Vôlei de Quadra - MASCULINO
A partida começou equilibrada, com as seleções se revezando no placar. Os russos saíram na frente, mas o Brasil não permitiu que o rival abrisse vantagem. Após o primeiro tempo técnico obrigatório, um bloqueio de Dante empatou o jogo. Poltavskiy marcou, mas outro bloqueio, de André Heller, igualou o placar em 10 a 10. Com um saque de efeito do central, a seleção passou à frente pela primeira vez: 14 a 13. Na segunda parada, vantagem verde-amarela de 16 a 15. Poupado com dores no ombro direito, Giba via tudo do banco. Murilo, seu substituto, emplacou ataques seguidos e aumentou a diferença no placar. O Brasil chegou a abrir três pontos, permitiu que os russos cortassem para um, mas acertou o bloqueio e, com um belo triplo, fechou o set inicial em 25 a 22.
Irritação com a arbitragem
No segundo set, a tensão se instalou. Após erros seguidos de arbitragem, Gustavo se irritou e levou um cartão amarelo. Irônico, aplaudiu a atitude do juiz. Bernardinho não teve outra saída a não ser pedir um tempo para acalmar os jogadores.
A parada até surtiu efeito, e a vantagem russa caiu de cinco pontos para apenas um. Bruninho e Anderson entraram em quadra após o segundo tempo técnico obrigatório. O oposto não conseguiu bloquear e levou o técnico à loucura na beira da quadra. Para aliviar um pouco a tensão do chefe, um saque de Gustavo destroçou o passe russo, que não conseguiu devolver a bola. Com 21 a 21 no placar, voltaram Marcelinho e André Nascimento. A equipe brasileira chegou a passar à frente, com 22 a 21, mas voltou a bobear quando entrou em cena o atacante Mikhaylov. Mandando no jogo, ele fez a diferença e fechou o set em 26 a 24. A derrota na segunda parcial parecia servir de alerta para os brasileiros, que voltaram mais atentos para o terceiro set. Logo no início, apostaram na boa recepção para segurar o forte saque russo. Mikhaylov, no entanto, voltou a dar trabalho. Potente no ataque, ele foi colocando sua equipe no jogo de novo, e a vantagem caiu de cinco para um ponto. O saque russo, cada vez mais forte, foi minando a recepção brasileira. Ainda assim, a equipe verde-amarela teve três set points. E falhou. Após erros de saque de André Nascimento e Dante, a Rússia fechou em 31 a 29. Foi um duro golpe na motivação do time de Bernardinho.
Giba para salvar a pátria? Não desta vez
Os erros e a desvantagem de 2 a 1 fizeram o Brasil perder o ânimo. Desencontrada em quadra, a seleção passou a cometer erros bobos e deixou o adversário jogar solto. Mikhaylov passeava à vontade no ataque, e as pancadas no saque voltaram a castigar o time brasileiro. A vantagem do rival foi aumentando, e o técnico apelou para uma tentativa desesperada: lançou Giba, que até aquele momento não tinha pisado na quadra.
Àquela altura, o placar mostrava 19 a 16 para os russos. Missão dura demais para o herói do videogame. Frio e com dores no ombro, ele não conseguiu botar uma bola sequer no chão. Era muito pouco para colocar o time nas costas e mudar o cenário. Firme nos fundamentos, a Rússia manteve a cabeça no lugar e fechou a tampa: 25 a 19.
Foi sofrido, mas Renata e Talita conseguiram encerrar a primeira fase invictas. As brasileiras tiveram dificuldades para driblar o forte saque de Karantasiou e Arvaniti, mas bateram as gregas por 22/20 e 21/19 e ganharam moral para as oitavas de final. Com o resultado, as brasileiras, que já estavam classificadas, terminaram a primeira etapa na liderança do grupo F, com apenas um set perdido (no jogo de estréia, contra as mexicanas Candelas e Garcia).
Agora, Renata e Talita aguardam os outros resultados da rodada para conhecerem suas adversária na próxima fase. Já as gregas, que acumularam três derrotas, deram adeus aos Jogos Olímpicos.
Gregas forçam saque e dão trabalho para brasileiras
Derrotadas nos dois outros jogos da fase de grupos, Karantasiou e Arvaniti precisavem vencer de qualquer maneira para seguir sonhando com a classificação. As gregas começaram soltas, e deram bastante trabalho para as brasileiras. Com muita força nos ataques e nos saques, as adversárias abriram dois pontos de vantagem (6 a 4) após um erro de ataque da carioca Renata. No entanto, as favoritas logo empataram com duas largadinhas de Talita que tocaram na rede e enganaram a defesa rival.
Renata forçou a mão e o Brasil conseguiu virar o jogo em 13 a 12, mas Karantasiou e Arvaniti não se deram por vencidas e conseguiram uma vantagem perigosa: 17 a 15. O jogo seguiu parelho até os últimos pontos, quando a rede deu uma "mãozinha" para o lado verde-amarelo. Com um saque de Talita que bateu na fita, a dupla do Brasil fechou em 22 a 20.
