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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

De Camarote Térreo > Eu também não sei se a saída do Adilson é boa

"Não temos certeza se tomamos a melhor decisão. O tempo será o senhor da verdade", disse o diretor de futebol do Santos, Pedro Luiz Nunes Conceição. A frase mostra um pouco do despreparo da diretoria santista, que se mostra ainda inexperiente e pouco calejada nesse negócio complicado que é o futebol.

Que me acompanha aqui sabe da minha insatisfação com o trabalho do Adilson Batista há bastante tempo. Mesmo na melhor fase, eu fazia críticas ao treinador. Adilson falhou especialmente por mudar demais a equipe, fazer muitos testes em momentos inoportunos e pelas substituições equivocadas durante as partidas.

Esses fatores somados justificam a bagunça tática que é a equipe e os maus resultados que agora aparecem.

Mas voltando à frase do diretor santista, eu até concordo. Apesar das críticas que eu fazia, não sei se a demissão dele foi acertada. Principalmente porque o clube não planejou isso e agora está aí divagando sobre diversos nomes de treinadores. Os que agradam não virão (Abel e Dorival, por exemplo). Os outros são apostas de risco ou certeza de fracasso.

Nesse cenário, se eu fosse o diretor, talvez agisse de outra forma. Tentaria conversar com o técnico, explicar o ponto de vista da direção e agiria com mais cautela. Ou, pelo menos, teria preparado antes o terreno para uma saída precoce de Adilson.

Resumindo, eu também não sei se a demissão do Adilson vai ajudar o clube. Vai depender muito dos próximos passos da diretoria.

E agora?

A demissão está confirmada e não adianta mais discutir se foi certo ou não. O negócio é aquela chatice de discutir nomes. E os nomes cotados me dão até medo!

Para quarta-feira, a opção será mesmo o Marcelo Martelotte. Se ele não atrapalhar, já será ótimo!

E há quem diga que é até provável que o interino fique no comando até maio, prazo para que Abel chegasse na Vila. Dada a falta de traquejo dos dirigentes santistas para contornar as situações, é até provável que algo do tipo aconteça depdendo dos resultados que virão. E acho melhor do que trazer "qualquer um".

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* A coluna Camarote Térreo coloca o torcedor santista pertinho dos fatos que agitam a Vila Belmiro.

Redator: Ricardo Pilat
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domingo, 27 de fevereiro de 2011

Comentário da Redação > Chuva, falta de luz, expulsão exagerada e empate no Choque-Rei

Que jogo foi esse no Morumbi?! Não foi uma baita partida tecnicamente, longe disso, mas teremos bastante história para contar. O Choque-Rei da chuva (pra não dizer tsunami), do apagão, das polêmicas... e que durou quase três horas.


No final das contas, o empate em 1 a 1 fez justiça ao que foi o jogo, mas o que decidiu mesmo o resultado foi a expulsão de Alex Silva no início do segundo tempo. Até então, o São Paulo era melhor, tinha jogadores melhores tecnicamente. Com um a mais, o Palmeiras foi para o abafa e fez o gol.

Mas antes de explicar mais o resultado da partida, tenho que comentar as maluquices no decorrer da partida e a atuação do árbitro Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza. Acho que ele teve bom senso na decisão de começar a partida às 17h. Não era o ideal para os atletas, mas vimos que o jogo correu em ótimas condições apesar do temporal que levou a cidade de São Paulo a mais um dia de loucura.

O jogo rolou e o Palmeiras estava se dando melhor com o campo pesado. Mas foi numa jogada de bom toque de bola, já com o gramado em boa condição, que o São Paulo abriu o placar. Pela troca de passes entre Lucas, Dagoberto e Fernandinho, que fez um golaço.

Na sequência, a luz apagou no Morumbi. Mais 14 minutos de paralisação e o São Paulo voltou dominando o jogo e mostrando muitas fragilidades no rival alviverde.

Pois bem, voltamos ao árbitro da partida. Na etapa final, o Tricolor ainda era melhor, até que Alex Silva foi expulso por alguns movimentos bruscos contra o atacante Adriano. Eu acho que o apitador exagerou na marcação, mas o zagueiro do São Paulo também deu bobeira. Eu não entendo essa mania que os beques têm de querer brigar com os atacantes porque acham que eles estão se jogando. Isso é problema do juiz e não da zagueirada!

E voltando ao nosso bravo Adriano "Michael Jackson", a entrada dele foi fundamental para que o Palmeiras chegasse ao empate. Não só por ter cavado a expulsão do Alex. Principalmente porque o ataque alviverde não estava se entendendo com Luan, Kléber e Valdivia. Os três estavam muito distantes.

Adriano entrou no lugar do Luan e tudo começou a acontecer com mais naturalidade. E em lance parecido com o gol são-paulino, o Palmeiras triangulou com Valdivia, Kléber e Adriano, e o MJ do Palestra mandou para a rede. E um minuto antes ele tinha perdido outro gol feito. O resultado poderia ter sido melhor para o Palmeiras.

Enquanto isso, Carpegiani havia tirado Fernandinho e colocado o zagueiro Xandão antes do gol. Depois tirou Lucas por Rivaldo e acabou com qualquer chance de um contra-ataque em velocidade. Mandou mal o treinador são-paulino.

O empate acabou ficando bom para os dois. Por tanta coisa que aconteceu neste domingo, o importante para Palmeiras e São Paulo foi não perder.


Conceitos - São Paulo

Rogério Ceni - BOM: Principalmente no segundo tempo, fez defesas fundamentais.
Rhodolfo - BOM: Presente em todos os lados do campo, muito bom.
Alex Silva - PÉSSIMO: Só pelo bobagem que fez no lance da expulsão, merece esse conceito.
Miranda - BOM: Teve trabalho para marcar os rápidos atacantes do Palmeiras, mas foi bem.
Jean - BOM: Tem cada vez mais sido uma boa opção no apoio.
Casemiro - BOM: Começou o jogo meio afoito, mas melhorou e mostrou que tem qualidade para ser titular.
Carlinhos Paraíba - BOM: Esse é um que está me surpreendendo bastante. Dá uma saída de bola qualificada ao time e não deixa de ser combativo no meio-campo.
Lucas - ÓTIMO: Está sendo um baita diferencial nesse time são-paulino.
(Rivaldo) - SEM CONCEITO: Não acrescentou muita coisa. Só deixou o time mais lento.
Juan - BOM: Não compromete e ainda apoia com perigo.
Fernandinho - BOM: A chegada de Lucas ao time está ajudando também o futebol do Fernandinho, que está jogando com muita mais tranquilidade. Fez um golaço!
(Xandão) - REGULAR: Não deveria ter entrado. Carpegiani foi medroso.
Dagoberto - ÓTIMO: Ao lado de Lucas, o melhor do time. Não só hoje, mas nos últimos jogos.
(Willian José) - SEM CONCEITO: Também não tocou na bola.
Tec: Paulo César Carpegiani - REGULAR: Mandou bem na escalação e mal nas substituições. Chamou o Palmeiras para seu campo de defesa e tirou as opções de contra-ataque em velocidade.

Conceitos - Palmeiras

Deola - BOM: Evitou outros gols do São Paulo no primeiro tempo.
Cicinho - REGULAR: Fernandinho e Dagoberto aprontaram pelo setor direito da defesa do Palmeiras. Pobre Cicinho.
Danilo - REGULAR: Felipão fez bem em tirá-lo do intervalo. Não só pelo cartão amarelo que tinha, mas porque estava com dificuldades para acompanhar a rapidez do ataque tricolor.
(Leandro Amaro) - BOM: Entrou bem no time, com muito mais velocidade que o Danilo.
Thiago Heleno - REGULAR: Só não foi pior porque o Felipão tirou ele do combate principal com os atacantes são-paulinos.
Gabriel Silva - REGULAR: Tem que apoiar mais, é a melhor qualidade do lateral.
Márcio Araújo - REGULAR: Jogando de primeiro volante não rende o melhor.
Marcos Assunção - BOM: Estava levando perigo nas bolas paradas, mas Felipão preferiu tirá-lo por causa de um cartão amarelo.
(João Vitor) - BOM: Entrou bem, sabe jogar direitinho.
Tinga - BOM: Apronta sempre uma correria nas defesas adversárias. Deu equilíbrio ao time no momento do abafa.
Valdivia - REGULAR: Em lances esporádicos brilhou, mas passou boa parte do jogo apagado.
Luan - PÉSSIMO: Jogou muito isolado de Kléber e Valdivia. Sentiu a pressão do jogo.
(Adriano) - BOM: Entrou no segundo tempo e deu outra cara ao jogo. Se aproximou do Kléber e foi assim que fez o gol de empate.
Kleber - BOM: Luta demais! Nasceu para jogar partidas com a deste domingo, com cara de guerra.
Tec: Luiz Felipe Scolari - ÓTIMO: Foi o melhor do Palmeiras em campo. Mexeu muito bem na equipe e é responsável direto pelo empate e a quase vitória.

Foto: Lancenet!

Redator: Ricardo Pilat
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Comentário da Redação > Sem jogar bem, Fla vence e está na final do Campeonato Carioca

Não foi uma atuação de encher os olhos, longe disso. Mas o Flamengo não deu chances para a zebra: venceu o Boavista por 1 a 0 - gol de falta de Ronaldinho, e assegurou vaga na grande final do Campeonato Carioca. Venceu a chamada Taça Guanabara, primeiro turno do estadual, mas me nego a dizer termos como "campeão". Assim como a Taça Rio, é um absurdo considerar a TG um título.

Para chegar à final do torneio, o Rubro-Negro não precisou fazer grande coisa. Depois de uma primeira fase perfeita em termos estatísticos - venceu todos os jogos -, pegou, na semifinal, um adversário muito superior a todos os outros que havia enfrentado: o Botafogo. Avançou de forma sofrida, nos pênaltis. Com a derrota do Fluminense para o Boavista, só um vacilo muito grande faria a equipe da Gávea não conquistar se garantir decisão Carioca. Não aconteceu.

Mas, como já ficou claro, o Fla não convenceu no jogo deste domingo. E o técnico Vanderlei Luxemburgo colaborou para isso, escalando mal a equipe, na minha opinião. Colocar Ronaldinho de centroavante foi uma enorme bobagem. Não tinha para que que inventar, era seguir com o 4-2-3-1 com um jogador de ofício centralizado no ataque (Deivid, Diego Maurício, ou até mesmo o Negueba).

Além de ter a presença de um centroavante de verdade, que, em tese, tem mais faro de gol e faria muito melhor o papel de pivô, o espaço de Ronaldinho seria ampliado. Poderia ser mais útil ao time com seus passes, lançamentos, chegadas na área para finalizar. O ataque sem um "camisa 9" facilitou a vida do Boavista. Houve chances, mas nenhuma que fosse realmente clara e muito bem criada.

