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quinta-feira, 28 de março de 2013

Comentário da Redação > Mais um vexame para a fábrica de vexames

Acho que é indescrítivel a dor que o palmeirense anda setindo de uns tempos para cá. Enquanto os adversários conquistam títulos, contratam bons jogadores, fazem um bom planejamento, o Palmeiras continua na medíocridade de sempre, pensando como time pequeno e agindo como um time pequeno.
E não adianta dizer que o problema é o excesso de dívidas, pois o Flamengo por exemplo possui elas em dobro e conseguiu se arrumar para a temporada e trazer bons jogadores. Não vou culpar imediatamente Paulo Nobre, pois acho que o clube está colhendo o que ainda foi plantado por Arnaldo Tirone, Roberto Frizzo e cia.

Para completar a série de fracassos e vexames sofridos pelo o Palmeiras nos últimos anos, a equipe conseguiu mais uma façanha, levar uma goleada de 6 a 2 para o Mirassol, um dos piores times do campeonato, que briga desesperadamente para não ser rebaixado. E o pior de tudo é que o resultado foi todo feito em apenas 45 minutos da etapa inicial. Isso me deixou comprovado de que Gilson Kleina não é técnico para o Palmeiras.

O futebol apresentado pela equipe foi extremamente sarcástico, digno de um clube de quarta divisão. Logo aos 40 segundos o estrago começou a ser feito com um gol contra do jovem Marcos Vinícius, que foi escalado minutos antes do jogo após Maurício Ramos se sentir mal no vestiário. Confesso que essa foi a primeira vez que senti falta do defensor em questão. Em apenas 11 minutos, já estava 3 a 0 para o Mirassol e uma certeza: Kleina tinha que substituir logo o time. Ele tirou um volante e colocou um meia de criação. Deu certo de início e o Palmeiras chegou a encostar no placar, com Caio e Ronny.

Mas quando achei que o time iria pra frente, a coisa voltou a desandar. O Mirassol fez mais três gols. Incrivelmente os seis gols da equipe do interior aconteceram em vacilos da zaga palmeirense. Aliás queria usar o espaço para dar uma dica a Paulo Nobre. Não precisa gastar dinheiro contratando zagueiros ruins. É mais fácil ele pegar um sábado, tirar uma folga e ir a 25 de Março comprar meia dúzia de cones. Aposto que dificultará muito mais a vida dos atacantes adversários.

No segundo tempo, o Mirassol perdeu muitos gols. Pois é, o resultado poderia ter sido mais feio, mas acho que o jogadores sentiram dó do fraco Verdão.

Está dificil falar, mas com um time desses, o Palmeiras corre o sério risco de nem jogar a série B em seu centenário, e sim a série C. A segundona é "pegada", com jogos dificil. A equipe não terá moleza. É difícil ter que dizer tudo isso sobre um clube com a grandeza que é o Palmeiras, mas infelizmente a realidade é assim. Alô Nobre, Alô Brunoro, precisa contratar jogadores bons.

Conceitos

Fernando Prass - RUIM: Não teve culpa em nenhum dos gols, por incrível que pareça, mas não posso dar um conceito melhor que esse após levar seis em um mesmo jogo.
Weldinho - PÉSSIMO: Deixou uma Avenida Paulista de espaço no lado direito.
(Ayrton) - REGULAR: Conseguiu recompor a zaga da equipe. Não sei o que faz no banco de reservas.
André Luiz - PÉSSIMO: Péssimo, horrível, horroroso. Quatro dos seis gols do Mirassol foram nas suas costas.
Marcos Vinícius - PÉSSIMO: É jovem, mas irá ouvir a verdade. É muito fraco, não sabe posicionar. Ainda fez um gol contra aos 40 segundos de jogo, desestabilizando a equipe toda.
Juninho - REGULAR: O Mirassol não atacou em seu lado. Ele foi um dos poucos que tentou alguma coisa em campo.
Charles - SEM CONCEITO: Saiu logo no início do jogo.
(Ronny) - BOM: Foi o único jogador da equipe que prestou. Entrou quando estava 3 a 0. Deu assistência para o primeiro gol e marcou o segundo. O seu azar foi que a zaga não cooperou.
Márcio Araújo - RUIM: Deixou muitos buracos no meio-campo. Marcou o "Zé ninguém".
Léo Gago - RUIM: Só tentou, dando alguns chutes de fora da área. No mais, também não coperou na marcação.
(João Denoni) - REGULAR: Entrou e conseguiu conter um pouco o meio-campo do Mirassol.
Wesley - PÉSSIMO: Só fez besteira em campo. Não acertou um passe, não fez uma coisa que prestasse.
Leandro - RUIM: Pensou apenas em se jogar no chão, só. Não deu perigo ao Mirassol.
Caio - REGULAR: Fez o gol e levou perigo em alguns lances.
Téc. Gilson Kleina - RUIM: Errou na escalação e acertou apenas em uma alteração. Não é treinador o suficiente para o Palmeiras. Espero que saia logo.

Foto: Gazeta Press

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* ÓTIMO, BOM, REGULAR, RUIM ou PÉSSIMO? No Comentário da Redação, você fica sabendo o que rolou nos principais jogos da rodada, incluindo análises individuais dos atletas.


por Fernando Borchio | fernando.borchio@hotmail.com

quarta-feira, 27 de março de 2013

Tri do Morumbi > Redação do Esporte profetiza: Burrice pode causar eliminação da Libertadores

“Secretário, essa missão está errada, invadir bairro do Tanque é burrice”. Essa fala do Capitão Nascimento, no filme Tropa de Elite 2, traduz exatamente meu pensamento sobre o planejamento do São Paulo para a partida contra o The Strongest, dia 4 de abril, a mais importante do ano, válida pela Libertadores.

Essa partida é a única que importa ao São Paulo nas próximas semanas. Já estamos praticamente classificados no insignificante Campeonato Paulista e o clássico contra o Corinthians vale apenas para a Globo ter alguma audiência no domingo, além do Domingão do Faustão. Em contrapartida, iremos enfrentar o melhor The Strongest de todos os tempos, numa altitude de 3.600 metros.

O que deveria ser feito: Mandar o time titular contra o Paulista, em Jundiaí, para afinar a equipe e logo após o jogo já mandar os 11 para Bolívia para irem se adaptando aos efeitos da altitude. Contra o Corinthians, mande um time reserva sem se importar com o resultado. Se bem que da ultima vez o time reserva teve sorte contra o time da Zona Leste.

O que irão fazer: Mandarão um time reserva para Jundiaí, para poupar os titulares (ahn?). Escalarão os titulares contra o Corinthians e chegarão à Bolívia apenas na segunda-feira à noite, tendo apenas um dia para se adaptarem à altitude.

Qual é o erro?

Num clássico tudo pode acontecer, certo? Então uma derrota domingo é provável. Caso isso aconteça, a moral do time, que já não está lá aquelas coisas, vai piorar ainda mais e a pressão aumentará.

Somado a isso, não estarão preparados para altitude e enfrentarão o The Strongest em desvantagem. Não se iludam amiguinhos, o Atlético-MG, melhor time da Libertadores, só ganhou lá graças a um gol contra e muita sorte.

Portanto, o planejamento escolhido pela diretoria e comissão técnica do São Paulo é burro e pode causar a eliminação precoce do time da Libertadores.

Esse post serve para dizer: “Não digam que eu não avisei”.

Tomara que no fim o burro seja eu.

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* A coluna Tri do Morumbi analisa as novidades do único clube brasileiro tricampeão do mundo.

por Victor Mesquita
| @victor_mesquita

terça-feira, 26 de março de 2013

Paddock da Redação > Sepang: O dia em que o Paddock foi mais importante que a pista

Sebastian Vettel venceu o GP da Malásia no último final de semana, seguido pelo companheiro Mark Webber e Lewis Hamilton que completaram o pódio. As conversas, matérias e repercussões sobre a corrida em Sepang deveriam, eu disse deveriam ser sobre a recuperação da Red Bull ou a evolução da Mercedes. Porém o assunto foi outro...

Tudo de bom que aconteceu nas curvas de Sepang ficou em segundo plano. A grande notícia do fim de semana foi o deplorável jogo de equipe. Ross Brawn, sempre ele, acostumado a estragar todo o espirito de competição de Fórmula 1 desde dos tempo de Ferrari, voltou a atacar.

Após a última parada nos boxes, Nico Rosberg vinha mais rápido que seu companheiro, Lewis Hamilton. Porém, seguindo ordens de Brawn, o piloto alemão teve de segurar o ritmo e foi proibido de ultrapassar seu companheiro de equipe em nome do chamado “interesse da equipe”.

Além do chefe de equipe da Mercedes, Christian Horner, que exerce a mesma função na Red Bull, fez o mesmo. Proibiu que Vettel ultrapassasse Webber e que as posições em pista fossem mantidas. Para a sorte dos amantes do automobilismo, Vettel desrespeitou a ordem da equipe e ultrapassou seu colega, vencendo a corrida.

Eu mesmo não gosto muito dessa interferência externa nas corridas, pois faz com que muitos amantes da velocidade desistam de acompanhar as corridas. Se o fato acontecesse nas etapas finais do calendário, eu até entenderia o “interesse da equipe” em privilegiar um determinado piloto em busca do título. Mas na segunda corrida do ano? Não há interesse que justifique essa atitude canalha por parte de quem comanda a equipe.

A FIA vive procurando formas de aumentar o interesse, a audiência e o lucro em torno da Fórmula 1. Porém não faz nada para punir essas ordens de equipe que fazem com que as pessoas deixem de acompanhar as disputas na pista, já que chefes de equipe como Horner e Brawn fazem questão de jogar o espírito da categoria no lixo.

Tomara que a partir da próxima etapa, na China, em 14 de abril, a FIA tome providências sérias para banir esse tipo de prática do circo da F1.

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* A coluna Paddock da Redação traz bastidores e análises da Fórmula 1, a principal categoria de automobilismo do mundo.


por Rodrigo Svrcek
| @svrcek_rodrigo

segunda-feira, 25 de março de 2013

Comentário da Redação > Tá russo, Felipão!

