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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Quatro Linhas > Nem pareciam clássicos...

Aconteceram neste domingo os primeiros grandes clássicos em três dos quatro principais estaduais do país. Mas, convenhamos, pelas situações em que vivem as equipes envolvidas e até pelo início de temporada, nenhum deles teve real clima de clássico. A começar pelo Gre-Nal sem graça, disputado em Rivera, no Uruguai. Até sem Renato Gaúcho no banco, que ficou treinando a equipe titular, os reservas do Grêmio venceram o Inter B por 2 a 1, de virada.

Se no Gaúchão a derrota no clássico em nada abala o Colorado, a mesma coisa não se pode dizer do Vasco, no Rio de Janeiro. A derrota para o Flamengo - com direito a belo gol de Thiago Neves -, em outro duelo que não teve cara de clássico, foi simplesmente a quarta seguida na temporada. O Cruzmaltino se encontra na zona de rebaixamento (penúltima colocação), sem nenhum pontinho. Fase terrível em São Januário!

O confronto pelo Paulistão foi o mais legal, mas talvez pelo forte calor, também passou longe de ter aquele clima de rivalidade. A apatia e a falta de poder ofensivo do São Paulo também colaboraram. O Santos percebeu isso e, depois que marcou o primeiro gol, meio que se poupou. E depois de levar um ou outro susto, o Peixe mostrou sua superioridade - mesmo sem estar completo - e definiu a partida

Estreia dos pentacampeões

A próxima rodada dos Campeonatos Carioca e Paulista marcará a estreia de dois pentacampeões em 2002. Pelo Flamengo, Ronaldinho voltará a atuar em uma competição brasileira após dez anos diante do Nova Iguaçu, na próxima quarta-feira, no Engenhão. Bem menos badalado e sem grandes perspectivas, o meia Rivaldo vestirá a camisa 10 do São Paulo pela primeira vez contra o Linense, quinta-feira, no Morumbi.

Filme repetido

Enquanto isso, os rubro-negros que queriam ver de perto a estreia do Gaúcho tiveram que sofrer para adquirir seu ingresso. Atraso no horário que estava previsto para começar as vendas, tumulto, desorganização e enormes filas foram alguns dos obstáculos lamentáveis que o torcedor teve que passar. Quando esse filme deixará de se repetir?

Colorado mais argentino

Foi apresentado nesta segunda-feira no Beira-Rio o atacante argentino Cavenaghi, contratado por empréstimo junto ao Bordeaux. Revelado pelo River Plate, ele se junta a Guiñazu e D'Alessandro, outros dois hermanos do Internacional. E não pára por aí. O volante Mario Bolatti, que fez parte do elenco de Maradona na Copa do Mundo, está perto de ser mais um reforço do Colorado.

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* A coluna Quatro Linhas comenta os acontecimentos que foram destaque no final de semana, dentro e fora de campo, no futebol nacional.


Redator: Pedro Silas
pedro_sccp@yahoo.com.br

domingo, 30 de janeiro de 2011

Comentário da Redação > Santos vence clássico, lidera e sobra

No primeiro clássico da temporada, Santos e São Paulo fizeram um bom duelo e o Peixe levou a melhor, 2 a 0. Os alvinegros vão sobrando até agora no Paulistão. Não na tabela, já que o time divide a liderança com o Palmeiras (13 pontos). Mas o time sobra tecnicamente, na facilidade com que cria jogadas no ataque.

Grande nome deste bom momento santista é Elano. Artilheiro do Paulistão, foi ele que abriu o placar para o Santos em Barueri, de cabeça, após belo cruzamento de Robson. O camisa 8 continuou liderando o time e complicando a vida do São Paulo, que faria tudo para ter um jogador que nem ele no seu elenco.

Sem ele, sobrou para Fernandinho e Fernandão a missão de criar. O primeiro até deu trabalho, principalmente pelo lado esquerdo do ataque. O segundo... mal tocou na bola. E dessa forma, o São Paulo quase não incomou no primeiro tempo. E olha que o Santos oferecia a posse de bola a todo momento.

Na etapa complementar, a coisa não mudou. A pressão são-paulina apenas aumentou e o Santos ficava ainda mais no seu campo de defesa. Com pouca opções no banco, Adilson Batista segurou as substituições até onde pôde.

Porém, o que o São Paulo fazia no ataque não era nada de outro mundo. Não foram criadas milhares chances de gol. A principal jogada da equipe era um jogador correr com a bola e arriscar um drible ou um chute. Assim fazia Fernandinho, Jean e Marlos, quando este entrou na equipe. E Jean mandou uma bola incrível na trave, poderia ter empatado.

Longe do tal chocolate que Rogério Ceni disse que foi o segundo tempo para o Tricolor, o São Paulo não conseguiu empatar e o goleiro-artilheiro ainda falhou em um chute de Elano (de novo ele), que sobrou para Maikon Leite marcar 2 a 0. Não dá para culpar Ceni, no entanto, pois ele fez grandes defesas durante o jogo.

O problema no time de Carpegiani, ou melhor, os problemas estão mais à frente. Um meio-campo que cria muito pouco e um ataque sem referência, sem goleador. O time vive de jogadas de velocidade esporádica pelas laterais. Já o Santos tem outro tipo de problema: saber onde vai colocar Neymar, Ganso, Arouca e cia. quando estes estiverem a disposição.

Conceitos - Santos

Rafael - BOM: Não precisou fazer muitas defesas, mas esteve bem em lances pontuais.
Pará - REGULAR: Depois de levar um baile de Fernandinho no primeiro tempo, até que se acertou na etapa final.
Edu Dracena - BOM: Quando vai mal a gente crítica, quando vai bem, merece elogios. Foi um grande líder na defesa santista - que não levou gols, diga-se de passagem.
Durval - REGULAR: Estava um pouco mais desatento que o seu companheiro.
Léo - BOM: Incrível o ritmo intenso dele durante os 90 minutos. Perdeu um gol inacreditável, mas jogou muito.
Adriano - BOM: Estava ajudando a marcação pela direita e quebrando o galho do Pará. Se machucou no segundo tempo.
(Bruno Rodrigo) - BOM: Entrou para preencher espaço e fez bem o papel.
Rodrigo Possebon - ÓTIMO: Um dos melhores em campo. Marcação muito forte e qualidade na saída de passe.
(Anderson Carvalho) - REGULAR: Entrou numa enrascada e conseguiu segurar a onda.
Elano - ÓTIMO: Só não foi melhor porque participou pouco do jogo no segundo tempo. Mas o que dizer se quando ele resolveu tocar na bola participou da jogada do segundo gol?
Róbson - BOM: Finalmente, um bom jogo do Robinho. Participou de belos lances, como no passe do primeiro gol santista.
(Felipe Anderson) - SEM CONCEITO: Mal tocou na bola.
Maikon Leite - REGULAR: Digamos que o gol salvou um pouco a atuação do camisa 11.
Keirrison - PÉSSIMO: Esse daí não teve nada para se destacar.
Téc: Adilson Batista - BOM: escalou bem a equipe e fez o que era possível nas substituições já que tinha poucas opções.

Conceitos - São Paulo

Rogério Ceni - BOM: Achei que falhou no gol de Maikon Leite, mas protagonizou grandes defesas.
Jean - BOM: Sempre levando perigo no ataque.
Xandão - PÉSSIMO: Foi muito mal na função de substituir Alex Silva. Sempre atrasado.
Miranda - BOM: Jogou por dois na defesa.
Juan - REGULAR: Alternou bons e mals momentos na partida. Quando participa do jogo o time vai bem. Precisa fazê-lo com mais frequência.
(Luiz Eduardo) - REGULAR: Tentou uma ou outra jogada.
Rodrigo Souto - BOM: Teve muito trabalho para segurar o ataque santista, mas fez o possível.
Zé Vitor - PÉSSIMO: O menino bem que tentou, mas levou um festival de dribles. Muito afoito.
(Marlos) - BOM: Entrou bem no jogo., Praticamente sozinho, criou as melhores chances do São Paulo no segundo tempo.
Carlinhos - REGULAR: Teve dificuldade para encontrar seu lugar em campo. Melhorou quando jogou mais recuado.
Fernandinho - BOM: Outro que assustou a defesa santista em jogadas individuais. Tem que caprichar na hora de definir as jogadas.
Dagoberto - PÉSSIMO: Figura completamente nula.
(Marcelinho) - SEM CONCEITO: Entrou no fim.
Fernandão - PÉSSIMO: No meio-campo, foi um desastre. No ataque, como centroavante, pouco acrescentou. Certamente, perderá vaga no time com a entrada de Rivaldo, já na próxima rodada.
Téc: Paulo César Carpegiani - REGULAR: Fez uma boa substituições, colocando Marlos no lugar de Zé Vitor, mas nas outras foi pouco audacioso. Demorou muito para enxergar o jogo.

Foto: Gazeta Press

Redator: Ricardo Pilat
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sábado, 29 de janeiro de 2011

Mondo Verde > A evolução no Palmeiras é nítida

Para quem esperava um começo de ano sofrível no Palestra Itália, até que as coisas estão se saindo melhor que a encomenda. Sem nenhum grande investimento, o Palmeiras começou bem 2011 por uma série de motivos. A começar - vamos deixar bem claro - pelo baixo nível dos rivais do Paulistão.