No intervalo, Luxa consertou o erro do início ao colocar Negueba no lugar do pouco produtivo Bottinelli. Eu preferia o Diego Maurício para a posição (apesar de o Negueba estar indo muito bem), mas logo o atacante foi ao campo no lugar do lateral-esquerdo Egídio, deixando a equipe bem ofensiva. E corretamente. Tinha que ir pra cima, o campo era todo do Mengão. Era defesa contra ataque.

A declaração do técnico Alfredo Sampaio durante a semana de que iria armar um time ofensivo e atacar o favorito para surpreender mais uma vez, ficou só no papo. O que se viu foi um Boavista medroso e covarde. Abdicou-se totalmente de atacar, e nem mostrou qualidade para fazer isso também. Esperava mais poder ofensivo pelo que ouvi falar da equipe alviverde.

Não foi com a bola rolando, mas Gaúcho - figura apagada que, repito, jogou em uma posição que não privilegia seu futebol - resolveu em bela cobrança de falta. Para os rubro-negros, é comemorar a vaga na final, mas acima de tudo entender que há muito o que melhorar. E melhorar após vencer e já estando garantido no duelo que decide o título do estadual é muito mais agradável.


Redator: Pedro Silas
pedro_sccp@yahoo.com.br

Comentário da Redação > Adilson Batista continua se complicando

A cada jogo que passa o técnico santista, Adilson Batista, se complica mais. São 11 jogos oficiais pelo Peixe e apenas uma derrota, porém, o desempenho da equipe está irritando demais a torcida, que não consegue ver outro culpado pelo mau futebol dos últimos jogos senão o treinador. Neste sábado, muitas vaias no empate de 1 a 1 com o São Bernardo.

É difícil culpar o comandante do time por 100% das coisas erradas que vêm acontecendo - nos últimos seis jogos a equipe venceu apenas um jogo. Mas é impressionante o número de equívocos de Adilson. Erros primários.

Neste sábado, a escalação não foi tão ruim já que a equipe estava cheia de desfalques - Arouca, Edu Dracena, Rodrigo Possebon e Diogo, mais precisamente -, porém, algumas coisas já são questionáveis.

A titularidade de Felipe Anderson, por exemplo, me causa estranheza, pois o jogador não está inscrito para a Libertadores. E se o objetivo era colocar em campo um time com cara de titular pensando no duelo contra o Cerro Porteño, quarta-feira, alguma coisa estava errada.

O Santos fez um primeiro tempo muito ruim. Até criou algumas chances, mas jogou em ritmo de pelada. Um desempenho lamentável. Achou um gol de pênalti com um Elano, aos 43 minutos, em marcação duvidosa da arbitragem - Neymar foi tocado, mas não sei se de forma faltosa.

Na etapa final, o time foi ainda pior. Alan Patrick substituiu Felipe Anderson e fez uma partida medonha, o que me leva a crer que Adilson mudará o esquema tático mais uma vez contra o Cerro. Mas isso ele poderia ter feito durante o jogo. Mas vencendo por 1 a 0, o treinador tirou Zé Eduardo (que estava mal mesmo) e colocou Maikon Leite, deixando a equipe sem referência de área.

O castigo veio na sequência, o gol de empate do São Bernardo. Adilson não quis comprovar que fez bobagem e preferiu trocar seis por meia dúzia - Jonathan por Pará. Obviamente, pouco o Santos criou. E de forma mais que justa, deu empate com sabor de vitória para o Bernô. Neymar, novamente foi mal, mas está jogando quase sozinho, dá até pena.

As cornetas soam alto na Vila Belmiro e algo me diz que a situação de Adilson Batista é bem complicada internamente. Somente uma boa vitória no próximo duelo da Libertadores dará alguma tranquilidade para o "professor" santista.

Conceitos

Rafael - BOM: Foi quase um espectador de luxo, mas trabalhou um pouco no primeiro tempo.
Jonathan - REGULAR: Visivelmente sem ritmo, não atrapalhou, mas também não ajudou.
(Pará) - REGULAR: Sua entrada não mudou absolutamente nada!
Bruno Rodrigo - REGULAR: Fez o possível dentro de suas limitações - que são muitas.
Durval - BOM: Um dos melhores do Santos em campo. Vários desarmes providenciais.
Léo - REGULAR: Teve muito trabalho na marcação. Poderia ter sido poupado por Adilson no segundo tempo.
Adriano - REGULAR: Chega em todas as bolas, mas dificilmente consegue roubar a pelota do adversário. Arouca fará falta pelas próximas 3 semanas.
Danilo - REGULAR: Pouco participou do jogo (e ainda bem!).
Elano - PÉSSIMO: Deu os chutes mais perigosos do jogo, fez o gol santista, é artilheiro do campeonato... mas não está jogando NADA! Quem assistiu os últimos 4 jogos do Peixe há de convir.
Felipe Anderson - REGULAR: Ainda é muito "verde". Tem qualidade, mas ainda tem medo de tentar decidir.
(Alan Patrick) - PÉSSIMO: Esse não sabe aproveitar a sorte que tem. Entrou sem vontade nenhuma de jogar futebol.
Neymar - REGULAR: Não sei até quando poderemos justificar o mau futebol do garoto pelo cansaço, mas é evidente que o camisa 11 não consegue render bem na maior parte do segundo tempo. No jogo deste sábado, até conseguiu algumas boas jogadas na etapa inicial.
Zé Eduardo - REGULAR: Sofre do mal de todo atacante santista em 2011: a bola não chega nem por decreto. O time joga muito distante.
(Maikon Leite) - PÉSSIMO: Entrou totalmente fora de posição e a equipe só piorou. Mas acredito que quarta-feira ele deva ser titular num esquema de 4-3-3. Pelo menos é o que eu faria.
Tec: Adilson Batista - PÉSSIMO: A paciência do torcedor com ele já se esgotou. É bom ele parar de inventar e colocar diante do Cerro Porteño a base da equipe que começou bem o ano. No 4-3-3, com Zé Eduardo, Neymar e Maikon Leite na frente e Elano como armador, protegido por Possebon e Adriano. É a opção para o momento, não adianta tentar fazer diferente pensando só em se defender.


Foto: Agência Lance!

Redator: Ricardo Pilat
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sábado, 26 de fevereiro de 2011

Comentário da Redação > Timão goleia com facilidade e fica na ponta

Definitivamente, a eliminação precoce na Copa Libertadores faz parte do passado no Parque São Jorge. Cinco jogos depois da doída derrota para o Tolima, o invicto Corinthians venceu dois clássicos (Palmeiras e Santos), aplicou duas goleadas (Ituano e a de hoje, contra o Prudente, 4 a 0), além de um 2 a 0 diante do Mogi Mirim, todos eles no Pacaembu, e chegou a liderança.

Tudo bem que no único jogo longe da "casa corintiana" não houve vitória (empate contra o Paulista, em Jundiaí), e jogar como visitante tem sido mesmo um problema há algum tempo. Mas é nítido a mudança - para melhor, claro - de atitude que a equipe alvinegra sofreu e vem sofrendo.

Agora é um time com muito mais cara de Corinthians. Os jogadores tem tido raça, solidariedade, fome de bola. E a melhora técnica e tática tem sido uma consequencia disso. Hoje, enfrentou um adversário fraco, mas, diferente de outras ocasiões, soube vence-lo com tranquilidade. Fez um primeiro tempo muito bom, jogando com desenvoltura e agilidade e abriu 3 a 0 facilmente. No segundo tempo, foi só administrar e sacramentar a goleada com mais um gol de Liédson.

Com o quarteto Morais-Jorge Henrique-Dentinho-Liédson - que foi mais entrosado nesta noite - Tite parece mesmo ter achado a formação ideal, a mesma do confronto contra o Santos. É só pegar a vitória em cima do Mogi, na última semana e comparar com a deste sábado. Antes previsível e lento, agora o time é mais rápido e incisivo. A entrada do Morais no lugar do Danilo e o trio na frente melhoraram muito o rendimento do Timão.

Melhora essa que deve fazer o Alvinegro terminar a rodada como líder. Não creio que Palmeiras e Mirassol vencem seus jogos neste domingo, e com isso o Corinthians terminaria a rodada na liderança. Alguns podem achar bobagem, já que oito se classificam, mas eu discordo. Acho fundamental terminar em primeiro para ter a vantagem de decidir todos os jogos do mata-mata no Pacaembu.

Conceitos

Julio Cesar - REGULAR: Quase não trabalhou. Fez uma defesa, teve um pouco de dificuldade em outra, e só.
Alessandro - BOM: Seguro na defesa, colaborou com Dentinho, Morais e Paulinho no campo de ataque.
Wallace - BOM: Em cima dos lances, trabalhou bem nas poucas vezes em que foi exigido.
Leandro Castán - BOM: Bem na marcação e na saída de bola.
Fábio Santos - BOM: Fez mais um gol de pênalti. Com a bola rolando, foi esforçado e não comprometeu, mas não foi muito bem no apoio.
Ralf - BOM: Sempre ligado e também em cima dos lances, o melhor primeiro volante do Brasil no momento fez mais uma boa partida.
Paulinho - BOM: Ajudou o Ralf na marcação e saiu com muita qualidade. Sofreu o pênalti que abriu caminho para a vitória.
Morais - BOM: Ditou o ritmo do time, se movimentando bastante e se aproximou o tempo inteiro dos jogadores que estavam com a bola. Apesar de ter pecado um pouco nos passes, esticando-os demais, deu ótima assistência para o Dentinho fazer o golaço.
(Luiz Ramírez) - SEM CONCEITO: Esteve dez minutos em campo e mal foi visto.
Jorge Henrique - REGULAR: Teve sua importância na recomposição, marcação e saídas rápidas do campo de defesa para o ataque. Com a bola nos pés, entretanto, segue bem fraco.
(Bruno César) - BOM: Com belo passe, deixou Liédson na cara do gol para dar números finais ao confronto.
Dentinho - BOM: Mostrou mais objetividade e seriedade hoje. Deu bom passe para o Paulinho no lance em que sofreu o pênalti e fez um lindíssimo gol.
(Edno) - SEM CONCEITO: Entrou até mais tarde que o Cachito.
Liedson - BOM: Dedicado, ajudou marcando na saída de bola e até mesmo no campo de defesa, e mais uma vez teve faro de gol apurado. Chegou ao sétimo gol em cinco partidas nessa segunda passagem pelo clube.
Téc: Tite - BOM: Escalação e substituições perfeitas - talvez pudesse mexer um pouco mais cedo, como de costume, mas tudo bem.


Redator: Pedro Silas
pedro_sccp@yahoo.com.br

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Comentário da Redação > Corinthians 3 x 1 Santos

Visão corintiana > Corinthians é muito forte em clássicos no Pacaembu
Por Pedro Silas - pedro_sccp@yahoo.com.br

Por ainda não ter convencido durante o ano e enfrentar um adversário reconhecidamente superior, o jogo deste domingo deve ter gerado muita preocupação para os corintianos durante a semana. Ainda mais depois daquele futebol burocrático contra o Mogi Mirim, na quinta-feira. Mas a combinação clássico + Pacaembu, pelo menos pra mim, dá confiança em um bom resultado.