Foi de dar sono. Sinceramente, a partida entre Brasil e Rússia só não foi pior do que alguns jogos dos estaduais, pois ainda tínhamos alguns atletas que valham a pena em assistir.

O empate contra os russos marcou a terceira partida sob o comando de Felipão em que a Seleção Canarinha não vence (dois empates e uma derrota), mas nem tudo é pessimismo, já que contra a Inglaterra o time não foi bem, melhorou contra os italianos (por 45 minutos) e ontem não fez uma brilhante apresentação, mas também, não foi catastrófica.

Nos primeiros 15 minutos, os comandados pelo bom Fábio Capello sufocaram a nossa equipe. As bolas na cozinha brasileira e a “Avenida Daniel Alves” deixaram os europeus com boas condições de abrir o marcador com Kolorin,  Kerzhakov e Gluschakov.

Passado o susto, os brasileiros equilibraram as ações, porém, não finalizavam à meta de Gabulov. Apenas Neymar tentou aos 26, mas a bola parou na arquibancada.

Chegou a segunda etapa e Felipão optou por não mexer nas peças, apenas na configuração tática com Oscar atuando mais centralizado, Kaká pela esquerda e Neymar pela direita. Só que ainda não tinha encontrado espaço nas duas linhas de quatro que o time russo distribuía e, aos 22 minutos, Hulk entrava no lugar de Oscar.

Aos 27 minutos, veio o castigo canarinho. O lance parecia aquela pelada que jogamos quando passamos a bola para seu colega e o mesmo diz: “faz você”. Kerzhakov finalizou e Hernanes salvou. Na sequência, Shirokov bateu e Fernando, em cima da linha, evitou o gol. Só que Fayzulin, após vários toques russos na área, acabou com a palhaçada e com um chute forte colocou o time europeu em vantagem.

Após o gol, Felipão resolveu abrir de vez o time tirando Kaká e colocando Diego Costa. Na base do bumba meu boi foi para cima e, aos 44, Hulk inicia a jogada e tabela com Marcelo. O camisa 6 vai até a linha de fundo e rola para Fred empatar o duelo. O gol amenizou um pouco o vexame. Tá russo, hein Felipão!

Conceitos

Júlio César – BOM: a cada jogo se mostra que é o goleiro da Era Scolari. Se não fosse por suas defesas o time perderia feio a partida.
Daniel Alves – RUIM: errou muitos passes e deixou uma avenida no seu setor.
Thiago Silva – REGULAR: sem ritmo de jogo é melhor que o Dante, mas pecou no lance do primeiro gol ao não acompanhar Zhirkov.
David Luiz – REGULAR: é bom zagueiro, mas às vezes quer dar uma de Luís Pereira, Lúcio ou outros beques que tinham facilidade em sair para o jogo. Quando quis só defender, acabou indo bem.
Marcelo – ÓTIMO: foi um dos poucos que se salvaram. Foi bem no apoio e participou no lance do gol de empate.
Fernando – BOM: aos poucos vai ganhando uma vaguinha neste time. Firme na saída de bola e na marcação.
Hernanes – BOM: buscou jogo a todo tempo e também aos poucos vai ganhando vaga neste time. Não foi tão bem quanto foi contra a Itália, mas jogou para o gasto.
Oscar – BOM: conseguiu jogar tanto pelos lados quanto centralizado, e quando estava bem foi sacado de forma errada pelo treinador.
(Hulk) – BOM: conseguiu fazer um salseiro pela esquerda, coisa que Kaká não conseguiu. Participou no lance do gol de empate. Taticamente foi útil.
Kaká – REGULAR: estava bem quando atuou centralizado, mas quando foi cobrir o lado esquerdo não foi eficiente. Sofre com a “síndrome do Ganso”, pois não chuta e abusa dos passes.
(Diego Costa) – SEM CONCEITO: quem? Diego Costa? Ele entrou em campo? Se o narrador pronunciou cinco vezes o nome dele é lucro.
Neymar – RUIM: continua devendo não só no Santos como também na Seleção. Se contra os italianos foi útil e conseguiu algumas jogadas, com os russos ele só estava em corpo presente, já que foi anulado por Anyukov.
Fred – REGULAR: a bola não chegava nele, mas esteve no lugar certo e na hora certa para livrar-nos de um vexame ainda pior.
Tec. Felipão – REGULAR: escalou bem o time, mas quis inventar em colocar Kaká pelos lados. Esteve com a sorte ao seu lado, já que mexeu errado no time e mesmo na base do bumba meu boi conseguiu empatar.

Foto: Vipcomm

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por Antonio Lemos | www.paponaarquibancada.blogspot.com.br

Comentário da Redação > Palmeiras 0 x 0 Santos

Visão palmeirense > Dava pra ter ganho!
por Fernando Borchio | fernando.borchio@hotmail.com

O Palmeiras disputou neste domingo o terceiro clássico contra grandes e pela terceira vez ficou no empate. Curiosamente, o time mereceu vencer em todas, mas sempre faltou uma coisa fundamental, um centroavante de qualidade. Contra o Santos os desfalques eram muitos, mas foi possível montar um time perigoso, a ponto de começar o jogo quase abrindo o placar.

Logo aos dois minutos, Leandro teve uma grande chance de fazer o gol, mas errou o pontaria. Ainda sim, o time ficou no ataque por mais tempo, mas faltava qualidade no meio e no ataque para criar chances claras de gol. Os grandes perigos alviverdes eram oriundos de chutes de fora da área, principalmente nos de Léo Gago. Faltava ao Palmeiras movimentação dos laterais, ainda mais sabendo que o Santos tinha o Léo do lado esquerdo (com todo o respeito, mas o considero um ex-jogador em atividade), afinal o meio-campo estava muito congestionado. O Peixe ainda conseguiu melhorar um pouco na etapa inicial, e fez Fernando Prass trabalhar.

O segundo tempo foi marcado por um equilíbrio maior, onde as pricipais joagadas saiam da equipe santista, mesmo sem Neymar, Montillo e cia. O Palmeiras recuou um pouco mais, mas ainda sim tinha a possibilidade de tentar alguma coisa nos contra-ataques, mas a falta de qualidade permaneceu falando mais alto. No fim, mais um 0 a 0, e mais um jogo que podemos considerar chato.

Na próxima rodada o Palmeiras enfrenta o Mirassol fora de casa.

Conceitos

Fernando Prass - BOM: Não foi muito exigido, mas quando precisou, fez boas defesas.
Weldinho - RUIM: Errou muitos cruzamentos, passes e chutes. Deixou buracos do lado direito.
Maurício Ramos - REGULAR: Diminuiu um pouco o indíce de faltas. Não teve muito trabalho.
André Luiz - REGULAR: Mostrou segurança em sua estreia. Não errou.
Juninho - REGULAR: Atacou bastante e bem, mas também deixou brechas nas marcação.
(Marcelo Oliveira) - SEM CONCEITO: Entrou no fim.
Márcio Araújo - BOM: Segurou bem o meio-campo do Santos. Estava inteiro em todas as bolas.
Léo Gago - BOM: Foi o melhor palmeirense em campo. Finalizou bastante de fora da área, levando sempre perigo.
Charles - REGULAR: Não apareceu muito em campo, mas também não atrapalhou.
(Rondinelly) - REGULAR: Conseguiu dar uma movimentação boa ao meio de campo, mas não teve muito tempo também.
Wesley - BOM: Sempre chegou ao ataque com perigo. Deu boas bolas aos atacantes, mas faltou qualidade a eles.
Leandro - REGULAR: Perdeu uma boa chance no início do jogo. Errou muitos chutes.
Caio - RUIM: Um jogador nulo em campo. Nem tocou na bola.
(Vinícius) - REGULAR: Conseguiu dar velocidade, mas como sempre, não teve "noção" na hora de finalizar. As bolas foram para arquibancada, para as laterais, mas nunca para o gol.
Téc. Gilson Kleina - REGULAR: Acertou na escalação, mas demorou muito para substituir quando o futebol do time não estava aparecendo.

Visão santista > Clássico de raça e pouca técnica
por Igor Domingues | igor4712@hotmail.com

O tradicional clássico entre Santos e Palmeiras veio com os dois times em fases diferentes, enfrentando-se para continuarem a caminhada rumo a classificação para a próxima fase.

O Santos, desfalcado de seus craques Neymar, Montillo e Marcos Assunção e com Patito e Felipe Anderson suspensos, foi a campo com revelações da base, Giva e Neílton, em um 4-3-3. Bem diferente dos outros jogos, o time demonstrou muita vontade, porém, faltou técnica e calma para criar jogadas e perigo ao Palmeiras.

O Palmeiras, em processo de recomeço, e o Santos, repleto de desfalques, fizeram o jogo ser de muitos passes errados, marcação dura e algumas jogadas de perigo. Tentativas de contra-ataques e vontade de ambos os lados, mas ambos ficaram devendo na parte técnica.

O começo do jogo foi movimentado. O Palmeiras impôs velocidade logo no começo da partida e levou perigo com dois chutes ao gol do goleiro Rafael. O Santos tentou atacar também. A equipe teve mais vontade e velocidade quando tinha a bola nos pés e levou perigo ao Fernando Prass nos cruzamentos nos escanteios. A primeira etapa foi assim, movimentada por parte dos jogadores de marcação e com tentativas de criação de alguma coisa, porém, os goleiros não tiveram tanto perigo em suas metas.

O Santos mexeu na equipe, colocou o volante Alan Santos no lugar do garoto Neilton. A equipe veio mais fechada. Enquanto o Palmeiras era o mesmo. A segunda etapa, comparada a primeira, não foi melhor. O ritmo caiu e as duas equipes foram obrigadas a mudar os jogadores para ver se acontecia algo novo. Nada mudou.

