O ataque voltou a funcionar depois de 337 minutos de jejum, mas desta vez foi a defesa que não colaborou para o Corinthians voltar a vencer no Campeonato Paulista. Nesta noite de quarta-feira, o Timão não passou de um empate por 1 a 1 com o Barueri, na Arena, e acumulou o quarto jogo consecutivo sem um resultado positivo. Mais um tropeço que vai, aos poucos, afastando o Alvinegro da briga por uma das quatro vagas na segunda fase.Com a quarta igualdade seguida, o Corinthians sobe apenas para dez pontos, em décimo lugar, e tenta a reabilitação contra o Ituano, domingo, às 16h, no estádio Novelli Júnior, em Itu. O Barueri acumula a mesma pontuação, mas aparece em sexto por ter uma vitória a mais - três contra duas. Também no domingo, recebe enfrenta o Juventus, às 11h, na Rua Javari, em São Paulo.
O jogo
O retrospecto negativo nas últimas três rodadas pesou para o Corinthians nos primeiros minutos. Logo aos quatro, Acosta perdeu ótima chance de marcar. Principal opção ofensiva do Timão, André Santos avançou pela esquerda e cruzou rasteiro. O uruguaio, livre de marcação, desviou com muito perigo para fora. Dois minutos mais tarde, Fabinho subiu mais alto que a zaga e assustou o goleiro Renê.
A defesa, que não sofria gols há quatro jogos, começou a "dar trabalho", aos 15 minutos. Após cobrança de escanteio pela esquerda, o zagueiro Duílio apareceu livre na marca do pênalti, mas pegou errado na bola e mandou pela linha de fundo. Na segunda oportunidade, aos 29, nem a sorte salvou. Em outro escanteio, agora pela direita, o ex-santista Ávalos se antecipou à marcação no meio da área e, de ombro, desviou forte para abrir o placar. Foram 408 minutos de invencibilidade.
O gol fez o Corinthians acordar. Aos 33, André Santos bateu falta com estilo e Renê espalmou no ângulo direito. Três minutos mais tarde, o empate. Outra vez pela esquerda, André Santos avançou e encontrou Dentinho do outro lado da área. O atacante bateu cruzado, a bola tocou na trave e entrou. Fim do jejum que já durava 337 minutos.
Confusa na marcação, sobretudo por Bruno Octávio atuar como um terceiro zagueiro, a defesa do Corinthians se atrapalhou outra vez, aos 44. Alberto arriscou de longe e Felipe espalmou. No rebote, livre na área pela direita, Pedrão bateu forte e o goleiro tirou com o pé. A bola ainda explodiu na trave e foi pela linha de fundo.
Corinthians fica no quase
No segundo tempo, as equipes diminuíram o ritmo, mas o Corinthians levou perigo logo aos oito minutos. André Santos bateu falta pela esquerda, Acosta furou, a zaga não cortou e Carlão não conseguiu completar para o gol na segunda trave. No minuto seguinte, foi a vez do Barueri. A zaga se bateu cabeça, Pedrão ficou com a bola e bateu cruzado, raspando a trave direita de Felipe.
Com Acosta mal novamente, o técnico Mano Menezes apostou na entrada argentino Herrera. E o gringo honrou o apelido de 'quase-gol' que ganhou em seu país. Aos 19 minutos, após cruzamento pela direita de Lulinha, ele desviou de letra e o zagueiro Duílio afastou sobre a linha.
Com o recuo do Barueri, o Corinthians aproveitou para sufocar a partir dos 30 minutos. A melhor oportunidade surgiu aos 41, mais uma vez com André Santos. Ele bateu falta, a zaga não cortou e o goleiro Renê defendeu no susto e evitou que o Timão voltasse a vencer no Estadual.
Ficha do Jogo
| BARUERI 1 X 1 CORINTHIANS | ||
| Renê Diego Ávalos Duílio Guigov Amaral (Marcos Pimentel) Flávio Rodrigo Pontes Ales Maranhão (Goeber) Pedrão Alberto (T. Humberto) T: Gélson Silva | Felipe Alessandro William Carlão André Santos Bruno Octávio (Bóvio) Perdigão Fabinho Lulinha Dentinho (É. Ribeiro) Acosta (Herrera) T: Mano Menezes | |
Cartões amarelos: Flávio, Rodrigo Pontes, Ávalos; Perdigão, André Santos, Fabinho
Árbitro: Marcelo Prieto Alfieri
Auxiliares: Emerson Augusto de Carvalho e Felippe Cirillo Penteado
Data: 06/02/2008
Estádio: Arena, em Barueri (SP)
Público: 10.514 pagantes
Renda: R$ 196.740,00
Comentário do leitor
Por Pedro[SCCP]
O time do Corinthians mais uma vez foi bem defensivamente, não foi como nas outras partidas, mas até normal, pelo desfalque de Chicão, pelo erro do Mano de escalar o Carlão na zaga fazendo dupla com o William, e até pelo Barueri ser um time mais perigoso que o Mirassol, Paulista e Sertãozinho.
Mas o que novamente desagradou a Fiel foi o sistema ofensivo, principalmente a criação, que ficou no comando de Lulinha que, por sinal, foi muito mal. Pra mim o Mano errou em escalá-lo no time, já que ele alega que o Rafinha precisa de maturidade, e o Lulinha, que não acerta um chute e mata todos os contra-ataques, também não precisa?
Mano errou mais uma vez nas mexidas, não entendi a troca do Bruno Octávio pelo Bóvio, já que precisávamos era ter mais qualidade na armação, e nem deveria ter entrado com o Lulinha. Precisa dar chances para o Héverton, e principalmente para o Rafinha, que é muito bem falado pelos que acompanharam o futebol dele no São Bernado.
O Everton Ribeiro é outro que não deveria nem ter saído do time. Talvez não seja o jogador ideal para a criação, mas quando entrou foi bem e merece mais chances, é muito interessante a dupla que ele faz pelo lado esquerdo com o André Santos chegando de trás.
Enfim, a torcida precisa ter paciência, começo de trabalho é assim mesmo, e o time defensivamente já é muito seguro, parece que está jogando há mais tempo, mas como eu disse, não vai agradando na criação de jogadas, e isso precisa ser mudado para o próximo jogo, o Mano precisa soltar mais esse time, e com o tempo vai se acertando, ainda mais se chegar um meia de criação.
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Redator: Ricardo Pilat
ricardo.pilat@yahoo.com.br
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