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segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Gringolaço > Roma e Arsenal: desacreditados, porém, líderes

Amantes do futebol europeu: o que Roma e Arsenal têm em comum? A resposta é simples: as duas equipes começaram desacreditadas pelas suas torcidas e lideram seus respectivos campeonatos nacionais.

Com o elenco comandado por Totti, Gervinho e Ljajic, a Roma segue 100% no Calcio após goleada contra o Bologna por 5 a 0. Até aí tudo bem, mas atente-se aos números do time da capital: seis jogos; seis vitórias; 17 gols marcados e um sofrido. Quem lê essa campanha, pensa que é da Juventus ou do Milan, mas a dona do feito é a Roma mesmo.

Na goleada construída contra o Bologna, Gervinho marcou duas vezes, Florenzi, Benatia e Ljajic, uma vez cada um.

Enquanto isso, na Terra da Rainha, quem canta de galo é o Arsenal. Também desacreditado pela torcida e rotulado como time das eternas promessas, os Gunners foram ao País de Gales e arrancaramu uma importantíssima vitória contra o Swansea rumo ao título da Premier League, que não vem desde temporada 2003/04, quando venceu de forma invicta.

Os números do Arsenal são modestos em relação a Roma: são seis jogos; cinco vitórias e uma derrota. Tem o segundo melhor ataque com 13 gols e sofreu apenas sete gols.

Os gols contra os galeses saíram no primeiro tempo com Gnabry, jovem meia alemão de 18 anos – olho nele no futuro – e Giroud. Davie descontou para o time da casa.

Nos campeonatos em que os times favoritos eram Chelsea, Manchester City e United, Juventus e Napoli, quem faz a festa no início são os desacreditados, porém, tradicionais.

E agora, Manchester United?

Como diz a gíria dos manos “a casa tá caindo” pelos lados de Manchester, principalmente lá pelas bandas de Old Trafford.

Os Red Devils voltaram a decepcionar sua torcida e perderam em casa pelo modesto West Bromwich por 2 a 1. Na 12ª posição com sete pontos, é o pior início de temporada do United na história do Campeonato Inglês.

Os visitantes saíram na frente com um golaço de Amalfitano aos nove minutos. O atacante francês fez fila até chegar cara a cara com De Gea e tocar por cima do goleiro. Aos 12, Rooney cobrou falta, a bola não desviou em ninguém e morreu na rede: 1 a 1.

Olssen quase virou o placar para os Red Devils, mas o West Bromwich voltou a passar à frente com a participação de Amalfitano, que tocou de calcanhar para Berahino tocar no canto direito de De Gea.

O United está em crise, parece um certo time aqui do futebol paulista, mas acalmem-se, simpatizantes dos Diabos Vermelhos, time grande não cai (ou cai?), mas é bom abrir o olho.

Como comentei na coluna anterior, substituir um ídolo do naipe de Alex Ferguson não é fácil e David Moyes sente na pele essa pesada responsabilidade.

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* A coluna Gringolaço analisa os principais torneios e acontecimentos do futebol europeu.


por Antonio Lemos
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Comentário da Redação > Portuguesa 4 x 0 Corinthians

Visão lusitana > Deus perdoa. Gilberto, não
por Thiago Passarelli | @Thigas03


Gilberto é matador! (Foto: Futura Press)
Um clássico cercado de polêmicas do lado rubro-verde. Mando de campo vendido pela diretoria, sendo que o aproveitamento jogando longe do Canindé é fraquíssimo. O grande Guto Ferreira, que chegou e está nos salvando da degola, punido de maneira, no mínimo, estranha, sem poder sequer entrar no estádio. E nosso maior destaque, Diogo, operado às pressas por conta de uma apendicite.

Mas futebol, amigos, se joga dentro das 4 linhas! E lá, a Portuguesa vem numa crescente que até 1 mês atrás era inimaginável! Já eram 2 vitórias seguidas, sem tomar gols. E a última delas, nosso primeiro triunfo 'longe de casa' (e bem longe, no sul, contra o Inter).

E o que se viu em campo foi a Portuguesa cumprindo um roteiro que tem sido frequente nesses últimos jogos: matando o jogo nos 30 minutos iniciais. Já fora assim contra Náutico, Bahia...

Gilberto recebeu três bolas impecáveis, 2 de Corrêa e 1 de Moisés. E guardou as 3! 100% de aproveitamento para ele, que já chega a 11 gols no campeonato!

O Corinthians ainda teve um pênalti a seu favor, quando o jogo estava 2 x 0. Porém Guerrero bateu muito mal e parou na defesa de Lauro.

No segundo tempo, Tite veio para o 'tudo ou nada'. Esvaziou o campo defensivo do Corinthians, e ficou com 4 atacantes (Pato, Sheik, Romarinho e Guerrero), além dos meias armadores Douglas e Danilo. Com isso o time melhorou bastante, chegou até a balançar a rede em 2 oportunidades, mas ambas em posição ilegal.

A Portuguesa, que queria mais era que o jogo acabasse, foi beneficiada pela expulsão (justa e infantil) do zagueiro Gil, que deixou o Corinthians sem nenhum zagueiro em campo e completamente entregue. A Lusa teve algumas oportunidades, e em uma delas Vanderson matou o jogo (se é que já não estava morto).

Vitória importantíssima pra Portuguesa, em mais um jogo sem sofrer gols. E digo importantíssima por 2 fatores: ganhar em clássico sempre é muito bom. E além disso, o próximo jogo da Lusa é contra o líder Cruzeiro, em pleno Mineirão.

Vai, Portuguesa! Vai, não para de lutar!

Conceitos

Lauro - REGULAR: Apesar de ter defendido um pênalti, o arqueiro se mostrou muito inseguro nas bolas aéreas, falhando em pelo menos 3 oportunidades (algo que tem acontecido todo jogo).
Corrêa - ÓTIMO: Mesmo jogando improvisado na lateral-direita, foi um dos pilares do time, sendo responsável por 2 assistências.
Moisés Moura - REGULAR: O capitão teve uma atuação segura, mas mais uma vez cometeu um pênalti infantil.
Valdomiro - BOM: Atuação sólida do camisa 4.
Rogério
- REGULAR: Não apareceu muito no jogo. Também não comprometeu.
Ferdinando
- BOM: O volante, que vinha de fracas atuações, hoje protegeu bem a zaga e ajudou muito o setor defensivo.
Moisés - ÓTIMO: O lançamento para o terceiro gol de Gilberto foi genial. Além disso, fez ótima partida, tanto ofensivamente quanto defensivamente.
Bruno Henrique
- REGULAR: O bom segundo volante rubro-verde fez uma partida regular. Segurou bem o jogo quando o time já estava na frente no placar.
Souza
- ÓTIMO: Nosso camisa 10 passeou em campo hoje. Distribuiu belíssimos passes, comandou o meio-campo lusitano.
Bergson
- REGULAR: Não apareceu muito pro jogo. De quebra, ainda perdeu boa chance ao chutar em gol precipitadamente num dos muitos contra-ataques do segundo tempo.
(Cañete)
- REGULAR: Não teve muito tempo para jogar.
Gilberto - EXCELENTE: Camisa 9 vive de gols. Ele teve 3 chances e fez 3 gols. O que mais pode se esperar de um matador?
(Vanderson)
- BOM: Teve tranquilidade pra matar o jogo, fazendo o 4º gol.
Téc. Alexandre Faganello - BOM: Não inventou. Seguiu o padrão que vem sendo usado por Guto Ferreira.

Visão corintiana > Parabéns a todos os envolvidos
por Helder Rivas | lendasdabola.blogspot.com.br | @LendasDaBola

Massacre lusitano (Foto: Futura Press)
Ok, foi uma peleja muito feia. Mais que isso, uma verdadeira humilhação. Ontem, vimos em Campo Grande algo que não acontecia desde a época dos 23 anos de fila. A Lusinha, o 2º time do coração de boa parte dos paulistanos, passou o trator com direito a pãezinhos e bolinhos de bacalhau à vontade.

A tal “melhor defesa da competição” desde o começo não mostrou dificuldades para o centroavante Gilberto. Duas jogadas nas costas do menino Igor, duas falhas de marcação de Gil (até tu, Brutus? =/) e dois gols logo no começo. Simples assim.

Quando Igor avançou e fez tabela com Sheik, que sofreu pênalti, parecia que veríamos uma reação. Eis que Guerrero pede a bola, bate e Lauro defende, ampliando o jejum de gols do ataque corinthiano. 

O desespero obrigou Tite a mexer ainda no começo da partida, colocando Danilo no lugar de Ibson, mas logo em seguida, Moisés encarnou o espírito de Gérson e com um lançamento preciso, deixou Gilberto livre para arrancar com tranquilidade do meio de campo, driblar Cássio, marcar seu 3º tento e mandar um belo “Chupa!” para o espanhol Fernando Torres. Menos de 30 minutos e já estava 3 x 0 para a Lusa. Há quantos anos não ouvíamos ou presenciávamos o Corinthians sofrer três gols com menos de meia hora de partida?!?

No 2º tempo, Pato e Jocinei (finalmente!) entraram para tentar o improvável e, pasmem, quase conseguiram! A equipe chegou a marcar dois gols, mas ambos foram corretamente anulados. No finalzinho, ainda houve tempo para Ralf espanar a bola de qualquer jeito e ela sobrar para Vanderson passar por Cássio e só empurrar para o gol alvinegro e fechar o caixão. Antes disso, Gil foi expulso.