Uma hora o Santos conseguia sair bem ao ataque, mas parava na marcação do Palmeiras e vice-versa. O jogo sentia a falta de Neymar, Montillo, Marcos Assunção e Valdívia. A técnica não compareceu ao Pacaembu. De tanto judiarem da bola, o placar não mudou. Acabou 0 a 0. Resultado mais que justo para um jogo muito medíocre.

Conceitos

Rafael - RUIM: Não vou reclamar, pois seria chover no molhado. Não sinto segurança com ele no gol. Quase entregou nos lances que foi exigido.
Bruno Peres - REGULAR: Confesso que até gostei dele. Não comprometeu na defesa e ainda ajudou, como pôde no ataque.
Edu Dracena - REGULAR: Alguns errinhos "básicos".
Durval - REGULAR: Assim como o jogo, teve altos e baixos.
Léo - REGULAR: Não comprometeu, mas já tá na hora dele se aposentar. Emerson já!
Renê Júnior - BOM: Gostei dele. Em jogos importantes, ele aparece muito bem na marcação e tenta, até, sair pro jogo.
Arouca - BOM: O jogador que melhor atacou na equipe. Sempre ia para cima sem medo de ser feliz. Muito bom!
Cícero - RUIM: É um bom jogador, mas jogou fora de sua função, como armador. Prejudicado em relação a isso.
Neilton - RUIM: Esforçado, mas, na minha opinião, muito fraco (fisicamente) para ajudar o elenco. Precisa ganhar mais corpo, muito franzino.
(Alan Santos) - BOM: Observei de perto ele e fiquei muito satisfeito. Marca muito bem e tem muita vontade! Gostei.
Giva  - REGULAR: Tem personalidade e vontade, o que anda faltando em alguns jogadores do clube. Tentou ajudar a equipe, regular.
(Victor Andrade) - SEM CONCEITO - Não deu tempo de fazer nada.
André - RUIM: Olhar para ele e pensar no André de 2010 dá vontade de chorar. O que fizeram com ele, Deus?!
(Miralles) - SEM CONCEITO: Entrou, mas não tinha o que fazer. Só chutão no segundo tempo.
Téc: Muricy Ramalho - REGULAR: É o jogo que ele gosta, onde pode armar a equipe fechada e tem desculpas caso não vença. Fez o que pôde.

Foto:
Terra
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Direto da Redação
| redacao_esporte@hotmail.com | @redacaoesporte

Comentário da Redação > Único momento de emoção foi a chuva

Guarani e Corinthians fizeram um jogo muito morno em Campinas. Com gol de Guerrero logo aos seis minutos do primeiro tempo, o Timão conquistou sua sexta vitória no Paulista, e completou o quinto jogo invicto (quatro pelo estadual e um pela Libertadores).

Em um campeonato que não serve para absolutamente nada, além de não proporcionar nenhuma emoção ao torcedor, dois jogadores do Timão saíram sentido lesões musculares e poderão desfalcar o time durante duas semanas.

Mas voltando ao jogo, o time do técnico Tite mostrou sua superioridade logo no começo do jogo, com boas trocas de passe. Emerson parece que está voltando a sua velha forma, e deu um lindo passe para Guerrero marcar.

No decorrer do jogo, o Bugre não conseguia furar o bloqueio alvinegro, e quando ultrapassava, ou faltava qualidade ou parava em Danilo Fernandes ou o jogador estava impendido. E o Timão tentava chegar ao gol adversário, mas a péssima condição do gramado e a displicência da equipe impediram de o placar ser maior.

Agora o Corinthians está na quinta posição, com 25 pontos e na próxima rodada encara a Penapolense, quarta-feira (27), no Pacaembu.

Conceitos

Cássio – REGULAR: Não sofreu nenhuma pressão do Guarani, e tem melhorado nas saídas de bola. Saiu por precaução.
(Danilo Fernandes) – REGULAR: Assistiu a maior parte do jogo, mas quando exigido mostrou segurança.
Alessandro – BOM: Boa marcação atrás, mas faltou subir mais ao ataque.
Gil – BOM: Ganhou todas as disputas de bola, por baixo e pelo alto. Não pode sair do time agora.
Paulo André – BOM: Boas interceptações e boas saídas de bola, vem se entrosando cada vez mais com Gil.
Igor – REGULAR: Vem se mostrando um bom jogador, mas precisa ter mais calma. Tem futuro.
Ralf – BOM: Cão de guarda de sempre, e fez bons passes e construções de começo de jogada.
Guilherme – REGULAR: Vem desempenhando o mesmo papel de Paulinho, mas falta chegar mais à área.
Danilo – REGULAR: Discreto no jogo, apenas tocou de primeira em tabelas com Renato Augusto.
(Edenílson) – REGULAR: Entrou mais no fim do jogo, fez duas boas jogadas e só.
Renato Augusto – Bom: Melhor da equipe faz tempo. Bons chutes de fora da área. saiu por precaução também.
(Jorge Henrique) – BOM: Entrou e tentou algumas jogadas pela ponta, merece mais chances.
Emerson – BOM: Boas arrancadas, mas muito fominha, precisa ser mais garçom como vinha sendo.
Paolo Guerrero – BOM: Buscou o jogo sempre que pôde e se arriscou pelos lados do campo. Deixou o seu.
Téc. Tite – BOM: Deu azar que Cássio se contundiu e precisou queimar uma alteração. Tem elenco pra disputar todos os títulos.

Foto: Futura Press


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por Rodrigo Bocatti | @digo90 | http://esportesarena.com.br

sexta-feira, 22 de março de 2013

Comentário da Redação > Santos x Mirassol: zzzz2 x 1

Sono. Deu muito sono assistir à vitória do Santos por 2 a 1 pra cima do Mirassol. Os jogadores pareciam estar com sono. Muricy Ramalho aparenta estar com sono faz tempo, e não consegue criar e testar soluções diferentes para o Santos. Felipe Anderson é o sono em pessoa. E pra falar a verdade, essa porcaria de campeonato dá sono. Dá tristeza só de pensar que ainda faltam mais 6 jogos pra acabar esta inútil primeira fase, onde o Santos, com um futebol abaixo da mediocridade, está em 2º lugar.

Bom, falando um pouco sobre o jogo, vi apenas um destaque: Giva. O garoto não é craque, mas sabe jogar bola e mostra personalidade em campo. Foi o único a tentar jogadas diferentes e foi premiado com dois gols. Um em impedimento, mas que valeu a vitória do Peixe. Isso me faz pensar se a grana toda que o Muricy ganha está valendo a pena. Pois vendo alguns garotos de potencial da base, campeões da Copa São Paulo, e mesmo assim seguir escalando Felipe Anderson e cia., é brincadeira.

Felipe já mostrou ter técnica e qualidade, mas não consegue traduzir isso em bom futebol e eficácia dentro de campo. Já passou da hora de parar de dar chances a ele e começar a pensar em outros garotos, como Pedro Castro e Léo Citadini. Espero que essa chance venha domingo, já que o sonolento foi expulso ontem, junto com Patito Rodriguez.

No final de semana tem clássico contra o Palmeiras, e nem isso empolga. Provavelmente será mais um clássico fraco e amarrado. Quando me pego torcendo e assistindo aos jogos do Santos no campeonato, concluo: sou muito fanático por futebol.

Conceitos

Rafael – REGULAR: pouco exigido. Não teve culpa no gol.
Bruno Peres – REGULAR: pelo que percebi, ele sempre será um jogador regular, médio. Nada além disso. Erra muitos passes e cruzamentos, apesar de ter certa habilidade e velocidade.
Durval – REGULAR: pouco precisou participar do jogo.
Edu Dracena – REGULAR: ficou assistindo ao jogo, e deve ter sentido sono também.
Léo – REGULAR: infelizmente, hoje ele é apenas um lateral burocrático.
Renê Junior – BOM: sempre mostra disposição em campo.
Arouca – BOM: marcou bem e tentou algumas subidas ao ataque. Sinto dó dele, quando olha para o lado e não encontra bons jogadores.
Patito – RUIM: até é habilidoso. Mas não consegue pensar e correr ao mesmo tempo. Então se enrola com a bola. Seu conceito seria Regular, se não tivesse sido expulso de forma melancólica.
Felipe Anderson – PÉSSIMO: o pior em campo. É a representação do sono em campo. E ainda foi expulso. Espero não vê-lo mais com a camisa 10 do Santos.
Giva – ÓTIMO: foi o melhor em campo, autor dos dois gols e das melhores jogadas. Merece mais chances e ser melhor aproveitado.
(Neílton) – SEM CONCEITO: jogou pouco. Espero que tenha novas oportunidades.
Miralles – RUIM: espero que seu problema seja a falta de ritmo. Pois foi muito mal.
(André) – SEM CONCEITO: jogou pouco. E mesmo assim fez algumas pataquadas. Prefiro não conceituá-lo.
Téc. Muricy Ramalho – REGULAR: Seu trabalho no Santos, em geral, é regular (e olhe lá). Está ganhando muito dinheiro e mostrando poucas alternativas para melhorar o time. Hoje, demorou muito para mexer. Por sorte o Giva fez um gol, impedido, e salvou o dia. ZZZZ...ACORDA MURICY!

Foto: Gazeta Press
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* ÓTIMO, BOM, REGULAR, RUIM ou PÉSSIMO? No Comentário da Redação, você fica sabendo o que rolou nos principais jogos da rodada, incluindo análises individuais dos atletas.


por Fernando Pilat
| @fernandopilat

quinta-feira, 21 de março de 2013

Comentário da Redação > Apesar do "apagão", estamos no caminho caminho certo!

Um Brasil ganhando forma. Acho que é isso que posso definir de bom sobre atuação da seleção canarinho diante da Itália, nesta quinta em Genebra, Suíça. Apesar da derrota para a Inglaterra no mês passado, Felipão pouco mudou a formação tática, alterando apenas alguns jogadores. Isso é fundamental para o entrosamento da equipe para que assim, consequentemente, ela chegue forte na Copa das Confederações. O empate diante da Azurra não pode e nem deve ser considerado um resultado ruim, afinal, a equipe italiana é a atual vice-campeã da Uefa Euro, e vive um bom momento com sua renovação razoavelmente boa.

