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domingo, 30 de dezembro de 2012

Clinch > O dia em que o Júnior não foi o “Cigano”

Abismado, é assim que posso definir o modo que fiquei ao ver o evento principal do UFC 155 entre Júnior Cigano e Caín Velasquez, válido pelo título mundial dos pesos pesado. Não pelo resultado, afinal a meu ver qualquer um dos dois poderiam vencer a luta sem que o resultado fosse uma grande surpresa. Fiquei abismado pelo o modo como a luta aconteceu.

Não era o Júnior Cigano, aquele nocauteador nato de mãos pesadas e rápidas que dificilmente consegue ser levado ao chão e que estamos acostumados a ver desde que estreou o UFC em outubro de 2008. Era um Cigano apático, fora de forma, cansado, sem explosão e por incrível que pareça nervoso. Foram cinco rounds dominados inteiramente pelo americano, que ao contrário de seu adversário, estava em forma, confiante (coisa que não vimos na primeira luta entre eles em novembro de 2011) e acima de tudo com apetite de vitória.

No início da luta, o brasileiro conseguiu frustrar o americano, bom de wresteling e que não conseguia colocar a luta pra baixo. Se por um lado as quedas não davam certo, de outro o boxe estava afiado e Caín Velasquez conseguia conectar frequentemente golpes no rosto do passivo Júnior, até conseguir dar um direto em cheio e levar o brasileiro ao knockdown. A partir daí foi um massacre e marquei nos dois primeiros rounds 10-8 para o americano. A resistência de Cigano que até tentou esbanjar uma reação se acabou e o brasileiro foi levado ao solo muitas vezes. Era o dia de Velasquez. que no fim levou a luta pra casa e recuperou o seu cinturão em decisão unânime arbitral (50-43, 50-44, 50-45).

Agora nos restar saber os fatores que levaram Cigano a lutar tão mal. Eu sempre acreditei naquela famosa frase de que “em time vencedor não deve se mexer”. Júnior dos Santos sempre fez seu camping de treinamento inteiro na Bahia (academia Champion) e na parte final viajava ao Rio de Janeiro para fazer sparring na Team Nogueira. Foi assim até maio, onde defendeu seu cinturão diante de Frank Mir em uma vitória arrasadora, porém depois disso tudo se mudou. O atleta começou a treinar no Corinthians, mudou todos os seus patrocinadores e alguns treinadores. Não quero criticar a estrutura de treinamento que o Corinthians oferece, que por sinal é muito boa, mas acho que os novos ares, os novos patrocinadores que o fizeram ter uma fama e visibilidade maior e os novos treinadores não fizeram a ele muito bem. Pode ser besteira o que estou dizendo, mas é nisso que acredito. Mas também não quero tirar os méritos de Caín, que é um belo lutador e mereceu com toda certeza recuperar o cinturão.

Co-evento principal: O tipo de luta que o Dana White adora

O co-evento principal do UFC 155 foi entre Jim Miller e Joe Lauzon e com toda certeza foi a melhor luta da noite. Espetacular, sangrenta, parelha e muitos outros adjetivos a mais definem como foi o confronto, que foi vencido por Jim Miller por decisão unânime arbitral (29-28, 29-28, 29-28).

O combate foi uma guerra e logo no inicio Miller abriu uma “cratera” sobre o olho direito de Lauzon. Muitos pensaram que a luta não iria durar até o fim, mas durou. No final o jiu-jitsu de Miller fez a diferença, e as quedas e o ground and pound o fizeram superior no octógono. Foi a luta da noite sem dúvidas, e rendeu alguns zeros a mais na conta dos lutadores, sem contar que garantiram pelos menos por mais alguns anos a permanência deles no maior evento de MMA do mundo. Lutadores que batalham até o fim independente das suas condições fisícas sempre ganham uma moral com o “chefe” Dana White.

Outros resultados

Costa Philippou derrotou Tim Boetsch por nocaute técnico no terceiro round.
Yushin Okami derrotou Alan Belcher por decisão unanime (30-27, 30-27, 29-28).
Derek Brunson derrotou Chris Leben por decisão unanime (29-28, 29-28, 29-28).
Eddie Wineland derrotou Brad Pickett por decisão dividida (30-27, 28-29, 30-27).
Erik Perez derrotou Byron Bloodworth por nocaute técnico no primeiro round.
Jamie Varner derrotou Melvin Guillard por decisão dividida (30-27, 27-30, 30-27).
Myles Jury derrotou Michael Johnson por decisão unanime (30-27, 30-27, 30-27).
Todd Duffee derrotou Phil De Fries por nocaute técnico no primeiro round.
Max Holloway derrotou Leonard Garcia por decisão (29-28, 28-29, 29-28).
John Moraga derrotou Chris Cariasso por finalização (guilhotina) no terceiro round

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* A coluna Clinch traz a análise dos principais eventos de artes marciais do planeta.



por Fernando Borchio | fernando.borchio@hotmail.com

Aqui é Corinthians > 5 gols que mudaram a nossa história

Quem imaginaria que, cinco temporadas após o doloroso rebaixamento para a Série B o Corinthians fosse ter simplesmente o melhor ano de sua história gloriosa? Claro que a torcida jamais esquecerá de vários times (1977, 1990, as espetaculares temporadas 1997-2000, os títulos de 2002, Tevez e cia. em 2005, o fenomenal 2009, etc, etc), mas a conquista da tão sonhada Libertadores e do Mundial em cima do europeu Chelsea com uma invasão inesquecível do Bando de Loucos no Japão torna 2012 o maior da história centenária do clube do Parque São Jorge.

O que não quer dizer que não poderá ser superado. Em 2013, por exemplo, a equipe de Tite disputará no mínimo cinco competições, uma delas a final da Recopa diante do São Paulo. Já pensou ganhar um torneio internacional em cima do rival que mais se gaba de ser "internacionalizado" e faturar nada menos que o Bi da Libertadores e Tri Mundial? Não dá para duvidar desse time de guerreiros!

Mas enquanto a próxima temporada não começa, o torcedor corintiano merece continuar comemorando, relembrando e saboreando o ano vencedor que teve. Por isso, separei um TOP 5 de gols das duas conquistas - em uma ordem difícil de definir, mas de minha preferência - que ficarão eternamente na memória da Fiel. Confira só:

5º lugar - Sheik (1 a 0 Santos, Vila Belmiro)



Tudo que o Corinthians precisava fazer diante do Santos de Neymar na Vila, pelo primeiro jogo da semifinal da Copa Libertadores, fez. Sobretudo no primeiro tempo, simplesmente irretocável. O gol, assim como a atuação corintiana, foi espetacular: um chute lindo de Emerson Sheik. A vitória por 1 a 0 foi fundamental para a classificação, confirmada com um empate, 1 a 1, no Pacaembu.


4º lugar - Romarinho (1 x 1 Boca Juniors, Bombonera)



Primeiro jogo de uma inédita final de Libertadores simplesmente contra o papão da América, Boca Juniors, que saiu na frente na segunda metade do segundo tempo. Quando o jogo se arrastava para uma vitória dos argentinos, eis que Tite manda a campo um garoto que só havia disputado uma única partida com a camisa corintiana (embora tenha sido contra o rival Palmeiras e marcado dois gols nela). E bastou um único e histórico toque na bola para Romarinho calar a mítica Bombonera aos 40 minutos da etapa final.


3º lugar - Paulinho (1 x 0 Vasco, Pacaembu)



Depois de um 0 a 0 no jogo de ida das quartas de final, em São Januário, o Corinthians fez uma partida pra lá de dramática contra o Vasco em São Paulo. Talvez o momento mais inesquecível desta partida tenha sido a espetacular defesa de Cássio, em jogada que Diego Souza saiu sozinho, de frente para o goleiro corintiano. Mas se este foi um lance de absoluto alívio para o corintiano, o gol de cabeça de Paulinho, aos 41 minutos do segundo tempo, foi o da explosão total do Bando de Loucos no Pacaembu. Tite, expulso do banco de reservas, vibrava como (e com) torcedor na arquibancada. Que jogo!


2º lugar - Sheik, 1º gol (2 x 0 Boca Juniors, Pacaembu)



Parecia literalmente um sonho: o Corinthians enfrentando o Boca Juniors pela final da Libertadores no Pacaembu. Um jogo tenso, como não poderia deixar de ser. Mas a equipe alvinegra mostrou que não ligava para a tradição dos argentinos no torneio e ditou o ritmo do jogo. Aos oito minutos do segundo tempo veio o gol da libertação: Danilo deu toque fenomenal de calcanhar e Sheik fuzilou para o gol. Com uma defesa que sofreu quatro gols em 14 jogos, convenhamos que o título já tinha dono ali. Mais tarde, porém, o atacante sacramentou o triunfo marcando 2 a 0. O Bando de Loucos estava libertado!


