Barça na final, terá que se conter com um provável Bayern e Borussia, que também seria um grande jogo. Os dois proporcionam a maior rivalidade da Bundesliga, o campeonato alemão.

O jogo de volta acontece na próxima terça-feira, dia 30.

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* A coluna Gringolaço analisa os principais torneios e acontecimentos do futebol europeu.



por Fernando Borchio
| fernando.borchio@hotmail.com

Gringolaço > Com futebol perfeito, Bayern massacra Barça

Diferente de como vinha sendo nos últimos anos, o Barcelona não foi considerado o favorito diante do Bayern quando realizou-se o sorteio das semifinais da Champions League. Não poderia ser diferente se olharmos o belo futebol jogado pelo time alemão somado a um Barça abaixo daquele das últimas temporadas. Só não dava para esperar o baile que a equipe de Munique deu na Allianz Arena: 4 a 0.

Acostumado a dominar o jogo mesmo na casa do adversário e tocar a bola até abrir espaços e chegar na cara do gol, os espanhois esbarraram em um oponente muito bem postado e com uma saída rápida e letal para o ataque. O Barça teve mais a bola como de costume, mas não conseguiu criar absolutamente nada.

O Bayern foi senhor do jogo! Mostrou-se um time perfeito, compacto e equilíbrio entre defesa e ataque. Uniram força, técnica e eficiência, num moderníssimo 4-2-3-1 que fez lembrar muito a própria atual seleção alemã, só que com ainda mais qualidade, afinal, eles têm nada menos que Ribery e Robben.

Gosto muito do futebol do Barça, semelhante ao da Espanha, mas já falei e repito que esse estilo de jogo dos alemães é o que mais me enche os olhos. A Alemanha foi a que jogou o melhor futebol na Copa 2010, e a equipe bávara tem sido um espelho com mais brilhantismo de sua seleção. Já chegou na edição passada com força na final, mas alcançou maturidade e encontra-se no auge nesta temporada. Merece o título e tem minha torcida!

Porém, o campeão alemão vai ter que continuar no mesmo nível de atuações para conquistar a Europa. Aliás, nem mesmo a vaga na final está completamente sacramentada, embora seja muito, muito difícil de reverter por todas as circunstâncias. Mas como estamos falando de um dos melhores times da história do futebol, não dá para cravar totalmente que não haverá um resultado histórico no Camp Nou a favor dos donos da casa. O Barça não vai desistir!

Bom para nós que ainda teremos mais um jogaço para acompanhar na próxima quarta-feira.

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* A coluna Gringolaço analisa os principais torneios e acontecimentos do futebol europeu.


por Pedro Silas | pedro_sccp@hotmail.com

terça-feira, 23 de abril de 2013

En la Cancha > E agora o bicho pega na Libertadores!

A taça Libertadores começou em janeiro com 40 equipes. Depois de muitos jogos e emoções, restam apenas os 16 times mais competentes do continente em busca do título. Entre eles estão os seis brasileiros que começaram a disputa. Veja abaixo os confrontos das oitavas de final e uma pequena análise:

Atlético-MG x São Paulo (02 e 08/05)
O tricolor paulista conseguiu a classificação na marra. Longe de ser heroica como alguns comentaristas disseram, mas o time do Morumbi mostrou um futebol que até então estava esquecido e desbancou muita gente que apostava no vexame da eliminação precoce (inclusive eu).
O Atlético-MG que foi a equipe de melhor campanha na primeira fase teve tudo (ou quase) para eliminar o rival e ter um confronto mais fácil nas oitavas de final. Como não consegui “matar” o SPFC, corre risco de ficar pelo caminho.
Quem passa: São Paulo.

Palmeiras x Tijuana (30/04 e 14/05)
Talvez a maior surpresa entre os classificados, o Palmeiras tem uma parada duríssima. Na partida de ida os alviverdes vão até o México  jogar naquela campo de showbol. Além disso, vai enfrentar uma equipe que é muito boa tecnicamente e como disse o Tite, a equipe mais catimbeira que ele já enfrentou.
Quem passa: Palmeiras


Corinthians x Boca Juniors (01 e 15/05)
A reedição da final da Libertadores do ano passado acontece já nas oitavas de final. As duas equipes chegam para o duelo em momentos distintos do último confronto. Naquela ocasião o Boca Juniors era a equipe mais temida da América e o time a ser batido, o Corinthians o azarão.  Hoje os papéis estão invertidos e a passagem dos xeinezes, poder ser considerado zebra.
Quem passa: Corinthians

Vélez Sarsfield x Newell´s Old Boys (24/04 e 14/05)
Segundo clássico das oitavas de final e igualmente equilibrado. Na teoria o Vélez tem uma equipe com mais qualidade técnica e tem jogado mais bola. Por outro lado, os “Leprosos” contam com os experientes Maxi Rodrigues e Gabriel Heinze e também com o faro de gol de Scocco.
Quem passa: Vélez Sarsfield

Santa Fé x Grêmio (01 e 07/05)

Apesar de ter, provavelmente, a folha salarial mais cara do continente, não acredito que o Grêmio consiga passar dessa fase. Além de decidir sua classificação fora de casa, o time de Luxemburgo vai enfrentar uma equipe muito bem organizada e a altitude de 2.600 metros em Bogotá.
Quem passa: Santa Fé.

Nacional x Real Garcilaso (25/04 e 09/05)
O destaque desse duelo é a tradição do time uruguaio conta a altitude de Cuzco e a surpresa peruana. Classificado em segundo lugar no grupo do Santa Fé, o Garcilaso entra nas oitavas de final para fazer história e desbancar um dos favoritos ao título. O Nacional está longe de ter um time com técnica apurada, mas a raça charrua é a marca desta equipe. Que tem como destaque os “intermináveis” Loco Abreu e Álvaro Recoba.
Quem passa: Nacional

Olímpia x Tigre (30/04 e 16/05)
Bem... O que falar desse confronto? Pensei, pensei e cheguei à conclusão de que não tem muito que falar. Para o bem do futebol (de novo), que passe o Olímpia que tem uma equipe mais tradicional e conseguiu se classificar em primeiro no grupo mais equilibrado da primeira fase que tinha Newells e La U como concorrentes. Para o Tigre, chegar de forma heroica (essa sim) à fase de oitavas de final é lucro. De virtual eliminado a uma goleada de 5x3 contra o favorito Libertad já está bom demais.
Quem passa: Olímpia.