O jogo em si foi muito bom do início ao fim. Na primeira etapa, rolaram boas chances tanto para o Brasil quanto para a Itália. Prova disso é que Júlio César e Buffon eram os melhores jogadores em campo. A seleção brasileira mostrava uma ofensividade que a muito tempo não via. Neymar e Oscar faziam revezamento na ponta esquerda e estavam sempre despistando os zagueiros. Se o ataque estava bom, não posso dizer muito sobre a defesa. O time deixava muitos buracos do meio para trás. Balotelli atordoava todo o sistema defensivo brasileiro de todas as formas e perdeu muitas chances de abrir o placar, coisa que Fred não fez.

Na única bola boa que o centroavante recebeu na etapa inicial ele teve categoria e consciência para abrir o placar, após cruzamento de Filipe Luís. O segundo gol brasileiro foi de extremo oportunismo junto a habilidade. Oscar roubou a bola na lateral, tocou para Neymar que puxou o contra-ataque e recebeu novamente na entrada da área onde apenas tirou do goleiro. O 2 a 0 era crueldade com a Itália que havia tido volume de jogo um pouco maior.

Se o gol não veio para os italianos na primeira etapa, a segunda tratou de compensar. O ritmo inicial da Azurra foi muito forte. As alterações feitas por Cesare Prandelli deram certo e aos 7 minutos De Rossi diminuiu em lance bizarro do sistema defensivo brasileiro, onde três jogadores ao mesmo tempo falharam (Dani Alves, Dante e Filipe Luís). O apagão brasileiro não acabou por aí. Aos 12, Balotelli empatou em um gol lindo. A partir daí, Felipão fez alterações, mas nenhuma delas surtiram o efeito esperado. Júlio César continuou trabalhando muito, principalmente em chutes do Mário, que apesar de marrento, joga muita bola.

O empate mantém um tabu interessante. A Itália não vence o Brasil há 31 anos. A última vez foi naquele fatídico 5 de julho de 1982, em que Paolo Rossi destriu a melhor seleção brasileira de todos os tempos.

Não tenho medo de afirmar que o Brasil está no caminho certo, e garanto que a equipe chegará forte para o objetivo principal, o hexacampeonato em 2014. O próximo jogo do Brasil será na próxima segunda-feira contra a Rússia na Inglaterra.

Conceitos

Júlio César - ÓTIMO: O melhor jogador em campo. Fez ótimas defesas e provou que merece ser o camisa número 1.
Dani Alves - RUIM: Não esteve em campo de alma. Estava desligado nos lances, além de ser um dos que falharam no lance do primeiro gol da Itália.
Dante - RUIM: Assim como no jogo passado, errou muitos passes e saídas de bola. Era para estar marcando o De Rossi no lance do primeiro gol italiano, além de ter dado muitos espaços aos atacantes italianos.
David Luiz - REGULAR: Era o defensor brasileiro mais sóbrio. Não vacilou muito e chegou firme nas bolas.
Filipe Luís - REGULAR: Nunca o achei um jogador de seleção. Assim como Dani, não apareceu tanto em campo, mas conseguiu parar a subida dos latarais italianos. O primeiro gol italiano pode ser colocado na sua conta também.
(Marcelo) - SEM CONCEITO: Entrou no fim.
Fernando - BOM: Gostei muito do que vi. Não pôde subir muito ao ataque pois deixaria muitos espaços no meio-campo. Mas defensivamente foi muito bem, parando o Pirlo na primeira etapa.
Hernanes - REGULAR: Subiu ao ataque algumas vezes como o elemento surpresa, mas não mostrou seu bom poder de finalização de fora da área. Acredito que tenha voltado para ficar.
(Luiz Gustavo) - REGULAR: Entrou em campo mais para recompor a defesa.
Oscar - REGULAR: Criou boas jogadas, tanto pelo meio quanto pelas laterais. Muito rápido, chegava sempre ao ataque dando perigo. Fez o segundo gol do Brasil, oriundo de uma bela jogada. A explicação do conceito fica por conta do erro na saída de jogo que acabou terminando no gol italiano.
(Kaká) - REGULAR: Entrou buscando jogo. Tentou puxar alguns contra-ataques e deu bons passes, mas nada acabou em perigo. Deve ser o titular no jogo contra a Rússia.
Neymar - REGULAR: Parecia estar mais solto em campo com a camisa da seleção. Teve boas arrancadas mas não deu muito perigo. Participou da jogada do segundo gol brasileiro puxando o contra-ataque.
Hulk - RUIM: Muitos criticam sua titularidade e até sua presença na seleção. Eu particularmente gosto do seu futebol, e apoio Felipão em mantê-lo como titular. Hoje não jogou 1/4 do que sabe. Errou muitos passes e finalizações.
Fred - BOM: Enquanto esteve em campo levou perigo. Foi oportunista como sempre, marcando o primeiro gol. Para mim é sem dúvidas o dono da número 9.
(Diego Costa) - REGULAR: Entrou mais para ser testado. Não tocou muito na bola e nem levou grandes perigos. Acredito que não apareça nas próximas lista de "Big Phil".
Téc. Felipão - REGULAR: Escalou uma boa seleção, mantendo praticamente a base do jogo contra a Inglaterra. E acredito e confio no trabalho dele. Hoje infelizmente suas alterações não surtiram o efeito esperado.


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* ÓTIMO, BOM, REGULAR, RUIM ou PÉSSIMO? No Comentário da Redação, você fica sabendo o que rolou nos principais jogos da rodada, incluindo análises individuais dos atletas.


por Fernando Borchio | fernando.borchio@hotmail.com

quarta-feira, 20 de março de 2013

En la Cancha > Boca e São Paulo são destaques, por motivos diferentes, da última semana da Libertadores antes da pausa

A Libertadores foi agitada na última semana e teve como destaque o ressurgimento de um “monstro”. O Boca Juniors que estava com a situação complicada no grupo 1, foi a Montevidéu e conseguiu o que parecia improvável, pelo futebol que vinha jogando. O time de Riquelme, sempre ele, derrotou o Nacional dentro de estádio Centenário e agora volta à briga pela primeira posição do grupo.

Parece que as equipes sul-americanas ainda não aprenderam. Times “cascudos” como o Boca devem ser mortos no ninho. O Nacional teve a chance de complicar ainda mais a vida da equipe azul e ouro, mas perdeu um pênalti logo no inicio do jogo e acabou sendo derrotada por 1x0, gol de Riquelme, que não despediçou a penalidade a favor dos Xeneizes.

Outra observação deste jogo é sobre Loco Abreu. Durante a partida deu para perceber por que o Botafogo se livrou do seu (ex) artilheiro. Além de ser reserva na equipe uruguaia ele, quando entra, não consegue agregar nada ao time. É uma peça nula, praticamente um cone cabeludo.

Outro destaque desta semana foi o São Paulo, só que pelo lado negativo. O time do Morumbi foi até Avellaneda e conseguiu perder para o pior time do grupo. O Arsenal é, sem dúvidas, um dos piores times que eu vi jogar nos últimos anos e mesmo assim o Tricolor perdeu por 2 a 1 e colocou sua classificação em risco.

Agora a Libertadores entra em férias de duas semanas por causa das Eliminatórias e volta no começo do mês de abril. Ney Franco terá tempo suficiente para arrumar a equipe para os importantíssimos duelos contra The Strongest, em La Paz e contra o Atlético-MG, no jogo que pode definir a classificação ou a eliminação precoce de um dos favoritos ao título. Será que o técnico tricolor vai conseguir pôr a casa em ordem a tempo de evitar um vexame? Veremos.

A coluna vai aproveitar essa parada da Libertadores para atualizar o leitor com o que anda acontecendo no campeonato argentino. A classificação, quem está na disputa do título do segundo turno, quem briga pelo rebaixamento e como andam as principais equipes do país vizinho em seu torneio caseiro.

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* A coluna En la Cancha fala sobre os principais assuntos do futebol sul-americano.


por Rodrigo Svrcek
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terça-feira, 19 de março de 2013

Paddock da Redação > Raikkonen surpreende e vence a prima prova do ano

Sebastian Vettel? Fernando Alonso? Lewis Hamilton? Não. Nada disso. O vencedor da primeira etapa de Fórmula 1 em 2013, em Albert Park, foi Kimi Raikkonen com a sua surpreendente Lotus.  Além de ter um carro equilibrado, o finlandês contou com uma estratégia ousada de sua equipe. Apostando em uma única parada, Kimi conseguiu ultrapassar nos boxes os favoritos Vettel e Alonso e conduziu seu bólido com muita tranquilidade a maior parte da prova.

Se a estratégia ajudou a Lotus a chegar ao lugar mais alto do pódio, ela, sem dúvidas, tirou todas as possibilidades de Felipe Massa fazer o mesmo. Preocupada em ajudar Fernando Alonso a ultrapassar o brasileiro e também Vettel, a Ferrari antecipou a parada do espanhol e retardou a do brasileiro. Com isso Alonso ganhou duas posições e manteve-se soberano na segunda posição. Em contrapartida, Massa, depois de permanecer três voltas a mais na pista e com os pneus em mau estado, acabou ficando para trás e terminou a prova em quarto lugar.

Se por um lado a Lotus surpreendeu, do outro, a Williams começou o ano andando, literalmente, em marcha ré. Com resultados ruins na classificação e com seus pilotos brigando no pelotão de fundo (até Maldonado sair da prova) a tradicional equipe de Frank Williams deu mostras de ter voltado ao passado e longe, mas muito longe de brigar na parte da frente do grid. Uma pena.

Nas linhas acima eu pouco falei da prova em si. Mas isso tem uma explicação. Como em toda prova que acontece em circuitos travados, pouca coisa boa acontece dentro da pista e as maiores “emoções” ficam por conta das estratégias de paradas de boxes. O mercado da Oceania pode até ser lucrativo para a F1, mas acho que já passou da hora dos seus diretores técnicos e comerciais reavaliarem as provas do calendário. Por que com tantas corridas chatas como essa eles acabam espantando o público e a audiência da TV.

