O técnico Bernardinho voltou a afirmar que está à espera de um sinal de Ricardinho para reestabelecer o diálogo entre eles. O treinador confessou uma ponta de decepção pelo silêncio do levantador após sua inclusão na lista dos pré-convocados para a Copa do Mundo. No entanto, afirmou que é preciso respeitar o momento do atleta.- Ele não quer falar. Esperei que ele fizesse algum gesto depois que a lista para a Copa do Mundo foi divulgada, mas nada aconteceu. Quero que ele venha conversar com a gente. Se ele vai se acertar ou não depois disso, é uma segunda questão. Existe uma mágoa. As coisas ficaram muito associadas a mim porque eu sou o técnico, mas a questão envolve todos os jogadores.
"Todos nós, quando temos um grupo vencedor como esse, tendemos a criar uma 'cumplicidade perversa'. As coisas vão acumulando, você começa a relevar as coisas. Isso não pode acontecer. Grandes seleções não conseguiram criar ciclos como a nossa por causa disso. A vaidade é nosso grande inimigo"
O técnico garantiu que o levantador, cortado às vésperas do Pan-Americano, tem chances de voltar ao grupo, mas disse que, no momento, não acredita que isso seja provável.
- Nada é impossível. Ele é brasileiro, é um grande jogador e tem chances, assim como todos os outros jogadores. Neste momento, não é provável, mas é possível.
2007, um ano de aprendizado para a seleção
Bernardinho destacou a importância do grupo, fortalecido após as críticas e cobranças sofridas durante a temporada. Para o técnico, além dos títulos, 2007 vai ficar na lembrança como um ano de aprendizado.
- Todos nós, quando temos um grupo vencedor como esse, tendemos a criar uma "cumplicidade perversa". As coisas vão acumulando, você começa a relevar as coisas. Isso não pode acontecer. Grandes seleções não conseguiram criar ciclos como a nossa por causa disso. A vaidade é nosso grande inimigo.
A distância, porém, não significa que o treinador esqueceu daquele que já foi o líder de sua equipe. Bernardinho revelou ter perguntado a André Heller, André Nascimento e Murilo, que atuam com Ricardinho no Modena, da Itália, sobre a posição do jogador quanto à seleção.
- Ele fala com eles (jogadores) normalmente, mas não toca no assunto seleção brasileira. É o momento dele, talvez ele precise de mais tempo para pensar no que aconteceu.
Técnico acredita que equipe vai mudar após Pequim
Ressaltando que ninguém é insubstituível, Bernardinho falou ainda sobre a permanência dos jogadores do grupo atual após as Olimpíadas de Pequim. Segundo o técnico, a idade dos atletas não é um problema, mas é natural que haja desgastes e, conseqüentemente, mudanças.
- O Brasil nunca dependeu de um jogador. A grande característica do time sempre foi a divisão de responsabilidades. Se apenas um se destacar, o nome dele pode até sair no jornal, mas não é assim que o Brasil ganha títulos.
Fonte: globo.com/esportes
Redatora: Marcella Pedroso
marcella.pedroso@yahoo.com.br
Não acho que o Ricardinho deva voltar. Acredito que o cuplado de tudo o que houve foi ele mesmo... e a seleção pode manter a mesma qualidade com o Ricardinho.
ResponderExcluirUma volta dele poderia acarretar em vários outros problemas...