Falta vibração aos jogadores (onde foram parar aqueles gritos após um gol ou chutão na linha de fundo?), falta um novo padrão tático (esse 4-2-3-1 ficou manjado), falta compreender e admitir que o planejamento desse ano foi um fracasso (alô Maldonado, Igor, Ibson) e principalmente, falta vergonha na cara de todos os envolvidos. Para quem esperava a cabeça de Tite numa bandeja, ele mesmo se prontificou a puxar a corda da guilhotina, mas foi impedido pelos jogadores e pela diretoria. O que faz sentido, até porque a essa altura, faltando dois meses para acabar o ano, a chegada de outro técnico não mudaria a situação.

E a decisão de mantê-lo, apesar de coerente em certos pontos, não o isenta de culpa. Não só ele, mas os diretores e atletas precisam tomar aquele famoso chá de vergonha na cara e buscar um final de temporada com um mínimo de dignidade.

Mario Gobbi, Edu Gaspar, Duilio Monteiro, Adenor Tite, Emerson, Paulo André e demais. Hora de ter humildade para vir a publico e dizer: “erramos”.

Ah sim, antes que me esqueça, dois comentários rápidos:

1-    Não vou comentar sobre a garrafa atirada no bandeira ou sobre as pichações no Parque São Jorge. Limito-me a dizer que esse tipo de animal, que mais atrapalha e fode o clube do que “ajuda”, tem que estar preso, não em estádio de futebol. 2013 ficará marcado como o ano em que a torcida mais tentou (e conseguiu) prejudicar o time.

2-    Dias atrás, descobriram que parte do entulho do antigo Palestra Itália foi reciclado e usado para a construção da Arena Itaquera. Coincidência?

Conceitos

Cássio – RUIM: Sem culpa direta nos gols, mas o jogo deixou bem claro que, cara a cara com ele, não é difícil dribla-lo.
Edenílson – RUIM: Fraco na contenção e idas ao ataque inefetivas.
Gil - PÉSSIMO: Quando a fase é tensa, até o melhor jogador do time no ano falha. Dois erros de marcação e uma expulsão infantil.
Paulo André – RUIM: Não teve culpa direta nos gols, mas praticamente não foi visto em campo.
(Pato) – REGULAR: Melhorou consideravelmente o ataque e participou da jogada dos dois gols anulados. Definitivamente, ele não pode sair do time.
Igor – HORRÍVEL: As jogadas dos dois primeiros gols começaram pelo seu lado, ridículo no apoio e teve direito a figuração de luxo no 3º gol, quando é visto escorregando ao fundo.
(Jocinei) – REGULAR: E o tal “planejamento” para sua estreia foi pras cucuias. Entrou numa bela fogueira e não comprometeu, fazendo em 45 minutos coisas que Igor, Maldonado e Ibson nunca fizeram, como armar o jogo, se apresentar com perigo, desarmar, etc.
Ralf – RUIM: Outro que vem se deixando levar pela pressão, falhou ao tentar espanar a bola e “entregou” o 4º gol à Portuguesa. Vem se tornando cada vez mais violento com o passar dos jogos, e isso é muito preocupante.
Ibson – SEM CONCEITO: Um dos poucos poupados, mas só porque saiu ainda no 1º tempo.
(Danilo) – REGULAR: Pouco rendeu jogando pelas pontas, mas mostrou categoria e disposição jogando de volante.
Douglas – REGULAR: Deu um belo chapéu no começo do jogo e sofreu vendo seus passes sendo desperdiçados pelo ataque.
Romarinho – PÉSSIMO: Previsível, não conseguiu criar nada nem pela direita e nem pelo meio.
Emerson – REGULAR: Sofreu o pênalti e se movimentou bastante. Nada mais.
Guerrero – PÉSSIMO: Não satisfeito em perder o pênalti, mostrou que precisa calibrar (muito) a mira. Bons tempos em que o time “jogava pra caralho”.
Téc. Tite – PÉSSIMO: Já deu pra perceber que o ciclo acaba esse ano, mas até dezembro, alguma coisa precisa mudar, principalmente por ainda ter a Copa do Brasil.

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Comentário da Redação > Grêmio vence o São Paulo em pleno Morumbi. Foi justo?

Héber também foi mal na vitória gremista (Foto: Terra)
Não! Mas quem disse que futebol é um esporte justo? E este jogo provou isso novamente. O São Paulo jogando em casa foi o dono do jogo, teve as melhores chances e o Grêmio, que passou o jogo todo atrás do meio-campo, no único ataque que teve marcou o gol da vitória.

Então foi azar nosso e muita sorte para o lado gremista? Talvez, mas a sorte esteve ao lado da competência de Vargas ao subir mais alto que a zaga são-paulina marcando o gol no único ataque do time gaúcho, além das defesas de um inspirado Dida.

Não vou entrar no mérito do erro da arbitragem no lance que Rogério Ceni reclamou, com razão, do pênalti não marcado quando Kleber fez um bloqueio com a mão, digno de receber elogio de Bernardinho, dentro da área numa cobrança de falta pouco antes do gol do Grêmio. Sempre digo que a arbitragem brasileira é péssima e erra contra todos os times. Infelizmente temos que aprender a conviver com isso.

Alguns diriam que o resultado foi justo sim, já que o São Paulo não teve a mesma eficiência ofensiva que o Grêmio. Os estatísticos diriam que o aproveitamento ofensivo do São Paulo é ridículo já que teve mais de 5 chances claras para balançar a rede e o Grêmio na única que teve fez, ou seja, 100% de aproveitamento.

Isso quer dizer que Vargas é o melhor atacante do mundo? Não! Mas é um ótimo jogador.

O que eu quero dizer é que matemática ou justiça nunca conseguiram explicar o futebol e talvez isso seja um dos principais motivos desse ser o esporte mais popular do mundo, já que é o que mais se aproxima da natureza ilógica do comportamento humano.

Saindo da filosofia e voltando para o Campeonato Brasileiro, este resultado foi péssimo para o Tricolor e deixa ainda o time perto do purgatório chamado Z4. Como eu disse na vitória contra o Atlético-MG, nossa luta ainda é contra o rebaixamento. Depois do empate na Sul-Americana e da derrota de domingo, fica bem claro isso.

Nosso próximo jogo no Brasileiro é um clássico contra o Santos, ou seja, mais uma pedreira. Não podemos nos dar o luxo de sequer empatar. O jogo de hoje provou que estamos no caminho certo mas precisaremos de algo a mais para passarmos pelo Peixe no litoral.

Conceitos

Rogério Ceni – REGULAR: Não sujou quase a roupa hoje. Pena que a única bola que foi perto dele entrou, mas não teve culpa no gol.
Paulo Miranda  – REGULAR: Estava dando uma canseira na zaga gremista no início do jogo quando festava na lateral. Com a lesão do Toloi foi para zaga e fez uma partida segura.
Toloi – SEM CONCEITO: Machucou logo no início do jogo.
(Douglas) – PÉSSIMO: O gol começou na falha de marcação de quem????
A.Carlos  – REGULAR: Seguro. Perdeu um gol inacreditável no último lance do jogo. Vai se benzer!
Reinaldo  – REGULAR: Fraco no apoio e regular na marcação.
Rodrigo Caio  – REGULAR: Bom marcador, mas não rende tão bem como volante quanto como zagueiro. Que gol perdeu nesse jogo!?
Wellington  – REGULAR: Não comprometeu dessa vez. Quase marcou um golaço! Quase...
Ganso – BOM: Comandou o domínio são-paulino no meio campo. Cansou no fim da segunda etapa.
Jadson – BOM: Esteve aceso o tempo todo e ainda ajudou muito na marcação.
(Aloísio) – REGULAR: Muita correria, atitude e pouca habilidade.
Osvaldo – RUIM: Alguém tem que achar a rapadura que ele comia no ano passado...
Luis Fabiano  – REGULAR: Participou muito do jogo, mas perdeu algumas chances e ainda levou um merecido amarelo.
Téc. Muricy Ramalho  – REGULAR: É Muricy... aqui vai ter que ter mais trabalho do que o normal para sairmos dessa situação.  Ontem seu time dominou o jogo contra o vice-líder do campeonato, mas não teve a sorte que o adversário teve. Pena...


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por Victor Mesquita
| @victor_mesquita

Comentário da Redação > E a ilusão santista vai acabando

Galo 3 x 1 Santos(Foto: Gazeta Press)
Cada vez mais longe do objetivo (ilusório) do ano: a vaga na Libertadores. Assim encontra-se o Santos após mais uma derrota no Brasileirão 2013. Agora diante do Atlético-MG, em Minas, 3 a 1.

O Peixe veio inovado ao encontro com o Galo, no 4-5-1 com Cicinho, lateral-direito, atuando no meio, já que não podia contar com seu camisa 10, Montillo. Na mesma situação, sem Ronaldinho, o Atlético-MG apostou na velocidade de Luan, Diego Tardelli e Fernandinho. Cuca saiu vencedor no duelo das táticas sobre Claudinei.

O jogo começou rápido, com o time da casa indo para cima. Com jogadas pela esquerda onde Fernandinho atuava, Bruno Peres sofreu com as investidas, mas se segurou como pôde.

Aos 14 minutos, após muita pressão do Atlético, o Santos puxou um contra-ataque rápido, também pela esquerda, com Mena e Cícero. Após falha de Réver tentando dar um lençol em Mena, o chileno recuperou a bola dentro da área e tocou para Cicinho, livre, colocar no fundo das redes. Galo 0-1 Peixe.