Mas não é só isso. Felipão teve um grande mérito de rapidamente adaptar a equipe a jogar sem um meia de criação. Sem Valdivia e Lincoln, o Verdão investe num 4-3-3, com três meias que sabem marcar e jogar (Marcio Araújo, Marcos Assunção e Tinga). No ataque, Luan e Dinei não são os jogadores dos sonhos, mas vão quebrando o galho no momento. Kléber completa bem a frente e vem fazendo gols.

O time não está jogando um grande futebol, mas está ganhando confiança. Vice-líder do Paulistão, ao lado do badalado Santos, ganhou uma trégua da torcida. Mais que isso, o Palmeiras está fora do centro das atenções no futebol paulista e tem ainda mais tranquilidade.

Os principais testes ainda estão por vir nos clássicos e na Copa do Brasil, mas é importante notar a evolução da equipe e o trabalho de Felipão finalmente fazendo algum efeito.

Problemas

Porém, uma péssima notícia para a torcida palmeirense é a lesão na coxa direita de Marcos Assunção, que inclusive marcou um gol de falta na vitória por 3 a 1 sobre o Paulista, no Pacaembu, quinta-feira. Felipão terá de quebrar a cabeça para remontar o meio-campo para o jogo contra a Lusa, amanhã. Outra ausência é do zagueiro Danilo, que viajou para a Itália e deve acertar com a Udinese.


Foto: Futura Press

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* A coluna Mondo Verde comenta as últimas notícias e acontecimentos da Sociedade Esportiva Palmeiras. O Palestra!

Redator: Ricardo Pilat
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quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Comentário da Redação > Deprimente o futebol do Corinthians

Pronto, finalmente pudemos ver o verdadeiro futebol do Corinthians no chamado "jogo do ano". Mas confesso que era melhor nem ter visto. Foi simplesmente deprimente a atuação da equipe paulista no empate por 0 a 0 contra o Tolima.

A postura dos jogadores em termos de vontade, como era esperado, foi diferente em relação aos dois últimos jogos do Paulistão. Houve dedicação. O problema realmente foi a falta de qualidade. Ruim demais. Parece que a equipe nunca fez um treino junto na vida, não conseguia fazer uma tabela, triagulação... Era tudo previsível demais, sem recursos. Ótimo para o Tolima, que não teve trabalho na marcação.

Individualmente, os donos da casa também foram uma lástima. Na verdade, jogadores como Ronaldo, Jorge Henrique, Dentinho e Bruno César (mesmo com os gols no Brasileirão) não jogam uma bola redonda há tempos, e nesta quarta-feira não foi diferente. Além do irreconhecível Jucilei, do Roberto Carlos, Alessandro...

Ninguém pode ser mais culpada, porém, que a péssima diretoria corintiana. Enquanto passou dois anos se apoiando em cima do competente Mano Menezes, tudo foi bem. Quando ele saiu, não há mais comando, o time tem atuações inexplicáveis... e as contratações? A equipe pipocou na reta final do Campeonato Brasileiro e o máximo que aconteceu foi a chegada de atletas para compor elenco. Palhaçada.

Ainda tem o Tite, esse técnico omisso e medroso (quem chamava o Mano de retranqueiro deve se arrepender amargamente hoje em dia), que vê seu time jogar um futebol patético e depois ainda vai filosofar e passar a mão na cabeça dos seus atletas na entrevista coletiva.

Agora, para a partida de volta, o empate com gols dá a vaga à equipe brasileira. Mas como acreditar que esse setor ofensivo nulo como o de ontem marque gol? Complicado. Existem, portanto, boas chances de o Corinthians conseguir o feito de não passar da PRÉ-Libertadores. E só de essa possibilidade ser grande já é vergonhoso...

Conceitos

Julio Cesar - REGULAR: Não foi exigido.
Alessandro - PÉSSIMO: Deve ter jogado no sacrifício. Estava totalmente sem tempo de bola, errando dribles e domínios.
Chicão - BOM: Com desarmes e antecipações precisas, foi um dos que se salvaram.
Leandro Castán - PÉSSIMO: Quase custou caro a mania de querer sair jogando bonito. Tem muito o que aprender com o Chicão.
Roberto Carlos - PÉSSIMO: Depois de estrear bem no ano, só tem feito bobagem. Inseguro demais, quase entregou o ouro de novo.
(Marcelo Oliveira) - REGULAR: Até melhorou defensivamente e deu mais desenvoltura ao lado esquerdo, mas nada demais também.
Ralf - BOM: O único que joga bola neste time, além do Chicão.
Jucilei - PÉSSIMO: Pega a bola e mal sabe o que fazer, se engancha com ela, erra passes absolutamente simples... difícil entender o que está acontecendo com o Jucilei.
Bruno César - PÉSSIMO: A lista dos altamente inoperantes começa aqui. O primeiro é o camisa 10 que não arma.
(Edno) - BOM: Esse melhorou o time quando entrou. Pelo atual momento, hoje merece ser titular na vaga do Ronaldo.
Jorge Henrique - REGULAR: É outro inoperante, fez partida ruim, porém, merece um conceito melhor pela aplicação tática e a correria que tentou dar no jogo.
Dentinho - PÉSSIMO: Após quatro exibições no ano, está confirmado: ele voltou a ser aquele inoperante que faz as firulas inúteis na linha de fundo e dá toquinho para trás.
(Danilo) - BOM: Boa cabeçada e bom chute no gol.
Ronaldo - PÉSSIMO: Em duelo decisivo como esse, ele tenta ser mais rápido, ágil (não sei se isso é bom, ou safadeza de não correr muito em outros, viu). Mas não surte efeito. Enquanto isso, na escalação dada pelo placar eletronico, ele segue sendo o mais aplaudido. Isso é masoquismo? Pra mim, o Ronaldo já deu, com um centroavante assim é complicado demais chegar a algum lugar.
Téc: Tite - PÉSSIMO: Escalou o esquema que eu queria, mas vale dar esse conceito pelo contexto: covardia, entrevista coletiva ridícula, demora para fazer as últimas substituções e ter mexido na lateral-esquerda em vez de colocar o Morais na frente, para dar uma movimentação. A verdade é que para o Corinthians seguir na Libertadores, o técnico deveria ser mudado.


Redator: Pedro Silas
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segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Comentário da Redação > Enquanto quis jogar, Santos deu show em Prudente

Terceira rodada do Campeonato Paulista e o Santos já desponta como grande favorito. Em busca do bicampeonato, o Peixe derrotou neste domingo o Grêmio Prudente por 4 a 2, fora de casa. Mesmo sem Neymar, Ganso e Arouca, o time dá show neste início de ano. Já são 11 gols em três jogos e liderança do Paulistão.

Como vem sendo a tônica dos estaduais em 2011, os grandes começam o jogo bem e depois caem de produção por uma série de fatores - cansaço, fragilidade do adversario desanima, reserva de energia. A diferença é que o Santos, no período das partidas em que está disposto a jogar, joga muita bola! Nem sempre com destaques individuais, mas com bom desempenho coletivo.

Em Presidente Prudente, o Peixe foi embalado por Elano, que marcou os dois gols no primeiro tempo, um deles de pênalti (inexistente) - e fazia tempo que o torcedor santista não via uma penalidade também cobrada.

Vira 2, acaba 4. Logo no começo do segundo tempo, Keirrison resolveu aparecer no jogo para fazer o terceiro. E em bela jogada de bola prada, Robson rolou para Maikon Leite fazer o quarto. Então, o Santos resolveu diminuir o ritmo, pois a vitória já estava mais do que garantida. Elano, o melhor em campo, foi substituído.

Melhor para o Prudente, que conseguiu deixar a situação um pouco menos feia e marcou duas vezes. Para isso, contou com a ajuda do juiz Luiz Flávio de Oliveira, que inventou um pênalti (Rômulo converteu), e do goleiro Rafael, que falou em cobrança de escanteio de Bruno. Mas nada que preocupasse o Santos.


Zé Love pode ficar um pouco mais

Se existe uma preocupação na Vila Belmiro hoje é a saída de Zé Love, negociado com o Genoa, e que nem jogou em Prudente. O atacante estava na Itália, fazendo exames no novo clube, mas está voltando ao Brasil. E pode acontecer uma boa novidade, que é a permanência do Zé até o meio do ano, por empréstimo, para jogar a Libertadores. Essa possibilidade é ótima, já que o Santos ainda não consegue confiar em Keirrison.

Conceitos

Rafael - BOM: Vinha fazendo defesas importantes antes de falhar no gol do Prudente. 
Jonathan - BOM: Ainda sem a melhor forma física, mas aguentou os 90 minutos. Ficou mais na marcação. 
Edu Dracena - REGULAR: Voltou a chegar atrasado em algumas jogadas, principalmente nas bolas aéreas.
Durval - BOM: Bem colocado sempre, foi melhor que o companheiro.
Léo - BOM: Quase não passou do meio de campo. Cansou no segundo tempo e foi subtituído.
(Rodrigo Possebon) - REGULAR: Deu uns vacilos incríveis, mas vai bem na marcação.
Adriano - BOM: Passa os jogos de forma discreta, mas está jogando muito.
Pará - REGULAR: Não acho que a melhor formação seja com ele no meio-campo. Muito menos na lateral-esquerda.
Elano - ÓTIMO: Está jogando fácil em seu retorno ao Brasil. Dois gols e muita categoria.
Rodriguinho - REGULAR: Correu pra lá e pra cá... estava com dificuldades em achar seu lugar no meio-campo.
Robson - REGULAR: É bastante esforçado, mas vive se atrapalhando com a bola. Camisa 10 não pode ser assim.
Keirrison - REGULAR: Fez um gol, se movimentou bem... mas ainda não participa do jogo como um centroavante deve fazer. Não é uma opção de jogada frequente da equipe.
(Moisés) - REGULAR: Cisca bastante e faz pouco.
Maikon Leite - BOM: Na média, o melhor jogador do Santos nesse começo de temporada. Mais um gol para a conta, já são quatro. no campeonato.
Tec: Adilson Batista - BOM: Mesmo sem grandes jogadores, montou um time ofensivo e que sobra nesse Paulistão. Esses primeiros jogos serão importantes para pensar na equipe titular quando o Santos puder contar com Ganso e Neymar novamente. Por exemplo, será que Maikon Leite perde lugar no time com a bola que está jogando? Eu acho que não.