Fluminense x Emelec (02 e 08/05)
Na teoria o Fluminense seria franco favorito contra os equatorianos do Emelec, mas o fraco futebol apresentado em um grupo fácil me faz pôr em cheque a classificação tricolor. Nisso conto também com um Emelec mais forte do que o do ano passado e que foi eliminado nas oitavas de final. Vocês podem até me achar louco, mas talvez esse duelo seja o mais equilibrado das oitavas e eu não consigo ver um favorito disparado.  Mas vou apostar na surpresa dessa vez, com grandes chances de quebrar a cara.
Quem passa: Emelec

E para vocês? Quem avança as quartas de final? Deixem seus palpites na área de comentário.

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* A coluna En la Cancha fala sobre os principais assuntos do futebol sul-americano.


por Rodrigo Svrcek | @svrcek_rodrigo

Gringolaço > Semifinalistas vencem na rodada do espanhol e alemão

por Antonio Lemos | www.paponaarquibancada.blogspot.com.br

Enquanto as semifinais da Liga dos Campeões não chegam, os clubes envolvidos venceram na rodada, com direito a sufoco catalão e madrilenho, e vitórias tranquilas de Borussia e Bayern de Munique.

Na “Terra das Touradas”, o Real Madrid foi o primeiro a entrar em campo e venceu o Real Betis por 3 a 1. O time entrou em campo com uma formação mista e acreditem, Casemiro (foto - lembra dele?) atuou na partida e participou do lance que resultou no gol de Özil. Benzema ampliou na segunda etapa, mas o time de Servilha descontou com Molina e quase empatou só que Özil decretou o triunfo merengue.

No Camp Nou, o Barcelona também entrou com uma formação alternativa e sofreu para vencer o Levante por 1 a 0. Aos 15 minutos, David Villa desperdiçou cobrança de pênalti. O tento só veio aos 39 da etapa final, quando Fàbregas recebeu passe de Sánchez e chutou no canto de Navas.
A diferença entre Barcelona e Real Madrid continua na casa dos 13 pontos.

Enquanto isso na Bundesliga, Bayern e Borussia tiveram vitórias tranquilas. Os atuais campeões visitaram o Hannover e não teve dó em golear por 6 a 1.

Stindl, Ribéry, Mario Gomez (2) e Pizarro (2) marcaram para os bávaros, enquanto Hoffmann descontou. Com isso, o Bayern chegou aos 81 pontos, igualando o recorde de pontos da competição. 
Já o Borussia recebeu o Mainz e mesmo com o vice-campeonato, os aurinegros não pouparam titulares e venceram por 2 a 0. Reus e Lewandowski balançaram a rede.

Campeonato Italiano > Vidal decide e Juventus vence clássico

Não adiantou secar. Em um jogo com poucos lances de perigo, a Juventus foi eficiente e venceu o Milan por 1 a 0. Com o triunfo, a Vecchia Signora pode até ser campeã na próxima rodada, quando faz o clássico contra o Torino, para isso, o Napoli tem que tropeçar em seu duelo diante do Pescara.

O clássico começou movimentado. Logo no primeiro minuto, Robinho arriscou de longe sem levar perigo a Buffon. Chance mesmo aconteceu aos sete, quando Pirlo cobrou a falta, a bola desviou na barreira e Abiatti espalmou à queima-roupa. Depois do lance, o arqueiro saiu machucado para a entrada de Amelia.

Na segunda etapa, Ambrosini foi substituído por Muntari e o gol da Juve saiu aos 12 minutos. Pirlo fez um ótimo lançamento para Asamoah. A defesa rossonera dormiu e sem a menor qualidade na saída da meta, Amelia não foi goleiro de verdade e derrubou o ala alvinegro. Vidal foi para cobrança da penalidade e converteu.

A vitória deixou a Juventus com 77 pontos, 11 a mais do que o Napoli. Já o Milan, se mantém em terceiro com 59, mas a Fiorentina está na sua cola com 58.

Campeonato inglês > Manchester United: 20 vezes campeão inglês; 13 na Premier League
por Ricardo Pilat | pilatportasio@gmail.com | @ricardopilat


Nesta segunda-feira, o Manchester United derrotou o Aston Villa por 3 a 0 no Old Trafford e garantiu de vez o 20º título inglês de sua gloriosa história. Com 4 rodadas de antecedência, os Red Devils abriram uma vantagem larga pra cima do Manchester City e não pode ser mais ultrapassado pelo campeão da temporada anterior.

Destaque para Robin Van Persie, um dos principais jogadores desta conquista, que ontem marcou os 3 gols da partida, todos no primeiro tempo, e voltou à artilharia do campeonato. O holandes caiu como uma luva na equipe e estimulou o surgimento de um novo Rooney, jogando cada vez mais recuado. Ontem ele atuou como volante e participou com maestria do segundo gol de RVP, com um lançamento de 50 metros, daqueles que a gente não costuma ver mais.

Outro dado interessante dessa conquista é que estamos falando do 13º caneco do Manchesrer desde que o Campeonato Inglês virou Premier League. Ou seja, 13 títulos em 22 anos. Em comum entre as conquistas, a presença constante de Alex Ferguson e Ryan Giggs. Dois mitos do United, sem dúvida.

Agora a missão dos vermelhos é entender o que o time fez de errado para não ir tão longe quanto gostaria na Champions League.