O placar era injusto pelo o que ocorria em campo. O Atlético era muito mais ofensivo, enquanto o Santos apenas se fechava e dava 'chutões' pra frente em busca de contra-ataques. E como dizem, "água mole em pedra dura, tanto bate até que fura", aconteceu. Não demorou e, pela esquerda, Fernandinho arrancou e tocou dentro da área para Luan chutar pro gol. Empataram.

O jogo incendiou com os gols. E em um lance rápido por parte do Santos, quase o Cícero ampliou, falhando. Quem não falhou foi o Marcos Rocha. Após bobeira de Cicinho no ataque perdendo a bola e dando um contra-ataque (jogada na qual vivia o Peixe) fatal, o lateral do Galo virou o jogo com um belíssimo gol. Galo 2 a 1. Terminando assim a primeira etapa.

O segundo tempo foi mais calmo (e horroroso para nós, torcedores santistas). O Atlético administrou a vantagem e via o próprio Santos facilitar seu trabalho. E quando o Peixe tentou mudar o cenário, viu o Alecsandro, que entrou no lugar do Jô, findar com as esperanças. Galo 3 a 1.

O Peixe, estacionado em nono, continua com 33 pontos e enfrenta o São Paulo na Quarta-feira, enquanto o Galo chega à 35 pontos, subindo para quinta colocação. Próximo adversário do Atlético é o Ponte.

Cada vez mais longe do objetivo (ilusório) do ano: a vaga na Libertadores. Assim encontra-se o Santos após mais uma derrota no Brasileirão 2013. Agora diante do Atlético-MG, em Minas.

Conceitos

Aranha - BOM: Fez seu trabalho, impossibilitando de o resultado ser maior.
Bruno Peres - PÉSSIMO: Tomou um baile do Fernandinho.
Edu Dracena - REGULAR: Altos e baixos. Sobrecarregou com tantos erros de Cicinho, Bruno Peres e Alison.
Gustavo - REGULAR: Mesma situação do Edu Dracena.
Mena - REGULAR: Dois gols saíram em cima dele (Marcos Rocha e Luan), mas foi bem em outras ocasiões e até deu assistência.
Alison - RUIM: Desarma bem, mas cansou de errar nas saídas de bola dando contra-ataques à um time muito rápido.
Arouca - BOM: Desafogava o Santos. O único que tentava sair jogando com a bola nos pés. Ninguém o ajudou.
Cicinho - PÉSSIMO: Tirando o gol marcado, cansou de errar.
Renato Abreu - PÉSSIMO: Marcos Assunção mais novo e com a mesma velocidade.
Cícero - RUIM: Não foi seu dia. Até tentava, mas não deu.
Thiago Ribeiro - RUIM: Atuando no 'lado Neymar', me fez ter mais saudade do moleque de moicano. #VoltaNeymar
Willian José
- PÉSSIMO: Entrou no ritmo do time, péssimo.
Everton Costa - PÉSSIMO: Não preciso nem ver ele jogando, a nota será sempre a mesma: PÉSSIMO.
Giva - SEM CONCEITO: Entrou no fim.
Téc. Claudinei Oliveira - RUIM: Limitado, assim como o time atual.



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por Igor Domingues | igor4712@hotmail.com

domingo, 29 de setembro de 2013

Comentário da Redação > Futebol fraco, “bafo” e retranca potiguar

O único duelo interessante no Pacaembu:
Valdívia x Andrey (Foto: Terra)
Não foi um bom jogo. O Palmeiras não teve criatividade, ousadia e paciência para vencer o guerreiro, porém fraco, América-RN. O empate sem gols ampliou a vantagem paulista que tem 56 pontos contra 46 da Chapecoense. Além disso, o Alviverde tem um jogo a mais que os catarinenses.

O único fato que esquentou um pouco a partida foi o duelo entre o goleiro potiguar Andrey contra Valdivia. O chileno chegou perto do arqueiro e falou que atua em time grande, Andrey por sua vez, declarou que não tomaria gol e que o camisa 10 tinha bafo. Só faltou uma luta no gel – pelo menos seria mais interessante do que ver 22 jogadores maltratando a bola.

Logo no início do jogo, Andrey recebeu de Valdivia um toquinho de nada no calcanhar, e caiu, rolou e fez cara feia. O troco foi até perigoso. O camisa 1 do América-RN agarrou a bola em saída pelo alto, e fingiu que não viu o meia chileno à sua frente. Trombada proposital no chileno e o árbitro não fez nada.

Voltando ao jogo. Que jogo? O Palmeiras escalou o time com três atacantes e dois volantes. Valdivia era o único que atuava na armação, já que Mendieta e Wesley cumpriram suspensão. Daí, a equipe tinha muitas dificuldades em furar o bloqueio potiguar.

Aos 12 minutos, Luis Felipe arriscou de longe, Andrey defendeu e começou  a fazer cera. Foi a primeira boa chance do Verdão. O que se viu durante a partida foi ataque contra defesa. O Palmeiras tinha até posse de bola ‘à la Barcelona’, mas não machucava o adversário.

Percebendo que poderia encarar o gigante de igual para igual, o América-RN apostava nos contra-ataques, porém, pecava no toque final. Adriano Pardal foi até à linha de fundo e cruzou para ninguém dentro da área.
Luis Felipe virou baixa no Verdão. O lateral saiu machucado para entrada do esforçado Wendel. Em sete minutos, o time paulista teve duas grandes chances de terminar o primeiro tempo em vantagem. Aos 35, Wendel deu passe por elevação a Valdivia, que foi até a linha de fundo e cruzou para Leandro, que mandou a bola para fora. Depois, aos 42, Juninho cruzou na medida para Alan Kardec, que, de cabeça, obrigou a Andrey fazer grande defesa.

O torcedor palmeirense tinha a esperança de que o time voltaria voando na segunda etapa, mas não foi isso que aconteceu. O América voltou melhor com seus jogadores mais adiantados na marcação.

As melhores chances do time de Natal saíram dos pés de Chiquinho Gaúcho e Adriano Pardal. O primeiro arriscou um chute de longe e a bola passou perto do gol de Prass. Já Pardal, ficou cara a cara com o goleiro palmeirense, mas chutou nas pernas dele.

No lado palmeirense, sobrou desorganização tática e faltou ousadia. Kleina sacou o apagado Leandro e colocou o rápido Serginho. Nada feito. Depois foi a vez de Vinicius sair para entrada de Caio. E foi dos pés do centroavante reserva que saiu a única chance do Verdão, quando Valdivia o deixou na cara do gol, mas o camisa 29 chutou em cima de Andrey.

Andrey cumpriu a promessa de não sofrer gols do rival. Valdivia cansou de dar passes para seus companheiros perderem gols. Em um fim de tarde frio, com futebol frio, o único momento quente da partida foi protagonizado pelos dois.

Conceitos

Fernando Prass - BOM: Teve pouco trabalho. Quando foi exigido, salvou o time com uma defesa com os pés.
Luis Felipe - BOM: Fazia boa partida pelo lado direito até se machucar. Foi substituído ainda no primeiro tempo.
(Wendel) - REGULAR: Esforçado. Apenas. Errou todos os cruzamentos que tentou.
Vilson - REGULAR: Sofreu com a correria potiguar, mas deu conta na defesa.
Henrique - REGULAR: Outro que sofreu com a correria nordestina.
Juninho - REGULAR: Alternou bons e maus momentos na partida.
Márcio Araújo - REGULAR: Teve um pouco de trabalho nos contra-ataques. No geral, foi bem nos desarmes.
Charles - RUIM: Arriscou um chute de longa distância, e só.
Valdivia - BOM: Teve um bom primeiro tempo conduzindo o time as melhores chances de gol, mas caiu de produção na segunda etapa.
Leandro - RUIM: Precisa de um ‘chá de banco’. Pensa que é um Edmundo, Leivinha, mas é apenas o Leandro. Tentou se movimentar e foi displicente em alguns lances. Atuação apagada.
(Serginho) - REGULAR: Entrou para dar correria ao time, mas foi atrapalhado pela desorganização tática do time.
Vinicius - RUIM: Outro que teve uma atuação abaixo da média.
(Caio) - REGULAR: Entrou nos últimos minutos e fez mais que o Vinicius no jogo inteiro.
Alan Kardec - BOM: Melhor opção ofensiva do Verdão. Duas boas chances: uma na trave e outra com intervenção de Andrey.
Tec. Gilson Kleina - RUIM: Pode ser exagero, mas Kleina não foi feliz na sua escalação. Colocou o time com dois volantes contra o fraco time potiguar e quando foi preciso mudar, trocou seis por meia-dúzia. Faltou ousadia ao treinador.

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por Antonio Lemos | www.paponaarquibancada.blogspot.com.br

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Os Caras da Semana > Os 75 do Brasil

THIS IS SPARTA! Não podemos colocar fotos dos 75 guerreiros,
então simbolizamos em Alex o movimento
Muito tempo atrás, na antiga Grécia, houve uma batalha violenta em um lugar chamado Termópilas. No auge das Guerras Médicas e após conquistar outros territórios, os Persas do rei Xerxes tentavam invadir regiões gregas buscando o domínio completo do continente. Sabendo disso, o rei Leônidas de Esparta, preparou um ardil e “convidou” o exército Persa a invadir suas terras, chamando apenas 300 dos melhores soldados espartanos para lutar ao seu lado. E durante dois dias, esses trezentos guerreiros mostraram o inferno para seu inimigo, matando mais de 3 mil soldados adversários .