Foto: Futura Press

Redator: Ricardo Pilat
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domingo, 23 de janeiro de 2011

Comentário da Redação > De olho no Tolima, Timão só empata com Noroeste

Pela primeira vez na temporada, Tite entrou no 4-3-3 (ou 4-2-3-1), esquema que o técnico, assim como eu, julga como o ideal atualmente. Não deu, no entanto, para tirar muitas conclusões sobre a formação corintiana no empate em 1 a 1 neste domingo, diante do Noroeste, no Pacaembu.

O time alvinegro jogou com o freio de mão puxado, em ritmo de treino, pensando no duelo contra o Tolima pela pré-Libertadores, na próxima quarta-feira. A postura na importante partida do meio de semana será diferente, e aí sim poderemos analisar a real condição técnica e física desse time. Mas o tropeço de hoje não deixa de ser lamentável. Com um pouco mais de raça, a vitória seria garantida com certa facilidade.

Embora o primeiro tempo já tenha sido em ritmo lento, pelo menos deu para ver algumas poucas boas jogadas, além do gol de Dentinho. Já o segundo tempo foi fraco demais. Mesmo assim, a vitória só escapou por falhas individuais. Primeiro, Jucilei perdeu gol incrível, na cara do goleiro. Depois, Roberto Carlos se atrapalhou com a bola e os visitantes aproveitaram.

O que preocupa é a falta de poder de reação. A equipe necessita de um gol, mas segue tranquila, sem fazer uma pressão, sem ter aquela gana típica do Corinthians para buscar o resultado. Essa é uma lição que deve ser levada para a Libertadores. Até porque, a eliminação para o Flamengo em 2010 é um exemplo clássico disso. Em jogos decisivos pelo Brasileirão também, principalmente contra o Vitória, no Barradão.

Outras coisas preocupantes que tem a ver com essa falta de ímpeto para tentar reverter o placar: a mania de sempre querer administrar o resultado em vez de ampliar, e a queda de rendimento no segundo tempo, coisas que também não são de hoje. Contra os colombianos, na quarta, é bom não se acomodar caso faça 2 a 0 no primeiro tempo, por exemplo. Um golzinho do Tolima na etapa final pode complicar muito.

Conceitos

Julio Cesar - BOM: Sem culpa no gol, fez uma boa defesa com os pés, no primeiro tempo.
Moacir - REGULAR: Bem com a bola nos pés, porém, foi fraco na marcação nas poucas vezes em que foi exigido. Saiu machucado no começo da etapa final e está fora do jogo de quarta-feira.
(Paulinho) - PÉSSIMO: Lento, não deu certo como lateral neste jogo. Mas eu também o teria escalado na posição, pois acho o Jucilei mais importante no meio de campo. O fato é que setor será problema para o jogo contra o Tolima.
Chicão - BOM: Seguro e bem na saída de bola.
Leandro Castán - REGULAR: Não passou a segurança do seu companheiro de zaga.
Roberto Carlos - PÉSSIMO: Não acertou um cruzamento e cometeu duas falhas bizarras no segundo tempo, uma delas terminou no gol do Noroeste.
(Marcelo Oliveira) - BOM: Ligeiro e solto, teve boa participação no jogo
Ralf - ÓTIMO: Mais uma grande partida do camisa 5. Eficiente demais nos desarmes.
Jucilei - REGULAR: Continua fraco tecnicamente, muito inseguro quando tem a bola nos pés.
Bruno César - REGULAR: Muito inoperante, esteve apagado novamente, sem fazer o papel de armador.
Dentinho - REGULAR: Discreto, no máximo arriscou uns dribles que pouco ajudam. Voltou a marcar gol, pelo menos.
Jorge Henrique - REGULAR: Fez um primeiro tempo que lembrou um pouco aquele jogador inspirado de 2009. Mas caiu muito nos 45 minutos finais.
Ronaldo - REGULAR: Alguns erros de domínio e a já tradicional falta mobilidade, o lado ruim. Faltas cavadas, lances inteligentes esporádicos que podem decidir o jogo (como em chute de primeira após passe de Bruno César, como poucos fazem), e papel importante para o time, o bom. Complicado ser refém de um jogador como o camisa 9 é hoje em dia..
(Edno) - BOM: Começou jogando pela esquerda, mas produziu mais quando passou a jogar centralizado no ataque. Arriscou um chute forte e exigiu boa defesa do goleiro.
Téc: Tite - BOM: Hoje está isento de culpa no tropeço. Escalou o que tem de melhor e mexeu corretamente. Eu até queria o Morais no lugar do Bruno César para dar mais mobilidade ao time, mas a má atuação do RC obrigou a entrada do Marcelo Oliveira.

Foto: Terra


Redator: Pedro Silas
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Comentário da Redação > Brasil frustrante empata com a Bolívia, mas garante vaga no hexagonal

O primeiro tropeço da seleção brasileira no Sul-Americana sub-20 veio na hora em que podia acontecer. Empatar com a Bolívia é sempre lamentável, mas o 1 a 1 de hoje no Peru tem explicação e pode servir para que Ney Franco ajuste o time para os próximos desafios no torneio.

O time teve muita dificuldade no primeiro tempo, principalmente por conta do gramado ruim e de dimensões pequenas em Moquegua. Outro fator complicado foi o calor. Tudo bem que esses problemas afetavam as duas equipes, mas no time mais técnico isso ficou mais visível.

Mesmo assim, após uma pequena pressão, Henrique abriu o placar. O centroavante são-paulino, porém, foi figura mais do que apagada.

No segundo tempo, Ney Franco fez uma alteração que definiu os rumos do placar. Buscando mais agressividade na equipe, trocou o volante Zé Eduardo por Oscar, meia-atacante. Lucas, que já vinha mal no jogo, teve de recuar demais. Casemiro, volante que sempre aparece no ataque, não passava mais do meio-campo.

Com isso, o Brasil atacava sempre com 5, 6 jogadores, mas tomava contra-ataques sempre muito exposto. O jogo era franco, e mesmo a fraca equipe da Bolívia conseguia assustar. Não só isso, conseguiu marcar. Rios pegou o zagueiro Bruno Uvini no mano a mano e fez o gol de empate. Belo gol.

Henrique foi substituído por Diego Maurício, que entrou bem e quase marcou duas vezes. Neymar, como deu para perceber nessa narrativa, não foi bem. Quase não participou do jogo. E isso também foi problema.

De tudo isso o melhor é saber que a vaga no hexagonal final está garantida. E o jogo contra o Equador, na quinta-feira, será um teste importante para Ney Franco definir de uma vez a sua equipe titular.

Foto: Mowa Press



Redator: Ricardo Pilat
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sábado, 22 de janeiro de 2011

Comentário da Redação > Derrota merecida do Tricolor

A derrota do São Paulo por 1 a 0 para a Ponte Preta neste sábado, em pleno Morumbi, não foi um acaso. O revés foi escrito aos poucos, durante os 90 minutos. A Macaca foi bem melhor, sobretudo no segundo tempo, e mereceu a vitória sobre o Tricolor, que sentiu as carências que tem no time.

Faltou o meia de criação e o centroavante na equipe comandada por Carpegiani. O meio de campo é muito pobre no quesito criatividade e o ataque é inoperante, não consegue segurar a bola. Dagoberto, Fernandinho e Marlos têm estilos parecidos, e batem cabeça. O ideal é jogar apenas um ou dois deles ao lado de um camisa 9. Fernandão até fez esse papel no segundo tempo, mas o trio, mantido em campo, não conseguiu fazer a bola chegar com qualidade no centroavante.

Além dessas duas carências, vale citar também o problema na lateral-direita. O Jean não é a opção ideal para a posição, tanto que ele sempre puxa as jogadas para o meio. Tem também o fato de fazer falta como volante, já que a dupla Rodrigo Souto e Cleber Santana não anima. Por falar nos volantes, o sistema defensivo tricolor não se entendeu e também foi um problema hoje.

Problemas da equipe do Morumbi à parte, é importante repetir que a Ponte Preta fez uma partida muito boa. O que surpreendeu, já que ela saiu derrotada por adversários inexpressivos (Mirassol fora e Mogi Mirim em casa) nas duas primeiras rodadas do campeonato.

Rivaldo confirmado

O São Paulo confirmou oficialmente a contratação do experiente Rivaldo, um dos grandes destaques da Seleção Brasileira na conquista da Copa de 2002. Há sete anos, esse seria O camisa 10 que o Tricolor procura, mas nessa época (2004) o meia passou pelo Cruzeiro e não deixou saudades.

Será que hoje, com 38 anos, Rivaldo conseguirá ser útil ao time paulista? Com a carência de um homem de criação e um líder na linha, eu não reclamaria do reforço, até por ser a custo zero. Mas também não dá para esperar muita coisa, não... o que vier é lucro.