Aquele desentendimento com a diretoria do São Paulo há uns anos, que fez o Timão passar a mandar clássicos apenas no estádio Municipal, foi um bem enorme para a equipe alvinegra. Desde a chegada do Mano Menezes, clássico como mandante é quase certeza de vitória. Entraram Adilson, Tite, e a força do time continuou praticamente a mesma. O casamento com a torcida tem sido perfeito especialmente nesse tipo de duelo.

Hoje não foi diferente. O Tite, apesar de ter deixado o Ramírez, um dos melhores do elenco atualmente, no banco, reconheço que mandou bem demais ao escalar um quarteto de jogadores rápidos do meio para frente - Morais, Jorge Henrique, Dentinho e Liédson. Isso mudou o estilo da equipe, que foi previsível e lenta para criar jogadas na última partida.

E neste domingo era fundamental colocar velocidade na partida e incendiar a Fiel nas arquibancadas. Aquele joguinho de passe para lá, passe para cá, estudando o adversário, cadenciando o jogo, só seria bom para o Santos. A saída do Jucilei também colaborou para essa mudança. Sou fã do volante, que jogou muito na temporada passada, mas este ano ele estava irreconhecível, parecia pesado e travava o meio de campo, que com o Paulinho ganhou mais mobilidade e leveza.

É nesta posição, de segundo volante, que o Cachito poderia ter sido encaixado, mas não dá para reclamar do Tite quanto a isso. Confesso que antes do apito inicial achei um absurdo a ausência do Ramírez, mas agora, olhando todo o contexto, entendo a decisão. Não só pela vitória, mas pela postura que teve a equipe. O Paulinho é um bom jogador (e foi muito bem) e no momento o mais preparado para a posição. Poderia ser arriscado colocar o gringo de titular nesta função logo num clássico, contra um adversário perigosíssimo.

Pensei em vê-lo, inicialmente, no lugar do Jorge Henrique, mas aí o quarteto veloz, ponto forte corintiano neste jogo, deixaria de existir. O fato é que a mudança de característica do time feita pelo treinador e as boas opções no banco como Ramírez, Bruno César, Edno, Willian, além do Danilo, que não foi relacionado, mostram que material humano para montar uma boa equipe - nada de outro mundo -, o Corinthians tem. Basta o técnico gaúcho saber aproveitar.

Há um bom tempo para deixar o time redondinho até começo do mata-mata do Paulistão, vamos ver se haverá uma boa evolução até lá...

Conceitos

Julio Cesar - BOM: Sem culpa no gol, trabalhou para valer apenas uma vez e muito bem: fez excelente defesa em chute à queima roupa do Elano, no começo do segundo tempo.
Alessandro - BOM: Esteve bem na marcação e saiu na boa, quando possível.
Wallace - BOM: Raçudo e ligado, fez cortes providenciais.
Leandro Castán - BOM: Também esteve muito atento e fez boa partida.
Fábio Santos - BOM: Foi decisivo, mas é fraco. Deixou a desejar na marcação, apesar de não ter sido tão exigido.
Ralf - ÓTIMO: Mais uma partidaça do volante. Além da habitual marcação incansável, teve categoria para dar chapéu no Neymar (está vingado, Chicão! haha), e deu um passe fantástico para o Liédson fazer o terceiro.
Paulinho - BOM: Ajudou o Ralf na marcação, deu uma saída de bola leve e fluente
Morais - BOM: Deu a velocidade que o time precisava no meio-campo. Quando não teve a bola, foi raçudo e ajudou na marcação. Com esse futebol que tem jogado, não pode sair da equipe titular.
(Ramírez) - SEM CONCEITO: Participou de cerca de cinco minutos apenas. Deveria ter entrado antes.
Jorge Henrique - BOM: Esteve um pouquinho melhor tecnicamente, e hoje sua aplicação tática e raça foram importantíssimas. Caiu bem de rendimento no fim e deveria ter saído.
Dentinho - BOM: Nem fez uma grande partida, mas também ajudou muito na marcação e foi fundamental ao sofrer pênalti em um momento crítico para o Corinthians na partida.
(Bruno César) - REGULAR: Entrou depois dos 30 minutos da etapa final e não apareceu muito. Voltando a jogar bola, é uma grande opção para fazer dupla com o Morais no meio-campo, os dois podem se completar.
Liedson - BOM: Poucas bolas redondas chegaram para o Levezinho. No excelente passe do Ralf, ele não perdoou e fez um golaço. O problema da ausência de um artilheiro está definitivamente resolvido.
Téc: Tite - BOM: Como já eu disse, mandou muito bem em escalar um time rápido. Nas substituições, deveria ter colocado o Cachito mais cedo, e ter tirado o Jorge Henrique, que cansou e caiu de rendimento da metade do segundo tempo para o fim - eu colocaria o Edno.


Visão santista > Erros do treinador continuam complicando a equipe
por Ricardo Pilat - ricardo.pilat@yahoo.com.br

Mais uma vez o treinador santista foi mal e prejudicou o desempenho da equipe. Dessa vez diante do Corinthians, no clássico da 9ª rodada do Paulistão, o que deixa ainda pior o humor do torcedor do Peixe em relação a Adilson Batista.

Assim como no meio da semana, diante do Táchira pela Libertadores, as opções de jogadores e o esquema tático foram muito questionáveis. Danilo na lateral, Robson no meio e Diogo como centroavante eram desastres quase anunciados. E o esquema 4-4-2 também não era a melhor das escolhas.

O Santos estava bem no 4-3-3 com Maikon Leite e Zé Eduardo na equipe até outro dia. Nem sou da tese de que em "time que está ganhando não se mexe", mas acho que em time que está jogando bem não se mexe. E Adilson está mexendo demais. Ele não consegue repetir uma formação!

Enfim, com a bagunça armada pelo treinador, o Santos teve muita dificuldade para encaixar o jogo diante da correria que o Corinthians impôs. Se faltavam grandes atletas no time da capital, sobrava vontade. E o Peixe, pressionado já na saída de bola, errava passes em demasia, dava espaços na marcação e não sabia o que fazer.

Sofreu um gol e empatou no final do primeiro tempo, meio que por sorte. Quando era um pouco melhor, sofreu o segundo gol e desmoronou novamente.

O jogo estava 2 a 1, Adilson até arriscou, fez substituições mais ousadas (apesar de demorar), mas de novo mexeu mal. Abriu totalmente o time tirando Danilo e optando por Zé Eduardo, e ainda deixou o futuro jogador do Genoa fora de posição, pela ponta esquerda. Poderia ter sido mais prático, se colocasse o Zé Love no lugar do Robson, e não optar antes por Maikon Leite - não era jogo para ele naquele momento.

O Timão fez dois gols de bola parada, é verdade, e o último em contra-ataque, mas isso não diminui em nada o merecimento corintiano, dono da partida durante quase 90 minutos. O Santos tem, hoje, um elenco melhor que o rival, mas está tão bagunçado quanto ele, com uma diferença: reconhece isso e busca outras formas de corrigir as carências.

E só para não passar em branco: será que se o Liedson fosse o 9 do Corinthians nos duelos contra o Tolima o Timão estaria eliminado da Libertadores?

Conceitos

Rafael - REGULAR: Não foi muito exigido e nada pôde fazer nos gols corintianos.
Danilo - PÉSSIMO: É um jogador muito fraco, não pode ser titular de jeito nenhum. Os santistas sentiram saudades do Pará.
(Zé Eduardo) - SEM CONCEITO: Entrou no final do jogo e fora de posição. É até injusto conceituá-lo.
Edu Dracena - PÉSSIMO: Inocente demais, distribuiu pancadas desnecessárias.
Durval - REGULAR: Também não estava no melhor dos dias.
Léo - REGULAR: Perdidaço na marcação. Se salva pelo esforço.
Arouca - BOM: Um dos únicos que se salva da derrota. Jogou quase sozinho no meio de campo.
Rodrigo Possebom - PÉSSIMO: Sentiu o peso do jogo. Poderia ter sido expulso até.
(Adriano) - PÉSSIMO: Além do pênalti grotesco que cometeu, errou passes demais.
Elano - PÉSSIMO: Vi algumas pessoas elogiando o camisa 8 no jogo de hoje, mas eu discordo. Ele foi muito mal. Lento, errando passes... fez o gol e só.
Róbson - PÉSSIMO: Dói muito ver a camisa 10 com ele.
(Maikon Leite) - PÉSSIMO: Atrapalhado com a bola, perdeu uma grande chance de se dar bem, pois jogou pelo lado mais frágil da defesa corintiana, o esquerdo. Ah, e não vale 60 milhões de euros. Nunca!
Neymar - PÉSSIMO: Além do cansaço claramente estar pesando, ele também foi muito bem marcado e jogou sem companhia, sem alguém para tabelar.
Diogo - REGULAR: Por estar visivelmente jogando fora da posição ideal, dou esse conceito pelo esforço do rapaz. Apesar do erro no terceiro gol corintiano.
Tec: Adilson Batista - PÉSSIMO: Mais uma vez se equivocou no time inicial e nas substituições. À essa altura da temporada já deveria ter um time base definido.

Fotos: Terra

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Direto da Redação
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sábado, 19 de fevereiro de 2011

Comentário da Redação > Não foi uma goleada simples do Tricolor

Muitas vezes uma equipe grande vence uma pequena por três ou quatro gols de diferença mesmo sem mostrar um grande futebol. Mas o 4 a 0 são-paulino sobre o Bragantino, no Morumbi, neste sábado, não foi uma simples goleada. O time de Paulo César Carpegiani teve disparada a melhor atuação da temporada 2011, e até mesmo dos últimos tempos.

O trio Lucas, Fernandinho e Dagoberto, inspirados, se encaixou de forma perfeita. A ausência de um homem de área, desta vez, não foi nenhum problema. Muito porque os três mudaram seus jeitos, aliando a velocidade, drible e condução de bola a muito companheirismo. Passaram longe de serem "fominhas" como em outras ocasiões, pelo contrário, belos passes e tabelas entre o trio foram muito frequentes. Com isso, o futebol do São Paulo fluiu bem demais, a equipe jogou com uma leveza de dar gosto.

Autor do gol mais bonito da noite pela bela jogada com o Dagoberto, Fernandinho passou como quis pelos defensores do Braga com aquela sua jogada característica pela esquerda. Em uma delas, sofreu pênalti, que Rogério Ceni perdeu. No segundo tempo, ele foi à linha de fundo novamente para dar o gol de presente para o Lucas marca.

O jovem meia, aliás, deu uma outra cara ao time tricolor. Era justamente a peça que faltava, para encostar nos dois homens da frente. No começo do ano, eu falei aqui que a utilização de dois ou três desses velozes meias e atacantes ao lado de um centroavante tinha tudo para dar certo. Mas pelo jeito eu estava parcialmente errado, pois hoje, repito, o "camisa 9" não fez a mínima falta.