Hoje, após décadas de silêncio, reclamações infrutíferas, os cantos de andorinhas outrora solitárias finalmente foram unidos e mostraram os raios de luz de um possível verão, bem diferente dos que nos acostumamos a ver no futebol brasileiro. A clara iniciativa que 75 jogadores (inclusive estrangeiros) mostraram aos organizadores do grande espetáculo nacional que mudanças devem ser feitas para o melhor aproveitamento e rendimento do esporte. Mudanças já planejadas, prometidas, mas nunca cumpridas (e por muitas vezes, ignoradas).

Gerações de atletas brilhantes tecnicamente já haviam tentado algo do gênero, mas nunca tiveram sucesso. O conglomerado da Confederação Brasileira de Futebol tinha poderes que todos achavam inalcançáveis, mas algo mudou de um tempo para cá. A voz de ex-jogadores têm endossado o coro contra o império, que rui aos poucos. A cada dois ex-atletas que se juntam ao lado negro do futebol nacional, outros quatro se posicionam contra. A possibilidade foi vista, a brecha apareceu e o ponto fraco se fez notório, chamando a atenção de 75 atletas atuantes. Companheiros de time, rivais, inimigos... todos entenderam o recado e se uniram para a luta contra o reinado de inúmeros tiranos que regem nosso esporte bretão.

A história diz que os bravos espartanos perecerem contra os persas, mas essa vitória não pôde ser considerada algo glorioso ao exército de Xerxes. O homem que se dizia um Deus viu suas galerias serem dizimadas por 300 relés mortais munidos de simples lanças e escudos. Os soldados de Leônidas jazeram pela Lei de Esparta, mas seus esforços foram ecoados aos quatro ventos, estimulando legiões de homens gregos livres a se unirem para vencer seu inimigo em comum. A derrocada persa começou com a mensagem das três centenas espartanas, pois mostraram ao mundo que sim, era possível vencer um inimigo aparentemente imbatível e que sim, independente das baixas e dos sacrifícios, era possível mudar um destino aparentemente certo.

Que os 75 jogadores brasileiros que assinaram a nota contra o calendário nacional se inspirem nos guerreiros de Leônidas, e mesmo que não consigam resultados em curto prazo, transmitam sua mensagem.

Que daqui algumas temporadas, todos vejam as tentativas (ou por que não, efetivas?) mudanças que eles buscam e lutam para ter recorra pelas gerações futuras, tanto por atletas quanto para espectadores e demais envolvidos.

Que a CBF seja Persa, que Marin seja Xerxes e que os 75 se tornem 300. E que o ideal dessas centenas repasse para milhares, até milhões.

O futebol brasileiro, num todo, agradece.

Leia na íntegra o manifesto dos 75 atletas:


Nós, atletas profissionais de futebol, com representantes em clubes das séries A e B do Campeonato Brasileiro, vimos, de forma oficial, demonstrar nossa preocupação com relação ao calendário de jogos divulgado na última sexta-feira (20/09) pela Confederação Brasileira de Futebol para o ano de 2014.

Devido ao curto período de preparação proposto e ao elevado número de jogos em sequência, decidimos nos reunir, de forma inédita e independente, para discutir melhorias em prol do futebol e da qualidade do espetáculo apresentado por nós a milhões de torcedores.

Queremos ser uma parte mais efetiva deste movimento que se faz extremamente necessário e, para tanto, solicitamos uma reunião com a entidade que administra o futebol brasileiro (CBF) para tratar de questões propositivas e de comum interesse.

Estamos convictos de que dar esse primeiro passo significa caminhar na direção do profissionalismo, da transparência e da busca pela excelência no futebol de alto rendimento praticado no Brasil.

Contamos com o apoio de outros atletas e convidamos todos os profissionais do futebol e apaixonados pelo esporte a se unirem a nós nesta iniciativa em benefício do futebol brasileiro.

Informaremos ao público o andamento e os resultados desta nova discussão assim que possível

Sem mais para o momento,


Alessandro (Corinthians)
Alex (Coritiba)
Alex (Internacional)
Alexandre Pato (Corinthians)
Anderson (Paraná Clube)
André Rocha (Figueirense)
Arouca (Santos)
Barcos (Grêmio)
Bolívar (Botafogo)
Cássio (Corinthians)
Ceará (Cruzeiro)
Cícero (Santos)
Corrêa (Portuguesa)
Cris (Vasco)
D'Alessandro (Internacional)
Dedé (Cruzeiro)
Deivid (Coritiba)
Dida (Grêmio)
Diego Cavalieri (Fluminense)
Douglas (Corinthians)
Edson Bastos (Ponte Preta)
Edu Dracena (Santos)
Edu Schimidt (Sem Clube)
Elano (Grêmio)
Elias (Flamengo)
Fabinho (Criciúma)
Fábio (Cruzeiro)
Fábio Santos (Corinthians)
Fabrício (São Paulo)
Fahel (Bahia)
Felipe (Fluminense)
Fernando Prass (Palmeiras)
Gilberto Silva (Atlético-MG)
Ibson (Corinthians)
Jadson (São Paulo)
Jefferson (Botafogo)
Juan (Internacional)
Júlio Baptista (Cruzeiro)
Juninho Pernambucano (Vasco)
Kleber Gladiador (Grêmio)
Lauro (Ponte Preta)
Léo Moura (Flamengo)
Leonardo (Criciúma)
Lima (Portuguesa)
Lincoln (Coritiba)
Lúcio Flávio (Paraná Clube)
Luís Alberto (Atlético-PR)
Luís Fabiano (São Paulo)
Luís Ricardo (Portuguesa)
Maldonado (Corinthians)
Marcel (Criciúma)
Marcelo Lomba (Bahia)
Marco Antonio (Atlético-PR)
Moisés/Meia (Portuguesa)
Moisés/Zagueiro (Portuguesa)
Neto Baiano (Goiás)
Paulo André (Corinthians)
Paulo Baier (Atlético-PR)
Paulo Cesar (Sem Clube)
Rafael Moura (Internacional)
Rafael Sobis (Fluminense)
Roberto (Ponte Preta)
Rodrigo (Goiás)
Rogério Ceni (São Paulo)
Serginho (Criciúma)
Souza (Portuguesa)
Thiago Ribeiro (Santos)
Tinga (Cruzeiro)
Titi (Bahia)
Valdívia (Palmeiras)
Valdomiro (Portuguesa)
Victor (Atlético-MG)
Wendel (Vasco)
William (Ponte Preta)
Zé Roberto (Grêmio)
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* A coluna O Cara da Semana fala dos personagens do esporte que tiverem seu momento de glória, seja por uma semana, seja por um dia, seja para sempre.

por Helder Rivas | lendasdabola.blogspot.com.br | @LendasDaBola

Comentário da Redação > Time pequeno

São Paulo 1 x 1 U. Católica Na Sul-Americana (Foto: Terra)
São Paulo, coloque algo na sua cabeça: você não tá com futebol e muito menos com psicológico para fazer um gol e achar que é só administrar que vai fazer outros com facilidade. Não, não vai.

Não é porque você ganhou três seguidas assim que o Muricy chegou que você é um puta time, candidato à vaga na Libertadores. Não, você não é.

Você tem agido e tem que pensar que é um time pequeno, jogar como time pequeno e ter anseios de um time pequeno. Sim, time pequeno, fraco e frágil.

Mais uma vez, assim como foi a toada contra o Goiás no final de semana, agora diante da Universidad Católica, o time achou que era o esquadrão da morte dos bons tempos, o tal “Jason”, e depois que fez o gol, por ter, admito, começado o jogo muito bem, começou a querer fazer bonito e tentar coisas que até agora não conseguiu no ano e, sinceramente, nem vai conseguir. Já estamos em outubro, já era.

Postura ridícula depois que levou o empate. Os últimos minutos do primeiro tempo e todos os minutos do segundo foram uma tortura. Não que o adversário chileno tenha pressionado, mas o São Paulo não se encontrou em nenhum momento. Triste.

Mais uma vez a postura demonstrada mostra uma vulnerabilidade psicológica gravíssima, algo que vem desde a época do Ney Franco. Está, aliás, ficando cada vez mais claro que o problema não é o treinador.

Enfim, o resultado em si foi uma bosta, óbvio, mas é o que menos importa. A luta mesmo é para não cair. Essa é a realidade.

Conceitos

Rogério Ceni – BOM: Sequer foi exigido. Ótimas reposições de bola, como sempre.
Paulo Miranda – BOM: Jogou bem na maior parte do tempo. No fim do jogo fez umas bizarrices, mas não comprometeu.
Antônio Carlos – BOM: Apesar de a zaga inteira ter errado no lance do gol dos caras, ele em si não teve culpa. No mais, sem falhas. Quase fez um gol no final.
Rafael Toloi – BOM: Idem ao companheiro.
Douglas – RUIM: Ele é ruim, não adianta. Até se esforça, mas não tem jeito mesmo.
(Jadson) – PÉSSIMO: Omisso. Bunda mole total.
Wellington – RUIM: Raçudo, mas errou passes demais. Distraído no gol dos caras. Tem a maior parcela de culpa no lance.
(Fabrício) – SEM CONCEITO: Jogou 5 minutos.
Maicon – REGULAR: Começou bem. Depois caiu, conforme o time como um todo. Apesar disso, foi um dos poucos que manteve uma postura séria o jogo inteiro. Ele entendeu que o lance esse ano é jogar como time pequeno.
Ganso – REGULAR: Passe fenomenal para o gol do Fabuloso. Voluntarioso na marcação, algo além do que tem que, de fato, fazer. Passou a errar demais no segundo tempo.
Reinaldo – REGULAR: Fez o básico, principalmente defensivamente. Só tenho um adendo: ele tem um mecanismo de autodefesa que, sempre que o time começa a jogar mal, ele para de atacar, acho que pra não levar a culpa caso o time perca. Para com isso, porra, vira homem.
Aloísio – RUIM: Corre demais, beleza, mas não produz nada.
(Osvaldo) – RUIM: Outro que não produziu nada útil, mas demonstrou vontade dessa vez.
Luis Fabiano – BOM: Fez um belo gol e se movimentou bastante. Agora, ele não tem que buscar a bola no meio de campo, parem com isso. Estão matando o futebol dele.
Téc. Muricy Ramalho – BOM: Fez o que tinha que fazer mesmo e foi bem enérgico na beira do gramado. Não tem responsabilidade sobre o problema psicológico do time.