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* A coluna Gringolaço analisa os principais torneios e acontecimentos do futebol europeu.


por Antonio Lemos
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segunda-feira, 22 de abril de 2013

Comentário da Redação > Empolgante, mas ao contrário

Há poucos dias comentei com nosso editor, Ricardo Pilat (também conhecido por Pilatos e Palhares), que eu queria comentar mais jogos, pois tenho-o feito pouco, desde que o pay-per-view foi cancelado em minha casa.

Ele concordou comigo e ficou de me dar uma oportunidade em breve. Dito e feito.

Neste domingo fui incumbido de comentar o jogo do São Paulo válido pela última rodada da fase de classificação do Chatistinha, também conhecido como Paulistinha.

Não imaginei que o time fosse fazer uma apresentação digna de aplausos, mas jamais esperei por algo digno de um coma profundo, que foi o que aconteceu nesta tarde de domingo, em Mogi Mirim.

Não que eu desmereça o adversário, que é esforçado e tem alguns bons jogadores, como os laterais João Paulo e Caramelo (apelido bizarro, mas até engraçado) e o meia Roger (autor do gol inclusive), mas o São Paulo deu a vitória ao Sapão, literalmente.

Apresentando aquela vontade cativante que observamos em praticamente todos os jogos do time neste Chatistinha, agravado pela presença de reservas insatisfeitos com a situação, casos de Fabrício e Cortez, o time não empolgou em nenhum momento, nenhum mesmo.

O primeiro tempo foi aquela coisa: toca dali, toca daqui, chega ao ataque e volta para a defesa. É o tempo todo esse mesmo script. Ninguém tentando nada mais criativo, brigando pelas bolas. O Cortez perdeu todas as divididas, errou 300 passes e não fez um cruzamento sequer.

Ao perceber a malemolência da equipe da capital, o Mogi adiantou a marcação e forçou o visitante a ficar tocando a bola na defesa. E a atitude surtiu efeito quando Fabrício recebeu de Rhodolfo, que havia recebido de Denis em cobrança de tiro de meta e, ao tentar devolver ao zagueiro, deu uma passe medonho, antecipado pelo adversário, que invadiu a área e chutou no cantinho de Denis. Apesar de eu achar que todo mundo errou nessa jogada, o Fabrício foi completamente displiscente no lance, fato que ficou claro pelo fato do volante nem lamentar que a merda que ele fez gerou o gol dos caras. No intervalo ele acabou substituído e provavelmente ficou putinho. Problema dele.

No segundo tempo, já com Douglas no lugar do camisa 25, o time demonstrou um pouco mais de volume de jogo, mas creio que mais pelo recuo do Mogi Mirim do que por méritos próprios do Tricolor. Cortez e Cañete, dois dos medalhões em campo, já que a maioria eram os moleques da base, continuaram fazendo o mesmo do primeiro tempo, ou seja, nada.

A partida ficou nessa toada até os dois serem substituídos por Henrique Miranda e Adelino, respectivamente. A entrada de mais dois jovens deu um gás a mais ao jogo e corroborou o que Ney Franco devia ter feito desde o início, que era ter colocado só os moleques mesmo. Eles podem não ir tão bem, mas a tendência é se esforçarem mais.

O time saiu derrotado e mesmo não tendo criado tanto, o jogo serviu para algumas constatações a respeito de como a vaidade de alguns é maior do que um projeto de longo prazo.

Agora no mata-mata o Tricolor recebe o Penapolense no Morumbi e, sinceramente, pode meter time misto, já que na quinta-feira, dia 2 de maio, enfrentamos o Galo pela Libertadore e é óbvio, é um jogo muito mais importante.

Quanto aos preguiçosos e vaidosos do elenco, só uma coisa: a porta da rua é serventia da casa.

Conceitos

Denis - RUIM: Falhou no gol e em mais alguns lances. Fez uma importante defesa completamente sem querer no final, apesar de importante.
Lucas Farias - REGULAR: Começou bem, demonstrando atitude, mas depois sumiu e por lá ficou.
Rhodolfo - RUIM: Teve certa culpa no gol e levou um amarelo em um jogo sem graça. Coisas de Rhodolfo...
Edson Silva - REGULAR: A coisa foi tão feia, que ele leva essa nota pelo simples fato de não ter comprometido em nenhum aspecto.
Cortez - PÉSSIMO: É molenga, não se esforça, erra passe, não cruza, completamento nulo.
(Henrique Miranda) - RUIM: Fez mais que o Cortez (o que não é difícil), mas é muito tímido, não se apresenta para tentar jogadas.
João Schimidt - PÉSSIMO: O cara tem uma chance e não faz nada. Eu realmente gostaria de entender essas coisas.
Fabrício - PÉSSIMO: Tem a maior parcela de culpa no gol sofrido. Também errou muitos passes e falhou na marcação várias vezes. Chega de apostar nele, tem que sair do clube.
(Douglas) - RUIM: Ele até tentou algumas coisas, mas não tem habilidade para mudar um jogo, além de ser um franguinho, perde todas as divididas. Musculação nele, porr*!
Rodrigo Caio - BOM: Um dos poucos que se esforçou. Se movimentou bastante, mas não tem criatividade suficiente para armar jogadas.
Cañete - PÉSSIMO: Outro malemolente preguiçoso. Enceradeira total.
(Adelino) - REGULAR: Finalizou uma vez, roubou uma bola, fez faltas. Enfim: tentou. Esse é o caminho.
Wallyson - PÉSSIMO: Quase não apareceu no jogo e quando pegava a bola, ou perdia rapidamente ou errava o passe.
Ademílson - BOM: Outro que se salva de críticas hoje. Foi esforçado, correu bastante, até para a defesa voltou para marcar. No final foi mais acionado e, apesar de não ter feito gol, valeu a demonstração de interesse.
Téc. Ney Franco - REGULAR: Não tem culpa de que alguns pensam mais em si do que no time e no projeto, mas numa situação como a de hoje, poderia ter colocado o time júnior em campo, que aposto que não perderíamos.