1º lugar - Guerrero (1 x 0 Chelsea, Yokohama)



O que falar desse gol? Aliás, o que falar desse jogo? Nunca um sul-americano foi tão páreo para um europeu como neste Mundial. Claro que não dá para deixar de falar das defesas fantásticas do mais uma vez herói Cássio, mas o Timão não só jogou de igual para igual diante do bilionário Chelsea como teve momentos de superioridade. Não à toa veio o gol que será mostrado e lembrado para sempre nos programas esportivos e afins. E mais corintiano impossível! Paulinho tentou, Danilo chutou, e a bola sobrou para um predestinado: o peruano Guerrero empurrou de cabeça para o gol. O mundo era mais louco do que nunca. O mundo do futebol é do Corinthians!

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* Nesta coluna o assunto é o time do povo. Aqui é Corinthians!



por Pedro Silas | pedro_sccp@hotmail.com

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Dentro ou Fora do Alçapão > Melancolia

O ano de 2012 do Santos bem que poderia ser comparado a um filme que tentei ver esses dias por aqui em casa e não consegui. Melancolia, dirigido pelo polêmico Lars von Trier, conta uma história meio estranha de um planeta chamado Melancolia que está prestes a colidir com a Terra. No elenco, destaque para Kirsten Dunst (foto).

Porém, mesmo com todas essas boas referências, o filme não me empolgou. Tanto que com uns 30 minutos eu estava dormindo, algo que não costumo fazer quando assisto uma boa película. Não sei dizer se o filme é ruim porque não vi até o final, mas alguma coisa estava errada.

Com o Santos 2012 a coisa foi bem parecida e bem mais melancólica. Dirigido por Muricy Ramalho, o time de Neymar e (pouca) companhia deixou muito a desejar. Mesmo conquistando o tricampeonato paulista e a Recopa Sul-Americana, o ano terminou com uma grande tristeza na torcida, com a sensação de que o ano do Centenário poderia ser muito melhor.

Como explicar esse fracasso? Na minha opinião há muitos motivos, mas o principal deles é a falta de competência da diretoria para lidar com inúmeros problemas. Se preocuparam mais em pensar em ideias de marketing para comemorar 100 anos de clube (aliás, muito ruins na maioria) do que em pensar no elenco e nas competições que o time encararia.

Dessa maneira, o clube não se preparou para renovar a base do time em caso de eventual fracasso na Libertadores (e como foi doída aquela derrora para o Corinthians...). Era mais que óbvio que muitos jogadores saíriam, mas a reposição passou longe de ser bem feita. Ganso, Elano e Borges foram só alguns dos medalhões que deixaram o time no meio do ano.

E pior ainda, o que mais pesou para um 2012 decepcionante foi a falta de Neymar, que mais jogou na Seleção do que no Santos, e o time mostrou não ter nada sem o seu craque. E olha que a equipe não parece tão ruim assim, pelo menos em nomes, mesmo sem seu principal jogador. Restou, assim, amargar um campanha pífia no Brasileirão, passando longe de vaga na Libertadores.

Se teve alguma coisa boa neste 2012 foi justamente Neymar, que quebrou vários recordes no Santos e ao que tudo indica seguirá no Peixe de 2013 arrebentando. Do camisa 11 torcedor nenhum tem um "a" pra dizer ou reclamar. Agora de outros jogadores, do Muricy - que fez um trabalho bem abaixo do que seu nome indica -, da diretoria e do presidente Luis Álvaro sobram motivos para criticar.

E a melancolia não acabou. Últimos dias do ano e nada do Santos agir. Muita demora em contratações e muito papo furado dos cartolas na mídia. Destaque mesmo só para os novos visuais de Neymar...

Acaba logo 2012! Que o ano pós Centenário seja muito melhor. E que os próximos filmes que eu alugue sejam mais empolgantes que o último.

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* A coluna Dentro ou Fora do Alçapão fala do Santos Futebol Clube, que jogue onde jogar és o Leão do Mar.

por Ricardo Pilat | pilatportasio@gmail.com | @ricardopilat

domingo, 23 de dezembro de 2012

Mondo Verde > 2012: O ano apocalíptico do Palmeiras

Sabe aquelas coisas que a gente imagina que só vai acontecer quando o fim do mundo estiver muito próximo? Então, boa parte delas se passou bem diante dos olhos palmeirenses neste ano.

Muitas pessoas acreditam que um pouco antes de morrer, um filme da história de suas vidas passa em suas mentes. Se tivesse um filme da história deste ano do Palmeiras, ele seria, no mínimo, inusitado e todos diriam ter sido escrito por um autor muito mais louco que Woody Allen.

Onde já se viu o protagonista do filme ser considerado o melhor e um dos piores do país ao mesmo tempo? No Palestra se viu! Campeão da Copa do Brasil em julho e rebaixado no Campeonato Brasileiro em dezembro, o Palmeiras segue inovando os roteiros, apesar de o feito não ser inédito.

Mais inacreditável ainda foi a escolha do vilão! Geralmente, os mal-feitores são os escolhidos para esse papel. No Palmeiras o eleito foi Felipão, o principal responsável pelo título nacional. E digo “principal responsável” sem medo nenhum, pois foi ele quem arrancou de um bando de perna de pau um futebol aceitável, que nos levou bravamente à final, enchendo os corações alviverdes sedentos de alegria e calando a boca de muita gente.

Mas a boca desse povo ficou quieta por pouco tempo e com razão. Para alegria dos rivais, o Palmeiras definhou no Campeonato Brasileiro. E não após a saída de Scolari, pois já vinha mesmo amargando a zona de rebaixamento e de lá não saiu nem para dar um pouquinho de esperança os palestrinos. E, apesar de eu ter torcido muito para que saísse, pelo futebol apresentado, seria até injusto se tivesse ocorrido. Foi uma queda merecida. Dolorosa e merecida, que mais que escancarou o problema crônico do time: administração incompetente e diretoria de merda que não condiz em nada com o Palmeiras!

E desde o início do ano, os diretores já demonstravam a incapacidade: entre os rivais, o Palestra foi o último a fechar o elenco para a temporada e não trouxe NENHUMA contratação de peso (além do peso físico e insignificante do Daniel Carvalho).

E foi nessa cena de apocalipce total que vimos apenas uma estrela brilhar: Hérman Barcos! Não foi apresentado como grande reforço, mas para manter a incoerência desse filme sem nexo, demonstrou futebol de encher os olhos e foi uma flor em meio à guerra.

Para finalizar o ano, por incrível que pareça – até mesmo para esse enredo – o ápice da história não foi nem o título, nem o rebaixamento. O que deixou os palmeirenses realmente emocionados esse ano foi a despedida do ídolo Marcos! E, por isso, merece um capítulo a parte!

O último ato do santo


O dia 12/12/12 vai ficar eternamente marcado em todos os corações alviverdes, em especial para aqueles que madrugaram o dia no Pacaembu. O jogo comemorativo foi basicamente entre o Palmeiras que venceu a Libertadores de 99 e a seleção brasileira do pentacampeonato, e terminou em 2 a 2, com direito a gol do Marcão. Mas, para falar a verdade, o jogo foi o que menos importou nesse dia.

A despedida de São Marcos foi algo histórico. Uma festa para ninguém botar defeito. E mostrou quem é o verdadeiro protagonista de toda essa história: a torcida que canta, vibra, se emociona e se apaixona todos os dias pelo Palmeiras, independente da situação, da divisão e da diretoria.

Só de escrever sobre esse evento já me emociono novamente e começo a lembrar de cada detalhe do espetáculo: chegando ao Pacaembu, encontrei uma linda fachada iluminada por luzes verdes que refletiam os símbolos do Palmeiras, do Brasil e do Marcos, o que já me deixou sentindo em casa (isso também fez falta neste ano – saudades do Palestra). Na entrada recebemos fitinhas com “Lembranças de São Marcos”, simbolizando nossa “fé e religião” e fomos recepcionados de forma alegre pela bateria da Mancha Verde.

O estádio estava com sua lotação total - quase 40 mil torcedores vestido o verde e o branco. Lindo demais!
Rever nossos ídolos do passado reunidos foi como assistir um documentário de alguns dos nossos melhores momentos. E gritar os nomes deles durante o jogo foi como se tivéssemos sidos transportados ao passado. Tudo muito mágico na despedida.

Acompanhar o Marcos se dirigindo e se posicionar no gol “pela última vez” fez minha primeira lágrima cair, como se eu tivesse me enchido das várias emoções que ele me fez sentir enquanto defendia o Palmeiras.
Vê-lo ir cobrar aquele pênalti e fazer aquele gol, me fez lembrar de todas as vezes que ele – nos representando – sentiu vontade de ir e resolver tudo quando as coisas não estavam boas.