Conceitos

Rogério Ceni - PÉSSIMO: Bem no dia do seu aniversário de 38 anos, teve uma noite para esquecer. Falhou no único gol da partida, e já havia errado ao sair equivocadamente da área.
Jean - REGULAR: Esforçado na lateral, mas bem limitado. Na etapa final, foi discreto como volante.
Alex Silva - REGULAR: Deu alguns vacilos, mas compensou com muita raça e empenho.
Miranda - REGULAR: Não estava nos seus dias mais seguros. Não deu, entretanto, nenhuma grande mancada.
Juan - REGULAR: Não foi grande coisa defensivamente e teve pouca participação ofensiva.
Rodrigo Souto - PÉSSIMO: Não marcou ninguém, deixou muito espaço.
Cléber Santana - PÉSSIMO: Lento, tem dificuldades para acompanhar os adversários. Também pecou muito nos passes.
(Fernandão) - BOM: Fez bem sua parte nas poucas vezes que recebeu a bola. Não é o centroavante ideal para ser titular, mas na falta de um, hoje seria meu titular.
Carlinhos Paraíba - REGULAR: Tímido pelo lado direito. Carpegiani poderia o ter colocado mais pela esquerda, se aproximando do Fernandinho para tentar tabelas. Acho que seria uma boa.
(Xandão) - BOM: Entrou bem pelo lado direito da defesa. Não deu espaço e saiu jogando direitinho.
Marlos - PÉSSIMO: Não ajudou na criação e não foi nem um pouco incisivo no ataque. Muito apático.
(Marcelinho Paraíba) - REGULAR: Não conseguiu melhorar a equipe.
Fernandinho - REGULAR: Conseguiu fazer, pela ponta esquerda, uma ou outra daquelas jogadas que já conhecemos (coloca a bola na frente e, em pouco espaço, chega na linha de fundo e tenta tocar para trás). Quando jogou mais pelo meio ou pela direita, foi péssimo.
Dagoberto - REGULAR: Inoperante. É um jogador de altos e baixos. De qualquer forma, é bom dizer que a ausência de um centroavante o prejudica.
Téc: Paulo César Carpegiani - REGULAR: Fez o pôde hoje, não o vejo como um dos culpados pela derrota. No entanto, tentaria coisas diferentes. O Fernandão, por exemplo, seria meu titular atualmente. O time sente a falta de um pivô e um jogador inteligente, que pare e pense o jogo, coisa que o ex-colorado pode ser. Fora que o treinador ganharia um Marlos ou Fernandinho como opção de banco para o segundo tempo, o que é muito mais interessante. O fato é que o elenco de Carpegiani precisa de reforços para alguns setores.


Redator: Pedro Silas
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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Comentário da Redação > Brasil vence a Colômbia sem moleza e sem espetáculo

O Brasil segue bem no Sul-Americana sub-20, no Peru. Nesta quinta-feira, os meninos derrotaram a Colômbia por 3 a 1. Dessa vez, sem esptáculo. Neymar fez um golaço, mas não teve grande atuação, foi muito bem marcado. O time todo teve dificuldades para fugir do ferrolho colombiano no primeiro tempo.

Sobrou para outros jogadores a missão de comandar a equipe. Os são-paulinos Lucas e Casemiro foram os melhores brasileiros em campo, responsáveis pelo bom toque de bola no meio de campo e pelas jogadas de mais perigo. Casemiro, inclusive, marcou o primeiro gol.

O segundo foi de William José, que parece bom jogador, mas estava nervoso. Diego Maurício, que também começou o jogo, até se movimentou bem, mas faltou caprichar nas finalizações.

Neymar completou a golada com genialidade, mas é importante que Ney Franco esteja atento nos próximos jogos, pois os adversários, que já sabiam da qualidade do santista, estão ainda mais ligados no camisa 7, que arrebentou no jogo de estreia.

Fica agora a expectativa para o jogo contra a Bolívia, no domingo, para sabermos como será montada a equipe com as voltas de Henrique e Zé Eduardo.

Foto: Mowa Press

Redator: Ricardo Pilat
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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Comentário da Redação > O "bom" e velho Tite...

Quando Tite foi contratado no ano passado para comandar o Corinthians na reta final do Campeonato Brasileiro, eu disse que seria uma boa para recuperar a confiança da equipe e voltar à luta pela taça. Ponderei, no entanto, que para um time que quer ser campeão de competições importantes em 2011, não era uma boa a contratação. Apesar de ter terminado 2010 invicto, já no Brasileirão eu critiquei o treinador pela postura covarde em alguns jogos.

Hoje, no empate em 1 a 1 com o Bragantino, ele mostrou novamente essa sua péssima característica. Sem Ronaldo (a palhaçada continua... sem sentido poupá-lo dois jogos antes, em vez de tentar pegar um ritmo de jogo melhor), a dupla de ataque corintiana foi Jorge Henrique e Dentinho. Como esperado, foi um setor totalmente inofensivo. Ter feito o gol de empate foi lucro.

No intervalo, comentei com um amigo que já entraria a etapa final com três atacantes, colocando Edno no lugar de Paulinho (ou Moacir, se preferir deslocar um volante para a lateral). Claro que eu não esperava isso do técnico gaúcho. O problema é que o empate foi se arrastando durante o segundo tempo, e nada de mudanças. Quando mexeu, foi o famoso seis por meia dúzia: Edno no lugar de Jorge e Danilo na vaga do Bruno César.

Tudo isso, vendo o time da casa com um certo domínio e mais perto de fazer o segundo. Ou seja, Tite estava satisfeito com um empate contra o PODEROSO time de Bragança Paulista. Incrível! Como esperar que a equipe do Parque São Jorge tenha uma grande temporada com essa postura absolutamente medrosa?

Tudo bem que falta um centroavante, mas isso, hoje, não é de forma alguma justificativa. Era obrigação suprir essa ausência contra um adversário do nível do Bragantino. Me parece simples: era colocar o Edno centralizado, com a ajuda de Dentinho e Jorge, que o poder de ataque cresceria. Se não surtisse efeito, ao menos foi feito o básico.

Também não dá para reclamar da falta de opções no banco de reservas. Pergunte para um santista o nível dos jogadores que eles tiveram no banco contra o Linense, por exemplo. Certamente não tinha atleta melhor que Morais, Danilo, Edno, que a nível de Paulistão... e golearam. E acreditem, se o Timão tivesse jogado ontem em Lins, um 1 a 0 ou 2 a 1 sofrido já seria coisa demais.

É a diferença de postura das equipes. Mais que boas opções para tentar mudar um duelo - coisa que, pelo menos para o nível do Paulistão, o Timão tem - o técnico precisa ter espírito e atitudes de vencedor. Infelizmente, o histórico e as substituições de ontem mostram que o "EmpaTite" está longe de ter essas virtudes. É muita covardia!

Conceitos

Julio Cesar - REGULAR: Uma ou duas defesas tranquilas, e só.
Moacir - REGULAR: Deu a assistência para o Jorge, mas não demorou para aprontar das suas. Deu uma bela entregada para o Juninho Quixadá, que perdeu o gol de forma bisonha.
Chicão - REGULAR: Tirando o lance do gol, não foi mal.
Leandro Castán - REGULAR: Apesar de não ter dado nenhum vacilo, ficou perdidinho com alguns dribles dos donos da casa.
Roberto Carlos - REGULAR: Quase a mesma coisa do Castán. Não chegou a ter atuação ruim, mas não deu conta das investidas do Júlio César.
Ralf - BOM: Fez bem sua parte na marcação mais uma vez.
Jucilei  - REGULAR: Não está na sua melhor forma técnica, suas jogadas não tem dado certo.
Paulinho - REGULAR: Atuação razoável. Quase marca mais um.
Bruno César - REGULAR: Simplesmente, não faz o que um camisa 10 deveria fazer, que é criar jogadas. Quase marca um belo gol em um de seus chutes.
(Danilo) - REGULAR: O Corinthians já não queria muita coisa quando o meia entrou, aos 35 minutos. Mal apareceu no jogo.
Jorge Henrique - REGULAR: Fez o gol de empate, mas errou demais durante todo o jogo.
(Edno) - BOM: Assim como na partida contra a Portuguesa, me deixou boa impressão. Merece atuar por mais tempo, e quem sabe até entrar de titular na vaga do Ronaldo.
Dentinho - REGULAR: Drible pra cá, drible pra lá... nada de efetivo.
Téc: Tite - PÉSSIMO: É o que eu disse acima... muita covardia não ousar e ficar satisfeito com empate contra o Bragantino. Nem a terceira substituição ele quis fazer. Foi o maior responsável pelo tropeço, ou na provável visão do próprio: pelo excelente ponto conquistado fora de casa.


Redator: Pedro Silas
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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Comentário da Redação > De saída, dupla de ataque santista vai fazendo barulho

Maikon Leite tem contrato com o Santos até o meio do ano e, se nada mudar, seguirá para o Palmeiras no segundo semestre. Zé Eduardo recebeu proposta oficial do Genoa e está resolvendo tramites burocráticos antes de seguir para a velha bota. E não é que os dois estão arrebentando?

Tudo bem, é apenas a segunda rodada do Campeonato Paulista, o Santos enfrentou adversários fracos demais, mas o importante é ver o desempenho e a dedicação desses dois atletas. Impressionante.

Hoje, diante do Mirassol no Pacaembu, a dupla ofensiva do Santos teve mais uma grande atuação na vitória por 3 a 0. Maikon Leite abriu o placar e Zé Love marcou os outros dois. Se saírem mesmo, farão falta.