Mal acabou o GP da Austrália e todo o circo ruma para o Sepang, onde será disputado, no próximo fim de semana, o GP da Malásia. Se prepare! A prova começa às 5h da manhã de sábado para domingo. Poderemos ver nessa prova se a Lotus será mesmo uma adversária de peso para Red Bull e Ferrari e se a Mercedes mostrará mais que na estreia. Façam suas apostas! Quem vence o GP da Malásia?

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* A coluna Paddock da Redação traz bastidores e análises da Fórmula 1, a principal categoria de automobilismo do mundo.


por Rodrigo Svrcek
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segunda-feira, 18 de março de 2013

Gringolaço > Sem alterações na ponta da tabela do Calcio

Pela 29ª rodada do Campeonato Italiano, as três equipes postulantes ao título (Juventus, Napoli e Milan) venceram e com isso, as posições seguem inalteradas.

No sábado (16), a Juventus recebeu em seu estádio o Bologna e conseguiu uma vitória suada por 2 a 0. Os gols da Vecchia Signora foram marcados no segundo tempo por Vucinic e Marchisio. Foi o 20º triunfo do time de Turim, que agora soma 65 pontos, nove a mais que o segundo colocado, Napoli.

E por falar nos Azurris, depois de sete partidas, enfim o time do Sul voltou a vencer ao bater por 3 a 2 a Atalanta. Cavani foi o destaque ao balançar as redes duas vezes (o camisa 7 não marcava há oito jogos). Paolo Cannavaro – contra – e Denis deixaram tudo igual, mas aos 36 minutos da etapa final, Pandev marcou o gol da vitória dos napolitanos, que com o resultado, chegou aos 56 pontos.

Depois de ser atropelado pelo Barcelona no meio da semana, o Milan entrou no San Siro em busca de manter a sua invencibilidade no Calcio e com a vitória por 2 a 0 diante do lanterna Palermo, alcançou a marca de 10 jogos sem derrota, o último revés aconteceu em 22 de dezembro para a Roma.
Balotelli mais uma vez foi o cara do time rossonero marcando os dois gols e com isso, chegou a sete tentos em seis partidas.

Futebol Inglês > Lampard chega ao 200º gol e Chelsea vence dérbi


Ídolo dos Blues, Frank Lampard alcançou mais uma marca pelo clube, na qual defende desde 2001.  O meia marcou o seu gol de número 200 com a camisa do Chelsea e ajudou seu time a vencer o West Ham pelo placar de 2 a 0.

Com o tento marcado, Lampard está a dois gols de igualar Bobby Tambling, maior goleador do clube, que atuou na década de 1960.

Outro destaque na vitória foi o belga Hazard. O meia fez a diferença dando passe para o gol de Lampard e na segunda etapa marcou o seu após tabela com Juan Mata pela direita.

Se Lampard e Hazard merecem todos os destaques possíveis, por outro lado, Demba Ba foi o “pereba” da partida e em noite de Torres, o camisa 29 perdeu gols incríveis que poderiam ter deixado seu time em melhor situação.

Com o triunfo, os Blues chegaram a 55 pontos, na terceira colocação graças à derrota do Tottenham para o Fulham e com um jogo a menos. O líder continua sendo o Manchester United com 74 pontos, 15 a mais do que o seu rival, o City.

Fotos: Getty Images e AP


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* A coluna Gringolaço analisa os principais torneios e acontecimentos do futebol europeu.


por Antonio Lemos
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sábado, 16 de março de 2013

Paddock da Redação > Acabou a espera. Os motores voltam a roncar em 2013

Você estava com saudade do ronco dos motores, das ultrapassagens, da bandeira alemã no alto do pódio e das narrações do Galvão Bueno? Então pode comemorar. Na madrugada deste sábado para domingo, às 3h da manhã, na Austrália, começa a temporada de 2013 da Fórmula1 e a volta desta coluna.

Como em todos os anos, a temporada começa na Austrália e termina no Brasil. Neste ano serão disputadas 19 corridas. Seriam 20, mas os organizadores da etapa de Nova Jersey (EUA) não conseguiram deixar o autódromo pronto a tempo.

A temporada de 2013 terá alguns fatos marcantes como o “fim” daquele bico ridículo, que agora pode ser escondido. Será também o último ano dos motores V8 - partir do ano que vem os motores passarão a ser V6 turbo, muito mais econômico e ecologicamente correto.

As maiores expectativas para essa temporada estão em cima de Hamilton, que trocou a McLaren pela Mercedes. As primeiras perguntas que ficam são: será que o piloto inglês conseguirá repetir o mesmo desempenho que o levou ao título de pilotos em 2008? Será que com um campeão mundial jovem no cockpit a Mercedes irá se tornar protagonista? Só o tempo dirá.

Para nós “brasucas” essa temporada será a primeira em 35 anos que teremos só um brasileiro no grid. Felipe Massa será o responsável por levar a “honra” nacional pelos circuitos do mundo. Luiz Razia, que deveria ser o outro piloto brasileiro, foi demitido antes mesmo de testar os carros da Marussia. Segundo a imprensa, por falta de pagamento de um dos patrocinadores.

E já que toquei na parte financeira, ela foi responsável pela saída da espanhola HRT do circuito. Pelo menos teremos dois pilotos a menos passando vergonha durante as corridas e caberá a Marussia “iluminar” grid com sua lanterna.

Façam suas apostas! Quem será o campeão mundial? Quem será o mico da temporada? Votem abaixo nos comentários.

Veja abaixo as lista das equipes e seus respectivos pilotos para a temporada 2013:
Red Bull:Sebastian Vettel e Mark Webber
Mercedes: Lewis Hamilton e Nico Rosberg
Ferrari: Fernando Alonso e Felipe Massa
McLaren: Jason Button e Sérgio Pérez
Williams: Pastor Maldonado e Valtteri Bottas
Lotus: Kimi Raikkonen e Romain Grosjean
Sauber: Nico Hulkenberge Esteban Gutiérrez
Force India: Paul de Resta e Adrian Sutil
Toro Rosso: Daniel Ricciardo e Jean-Eric Vergne
Caterham: Charles Pic e Giedo Van der Garde
Marussia: Jules Bianchi e Max Chilton

Foto: Getty Images
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* A coluna Paddock da Redação traz bastidores e análises da Fórmula 1, a principal categoria de automobilismo do mundo.


por Rodrigo Svrcek
| @svrcek_rodrigo

sexta-feira, 15 de março de 2013

Clinch > Prévia UFC 158: Evento de definição para peso meio médio

Neste sábado, em Montreal, acontece o UFC 158. O evento terá na luta principal a disputa de cinturão do peso meio-médio, entre George St. Pierre e Nick Diaz. No co-main event, Carlos Condit e Johny Hendricks disputam uma chance pelo title shot. E a luta anterior reúne Jake Ellenberger e Nate Marquardt, outros tops da mesma categoria.

Falando sobre a disputa do título, não concordo com a decisão do UFC em dar esta chance a Nick Diaz. Ele recebeu esse prêmio não pelas suas vitórias ou grandes atuações (muito pelo contrário, vem de derrota e suspensão por doping), mas sim por ser um falastrão e ter irritado GSP. O canadense então “escolheu” enfrentá-lo, enquanto outros lutadores da categoria, que vem de sequências incriveis ficam na fila de espera.

Mas, como Dana White casou essa luta, vamos a ela! Nick Diaz é um bom lutador, faixa preta de BJJ do mestre Cesar Gracie, e tem melhorado gradativamente na trocação. Não tem medo de encarar adversários. Agora, quando este adversário é estrategista, ele costuma ter dificuldades. E esse é exatamente o caso de GSP. O canadense defende o cinturão pela 8ª vez, e nas 7 vitórias anteriores, 6 foram por decisão unânime. Apesar de ser especialista em caratê Kyokushin, seu jogo se mostra mais efetivo no wrestling e controlando os adversários por baixo. Enfim, acho remota a chance de GSP perder o cinturão, e provavelmente veremos mais uma decisão unânime a favor do campeão, para alegria dos fãs canadenses.

O co-main event promete uma luta mais interessante. Hendricks vem de 5 vitórias consecutivas, sendo 3 delas por nocaute em menos de 2 minutos de luta. Não tem um estilo muito técnico em pé, mas suas mãos pesadas tem derrubado grandes adversários, como Jon Fitch e Martin Kampmann. Já Condit, conquistou o cinturão interino contra Nick Diaz, e perdeu a unificação contra GSP. Agora, se vencer, pode ganhar nova chance, até por que fez uma luta dura com o campeão. Condit é mais técnico, e acredito que tentará levar a luta para o chão, já que lá ele é muito superior ao adversário, e em pé a luta vira uma loteria. Aposto em vitória de Condit.

Já Ellenberger, que sempre ronda o title shot mas não consegue se firmar, buscará a todo custo uma vitória contra Marquardt. Este também precisa do resultado positivo, pois acaba de chegar do Strikeforce, onde tinha perdido o cinturão da categoria na última luta. Os dois são bons trocadores, então acredito em um nocaute, mas sem favorito. Para não ficar em cima do muro, aposto em Marquardt.

Não haverá brasileiros no card do evento.

