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quinta-feira, 17 de abril de 2008

Copa Libertadores > Suando sangue

* Santos garante a vaga no finalzinho, gol de Tripodi

Com um gol do argentino Mariano Tripodi aos 43 do segundo tempo, o Santos derrotou o Cúcuta Deportivo da Colômbia, em casa, por 2 a 1, e está classificado às oitavas-de-final da Copa Libertadores da América. Os colombianos já estavam garantidos em primeiro lugar.

O Peixe terminou em 2º na classificação do Grupo 6, com 10 pontos, 1 a menos que o Cúcuta, e 1 a mais que o Chivas, que goleou o San José em Oruro por 3 a 0, mas ficou fora da festa.

Na gaveta

O Santos começou o jogo em ritmo acelerado, marcando forte a saída de bola. Muita raça, disposição, mas pouca inteligência para furar o bloqueio defensivo do time rubro-negro. E veio ainda um castigo. Aos 22, no único lance de ataque dos colombianos, Henry cobrou falta com perfeição, no ângulo, e abriu o placar na Vila.

Em ritmo desordenado o alvi-negro de 96 anos continuou seu ataque. As jogadas pelo meio não davam certo, pela lateral o time não fluiu, e a alternativa foi arriscar de longe... nada incomodou o time da Colômbia.

Argentino salvador

O herói do jogo, no entanto, saiu do banco. Tabata vinha mal, e deu lugar ao argentino Mariano Tripodí, ex-Boca Júniors, que ainda seria importante dentro de campo. O Santos continuou em ritmo forte na marcação, não deixando qualquer espaço para os contra-ataques, porém, o time insistiu nas jogadas pelo meio que não davam certo.

Depois de várias jogadas sem resultado, o gol de empate saiu nos pés de Kléber Pereira, que recebeu passe de Wesley, girou, e concluiu. Com a bola nas redes aos 23 minutos, ainda restava um bom tempo para a reação. O Chivas já vencia por 3 gols, e nada mais importava além de uma vitória.

O clima esquentou aos 27, quando Domingos foi expulso por empurrar Henry, que também pagou o pato, e acabou indo para o chuveiro mais cedo. Na confusão sobrou também para o técnico Emerson Leão, que ficou muito alterado quando recebeu a notícia através do auxiliar Wálter Rial.

Com contornos de drama o Santos continuou sua jornada sem muito sucesso. Em uma dividida com o goleiro Castellanos, o meia Molina sofreu um corte profundo no nariz e o jogo ficou 5 minutos paralisado para o atendimento de ambos.

E depois de muito insistir o Peixe teve sua recompensa. Aos 43 minutos, Kléber Pereira cruzou, a bola beliscou a trave, e no rebote o argentino Tripodi virou herói, ao fazer um belo gol de voleio, dando virada e vaga para o Peixe.

Depois foram mais 8 minutos de acréscimos e tensão, até que o árbitro uruguaio Jorge Larrionda desse o cotejo como encerrado, 2 a 1. Os dois times avançam na Copa.

Foto: Folha Imagem

Ficha do Jogo
SANTOS 2 x 1 CÚCUTA-COL
Fábio Costa
Betão
Fabão
Domingos
Kléber
Marcinho Guerreiro
Rodrigo Souto
R. Tabata (Trípodi)
Molina
Wesley
Kléber Pereira
T: Emerson Leão
Castellanos
Breiner García
Cordoba
Pedro Portocarrero
González
Charles Castro
Rivas (James Castro)
Henry
Zapata
Macnelly Torres
L. Vargas (Urbano)
T.: Pedro Sarmiento
Gols: Henry, aos 22 minutos do primeiro tempo; Kléber Pereira, aos 23. Trípodi, aos 43 minutos do segundo tempo
Cartões amarelos: Marcinho Guerreiro, Kléber (Santos)
Cartões vermelhos: Domingos (Santos) Henry (Cúcuta)
Árbitro: Jorge Larrionda (Uruguai)
Auxiliares: Wálter Rial (Uruguai) e Álvaro Díaz (Uruguai)
Data: 16/4/2008
Estádio: Vila Belmiro, em Santos (SP)
Público: 9.386 pagantes
Renda: R$ 147.629,00


Comentário da Redação
Preparado para o sofrimento?

Sim, é a minha resposta para a questão acima. Depois do que o torcedor santista passou hoje, creio que ele esteja preparado para enfrentar qualquer coisa daqui pra frente no torneio. E cá entre nós, a pretenção do Santos nesta Libertadores não é lá muito grande, então temos que ser sinceros em afirmar que o que vier é lucro.

O Santos apresentou graves erros na partida, mas não adianta falar que a defesa não existe (e que por sorte ela não foi exigida), que o meio de campo é uma bagunça, que as laterais não são usadas corretamente, e que nosso ataque também é complicado, pois isso todo mundo sabe. O que definiu a vitória foi a raça dos jogadores, coisa que não faltou em nenhum dos 12 que estiveram em campo. Isso é bom, tratando-se de Libertadores.

A expectativa é que a diretoria se mexa agora, traga alguém para dar qualidade ao time nesse meio-campo, e no ataque, além de torcer para que Emerson Leão utilize bem essas 2 semanas de treino até o jogo de ida das Oitavas-de-final, para organizar seu conjunto.

O torcedor santista ficou contente no aniversário do clube e isto é o mais importante. E, com efeito, bela homenagem da torcida aos nossos ídolos do passado e de sempre. Parabéns.

Conceitos

Fábio Costa
- BOM: Fez uma defesa quando o jogo estava 1-1 que valeu o bicho. Sensacional!
Betão - BOM: Foi completamente sacrificado como lateral-direito, mas jogou direitinho.
Fabão - REGULAR: Espanou bola pra todo lado, mas não foi muito exigido.
Domingos - PÉSSIMO: Uma barata tonta nesta noite. Quase prejudica o Santos com sua expulsão.
Kléber - REGULAR: Achei que ele estava muito afoito, tentando muitos cruzamentos e pouco toque de bola.
Marcinho Guerreiro - BOM: Muita raça, deu gosto de ver. Melhor em campo.
Rodrigo Souto - BOM: Deu equilíbrio ao meio-campo, já que é um dos poucos lúcidos no setor.
R. Tabata - PÉSSIMO: êêê Tabata... o mesmo de sempre
(Trípodi) - BOM: Por todas as circunstâncias do jogo foi o herói da partida apesar de muitos erros cometidos.
Molina - REGULAR: Foi um dos que menos soube fugir da forte marcação pelo meio.
Wesley - BOM: O único que procurou insistir bastante nas jogadas pelas pontas.
Kléber Pereira - REGULAR: Apesar do gol, foi um dos mais afoitos em campo.
T: Emerson Leão - REGULAR: Errou no momento da expulsãoe poderia ter atrapalhado o time. Creio que ele foi bem em não ter mexido muito, pois o time vinha bem apesar do placar adverso.

Direto da Redação










Redator: Ricardo Pilat
ricardo.pilat@yahoo.com.br

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