E o Peixe nem precisou jogar muito para fazer a festa dos santistas da capital. Sem desgaste e com qualidade nas definições. E falando em qualidade, destaque para as boas estreias de Elano e Jonathan. E também para a raça de Adriano e Léo.

O Santos, mesmo sem muitos titulares, tem cara de campeão.

Conceitos

Rafael - BOM: Foi bem menos exigido do que na estreia, mas fez boas intervenções.
Jonathan - BOM: Para quem estava com dores musculares até outro dia, fez uma estreia legal. Participou do primeiro gol do jogo, com belo passe para Maikon Leite.
(Rodrigo Possebon) - BOM: Jonathan cansou e ele entrou no meio-campo, deslocando Pará à direita. Deu qualidade ao time na saída de bola.
Edu Dracena -BOM: Firme nas antecipações. Não chegou atrasado em nenhuma.
Durval - BOM: Estava em todo lado da defesa para conter as investidas do Mirassol.
Léo - ÓTIMO: Um dos melhores em campo. Notável a dedicação do lateral de 35 anos, e que atuou os 90 minutos dos dois primeiros jogos santistas em 2011.
Adriano - ÓTIMO: Nem senti a falta do Arouca. Atuou quase com um terceiro zagueiro e não deu sossego aos adversários.
Pará - BOM: Esteve melhor no meio do que na lateral.
Elano - BOM: Com passes muito bonitos, Elano voltou ao Santos inspirado. Vai cair direitinho nesse time.
Robson - PÉSSIMO: Esse desafinou em relação ao resto do time. Parece que vestir a 10 de Ganso não é uma tarefa muito simples.
(Moisés) - REGULAR: Estreante, Moisés estava nervoso, se enrolando com a bola...
Maikon Leite - BOM: Dedicação impressionante de um jogador já negociado com um rival. Belo gol, terceiro no campeonato.
(Keirrison) - REGULAR: Mais uma vez, não brilhou. Longe disso.
Zé Eduardo - ÓTIMO: O Zé tá gastando a bola! Cada dia mais técnico e decisivo. Mais dois gols para a conta.
Tec: Adilson Batista - BOM: Fez uma opção pelo 4-4-2 e deu certo. Quando tiver todos os titulares, a formação deve ser essa mesmo. Adilson está de parabéns também pela aposta em Maikon Leite.

Foto: Terra

Redator: Ricardo Pilat
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terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Quatro Linhas > Será curiosa a briga pelo G-8 do Paulistão

Com a criação das quartas de final, existe grande possibilidade de as 19 rodadas da primeira fase do Campeonato Paulista ficarem muito monótonas e cansativas para Santos, Corinthians e São Paulo, equipes que devem sobrar e passar com facilidade. Restará eles lutarem por uma posição melhor para vantagens futuras (se é que se interessam por isso).

Por outro lado, ainda que eu ache a fórmula equivocada - sobretudo pelas quartas e semifinais serem decididas em jogo único - a briga pelo G-8 será curiosa. Muita gente sonhará com uma vaga entre os oito primeiros.

Times que não são grandes, mas tradicionais como Ponte Preta, São Caetano e Grêmio Prudente foram derrotados por adversários historicamente inferiores na estreia. O Azulão tomou nada menos que 3 a 0 do Oeste, a Macaca perdeu do Mirassol (2 a 1), e o Prudente, semifinalista na edição passada, caiu diante do recém-promovido São Bernardo, 3 a 1.

Esses resultados podem ser indícios de um grande equilíbrio. Os times considerados médios em âmbito estadual (Portuguesa e o Santo André, atual vice-campeão, que também não venceram na rodada, juntam-se aos já citados), não terão vida fácil para avançar. Mas, claro, todos eles só têm a agradecer a mudança do regulamento. E seus torcedores não esperam outra coisa: passar da primeira fase.

Quem também ficou feliz com o novo formato do torneio é o técnico Felipão. O treinador admitiu que a dificuldade seria enorme para seu time conseguir chegar entre os quatro primeiros. O 0 a 0 diante do Botafogo-RP na estreia mostra que o treinador tem total razão. Aliás, com o fraco futebol e o clima pesado que andam pelos lados do Palestra, não dá para duvidar de um sufoco até mesmo para terminar no G-8. Que fase do Palmeiras!

Grandes caem na Copinha

A tradicional Copa São Paulo de Futebol Junior chegou às oitavas de final nesta segunda-feira. Mas antes, na primeira fase eliminatória, muitos times grandes ficaram pelo caminho. O próprio Palmeiras foi um deles, após derrota por 2 a 0 para o América-SP. O Corinthians, dono da melhor campanha na fase de grupos, também foi eliminado: 1 a 0 para o Desportivo Brasil.

Destaque para o duelo entre Cruzeiro e Flamengo, na sexta-feira. Depois de um empate em 2 a 2, os cariocas levaram a melhor na disputa pelos pênaltis. Curiosamente, o Atlético-MG, arquirrival da Raposa, também deixou a competição com derrota nos penais após um 2 a 2. Vasco (para o Paulista) e Grêmio (Ponte Preta) também caíram.

Gauchão desvalorizado

Com Internacional e Grêmio disputando a Libertadores, o Campeonato Gaúcho passa a ser, de vez, uma pré-temporada de luxo. Ou melhor, um teste para os reservas de ambos. O Colorado, aliás, vai disputar o estadual, pelo menos até segunda ordem, completamente com o time B. Inclusive no comando técnico, que terá Enderson Moreira. Das tribunas, Celso Roth acompanhou a estreia dos garotos, que não foi nada boa: derrota por 2 a 1 para o Cruzeiro, em Canoas.

O Grêmio começou de forma diferente, com o time titular, mas apenas empatou com o Lajeadense (2 a 2). A Federação Gaúcha, no entanto, tratou de mudar essa postura do atual campeã ao remarcar um jogo (devido a data da pré-Libertadores) para sexta-feira, o que obriga o Tricolor a jogar três vezes em cinco dias. Uma várzea! Nem precisa dizer que o Renato Gaúcho vai colocar a garotada em campo, né?

Amistosos agitam equipes do RJ

Na preparação para o início da temporada - o Campeonato Carioca começa nesta quarta-feira - Fluminense, Vasco e Flamengo venceram amistosos no último domingo. O primeiro bateu o Tigres do Brasil por 5 a 2. O segundo teve pela frente um adversário que irá jogar a Libertadores, o Cerro Porteño, e não decepcionou a torcida que compareceu a São Januário: 1 a 0.

Já o Rubro-Negro, em Londrina, enfrentou o América-MG, time de Série A. Mesmo sem jogar, Ronaldinho foi a grande atração da partida. Sentado no banco de reservas, o astro viu vitória da sua equipe, 2 a 1. Destaque para um estreante: o meia argentino Bottinelli, que marcou o gol da vitória em bela cobrança de falta.

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* A coluna Quatro Linhas comenta os acontecimentos que foram destaque no final de semana, dentro e fora de campo, no futebol nacional.


Redator: Pedro Silas
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Comentário da Redação > O show do Brasil de Neymar. E de Casemiro

Na estreia do Sul-Americano Sub-20, que vale vaga nas Olímpiadas de 2012, em Londres, o Brasil derrotou o Paraguai por 4 a 2. Quem brilhou foi justamente aquele que precisava brilhar: Neymar. Eu só não imaginava que o menino da Vila teria uma atuação tão espetacular. Digna de gênio, sem nenhum exagero. Quem ficou acordado até tarde para ver esse jogo não se arrependeu.

Neymar marcou os quatro gols do jogo, dois golaços, inclusive. Apanhou muito (bom indicativo do que vem por aí na Libertadores) e não se intimidou. Foi fantástico. Faltam adjetivos para comentar essa atuação de um atacante de 18 anos, mas que já mostra dentro de campo uma maturidade muito maior do que a idade aponta.

Mas não gostaria de ser injusto aqui e preciso também dar méritos ao volante Casemiro, do São Paulo, que começou a descomplicar a partida quando o jogo estava 0 a 0. Em uma jogada individual, ele sofreu o pênalti que Neymar converteu para abrir o placar. Firme demais nos desarmes, o jogador tricolor mostrou que tem futebol para chegar até na seleção de cima.

Enquanto isso, algumas notas negativas para Henrique e Zé Eduardo, expulsos, e Oscar, figura completamente nula durante os minutos em que esteve em campo.

Conceitos
Gabriel - REGULAR: Fez algumas boas defesas, mas vacilou nos gols paraguaios.
Danilo - BOM: Segurou bem a onda na marcação.
(Galhardo) - BOM: Entrou para reforçar ainda mais a marcação e foi bem.
Bruno Uvini - BOM: Tem postura de líder e futebol de bom zagueiro. Jogador de futuro para o São Paulo.
Juan - BOM: Também gostei. Tem um pouco de dificuldade nas bolas aéreas, mas é muito rápido e bom no desarme. E tem nome de zagueiro bom.
Alex Sandro - BOM: No primeiro tempo atacou bastante e foi importante para que o Brasil abrisse vantagem. Com um homem a menos no segundo tempo, participou bem da defesa.
Casemiro - ÓTIMO: Deu equilíbrio à equipe, com marcação forte na entrada da área e boas subidas ao ataque. Em uma delas, sofreu o pênalti que abriu caminho para a vitória.
Zé Eduardo - PÉSSIMO: Estava até jogando bem, mas teve um apagão em dois minutos, foi expulso e quase botou tudo a perder. Momento Felipe Melo.
Oscar - PÉSSIMO: Certamente São Paulo e Internacional não teriam travado aquela briga pelo garoto Oscar se tivessem visto a atuação dele no jogo de ontem.
(Fernando) - BOM: Entrou para recompor o meio-campo após a expulsão de Zé Eduardo e se saiu bem.
Lucas - REGULAR: Até fez boas jogadas no primeiro tempo, mas sumiu no segundo.
(Romário) - SEM CONCEITO: Entrou nos acréscimos.
Neymar - EXCELENTE: Quatro gols, muitos dribles impressionantes e personalidade diante de uma marcação até certo ponto violenta. Neymar fez um jogo perfeito.
Henrique - PÉSSIMO: Nem acho que tenha sido expulso com muita justiça, mas somando o cartão vermelho e a atuação sonolenta do camisa 9 o conceito não pode ser outro.
Tec: Ney Franco - BOM: Armou bem a equipe e teve boa percepção nas substituições. Porém, após este primeiro desafio Ney Franco já pode mudar outras coisas na equipe. O próximo desafio será a Colômbia.