Foto: Gazeta Press
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* ÓTIMO, BOM, REGULAR, RUIM ou PÉSSIMO? No Comentário da Redação, você fica sabendo o que rolou nos principais jogos da rodada, incluindo análises individuais dos atletas.

 
Por Thiago Jacintho
| thi.jacintho@gmail.com

Comentário da Redação > Em treino de luxo, Tite testa três atacantes visando a Libertadores

Na última rodada do Campeonato Paulista, o Corinthians venceu e fez o dever de casa diante do Atlético Sorocaba. Mas, mais que isso, essa fase chata de classificação do estadual acabou e agora começa o mata (já que é apenas um jogo).

O Timão dominou a partida e em dois lances mais agudos definiu a partida e apenas controlou o jogo no segundo tempo. Destaque para o drible de Guerrero no primeiro gol do time, em que o atacante com um movimento deixou dois marcadores na saudade e apenas rolou para Danilo. Pato marcou o segundo gol.

Com três atacantes, o setor ofensivo teve mais movimentação, mas a defesa ficou um pouco desguarnecida, já que Paulinho ia ao ataque e Emerson e Pato não têm a característica de acompanhar os laterais, mas também o fraco time do Atlético Sorocaba só assustou em uma bola que o goleiro Danilo Fernandes errou o ‘time’ da redonda e quase foi encoberto.

Nas quartas de final pegaremos, novamente, a Ponte Preta, e quem não se lembra do ano passado, quando fomos eliminados pela Macaca, mas faturamos a Liberta. Esse ano será diferente, com um time mais forte e encorpado o Corinthians, acredito, fará um bom jogo no Moisés Lucarelli e tem grande chances de avançar à semifinal, e pode pegar o São Paulo. Tudo dependerá da Libertadores, e se Tite poupará alguém no duelo.

Conceitos

Danilo Fernandes – RUIM: Foi enganado pelo quique da bola e quase complicou um jogo fácil.
Alessandro – REGULAR: Fez o arroz com feijão, bem na marcação e apoiou com eficiência e inteligência.
Gil – BOM: Não perdeu uma dividida e ainda fez a cobertura de Danilo Fernandes em sua saída equivocada.
Paulo André – REGULAR: Manteve o nível de suas atuações.
Fábio Santos – REGULAR: Subiu pouco e com pouca eficiência ao ataque, mas não deixou espaços atrás.
Ralf – BOM: Manteve o nível das últimas boas atuações, um cão de guarda da zaga.
Paulinho – BOM: Foi com frequência ao ataque, com boas penetrações, deu o chute que originou o segundo gol do time.
Danilo – BOM: Boa movimentação atrás dos atacantes, acompanhou Guerrero e marcou o seu.
(Jorge Henrique) – REGULAR: Cavou expulsão e botou correria, mas pecou nas finalizações.
Emerson Sheik – BOM: Aproveitou os espaços dados pela defesa do Atlético, mostrou vontade como nos últimos jogos.
(Douglas) – RUIM: A cada jogo demonstra que se for transferido a torcida ficará feliz.
Pato – BOM: Mostrou vontade para ser titular e oportunismo no gol.
(Romarinho) – REGULAR: Entrou com a vontade de sempre, manteve a posse de bola quando possível. Vem demonstrando maturidade.
Guerrero – ÓTIMO: Chegou como um desconhecido, mas a cada dia mostra que é um bom jogador.
Téc. Tite – BOM: Colocou o time titular para ganhar ritmo, e pode testar o esquema com três atacantes.

Foto:
Terra
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por Rodrigo Bocatti | @digo90 | http://esportesarena.com.br

Comentário da Redação > Mais uma vez, faltou a raça

O Palmeiras foi à terra das coisas grandes para enfrentar os donos da casa do Ituano. O Verdão já estava classificado para o mata-mata do Paulistão havia duas rodadas e o único objetivo da equipe, era terminar esta fase entre os quatro primeiros para jogar pelos menos as quartas de final em casa, mas infelizmente a meta não foi alcançada.

Igualmente a derrota para o Sporting Cristal na quinta-feira, faltou o fator primordial da equipe que estava resolvendo os jogos a seu favor, a raça. Sem raça e muito menos técnica, o resultado só podia culminar em uma derrota, até porque a equipe da casa tinha que ir para cima pois brigava para permanecer na séria A1. O jogo começou bem fraco, com poucas chances para as duas equipes.

A primeira grande chegada ficou por conta do Ituano, mas acabou não dando em gol, porém no mesmo lance aconteceu algo que foi primordial para o resultado do jogo, a contusão de Fernando Prass e entrada de Bruno. Do lado verde, uma grande chance criada por Tiago Real e Vinícius que acabou nos pés de Wesley. Sem goleiro, o meia foi capaz de errar a pontaria. No mais, poucas chegadas de perigo.

O segundo tempo foi muito melhor que o primeiro. O Ituano precisava vencer e teve que se abrir um pouco, deixando muitos contra-ataques ao Palmeiras, que por sua vez não soube aproveitar. Aí entra em cena a lesão de Prass e entrada de Bruno. Quando menos esperavamos, a equipe de Itu abriu o placar em uma falta despretenciosa cobrada por Fernando Gabriel que contou com a falha do arqueiro alviverde. Menos de um minuto depois o Palmeiras empatou com Tiago Real em uma boa jogada de Vinícius.

A partir de então foram boas chegadas e bolas na trave para ambos os lados. O placar eletrônico do estádio anunciou por volta dos 37 minutos que o Mirassol estava vencendo seu jogo. O resultado culminaria com o rebaixamento do Ituano, que resolveu ir com tudo para cima do Palmeiras e aos 46 minutos a persistência da equipe foi premiada com mais uma falha do goleiro Bruno, que após chute de Fernando Gabriel, soltou a bola nos pés de Marcão, que não teve trabalho em empurra-lá para o fundo das redes. No fim, 2 a 1 para a equipe do interior e a garantia de presença na elite de São Paulo em 2014.