CARD PRINCIPAL

Georges St-Pierre vs. Nick Diaz
Carlos Condit vs. Johny Hendricks
Jake Ellenberger vs. Nate Marquardt
Chris Camozzi vs. Nick Ring
Mike Ricci vs. Colin Fletcher

CARD PRELIMINAR

Patrick Cote vs. Bobby Voelker
Antonio Carvalho vs. Darren Elkins
Jordan Mein vs. Dan Miller
Daron Cruickshank vs. John Makdessi
Rick Story vs. Quinn Mulhern
TJ Dillashaw vs. Issei Tamura
George Roop vs. Reuben Duran


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* A coluna Clinch traz a análise dos principais eventos de artes marciais do planeta.


por Fernando Pilat
| @fernandopilat

Comentário da Redação > Na base do “bumba meu boi”, Arsenal derrota o São Paulo na Argentina

Ah, como eu adoro o futebol amador... Sendo assim, eu me diverti muito na vitória do Arsenal de Sarandí sobre o São Paulo na Argentina por 2 a 1. O resultado deixa o Tricolor respirando com aparelhos na Libertadores 2013. Para garantir sua classificação, o time do Morumbi precisará vencer seus dois próximos jogos para não depender de ninguém.

Quem pensou que nada poderia ser mais sofrido que o jogo da semana passada no Pacaembu se enganou redondamente. Ney Franco entrou com uma formação com três zagueiros para melhorar a péssima marcação apresentada pela equipe no jogo passado. Errou, e errou feio. Evidente que o problema na marcação não era a zaga e sim nosso volantes frouxos e laterais inoperantes. O que aconteceu então? Um verdadeiro sufoco em todas, eu disse TODAS, investidas do time argentino, que, ainda bem, é muito fraco tecnicamente.

Já o São Paulo conseguia levar perigo apenas quando a bola caia nos pés do Jadson e, principalmente, do Osvaldo. Resumo do primeiro tempo foi esse, Arsenal investindo na base do “bumba meu boi” e o São Paulo dependendo da dupla Jadson e Osvaldo.

No segundo tempo os times trouxeram do intervalo o nervosismo que fez a partida virar um jogo de várzea, ou seja, os dois times sem meio-campo, partindo sem organização nenhuma para o ataque para tentar a vitória já que só esse resultado servia para as duas equipes. Quem se deu melhor primeiro foi o Arsenal que marcou um gol após o rebote da defesa são-paulina. Nossa sorte foi que na sequência Jadson lançou Osvaldo na corrida, ele ganhou da defesa, deixou a bola para Aloísio brigar com na área e empatar o jogo. Depois disso veio uma série de gols perdidos pelas duas equipes. Fazia tempo que eu não via os dois times terem defesas tão ruins.

No festival de gols perdidos, o Arsenal teve mais sorte e consegui o seu no final, novamente no rebote da defesa são-paulina, e decretou a vitória.

Entendam amigos, dois gols de rebotes da defesa! Quem são os jogadores responsáveis pela marcação na frente da área? Os volantes. Enquanto tivermos volantes frouxos e lentos vamos ser presas fáceis na Libertadores. Sendo assim, Ney Franco, você tem 15 dias para por a casa em ordem. Confiamos em você!

Conceitos


Rogério Ceni – BOM: Se não fosse ele, a derrota seria por mais gols. Prova que ainda está em ótima forma.
Douglas – PÉSSIMO: Realmente não sabe marcar, não sabe cruzar e não sabe driblar. Desisto de tentar achar que é implicância minha. Banco urgente!
(Ganso) – RUIM: Errou todos os passes e deixou vários espaços no meio campo.
Lúcio – RUIM: Perdeu todas pelo alto e não se achou como zagueiro aberto pela direita. Justamente substituído.
(Maicon) – PÉSSIMO: Desde que ele entrou eu fiquei gritando no sofá “cadê o Maicon, baralho?”. Lento na recomposição da defesa e lento na chegada do ataque.
Toloi – RUIM: Muito mal nas bolas aéreas. Se ele continuar jogando assim vou ter um AVC até maio.
Edson Silva – REGULAR: A fase é tão ruim que ele foi o melhor zagueiro tricolor.
Cortez – PÉSSIMO: Ainda não desisti dele, mas hoje foi que nem seu colega de lateral: não soube marcar, não soube cruzar e não soube driblar.
Rodrigo Caio – BOM: Correu muito tentando compensar a lentidão dos outros jogadores do meio. Enquanto Paulo Miranda não voltar, é meu lateral direito.
Denílson – PÉSSIMO: A diferença dele pelo Maicon é que eu gritei o jogo todo: “Cadê o Denílson, baralho?”.
(Wallyson) – SEM CONCEITO: Jogou pouco.
Jadson – REGULAR: Fez um belíssimo lançamento no lance do gol do São Paulo, porém perdeu alguns gols que fizeram falta. Dessa forma, fica na média.
Osvaldo – BOM: Provou ser merecida sua convocação. Foi de longe o melhor do time e fez de tudo para o São Paulo ganhar. Mas provou mais uma vez que uma andorinha sozinha não faz verão.
Aloísio – REGULAR: Foi esforçado, fez o gol, mas é nítido que está longe de ter a qualidade do Fabuloso. Ou seja, a expulsão do Luis Fabiano prejudicou muito nessa partida.
Téc. Ney Franco – RUIM: Escolheu uma péssima escalação inicial nesta partida e depois não conseguiu organizar o meio-campo com suas alterações. Foi mal e ponto final.

Foto: AFP

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por Victor Mesquita
| @victor_mesquita

quinta-feira, 14 de março de 2013

Gringolaço > O Arsenal nadou, nadou, e mais uma vez morreu na praia

Foi sofrido, suado e emocionante até o fim. Assim dá para resumir a classificação do Bayern de Munique no duelo contra o Arsenal. Isso porque no duelo de ida, os bávaros venceram na Terra da Rainha por 3 a 1 e tinha uma vantagem bastante confortável.

Os ingleses por sua vez precisavam de um milagre, que era marcar três gols de diferença, mas, assim como foi no ano passado quando perdeu para o Milan por 4 a 0 na Itália e em casa fez 3 a 0, morreu mais uma vez na praia.

O jogo começou com o Bayern querendo sufocar o adversário no campo de defesa, porém, aos três minutos foram surpreendidos com o gol dos Gunners. Rosicky tocou para Walcott, que se aproveitou do escorregão de Alaba e chutou cruzado. Giroud estava na hora certa e no lugar certo para abrir o placar.

O gol sofrido não abalou os alemães, e aos poucos retomava o controle do jogo, só que, as finalizações não chegavam a assustar o goleiro Fabianski, como por exemplo, dois chutes de Kroos.

Na volta do intervalo, o panorama era o mesmo: Bayern dominando as ações, apesar dos lances raros de gol e o Arsenal em busca de mais dois gols para se classificar. Robben e Kroos continuavam incomodando Fabianski. A melhor chance dos bávaros na segunda etapa saiu dos pés de Müller aos 27 minutos. Após receber um passe de calcanhar de Robben, o camisa 25 invadiu a área e finalizou para grande defesa de Fabianski.

No lado inglês, aos 34, Gervinho quase marcou o segundo ao chutar rasteiro para fora. Sete minutos depois, Koscielny aproveitou o cruzamento de Carzola para dar esperança aos torcedores dos Gunners.

Fisicamente cansado, o Bayern aguentou a pressão nos minutos finais, o Arsenal continuava nadando, mas, morreu mais uma vez na praia.

 Essa foi a terceira derrota dos bávaros em toda a temporada, duas delas, na Champions League (Bate Borisov e Arsenal) e uma na Bundesliga (Bayer Leverkusen). Com a eliminação do Arsenal, o futebol inglês não terá depois de 17 anos um representante nas quartas de finais. A última vez tinha sido na temporada 1995-96 quando o Blackburn ficou em último no seu grupo.

Málaga elimina Porto e segue fazendo história


Pela primeira vez disputando a Champions, o Málaga continua fazendo história. Os comandados de Manuel Pellegrini eliminou o bicampeão europeu Porto por 2 a 0 e está entre os oito melhores do continente.

Aos 42 minutos, os donos da casa abriram o placar com um golaço de Isco, o que levaria o duelo para a prorrogação.

Na segunda etapa, os espanhóis se beneficiaram com a expulsão de Defour, do Porto, e o gol da classificação era questão de tempo. Eis que saiu aos 32 minutos com o paraguaio Roque Santa Cruz, que subiu mais alto que a defesa portuguesa e cabeceou firme para colocar o time da Andaluzia nas quartas de finais.

O Porto segue sua sina de não avançar às quartas desde 2009 quando caiu para o Manchester United, além disso, a derrota quebrou uma série invicta contra espanhóis que durava dez anos.

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* A coluna Gringolaço analisa os principais torneios e acontecimentos do futebol europeu.


por Antonio Lemos
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Comentário da Redação > A Fiel voltou, o campeão voltou!

Tudo voltou ao normal. Mosaico nas arquibancadas, torcida empurrando antes mesmo do apito inicial até o fim, e time muito vibrante em campo. Parecia até mesmo 2012. O campeão estava de volta. No reencontro com a Fiel em jogos pela Libertadores no Pacaembu, o Corinthians venceu e convenceu diante do líder do grupo, Tijuana: 3 a 0.

Exercendo a tradicional pressão em seus domínios, o Timão não deixou os mexicanos respirarem e resolveu o jogo nos primeiros 45 minutos. O caminho da vitória foi pelo lado direito. Com Alessandro solto como nunca, Paulinho se aproximando o tempo inteiro e Renato Augusto jogando demais, a equipe brasileira explorava muito (e bem) as jogadas laterais.

Quando não era pelo flanco, Renato puxava para o meio, sempre com ótimas jogadas e muito recurso. E foi de seus pés que surgiram os dois gols da etapa inicial. No primeiro, aos 25 minutos, invadiu a área pela direita e deu belo chute, que bateu três vezes na trave. Bem colocado, Pato, que sentiu desconforto muscular e já estava para sair, concluiu para as redes. Dez minutos depois, foi a vez de Guerrero marcar belo gol após mais uma ótima jogada do meia e Alessandro, que fizeram ótima parceria.

Absoluto no primeiro tempo e com tranquilidade no placar, o Alvinegro voltou para a etapa final sem a mesma intensidade, o que é natural. Não é normal, entretanto, dar espaços para o Tijuana, que tem certa qualidade. Mas nada que deixasse a torcida com o coração na mão.