E a despedida, o discurso final que só aconteceu quando passamos da meia-noite (ou seja, em 12/12/12) foi para marmanjo nenhum conseguir demonstrar frieza.

O Marcos se foi e nós ficamos encharcados de saudade e gratidão. Ele pediu e nem precisava, nós jamais iríamos esquecê-lo.

Agora é encarar a Série B e a Libertadores

Voltando para a vida real, agora é erguer a cabeça e arrumar um jeito de enfrentar a Série B e não passar vergonha na Libertadores.

Vamos aguardar as eleições no Palmeiras, na esperança de ocorrer o mínimo de mudança

Palmeiras minha vida é você! Se sua vida é o Palmeiras, curta a página: www.facebook.com/palmeirasminhavidaevoce.

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 * A coluna Mondo Verde comenta as últimas notícias e acontecimentos da Sociedade Esportiva Palmeiras. O Palestra
!


por Maria Santos | marysttos@gmail.com

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Clinch > Promoção: UFC 155 - Cigano x Velasquez

E OLHA MAIS UM BOLÃO AÍ, GENTE!
Quem vence a luta principal do UFC 155, Junior "Cigano" dos Santos x Cain Velasquez? Vamos sortear 3 camisetas regatas do UFC, oferecidas pelas Ramuaii Sports, para as pessoas que acertarem esta pergunta.

Para concorrer, acesse a imagem promocional em nossa página no Facebook e diga quem será o vencedor. No dia 31 de dezembro, acontece o sorteio entre os acertadores.

As apostas são válidas até às 2h00 do dia 30/12.

Lembre-se também de curtir as páginas da Ramuaii e do Redação do Esporte no Facebook e compartilhar a imagem promocional.

Clique aqui e leia o regulamento completo.
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* A coluna Clinch traz a análise dos principais eventos de artes marciais do planeta.

Direto da Redação
| redacao_esporte@hotmail.com | @redacaoesporte

Promoção: REGULAMENTO - Bolão do UFC 155

Resumo
A promoção premiará três (03) pessoas com camiseta regata UFC Rio oferecida pelo site Ramuaii SportsCombat. O vencedor será definido por um bolão. As pessoas devem deixar um palpite na página do Redação do Esporte no Facebook para a luta entre Junior Cigano e Cain Velasquez, que acontece no dia 29 de dezembro de 2012, no UFC 155.

1. Poderá participar do concurso qualquer indivíduo que obrigatoriamente curtir/seguir a página do blog no Facebook (www.facebook.com/redacaoesporte), curtir a página da Ramuaii no Facebook (www.facebook.com/ramuaii) e deixar um palpite na imagem promocional, àté às 23h59 do dia 29 de dezembro de 2012, dizendo qual será o vencedor da luta principal do UFC Rio 155 entre Junior Cigano e Cain Velasquez.

2. Cada participante poderá concorrer com apenas 1 palpite. Caso alguém deixe mais de um palpite, será considerado apenas o primeiro. Só serão válidos os palpites na imagem promocional dentro da página do blog no Facebook.

3. Os palpites devem conter o nome do ganhador, sem necessidade de espeficiar round ou forma de vitória.

4. Os palpites poderão ser alterados/editados pelos participantes até o horário previsto para término das apostas no item 1.

5. Após o término da luta, serão levantadas todas as apostas e aqueles que acertarem o vencedor da luta concorrem às camisetas em sorteio a ser realizado no dia 31 de dezembro, às 11h. Caso apenas 3 pessoas ou menos acertem o vencedor, não haverá sorteio.

6. O sorteio, caso necessário, será feito pela ferramenta www.random.org e irá considerar a ordem cronológica dos palpites, do primeiro ao último. A ferramenta irá gerar um número aleatório e o ganhador será aquele que tiver deixado mensagem naquela ordem sorteada. Exemplo: se o número sorteado for 3, a terceira pessoa que tiver comentado ganha.

7. A divulgação do resultado será realizada no dia  31 de dezembro de 2012, na página do Blog no Facebook.

8. O ganhador também será comunicado via Facebook para acertar as condições de entrega do prêmio.

10. O prazo de entrega do prêmio é de 30 dias úteis a partir da data do sorteio.

11. Serão desqualificados da promoção usuários que:
- Postarem qualquer tipo de ofensa, mensagens agressivas ou preconceituosas na página do blog no facebook ou mesmo no post da promoção no blog.
- Perfis identificados como fakes no Facebook.
- Pessoas que não cumprirem algum dos passos do item 1 deste regulamento.
- Pessoas que editarem o palpite após o horário estipulado no item 1 do regulamento.
- Pessoas que fizerem mais de um palpite e, comprovadamente, apagarem um dos palpites após o resultado final.

12. Caso o vencedor seja desqualificado, abra mão do prêmio ou não retorne o contato no Facebook em até 7 dias úteis após o anúncio oficial, será feito um novo sorteio em data a ser proposta.

13. A promoção é realizada unicamente pelo blog Redação do Esporte em parceria com a Ramuaii SportsCombat e não tem qualquer relação com o UFC ou demais empresas patrocinadoras do evento, e também não possui vínculo com o Facebook, usado exclusivamente como plataforma de comunicação.

14. Membros da equipe do blog nçao são elegíveis ao prêmio.

15. Ao deixar o palpite na imagem, o participante confirma estar de acordo com os itens do regulamento. Em caso de alguma discordância, entrar em contato pelo e-mail: redacao_esporte@hotmail.com.


Direto da Redação
| redacao_esporte@hotmail.com

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

En la Cancha > Se o mundo não acabar, a Libertadores começa amanhã

A edição 2013 da Copa Libertadores de América já tem data para começar.  Se os Maias estiverem errados e o mundo não acabar, às 12h desta sexta feira a Conmebol fará o sorteio que vai definir os grupos da primeira fase e os confrontos da fase preliminar do torneio.

Os cabeças de chave já foram definidos: Corinthians e Fluminense (BRA), Arsenal de Sarandí e Veléz Sarsfield (ARG), Barcelona (EQU), Sporting Cristal (PER), Independiente Santa Fé (COL) e Deportivo Lara (VEN).

Na quarta-feira, o Bolívar (BOL) foi a última equipe a se classificar e vai disputar a pré-libertadores junto com São Paulo, Grêmio, Tigre (ARG), Tolima (COL), Deportes Iquique (CHI), LDU (EQU), Olímpia (PAR), Universidad César Vallejo (PER),  Defensor (URU), Deportivo Azoátegui (VEN) e León (MEX). 

Das 38 equipes classificadas, algumas surgem como favoritas e podem fazer um bom papel na competição continental. Além de Corinthians (atual campeão), podemos destacar Fluminense, Grêmio e São Paulo (se passarem pela fase preliminar). Veléz, Newell´s e Boca do lado argentino.

Dos demais países, podemos apostar na La U (CHI) e Libertad (PAR), que têm feito boas campanhas nas últimas edições. Há também o Millonários da Colômbia que fez ótima campanha na Sul-Americana e pode ser uma surpresa, já que tem um elenco bem equilibrado e sabe usar muito bem o fator casa.

A próxima edição da Libertadores marca também o retorno de um velho conhecido, Carlos Bianchi. El Virrey acaba de assumir o Boca Juniors e vem para renovar as esperanças xeinezes na conquista de mais um título continental. Essa esperança está ancorada no fato do técnico ter conquistado quatro edições da competição, sendo três delas no estádio do Morumbi contra São Paulo em 94, Palmeiras em 2000 e Santos em 2003, se tornando assim o terror dos brasileiros.

E você, aposta em quem para ser o novo “dono” da América?

A quase final da Sul-Americana


Não me cabe julgar quem está certo ou errado, isso é função da Conmebol. Porém, na visão deste colunista, ambos estão errados na polêmica da final da Sul-Americana.

Os jogadores do Tigre por, supostamente, terem tentado invadir o vestiário tricolor para agredir o Lucas, e o São Paulo como promotor do espetáculo em permitir que seus seguranças saíssem no braço com os jogadores argentinos. Independente de quem estiver certo ou errado, o problema é que foi um final melancólico e vergonhoso para um torneio que pretende ser o segundo mais importante do continente.

A Conmebol deveria repensar se é esse tipo de produto que ela pretender negociar com seus patrocinadores e redes de televisão, inclusive de outros continentes. Isso serve também para o ambiente várzeano que temos em alguns jogos da Libertadores. Ou alguém consegue imaginar cenas como as ocorridas no Morumbi acontecendo na UCL ou na Liga Europa? Claro não, por isso que os clubes de lá conseguem expandir suas marcas para outros continentes e nós continuamos sendo ignorados no resto do planeta.

É preciso urgentemente repensar nosso “produto” futebolístico tipo exportação ou será sempre a luta do bilhão contra o tostão.