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* ÓTIMO, BOM, REGULAR, RUIM ou PÉSSIMO? No Comentário da Redação, você fica sabendo o que rolou nos principais jogos da rodada, incluindo análises individuais dos atletas.


Por Thiago Jacintho | thi.jacintho@gmail.com | jogodeequipe.blogspot.com.br

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Comentário da Redação > Saudades das goleadas de 1 x 0...

Mais um jogo sem gol do Corinthians (Foto: Terra)
Houve um tempo em que a torcida se enraivecia com o técnico Tite por seu pragmatismo e insistência em usar um grande número de volantes em campo. Esse tempo passou e a fúria foi transportada para o pragmatismo de suas “goleadas” de 1 x 0. Mesmo esse sendo um resultado recorrente e que garantiu títulos como o Campeonato Brasileiro, Libertadores e Mundial, não era o bastante. Agora, todos os sentimentos negativos se voltam para a escassez de gols que saiu do Brasileirão e entrou na Copa do Brasil.

Em sete jogos disputados recentemente, além da secas de resultados positivos, o Corinthians marcou apenas UM gol, feito por Pato (na verdade o gol foi contra, mas para ajudarem o menino deram o gol pra ele. Segue o jogo). Por algum trabalho de magia negra, a zica que acompanhava um certo time do Jardim Leonor parece ter cruzado a cidade e se instalou na zona leste de São Paulo. A bola, pura e simplesmente, não quer entrar de jeito nenhum! Seja Guerrero, Pato, Sheik, Romarinho, Danilo... a dificuldade dos jogadores finalizarem de maneira perigosa é alarmante.

O pior é que analisando friamente, o time não vem jogando muito mal. Apesar de alguns jogadores específicos serem irregulares (Douglas, Pato, Sheik), outros estarem precisando se benzer (Danilo, Guerrero) e outros sequer deveriam estar lá (vocês sabem quem são esses, não preciso colocá-los aqui, né?), o coletivo funciona como sempre, principalmente a defesa.

Na partida de ontem diante do Grêmio, pouco se viu de bola rolando, já que ambos os times usaram e abusaram das faltas desnecessárias em zonas neutras, comprometendo assim o desenvolvimento melhor do jogo. Não à toa, na parte individual, Emerson Sheik foi um dos destaques. Não apenas calejado com esse tipo de jogo, se mostra sempre muito à vontade nessas situações e foi quem mais levou perigo à meta do mito Dida (sdds). Outro destaque ficou por conta de Cássio, recuperando a forma finalmente e lembrando o goleiro da Libertadores e do Mundial. O arqueiro foi desafiado pelo atacante Vargas e seus chutes venenosos, mas levou a melhor no duelo.

O jogo de volta será realizado daqui exatamente um mês. Usando a mesma (esperança) lógica usada após a classificação contra o Luverdense: tem muito chão até lá e tem tempo de se corrigir todos os problemas, se recuperar no Brasileiro e chegar pronto para o embate decisivo. Só que na atual conjuntura, isso tudo fica apenas na minha simulação de mundo perfeito, no meu nirvana pessoal, pois a realidade demonstra que há muito para se corrigir até lá.

Que saudades das saudosas goleadas de 1 x 0...

Conceitos

Cássio – BOM: Bem quando exigido. Travou um duelo particular com o chileno Vargas e levando a melhor.
Edenílson – REGULAR: boa opção de ataque, deu espaços demais na defesa.
Gil – BOM: tudo que posso dizer é que não entendo Henrique do Palmeiras estar na Seleção e ele não.
Paulo André – REGULAR: Não precisou aparecer muito, mostrou boa recuperação nas jogadas e no posicionamento das bolas aéreas.
Igor – RUIM: aos poucos o garoto vai se soltando, especialmente no ataque. Mas ainda é afoito demais e tem sérios problemas na defesa.
Maldonado – PÉSSIMO: inútil na armação e na marcação. Se quem o contratou realmente esperava que fosse jogador da época de São Paulo, Cruzeiro e Santos, é bom checar a nota fiscal e pedir o reembolso.
(Ibson) – RUIM: quase começo a sentir pena de criticá-lo. É notório que ele entra sempre com muita vontade, que vem dando seu melhor. Mas seu melhor é algo que definitivamente não serve para o Corinthians.
Ralf – REGULAR: Apesar de sempre manter o nível, de uns tempos para cá parece estar com os nervos à flor da pele; tem reclamado demais com os árbitros e usado de força “desnecessária” em algumas jogadas. E todos sabemos que ele não é desse tipo de jogador.
Douglas – REGULAR: Passe diferenciado, infiltrações precisas para os atacantes e movimentação além da que normalmente faz, mas não aguentou o ritmo e saiu por cansaço.
(Romarinho) – REGULAR: tentou dar velocidade pelo meio, se movimentou, mas pouco produziu.
Danilo – RUIM: Já faz algum tempo que vem errando passes demais. Hora de incorporar o bom e velho maestro ZiDanilo novamente. Estamos precisando MUITO dele agora.
Emerson – BOM: O cara que gosta de jogos desse porte. Levou muito perigo e deu bons sustos em Dida.
Guerrero – RUIM: Teve um gol anulado e sofreu um pênalti discutível, mas não anula o fato de ter sido um peso morto em campo.
(Pato) – REGULAR: entrou e quase não foi notado, mas sua simples presença abriu espaços e exigiu atenção aos zagueiros gremistas.
Téc. Tite - RUIM: não seria hora de arriscar um pouco mais, dando chances para Jocinei, Zizao e outros? Já está muito na cara que seus “filhos mimados de 2012” não estão dando conta e o lendário “merecimento” caiu por terra.

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* ÓTIMO, BOM, REGULAR, RUIM ou PÉSSIMO? No Comentário da Redação, você fica sabendo o que rolou nos principais jogos da rodada, incluindo análises individuais dos atletas.


por Helder Rivas | lendasdabola.blogspot.com.br | @LendasDaBola

Comentário da Redação > Hoje não, hoje não, HOJE SIM!

Sim, o Santos conseguiu empatar com o Náutico (Foto: Divulgação Santos FC)
“Hoje não, hoje não...HOJE SIM! Hoje sim... é inacreditável. Olha, é inacreditável. Não há nenhuma necessidade do Santos (Ferrari, ou hoje, Fusquinha) fazer isso. Se eu tivesse apostado todo meu dinheiro, eu teria perdido.” – Cléber Mito Machado.

É, meus queridos amigos santistas. O Santos conseguiu o “inconseguível”, com o perdão da palavra escrota. Diante de um Náutico que não vencia há 13 jogos, com 10 pontos em 22 partidas disputadas e virtualmente (absolutamente) rebaixado, o Alvinegro merecia perder. A vergonha não foi maior, pois o juizão inteirou arrumando faltas inexistentes próximas da área, e em uma delas Cícero empatou. Para animar um pouco o texto coloquei a frase e o vídeo (confira no final do texto) do nosso célebre Cléber Machado narrando mais uma entregada do Rubinho para o Schumacher. Troquei o trecho da Ferrari, pelo Santos, porque ontem o Santos entregou suas últimas chances no campeonato.

Vamos às verdades: sempre que o torcedor pensa que o Santos 2013 vai, ele não vai. Tanto para o mal como para o bem. Quando tomou aquela chapuletada do Barça, todos pensaram: vai brigar pra não ser rebaixado, vai apanhar do Corinthians na Vila (era o jogo seguinte). Mas depois disso colecionou empates e se tornou uma das melhores defesas do campeonato, parando até mesmo o super Cruzeiro no Mineirão.

Em outros momentos conseguiu uma sequência positiva e pensamos na possibilidade de G4. E quando precisou provar sua competência, negou fogo. Ontem foi mais uma prova de que o Santos não conseguirá nada no campeonato. Matematicamente está bem posicionado, em 6º e há 6 pontos do G4. Mas vamos parar de sonhar. O time do Santos é fraco. Quem dependia de Neymar, hoje depende de Cícero. Não estou criticando o camisa 8, pelo contrário, é o único jogador lúcido do time, hoje. Só que está longe de ser craque, e com o peso nas suas costas acaba errando demais.

O Peixe só consegue bons resultados quando, ciente das suas limitações, doa-se demais em campo. Mas ontem, subestimou o Náutico (se é que é possível não subestimar o pior time da história da Série A), e jogou com o freio de mão puxado, sem garra, e assim conseguiu ser pior que o adversário, merecendo a derrota.

Enfim, agora é conquistar mais 12 pontos, para se fixar no G12 (os 12 que não conseguirão nada no campeonato), e pensar em 2014. Quem sabe foi até melhor assim, porque vitórias às vezes escondem as verdades.