Para o Palmeiras, a derrota não mudou o cenário que o empate dava. Nas quartas de final, o Alviverde enfrenta o Santos em jogo único na Vila Belmiro. Por jogarem em casa, os meninos da vila levam um certo favoritismo, mas se a raça palmeirense reaparecer, a equipe pode muito bem se classificar.

Conceitos

Fernando Prass - REGULAR: Ficou pouco tempo em campo. Espero que não fique muito tempo machucado.
(Bruno) - PÉSSIMO: Entrou muito mal, sem ritmo de jogo. Falhou nos dois gols do Ituano.
Weldinho - REGULAR: Esteve muito sumido em campo, mas cobriu bem o lado direito.
Henrique - REGULAR: Quando exigido, apareceu, mas não fez nada de extraordinário.
Maurício Ramos - REGULAR: Fez muitas faltas, mas não comprometeu muito.
Juninho - REGULAR: Outro que esteve apagado em campo.
João Denoni - REGULAR: Foi bem na marcação, mas errou muitos passes.
(Vilson) - REGULAR: Deu uma cobertura maior a zaga, mas não fez nada de especial.
Léo Gago - BOM: Teve boas chegadas ao ataque e cobrou boas faltas.
Wesley - RUIM: Mal como sempre, esteve muito apagado em campo, e ainda perdeu um gol na cara no primeiro tempo.
(Maikon Leite) - RUIM: Nem correr, que é a única coisa que sabe fazer, ele fez. E olha que teve tempo.
Tiago Real - BOM: Criou boas jogadas e fez o gol alviverde.
Vinícius - BOM: Levou bastante perigo ao Ituano. Criou a jogada do gol.
Leandro - REGULAR: Apareceu poucas vezes, mas deu alguns passes bons que podiam ter acabado em gol.
Téc. Gilson Kleina - REGULAR: Teve pouca influência no resultado.

Foto: Futura Press
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por Fernando Borchio | fernando.borchio@hotmail.com

Comentário da Redação > Vitória e clássico à vista!

Último jogo pela primeira fase do Paulistão 2013, Santos e Penapolense se enfrentaram na Vila Belmiro para definir, de vez, suas posições no campeonato. O Peixe buscando selar sua vaga no G4 e jogar em casa na próxima fase fez os gols que deram os três pontos ao time ainda no primeiro tempo: 2 a 1. André e Cícero foram os autores, enquanto Guaru (com desvio de Galhardo) diminuiu na segunda etapa.

O futebol apresentado pelo Santos foi distinto de um tempo para o outro e se o Penapolense fosse uma equipe mais forte, com certeza o resultado seria um empate ou (xô zica!) uma derrota.

O Peixe se impôs no jogo como devia e dominou a primeira etapa. Com a posse de bola, o Santos não dava chance para o Penapolense encaixar jogadas e se lançou ao ataque para furar o paredão, na defesa, feita pelos visitantes.

Aos 25 minutos do primeiro tempo, enfim o Santos conseguiu furar a defesa e abrir o placar. Com um belo passe de Neymar pelo meio, André domina dentro da área adversária e abriu o placar da partida com uma bomba. 1-0.

Com a torcida eufórica, o Santos fez mais um, com Cícero. Após escanteio cobrado curto para Montillo, Neymar recebeu de volta e mandou na área, Marcelo, goleiro adversário e ex-Corinthians, falhou e deixou a bola sobrar para o camisa 8 do Peixe ampliar. 2-0! O futebol apresentado no primeiro tempo foi bom, e a torcida do Santos se empolgou.


Com o placar em mãos e um, até então, bom futebol apresentado, parecia que o segundo seria igual o primeiro, domínio santista e goleada. Quem apostou nessa situação, se enganou.

O Peixe caiu totalmente de ritmo e viu o futebol ruim, apresentado em outros jogos, voltar. O Penapolense aproveitou e aos oito minutos do segundo tempo, Guaru chutou forte, a bola passou por Rafael e sobrou para o Galhardo tirar, porém, não conseguiu e acabou marcando contra. 2-1.
O futebol santista ficou na primeira etapa, porém, o Penapolense nada mais conseguiu fazer. Atacava mas não chegava ao segundo gol e assim terminou o jogo.

O Santos, com a vitória, terminou a primeira fase em terceiro, atrás apenas do São Paulo e Mogi Mirim. O adversário na próxima fase é o rival Palmeiras, na Vila Belmiro (direito conquistado ao terminar entre os quatro primeiros). O Penapolense terminou em oitavo, último classificado, e enfrentará o primeiro da primeira fase, São Paulo.

Conceitos

Rafael - REGULAR: Apesar de ter tomado um gol (que nada pôde fazer), não comprometeu e foi seguro.
Galhardo- RUIM:  Levou um baile de Serginho na defesa e ainda marcou um gol contra. Dúvida cruel, Galhardo, Bruno Peres ou um cone na lateral-direita?
Edu Dracena - REGULAR: Foi o melhor ali na defesa.
Durval - RUIM: Junto com Galhardo, foi vítima do Serginho. Neto de titular, já!
Léo - REGULAR: É o nosso Léo, que luta os 90 minutos e não compromete tanto. Ídolo e nosso camisa 101.
Alan Santos - BOM: O garoto tá jogando bem, muito bem! Bom marcador e sabe sair jogando. Revelação maravilhosa de 2013!
Arouca - REGULAR: Longe de ser o Arouca monstro, sinto que tá faltando um pouco o ritmo, mas acho que no clássico já estará voando.
Cícero - BOM: Faz o seu todo jogo! Não erra muito passes, ajuda a defesa e faz gol. Obrigado, São Paulo!
Montillo - REGULAR/RUIM: As notas dele têm que serem sempre divididas por tempo. No primeiro ele vai bem, aparece pro jogo e no segundo, ninguém sabe se ele joga.
Neymar - REGULAR: Dói dar nota "ruim" para ele, por isso o regular. Insiste muito em jogadas muito maquiadas, perdeu bolas e desperdiçou várias chances. Êêê Bruna Marquezine..
André - REGULAR:  Fez gol, tá ótimo! Se fizer, pelo menos, um gol por partida realizada, é melhor que nada. (Por incrível que pareça, se irritou com o Neymar por falta de toque de bola)
Tec. Muricy Ramalho - RUIM: Poderia cornetar, e muito, como outras vezes, mas só direi uma coisa: #ForaMuricy!