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* A coluna En la Cancha fala sobre os principais assuntos do futebol sul-americano.


por Rodrigo Svrcek | @svrcek_rodrigo

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Tri do Morumbi > Balanço tricolor 2012

O título da Sul-Americana encerra a temporada de 2012 para o São Paulo e o mais importante agora é curtimos as férias, certo? Errado! Agora é hora de fazermos um balanço do que deu certo e o que deu errada na campanha tricolor no ano do fim do mundo.

Para realizar um texto sobre o Balanço Tricolor 2012 pensei em pegar o texto que escrevi no início do ano sobre minhas expectativas na temporada e comprar com o que aconteceu. Essa é uma maneira perfeita de provar que ou sou um gênio da análise futebolística ou mais um babaca falando várias asneiras sobre o tricolor. E a minha conclusão foi: sou um babaca!

No texto publicado no dia 20 de janeiro eu já começo dizendo que caso não viesse um reforço de peso terminaríamos em 6º lugar no Campeonato Brasileiro. O reforço até veio (Ganso), mas pouco jogou e não teve nenhuma influencia no ótimo 4º lugar conquistado pela equipe de Ney Franco.
Alias meu único acerto em quase todo texto é quando menciono que o então técnico Leão era fraco.

Para ficar mais engraçado ainda, republicarei os comentários que fiz sobre cada reforço até então contratados:

Fabrício
JAN – 2012
"Quando falam de jogador com “sangue nos olhos” me vem a cabeça Dinho, Capitão e Cocito, verdadeiros “assassinos” em campo. Essa história de que o Fabrício é assim é uma tremenda bobagem. Lembre-se que ele foi o jogador que pediu para sair num jogo contra o Corinthians, no Pacaembu, por achar que o Juiz fui injusto. Ficou dando xilique e disse que ia abandonar o futebol. Esse é "bem guerreiro"... Contratação fraca!".

HOJE
Coitado do Fabrício, ele ainda nem estreou direito pelo São Paulo. Nesse caso, teoricamente, minha opinião não está desatualizada.

Paulo Miranda
JAN – 2012
"Sério? Contrataram um zagueiro que foi destaque do Bahia? Time que lutou para não cair e teve uma das piores defesas do campeonato? Sou do tempo que tínhamos uma das melhores defesas do mundo (Miranda, André Dias e Breno). Uma vergonha!".

HOJE

Calma, tenham paciência comigo nesta avaliação. Todo mundo, mas todo o mundo mesmo, desde Barack Obama até o Silvio Santos, achavam ele péssimo. E foi piorando depois das inúmeras cagadas que ele cometeu de janeiro até maio. Depois o que aconteceu foi a prova que milagres existem. Ney Franco, com seu toque de Midas, apenas deslocou Paulo Miranda para lateral e pronto: surge o maior lateral-direito da Via Láctea! Ano que vem Real Madrid, Barcelona, Chelsea farão fila e propostas milionárias para contratá-lo.

Edson Silva
JAN – 2012
"Não conheço, mas tem cara de zagueiro que joga com a mão fechada. Vamos esperar, mas me preocupa muito".

HOJE
Bom, agora eu o conheço e sim, ele joga de mão fechada. De qualquer forma, quando entrou não comprometeu, é bom na jogada aérea, mas ainda acho que precisamos de um reserva melhor que ele.

Maicon
JAN – 2012
"26 anos, dois clubes grandes e nada... Vai ser no São Paulo que ele vai mostrar que é craque? Difícil... Para mim, nível para ser terceiro reserva. Se o Jadson e Casemiro não puderem jogar, entra ele".

HOJE
Eu escrevi Casemiro? Realmente eu estava bêbado quando escrevi esse texto...

Cortez
JAN – 2012
"Ah, o Sideshow Bob brasileiro... Foi um grande destaque no Campeonato Brasileiro e fez uma única boa partida pela seleção. Tem tudo para dar certo! Mas lembrem do Junior Cesar, Juan entre outros... A história foi a mesma. Tomara que tenha um final diferente".

Hoje
O Cortez, para mim, provou sim ser diferente dos outros laterais “cariocas” que haviam passado pelo tricolor. Teve muitos altos e baixos, mas encerrou o ano jogando o seu melhor futebol. A meu ver é titular, mas precisa de um reserva a altura para fazer sombra.

Jadson
JAN – 2012
"Aí sim, isso é reforço! Faz 20 anos que o São Paulo não tem um meia direita de verdade. Muito bom jogador, tenho certeza que vai cumprir bem sua função. Talvez não seja um jogador que decida uma partida, como Ceni ou Luis Fabiano, mas será fundamental para o time".

HOJE
Esse comentário foi aquele que cheguei mais perto do que acabou acontecendo. Ele realmente não decidiu nenhuma partida, mas é inegável que foi fundamental para o sucesso da equipe esse ano. Ainda acho que seu futebol pode melhorar. Veremos.

Osvaldo
JAN – 2012
"É o Fernandinho de 2011, não podemos cair nessa mentira".

HOJE
Quem não pode cair nessa mentira são vocês ao lerem o que eu escrevo. Esse sim calou minha boca. Demorou, é verdade. Mas a culpa não foi dele e sim do Leão e de algumas contusões que teve no início do ano. Ele já cravou sua posição de titular para o próximo ano e provou não ser jogador apenas de times do nordeste.

Análise geral
JAN – 2012
"Ainda precisaríamos urgentemente de um lateral-direito, um zagueiro para ser titular e dois atacantes para vestir a camisa e jogar (um para ser parceiro do Fabuloso e outro para ser o reserva imediato)".

HOJE
Um ano passou e essa frase ainda é valida. O zagueiro chegou, é o Lúcio (antecipado por nossa equipe semana passada). Um atacante para reserva do Luís Fabiano também já foi contratado: Aloísio do Figueirense, autor de 14 gols no Campeonato Brasileiro. Ainda falta um lateral para ser reserva do Cortez, um primeiro volante de combate para ser titular e, principalmente, um substituto que chegue perto de suprir a grande lacuna deixada por Lucas.

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* A coluna Tri do Morumbi analisa as novidades do único clube brasileiro tricampeão do mundo.

por Victor Mesquita | @victor_mesquita

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Clinch > É difícil sobreviver com uma única qualidade no MMA

Jiu Jitsu, Boxe, Muay Thai, Grappling, Wrestling, Sambô, Karatê, Judô, entre outros. São muitos os estilos de artes marciais. No MMA, não é necessário ser especialista em todas. Mas é preciso saber desenvolver a luta tanto em pé como no chão. Quanto mais armas o lutador tiver, mais chances ele tem de vencer.

Infelizmente, o brasileiro Rousimar “Toquinho” Palhares (foto, calção branco) mais uma vez subiu no octógono do UFC em busca de sua famosa chave de calcanhar. O combate aconteceu na sexta-feira à noite (horário de Brasília), na Austrália. Foi um passeio do cubano Hector Lombard que nocauteou ainda no 1º round.

Toquinho foi apático e em momento nenhum ameaçou derrubar o adversário ou alguma outra estratégia para vencer. Acabou sendo alvo fixo para o nocauteador. Depois da luta ele se justificou dizendo que quebrou o pé logo no início do combate ao tentar um chute. De qualquer forma, ele precisa evoluir muito como lutador de MMA, ou decidir ficar exclusivamente como lutador de Jiu Jitsu.

A luta principal do evento foi Pearson vs Sotiropoulos. Outro passeio, agora de Pearson. Na casa do adversário ele conseguiu seguidos knockdowns, mas sem se afobar esperou o momento certo de nocautear de vez o adversário, no 3º round. Foi a volta do inglês para a categoria dos leves, e um triunfo importante para a sequência de sua carreira.

E o gordinho apagou mais um

Quem olha para Roy Nelson (foto) acha que é um baita fanfarrão. E realmente, ele é. Mas quem pensa que ele é uma presa fácil no octógono, aí sim se engana. O gordinho americano nunca foi nocauteado no UFC. Já levou castigos pesados e aguentou firme (contra Cigano e Werdum, por exemplo). Fora isso, encara qualquer lutador sem medo, e tem mãos pesadíssimas. Assim já conseguiu vários nocautes, e colocou mais um na conta na noite de sábado (horário de Brasília). Foi no TUF Finale. A luta deveria ser contra Shane Carwin, mas o americano se lesionou. Então Matt Mitrione aceitou a tarefa e levou a pior. Nocaute no 1º round. O gordinho mais carismático do UFC faturou mais uma.

No mesmo evento dois ex-participantes do TUF Brasil se apresentaram. Hugo Wolverine venceu de forma avassaladora com um nocaute sobre Reuben Duran. Desde o início da luta ele apostou em suas mãos, treinadas pelo mestre Luiz Dórea, e se deu bem. Já seu compatriota Marcus Vina não teve a mesma sorte. Seu adversário, Johnny Bedford, dominou o primeiro round inteiro no chão, e no segundo round o norte-americano acertou um cruzado que derrubou o brasileiro, e acabou sendo nocauteado com uma sequência de golpes.