Conceitos

Aranha – REGULAR: Pouco pôde fazer no jogo. Sem culpa no gol.
Cicinho – REGULAR: Esforçado, mas errou demais no jogo.
Edu Dracena – PÉSSIMO: Se não foi a pior partida do capitão no Santos, está no Top3.
Gustavo Henrique – REGULAR: Se igualou a mediocridade do time todo. Mas não comprometeu.
Mena – RUIM: Ataca mal. Marca com dedicação. E "marca touca" com frequência.
Alisson – BOM: O único que cumpriu bem seu papel. Muitas roubadas de bola, que é sua função em campo.
Renê Junior – REGULAR: Esteve abaixo, como a maioria do time.
(Léo Citadini) – RUIM: Ficou devendo muito futebol. Ainda tenho esperanças nele, mas precisa amadurecer. E muito.
Cícero – REGULAR: É o termômetro ofensivo do time. Quando está bem o time flui, quando mal o time é péssimo. Ontem esteve mal quase o jogo todo. Salvou sua atuação com o gol.
Montillo – RUIM: A nota é da condição física dele. Mais uma lesão. Uma pena.
(Leandrinho) – RUIM: Esse está devendo futebol sempre. Só o Claudinei que parece ter outra dívida com ele, pois sempre coloca pra jogar.
Giva QUASE GOL – PÉSSIMO: O apelido dado pelo Ricardo Pilat diz tudo. Mais uma série de gols perdidos.
(Gabriel) – SEM CONCEITO: Nem tocou na bola direito. Devia ter entrado antes.
Willian José – PÉSSIMO: Partida horrorosa. Ontem achou o seu futebol verdadeiro, que é horroroso.
Téc. Claudionor, Claudemir, Claudecy...Ah ,é Claudinei Oliveira – PÉSSIMO: Mexeu mal demais no time. E não conseguiu colocar na cabeça dos jogadores o clima de final que deveria ter, subestimando o Náutico.

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* ÓTIMO, BOM, REGULAR, RUIM ou PÉSSIMO? No Comentário da Redação, você fica sabendo o que rolou nos principais jogos da rodada, incluindo análises individuais dos atletas.

por Fernando Pilat | @fernandopilat

Comentário da Redação > Botafogo 1 x 1 Flamengo

Visão botafoguense > Alguém perdeu um gol aí?
Poly Noé | @poly_anna

A ansiedade em volta do jogo, o nervosismo antes da bola rolar e tudo mais o que envolve um Botafogo x Flamengo.

Ok, respira fundo e vamos à partida:

Um primeiro tempo horroroso do Fogão, que não conseguia acertar passes e sucumbia à armação tática do Flamengo. O time comandado pelo técnico Oswaldo quase não levou perigo à meta adversária, e já diz aquele ditado: quem não faz...leva.

Dito e feito.

O time da gávea usou o ponto fraco do Alvinegro para abrir o placar: Paulinho se esticou todo pra conseguir fazer um cruzamento na medida pra André Santos subir e cabecear, tirando um dos zeros do placar. Aliás é preciso resolver as jogadas de bola aérea o mais rápido possível.

Dankler (a criatividade dos pais na hora do batismo me emociona) que estreou nesta quarta pelo Botafogo, e que estava há um ano parado, fez um bom início de partida, mas marcou só a bola no lance do gol e esqueceu do adversário. No segundo tempo deu lugar a Lucas Zen (todos os botafoguenses se benzem).

No segundo tempo, Botafogo era outro time, se organizou taticamente, fez uma boa marcação, segurou a bola e empatou o jogo num chutão de Edilson dentro da área, em que a bola desviou em Samir e passou por Felipe.

Botafogo ainda teve chance com Rafael Marques de virar o placar logo depois e com Octávio, que sozinho chutou da entrada da área pra fora, nos minutos finais.

Mais um empate neste clássico carioca que em 2013 chega ao seu centenário ano de rivalidade e, pasmem, são 118 empates. Dia 23 de outubro tem outro jogo para decidir quem fica com a vaga e nenhum dos times entram com vantagem, pois em clássicos regionais pela Copa do Brasil não existe vantagem pelo gol de visitantes.

Pra cima deles Fogão!

Conceitos

Jefferson - BOM: fez uma partida segura, principalmente no primeiro tempo onde fez boas defesas e salvou a meta do time.
Edilson - REGULAR: fez o que deveria ser feito: o gol. Nada além disso.
Dankler - REGULAR: fez uma boa partida apesar da falha no gol adversário. Estava há um ano parado e no segundo tempo deu lugar a Lucas Zen.
(Lucas Zen) - RUIM: com ele em campo é cada um por si e Deus por todos. Pelo menos não comprometeu o final do jogo. O que é um avanço.
Dória - BOM: voltou a mostrar segurança na zaga.
Júlio César - REGULAR: fez uma partida discreta, errou passes bobos, mas não comprometeu.
Marcelo Mattos - RUIM: precisa parar com os chutões.
Gabriel - RUIM: fez uma partida muito discreta.
Lodeiro - PÉSSIMO: mais uma vez fez uma péssima atuação, errou tudo o que tentou no jogo. Tem um lugar no banco de reservas te esperando.
(Alex) - REGULAR: Entrou no lugar do Lodeiro.
Seedorf - RUIM: Está visível o cansaço do camisa 10, logo, não rende o esperado.
Hyuri - REGULAR: teve chances de definir o jogo, mas desperdiçou.
(Octávio) - RUIM: teve A chance do jogo no final do segundo tempo, sozinho, chutou por cima do gol.
Rafael Marques - RUIM: ajudou a defesa, deu passes, mas na hora de fazer sua função perdeu um gol que viraria o placar poucos minutos depois do gol de empate.
Téc. Oswaldo de Oliveira - RUIM: desta vez não comprometeu o jogo com substituições erradas.

Visão flamenguista > Pernas pra que te quero
por Rafael Gomes | rafagomesdesouza@gmail.com | @rafaeldudu


Empate justo no Maraca (Foto: Flaimagem / Divulgação)
Certa vez ouvi de um professor que a dedicação pode superar o talento. Um cara que treina, se dedica, se esforça muito mais que alguém talentoso, pode levar vantagem na vida. Com apenas essas poucas palavras podemos relatar o que vem acontecendo com o Flamengo na Copa do Brasil. Após encurralar o incontestável líder do Brasileiro, Cruzeiro, num Maracanã de encher os olhos, ontem durante boa parte do jogo o time rubro-negro soube neutralizar o vice-líder sem sofrer riscos.

Flamengo e Botafogo jogaram uma partida de xadrez no maior do mundo, onde cada equipe dominou um tempo. Com o empate na partida de ontem, nenhuma equipe tem vantagem no jogo de volta no longínquo, 23 de outubro. Lembrando que não temos o tão falado “gol qualificado” na disputa, já que as duas partidas serão no mesmo estádio.

A primeira grande notícia do jogo para o Flamengo foi a efetivação do então auxiliar Jayme de Almeida, pelo menos até o fim do ano. Jayme é um cara tranquilo, de fala mansa, ex-jogador e torcedor do clube, fazendo com que os torcedores logo remetam ao momento em que Andrade assumiu o time e arrancou para um improvável título brasileiro. O sonho hoje deve se focar na Copa do Brasil e fugir do rebaixamento no Brasileiro, onde a situação é complicada, mas não desesperadora. Ainda.

O Flamengo começou muito bem, pressionando o Botafogo no campo de defesa e com 1 minuto de jogo teve grande chance com Hernane batendo rente à trave de fora da área. O lance mostrou que a equipe queria jogo e com uma marcação muito apertada, sufocou o Botafogo que não criava nada. Em um dos bons momentos desta marcação, após uma roubada de bola no meio campo, João Paulo cruzou para Paulinho fazer o improvável e devolver a bola pro meio da área com um voleio que encontrou André Santos para abrir o placar no Maraca. Notem como o jogo foi diferente para o Fla, pois quando João Paulo cruza razoavelmente bem e André Santos se apresenta para o gol, é porque o jogo é especial.

Com a vantagem, o primeiro tempo só não terminou com um placar mais elástico, pois debaixo das traves o Botafogo tinha Jefferson e sorte. Em chutes de Léo Moura e Carlos Eduardo, este uma defesa no contrapé, num gol que já comemorávamos, o time parou no arqueiro. Em cabeçada de Luiz Antonio e novamente em finalização de Carlos Eduardo, o acaso se encarregou de resolver, e as duas bolas saíram triscando o gol.

O segundo tempo foi marcado por um domínio alvinegro. O time cansou. De tanto marcar forte e chegar em velocidade ao ataque, faltou perna para o Flamengo. O Botafogo encontrou seu gol em uma jogada que claramente o Flamengo falhou pelo cansaço. Hyuri, até então apagado, encontrou Edílson livre pelo lado direito, que cruzou forte, a bola desviou em Samir e enganou Felipe. Após o gol, por uns 5 minutos a pressão do Botafogo foi muito forte, mas o Flamengo conseguiu aguentar, com 2 defesas de Felipe (na segunda, espalhafatoso como sempre).

As mudanças de Jayme não surtiram tanto efeito, mas deram mais fôlego ao time. Fica aquele gostinho de que poderíamos ter vencido o jogo, mas pelo segundo tempo foi justo o empate.

Agora é esperar quase um mês para ver o fim de mais uma eliminatória contra o Botafogo. E que o final seja como nos estaduais de 2007, 2008 e 2009.