Foto: Gazeta Press

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* ÓTIMO, BOM, REGULAR, RUIM ou PÉSSIMO? No Comentário da Redação, você fica sabendo o que rolou nos principais jogos da rodada, incluindo análises individuais dos atletas.

por Igor Domingues | igor4712@hotmail.com

sábado, 20 de abril de 2013

Clinch > UFC Henderson vs Melendez: O título dos leves está em jogo!

Após mais de um mês sem um grande evento, o UFC desembarca em San José, California, levando ao público uma luta bastante aguardada entre pesos leve. Ben Henderson coloca seu título em jogo contra o ex-campeão do Strikeforce, Gilbert Melendez. É hoje!

O confronto promete, afinal os dois lutadores são de alto nível e estão entre os melhores peso por peso do mundo. O momento vivido por Ben Henderson e por Melendez são bem parecidos. O "Smoth" vem de seis vitórias seguidas e convincentes, igualmente a Melendez. Porém vejo um pequeno favoritismo ao atual campeão, que é um grande estrategista.

Henderson possui um preparo físico de dar inveja a qualquer lutador, sendo capaz de bater incansavelmente por cinco rounds, como fez em sua luta passada contra Nate Diaz. Além do mais, Benson possui um boa parte de trocação e um bom jiu-jitsu, apesar de ainda ser um faixa marrom. Vencê-lo em um round já é difícil, quem dirá cinco.

Melendez, se quiser ser campeão, terá que ser breve, e resolver a luta através de suas próprias mãos. O lutador possui uma boa trocação, e um jiu-jitsu afiado pelo mestre César Gracie, mas não tem muita resistência. Gilbert é um atleta definidor, mas quando está em uma situação ruim, não consegue se sair muito bem.

Meu palpite é de que Ben Henderson vencerá por decisão unânime e manterá o título, mas surpresas poderão acontecer.

Co-main event: Mir vs Cormier

O co-main event da noite terá dois grandes atletas. O ex-campeão do UFC Frank Mir enfrenta o ex-campeão do Strikeforce e ainda invicto Daniel Cormier. A luta também promete, pois deverá haver um confronto de estilos. Mir com seu jiu-jitsu ótimo, não vive mais um grande momento na carreira, mas é um atleta que nunca podemos descartar. Ao contrário dele, Cormier está em grande ascensão. Ele é marcado por ser um grande nocauteador devido às mãos pesadas, além de conseguir se virar razoavelmente no chão. Isso faz dele o favorito. Mas no momento, Cormier não tem como objetivo a conquista do título, pois Caín Velasquez, que é o atual campeão, é seu parceiro de treino na acadêmia AKA.

Brazuca em cena

O evento também contará com a presença de um brasileiro. O ex-TUF Brasil Hugo Wolverine é favorito no confronto contra o americano TJ Dellashaw. O brazuca vive uma boa evolução, fruto dos treinamentos com Luiz Dórea, na acadêmia Champion (onde Júnior Cigano treina) em Salvador.

Confira o card completo do UFC: Henderson vs Melendez:

CARD PRINCIPAL
Ben Henderson x Gilbert Melendez - Pelo título Peso-Leve
Daniel Cormier x Frank Mir - Peso Pesado
Nate Diaz x Josh Thomson - Peso Leve
Matt Brown x Jordan Mein - Peso Pena

CARD PRELIMINAR
Darren Elkins X Chad Mendes - Peso Pena
Francis Carmont x Lorenz Larkin - Peso Médio
Myles Jury x Ramsey Nijem - Peso Leve
Joseph Benavidez x Darren Uyenoyama - Pelo Peso Mosca
Jorge Masvidal x Tim Means - Peso Leve
TJ Dilasshaw x Hugo Wolverine - Peso Galo
Roger Bowling x Anthony Njokuani - Peso Leve
Clifford Starks x Yoel Romero - Peso Médio

Foto: Getty Images

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* A coluna Clinch traz a análise dos principais eventos de artes marciais do planeta.




por Fernando Borchio | fernando.borchio@hotmail.com

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Terra do Tio Sam > Rivalidades logo de cara nos playoffs da NBA

Neste sábado, a bola sobe para o mata-mata da NBA. Particularmente, estou muito ansioso para acompanhar essa série de playoffs. E não é apenas porque meu time, o New York Knicks, aparece como um dos favoritos ao caneco pela primeira vez em muitos anos, e sim porque temos muitos times de ótima qualidade.

Começando pelos Knicks, achei excelente encarar logo de cara o Boston Celtics, um dos maiores rivais na liga. Vai ser um ótimo teste para saber se o desempenho na temporada regular se repetirá agora que o bicho pega, enfrentando um Boston que decepciona, mas que tem camisa pesada. Vai ser bom para ver Carmelo Anthony e Kevin Garnett se enfrentando novamente após os entreveros durante o ano. E mais! Para ver Melo liderando uma equipe com ambições maiores.

Além deste duelo, estou curioso para ver San Antonios Spurs x Los Angeles Lakers, outro jogo cheio de rivalidade entre franquias que raramente se encontram na primeira rodada de playoffs do Oeste, mas como o time da California suou para se classificar, sobrou essa pedreira logo de cara. E sem Kobe, com uma lesão séria de tendão de aquiles que o tira dos playoffs, acho difícil que os Lakers surpreedam. Mas, vai saber...

Dos demais confrontos, tou de olho também em Chicago Bulls x Brooklyn Nets. Acredito que quem sair desse confronto pode complicar a vida do Miami Heat, que não deve ter dificuldade para eliminar o Milwalkee Bucks. A expectativa é pela volta de Derrick Rose aos Bulls, que não jogou nesta temporada por conta da lesão no joelho, mas tudo indica que volta a jogar ainda nesta série.