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* A coluna Clinch traz a análise dos principais eventos de artes marciais do planeta.


por Fernando Pilat
| @fernandopilat

Futebol de Salto Alto > Minha moral em preto e branco

Adoro dormir até tarde, principalmente aos domingos, mas na manhã do último domingo tudo isso não passou de um sonho. Afinal tratava-se da final do Mundial entre Corinthians e Chelsea. E fui obrigada a sair do meu cafofo quentinho por causa do excesso de fogos, da gritaria na rua e, infelizmente, da algazarra dentro da minha própria casa.

Sou a única palmeirense daquele lar, ou seja, dá pra imaginar o meu ânimo ao acordar às 08h30 (no único dia que se pode dormir até sentir o cheiro do almoço no fogão) com essa farra alheia por causa de um “joguinho”, ... só que não, para uma nação aquilo era o fim ou começo de um novo mundo.

Não falarei dos lances do jogo, afinal o Pedro Silas já o fez com excelência, mas expressarei tudo que observei sobre as ações, sentimentos e emoções de alguns corintianos que presenciei.

Confesso que liguei a televisão do meu quarto porque queria assistir o jogo sem os berros dos meus irmãos e da minha mãe, afinal eu era a única ali que torcia contra. Nem sabia de onde era o tal time do Chelsea, eles podiam vir de Marte, tanto faz, eu contava que ganhariam do Corinthians.

Não foi o que aconteceu. O time inglês perdeu de um gol, perderam o mundial, perderam a moral e percebi que diante dos fogos, choros e urros da galera nas ruas e dentro de casa, eu também perdia a minha moral, porque foi ali, diante daquele cenário inimaginável que me perguntei o que eu e tantos outros tínhamos contra aquele time que lutou tanto, venceu diversos campeonatos este ano e calou a boca de tantos, como eu.

O Corinthians é (e sempre será) aquele time que traduz amor e ódio. Nós, os antis, sempre aplicaremos piadinhas desonestas com os fieis torcedores, daquelas que sempre englobarão falta de educação, nível social, religião e até suas orientações sexuais. Veja bem, caro leitor, deixemos nossos juízos de valores de lado, estou dizendo que sempre usaremos isso, mas sabemos que todos o fazem com qualquer time.

Mas o que nós, antis, jamais conseguiremos é fazer com que um corintiano deixe de amar seu time. Nada, por mais que provemos (em matérias impressas, vídeos, áudios, etc) fará com que um torcedor se iluda com aquilo que está enraizado em sua vida e em sua história. É exatamente isso que torna esse time branco e preto tão odiado e amado, pois nada muda, o amor deles é inatingível.

É claro que não posso só florear toda essa história porque venceram este campeonato tão importante, principalmente para eles, que já ganharam o mesmo campeonato de uma forma bastante questionada pelos outros times brasileiros. Enfim, não podemos esquecer das destruições em aeroporto, avenidas, comércios, etc. Ok, outros times também fizeram. Concordo, ainda que em menor proporção, vandalismo é sempre vandalismo.

Mas deixarei meu orgulho de lado e admitirei: queria ter o mesmo amor, a mesma lealdade e o mesmo orgulho que os corintianos têm por seu time. Ainda que não ganhem absolutamente um tostão com este futebol, que acaba mascarando tantas mazelas e deficiências sociais, é com este time que conseguem expressar que o amor ainda existe, que é latente e que todo corintiano é fiel e, agora, realizado.

Parabéns, mas agora me deixem dormir em paz. Obrigada!

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* Esqueça esquemas táticos, jogadas ensaiadas e análises de impedimento. A coluna Futebol de Salto Alto é uma visão feminina e irreverente do esporte que é a paixão nacional.

por Tatiana Andrade
| @tatiana.andrad

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Gringolaço > Um Chelsea que ainda não sabe ser grande

por Ricardo Pilat | pilatportasio@gmail.com | @ricardopilat

Um clube no meio do caminho entre a mediocridade e a grandeza. Este é o Chelsea, um novo rico do futebol mundial que serviu e serve como modelo para outros clubes europeus que almejam estar no mesmo nível daqueles que já chegaram ao topo naturalmente: ganhando títulos e arrebanhando torcedores nas últimas décadas.

Não me agrada ver um bilionário à frente de um clube, injetando dinheiro (sabe-se lá da onde), e assim colocando o time para brigar pelos principais títulos, em condições melhores até que outros grandes que não usam do mesmo recurso. Mas é inegável que o time de Roman Abramovich vem dando certo e é inspiração para Manchester City, Paris Saint-Germain, Málaga, entre outros.

O auge deste trabalho veio este ano, com o sonhado título da Champions League. Curiosamente, ele veio em um momento que ninguém esperava, com um elenco envelhecido, rachado, e comandado por um técnico interino. Jogando como faria o Araçatuba, o Chelsea foi ao Camp Nou e eliminou o temido Barcelona, antes de passar pelo Bayern na final.

Ontem, porém, os Blues perderam para o Corinthians na final do Mundial de Clubes, no jogo mais parelho entre sul-americanos e europeus desde que esse formato novo foi criado.

Acredito que existam mais méritos do Timão nessa conquista do que deméritos no time de Londres, mas há muita coisa ruim rolando pelos lados de Stamford Bridge, eliminado na atual edição da Champions League, com troca de técnico logo após os primeiros tropeços (e que técnico fraco esse tal de Rafa Benitez, capaz de deixar Oscar no banco de Moses) e com a torcida revoltada pelas últimas decisões da diretoria.

Isso posto, chego ao ponto do assunto inicial desta coluna. O que faz de um time realmente grande? Quais são os fatores para que possamos qualificar algum clube assim? Títulos? Torcida? Estrutura? História? Eu diria que é tudo isso e um pouco mais. O que certamente não conta como fator relevante para isso é a quantidade de dinheiro que ele pode investir em contratações. Isso é apenas um meio que pode gerar uma consequência futuro, mas a longo prazo.

Ontem, vimos em campo um gigante brasileiro, que sempre foi alvo de brincadeiras dos rivais por não ter tradição internacional, mas que nunca teve sua grandeza questionada por isso.

Do outro lado, um time médio da Inglaterra, que busca ser grande, está no caminho pra isso, mas ainda não é. Pode ganhar mais 3 vezes a Champions League e o Mundial nos próximos 5 anos, e ainda não será. Sua postura ainda é a de um clube médio, pois diante de um grande fica visível a sua real estatura.

Ps: Abaixo o futebol moderno!

Campeonato Espanhol > Se o Barça não for campeão, eu...

Ainda não sei como vou completar a frase, mas pensarei em alguma aposta e se alguém achar o contrário me avise. Porque tenho total certeza do título espanhol do Barcelona nesta temporada.

Ontem, um jogo que poderia ser complicado, logo virou fácil. No Camp Nou, o Atlético de Madrid, vice-líder da Liga, abriu o placar com um golaço de Falcao Garcia. Mas logo depois, o time catalão virou com Adriano e Busquets, outros belos gols. E na etapa final, veio a dobradinha de Messi, algo que aconteceu nas últimas 5 partidas em que o argentino estava em campo.

Vitória fácil de 4 a 1 e o time soma 46 pontos em 48 possíveis. Nove a mais que o Atlético e 13 na frente do Real Madrid, que ficou no 2 a 2 com o Espanyol, no Bernabeu. Alguém ainda quer apostar?

Campeonato italiano > Inter e Napoli tropeçam. Juve agradece
por Antonio Lemos | www.paponaarquibancada.blogspot.com.br

Na 17ª rodada do Calcio a Lazio fez o seu dever de casa e venceu a Internazionale por 1 a 0, gol de Miroslav Klose. Com o triunfo, os biancocelesti chegaram a quarta colocação com 33 pontos, já os nerozurris perderam a chance de chegar perto da líder Juventus.

Diante de seus torcedores, a Lazio não se intimidou diante da rival e foi muito superior na primeira etapa, controlando a posse de bola e criando as principais chances.

Na segunda etapa os papéis se inverteram e a Inter começou a dominar as ações. Aos 22 minutos, Guarín, aproveitou a cobrança de escanteio ensaiada, cortou para o meio e bateu forte. A bola explodiu na trave.

Cinco minutos depois  Nagatomo arriscou de fora da área, Marchetti espalmou na trave e, no rebote, Palacio bateu para o gol e o goleiro italiano se recuperou colocando para escanteio.

O castigo da equipe de Milão veio aos 37 minutos. Mauri enfiou boa bola para Klose, que tocou longe do alcance de Handanovic.