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* A coluna Esquadrão de Ouro analisa as novidades da seleção mais vitoriosa da história do futebol.

Redator: Ricardo Pilat
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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Terra do Tio Sam > Tom Brady barrado pelo NY Jets: bom trabalho de defesa e ataque

Muita gente não acreditava, inclusive eu, mas o New York Jets foi capaz de parar Tom Brady e o impressionante ataque do New England Patriots, em Foxboro, e conquistou vitória história neste domingo, na semifinal da Conferência Americana da NFL, 28 a 21.

Claro que a defesa não joga sozinha. Mais do que a produção da defesa do New York, que é mesmo espetacular, chamou a atenção o ataque, que produziu 28 pontos. E foram 3 TDs de passe, com Mark Sanchez funcionando em um momento decisivo. Além da trinca de touchdowns, foram 194 jardas e nenhuma interceptação.

Já o ataque de New England foi inofensivo diante do belo trabalho da secundária dos Jets. Tom Brady, pivô de uma discussão enorme com o corner back Antonio Cromartie e o técnico Rex Ryan, foi parar no bolso dos dois. Sofreu ainda uma interceptação após uma sequência de jogos sem esse tipo de turnover.

Brady só apareceu nos minutos finais do terceiro período, conectando Alge Crumpler para um TD. Foram mais dois no último período, mas a vantagem dos Jets já estava bem construída.

Que venha Pittsburgh

Depois de vencer pelo cansaço as equipes dos dois melhores quarterbacks da NFL, o New York Jets tem agora um grande desafio na final da Conferência Americana, contra o Pittsburgh Steelers. Ben Roethlisberger não chega a ser um Manning ou um Brady, mas impõe respeito.

Porém, este, mais do que qualquer outro jogo do campeonato, promete ser o duelo das defesas. Estamos falando das retaguardas número 2 (Pittsburgh) e número 3 (NY Jets) da liga durante a temporada regular.

Os Steelers tem uma baita vantagem por jogar em casa, no gelo do Heinz Field, mas os Jets, desde o ano passado, vem mostrando que sabem jogar longe da Big Apple. Aliás, Mark Sanchez tem 4-1 jogando sem mando de campo nos playoffs.

Clássico na NFC

Na final da Conferência Nacional, teremos simplesmente a maior rivalidade NFL: Chicago Bears x Green Bay Packers. Jogando em casa e tendo melhor campanha que o rival, os Bears dispontam como favoritos. Mas na minha opinião, os cabeças de queijo tem justamente o que Chicago não tem: um quarterback decisivo.

Aaron Rodgers é o diferencial de Green Bay para derrotar o Chicago Bears mesmo fora de casa. Os mandantes, por sua vez, precisam fazer valer o bom jogo corrido com Matt Forte, e o bom trabalho defensivo, a quarta melhor retaguarda da NFL em pontos cedidos (17.9).

Na temporada regular, dois duelos entre or rivais e está tudo igual: 1 a 1.

Fotos: NFL.com

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* A coluna Terra do Tio Sam fala dos esportes que são mania nos Estados Unidos: basquete, beisebol, futebol americano e hóquei.


Redator: Ricardo Pilat
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Comentário da Redação > Vitória tricolor em ritmo de treino

A falta de preparação no início da temporada e o calor pesaram e o São Paulo não conseguiu o melhor desempenho possível diante do fraco Mogi Mirim, neste domingo, no interior paulista. A vitória por 2 a 0 até que caiu de forma generosa no bolso tricolor, que não se esforçou tanto assim para buscar esse placar.

A vida são-paulina começou a ser facilitada aos quatro minutos, quando o zagueiro Tiago Alves foi infantil e colocou a mão na bola dentro da área. Rogério bateu o pênalti com precisão, 94 gols na carreira (segundo a Fifa).

Com a vantagem no placar, o São Paulo diminuiu o ímpeto e se poupou. Afinal, jogar em ritmo de decisão embaixo da lua que fazia em Mogi Mirim era impossível. O Sapão, que não teve Rivaldo, tinha muito pouca qualidade para incomodar. Chegou apenas em lances esporádicos.

No segundo tempo, o Mogi ensaiou uma pressão, mas sem nenhuma grande jogada. Destaque para Geovane, que brilhou no Sapão em 2010 e voltou ao clube bem, apesar de sair do banco.

E num contra-ataque bem construído, outro jogador que retornava ao ex-clube balançou a rede: Marcelinho Paraíba, para o Tricolor. Gol que fechou a conta em Mogi e pode ter dado uma motivação a Marcelinho, tão criticado no ano que se foi. Destaque também para a boa atuação do esreante Juan. Boa movimentação.

Em ritmo de treino, o São Paulo começa bem o ano. A tendência é que a performance e o resultado de hoje se repitam nos próximos desafios contra os pequenos do Paulistão.

Foto: Vipcomm

Redator: Ricardo Pilat
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domingo, 16 de janeiro de 2011

Comentário da Redação > Com ritmo acima do esperado, Timão vence a Lusa com facilidade

Visando a estreia pela Copa Libertadores logo no dia 26 de janeiro, o técnico Tite já fez sua equipe treinar com bola no primeiro dia de treino após as férias. Não sei se tem a ver com isso, mas nos primeiros 45 minutos do jogo deste domingo, contra a Portuguesa, pela estreia do Campeonato Paulista, o ritmo do Corinthians foi acima do comum. Em um duelo que eu via como difícil, a vitória por 2 a 0 foi conquistada com facilidade.

Acho que nem a Portuguesa esperava o futebol acelerado do Timão no primeiro tempo. Enquanto o time da casa surpreendia atuando como uma decisão, o outro ainda parecia estar curtindo férias, ou disputando um simples jogo-treino. Com movimentação e passes rápidos, o Alvinegro fez 2 a 0 em 20 minutos. Um deles um gol olímpico bem diferente do Roberto Carlos.

Ainda na etapa inicial, Ronaldo, que pouco se movimentou, quase marcou um golaço. Dentinho também ficou perto de fazer de cabeça. Até por essas duas grandes chances, não seria nenhum absurdo se os corintianos fossem para o intervalo goleando.

Na segunda etapa, o time de Tite sentiu e diminuiu bastante o ritmo. Já os visitantes, que devem ter tomado uma boa bronca de Sérgio Soares pela primeira etapa sonolenta, resolveu acordar. Contudo, tirando algumas desatenções, os donos da casa se defenderam bem e administraram o resultado.

Quando o técnico do Timão mexeu, o trio Danilo, Edno e Morais ensaiou algumas boas jogadas. Se tivessem entrado antes, poderia ter dado mais jogo, e aumentado o placar. Mas, para uma primeira partida da temporada, as atuações da equipe em geral e alguns jogadores em particular (confira a análise individual abaixo) são muito elogiáveis.

Conceitos

Julio César - REGULAR: Fez uma boa defesa, mas cometeu dois erros: demorou na reposição de bola (vários árbitros não marcam, mas esse marcou) e saiu mal no lance em que o Ralf evitou gol da Portuguesa de cabeça.
Moacir - REGULAR: Começou muito desligado e tomou vaias de parte da torcida. Depois conseguiu se recuperar, apesar de não ter explorado como deveria o espaço que tinha. O fato é que ele é um jogador muito fraco, e com as constantes contusão do Alessandro, o time precisa de um reforço para a lateral-direita urgentemente.
Chicão - BOM: Ligado o tempo inteiro, fez bem sua parte.
Leandro Castán - BOM: Também deu conta do recado.
Roberto Carlos - ÓTIMO: Continua correndo como um garoto, incrível. Até deu uma vacilada na etapa final, mas não mancha em nada o belíssimo primeiro tempo, com direito a gol olímpico atípico.
Ralf - ÓTIMO: É outro que correu demais. O melhor em campo ao lado do RC. Marcou demais, e salvou uma bola quase em cima da linha.
Paulinho - BOM: Fez um bonito gol e ajudou o Moacir na marcação.
Jucilei - REGULAR: Alternou belos desarmes e saída de bola com momentos de displicência e erros.
Bruno César - REGULAR: Pareceu estar meio abaixo fisicamente em relação aos demais. Pelo menos deu uma assistência.
(Morais) - REGULAR: No pouco tempo em que esteve em campo, deu movimentação ao time, que estava desgastado. Errou alguns passes.
Dentinho - BOM: Assim como Ralf e RC, voltou voando fisicamente e deu trabalho com seus dribles. Mas abusou de cair por qualquer esbarrão.
(Danilo) - BOM: Fez bem sua parte pelo lado esquerdo nos pouco mais de 15 minutos que atuou.
Ronaldo - REGULAR: Está pesado demais, mal consegue se mover em campo. Mesmo assim, quase marca um belo gol após caneta no defensor lusitano.
(Edno) - BOM: Me agradou e também deu movimentação na frente. Se tivesse entrado antes, poderia ter ampliado o placar.
Téc: Tite - BOM: Certamente tem méritos pelo primeiro tempo acelerado da sua equipe. Além de ter armado muito bem esse 4-4-2, o que inclusive me faz repensar se com a volta do Jorge Henrique o esquema deva ser mudado para o 4-3-3, e é bem possível que esta (boa) dúvida esteja com o Tite agora também. Quanto às substituições durante a partida, foram todas corretas, mas demoradas.


