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quinta-feira, 8 de maio de 2008

Copa Libertadores > Fla dá vexame histórico na despedida de Joel e está fora

* Time tem atuação abaixo da crítica e perde por 3 a 0 para o América-MEX. Caio Júnior assume em meio à crise

O roteiro era de festa, com comemoração de título, Maracanã cheio e despedida emocionada de Joel Santana. Mas o oba-oba transformou-se em um dos maiores vexames da história do Flamengo. Apático, o time rubro-negro perdeu por 3 a 0 para o América-MEX e está eliminado da Taça Libertadores, a competição prioritária da equipe para o ano.

No México, o Fla venceu por 4 a 2 e entrou em campo relaxado, podendo perder até por 2 a 0. Tomou o castigo, com dois gols de Cabañas, o carrasco paraguaio, e um de Esqueda. O próximo adversário dos surpreendentes mexicanos sai do confronto entre Cúcuta e Santos, que ocorre nesta quinta-feira, na Colômbia. No jogo de ida, os paulistas venceram por 2 a 0.


O novo treinador rubro-negro, Caio Júnior, assistiu ao jogo de uma cabine de imprensa e não deu sorte. No fim, o silêncio constrangedor dos mais de 50 mil rubro-negros presentes no Maracanã contrastava com a festa de três dias antes, após o título do Campeonato Estadual. E da celebração antes da partida, com as homenagens a Joel Santana.


Mexicanos surpreendem no primeiro tempo

No início, o jogo parecia treino de ataque contra defesa. Mesmo com a larga vantagem, o Flamengo iniciou a partida imprensando os mexicanos no campo defensivo. Kleberson fez boas tabelas com Juan pela esquerda, e Souza perdeu um gol dentro da pequena área.

A torcida, que recepcionou o time aos gritos de bicampeão, animou-se com o início empolgante. Mas Cabañas, aos 20 minutos, chutou de fora da área, a bola descaiu de forma estranha e enganou Bruno: 1 a 0 América.

O golpe não afetou o Fla, e Juan e Souza assustaram, mas a ansiedade para empatar atrapalhou. Aliás, as constantes chances perdidas por Souza acabaram com a paciência da torcida. Aos 32 minutos, os torcedores começaram a pedir por Obina.

Sentindo falta de Fábio Luciano, vetado pouco antes do jogo, a defesa cometeu erros bobos de saída de bola. Aos 35 minutos, Juan cruzou, Souza cabeceou certo, e Ochoa fez defesa milagrosa.

Mas o apagão da defesa rubro-negra teve trágico capítulo aos 38 minutos. Leo Moura marcou errado, e Esqueda, após boa jogada mexicana, encobriu Bruno para fazer o segundo.


Obina entra, mas não faz milagre

O segundo tempo começou com Obina no lugar de Kleberson. O xodó quase diminuiu aos cinco minutos, mas chutou cruzado para fora. Aos dez minutos, foi a vez de Joel trocar Souza por Diego Tardelli. A saída do jogador dividiu a torcida entre vaias e aplausos.

Com o Maracanã empolgado, o Flamengo foi ao ataque. Aos 15, Tardelli chutou, a bola desviou na zaga e por pouco não entrou. O América-MEX precisava de um gol para avançar, mas pouco passava do meio-campo. Enquanto isso, os cariocas abusavam de perder gol. Juan passou rasteiro para Marcinho, mas o apoiador perdeu gol feito. O lateral-esquerdo quase fez um golaço aos 20.


Mas o pior ocorreu aos 32 minutos. Cabañas cobrou falta de longe, a bola desviou na barreira e entrou. O fim da partida foi triste. Um Flamengo desorganizado partiu em disparada para tentar o gol que garantiria a classificação. Não conseguiu. E com um jogador a menos (Juan foi expulso após derrubar e dar uma bolada em Cabañas) e com o Maracanã praticamente mudo, a equipe se despediu de Joel Santana. E também da Libertadores.


Ficha do jogo

FLAMENGO 0 x 3 AMÉRICA-MEX
Bruno, Leo Moura, Leonardo, Angelim e Juan; Jailton (Renato Augusto), Ibson, Kleberson (Obina) e Toró; Souza (Tardelli) e Marcinho. Ochoa; Sánchez, Sebá e Rodriguez; Castro, Silva, Villa, Argüelo (Mosqueda) e Rojas; Esqueda e Cabañas (Higuaín)
Técnico: Joel Santana. Técnico: Luna.
Gols: Cabañas, aos 20, Esqueda, aos 38 minutos do primeiro tempo; Cabañas, aos 32 minutos do segundo tempo

Cartões amarelos: Leonardo, Marcinho (Flamengo); Rojas, Rodríguez, Villa (América-MEX) Cartão vermelho: Juan (Flamengo)

Público: 47.615 pagantes (50.954 presentes)

Renda: R$ 1.031.926,00

Estádio: Maracanã. Data: 07/05/2008. Árbitro: Alfredo Intriago. Auxiliares: Juan Sedeño (EQU) e Félix Badaraco (EQU)

Fonte: Globo.com

Comentário da Redação
Vexame em um jogo atípico


Para quem não viu o jogo do Flamengo diante do América do México provavelmente acha que foi um show do clube mexicano. Mas não foi assim e talvez isso seja ainda mais doloroso para os jogadores e torcedores do rubro-negro.