Na segunda metade dos 45 minutos finais, o jogo ficou animado após algumas fortes divididas. A torcida cresceu nas arquibancadas, o time brasileiro se empolgou no campo e definiu de vez a vitória com Paulinho, de cabeça. Mais do que a vitória com bom saldo de gols e os importantíssimos três pontos, foi animador ver que a união entre torcida e time continua a mesma. A Fiel voltou, o campeão voltou!

Conceitos

Cássio - REGULAR: Pouco exigido, mostrou insegurança mais uma vez em jogada aérea.
Alessandro - ÓTIMO: Há tempos não apoiava tão bem. Fez ótima parceria com Renato Augusto. Lembrou o jogador de 2009.
Gil - BOM: Se encaixou de vez no time. Praticamente não cometeu erros.
Paulo André - REGULAR: Não tão bem quanto o companheiro de zaga, mas não comprometeu.
Fábio Santos - REGULAR: Ficou mais no campo de defesa e correu muito. Deixou alguns espaços, porém também não comprometeu.
Ralf - ÓTIMO: Monstro! Não parou um minuto, marcou demais e ainda saiu bem para o jogo. Raçudo demais!
Paulinho - BOM: Mais coletivo que individual, fez uma partida muito boa. No fim, deixou seu gol.
Renato Augusto - ÓTIMO: Melhor em campo. Infernizou pelo lado direito, sobretudo no primeiro tempo, participando dos dois gols. Joga demais!
(Douglas) - SEM CONCEITO: Entrou depois dos 40 minutos.
Danilo - REGULAR: Menos acionado pelo lado esquerdo, não apareceu muito.
(Jorge Henrique) - SEM CONCEITO: Assim como Douglas, jogou muito pouco.
Alexandre Pato - BOM: Sua participação se resume ao gol feito após jogada de Renato Augusto. Sentiu desconforto e foi substituído.
(Romarinho) - BOM: Não brilhou, mas correu, se esforçou, e quase fez um golaço no fim.
Guerrero - BOM: Fez algumas boas jogadas e teve participação decisiva mais uma vez em jogos internacionais. Tem muita estrela.
Téc: Tite - ÓTIMO: Escalou bem o time, e este jogou com o espírito da Libertadores 2012. O campeão voltou!

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por Pedro Silas | pedro_sccp@hotmail.com

quarta-feira, 13 de março de 2013

Gringolaço > Noite de gala no Camp Nou

Para quem achava que o Barcelona tinha acabado se enganou. Pois é, como Jason em “Sexta-feira 13”, onde o personagem era tido como morto, mas, voltava pior a cada episódio, o time azul-grená espantou a crise que estava instalada e com o seu futebol envolvente de sempre, goleou o Milan por 4 a 0 e avançou para às quartas de finais da Liga dos Campeões da Europa.

O Milan entrou no Camp Nou com uma vantagem confortável por ter vencido em Milão por 2 a 0, poderia perder por até dois gols de diferença, desde que, marcasse um. Mas, todo o esquema implantado por Massimiliano Allegri foi por água abaixo.

Aos cinco minutos, no primeiro ataque do jogo, o Barça abriu o placar. Tabela curta entre Xavi e Messi, o argentino fez um golaço digno de Melhor do Mundo. Recebeu a bola e com defesa milanista a sua frente, encontrou uma brechinha para acertar o ângulo de Abbiati.

 O gol sofrido acordou o Milan e aos oito minutos chegou pela primeira vez ao ataque quando Boateng lançou El Shaarawy e o atacante finalizou fraquinho para tranquila defesa de Valdes.
No lance seguinte quase os donos da casa aumentaram. Iniesta pegou a sobra da defesa milanista e soltou a ‘bomba’ de fora da área, Abbiati espalmou e no rebote Messi cabeceou para fora. O arqueiro rossonero ainda voltaria a trabalhar aos 16, quando Xavi chutou em diagonal e o próprio mandou para escanteio.

Lembra do lance do Diego Souza no jogo entre Corinthians x Vasco? Pois é, o atacante do Milan, Niang, vivenciou esta cena aos 37 minutos. Após chutão da defesa italiana, Mascherano falhou e a bola sobrou para o atacante que, em velocidade, avançou e na saída de Valdes acertou a trave.

Como diz o ‘filosofo’ Muricy Ramalho “a bola pune” e foi da pior forma. No contra-ataque, Iniesta deu um belo passe para Messi, que com calma, chtou rasteiro no canto esquerdo de Abbiati.

O Milan precisava de uma bola para matar o confronto, mas de tanto querer se expor sentiu o castigo. Aos dez, Xavi tocou para David Villa e o camisa 7 escolheu o canto para marcar o terceiro. 

Daí, Allegri resolveu mexer no time para que a tal bola fatal realmente entrasse em cena. Entraram Robinho, Muntari e Bojan nos lugares de Niang, Ambrosini e Flamini. A dupla Bojan e Robinho tentaram calar o Camp Nou aos 36, quando a revelação de La Masia cruzou pela esquerda e o brasileiro foi travado por Puyol.

Só que a noite de gala era catalã e aos 46 minutos, Messi iniciou o contra-ataque e tocou para Alexis Sánchez. O chileno disparou pela direita e com um passe certeiro deixou Jordi Alba na cara do gol para sacramentar a classificação espanhola.
Para quem pensou que o Barça estava morto, eis que voltou e ainda pior do que antes.

Galatasaray vence fora de casa e avança

Em Gelsenkirchen, o Schalke 04 foi eliminado ao ser derrotado pelo Galatasaray por 3 a 2. O primeiro jogo disputado na Turquia acabara empatado por 1 a 1.

Os donos da casa abriram o placar aos 17 minutos com Neustädter, aproveitando a falha na defesa turca. Aos 37, veio o empate com Altintop com um chute de fora da área. O goleiro alemão até tentou chegar na bola, mas viu ela tocar na trave antes de morrer na rede.

Aos 42 minutos, Yilmaz marcou o segundo, chegando ao seu oitavo tento na Liga, tocando por cima de Hildebrand e deixando os visitantes com uma situação pra lá de confortável.

Na segunda etapa, Michel Bastos empatou para o Schalke e com isso precisava de mais um gol, mas, no último lance da partida, Bulut marcou o gol da classificação turca.

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por Antonio Lemos
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segunda-feira, 11 de março de 2013

En la Cancha > Brasileiros e argentinos patinam na Libertadores

Dois meses antes da Libertadores 2013 começar, brasileiros e argentinos eram considerados favoritos e até barbadas na fase de mata-mata. Porém dentro da cancha a história tem sido um pouco diferente.  Do lado de cá da fronteira só o Atlético-MG tem feito jus ao favoritismo tupiniquim. Com três vitórias em três jogos, os mineiros têm uma das melhores campanhas do torneio e, sem dúvida, o futebol mais vistoso.

No mesmo grupo do Galo, o São Paulo que de favorito a primeiro colocado do grupo, passou a brigar com o The Strongest pelo segundo lugar e corre risco de ser eliminado na primeira fase. Com três pontos, os bolivianos estão colados na equipe do Morumbi e farão os próximos dois jogos, inclusive um confronto direto com o São Paulo, lá nos pés de Deus. Pode complicar.

Os demais brasileiros Palmeiras, Corinthians, Fluminense e Grêmio estão longe de ter um situação tranquila. O Alviverde está em terceiro lugar em seu grupo e, provavelmente, terá seu jogo da vida na última rodada contra o Sporting Cristal, em Lima. Há uma boa chance de ser o primeiro brasileiro a ficar pelo caminho. Até pelo time que não tem.

Já o Corinthians dificilmente ficará na primeira colocação do grupo, mas deve garantir sua classificação nos confrontos contra Tijuana, líder do grupo, e do fraquíssimo San Jose dentro do Pacaembu. Grêmio e Fluminense lideram o grupo 8, mas tem o surpreendente Huachipato na cola e a zebra azul e preta pode tirar um dos brasileiros da próxima fase. É difícil, porém não impossível.

Do lado de lá

Se a situação dos brasileiros não é confortável, a dos argentinos beira o caos.  Começo com o outrora temido Boca Juniors. A equipe vice-campeã em 2012 perdeu dois jogos em casa no primeiro turno e terá que buscar pontos fora para chegar à próxima fase. A situação é critica, mas como é de praxe, o Boca sempre faz uma primeira fase cretina e cresce na segunda fase. Tomara que dessa vez não deem sobrevida a equipe argentina.

Veléz e Newell´s, que eram dados como favoritos, tem campanhas distintas.  A equipe de Ricardo Gareca divide a liderança do grupo 4 junto com Peñarol e Emelec, mas mesmo assim não empolga. Tem tudo para se classificar, porém qualquer vacilo pode ser fatal.

Já os Leprosos de Rosário estão longe de mostrar o futebol que era esperado. Eles vão ter de usar muito bem o fator casa para chegar à fase eliminatória. Bem... Arsenal e Tigre vieram a passeio e nem merecem que se comente nada.  E para você, quem é o grande destaque e o grande mico da Libertadores até agora?

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* A coluna En la Cancha fala sobre os principais assuntos do futebol sul-americano.


por Rodrigo Svrcek
| @svrcek_rodrigo

Gringolaço > Com a cabeça no Milan, Barcelona vence mais uma no espanhol

O Barcelona recebeu em seu estádio o lanterna Deportivo La Coruña por mais uma rodada do Campeonato Espanhol e venceu por 2 a 0, mas a cabeça do time azul-grená está no Milan – adversário nesta terça-feira pela Liga dos Campeões.

Com os reservas em campo, os comandados de Jordi Roura tiveram o tempo todo com maior posse de bola e balançaram as redes aos 37 minutos da etapa inicial com Alexis Sánchez. Daniel Alves cruzou pela direita e o camisa 9 cabeceou para o gol. Aranzubia fez grande defesa e no rebote o chileno apenas empurrou para a rede.

Na segunda etapa o panorama não mudou e, poupados por Roura, Iniesta e Messi entraram em campo aos 17 e 22 minutos, respectivamente. No entanto, o camisa 10 só marcou aos 42, e foi um golaço, marca registrada do craque. Após iniciar jogada, o argentino tabelou com Sánchez e tocou por cobertura diante de Aranzubia.