Confira abaixo a lista completa de confrontos, com data dos primeiros jogos e o mais importante: o meu palpite para os classificados.

CONFERÊNCIA LESTE

Miami Heat (1) x Milwaukee Bucks (8)
Jogo 1 – domingo (21 de abril), 20h, Miami
Palpite: Miami avança.

New York Knicks (2) x Boston Celtics (7)
Jogo 1 – sábado (20 de abril), 16h, Nova York
Palpite: New York avança.

Indiana Pacers (3) x Atlanta Hawks (6)

Jogo 1 – domingo (21 de abril), 14h, Indianápolis
Palpite: Atlanta avança.

Brooklyn Nets (4) x Chicago Bulls (5)
Jogo 1 – sábado (20 de abril), 21h, Nova York
Palpite: Chicago avança

CONFERÊNCIA OESTE

Oklahoma City Thunder (1) x Houston Rockets (8)
Jogo 1 – domingo (21 de abril), 22h30, Oklahoma City
Palpite: OKC avança

San Antonio Spurs (2) x Los Angeles Lakers (7)
Jogo 1 – domingo (21 de abril), 16h30, San Antonio
Palpite: San Antonio avança

Denver Nuggets (3) x Golden State Warriors (6)
Jogo 1 – sábado (20 de abril), 18h30, Denver
Palpite: Golden State avança

Los Angeles Clippers (4) x Memphis Grizzlies (5)

Jogo 1 – sábado (20 de abril), 23h30, Los Angeles
Palpite: LA Clippers avança

Importante: os jogos no Brasil terão transmissão da ESPN e do Space. Vale consultar a programação dos canais.

NFL > Temporada 2013 no papel


A temporada 2013 da NFL já está desenhada, com tabela definida. Infelizmente para nós, fãs da bola oval, ainda temos que aguardar mais de 4 meses até o início da temporada. O jogo de abertura será entre Denver Broncos e Baltimore Ravens, atual campeão, no dia 5 de setembro, uma quinta-feira.

Quebrando uma tradição da liga, o detentor do título jogará fora de casa na estreia devido a problemas envolvendo a tabela do Baltimore Orioles na MLB (apesar de os dois times não dividirem estádio). E logo de cara, um pedreira, encarar o Denver Broncos de Peyton Manning.

As equipes se enfrentaram nos playoffs, em janeiro, e o Ravens levou a melhor por 38 a 35, também jogando no Colorado.

Confira a tabela da Semana 1 da NFL:

Quinta-feira - 5/9
Baltimore Ravens xDenver Broncos

Domingo - 8/9
New England Patriots x Buffalo Bills
Seattle Seahawks x Carolina Panthers
Cincinnati Bengals x Chicago Bears
Miami Dolphins x Cleveland Browns
Minnesota Vikings x Detroit Lions
Oakland Raiders x Indianapolis Colts
Kansas City Chiefs x Jacksonville Jaguars
Atlanta Falcons x New Orleans Saints
Tampa Bay Buccaneers x New York Jets
Tennessee Titans x Pittsburgh Steelers
Arizona Cardinals x St. Louis Rams
Green Bay Packers x San Francisco 49ers
New York Giants x Dallas Cowboys

Segunda-feira 9/9
Philadelphia Eagles x Washington Redskins
Houston Texans x San Diego Chargers

MLB > United we stand

O início da temporada da MLB está muito bem, obrigado. Na Liga Americana, destaque para o bom começo de temporada do Boston Red Sox e do Oakland Athletics. Enquanto isso, o Los Angeles Angels não tá jogando nada, e o New York Yankees oscila muito. O Houston Astros, que estreia na AL, faz um papelão até aqui. Na Liga Nacional, pouco a se destacar até aqui, a não ser o desempenho negativo do Philadelphia Phillies e o Atlanta Braves, melhor campanha da MLB.

Mas após uma triste semana nos Estados Unidos, com o atentado terrorista em Boston, a melhor imagem para encerrar a coluna é da homenagem que os Yankees fizeram ao arquirrival no Yankee Stadium. Um bom exemplo de que as diferenças dentro do esporte são apenas dentro de campos e  quadras.

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* A coluna Terra do Tio Sam fala dos esportes que são paixão nos Estados Unidos: basquete, beisebol, futebol americano e hóquei.


por Ricardo Pilat | pilatportasio@gmail.com | @ricardopilat

O cara da semana > Zé Roberto: O Highlander tupiniquim

O Grêmio, chamado por sua própria torcida de “Imortal” graças as suas façanhas inacreditáveis, conseguiu a classificação para as oitavas de final da Copa Libertadores da América. Um jogo truncado e tumultuado contra o Huachipato no Chile, marcado pela confusão generalizada ao final da partida. Tumultos a parte, o estrelado e super elenco tricolor novamente deve sua boa partida a um jogador veterano, que cada vez mais demonstra o fôlego de um menino.

Quase um Benjamin Button da vida real, a vitalidade de Zé Roberto é digna de se fazer inveja a muitos garotos de base dos dias de hoje. Fato curioso e impressionante, ainda mais se levando em conta de que o rapaz (?!) tem quase 20 anos de carreira. Do começo na Portuguesa e sua vitoriosa carreira na Europa passando por gigantes como Real Madrid e Bayern de Munique, Zé sempre foi conhecido por sua habilidade e versatilidade, podendo atuar em mais de uma posição em campo. Começou como lateral esquerdo, logo se tornou volante e hoje é um meia atacante clássico. O típico camisa 10. Que arma e finaliza jogadas com grande categoria.

Em meio a jogadores mais jovens como Barcos, Vargas, André Santos e tantos outros, sob a batuta do técnico Luxemburgo, Zé Roberto vem cada vez mais sendo o ponto de desequilíbrio a favor do Grêmio. Um exemplo para os aspirantes a atletas profissionais e, ao mesmo tempo, exemplo aos atletas veteranos, Zé entra ao seleto grupo de craques que provam que a habilidade e o vigor podem tardar (ainda mais) para envelhecer e acabar.

