Dois meias talentosos que estragaram sonhos de jogadores brasileiros nos últimos anos estarão novamente no caminho da seleção nesta terça-feira, às 10h (de Brasília), em Pequim. Messi e Riquelme são os maiores obstáculos para que o Brasil volte à final olímpica do futebol depois de 20 anos e siga o caminho para o ouro inédito.O vencedor do clássico enfrenta na decisão o ganhador de Nigéria x Bélgica, que acontece às 7h (de Brasília) desta terça, em Xangai. A final será no sábado, à 1h (de Brasília), no estádio Ninho do Pássaro, em Pequim.
Assim como o time de Dunga está atravessado na garganta dos argentinos - afinal, são três vitórias seguidas em decisões -, Messi e Riquelme estão na mira de alguns dos brasileiros que entram em campo nesta terça. O camisa 10 comandou o Boca Juniors na decisão da Libertadores-2007 contra o Grêmio e deu um show, principalmente na primeira partida, em Buenos Aires.
- Tive a oportunidade de marcar o Riquelme naquela decisão. É um jogador que tem experiência e qualidade. Não podemos dar espaço para ele - diz Lucas.
Aplausos para Messi no Mineirão
Messi foi personagem de um episódio que gerou críticas de jogadores e comissão técnica recentemente. O craque do Barcelona foi aplaudido pelo público no fim do jogo em que a Argentina empatou com o Brasil por 0 a 0 no Mineirão, pelas eliminatórias. Na época, jogadores reclamaram da postura da torcida.Mas o trauma com Messi é anterior a isso para três jogadores que vão disputar o clássico em Pequim. Renan, Rafael Sobis e Diego Alves estavam no grupo que perdeu a semifinal do Mundial Sub-20 de 2005 por 2 a 1 para a Argentina de Messi, Agüero e Zabaleta, rivais desta terça. O meia-atacante do Barça comandou a vitória com um gol no início do jogo e um passe para Zabaleta decretar nos minutos finais.
- Contra nós, naquele dia, ele bagunçou todo o jogo. Agora, eu, Diego e Renan temos oportunidade de vencer - diz Sobis.
Mais do que se livrar dos traumas, os brasileiros se preocupam em buscar a forma ideal de fazer a marcação aos dois. Hernanes diz que Messi precisa de cuidados especiais.
- O Messi protege muito bem a bola e lança muito bem. Não podemos deixar espaço nem para ele pensar - diz.
Lucas diz que Dunga ainda não explicou como será feita a marcação aos dois meias argentinos, mas faz uma previsão.
- Tem que ser uma marcação firme e segura. Temos que diminuir todos os espaços para que eles não possam pensar - diz.
Segundo duelo em Olimpíadas
O duelo desta terça-feira é o segundo entre Argentina e Brasil na história das Olimpíadas. Nas quartas-de-final de Seul-1988, vitória verde-e-amarela por 1 a 0, com gol de Geovani. Na decisão do ouro, o Brasil foi derrotado pela União Soviética por 2 a 1.
De lá para cá, só decepções. Em 1992, o time não conseguiu passar pelo Pré-Olímpico da América do Sul. Quatro anos depois, em Atlanta, um time com Ronaldo Fenômeno como estrela principal perdeu para a Nigéria, na semifinal. Em Sidney-2000, derrota para Camarões na prorrogação, com Ronaldinho Gaúcho em campo. Após ficar fora de Atenas-2004, o Brasil está de novo a dois passos de quebrar o incômodo tabu.
- É o momento que todos nós estávamos esperando. Agora temos que fazer a nossa parte - diz Diego.
Para encarar o Brasil e tentar dar o troco das derrotas na decisão das duas últimas edições da Copa América e na Copa das Confederações de 2005, a Argentina vai escalar o time que venceu a Holanda por 3 a 2. O goleiro Romero, que entrou durante as quartas-de-final, substitui o contundido Ustari.
Ficha do jogo
| ARGENTINA | BRASIL |
| Romero; Zabaleta, Pareja, Garay, Monzón; Gago, Mascherano, Di María, Riquelme; Messi e Agüero. | Renan; Rafinha, Breno, Alex Silva, Marcelo; Hernanes, Lucas, Anderson, Diego; Ronaldinho Gaúcho e Rafael Sobis. |
| Técnico: Sergio Batista. | Técnico: Dunga. |
| Estádio: Estádio dos Trabalhadores, em Pequim. Data: 19/08/2008. Árbitro: Martin Vazquez (URU). Auxiliares: Mauricio Espinosa (URU) e Miguel Nievas (URU) | |
Fonte: Globo.com
Redator: Pedro Silas
pedro_sccp@yahoo.com.br
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