Redator: Pedro Silas
pedro_sccp@yahoo.com.br

Comentário da Redação > Sem brilhar, Santos conquista placar expressivo

O Santos começou o Campeonato Paulista de forma parecida com o que fez em 2010. Logo na estreia, goleada diante do Linense, 4 a 1. No ano passado, foi 4 a 0 contra o Rio Branco, no Pacaembu. O resultado foi expressivo e mostra a força santista, já que a equipe de Adilson Batista tem quase um time de desfalques.

Mas é bom dizer que talvez o placar tenha sido um pouco maior do que o jogo apresentou. O Santos teve alguns bons momentos, mas não jogou para golear. Os gols saíram bem naturalmente. Os dois primeiros foram de jogadores que podem deixar o clube a qualquer momento, Maikon Leite (que também o fez o 4º) e Zé Eduardo. Keirrison fez de pênalti.

Em contrapartida, o pobre Linense abusou do direito de perder gols diante de um clube grande. Mas não dá para culpar apenas os atletas do time interiorano. O grande responsável por evitar mais gols contra o Santos foi o goleiro Rafael, que pegou um pênalti e fez pelo menos mais três defesas incríveis.

Na quarta-feira, contra o Mirassol, no Pacaembu, o Santos deve ter mais alguns titulares em campo: Jonathan, Arouca e Elano. As coisas vão ficar ainda melhores para o time de Adilson Batista.

Conceitos

Rafael - EXCELENTE: Atuação incrível do goleiro santista. Pegou até pensamento.
Pará - REGULAR: Subiu poucas vezes e ficou mais na marcação. Mas teve problemas pelo setor direito da defesa.
Edu Dracena - BOM: Rebateu bola pra todo lado.
Durval - REGULAR: Ao contrário do companheiro, não esteve nos melhores dias.
Léo - BOM: O lateral também ficou mais preso na marcação e fez bem seu papel.
Adriano - BOM: Atuação muito firme e segura. Belo limpa-trilhos.
Rodrigo Possebon - BOM: Praticamente estreando oficialmente, Possebon marcou bastante e ainda arrumou tempo para arriscar algumas investidas no ataque.
(Bruno Rodrigo) - SEM CONCEITO: Jogou pouco.
Robson - REGULAR: Tímido, participou pouco das investidas de ataque.
(Felipe Anderson) - SEM CONCEITO: Nem tocou na bola.
Maikon Leite - ÓTIMO: Sou totalmente contra o Maikon Leite jogar estando vendido para o Palmeiras, mas neste sábado ele jogou muito bem, obrigado. Dois gols e muito trabalho para a defesa do Linense.
Keirrison - REGULAR: Muito distante do jogo, teve dificuldades para encontrar o caminho do gol. Acabou ganhando um pênalti e converteu.
Zé Eduardo - REGULAR: Foi bem nas vezes em que foi acionado, mas jogou muito aberto e não é a melhor função para ele.
(Rodriguinho) - PÉSSIMO: Entrou bem fora do jogo. O Adilson gritou umas 300 vezes o nome dele tentando corrigir o posicionamento do volante.
Tec: Adilson Batista - BOM: Estreia com o pé direito. Armou bem a equipe com as peças que tinha. Só acho que poderia ter tentado substituições mais interessantes.

Foto: Futura Press


Redator: Ricardo Pilat
ricardo.pilat@yahoo.com.br

sábado, 15 de janeiro de 2011

Comentário da Redação > Verdão começou o ano como terminou 2010

Nem parecia o primeiro jogo do ano. A temporada 2011 começou para o Palmeiras da mesma forma que terminou 2010: melancólica. Com uma atuação muito fraca, a equipe do técnico Luiz Felipe Scolari ficou no 0 a 0 com o Botafogo-RP pela estreia do campeonato estadual. Insatisfeitos, os pouco mais de sete mil palmeirenses que compareceram ao Pacaembu protestaram ao fim do jogo, pedindo reforços.

Com um meio de campo formado por três volantes (Márcio Araújo, Marcos Assunção e Tinga), mas nenhum com característica de cabeça de área, além do meia Lincoln, o Alviverde deixou muito a desejar tanto na marcação como na criação de jogadas.

Aliás, quem parecia ser a equipe grande que jogava em casa, em alguns momentos, era o Botafogo. O time de Ribeirão Preto achou espaços pelo meio e ensaiou boas trocas de passes e chegadas ao gol de Deola no primeiro tempo. Mas a dificuldade dos visitantes na hora do último passe ou finalização era clara.

No Verdão, apesar de Lincoln ter sido o responsável pela armação, o único que tentava algo diferente era Tinga. Mas a aproximação era pouca. Em um lance que deu certo, faltou pontaria do próprio volante. No ataque, continua faltando um parceiro para o Kleber tabelar.

Por tudo que foi 2010 e por essa fraquíssima estreia de hoje, o palmeirense está sem expectativa nenhuma para esta temporada, e não é a toa. Porém, uma grande contratação como o Alex (que está sendo especulado) e mais duas boas e pontuais, mudariam demais a cara da equipe.

O problema é que, até agora, a diretoria palestrina está mais preocupada com as eleições da próxima semana. Isso é outra coisa que pode prejudicar no rendimento em campo, pois o clima no clube não está nada harmônico. Enquanto isso, o torcedor apaixonado sofre com um futebol sofrível...

Conceitos

Deola - REGULAR: O Botafogo até rondou sua área, mas não o obrigou a fazer defesas.
Vítor - REGULAR: Foi o mesmo de 2010: discreto, e longe daquele jogador do Goiás que despertou o interesse de vários clubes.
Danilo - BOM: Mesmo sem proteção algumas vezes, deu conta do recado. Não dá para reclamar do miolo de zaga alviverde.
Maurício Ramos - BOM: Idem ao seu companheiro.
Rivaldo - PÉSSIMO: O que esse rapaz ainda faz no Palmeiras? Horrível.
(Vinicius) - SEM CONCEITO: Entrou nos minutos finais.
Márcio Araújo - REGULAR: Muita transpiração, mas pouca eficiência. Deixou muito espaço.
Marcos Assunção - REGULAR: Passou perto de repetir o script de salvar a equipe na bola parada (quase marcou um gol olímpico), porém, deixou a desejar nos passes.
Tinga - BOM: Foi o mais tentou algo diferente, o maior responsável pelos pequenos lampejos do time palmeirense.
Lincoln - BOM: Jogou com dores na coxa, e mesmo assim deu bons passes e fez boa partida. Mas, mesmo em condições perfeitas, não tem característica de chamar a responsabilidade e decidir.
(Patrik) - REGULAR: Entrou em campo?
Luan - REGULAR: Aplicado, porém fraco tecnicamente.
Kleber - BOM: A falta de um parceiro para tabelar atrapalha o rendimento do Gladiador, mas a qualidade com a bola nos pés e a raça em tempo integral continuam iguais. Não por acaso, segue sendo aplaudido pela torcida.
(Dinei) - REGULAR: Jogou pouco, e nem o vi pegando na bola.
Téc: Luiz Felipe Scolari - REGULAR: Escalou direitinho, mas é inadmissível a presença do Rivaldo no time, ainda mais na lateral-esquerda. Também acho que poderia ter colocado o Dinei na vaga de um dos volantes para ajudar o Kléber, e não no lugar do camisa 30.

Redator:
Pedro Silas

pedro_sccp@yahoo.com.br

Democracia > O campeão voltou?

A última impressão deixada pelo elenco corintiano no ano passado não foi nada boa. Precisando vencer para sonhar com o título, a equipe paulista apenas empatou com os reservas do Goiás e perdeu até mesmo a segunda colocação, o que obriga a disputar a fase preliminar da Libertadores. Junto com a perda da vaga direta para a fase de grupos do torneio continental veio a notícia da transferência de Elias para o Atlético de Madrid.

As contratações também não animaram muito. Até o momento foram confirmados o zagueiro Wallace, ex-Vitória, o lateral-esquerdo Fábio Santos, ex-Grêmio, e o peruano Luis Ramírez (segundo volante/meia), ex-Universitário. Além do atacante Willian, que jogou a Série B pelo Figueirense, e deve ser confirmado em breve.

O maior reforço, no entanto, deve ser a mudança no modo de jogar. Sem Elias, o técnico Tite já deixou claro nos treinamentos que pretende voltar a utilizar o esquema 4-3-3, que tanto sucesso fez no primeiro semestre de 2009, sob o comando de Mano Menezes.