Tal como o apelido do time e em meio ao futebol moderno, o “imortal” Zé Roberto vai forjando uma longevidade diferente das de um simples “nome” que fica para a história. Com quase 40 anos, Zé Roberto, ele aparenta construir uma imortalidade quase literal.

Foto: EFE
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* A coluna O Cara da Semana fala dos personagens do esporte que tiverem seu momento de glória, seja por uma semana, seja por um dia, seja para sempre.

por Helder Rivas | lendasdabola.blogspot.com.br | @LendasDaBola

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Comentário da Redação > O time da fé se classifica para a próxima fase da Libertadores

Isso é São Paulo! Isso mesmo, torcedor são-paulino, a vitória contra o Atlético-MG no Morumbi, na noite desta quarta-feira, por 2 a 0, teve a cara do São Paulo. A imprensa parcial não comenta sobre isso, mas o time da fé tem em sua história diversas vitórias como a de ontem, ou seja, quando todos duvidavam, quando sabemos que o time adversário é melhor, quando a classificação parece improvável, o Tricolor se supera e conquista seus objetivos. Duvida? Então pesquise sobre as finais dos Brasileiros de 77 e 86.

Lógico que a vitória de hoje não apaga a péssima campanha do São Paulo na fase de grupos da Libertadores e muito menos garante que iremos passar do mesmo Atlético-MG nas oitavas de final. Mas isso pouco importa hoje, pois o torcedor sai orgulhoso do seu time e com a certeza que com esse empenho tático será uma equipe muito difícil de ser batida.

O primeiro tempo foi surpreendente, o São Paulo demonstrou muita aplicação tática sabendo muito bem o que fazer para anular o Galo mineiro. Obviamente, não houve muitas chances para o Tricolor, pois a equipe pecava na qualidade técnica. De qualquer forma, essa vontade contagiou os mais de 50 mil torcedores no Morumbi, que jogaram juntos.

Pausa no texto para uma constatação: será que a imprensa vai falar que já temos o recorde de público da Libertadores? Será que a imprensa vai dizer que a torcida do São Paulo tem a melhor média de público na Libertadores? Será que a imprensa vai dizer que a torcida apoiou um time até então desacreditado nos 90 minutos do jogo desta noite? Lógico que não né... Mas aqui no Redação do Esporte não temos o rabo preso com ninguém e falamos a verdade.

Voltando ao segundo tempo da partida, o São Paulo manteve o ritmo e foi premiado com um justo pênalti cometido em cima da única vez em que o Aloísio conseguiu sair na frente da ótima defesa atleticana. Rogério assumiu a responsabilidade, novamente, e, com muita frieza, marcou o primeiro gol da partida.

Sabiamente após o gol a equipe acalmou a partida e, como diz na gíria do futebol, cozinhou o galo. Depois vieram as alterações do Ney Franco somado ao o único contra ataque armado pelo Ganso, que resultou no segundo gol tricolor. O meia são-paulino enfiou milimetricamente para Osvaldo na ponta direita cruzar, com uma inteligência impar, para o jogador que acabará de entrar, Ademilson, empurrar para as redes.

Depois foi festa no Morumbi, somada a vitória do Arsenal ARG.

Tudo o que aconteceu nesse jogo não é motivo para euforia, mas com certeza é para encher de orgulho a nação são-paulina, porque hoje o São Paulo foi São Paulo.

Importante: Reparem que se os dois confrontos com o Galo na fase de grupos fossem já na fase eliminatório o tricolor teria se classificado, pois perdeu o primeiro jogo lá em BH por 2x1 e venceu agora no Morumbi por 2x0.

Conceitos

Rogério Ceni – BOM: Nunca foge da responsabilidade nos momentos decisivos esempre corresponde.
Paulo Miranda – REGULAR: Não foi muito bem no apoio, mas foi muito eficiente na defesa.
(Rodrigo Caio) – SEM NOTA: Pouco tempo em campo.
Lúcio – BOM: Firme e sem afobação. Assim ele é ótimo.
Toloi – BOM: Muito bom nas bolas aéreas hoje.
Carleto – REGULAR: Chutes para lateral não me impressionam, mas não comprometeu.
Denílson – BOM: Tenho que dar o braço a torcer, hoje fez uma boa partida. Não errou passes e foi muito firme na marcação. Acende um sinal de esperança.
Wellington – BOM: É isso que se espera desse jogador que sempre teve como característica a doação infinita em campo.
Douglas – RUIM: Fez sua função tática, mas ainda é muito fraco tecnicamente destoa muito do resto da equipe.
Ganso – REGULAR: Fez um bom primeiro tempo, tentando dar tranquilidade no toque de bola da equipe. Sumiu um pouco no segundo tempo, mas foi decisivo no segundo gol.
Osvaldo – BOM: Não vinha fazendo uma boa partida, mas participou dos dois gols. Ou seja, mesmo jogando mal é muito importante para equipe.
Aloísio – REGULAR: Muito esforçado e comprometido, mas falta bola para o rapaz.
(Ademilson) – BOM: Entrou, fez o gol e se machucou.
(Fabrício) – SEM CONCEITO: Pouco tempo em campo.
Tec. Ney Franco – BOM: Usou a escalação que era possível e fez alterações por cansaço. Mas o seu grande mérito nessa partida foi mobilizar a equipe para uma entrega nunca vista. O que fica é a sensação de que se ele tivesse implantado essa filosofia desde o início o São Paulo com certeza não teria passado por esta situação.

Foto:
Terra
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* ÓTIMO, BOM, REGULAR, RUIM ou PÉSSIMO? No Comentário da Redação, você fica sabendo o que rolou nos principais jogos da rodada, incluindo análises individuais dos atletas.


por Victor Mesquita
| @victor_mesquita