Claro que isso não quer dizer que não será necessário um artilheiro de verdade nas próximas partidas, mas o crescimento de Dagoberto e Fernandinho ao lado do Lucas já anima muito o torcedor são-paulino. O esquema com três zagueiros após a chegada do Rhodolfo também me agradou, o sistema defensivo está redondinho. E o Casemiro, outro que participou do Sul-americano sub-20, dá a boa saída de bola que faltava com Rodrigo Souto.

Carpegiani parece estar achando a formação ideal, pois independente da falta de qualidade do adversário (até porque, o Tricolor enfrentou outros do mesmo nível e não convenceu tanto quanto hoje), foi exibição para se aplaudir de pé. Valeu cada centavo que o torcedor são-paulino que foi ao Morumbi gastou. Vamos ver se isso irá se repetir nas próximas rodadas...

Conceitos

Rogério Ceni - PÉSSIMO: O ídolo tricolor foi o destaque negativo da noite. Bateu muito mal o pênalti e perdeu a oportunidade de fazer o seu 99º gol da carreira. Depois do lance, me passou a impressão de ter ficado meio atordoado, apesar de não ter sido muito exigido. Quase cometeu outra falha ao tentar driblar um adversário, e bateu roupa em um chute simples
Rhodolfo - BOM: Se encaixou bem nesse 3-5-2, parecia que estava há tempos no time.
Alex Silva - BOM: Esteve muito bem centralizado, como o homem da sobra. Tem técnica de sobra para sair jogando.
Miranda - ÓTIMO: Tranquilo, inteligente e também técnico na zaga, abriu caminho para a vitória tricolor.
Jean - BOM: Não teve problemas na marcação e subiu bem ao campo de ataque.
(Ilsinho) - REGULAR: Só serviu para tomar o segundo cartão amarelo do São Paulo no jogo - o primeiro foi para o Miranda.
Casemiro - BOM: Como era esperado após as suas boas atuações no Peru, ele chega para tomar conta da posição. Também fez muito boa partida.
Carlinhos Paraíba - ÓTIMO: Pelas atuações do trio de frente, poucos vão falar do futebol do Carlinhos, o que é uma injustiça. Ele ditou o ritmo do time. Correu demais, marcou demais, teve qualidade com a bola nos pés...
Lucas - ÓTIMO: Nem parecia que havia acabado de disputar uma competição com a Seleção sub-20 há uma semana. Voou em campo, tanto física quanto tecnicamente.
(Marlos) - BOM: Ajudou o time a seguir no ritmo que vinha.
Juan - BOM: Se deu bem com o esquema com três zagueiros. Seu futebol aparece mais.
Dagoberto - ÓTIMO: Jogou para o time hoje, buscando fazer tabelas e tocar rápido. Não por acaso, deu duas belas assistências. Só faltou deixar seu golzinho.
Fernandinho - ÓTIMO: Estava inspirado e infernizou o lado direito da defesa do Bragantino. O saldo em números importantes: uma assistência, um gol e um pênalti sofrido. Nada mal!
(Willian José) - BOM: Que belíssimo cartão de visitas, hein?! Golaço.
Téc: Paulo César Carpegiani - ÓTIMO: Armou um 3-5-2 perfeito, que vejo como o ideal após a chegada do Rhodolfo e a volta dos garotos do sub-20. A zaga está super bem armada, o meio de campo com Casemiro, Carlinhos e Lucas, além dos dois alas, que têm característica de sair para o jogo - principalmente o Juan - ficou muito interessante. Além, é claro, do ataque leve, que deu muito certo. O treinador tem muitos méritos na grande atuação do São Paulo neste sábado.

Foto: Terra

Redator: Pedro Silas
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En la Cancha > Cruzeiro goleia como favorito

Na última quarta-feira, o Cruzeiro subiu na mesa e gritou em alto em bom som: sou favorito ao título da Copa Libertadores 2011. Com uma goleada humilhante, a Raposa bateu o Estudiantes por 5 a 0. O duelo era uma repetição da final sul-americana de 2009, vencida pelo time argentino.

O Estudiantes é também o atual campeão argentino e por isso o resultado surpreende ainda mais. Cuca fez alterações na equipe após a derrota para o Atlético-MG por 4 a 3 no Campeonato Mineiro, no último sábado, e deu resultado. O treinador foi ousado, colocou dois meias de ligação - Roger e Montillo -, apostou no jovem Wallyson, que marcou logo no primeiro minuto de jogo, e ainda colocou Gilberto na lateral esquerda. E todos arrebentaram.

Pior para os argentinos, que têm a mesma base da equipe de 2009, mas já um pouco mais envelhecida. E, cá entre nós, nem naquela época o Estudiantes tinha um time fora de série.

Num grupo com Tolima e Guarani-PAR, tudo indica que Estudiantes e Cruzeiro avançam às oitavas de final. Porém, a Raposa me parece com chances de ir mais longe.

Cerro fez o que esperávamos do Santos

No Grupo 5, tivemos a estreia do Santos diante do fraco Dep. Táchira, na Venezuela. Apesar do 0 a 0 decepcionante, os santistas voltaram ao Brasil satisfeitos com o ponto conquistado fora de casa. Porém, é bom abrir o olho para o segundo jogo, na Vila Belmiro, diante do Cerro Porteño. Os paraguaios massacraram o Colo Colo em casa, 5 a 2. Destaque para o show de Iturbe (o tal do novo Messi, lembram?).

O jovem craque argentino tem encontro marcado contra Neymar, a que venceu no Sul-Americano sub-20.

Grêmio bem, Inter mal

O Grêmio teve boa estreia na fase de grupos, vitória por 3 a 0 diante do Oriente Petrolero-BOL, no Olímpico. O Tricolor ainda contou com a ajuda do juiz, que inventou um pênalti mandrake quando o jogo estava empatado, mas os três pontos viriam de qualquer maneira tal era a fragilidade do rival.

Já o Internacional, atual campeão da América, ficou no empate com o Emelec, no Equador. O Colorado vencia por 1 a 0, mas sofreu o empate no último lance do jogo. E a torcida ficou na bronca com Celso Roth, acusado (com alguma razão) de ser retranqueiro.

Fotos: AFP e EFE


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* A coluna En la Cancha fala, em um portuñol meio atravessado, sobre os principais assuntos do futebol sul-americano.

Redator: Ricardo Pilat
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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Comentário da Redação > Oportunismo de Liédson dá vitória ao previsível e burocrático Corinthians

Caiu do céu a vitória do Corinthians por 2 a 0 sobre o Mogi Mirim, no Pacaembu. Não que os donos da casa tenham sofrido com o adversário, pelo contrário, Julio César pouco trabalhou ou sofreu sustos. O problema foi a falta de qualidade do próprio Alvinegro, que mais uma vez teve muitas dificuldades na criação.

Se olharmos individualmente, não é por acaso essa previbilidade que o Timão mostra em campo... O Danilo, por exemplo, podemos até considerar que ele vinha fazendo sua parte, mas não deixa de ser um jogador burocrático, que cadencia muito o jogo, muitas as vezes até atrapalhando a dinâmica do time.

O Jorge Henrique é outro. Apesar de mais ligado e veloz, há um bom tempo ele tem tido dificuldades com a bola no pé, erra muito e não consegue ajudar a criar. Mais atrás, o Jucilei simplesmente não jogou bola no ano, e pelo jeito não jogará mais, pois tem grandes chances de se transferir para o mesmo time que foi o Roberto Carlos.

Só quem realmente tem jogado bola neste time, além do Ralf, Julio César e Chicão, homens de defesa, são o Ramírez e o Liédson. Ambos foram os melhores em campo hoje, um pelos gols, outro pela movimentação, por ser o mais lúcido do time em campo. Mas não basta apenas os dois jogando.

Por isso, eu insisto na entrada do Morais na vaga do Danilo, para dar mais leveza à equipe, além de um parceiro decente para o camisa 9. Dentinho, em grande fase, seria um bom nome, mas é outro que sofre de altos e baixos, e não vem jogando nada. Mas hoje, em pouco tempo, ele foi mais eficiente que o Jorge, dando o chute que resultou no primeiro gol.

Pensando na saída do Jucilei, outra forma de armar o 4-4-2 do Corinthians seria colocar o Morais no lugar do volante e recuar o Ramírez para a posição. Quem sabe combinando a rapidez do baixinho com a cadência do Danilo, além da chegada do Cachito como um terceiro meia, não dê samba...

Só não pode insistir em abrir cada meia de um lado e achar que assim vai criar jogadas. Pelo contrário, será como hoje, vivendo de alçar bola na área para o Liédson, que acaba sendo muito prejudicado com essa postura. Tem que centralizar os meias e formar um 4-4-2 clássico.


Redator: Pedro Silas
pedro_sccp@yahoo.com.br

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Comentário da Redação > Estreia fantástica do Cruzeiro

Depois de ver a derrota no clássico contra o Atlético em um estádio lotado apenas por cruzeirenses, em Sete Lagoas, o torcedor da equipe Celeste lavou a alma nesta quarta-feira, na própria Arena do Jacaré. Foi um show, um baile de bola em cima do atual campeão argentino, o Estudiantes, pela estreia estreia da Copa Libertadores.

Talvez por enfrentar o algoz da final de 2008 do torneio sul-americano, o espírito de decisão tomou conta tanto da torcida nas arquibancadas (apesar de apenas metade do estádio ter sido preenchido) quanto da equipe brasileira no campo. Provavelmente também querendo apagar a impressão deixada nos 4 a 3 de domingo, os jogadores estavam com fome de bola desde o primeiro segundo de jogo.

Essa raça somada a inspiração da talentosa dupla Montillo e Roger não tinha como não dar certo. O técnico Cuca foi bem demais ao deslocar o Gilberto para a lateral-esquerda e finalmente colocar os dois meias criativos juntos nos 11 iniciais. Na verdade, esse é o meio-campo que deveria ter iniciado o ano, já que foi bem no fim do ano passado. Ambos jogavam e ajudavam na recomposição e marcação. E ontem não foi diferente.

Aliás, todo o time marcou e jogou. No primeiro tempo, após Wallyson - que ganhou a vaga de Thiago Ribeiro, e foi um dos que mais marcou - abrir o placar logo no primeiro minuto, os donos da casa jogaram atrás da bola, preencheram muito bem os espaços e, nos contra-ataques, foram letais. Montillo deu um show à parte no segundo e terceiro gol. Um com bela drible e lançamento primoroso para Roger, outro com muita tranquilidade e técnica para marcar.

É dever dizer, no entanto, a fragilidade encontrada do outro lado. A zaga argentina foi uma peneira só. Mais do que desorganizada ou no simples mal dia, os defensores pareciam, em alguns momentos, de má vontade - ou sentiram muito a falta de ritmo, já que a equipe fez apenas sua segunda partida oficial na temporada. O lance do drible do Roger no segundo gol é o melhor exemplo. Ele poderia até ter passado, mas foi com muita facilidade, com o vetereno Verón tendo que marcar.