Um resultado construído em 27 minutos

E a Juventus agradece. Sim, a Vecchia Signora precisou de 27 minutos para atropelar a Atalanta por 3 a 0 e aumentar a sua vantagem na tabela para sete pontos, deixando para trás também a Napoli, que perdeu para o Bologna, em casa, por 3 a 2.

Aos dois minutos, após passe de Giovinco, Vucinic invadiu a área e abriu o placar para os bianconeros. Aos 14, foi a vez de Pirlo em uma cobrança magistral de falta ampliou o marcador. Aos 27 minutos Marchisio deu números finais ao jogo em um chute de fora da área.

Os visitantes tiveram Manfredini expulso no final do primeiro tempo. Na segunda etapa o jogo esfriou e a Juve chegou a sua 13ª vitória no campeonato.

Fotos: Reprodução TV e Getty Images
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* A coluna Gringolaço analisa os principais torneios e acontecimentos do futebol europeu.


Direto da Redação
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domingo, 16 de dezembro de 2012

Comentário da Redação > Com merecimento, Timão conquista o mundo!


Da Série B ao topo do Mundo! Depois de passar pelo calvário da segundona gritando a plenos pulmões "Eu nunca vou te abandonar!", o Bando de Loucos agora está de alma lavada, e soltando um grito muito mais condizente com a grandeza do seu clube: EU SOU CAMPEÃO DO MUNDO! Em quatro anos, o Corinthians passou honrosamente pela Série B, conquistou o estado, o país, o continente e, neste domingo, dia 16 de dezembro de 2012, no estádio de Yokohama, chegou ao ápice. Com gol de Guerrero, o Alvinegro fez 1 a 0 no badalado campeão europeu Chelsea e se tornou bicampeão mundial.

Merecimento. Não consigo encontrar palavra melhor para simbolizar esse título. A Fiel Torcida, que deu mais uma demonstração espetacular de amor incondicional, os guerreiros que vestem o Manto Alvinegro e mais uma vez fizeram história, e... é claro, um tal de Adenor Leonardo Bacchi, o rei do "merecimento". Aquele que perdeu humilhantemente para o Tolima em uma pré-Libertadores e deu a volta por cima de forma fantástica.

E como o Tite tem méritos nessa conquista! Já fui seu crítico, mas desde o Brasileirão 2011 não tem o que falar a seu respeito. Ou melhor: tem somente o que elogiar. Faz o melhor trabalho dos últimos tempos e um dos melhores da história do Brasil. Armou um time extremamente obediente taticamente, tem seus atletas nas mãos e sabe tirar o melhor deles. Na minha opinião, já se tornou o maior técnico da história do clube.

Nessa decisão, o treinador gaúcho foi perfeito mais uma vez. Soube reconhecer que era preciso mudar a equipe e mostrou que suas convicções estavam corretíssimas. Colocou Jorge Henrique no lugar de Douglas e seguiu com Guerrero em campo. Jorge fez uma baita partida na faixa direita do campo, e o peruano, bancado pelo comandante como titular a tempos, foi herói mais uma vez - e eternamente!

Tite calou todos que o criticaram quando noticiaram a mudança no meio-campo. O Romarinho era a minha primeira opção e o peruano meu preterido, para que pudesse voltar a um esquema tático parecido com a da Libertadores. Mas achei completamente válida a entrada do Jorge na vaga do Douglas. E acompanhando o jogo, não imagino qual outra mexida poderia dar mais certo. Foi um time com cara, postura, raça, espírito e futebol de campeão Mundial!

Não foi um duelo onde o campeão sul-americano se defendeu o jogo inteiro contra o europeu e achou um golzinho precioso. Tudo bem que Cássio foi eleito o melhor em campo e teve uma atuação realmente histórica, mas o Timão jogou bola! Sheik, mais uma vez bem abaixo do que se espera dele, perdeu duas chances claras (errou uma finalização e deixou de rolar para o Guerrero em outra) no primeiro tempo.

Na minha visão, foi de longe a melhor final da história recente dos Mundiais. Isso pensando em JOGO, de duas equipes. Equilibrado, com ambos indo ao ataque, criando chances, com espaço para atacar. Bem diferente dos duelos de Liverpool x São Paulo, Barcelona x Inter, Santos x Barça, ficando apenas nos exemplos dos brasileiros.

O diferencial, quem diria, veio dos pés - ou melhor, da cabeça - de um peruano, Guerrero. Aos 23 minutos da etapa final, em bela jogada de Paulinho (joga demais!) tabelando com Jorge Henrique, a bola sobrou para Danilo, que fintou com frieza e chutou; a bola caiu justamente na cabeça do centroavante (que o Tite tanto falou que poderia fazer a diferença tê-lo), que mandou para a rede. Um gol histórico! Eterno!

O Bando de Loucos, que tanto gritou "Vamos Corinthians, esta noite, teremos que ganhar..." desde os primeiros jogos decisivos Copa Libertadores, mais uma vez viu seu time fazer história neste ano absolutamente especial e inesquecível. O mundo é seu, Fiel!!!

Conceitos

Cássio - EXCELENTE: Conceito raro, mas merecido pela atuação e proporção desta. Fechou o gol!!! Mostrou que cresce mesmo em decisões. Fez algumas das defesas mais importantes da história do clube este ano. Eleito o melhor jogador do torneio.
Alessandro - BOM: Muita raça e foco! Da Série B ao topo do mundo, fez história e ergueu a taça no Japão.
Chicão - ÓTIMO: Quase perfeito. Bem demais com a bola nos pés também. Partidaça!
Paulo André - BOM: Tranquilo e atento, fez um corte providencial no primeiro tempo.
Fábio Santos - BOM: Deu um pequeno vacilo no primeiro tempo, mas de resto, muito bem. Raçudo em cada dividida.
Ralf - BOM: Não fez um bom primeiro tempo, começou nervoso, a bola queimando em seus pés. Cresceu nos 45 minutos finais. Foi o camisa 5 que o adversário não tinha.
Paulinho - ÓTIMO: Lucidez demais em campo. Joga muita bola! Que jogadaça no lance do gol!
Danilo - ÓTIMO: Impressionante sua frieza em campo, fundamental em jogos como este. Participação importante no gol. Temporada fenomenal do meia.
Jorge Henrique - ÓTIMO: Por mais que às vezes eu o critique pela parte tática, é muito a cara do Corinthians! Tanto que o time quase sempre cresce em campo com sua presença. Deu a vida em campo como era esperado! Fundamental!
Emerson Sheik - REGULAR: Destoou do resto do time. Correu o tempo inteiro, mas falhou nos lances decisivos como atacante.
(Wallace) - SEM CONCEITO: Entrou nos acréscimos.
Guerrero - EXCELENTE: Mostrou que tem personalidade e jogou muita bola! Seus domínios e passes foram muito mais que de um simples centroavante. Mas quando foi preciso fazer a função de camisa 9, lá estava o peruano para marcar o gol mais importante da sua carreira e ser eternizado na história do clube.
(Martínez) - SEM CONCEITO: Pouco mais de sete minutos em campo apenas.
Téc: Tite - EXCELENTE: MERECIMENTO. Sem mais.

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* ÓTIMO, BOM, REGULAR, RUIM ou PÉSSIMO? No Comentário da Redação, você fica sabendo o que rolou nos principais jogos da rodada, incluindo análises individuais dos atletas.

por Pedro Silas | pedro_sccp@hotmail.com

sábado, 15 de dezembro de 2012

Trocando Ideia > Alberto: "Sinto saudade de tudo"

por Ricardo Pilat | pilatportasio@gmail.com | @ricardopilat
e Fernando Pilat | @fernandopilat

Ele passou por mais de 20 times durante a carreira, na grande maioria, por períodos curtos. Mas certamente, Alberto será sempre lembrado pela passagem no Santos Futebol Clube, em um momento mágico do clube da Baixada. Foram apenas 6 meses, mas os melhores 6 meses de sua vida. "Sinto saudade de tudo. É até frustrante falar... Se eu não tivesse cabeça, seria depressão todo dia", conta o ex-atacante, hoje com 37 anos.

Em 2002, aos 27, ele era um dos mais experientes em um time liderado por uma dupla de meninos... um tal de Diego e e outro tal de Robinho.

Neste dia 15 de dezembro, o Santos celebra 10 anos do título brasileiro de 2002, troféu que pôs fim a um jejum de 18 anos sem conquistas importantes no clube.

Para homenagear o torcedor do Santos, entrevistamos Alberto em evento ocorrido nesta semana, promovido pelo site Santista Roxo e pela Associação Resgate Santista. E como não poderia deixar de ser, a primeira pergunta foi sobre a mítica bicicleta no jogo contra o Corinthians, ainda no primeiro turno. "O mais importante da minha carreira".

Clique no player para ouvir a entrevista ou leia abaixo.