Conceitos

Felipe – BOM: Nos dois chutes mais perigosos do Botafogo, esteve presente. Não teve culpa no gol.
Léo Moura – BOM: Excelente tabela com Hernane no 1º tempo, não subiu como de costume, mas voltava de lesão. É DONO da posição.
Wallace – BOM: É simples e não inventa. Por vezes vai como um louco para o ataque, mas não trouxe problemas com isso.
Samir – BOM: Excelente revelação da base, a cada jogo que passa ganha mais a posição. Levou uma falta de sorte danada no gol, mas na maioria dos lance levou vantagem.
João Paulo – BOM: Ofensivamente produziu bem. No gol do Botafogo foi fazer a cobertura da zaga e deixou uma Avenida Brasil nas costas. Culpa do sistema defensivo como um todo.
Amaral – REGULAR: Quase entregou o ouro ao bandido no primeiro tempo, mas no geral fez o que se espera. Desarmou e tocou para o primeiro que via.
Luiz Antonio – ÓTIMO: Na ausência de Elias, se mostrou um bom distribuidor de jogo. Apareceu para concluir em uma cabeçada com muito perigo no primeiro tempo.
André Santos – BOM: Marcou o gol e se apresentou mais para o jogo que anteriormente.
(Cáceres) – REGULAR: Apareceu em boa finalização, mas só entrou para dar fôlego ao time e não participou de mais nada.
Carlos Eduardo – BOM: Boa partida. Apareceu para armar e finalizar. Em uma das finalizações, parou em milagre de Jefferson. Está melhorando.
(Rafinha) – REGULAR: Apareceu algumas vezes, mas sem muita profundidade. Uma boa jogada no tempo em que ficou em campo.
Paulinho – REGULAR: Conseguiu uma mágica ao mandar a bola para área de voleio na jogada do gol, mas não produziu muito depois do lance. É importante na marcação, pela disposição.
(Gabriel) – RUIM: É uma ótima aposta do clube, mas está sem confiança nas jogadas. Por vezes, se enrola sozinho.
Hernane – BOM: No que foi proposto foi bem. Como pivô, apareceu em bom chute e em boa assistência para Léo Moura finalizar.
Téc. Jayme de Almeida – BOM: Armou o time para sufocar o Botafogo e sair rápido para o ataque. O time cansou, suas mexidas deram um pouco mais de fôlego ao time. Está com crédito, pois parece ter o time ao seu lado.

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quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Terra do Tio Sam > Semana 3 da NFL: Giants e Steelers em crise

Duas das principais franquias da NFL começaram a temporada em crise. Quatro vezes campeão do Super Bowl, o New York Giants não sabe o que é vencer e acumulou a sua terceira derrota na Liga. E não foi uma derrotinha qualquer com placar apertado e sim, uma lavada de 38 a 0 contra o modesto Carolina Panthers.

Na partida, Eli Manning teve uma atuação discreta com 119 jardas obtidas e uma interceptação. Já Cam Newton, teve 15 passes completos em 27 tentativas, conseguindo obter 223 jardas. Além disso, Newton deu três passes para TDs, foi interceptado apenas uma vez e ainda anotou um touchdown.

Sendo assim, a situação dos Giants é bem delicada, já que em toda história da NFL, a probabilidade de um time ter começado perdendo os três primeiros jogos de chegar aos playoffs foi de apenas 3%.
Outro time que está com a luz vermelha piscando é o Pittsburgh Steelers. A turma do Big Ben e seis vezes campeão do Super Bowl, também está no mesmo barco de Giants, Redskins, Buccaneers, Vikings e Jaguars. No Sunday Night Football contra o Chicago Bears, a equipe começou mal, se recuperou no decorrer da partida, mas acabou perdendo por 40 a 23.

Parece que Pittsburgh tinha visto algum jogo do Giants, pois errou além da conta. Ao todo foram quatro turnovers contra nenhum dos Bears e sempre naquela clássica jogada de toda temporada: snap para Big Ben, ele sem proteção a ponto de ser sacado ou interceptado. Mesmo assim, o camisa 7 completou 26 dos 41 passes tentados, conseguindo 406 jardas. Ele proporcionou dois TDs e sofreu duas interceptações. Já pelo lado de Chicago, Jay Cutler acertou 20 dos 30 passes, obtendo 159 jardas e gerando um touchdown.

Essas e outras equipes que tomaram três derrotas na cabeça é bom abrirem bem os dois olhos, pois a temporada passa num estalar de dedos.

Broncos, Patriots, Dolphins e Chiefs: sensações da AFC

Nem o mais pessimista torcedor do Kansas City Chiefs poderia acreditar no começo de temporada espetacular do seu time. Pois é, Kansas City é uma das três franquias da AFC com 100% de aproveitamento.

Na abertura da rodada, Alex Smith e Cia foram até a Philadelphia e bateu os Eagles por 26 a 16. A partida marcou o reencontro do técnico Andy Reid, atualmente nos Chiefs, com o Philadelphia. O comandante dirigiu os Eagles durante 14 temporadas. No fim, o treinador levou a melhor sobre a sua ex-equipe.

Quem também não estava acreditando com tanta convicção era a torcida do New England Patriots. A franquia encarou o Tampa Bay Buccaneers em casa e atropelou por 23 a 3 com mais uma grande atuação de Tom Brady.

Essa será a tônica dos Patriots para esta temporada, um time dependente do seu quarterback, que levou o time a 225 jardas lançadas e dois TDs, já que seu ataque considerado ideal com Gronkowski e Amendola estão fora de combate. Foi a primeira vez, desde 2007, que o time não começava a temporada com 100% de aproveitamento.

Outra equipe que merece destaque é o Miami Dolphins. De patinho feio na temporada passada à sensação nesta, a franquia conseguiu vencer em casa o bom time do Atlanta Falcons por 27 a 23. A dupla Ryan Tannehill e Lamar Miller, e a defesa de Miami foram fundamentais para vitória em uma partida que foi decidida no finalzinho através de um TD marcado por Dion Sims.

Agora, o Denver Broncos, esse time é de tirar o chapéu. Não canso de dizer e pode ser que eu “seque” um pouquinho, mas a equipe tem tudo para ir ao SB desta temporada com o trio Peyton Manning, Wes Welker e Demaryius  Thomas.

O QB dos Broncos não cansa que quebrar recordes na Liga e no Monday Night Football, conseguiu o feito de ser o atleta que mais deu passes para TD em toda NFL nas três primeiras rodadas. São 12 no total.

Manning quebrou recorde e Denver bateu o Oakland Raiders por 37 a 21. Se continuar nessa levada, Broncos e Patriots têm tudo para decidir a Conferência Americana, mas é muito cedo para dar qualquer tipo de prognóstico.

Resultados da semana 3:
Philadelphia Eagles 26 x 16 Kansas City Chiefs
Cincinnati Bengals 34 x 30 Green Bay Packers
Dallas Cowboys 31 x 7 St. Louis Rams
Tennessee Titans 20 x 17 San Diego Chargers
Minnesota Vikings 27 x 31 Cleveland Browns
New England Patriots 23 x 3 Tampa Bay Buccaneers
New Orleans Saints 31 x 7 Arizona Cardinals
Washington Redskins 20 x 27 Detroit Lions
Carolina Panthers 38 x 0 New York Giants
Baltimore Ravens 30 x 9 Houston Texans
San Francisco 49 ers 7 x 27 Indianapolis Colts
Pittsburgh Steelers 23 x 40 Chicago Bears
Denver Broncos 37 x 21 Oakland Raiders
New York Jets 27 x 20 Buffalo Bills
Seattle Seahawks 45 x 17 Jacksonville Jaguars
Miami Dolphins 27 x 23 Atlanta Falcons

Jogos da semana 4:

San Francisco 49ers x St. Louis Rams
Baltimore Ravens x Buffalo Bills
Cincinnati Bengals x Cleveland Browns
Chicago Bears x Detroit Lions
Seattle Seahawks x Houston Texans
Indianapolis Colts x Jacksonville Jaguars
New York Giants x Kansas City Chiefs
Pittsburgh Steelers x Minnesota Vikings
Arizona Cardinals x Tampa Bay Buccaneers
New York Jets x Tennessee Titans
Philadelphia Eagles x  Denver Broncos
Washington Redskins x Oakland Raiders
Dallas Cowboys x San Diego Chargers
New England Patriots x Atlanta Falcons
Miami Dolphins x New Orleans Saints

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* A coluna Terra do Tio Sam fala dos esportes que são paixão nos Estados Unidos: basquete, beisebol, futebol americano e hóquei.


por Antonio Lemos | www.paponaarquibancada.blogspot.com.br

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Paddock da Redação > GP de Cingapura: Vai uma carona ai?

O GP de Cingapura foi um reflexo de tudo que já foi visto na temporada até aqui, sem novidade nenhuma. Sebastian Vettel largou na pole, perdeu e recuperou a posição ainda na primeira volta e daí pra frente o alemão fez o eu passeio noturno pelo autódromo.

Além disso, Fernando Alonso largou em sétimo e (de novo) fez uma ótima largada e apostando em uma tática diferenciada de parada nos boxes, terminou na segunda posição (de novo). Fechando o pódio chegou Kimi Raikkonen e sua Lotus, sem dúvida os três são os melhores pilotos da temporada.

Mas a imagem mais legal da corrida de Cingapura foi a carona que Webber pegou com Alonso (foto acima) ao final da prova. A imagem emblemática fez todos se lembrarem da carona que Nigel Mansell deu para Airton Senna há mais de 20 anos, um tempo em que Fórmula 1 tinha mais disputas e despertava mais interesse e paixão dos brasileiros.

Falando em brasileiros, Felipe Massa fez mais uma corrida regular e terminou em sexto lugar, mesma posição da largada. Para um piloto que está na berlinda, ainda não sabe se vai disputar a próxima temporada e havia prometido ir para cima do companheiro de equipe, o desempenho ficou aquém do prometido.