Mas isso não tira o mérito do Cruzeiro, que jogou muita bola. A zaga adversária mostrou fragilidade porque foi muito bem forçada também. Até na etapa final, já com o jogo praticamente decidido, a Raposa seguiu em cima do adversário, apertando a saída de bola, muito bem ligada no jogo. Não por acaso, confirmou a goleada marcando mais dois: 5 a 0. Fantástica estreia cruzeirense!

Conceitos

Fábio - REGULAR: Parecia meio nervoso e deu uma vacilada ao sair do gol indo à linha lateral. De resto, pouco foi exigido... Fez apenas uma defesa.
Pablo - BOM: Correu e marcou demais.
Gil - BOM: Em cima dos lances, foi perfeito nos desarmes.
Victorino - BOM: Muito boa estreia do uruguaio, que havia me agradado muito na última Copa. Sereno, com ótimo senso de colocação, cobriu bem os companheiros e esteve muito bem na marcação. Foi uma baita contratação do Cruzeiro.
Gilberto - BOM: Qualidade na saída pela esquerda não faltou. E foi ótimo na marcação, correndo igual garoto. Cansou no segundo tempo e pediu para sair.
(Diego Renan) - BOM: Deu mais gás e poder ofensivo pela esquerda.
Marquinhos Paraná - BOM: Deu suporte para o time jogar. Cobriu muito bem o Gilberto quando o mesmo avançou.
Henrique - BOM: Correu uma barbaridade. Bem na marcação e com a bola nos pés.
Roger - ÓTIMO: Quando quer, joga muito. E desde o ano passado, para a alegria dos cruzeirenses, ele quer. Brincou de jogar bola hoje, tem técnica demais.
(Dudu) - REGULAR: Rápido, não aproveitou os espaços. Estragou alguns contra-ataques.
Montillo - ÓTIMO: Carrasco do Flamengo na Libertadores anterior, teve uma estreia fantástica na edição 2011. Dois belos gols, uma bela jogada com lançamento perfeito para o Roger no segundo gol e muita raça, com direito a carrinhos na lateral. Craque de bola o argentino.
Wallyson - BOM: Contou com a sorte para deixar sua marca por duas vezes e fez bem a função que o Cuca queria, voltando para marcar no campo de defesa.
Wellington Paulista - REGULAR: O máximo que conseguiu foi um cartão amarelo. Pouco se aproveitou do talento dos meias, muito discreto.
(Thiago Ribeiro) - REGULAR: Entrou aos 32 minutos e não fez grande coisa. Se entrasse de titular jogando o seu melhor futebol o estrago poderia ter sido muito maior.
Téc: Cuca - ÓTIMO: Teve uma noite perfeita. Foi ótimo ao escalar a dupla Montillo e Roger de titular, e também feliz em deslocar o Gilberto, deu muito certo. Ainda teve o Wallyson, que ganhou a vaga do Thiago Ribeiro e fez dois gols. Sem contar o espírito dos jogadores durante os 90 minutos, que com certeza há méritos do treinador.


Redator: Pedro Silas
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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Comentário da Redação > Empate santista na Venezuela só foi bom para Adilson Batista

A estreia do Santos na Libertadores não foi boa. Para quem se acostumou a ver um time jogando bonito, pra frente, visando o gol, esqueçam. Com o comando de Adilson Batista, o estilo será completamente outro. Especialmente no torneio continental.

Jogando fora de casa, o Peixe ficou no 0 a 0 com o Deportivo Táchira que, convenhamos, não é uma das melhores equipes da história do futebol. Seria uma ótima chance para o time alvinegro conquistar três pontos fora de casa, pois os outros adversarios do Grupo 5 (Colo Colo e Cerro Porteño) são mais duros.

Adilson Batista, porém, optou pela cautela e gostou do resultado. Escalou Neymar por um lado e Danilo pelo outro. O lateral de origem foi praticamente um ponta direita. Enquanto isso, um meio-campo de pegada com Arouca, Possebom e Elano tinha dificuldade em se conectar com os homens de frente.

Mesmo jogando melhor no primeiro tempo - e sendo prejudicado pela arbitragem em dois lances mal marcados de impedimento - estava claro que o Santos estava errado. Diogo escalado com centroavante sofreu o mesmo mal de todos que andam passando por essa posição: a bola não chega.

Como era de se esperar, Adilson não mexeu no time no intervalo. Ele é muito burocrático. Dificilmente mexe no esquema tático durante o jogo, a não ser que seja para se fechar mais.

Com 20 minutos, Diogo deu lugar a Zé Eduardo, que jamais poderia ser reserva. Porém, não fazia mais sentido Danilo na ponta direita. Só que aos 29, ele foi recuado para lateral e Pará foi substituído pelo volante Adriano.

Aquilo foi um banho de água fria na torcida santista. Ficou evidente que o time estava jogando para segurar o empate contra um adversário medíocre.

Depois do jogo, Adilson disse que colocou mais um volante para segurar o Táchira, que crescia no jogo. É até verdade e deu certo, mas não seria interessante também se preocupar com o ataque santista, que não produzia nada?

O problema do treinador é que ele se preocupa mais com o adversário, em neutralizá-lo, do que com o próprio time. E com um elenco como o do Santos, Adilson Batista precisa entender que os adversários é que devem se preocupar.

Conceitos


Rafael - BOM: Não foi tão exigido pelo pobre ataque venezuelano, mas foi bem quando necessário.
Pará - REGULAR: Anda irritando a torcida do Santos a cada dia mais. Ontem foi discreto.
(Adriano) - BOM: Entrou muito bem no time, marcando forte e acabando com o ensaio de pressão do Táchira. O que eu questiono não é o jogador e sim a opção tática do treinador.
Edu Dracena - BOM: Foi eficiente. Fez desarmes providenciais.
Durval - ÓTIMO: Melhor em campo. Estava em todos os lados do campo roubando bolas e complicando os ataques venezuelanos.
Léo - REGULAR: Estava com bastante gás, mas errou muito também. Principalmente passes curtos.
(Alex Sandro) - BOM: Entrou bem, com velocidade. As poucas jogadas de perigo do Santos na etapa final surgiram com ele.
Arouca - ÓTIMO: O segundo melhor em campo. Para quem estava voltando de lesão, ele foi muito bem. Deu os chutes mais perigosos do Santos na partida.
Rodrigo Possebom - BOM: Vai bem nos desarmes e nos passes curtor. Só é um pouco lento com a bola nos pés, mas está jogando bem.
Elano - PÉSSIMO: A pior partida do meia desde que voltou ao Santos. Estava fora do ritmo que o jogo exigia.
Neymar - PÉSSIMO: Também foi mal demais, errou tudo. Mas explica-se com o cansaço que a maratona de jogos do Sul-Americano sub-20 deve ter provocado.
Danilo - PÉSSIMO: Já não é craque e ainda é escalado na posição errada...
Diogo - REGULAR: Não acho que mereça tantas críticas. Jogou isolado, a bola não chegava. E, verdade seja dita, ele partipou de dois lances que deveriam resultar em gols, mas em que foram marcados impedimentos equivocados.
(Zé Eduardo) - BOM: Criou boas chances nos poucos minutos que ficou em campo. Não pode ser reserva.
Tec: Adilson Batista - PÉSSIMO: Escalou mal, mexeu mal e foi covarde diante de um adversário fraco.

Foto: EFE

Redator: Ricardo Pilat
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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Democracia > Chegou mesmo a hora de parar. Mas foi inesquecível

Encerrou-se nesta segunda-feira uma carreira fantástica, de um dos maiores jogadores da história do futebol. Eleito três vezes o melhor jogador do planeta, maior artilheiro da história das Copas do Mundo e campeão de duas delas, sendo uma como protagonista, o Fenômeno Ronaldo nos deixou emocionado - e se emocionou - ao anunciar que pendurou as chuteiras, aos 34 anos.

Quem é apaixonado por futebol não tem como deixar de sentir um nó na garganta ao ver sua entrevista coletiva de despedida. Mais do que um craque, uma referência e um jogador que proporcionou alegria a toda uma geração, Ronaldo é um exemplo de superação. Foi belíssima e emocionante demais a carreira deste carioca de Bento Ribeiro.

Mas pra mim não há dúvidas: estava mesmo na hora de parar. Até em respeito a sua trajetória no futebol. Continuar atuando do modo que ele estava, só iria contribuir para colocar uma mancha na sua extraordinária história. A frase "penso uma jogada, mas não executo como quero", que ele soltou no sábado, é exatamente o que víamos em campo.

E não tinha como simplesmente ignorar o que o camisa 9 fazia dentro das quatro linhas devido ao que ele significa para o futebol. Era avaliado o seu rendimento atual, que não vinha sendo nada satisfatório. Agora sim, como ex-atleta, podemos e devemos coloca-lo como o gênio e que foi.

Enquanto o Corinthians segue sua vida sem o Fenômeno. Claro que perde-se uma referência, mas é benéfico para o time não ter que lidar com o jogador, que era um peso morto e ocupava um espaço de alguém que poderia render muito mais - como o Liédson. E sabemos que se ele estivesse disponível, seria titular, e só atrapalharia.

É melhor ficar com as imagens inesquecíveis de 2009 na cabeça. Do gol em cima do Palmeiras na estreia, no último minuto; do golaço, de placa, contra o Santos na final do Paulistão; da arrancada típica dos bons tempos de sua carreira e o toque por cima do Bosco diante do São Paulo, na semifinal; o gol decisivo na final da Copa do Brasil, contra o Inter; a partida de volta das oitavas de final contra o Atlético-PR, onde ele chamou a responsa e decidiu o confronto; a atuação de gala com três gols nos 4 a 2 no Fluminense, pelo Brasileirão...

Enfim, momentos para lá de inesquecíveis. E ainda que a última imagem tenha sido aquela eliminação doída para o Tolima, os ótimos momentos são os que devem ser lembrados. Foi lindo demais ver meu ídolo, que eu via brilhando pelos gramados europeus e em três Copas do Mundo, com a história e importância que tem, vestindo a camisa do meu time. E os dois títulos, um deles invicto, o deixarão marcado na história do clube para sempre.

Obrigado por tudo, Fenômeno!

Confira abaixo todos os gols de Ronaldo com a camisa corintiana:


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* A coluna Democracia é a voz da nação corintiana aqui na Redação. 

Redator: Pedro Silas
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domingo, 13 de fevereiro de 2011

Comentário da Redação > São Paulo vence a Lusa apesar de grandes problemas táticos

No estádio do Canindé, a Portuguesa bem que tentou complicar a vida do São Paulo, mas foi o próprio Tricolor que se atrapalhou todo para vencer a Lusa por 3 a 2, pela oitava rodada do Paulistão 2011. Impressionante a bagunça tática que é o time de Paulo César Carpegiani.

Tirando Rogério Ceni, ninguém faz a mínima ideia de em qual posição deve atuar dentro de campo. Começa pela defesa, que hoje teve três zagueiros, mas ao mesmo tempo não teve. O estreante Rhodolfo (foto), que fez gol e até jogou bem, foi um falso lateral-direito. Falso mesmo, pois o espaço por aquele lado do campo era enorme.