O Flamengo foi melhor o tempo todo na primeira etapa, mesmo quando estava atrás no placar, o time tocava melhor a bola, dominava o jogo, mas faltava objetividade. O Mengo até criou algumas chances, mas Souza, em um péssimo dia, desperdiçou algumas.

No intervalo entrou Obina e saiu Kléberson e eu achei uma substituição incorreta. Eu teria sim colocado o Obina, mas tirado o Toró, já que o Kléberson tem um melhor passe, tem mais experiência e é um meia com mais características de criação que o Toró.

Mesmo com a entrada do Tardelli no lugar do Souza (que estava desanimado, apático e numa noite péssima), o Flamengo não criou as mesmas chances do primeiro tempo e só alçava bola na área para Obina se virar, mas não deu, e o time ainda assim estava apático e parecia contente mesmo perdendo, já que o 2 a 0 daria a classificação para o Mengão.

Mas os mexicanos numa falta batida por Cabañas, nome do jogo, a bola desviou em um jogador flamenguista, enganou o Bruno e o Flamengo sofreu o gol mais doloroso dos últimos tempos.

Mas o grupo do Flamengo é bom e se acertar algumas coisas pode brigar pelo título brasileiro. O problema da equipe carioca é que eles ficam dependentes da criação de jogadas de jogadores como Íbson, Kléberson e Toró, que são bons, mas são volantes que devem ter a função de fazer um bom passe na saída de bola, e não a de criação. Só não entendi o porquê do Joel ter deixado o Renato Augusto no banco, que seria este jogador que falta para o time, o criador de jogadas.

Outros jogadores que o Flamengo acaba dependendo na armação são os laterais Léo Moura e Juan, e ambos avançam demais, e deixam uma 'avenida' pelos lados da zaga flamenguista, são dois bons jogadores, que podem até criar lá na frente, mas para isso é preciso jogar com três zagueiros.

E o futebol é incrível, o Flamengo que era um dos grandes favoritos, e iria pegar o Santos (seria um grande jogo) foi eliminado. Enquanto o Santos que entrou desacreditado, deve ir mais longe que o Rubro-negro.

Conceitos
Bruno - REGULAR: Não teve culpa em nenhum dos gols, de resto não foi exigido.
Leonardo Moura - REGULAR: Deixa uma avenida no lado direito da zaga e ofensivamente não foi um primor também.
Leonardo - REGULAR: Ficou perdido lá atrás, não tinha como ocupar os espaços deixados pelos laterais.
Ronaldo Angelim - REGULAR: Idem ao Leonardo.
Juan - BOM: Ofensivamente foi bem, e apesar de lateral foi o que mais criou lá na frente. Achei sua expulsão incorreta, não achei intencional a bolada no jogador.
Jaílton - PÉSSIMO: É um marcador, mas não deu suporte necessário à zaga.
(Renato Augusto) - SEM CONCEITO: Entrou já no final.
Íbson - REGULAR: Atuação apagada. Teve a função de armar a equipe, e não acho essa a dele.
Kléberson - BOM: Achei o jogador com mais vontade no primeiro tempo, não deveria ter saído.
(Obina) - REGULAR: Bem que tentou, mas o time só alçava bola na área. E ele não pode ser reserva do Souza.
Toró - BOM: Foi até bem. Apesar de não ser a dele, foi melhor que o Jaílton na marcação.
Souza - PÉSSIMO: Teve umas três oportunidades claras de gols que desperdiçou por displicência, e pelo que pareceu, também 'salto-alto'.
(Diego Tardelli) - REGULAR: Não entrou bem também, tava nervoso, mas é outro coitado que não recebeu passes.
Marcinho - PÉSSIMO: Parecia que tinha comido uma feijoada antes do jogo. Pesado e apagado no jogo.
T: Joel Santana - PÉSSIMO: Entrou dependendo de volantes e laterais na criação, jogadores sem características para armar, além de ter deixado uma avenida pelas laterais da zaga flamenguista. Não entendi porque não colocou o Renato Augusto.

Direto da Redação


Estagiário: Pedro Silas
pedro_sccp@yahoo.com.br

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