Redação do Esporte
- Todo mundo lembra daquele gol histórico do título de 2012 que foi o gol de bicicleta (vitória contra o Corinthians, 4 a 2 no Pacaembu), mas as pessoas não lembram do gol que você fez no primeiro jogo da final, que abriu o placar daquela partida (2 a 0 também contra o Corinthians, no Morumbi). Qual desses gols você acha que foi mais importante pra sua carreira e para o Santos naquele momento?

Alberto - Foram dois gols importantes. O de bicicleta foi num momento de afirmação do grupo. Nosso grupo era uma molecada que não tinha provado nada. Ganhava, jogava bem, mas falavam "quero ver a hora que chegar o momento decisivo". Aquele jogo afirmou que a equipe tinha vindo para incomodar mesmo. Deu confiança pro grupo. O gol da final... eu sempre fiz os gols importantes (no mata mata daquele ano), sempre o primeiro gol do jogo. Dava tranquilidade pro time. E dar confiança pra um Robinho? É brincadeira. O moleque pedala, arrebenta. Mas o mais importante pra mim foi o gol de bicicleta, que até hoje é o mais lembrado e comentado. Perguntam pra mim se foi o mais bonito da minha carreira, É lógico! Quando eu ia fazer outro daquele?

Redação do Esporte
- Teve algum jogo que você lembra naquela campanha que vocês sentiram que o Santos seria o campeão?

Alberto - Na realidade, todos os jogos (do mata-mata). Pegamos o São Paulo e ganhamos. Era o líder não sei quantos pontos na nossa frente. Depois veio o Grêmio, um jogo difícil, Grêmio fechadinho, nove atrás e um na frente mais o goleiro. Fiz aquele gol de fora de área que abriu o placar (no primeiro jogo, na Vila), com meus pais no estádio. Foram gols decisivos, como aquele da final, que nos deu a vantagem de 2 a 0 pro segundo jogo. Foi importante pra caramba. Tivemos uma desconfiança na final já que o Alberto ficou fora (suspenso, terceiro cartão amarelo), Diego saiu com 5 minutos de jogo saiu machucado. Aquele gol ajudou bastante. Eu sinto muito orgulho de ter participado desses gols decisivos, de ter dado passe pro Robinho fazer gol. Eu cheguei a ficar sete rodadas sem fazer gol. O pessoal me chamava de garçom. Mas já era pra eu ter caído, ter colocado outro pra jogar. Só que eu vinha fazendo minha parte ajudando o grupo. Eu sabia que eu estava sendo importante. Você nunca sabe o que a imprensa vai achar, o que a torcida vai achar, o que o treinador vai achar. Era tenso pra mim, "tou ajudando, mas a bola não tá entrando". Eu não tinha nem oportunidade pra chutar a gol. Eu não errava gol. Mas aí, quando eu fiz o primeiro gol, de joelho, a bola bateu nas duas pernas e entrou, aí abriu a porteira.

Redação do Esporte
- Naquele grupo, parecia que o Leão estava mudando o jeito dele de ser por causa dos jogadores. Como era aquele grupo?

Alberto - Você imagina o Leão, mas na imagem do leão mesmo, o animal. Cortaram a juba dele! Aí ele deu uma diminuída. Não se sentiu o dono do time, o rei da selva. Ele pensou: "eu sou o cara que preciso ajudar essa molecada, dar confiança pra eles. Se eu xingar o moleque, o moleque se retrai e acabou o time.

Redação do Esporte - Qual a melhor lembrança que você tem daquela época? Do que mais sente saudade?
Alberto - Sinto saudade de tudo (pausa). É até frustrante falar... Se eu não tivesse cabeça, seria depressão todo dia. Lembrar que eu vivi aquele momento e acabou.


Redação do Esporte - Era a melhor fase da sua carreira, você já tinha uma certa idade, e tava jogando um ótimo futebol. Seria seu auge ali. O Santos com um grande time, disputando Libertadores e você acabou saindo (logo após o Brasileirão 2002, foi para o Dinamo Moscou-RUS). Por que? Foi uma decisão sua?
Alberto - Olha, eu sempre fui um irresponsável da minha carreira. Eu entreguei na mão de Deus de um jeito que eu não esparava nada. E aconteceu com 27 anos. Fui campeão com um monte de clubes pequenos, fui artilheiro, e ninguém viu nada. Mas eu sabia que alguma coisa ia acontecer, que o futebol era a minha vida. Eu era adiantado na escola, no segundo grau, e minha mãe falou "Alberto, é isso que você quer?. Você tem o estudo, você está indo bem... você parar pra jogar bola?. Eu falei "vou jogar bola, mãe". Parece que eu era predestinado a fazer aquilo ali. E eu ajudei a minha família inteira, de uma forma irresponsável. Ajudei todo mundo e não pensei que se eu ia ter sobra pra minha vida inteira. Eu ainda tinha uma vida inteira pela frente. Eu sabia que ia dar certo. Fui um predestinado. Eu até acho que não fui melhor sucedido na carreira porque Deus não quis. Senão eu ia estar numa gandaia até hoje. Eu ia estar cheio de dinheiro com uma vida desviada. É complicado. Você vê o cara ganhar hoje R$ 300 mil por mês e neguinho cobrar dele. Vai cobrar o que, cara? Eu podia ser assim. Mas acho que eu cheguei onde tinha que chegar. Não sou frustrado nesse sentido. "Se você ficasse pra disputar a Libertadores podia ter ido pra seleção brasileira". Podia, mas não fiquei. Por que que eu saí? Saí porque não me ofereceram uma renovação. Eu ficaria no Santos por muito menos do que já ganhavam os garotos. Eu me sentia realizado naquele grupo. Aconteceram coisas boas pra mim pelo que eu fiz no Santos, mas para o Santos Futebol Clube e a diretoria talvez eu não fosse peça essencial como eu era pra torcida, de repente. E eu tive uma proposta que eu nunca tive na minha vida. Eu pedi um valor e o cara me deu o dobro! Eu tive que ir, porque nunca tinha visto aquele dinheiro na minha vida. Joguei em vários clubes pequenos... então chegou a oportunidade com 27 anos. Pra você ver como são as coisas, eu fui arrependido...

Redação do Esporte - Não queria ir?
Alberto - Não queria, mas pelo que eu tava ganhando eu tinha que ir. Eu fui racional naquele momento de pensar que o futebol é o que eu vivo agora depois depois que eu parei, é ingrato. Acabou, acabou. Ninguém vai me pagar salário de jogador porque eu sou o Alberto. Acabou, meu amigo. Ninguém me dá mais nada. Então eu pensei: e se eu machucar? Eu não ganhei nada. Quem é que eu vou ajudar? Como eu vou fazer? E com esse dinheiro eu comprei casa pra minha mãe, ajudei meu pai, ajudei todo mundo. É o dinheiro que eu tenho até hoje.

Redação do Esporte - Tem uma vida tranquila hoje?
Alberto - Tou trabalhando. Tou correndo atrás. Eu não tenho um dinheiro que eu possa colocar numa conta e ter um rendimento que me deixe sossegado. Mas isso é que com muito orgulho. Eu joguei futebol, eu ralei pra caramba, pra acordar cedo, pra treinar... você come, descansa, e já volta pra treinar de novo. Essa energia toda que eu tinha pra jogar, eu posso usar pra trabalhar hoje. Eu viajo toda hora. Eu tenho escola em Ponta Porã (MS), tenho minhas coisas em Campo Grande (MS), tenho uma escola em São José do Rio Preto (SP), família em Jundiaí... tenho que descer pra Santos pra workshop, peneira, teste dos moleques. Eu sacrifico minha família hoje, minha filhinha de 4 anos fala: "papai, você já vai?", Vou filha, papai tem que ir. Eu acho que eu tenho que ir, tenho que oferecer isso pra ela, dar um futuro pra ela e não me arrependo de nada.

Fotos:
Ricardo Pilat/Redação do Esporte e Lancenet!

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* A coluna Trocando Ideia é um bate-papo descontraído com grandes personagens do esporte.


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sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Terra do Tio Sam > O irresistível New York Knicks e o deprimente Los Angeles Lakers

Na noite desta quinta-feira, o Madison Square Garden acompanhou mais um show do New York Knicks e mais uma atuação lamentável do Los Angeles Lakers. O time nova-iorquino venceu por 116 a 107 e a vantagem não foi maior porque os donos da casa tiraram o pé (ou a mão, no caso) no último quarto.

O jogo nada mais foi do que o reflexo da temporada dessas duas equipes. Os Knicks, que ninguém botava fé que fariam alguma coisa, lideram a Conferência Leste com 17 vitórias e 5 derrotas, à frente, por exemplo, do Miami Heat (que já foi derrotado duas vezes pelo time do técnico Mike Woodson nesta temporada).