Outro problema é no meio-de-campo. Jean resolver ser volante mesmo e, assim, a direita continua vazia. Rivaldo, escalado como o homem de ligação, entrava na área muitas vezes, como fez na estreia contra o Linense, por percebia o vazio que existia no setor. E chegamos ao ataque, onde Dagoberto e Fernandinho não formam a dupla ideal, definitivamente (principalmente pelo segundo).

Porém, foram com os dois que o Tricolor abriu o placar, cruzamento de Dagol e cabelada certeira de Fernandinho. Rogério Ceni balteu falta perfeita e fez 2 a 0 ainda no primeiro tempo, 98 gols na carreira.

No segundo tempo, o juiz inventou um pênalti a Portuguesa. Heverton bateu e diminuiu. O lusitano prometeu mais gols na comemoração e fez mesmo, no finalzinho, mas antes disso o zagueiro Rhodolfo já havia marcado o terceiro do São Paulo, em cobrança de falta de Dagoberto - melhor em campo, diga-se de passagem.

Quarta-feira, o Tricolor pega o Treze-PB, pela Copa do Brasil. Rivaldo nem viaja para a Paraíba. Enquanto isso, os campeões sul-americanos sub-20 Lucas, Willian, Casemiro e Henrique devem partir direto do Peru para particpar do jogo. E Carpegiani, o que será que vai aprontar agora que tem mais opções?


Foto: Terra


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Comentário da Redação > Algumas mudanças podem deixar o Timão pronto

A atuação de hoje do Corinthians não fugiu muito da última, em que goleou o Ituano. Mas com duas diferenças: jogou fora de casa e enfrentou um forte calor em Jundiaí. Cito o fator campo porque não é de hoje que a equipe alvinegra tem dificuldades fora do Pacaembu. Há claramente uma mentalidade de não desprezar um empate como visitante, o que acho errado em circunstâncias normais. Não dá para esperar, por exemplo, ganhar de dois um três gols de diferença como visitante, mesmo enfrentando um adversário fraco.

Assim como na quarta-feira, portanto, o Timão não fez uma partida brilhante. Porém, com um pouco mais pontaria a terceira vitória seria conquistada. No fim, com um time mais ofensivo, o Alvinegro ficou muito perto de conquista os três pontos. Depois desses três jogos com a nova formação, acho que o time não está longe de ficar pronto e jogar um futebol melhor. Na minha visão, algumas possibilidades de mudanças poderiam dar à equipe o que falta.

A primeira mexida seria no ataque. Jorge Henrique volta demais para o campo de defesa, deixando o Liédson isolado, e quando tem a bola, não tem ido nada bem tecnicamente. Na estreia do luso-brasileiro até que a dupla não foi mal, mas não é de hoje que o Jorge vem mal, e não é um parceiro de ataque dos mais eficientes.

Tite deve ter enxergado a solidão do luso-brasileiro e colocou o Willian ao seu lado. É justamente isso que eu faria desde o começo do próximo jogo, mas tirando o Jorge Henrique, e não o Danilo. A saída do meia, entretanto, seria outra mudança que eu promoveria (não que esteja jogando mal). Colocaria o Morais para aumentar a movimentação e fazer o time ser mais incisivo.

Hoje ele entrou aos 30 minutos e mais uma vez foi muito bem, dando mais velocidade e imprevisibilidade ao time. O Baixinho pode fazer uma dupla interessante com Ramírez no meio-campo. Por enquanto, eu pararia por aí com as mudanças. Mas com o futebol que anda jogando, o Jucilei é outro que poderia tomar um chá de banco. Até porque, o Paulinho, que entrou bem e foi expulso injustamente, está numa fase bem melhor.

Conceitos

Julio Cesar - REGULAR: Foi salvo pela trave por duas vezes. Pouco trabalhou.
Alessandro - BOM: Não está com a mesma segurança de antes para passar pelos adversários, mas apoiou muito bem. Teria sido melhor se não tivesse perdido um gol após belíssimo passe de Ramírez.
Chicão - REGULAR: Deu uma bobeada em uma bola aérea no começo, depois não comprometeu.
Leandro Castán - BOM: Esteve bem hoje. Tanto na marcação e jogadas aéreas quanto na saída de bola.
Marcelo Oliveira - PÉSSIMO: Se na outra partida alternou bons e maus momentos, hoje só foram maus. Muito individualista, cometeu dois erros no campo de defesa.
Ralf - BOM: Fez bem sua parte. Só não gosto quando tem a possibilidade de dominar e sair jogando e prefere dar chutão para a arquibancada.
Jucilei - REGULAR: Continua sem convencer. Não fez uma partida péssima, mas estava morto no segundo tempo, não marcava ninguém.
(Paulinho) - BOM: Deu uma alternativa que o time não tinha, que é a chegada do volante na área. Foi expulso injustamente, apesar da entrada desnecessária na lateral.
Danilo - REGULAR: Começou dando bons passes, caiu um pouco já no fim do primeiro tempo. Foi substituindo corretamente.
(Willian) - BOM: Entrou bem no jogo, assim como no clássico contra o Palmeiras. Buscou bem a bola fora da área e se movimentou bastante.
Luis Ramírez - BOM: Se mexeu bem e teve qualidade com a bola nos pés. Por ser o que mais mostrava capacidade para decidir em uma jogada individual, eu o teria deixado em campo.
(Morais) - BOM: Veloz e habilidoso, mais uma vez melhorou a equipe. Eu não esperaria mais e o escalaria de titular quinta-feira, contra o Mogi Mirim.
Jorge Henrique - REGULAR: Colabora para o time, mas erra muito, estraga muitos contra-ataques. Não pode de jeito nenhum ser um jogador intocável por ser aplicado taticamente e incansável.
Liedson - REGULAR: Não recebeu boas bolas e jogou isolado boa parte do jogo.
Téc: Tite - REGULAR: Até mexeu bem, mas errou em duas coisas: demorou para colocar o Morais, que tem sido um dos melhores jogadores do time atualmente, e acho que deveria ter tirado o Jorge Henrique em vez do Cachito. E tem que dar mais gana ao time fora de casa. O Corinthians jogou três jogos fora do Pacaembu e empatou todos.


Redator: Pedro Silas
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Comentário da Redação > Campeão, o Brasil foi de Lucas na goleada sobre o Uruguai

Atendendo ao meu pedido, a seleção brasileira sub-20 teve ontem o gosto de dançar com a irmã de outro. Com uma goleada belíssima, o Brasil humilhou o Uruguai, venceu por 6 a 0, conquistou a vaga na Olimpíadas e também o título do Sul-Americano no Peru. E no jogo final, que brilhou mais que qualquer outro foi Neymar. E ele foi Lucas.

A promessa são-paulina finalmente teve a atitude de assumir sua condição de segundo melhor jogador da equipe e, assim, superou até a estrela maior da Seleção, Neymar, no jogo deste sábado para domingo. O jogador santista sentiu falta durante o torneio dessa figura, alguém que dividisse a responsabilidade.

O que mais me preocupava no Lucas era a individualidade exagerada e que não resultava em nada. Não sou contra o jogador que busca um drible, uma jogada em velocidade, mas é preciso personalidade para decidir. No jogo desta madrugada, o camisa 10 foi pra cima, driblou, correu e fez 3 gols. Deu gosto de ver.

Faltava chutar mais ao gol, Lucas. E faltava nos outros jogos tocar mais a bola e o são-paulino também fez isso. Por exemplo, no primeiro gol de Neymar, um passe genial que colocou o craque do Peixe de cara para a alegria. Lucas deu um show a parte mesmo! Nem a artilharia de Neymar confirmada (9 gols) ofuscou a atuação do ex-Marcelinho.

Mas aproveito para parabenizar todo o elenco brasileiro pela bela campanha, quase 100% - pena que perdeu para a Argentina, mas vamos fingir que isso não aconteceu. E parabéns também a Ney Franco, que conseguiu reunir um time muito interessante, com boas alternativas de ataque e meio-campo, especialmente.

Com a vaga nas Olimpíadas garantida, resta torcer para que o trabalho continue sendo bem feito para que, enfim, o Brasil alcance o sonhado ouro olímpico.


Foto: Mowa Press

Redator: Ricardo Pilat
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sábado, 12 de fevereiro de 2011

Comentário da Redação > Santos vence no último teste antes da Libertadores e de Neymar

Antes de encarar o Deportivo Táchira na Venezuela, pela primeira rodada do Grupo 5 da Copa Libertadores, o Santos tinha pela frente o Noroeste na Vila Belmiro - de tapete novo. O teste foi bem-sucedido e o Peixe venceu por 2 a 0 e retorna a liderança do Paulistão provisoriamente.

O sucesso, diga-se aqui, foi mais no placar do que na fluência da equipe. Com três atacantes - Diogo, Zé Eduardo e Keirrison -, o time não jogou de forma compacta. Elano, o armador da equipe, jogou mais recuado do que deveria. Faltou aproximação dos meias com os avantes, e faltou aproximação também entre os homens de frente.

Quem fez partida muito boa foi Diogo, que fugiu um pouco da frente e veio preencher o vazio que existia no meio-campo, na ligação com o ataque. Melhor para Zé Eduardo, que mesmo longe da melhor forma, recebeu uma bola açucarada do ex-lusitano para abrir o placar aos novo minutos de jogo.

Enquanto isso, Keirrison fazia mais uma partida abaixo da média. Assim como a defesa santista. Edu Dracena e Durval estão Bem mal em 2011, deixando a torcida santista preocupada. Dracena fez um pênalti grotesco no início do segundo tempo. Sorte dele que Zé Carlos chutou para fora.

E o Norusca também teve seu momento de sorte, quando o juiz marcou pênalti para o Santos minutos depois em um agarra-agarra na área. Elano bateu mal, no estilo Roberto Baggio, e isolou.

O jogo estava bem amarrado, quando Felipe Anderson, que entrara no lugar de Keirrison no intervalo, acertou uma bomba de longa distância e fez 2 a 0. Daí em diante, o Santos só administrou a vantagem, e o Noroeste não fez muita questão de mudar esse cenário.

Três atacantes na terça?

Neymar será a grande novidade do Santos na terça-feira, estreia na Libertadores. Adilson confirmou o craque, mas não o esquema tático. Ontem o time não foi bem com três atacantes, o treinador não gostou, mas acho que ele deve manter o 4-3-3.

É diferente jogar com Zé Love, K9 e Diogo, por exemplo, e com apenas um desses ao lado de Neymar e Maikon Leite, que se movimentam mais, abrem o jogo e fecham pelo meio quando necessário. A mudança deve ser essa.

Mas não descarto que Maikon Leite também comece no banco, e Neymar tenha a companhia de Zé Love e Diogo, que foi muito bem diante do Norusca. Uma coisa é certa: Keirrison não será titular.