O Barça segue líder com 71 pontos e para fugir de vez da crise terá que vencer o Milan pela diferença de três gols em partida válida pelas oitavas de finais da Champions League nesta terça-feira.

Futebol Inglês > Fim de semana de FA Cup


Pelas quartas de finais da Copa da Inglaterra, dois confrontos terão o conhecido replay: Millwall x Blackburn e Manchester United x Chelsea. Já Manchester City e Wigan estão garantidos nas semifinais.

No Old Trafford, os Red Devils começaram com tudo e aos cinco minutos, Chicharito Hernández fez um belo gol de cabeça, por cobertura, após lançamento de Carrick. Seis minutos depois, Wayne Rooney cobrou falta, a bola não desviou em ninguém, e Petr Cech não defendeu.

Depois do gol a pilha do United acabou e na segunda etapa o Chelsea foi para cima. Aos 14 minutos, Hazard recebeu a bola, saiu da marcação de Rafael e mandou a bola no ângulo de De Gea.

Nove minutos depois, gol brazuca. Após contra-ataque iniciado por David Luiz, Oscar encontrou Ramires, que cortou Evans e mandou no canto do goleiro. Juan Mata quase marcou o terceiro no finalzinho, mas o empate persistiu.

Outros resultados:

Manchester City 5 x 0 Barnsley
Everton 0 x 3 Wigan
Millwall 0 x 0 Blackburn

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* A coluna Gringolaço analisa os principais torneios e acontecimentos do futebol europeu.


por Antonio Lemos
|
www.paponaarquibancada.blogspot.com.br

domingo, 10 de março de 2013

Comentário da Redação > São Paulo 0 x 0 Palmeiras

Visão tricolor > Derrrrrrrota!
Por Thiago Jacintho | thi.jacintho@gmail.com

O clássico Choque-Rei deste domingo foi histórico: é uma das únicas vezes que um empate significa derrota para ambas as torcidas.

Sim, o torcedor palmeirense e o são-paulino, que deixaram tudo de lado às 16 horas deste domingo para acompanhar seu time de coração, foi o grande perdedor da partida.

Um jogo ruim do início ao fim (até rimou, sem querer), truncado, com dois times sem criatividade e sem poder de decisão. O resultado não podia ser outro além do 0 x 0.

Nem mesmo a expulsão infantil e babaca de Lucio no começo do segundo tempo mudou o panorama do jogo. Aliás, a partir dali o que mais teve foram tentativas medonhas de criar jogadas, a maioria pelo lado alviverde, mas todas elas impiedosamente erradas.

Sinceramente, foi um jogo sem vibração, sem alegria, não tem muito o que comentar sobre ele. Pelo meu lado exalto a boa atuação de Ganso, misteriosamente substituído no segundo tempo. Está cada vez mais claro que ele não perdeu o talento e visão de jogo, é um grande organizador do meio de campo, é de fato um maestro.

Destaco também a ótima atuação de Rafael Toloi, o melhor são-paulino em campo. Além de defender bem como sempre, se arriscou no ataque algumas vezes e foi bem também. Aliás, por falar em zagueiros, Edson Silva entrou muito bem no jogo e acho que ele deve sim ser um cara mais bem cotado para ser titular.
Rodrigo Caio também merece menção. Jogou sério, não errou passes, foi raçudo e o principal: não levou amarelo, algo que Wellington, um de seus concorrentes pela vaga no time titular, tá levando todo jogo.

Conceitos

Rogério Ceni - REGULAR: Não foi exigido.
Douglas - RUIM: O de sempre. Não faz nada de útil no ataque e deixa uma puta avenida nas suas costas. A sorte é que os adversários têm sido incompetentes.
Rafael Toloi - ÓTIMO: Melhor são-paulino em campo. Conforme já dito no texto, defendeu com segurança e atacou com qualidade. Sim, atacou muito bem. Pra você ver como tava a situação...
Lucio - PÉSSIMO: Expulso de forma infantil.
Cortez - PÉSSIMO: Omisso. Só aparece pro jogo quando a coisa já tá mais ou menos desenhada. Tem que ir pro banco imediatamente.
Wellington - RUIM: Mais um amarelo pra conta, desta vez, completamente sem propósito. Desconcentrado.
(Edson Silva) - BOM: Entrou na fogueira, tendo que recompor a defesa após a expulsão de Lucio e foi muito bem. Detalhe: ele NUNCA leva cartão. É um cara que pode ser mais bem observado.
Rodrigo Caio - BOM: Marcou muito bem, com raça e calma. Apareceu de lateral-direito às vezes e foi anos-luz melhor que o Douglas.
Maicon - REGULAR: Rodou, rodou, rodou e rodou a bola. Só.
Ganso - BOM: Organizou as jogadas de ataque com muita qualidade, sem errar passes e achando espaços.
(Jadson) - BOM: Entrou logo após a expulsão de Lucio e tentou algumas jogadas, mas com um a menos ficou bem difícil.
Aloísio - REGULAR: Jogou fora de posição no primeiro tempo e no segundo não apareceu muito, pois o time estava com um a menos e, portanto, mais recuado. Esforçado, como sempre, não tem culpa de ter sido pouco acionado.
Luis Fabiano - REGULAR: Perdeu uma ótima chance no primeiro tempo e depois sumiu.
(Osvaldo) - REGULAR: Também entrou quando o time estava com um a menos, mas teve algumas chances de puxar contra-ataques e desperdiçou todas, sendo afobado e/ou tomando decisões equivocadas.
Téc. Ney Franco - RUIM: Entrou com um esquema diferente hoje, mas insiste com Cortez e Douglas nas laterais, o que mantém o time improdutivo, pois ambos são nulos. Errou feio ao substituir o Ganso. Acho que mesmo com um a menos, se ele estivesse em campo, conseguiríamos a vitória.

Visão palmeirense > Faltou um matador!
por Fernando Borchio | fernando.borchio@hotmail.com

Se fossem outras circunstâncias, eu até poderia comemorar o empate de 0 a 0 entre Palmeiras e São Paulo, no Morumbi, mas o cenário do jogo deu ao Verdão inúmeras oportunidades de conquistar os três pontos. A equipe sofreu mais uma vez com a falta de um grande centroavante (saudades, Barcos). Se por um lado não teve aquele "pezinho" para colocar a bola para dentro, o setor de criação do Palmeiras está de parabéns, principalmente Valdívia, que presenteou os atacantes diversas vezes com bons passes.

A primeira etapa foi muito ruim. Estava dando sono assistir ao jogo, mas a equipe palmeirense começou um pouco melhor. O time possuía mais posse de bola, mas não criava tanto. As tentativas viam mais em chutes de fora da área, mas a partir dos 20 minutos, o São Paulo deu uma equilíbrada em campo. O Verdão começou a usar e abusar de lançamentos e ligações diretas, mas não dava muito certo. O jogo estava tão ruim que confesso ter começado a procurar um filme na TV para assistir. Antes do fim da etapa, o primeiro lance de real perigo aconteceu e veio do lado verde com belo chute de Márcio Araújo da entrada da área.

No segundo tempo, a história do jogo foi outra. Kleina tirou Charles e colocou Patrick Vieira, que deu outra cara ao time. Com velocidade maior, o Palmeiras praticamente dominou a etapa inteira. Aos 10 minutos, Lúcio do São Paulo foi expulso ao dar uma cotovelada em Valdívia. Era tudo o que o Verdão precisava.

Wesley entrou no lugar de Vilson e deixou o time leve e rápido. A pressão só aumentava mas o gol não vinha. Vinícius, Leandro, Weldinho e Patrick fizeram os são-paulinos tremerem, mas o "zero" não saiu so placar para ambos.

Na próxima rodada o Palmeiras enfrenta o Paulista no Pacaembu.

Conceitos

Fernando Prass - BOM: Esteve seguro e fez boas defesas em ambos os tempos.
Weldinho - BOM: Subiu com muito perigo ao ataque. Parou o rápido Osvaldo.
Henrique - BOM: Muito seguro, não deu espaço para os atacantes são-paulinos, principalmente Luís Fabiano.
Maurício Ramos - REGULAR: Fez faltas bobas, mas não comprometeu.
Juninho - BOM: Não esteve tanto no ataque, mas marcou muito bem. Teve tranquilidade em todas as saídas de bola.
Márcio Araújo - BOM: Esteve muito bem no ataque. Na defesa, marcou Ganso e não deu espaços para o meia são-paulino.
Vilson - REGULAR: Estava meio devagar no meio-campo, mas não deu espaços. Estava sempre nas sobras da zaga.
(Wesley) - BOM: Entrou bem e com rapidez participou das principais jogadas da equipe na segunda etapa.
Charles - REGULAR: Estava bem apagado, mas teve um grande importância tática, diminuir espaços na saída de bola do São Paulo.
(Patrick Vieira) - BOM: Entrou muito bem. Partiu pa cima e quase fez um golaço.
Valdívia - ÓTIMO: O melhor em campo. Garçom da equipe, colocou a todo momento os atacantes na cara do gol. Faltou competência.
Vinícius - REGULAR: É muito rápido, mas não tem qualidade na finalização e nos passes. Perdeu boas chances de fazer gol.
(Leandro) - REGULAR: Teve um pouco de receio em partir pra cima do adversário. Ajudou bastante a equipe na marcação.
Kléber - REGULAR: Se preocupou mais reclamar com o juiz do que jogar bola. Tentou cavar muitas faltas. Não teve uma grande chance de fazer gol.
Téc. Gilson Kleina - BOM: Substituiu bem. Deu velocidade a equipe no segundo tempo.

Fotos: Terra

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* ÓTIMO, BOM, REGULAR, RUIM ou PÉSSIMO? No Comentário da Redação, você fica sabendo o que rolou nos principais jogos da rodada, incluindo análises individuais dos atletas.

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