Woodson, aliás, tem um grande mérito pelo basquete envolvente que New York joga até aqui. Apostou em atletas experientes e montou um time de nível muito bom e um banco de respeito. Poucos times tem um sexto homem de nível tão alto quanto os Knicks com J.R. Smith, que faz 14 pontos por jogo e sempre no momento decisivo. Isso sem contar os veteranos Rasheed Wallace e o argentino Pablo Prigioni, o calouro mais velho da história da liga (35 anos), ambos muito importantes neste início de NBA.

Carmelo Anthony comanda o time titular enquanto Amare Stoudemire segue recuperação por lesão. Ontem o camisa 7, que é o vice-cestinha da temporada, anotou 30 pontos, contra 31 de Kobe Bryant, o cestinha do jogo e do ano.

Mas se Kobe brilha individualmente, os Lakers seguem bem apagados. Mesmo com a chegada do técnico Mike D'Antoni o time não reage. Não tem brio. Não deu liga. Dwight Howard e Metta World Peace (Ron Artest) até pontuam bem, mas não se vê um jogo coletivo no time californiano, que também sofre com um banco bem fraquinho. É cada um por si e Kobe por todos!

Não fosse a estrela do camisa 24 ontem, certamente a surra em Nova York seria ainda maior. Com um quarto da temporada jogado, os Lakers têm 9-14, a quarta pior campanha na Conferência Oeste. E nada indica uma reação do time que era cantado como o grande favorito ao título.

NFL > Reta final


Na bola oval, grandes surpresas nesta reta final da NFL. A 3 semanas do fim, vemos New Orleans Saints praticamente fora dos Playoffs e Pittsburgh Steelers sofrendo para chegar lá. Enquanto isso, Atlanta Falcons e Houston Texans, times bons mas sem grife dos citados acima, lideram bem suas respectivas conferências com 11 vitórias em 13 jogos.

Falando em Houston, é lá que acontece um dos grandes jogos da rodada, no domingo: Texans x Indianapolis Colts, valendo ainda a liderança da AFC Sul. Outro duelo imperdível será entre Baltimore Ravens x Denver Broncos, brigando por uma vaga direta na segunda rodada dos Playoffs.

Torneio Touchdown > Decisão em Ribeirão Preto

Neste sábado, às 16h no tradicional Estádio Santa Cruz - casa do Botafogo de Ribeirão Preto -, acontece a final do Torneio Touchdown, um dos principais eventos de futebol americano do país. E dois nomes de peso decidem o título: Vasco da Gama Patriotas e Corinthians Steamrollers. As duas equipes fizeram campanhas irrepreensíveis na fase de classificação, com 7 vitórias em 7 jogos.

Nas semifinais, O Corinthians passou pelo T-Rex de Santa Catarina, enquanto o Vasco derrotou o Vila Velha Tritões. O TTD chega à quarta final. Muito legal ver o FA nacional neste nível.

Saudade


Aproveitando o assunto, no último domingo faleceu André José Adler, responsável pelo Torneio Touchdown. Para quem não se lembra, ele também era um dos narradores lá nos primódios das transmissões de NFL na ESPN, nos anos 90 e início dos anos 2000. Se hoje a bola oval é febre no Brasil, muito devemos a ele.

Não o conheci pessoalmente, mas ele me deu a honra de colaborar com meu Trabalho de Conclusão de Curso da Faculdade de Jornalismo com uma entrevista. Serei sempre grato por isso.

A FA Nacional está de luto, mas certamente, nesta final de amanhã, Adler estará assistindo em algum lugar e com a sensação de dever cumprido.

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* A coluna Terra do Tio Sam fala dos esportes que são paixão nos Estados Unidos: basquete, beisebol, futebol americano e hóquei.


por Ricardo Pilat | pilatportasio@gmail.com | @ricardopilat

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Comentário da Redação > São Paulo conquista título com a marca do futebol sul-americano


Que a Copa Kaiser de Futebol Amador assuma o comando da Conmebol!

Esse é meu grito de ordem e ideal que defenderei daqui para frente depois da vitória de 2 a 0 do São Paulo sobre o Tigre da Argentina, pela (metade da) final da SulaAmericana, ontem no Morumbi.

O papelão protagonizado pela equipe do Tigre, seguranças e Policia Militar de São Paulo me revoltou tanto que tirou de mim a vontade de comentar o justíssimo título tricolor, algo que não acontecia havia 4 anos. O último havia sido ainda com Muricy Ramalho. Farei apenas uma menção honrosa à fantástica torcida tricolor que mais uma vez deu show. É de emocionar qualquer são-paulino estar no Morumbi numa final de um torneio internacional na companhia dessa torcida que é sim diferenciada, como diz JJ.

Quero que o futebol amador de São Paulo assuma a Conmebol para moralizar essa budanga. Na várzea, por mais defeitos que tenha, ao menos existe o mínimo de moralidade que o esporte mais popular do mundo exige e isso não consigo mais enxergar nas competições sul-americanas, seja a Libertadores, Copa América, Sul-Americana, etc.

Estou de saco cheio de ver jogador sendo escoltado por uma barreira de policiais de escudo para ele poder cobrar um escanteio. É inadmissível que todo jogo contra o Cerro Porteño os times visitantes sejam apedrejados na saída do estádio deles. Esses dois exemplos são absurdos que, em função da impunidade, viraram rotina e são aceitos como “clima de Libertadores”, babaquice propagada por Galvão Bueno e seus discípulos imbecis.

Esses exemplos, somado ao que aconteceu ontem, ultrapassam o limite do futebol. Estamos falando aqui de caráter das pessoas, civilidade e, principalmente, de crimes. Atirar uma pedra em alguém é crime e pode ser interpretado como tentativa de homicídio doloso. Tentar invadir um vestiário para bater no time adversário é, além de invasão de área particular, agressão física também passível de punições.

O passo para dar um basta nisso é tirarmos esses casos da esfera esportiva e levar para esfera civil. Tratar essas pessoas envolvidas como criminosos, fazer com que suas declarações sejam feitas exclusivamente para um delegado de polícia ou juiz.

No futebol de várzea há muita briga? Claro que há, mas sempre houve lá a real noção de que isso se restringe ao campo de futebol. Na maioria dos jogos, o pós-partida termina num bom churrasco regado a muitas geladas e samba.

E eu acho que é isso que tem faltado no futebol nos dias de hoje. As pessoas tem de lembrar que isso é um esporte acima de tudo. Lógico que haverá pessoas que defendam que esse tempo já passou e hoje o futebol é um negócio como qualquer outro. Concordo com isso, porém, o futebol sul-americano está longe disso. Sendo assim, acho muito mais fácil nos aproximarmos do futebol de várzea do que dos ricos e organizados campeonatos europeus.

Os conceitos são sobre apenas o primeiro tempo, obviamente.

Conceitos
Rogério Ceni – BOM: Mais um título para uma carreira brilhante. É comovente ver um atleta do seu nível conquistar um título dessa importância, sendo ator principal, aos 40 anos. Ele a personificação do DNA são-paulino.
Paulo Miranda – RUIM: Vinha fazendo uma senhora partida, mas se deixou levar pela confusão do intervalo e foi expulso.
Toloi – BOM: Dessa vez manteve a calma e colocou o chato camisa 9 do Tigre no bolso.
Rhodolfo – REGULAR: Firme, mas em algumas vezes espirrou o taco.
Cortez – BOM: Melhorou muito e encerrou o ano passando uma ótima impressão do seu futebol.
Wellington – BOM: Manteve a calma e dominou o meio campo.
Denílson – BOM: Surpreendentemente sereno na partida.
Jadson – BOM: Comandou o ataque com maestria.
Lucas – ÓTIMO: Foi o nome do jogo! Prometeu e cumpriu! Sai do São Paulo precocemente, mas deixando um título e o retorno da equipe para Libertadores. Para mim é o maior exemplo de sucesso do CT de Cotia porque, além de termos descoberto e o lapidado um craque, ajudamos a criar um cidadão que demonstrou ter um caráter fantástico mesmo já vendido. Ter se doado tanto em prol dos objetivos da equipe nesse tempo foi uma demonstração de profissionalismo e maturidade jamais vistos. Perdemos um craque que com certeza não haverá reposição a altura no mercado. Boa sorte para ele em seus novos desafios!
Osvaldo – BOM: Fez um golaço! Demonstração de muito talento dar uma cavadinha tão distante e sem ângulo do gol.
Wiliam José – REGULAR: Boa sorte no Grêmio!
Tec. Ney Franco – BOM: Foi corajoso e correto em optar pelo Wiliam José e não mudar o esquema da equipe, porém foi melhor ainda nas declarações pós-jogo.

Foto: Reuters

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* ÓTIMO, BOM, REGULAR, RUIM ou PÉSSIMO? No Comentário da Redação, você fica sabendo o que rolou nos principais jogos da rodada, incluindo análises individuais dos atletas.

por Victor Mesquita
| @victor_mesquita