A temporada de 2013 da F1 caminha para mais um título de Vettel, o que resta saber agora é com quantas corridas de antecedência o piloto da Red Bull conseguirá mais um campeonato para a sua galeria. Nem Fernando Alonso, segundo colocado e principal rival, parece acreditar que tem alguma chance de reverter a distância de 60 pontos que os separam.

Faltam seis etapas até o final do campeonato e a próxima prova será daqui a duas semanas na Coreia do Sul, mais um daqueles novos circuitos chatos que a Fórmula 1 inventa. Vamos esperar que a prova traga um pouco de emoção, é o que resta.

 Classificação do Mundial de Pilotos da F1:

1 Sebastian Vettel (ALE/RBR-Renault)    247   
2 Fernando Alonso (ESP/Ferrari)    187 
3 Lewis Hamilton (ING/Mercedes)    151   
4 Kimi Raikkonen (FIN/Lotus-Renault)    149   
5 Mark Webber (AUS/RBR-Renault)    130   
6 Nico Rosberg (ALE/Mercedes)    116   
7 Felipe Massa (BRA/Ferrari)    87   
8 Romain Grosjean (FRA/Lotus-Renault)    57   
9 Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes)    54   
10 Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes)    36   

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* A coluna Paddock da Redação traz bastidores e análises da Fórmula 1, a principal categoria de automobilismo do mundo.


por Rodrigo Svrcek
| @svrcek_rodrigo

Gringolaço > Rodada de clássicos na Europa

Substituir um ídolo de seu clube não é fácil. David Moyes, treinador do Manchester United está sentindo na pele o peso de suceder  Alex Ferguson e seu time ainda não decolou na Premier League.
Neste domingo, o escocês viu do banco a derrota da sua equipe por 4 a 1 diante do seu rival – Manchester City – dentro do Etihad Stadium. Nos últimos anos, a maior goleada no dérbi tinha sido em outubro de 2011, 6 a 1 para o City, em Old Trafford.

Sem Van Persie, barrado em cima da hora, o Manchester United foi presa fácil para os Citzens.  Aguero abriu o placar aos 16 minutos com um golaço. Kolarov recebeu de letra de Nasri, cruzou na pequena área e o argentino completou de voleio.

Desnorteado, o United tentou empatar e a esperança ficava em cima de Rooney, mas o atacante estava tímido em campo e pouco produziu. Nos acréscimos, o City aumentou a vantagem com Yaya Touré, de joelho. 

A expectativa era a de que o United se atirasse ao ataque para reagir no segundo tempo, mas logo no primeiro minuto,  Aguero completou cruzamento de Negredo e fez 3 a 0.  A vaquinha Red Devil deitou de vez e o histórico 6 a 1 de 2011 começava a se desenhar.

Em contra-ataque puxado aos 5 minutos, Navas arrancou pela direita e cruzou para Nasri bater de primeira e fazer 4 a 0. No fim, Rooney descontou de falta e não foi dessa vez que o eterno 6 a 1 não se repetiu.

O destaque brazuca na rodada ficou por conta de Paulinho. O ex-corintiano marcou um golaço de letra na vitória do Tottenham contra o Cardiff por 1 a 0. Os Spurs dividem a liderança da Premier League com o Arsenal (12 pontos).

Futebol italiano >  Roma vence rival e Milan perde em casa para o Napoli

No grande clássico da rodada, a Roma se vingou da final da Copa Itália e bateu a rival Lazio por 2 a 0. O resultado deixou o time da capital com 100% de aproveitamento e a liderança do Calcio ao lado do Napoli.

Os gols saíram no segundo tempo com  Balzaretti e Ljajic. O lado negativo da partida ficou por conta de André Dias, da Lazio. O ex-zagueiro do São Paulo, entrou aos 33 do segundo tempo, sequer tocou na bola e foi expulso quatro minutos depois ao chegar forte em Totti.

No San Siro, o Napoli teve um teste de fogo contra o Milan e saiu vitorioso por 2 a 1. Os gols dos Azurris foram marcados por Britos e Higuaín. Pelo lado Rossonero, Balotelli descontou no final.

O Milan poderia ter saído com pelo menos o empate. Aos 16 minutos da segunda etapa, Balotelli perdeu um pênalti defendido por Reina. Foi o primeiro pênalti desperdiçado pelo atacante na carreira.

Campeonato Espanhol > Barça goleia Rayo Vallecano e perde na posse de bola

O Barcelona visitou o Rayo Vallecano e saiu de Madrid com mais três pontos na bagagem. A goleada por 4 a 0 deixou os catalães na liderança do Espanhol com 15 pontos, ao lado do Atlético de Madrid.

Pedro marcou três vezes e Fàbregas completou a goleada. Neymar fez mais uma vez boa partida e deu passe para o gol de Pedro.

Mas o destaque não foi a goleada e sim, depois de cinco anos, o Barcelona não saiu de campo com mais posse de bola que o adversário. O Rayo teve 51% contra 49% dos catalães. A última vez tinha sido em derrota para o Real Madrid, em 2008.

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* A coluna Gringolaço analisa os principais torneios e acontecimentos do futebol europeu.


por Antonio Lemos
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segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Clinch > Resultado final esperado. De forma injusta

No texto pré-luta cravei a vitória fácil de Barão e Jones (eu e o resto do mundo). Mas por muito pouco, ou melhor, por 3 pessoas (os juízes), todos os comentaristas de MMA, inclusive eu, não ficariam com cãibra na boca, como diria meu BRILHANTE* irmão e editor-chefe deste blog Ricardo Pilat.

Começando pela luta fácil, Barão manteve seu cinturão peso galo com nocaute no inicio do 2º round. Um chute rodado, que é característico do potiguar, definiu o combate. O brasileiro é soberano em sua categoria e merece ser campeão de fato. Se Dominick Cruz recuperar-se a luta tem que acontecer, enquanto isso o brasileiro continua passeando no octógono do UFC. Deixo aqui uma única crítica nessa luta: para o árbitro Yves Lavigne. Ele é ruim demais, parece que fica com dó dos lutadores e interrompe a luta de forma rápida, assim como fez ontem. Os atletas treinam meses para subir no octógono sabendo que vão tomar porrada na cara, então não pode ter dó, e sim deve ter respeito ao trabalho deles e interromper no momento certo.

Agora a luta difícil. Apesar do resultado final, admito que falei bobagens no texto anterior e já estava preparado para me auto criticar. Gustafsson ganhou a luta, na minha opinião e na de muitos fãs de MMA, inclusive o público de Toronto, que vaiou Jones e aplaudiu o sueco no pós luta. Mas não sou daqueles que acha que foi um roubo descarado. Na verdade a luta foi equilibrada e pode ter sim visões diferentes. Agora a decisão unânime me parece estranha, e principalmente o infeliz do juiz que marcou 49 a 46 para o Jones.

Gustafsson não é um lutador de grande técnica, mas estava com o boxe e o fôlego afiados. Além disso merece o respeito de todos por entrar no octógono sem medo e pressionando desde o começo da luta. O campeão pareceu assustado com a atitude do desafiante. Depois de um golpe de raspão próximo ao olho e um corte, Jones se desconcentrou e acabou sendo derrubado, a primeira queda cedida por ele no UFC. O nervosismo do americano ficava claro ao final dos rounds quando ele levantava as mãos, querendo mostrar na marra que venceu aquele período.

Todos os rounds foram equilibrados, mas Gustafsson se mantinha superior em pé, acertando um número maior de golpes. Isso até os 40 segundos finais do quarto round onde Jones acertou uma cotovelada rodada no sueco, o deixando grogue, e por pouco não nocauteou. No 5º round os dois estavam muito cansados e debilitados, mas Jones venceu.

Nas minhas contas foram os 3 primeiros rounds para Gustafsson e 2 para Jones. Enfim, os juízes deram a vitória ao americano.

As lições que a luta deixou: Jones precisa melhorar muito seu boxe. Em pé ele diferencia-se com as cotoveladas surpreendentes, bons chutes, mas principalmente por sua envergadura. E na primeira luta contra alguém da média de altura ele não conseguiu impor seu jogo. Gustafsson foi o grande vencedor do combate, pois ganhou moral, o prêmio de melhor luta da noite, e a certeza de que terá uma nova chance de disputar o cinturão. Seja agora, ou depois do brasileiro Glover Teixeira ter sua oportunidade. Parabéns ao sueco.

*Venho humildemente pedir uma graninha emprestada. Valeu, BRILHANTE irmão!

Resultados do UFC 165:

CARD PRINCIPAL
Jon Jones venceu Alexander Gustafsson por decisão unânime dos jurados
Renan Barão venceu Eddie Wineland por nocaute técnico no segundo round
Brendan Schaub venceu Matt Mitrione por finalização no primeiro round
Francis Carmont venceu Costa Philippou por decisão unânime dos jurados
Khabib Nurmagomedov venceu Pat Healy por decisão unânime dos jurados

CARD PRELIMINAR
Myles Jury venceu Mike Ricci por decisão dividida dos jurados
Wilson Reis venceu Ivan Menjivar por decisão unânime dos jurados
Stephen Thompson venceu Chris Clements por nocaute no segundo round
Mitch Gagnon venceu Dustin Kimura por finalização no primeiro round
John Makdessi venceu Renée Forte por nocaute no primeiro round
Michel Trator venceu Jesse Ronson por decisão dividida dos jurados
Alex Caceres venceu Roland Delorme por decisão dividida dos jurados
Daniel Omielanczuk venceu Nandor Guelmino por nocaute no terceiro round

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* A coluna Clinch traz a análise dos principais eventos de artes marciais do planeta.


por Fernando Pilat
| @fernandopilat