Foto: Gazeta Press


Redator: Ricardo Pilat
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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Comentário da Redação > O Timão tem outra cara com o Liédson

A reestreia de Liédson não poderia ser melhor. O Corinthians finalmente voltou a conquistar uma vitória com facilidade, aplicando 4 a 0 no Ituano, com dois gols do luso-brasileiro. E como eu esperava, o Timão já teve uma nova cara com um "homem-gol" de qualidade. O poder de ataque aumentou consideravelmente. E claro, só tende a evoluir com o entrosamento que virá.

O time corintiano de um modo geral também fez boa partida. Nada de encher os olhos, mas já houve uma melhora em outros aspectos, os jogadores assimilaram melhor o esquema, o mesmo do clássico de domingo. Esse 4-4-2 com Ralf, Jucilei, Ramírez e Danilo no meio, e o "Levezinho" no comando de ataque me agrada. Com alguns ajustes e testando novas opções durante o jogo, dá para chegar na equipe realmente ideal.

Só espero que o Ronaldo não invente de voltar e o Tite de coloca-lo ao lado do estreante desta quarta-feira, como disse após o jogo. Não adianta querer dar ao atacante, ex-Sporting, a função de Dentinho e Jorge Henrique, jogadores de lado. Ele até cai pelas pontas, se movimenta bem, mas tem que jogar centralizado.

É justamente as características do Liédson, de ser leve, ágil, se movimentar, que fez o ataque alvinegro mudar de cara nesse jogo. Os zagueiros adversários já não tinham o mesmo sossego para sair jogando como antes - Edno e Willian também fizeram isso contra o Palmeiras, mas com a bola nos pés eles não tem a mesma qualidade. Colocar o ex-Fenômeno de titular novamente seria voltar a estaca zero. Mas enfim, não adianta pensar nisso agora.

Melhor seguir falando do estreante, que não só deu uma melhora muito grande na presença de ataque mordendo a saída de bola dos defensores do Ituano e dando mais opções para os seus companheiros, como também foi muito bem tecnicamente. Os dois gols não foram nada de outro mundo, mas de quem está numa ótima forma e ainda conhece bem o caminho das redes. Cada um ao seu estilo, um de canhota, outro de primeira, com a perna direita.

Espero que seja só o começo de uma excelente segunda passagem do atacante campeão paulista em 2003.

Conceitos

Julio Cesar - BOM: Com moral depois de uma grande atuação no clássico, fez uma grande defesa para garantir o zero para o Ituano no placar.
Alessandro - REGULAR: Não tem me agradado na marcação, está tomando dribles fáceis. Não o vejo com o mesmo gás de outrora. Mas, depois de um gol contra o Palmeiras, deu uma bela assistência para o Ramírez ontem.
Chicão - BOM: O zagueiro artilheiro voltou a balançar as redes.
Leandro Castán - REGULAR: Sem grande trabalho. Teve dificuldades na saída de bola.
Marcelo Oliveira - REGULAR: Alternou bons e maus momentos.
Ralf - REGULAR: Não foi mal, mas também não foi o grande marcador dos últimos jogos.
Jucilei -
(Paulinho) - REGULAR: Foi à campo faltando pouco mais de dez minutos, sem necessidade. Bruno César poderia ter entrado.
Ramírez - BOM: Mostrou personalidade mais uma vez, teve boa movimentação, apareceu na área... e marcou seu segundo gol com a camisa corintiana.
(Morais) - ÓTIMO: Fez a equipe melhorar muito, e participou dos dois gols de Liédson. Destaque para o primeiro, em que desarmou e deu belo passe para o Liédson. É uma boa opção para dar mais movimentação, inclusive para começar a partida no lugar do Danilo, caso queira mudar a característica do time.
Danilo - BOM: No primeiro tempo, mais uma vez fez bem sua parte, deu bons passes. Cansou nos 45 minutos finais e não demorou muito a ser substituído.
(Edno) - REGULAR: Não apareceu muito.
Jorge Henrique - BOM: Esteve melhor tecnicamente. Procurou fazer boas tabelas com o Liédson.
Liedson - ÓTIMO: Enfim o Timão tem um centroavante! Bela reestreia do Levezinho. É bom demais ter um atacante que marque a saída de bola do adversário, que falta isso estava fazendo! Se tivesse vindo antes, duvido que a eliminação para o Tolima aconteceria.
Téc: Tite - BOM: Manteve a formação ideal e mandou muito bem nas duas primeiras substituições, inclusive no tempo em que as fez. Na terceira, em vez do Paulinho, eu teria colocado o Bruno César em campo. Não sou um dos que ficaram revoltados com a ida do meia para o banco, pois entendia que ele não vinha bem e merecia mesmo. Mas daí não utilizar o rapaz nunca, dá a sensação que tem algo a mais errado.

Foto: Lance

Redator: Pedro Silas
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Comentário da Redação > Sem Neymar, Brasil foi pior que dançar com a irmã

Com muito sofrimento,a seleção sub-20 do Brasil derrotou o Equador nesta madrugada por 1 a 0, pela hexagonal final do Sul-Americano da categoria. O resultado foi ótimo, pois coloca a Seleção na vice-liderança com 9 pontos, contra 6 da Argentina, 3ª colocada. Um empate contra o líder Uruguai, no sábado, garante a vaga brasileira nas Olimpíadas.

O Brasil, porém, foi bem abaixo da crítica. Neymar, suspenso, foi um grande desfalque para a equipe. Sem ele, o time é comum ao extremo. Entediante como dançar com a própria irmã.

O Brasil fez 1 a 0 logo no começo do jogo com Casemiro, um dos melhores em campo. E nos minutos seguintes, principalmente por conta dos erros equatorianos na saída de bola, criou diversas chances para ampliar o placar e definir a vitória. Porém, desperdiçou lances incríveis. Diego Maurício, subtituto de Neymar, foi um dos que mais errou gols.

Lucas foi o que de melhor o time teve no ataque, principalmente no primeiro tempo. Mesmo assim, a individualidade do são-paulino me irrita bastante. Mesmo com velocidade e técnica, ele acaba sendo totalmente improdutivo para o time de Ney Franco. Assim como Oscar, bom só nas bolas paradas.

E o Brasil pode não ter levado gols, mas a defesa também foi um desastre. Salva-se apenas o goleiro Gabriel, que fez pelo menos 2 defesas magistrais e garantiu três pontos importantes. Mas o Equador também contribuiu, perdendo um gol mais feito que o outro.

Foi duro ficar acordado até 2h da manhã para torcer pela molecada brasileira.

Na rodada final, com Neymar de volta, até mesmo uma derrota deve classificar o Brasil diante do Uruguai. Mas seria legal se o time jogasse melhor, como fez contra Paraguai e Chile, por exemplo, e buscasse o título. Que tenha o gosto de dançar com a irmã... mas de outro.

Redator: Ricardo Pilat
ricardo.pilat@yahoo.com.br

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Comentário da Redação > Expulsão de Hernanes atrapalhou muito, mas não pode ser desculpa para tudo

A Seleção Brasileira fazia uma boa partida e dominava a França dentro da casa deles, fazendo o papel de protagonista e não limitando-se a jogar nos contra-ataques, como Mano Menezes explicou que gostaria que fosse lá no começo do seu trabalho. O Brasil chegou a ter 63% de posse de bola, e as coisas estavam indo relativamente bem. Até que Hernanes, aos 38 minutos do primeiro tempo, deu um pontapé inexplicável em Benzema e foi expulso.

Isso, obviamente, iria desmontar o esquema tático da equipe. Até porque Elias e Renato Augusto, outros dois meio-campistas, eram apenas coadjuvante do ex-são-paulino, que vinha atuando bem. Era o mais criativo, o que mais mostrava recursos para desequilibrar o jogo, e estava cada vez mais se soltando.

Porém, a expulsão não é desculpa para o péssimo segundo tempo do Brasil, que simplesmente não conseguiu mais jogar. Faltaram coração e raça, sobrou omissão. Parece que os jogadores passaram apenas a se defender pensando "ah, estamos com 10, normal abdicar do ataque". Mas não é assim. A partida não havia terminado aos 38 do primeiro tempo. Dava, sim, para se ajeitar e ir para o jogo.

Não só dava como era o mais correto. Afinal, é para isso que serve amistoso... arriscar, testar, e ver como o time reage em situações adversas. E nesta circunstância de jogar com um homem a menos, Mano Menezes, assim como seus atletas, não reagiu da melhor forma, na minha opinião. As mexidas (incluindo a demora para fazê-las) mostraram que o treinador também se conformou com a derrota pelo placar mínimo.

Conceitos

Julio Cesar - BOM: Voltou muito bem, com a segurança que conhecemos. Fez duas grandes defesas.
Daniel Alves - BOM: Habilidoso, foi o melhor jogador do Brasil na etapa final (sem contar o camisa 1). Também não foi mal nos primeiros 45 minutos.
Thiago Silva - REGULAR: Esteve bem, mas poderia ter dado mais rapidez à saída de bola do Brasil, pois tem qualidade para isso.
David Luiz - BOM: Diferente do parceiro de zaga, foi muito bem na maioria das saídas de bola. E também esteve bem defendendo, inclusive salvou um gol certo dos franceses. Foi uma baita aquisição do Chelsea.
André Santos - PÉSSIMO: Deixou uma avenida nas suas costas, e foi por lá que saiu o gol. Também não teve qualidade para apoiar.
Lucas - BOM: Marcou e jogou direitinho.
Elias - REGULAR: Foi um coadjuvante. Poderia ter chamado mais a responsa sem o Hernanes em campo.
(André) - SEM CONCEITO: Entrou já no fim.
Hernanes - PÉSSIMO: Decepcionante e surpreendente a atitude do meio-campista, que nunca foi violento. Prejudicou muito seus companheiros.
Renato Augusto - REGULAR: Não mostrou a que veio na estreia, mal pegou na bola. E é desnecessário colocar o rapaz com a 10 logo na primeira partida... querendo ou não, pesa.
(Jadson) - REGULAR: Entrou no começo do segundo tempo e figura completamente apagada.
Robinho - PÉSSIMO: Não acerta uma boa jogada, estraga contra-ataques e ainda faz gracinha. Pelo menos desta vez foi substituído até de forma rápida.
(Sandro) - REGULAR: Só serviu para deixar o Brasil com uma postura mais defensiva.
Alexandre Pato - REGULAR: Tudo bem que nem foi feliz nos poucos dribles que tentou, mas não dá para criticá-lo. Jogou isolado o segundo tempo inteiro, e não chegaram muitas bolas redondas na etapa inicial.
(Hulk) - SEM CONCEITO: Poderia ter sido o herói marcando o gol, mas se atrapalhou com a bola. Atuou por pouco mais de sete minutos.
Téc: Mano Menezes - PÉSSIMO: Mostrou-se conformado com o 1 a 0. Foi mal demais ao colocar Sandro em vez de um jogador ofensivo no lugar do Robinho. Também não fez sentido tirar o Pato e não colocar alguém para encostar no atacante do Milan.