Não só porque trás boas lembranças, mas também por combinar com o atual estilo de jogo do time. Ronaldo, por exemplo, terá mais opções para servir e deverá ser mais servido também. Outra coisa interessante será o melhor aproveitamento do baita volume de jogo do Jucilei, que agora terá mais responsabilidade por jogar com dois companheiros no meio de campo, e não mais três

Outra coisa que me agrada é tirar a responsabilidade dos laterais, que são experientes e já não têm muito gás. Na temporada passada, devido a concentração de jogadores no meio, eles foram obrigados a apoiar com frequencia, e não deram muito conta do recado, principalmente Alessandro, muito inconstante.

Além, é claro, de poder utilizar Jorge Henrique e Dentinho como titulares e do jeito certo, pois o JH é muito mais jogador quando atua como um terceiro atacante que marca muito. E se o time campeão da Copa do Brasil há dois anos tinha um maestro como o Douglas, neste ano tem um excelente finalizador, o Bruno César.

Não dá afirmar que a formação vai ser vencedora novamente, mas não há dúvidas de que é a preferida da torcida e a ideal no momento.

Time-base
















O que falta
Lateral-direito e atacante

A aposta
Jucilei, volante, 22 anos

Se já fez uma ótima temporada em 2010, inclusive com presença na Seleção Brasileira de Mano Menezes, Jucilei ganhará uma importância ainda maior este ano. Com a saída de Elias e a volta do esquema 4-3-3, o grande volume de jogo do camisa 8 será fundamental. Será dobrada a necessidade do volante marcar e chegar à frente para ajudar na armação.

Os primeiros jogos

16/1 Portuguesa (C)
19/1 Bragantino (F)
23/1 Noroeste (C)
26/1 Tolima (C)
30/1 São Bernardo (F)

Direto da Redação

Colunista:
Pedro Silas

pedro_sccp@yahoo.com.br

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Camarote Térreo > No aguardo das estrelas

E o Santos começa 2011 bem diferente do início do ano que passou. Há trezentos e sessenta e tantos dias atrás, o desacreditado time da Vila Belmiro, em poucos jogos, mudava a opinião daqueles que não acreditam na nova geração de meninos que vestiam a camisa alvinegra. Robinho chegou e deu ainda mais peso à equipe de Dorival Júnior. O resultado dessa história vocês já sabem.

A bola que começa a rolar amanhã para a temporada do futebol paulista rola muito mais redonda para o Peixe. De azarão, o time passou a ser a sensação. O mais temido dos times bandeirantes.

Na estreia, diante do Linense, as principais estrelas não jogam: Ganso, Elano e Neymar. O primeiro lesionado, o segundo com problema de documentação, o terceiro servindo a seleção sub-20. Sem eles, o Santos ainda é forte o bastante para passar pelos fracos times do interior do estado.

Com eles, é um dos melhores - se não o melhor - time do País. É favorito em qualquer campeonato que esteja. A expectativa é que estejam todos em campo na estreia da Libertadores, dia 15/2. Ao lado deles, Jonathan, Arouca, Charles e Keirrison - que ainda gera alguma expectativa.

Até lá, Adilson Batista terá de quebrar a cabeça para montar a equipe, que também não tem Alan Patrick, Alex Sandro e Danilo. Mas, cá entre nós, qualquer um gostaria de ter um problema desses, ainda mais sabendo que a solução estará disponível a qualquer momento.

Time-base

















O que falta
Um centroavante

A aposta
Paulo Henrique Ganso, meia-esquerda, 21 anos

Há mais de cinco meses sem jogar, Ganso faz falta não só ao Santos, mas ao futebol brasileiro. O meio-campista diferenciado, raridade nos dias de hoje, não terá sôssego no retorno após a lesão. A expectativa é que o maestro da Vila já reestreie na fogueira, jogando a Libertadores. E alguém aí acha que o camisa 10 vai se incomodar com essa pressão?

Os primeiros jogos

Linense (F)
Mirassol (C)
Prudente (F)
São Caetano (C)
São Paulo (C)

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* A coluna Camarote Térreo coloca o torcedor santista pertinho dos fatos que agitam a Vila Belmiro.


Colunista: Ricardo Pilat
ricardo.pilat@yahoo.com.br

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Mondo Verde > Um Palmeiras que preocupa

Estamos em 2011 e o Campeonato Paulista começa neste sábado. Porém, o Palmeiras que encara o Botafogo de Ribeirão Preto no Pacaembu é praticamente o mesmo que terminou muito mal o ano que passou. O clube não teve habilidade para buscar reforços de peso, nem competência para enxergar talentos em clubes de menor expressão.

O Palmeiras de Felipão preocupa, pois além de ter poucos jogadores de qualidade, não tem elenco que suporte o ritmo das próximas competições.

Valdivia, principal esperança verde, está lesionado novamente e perderá o início do Paulistão. O jeito é confiar em Kléber Gladiador, que precisará lutar mais do que nunca para levar o Palmeiras às vitórias.

Contratações? Por enquanto, duas: Adriano, ex-Bahia e Fluminense, que chega em troca por Edinho, e Thiago Heleno, ex-Corinthians. Tem também o Maikon Leite, que tem pré-contrato para o meio do ano, mas negocia com o Santos para vir antes. Pouco, muito pouco para chacoalhar um time que está com a moral lá embaixo.

E Ronaldinho não veio, então é hora da diretoria palmeirense aproveitar bem o dinheiro que iria gastar com o R10 e buscar reforços de peso.

Time-base

















O que falta
Um centroavante e um volante

A aposta
Valdivia, meia, 27 anos

Depois de uma série de lesões no final da temporada 2010, Valdivia precisa (precisa mesmo) estar bem fisicamente em 2011. O Palmeiras chegou a ter um bom momento no ano passado e o chileno foi importante nisso. Depois que saiu da equipe, a queda de produção foi evidente. A criatividade do camisa 10 será fundamental para um ano feliz para o Verdão.

Os primeiros jogos
15/1 Botafogo (C)
20/1 Ituano (F)
23/1 Oeste (F)
27/1 Paulista (C)
30/1 Portuguesa (F)

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* A coluna Mondo Verde comenta as últimas notícias e acontecimentos da Sociedade Esportiva Palmeiras.

Direto da Redação

Colunista: Ricardo Pilat
ricardo.pilat@yahoo.com.br

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Tri do Morumbi > A postura tem de mudar

Depois de ficar longe da disputa pelo título brasileiro e fora até na Libertadores 2011 - coisa que não acontecia desde 2003 -, o São Paulo teve poucas mudanças no elenco para esta temporada. De contratação até o momento apenas o bom (e temperamental) lateral-esquerdo Juan, ex-Flamengo, que foi formado no Morumbi. Enquanto isso, o ótimo atacante Ricardo Oliveira e o versátil Richarlyson saíram após término de contrato (empréstimo, no caso do primeiro).

Além disso, o zagueiro Miranda deixará o clube, mas este não será de imediato. O atleta, que desde 2006 atua pela equipe paulista, irá se transferir para o Atlético de Madrid em julho. Apesar da passagem marcante pelo Morumbi, eu acho que estava mesmo na hora de ele mudar de ares. O problema é justamente esse período final que ele atuará pela equipe. Como será a vontade do jogador, que já não me parecia tão grande em 2010?

Aliás, não só Miranda precisa mudar a postura para o Tricolor ser competitivo em 2011. No ano passado, foram raros os momentos em que a equipe teve alma e raça de vencedor. Por ter mexido muito pouco no grupo, essa mudança de espírito tem que ser o maior reforço são-paulino.

Por incrível que pareça, não jogar a Copa Libertadores pode ajudar a resgatar a força e o espírito de campeão que a equipe tinha. Agora, não há torneio prioridade. Se quiserem defender o São Paulo com raça, terá que ser em todo campeonato, não tem escolha. A minha impressão é que alguns jogadores estavam acomodados.

Até porque, em termos de nome, o elenco são-paulino é bom. Com jogadores como Lucas, Marlos, Fernandinho, Dagoberto e Marcelinho Paraíba (sim, ainda acho que pode render), o técnico Carpegiani pode montar um trio interessante na frente, e aí faltaria um centroavante de peso, que era o Ricardo Oliveira. Hoje, Fernandão ou Lucas Gaúcho são as opções.

Do meio-campo para trás, as opções são boas também. Ilsinho, Alex Silva e Jean são jogadores de muita qualidade. Rodrigo Souto e Cleber Santana, apesar de nulos em 2010, também têm qualidade. Ainda tem os jovens volantes Casimiro e Wellington, o zagueiro Xandão e o meio-campista Carlinhos Paraíba, além do lateral-esquerdo Junior César (que pode sair), todos bons jogadores.

Enfim, o São Paulo entra o ano novamente com um bom grupo de atletas no papel, que tem potencial para voltar a conquistar títulos. Resta saber se desta vez dará liga...

Time base

















O que falta
Centroavante, meia e lateral-direito.

A aposta
Lucas, meia-atacante, 18 anos
Promovido da base, o habilidoso jogador pegou o São Paulo em má fase e, ainda como Marcelinho, deu um novo ânimo ao time e terminou como uma das revelações do Brasileirão. Sem grandes contratações, o Tricolor espera que o garoto seja o grande destaque da equipe em 2011. Para os primeiros jogos do ano, no entanto, é bom Carpegiani procurar outras soluções, pois o "ex-Marcelinho" não poderá colaborar por estar a serviço da Seleção sub-20.


Os primeiros jogos
16/1 Mogi Mirim (F)
19/1 São Bernardo (C)
22/1 Ponte Preta (C)
26/1 Americana (F)
30/1 Santos (C)

Direto da Redação

Colunista:
Pedro Silas

pedro_sccp@yahoo.com.br