Foto: AFP

Redator: Pedro Silas
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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Gringolaço > E o Liverpool não sentiu falta nenhuma de Torres...

No clássico inglês da rodada do fim de semana da Premier League, os holofotes todos miravam Fernando Torres, ex-jogador do Liverpool e vendido na semana passada ao Chelsea por mais de 50 milhões de libras. As duas equipes se colocaram frente à frente no Stamford Bridge, em Londres, e os Reds levaram a melhor pela segunda vez no campeonato diante do rival, 1 a 0.

Curiosamente, no jogo do primeiro turno vencido pelo Liverpool por 2 a 0, Torres marcou os dois gols. Neste domingo, porém, com a camisa 9 azul, não fez falta nenhuma ao time da terra dos Beatles. Principalmente porque o técnico Kenny Dalglish armou um dos maiores ferrolhos que eu já vi e quase dispensou a posição de centroavante.

A função foi cumprida por Dirk Kuyt, um dos melhores em campo na minha opinião. E se tivesse Torres no elenco, acredito que El Niño teria ficado no banco ontem. Com uma infinidade de volantes e defensores, Dalglish queria apenas não perder. E conseguiu da melhor forma, vencendo! Gol de um volante que jogava de meio-campista, Raul Meireles.

Do lado azul, Torres não jogou nada, tal qual seus companheiros de ataque. Carlo Ancelotti bagunçou o setor ofensivo, colocando o espanhol para jogar pelos lados e Anelka quase como armador. Nenhum dos dois é bom nessas funções. E Drogba mal viu a cor da bola.

O resultado apareceu no placar, literalmente. E o Chelsea, mesmo com muitos atacantes e volantes de qualidade, praticamente não incomodou Pepe Reina. E vem incomodando poucos goleiros nesta temporada.

Mais duas da Inglaterra

Eu não poderia deixar de falar de dois acontecimentos do Campeonato Inglês neste final de semana: a derrota do líder Manchester United diante do Wolverhampton, 2 a 1, primeira do time de Alex Fergunson na Premier League 2010/2011; e o empate fantástico entre Newcastle e Arsenal, 4 a 4 - os londrinos chegaram a abrir 4 a 0 no primeiro tempo.

Diego "derruba" McClaren

Um pênalti mal batido pelo brasileiro Diego e a péssima campanha do Wolfsburg na Bundesliga derrubaram o técnico inglês Steve McClaren do comando técnico dos Lobos. Diante do Hannover, que vencia por 1 a 0, Diego tirou a bola da mão de Patrick Helmer, batedor de pênaltis do time verde, e foi ele cobrar a penalidade. O resultado você já deve imaginar.

O ex-santista pode ter se safado de uma bronca maior do técnico, mas levou uma multa de R$ 230 mil pela indisciplina. E quem assume o Wolfsburg, 12º colocado no Alemão com 23 pontos, é Pierre Lttbarski.


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Redator: Ricardo Pilat
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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Terra do Tio Sam > Aaron Rodgers: o homem que decidiu o Super Bowl 45

Nos EUA é assim: jogador valorizado é jogador campeão. Foi assim por exemplo com Peyton Manning, reconhecido por muitos como melhor quarterback da atualidade, mas só reconhecido quando conquistou seu primeiro Super Bowl, em 2007. Aaron Rodgers, QB de Green Bay, pulou algumas etapas nesse processo de reconhecimento.

Antes mesmo de levar o anel do Super Bowl 45, após a vitória de ontem de 31 a 25 sobre o Pittsburgh Steelers, Rodgers já vinha sendo muito bem avaliado. Ele tem muita técnica e qualidade. Pode não ter um aproveitamento extraordinário de acerto de passes, mas quando os conecta é para muitas jardas. E o título dá muito mais relevância aos feitos do camisa 12.

No jogo de ontem, em Dallas, eu já havia colocado Rodgers como principal destaque de Green Bay e peça-chave para a vitória. A ligação era simples: Pittsburgh tinha a melhor defesa da NFL contra o jogo corrido, mas uma defesa mediana contra o passe. Ou seja, o QB seria fundamental.

E ele foi, com 3 TDs, 304 jardas aéreas, MVP do jogo e campeão. Aaron Rodgers, como eu dizia mais acima, além de jogar muito, chegou ao título logo na terceira temporada como titular. Não é loucura já colocá-lo entre os melhores quarterbacks do momento, com potencial para estar entre os maiores da História.


Enquanto isso, em Pittsburgh...

O maior vencedor de Super Bowls da história, Pittsburgh Steelers, foi refém de seus erros. Além dos 3 turnovers - 2 interceptações em passes de Ben Roethlisberger e 1 fumble de Rashard Mendenhall -, foram muitas faltas e jardas recuadas, graves erros em um jogo da importância de um SB. Melhor para a defesa dos Packers.

A defesa de Pittsburgh não funcionou porque Green Bay quase não tentou correr. Foram apenas 13 jogadas terrestres em 55 tentadas. Pelo ar, a eficiência defensiva dos Steelers não é a mesma. No ataque, Big Ben não foi mal, fez 2 TDs, mas as 2 INTs complicaram sua atuação.

E para finalizar, outro grande erro dos Steelers passou pelos pés do kicker Shaun Suisham, que errou um chute de 33 jardas quando a diferença era de quatro pontos. Se aquele chute tivesse entrado, Pittsburgh teria um último ataque com 3 pontos, e não 6, atrás de Green Bay, como aconteceu nos 2 minutos finais . Seria um drive para chegar até uma posição para field goal, e não aquele despero todo para alcançar a end zone adversária.

Fotos: Reuters e AP

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Comentário da Redação > Inocência brasileira dá vitória à Argentina

A bola nem bem rolou em Arequipa, no Peru, e a Argentina já estava com grande vantagem sobre o Brasil, no clássico do hexagonal final do Sul-Americano sub-20. Primeiro porque Bruno Uvini, capitão brasileiro, se machucou e deu lugar a Saimon, nos minutos iniciais de jogo. Na sequência, o zagueiro Juan teve uma lamentável atitude, deu um murro no adversário dentro da área e foi expulso.

Aos oito minutos, Funes Mori fez 1 a 0 em cobrança de pênalti e deixou a situação ótima para nuetros hermanos: um gol a mais e um jogador a mais. Porém, o time da Argentina é muito fraco e sabendo da sua limitação recuou, chamando o Brasil pro jogo em busca de um contra-ataque.

E a nossa seleção reagiu muito bem à situação. Neymar partiu pra cima dos adversários, os volantes participavam bem... faltava um pouco mais de participação de Willian e Lucas e talvez por isso o Brasil não tenha conseguido o empate na primeira etapa.

O problema maior e evidente era o nervosismo brasileiro. A cada falta dos argentinos se armava um barraco em volta do árbitro da partida, tentando arrumar uma expulsão do outro lado (e não conseguiram). E quando a seleção albiceleste partia ao ataque, sobravam pontapés. Incrível como o Brasil perde a cabeça nesse tipo de situação diante da Argentina.

No segundo tempo, o Brasil voltou mais calmo e ainda dominava a partida. Lucas entrou no jogo, assim com Willian, e foi o camisa 20 que mandou uma bomba de fora da área para empatar o jogo. Aí, então, faltou malandragem ao time de Ney Franco. O empate era melhor para nós, mas o time continuava indo ao ataque desesperadamente, e logo muitos estavam arrastando a língua.

Inocente no lance do pênalti, inocente na atitude após o gol de empate, o time teve mais um momento infeliz aos 23 da etapa final, quando Casemiro devolveu uma bola ao chão mediada pelo árbitro nos pés de Iturbe, pertinho da área. O argentino, comparado a Messi, fez um gol que lembrou mesmo o jogador do Barça, e recolocou a Argentina na frente.

O gol desmoronou o Brasil. Neymar, um dos poucos que tentavam alguma coisa, estava claramente nervoso, e jogando isolado ele tinha dificuldades para passar pelo batalhão de argentinos que o perseguiam. Foram mais três chances até o final do jogo. Neymar em cobrança de falta, Casemiro em outra falta - a bola bateu na trave e nas costas do goleiro Andrada -, e Danilo, em cabeçada no finalzinho.

O Brasil teve uma boa atuação e uma boa atitude, jogando melhor que o adversário (que é fraco) mesmo com um a menos durante quase 90 minutos. Faltou malícia e rodagem para evitar as situações que complicaram a vida brasileira em Arequipa.

Para a classificação às Olimpíadas, entretanto, o panorama ainda é bom. Quarta-feira, sem Neymar (suspenso), o time encara o Equador, e uma vitória deve dar ao time de Ney Franco a vaga. A Argentina enfrenta o líder do hexagonal, o Uruguai.

Conceitos

Gabriel - ÓTIMO: Fez grandes defesas e evitou maiores problemas.
Danilo - BOM: Melhor atuação do lateral neste hexagonal.
Bruno Uvini - SEM CONCEITO: Se machucou cedo e está fora do torneio.
(Saimon) - REGULAR: Entrou meio perdidão, demorou a se encontrar.
Juan - PÉSSIMO: Expulso após um dar um soco no jogador argentino dentro da área com menos de dez minutos de jogo. PÉSSIMO²
Alex Sandro - PÉSSIMO: Completamente afobado, atrapalhou vários ataques do Brasil.
Casemiro - PÉSSIMO: Até começou bem o jogo, mas depois caiu bastante. No segundo tempo, cansado demais, não marcava mais ninguém, não acertava mais passes. Ah, ele acertou um, mas foi nos pés de Iturbe, segundo gol da Argentina.
Fernando - BOM: Correu que nem maluco durante o jogo inteiro. Teve atitude de sobra.
Oscar - SEM CONCEITO: Foi sacrificado após a expulsão de Juan.
(Romário) - REGULAR: Outro bem atrapalhadinho... o Brasil terá dificuldade com essa dupla de zaga no jogo contra o Equador.
Lucas - BOM: Pelo segundo tempo, leva o conceito bom. Principalmente por arriscar mais e dividir um pouco a responsa com o Neymar.
Neymar - REGULAR: Teve muitos altos e baixos durante o jogo. Estava bem nervoso com a situação e aí não consegue render o melhor. Mas ele participou de bons momentos do Brasil na partida. Lamento, apenas, que a irritação do jovem santista tenha custado um cartão amarelo bobo, que o tira do duelo contra o Equador.
Willian José - REGULAR: Brilhou apenas no lance do gol.
(Diego Maurício) - REGULAR: Teve tempo pra jogar, mas estava muito longe de Neymar e Lucas. Faltou aproximação.
Técnico: Ney Franco - BOM: Teve muito azar em perder a dupla de zaga e ficar com um a menos antes de dez minutos de jogo. E acho que fez a substituição certa no segundo tempo, tirando Willian e colocando Diego Maurício, quando o jogo estava empatado. Terá muito trabalho para escalar a equipe para quarta-feira, contra o Equador.

Fotos: Terra

Redator: Ricardo Pilat
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