De volta à quadra, as gregas apostaram no saque de Arvaniti para equilibrar o confronto. Mas as brasileiras começaram melhores, e não se deixaram levar pela pressão das rivais. Com uma pancada de Renata no fundo de quadra e um contra-ataque cedido pelas adversárias, a dupla abriu 5 a 3. A vantagem durou até o sétimo ponto, quando Talita tentou atacar no corredor e a bola foi para fora. A atleta do Mato Grosso do Sul gritou de raiva. Arvaniti caprichou no serviço e a dupla abriu três pontos de vantagem (11 a 8).
Com o jogo em 14 a 10 para as adversárias, as brasucas voltaram a ganhar moral após um lindo rali que contou com duas grandes defesas dos dois lados e terminou com uma largadinha de Talita. Não deu outra. A dupla do Brasil correu atrás e encostou no placar. No entanto, faltava arriscar mais no saque e organizar a recepção. Por isso, com o jogo novamente empatado, desta vez em 18 a 18, Talita pediu mais atenção à sua parceira. Deu certo, e as brasileiras confirmaram o seu favoritismo e o primeiro lugar de sua chave: vitória por 21 a 19.

Direto da Redação
Em jogo tenso, Brasil sofre com o saque russo e perde a primeira em Pequim
No fim de julho, Giba virou herói de videogame batendo em guerreiros chineses. Na vida real, contra os gigantes russos, a história foi bem diferente. Com dores no ombro direito, o atacante foi lançado por Bernardinho nesta quinta-feira para salvar a pátria a apenas seis pontos da derrota. Como superpoder tem limite, não houve jeito: a seleção masculina de vôlei perdeu a cabeça e o jogo. O placar de 3 sets a 1 (22/25, 26/24, 31/29 e 25/19) reflete uma atuação tensa, recheada de provocações, polêmicas de arbitragem e vacilos em momentos decisivos. Agora, resta vencer a Polônia para garantir a vaga na próxima fase.
Enquanto a Rússia já festeja a classificação antecipada, o Brasil colocou uma pulga atrás da orelha. A vitória sobre os poloneses é o bastante para assegurar a vaga sem depender de outros resultados, mas o primeiro lugar do grupo ficou distante e depende de dois tropeços dos russos. Quatro seleções de cada grupo se classificam para as quartas-de-final. Mais que os números, no entanto, a equipe verde-amarela luta contra o desânimo. - Perder do jeito que perdemos no terceiro set certamente deu uma desanimada. Isso não pode acontecer. O time sentiu a pressão de ser derrotado - reconheceu o técnico Bernardinho, em entrevista à TV Globo após a partida .
Primeiro set animador. E só
Ninguém esperava moleza, mas o jogo foi mais tenso do que se imaginava. Não faltavam motivos para o Brasil entrar mordido em quadra. Além de garantir logo a classificação, o duelo era a chance de revanche após a derrota em casa na disputa pelo bronze da Liga Mundial. Um dos jogadores ainda tinha motivo extra para se motivar: Marcelinho festejou na terça-feira a chegada do filho Pedro. A motivação do time, no entanto, deu lugar à apatia.
No fim de julho, Giba virou herói de videogame batendo em guerreiros chineses. Na vida real, contra os gigantes russos, a história foi bem diferente. Com dores no ombro direito, o atacante foi lançado por Bernardinho nesta quinta-feira para salvar a pátria a apenas seis pontos da derrota. Como superpoder tem limite, não houve jeito: a seleção masculina de vôlei perdeu a cabeça e o jogo. O placar de 3 sets a 1 (22/25, 26/24, 31/29 e 25/19) reflete uma atuação tensa, recheada de provocações, polêmicas de arbitragem e vacilos em momentos decisivos. Agora, resta vencer a Polônia para garantir a vaga na próxima fase.Enquanto a Rússia já festeja a classificação antecipada, o Brasil colocou uma pulga atrás da orelha. A vitória sobre os poloneses é o bastante para assegurar a vaga sem depender de outros resultados, mas o primeiro lugar do grupo ficou distante e depende de dois tropeços dos russos. Quatro seleções de cada grupo se classificam para as quartas-de-final. Mais que os números, no entanto, a equipe verde-amarela luta contra o desânimo. - Perder do jeito que perdemos no terceiro set certamente deu uma desanimada. Isso não pode acontecer. O time sentiu a pressão de ser derrotado - reconheceu o técnico Bernardinho, em entrevista à TV Globo após a partida .
Primeiro set animador. E só
Ninguém esperava moleza, mas o jogo foi mais tenso do que se imaginava. Não faltavam motivos para o Brasil entrar mordido em quadra. Além de garantir logo a classificação, o duelo era a chance de revanche após a derrota em casa na disputa pelo bronze da Liga Mundial. Um dos jogadores ainda tinha motivo extra para se motivar: Marcelinho festejou na terça-feira a chegada do filho Pedro. A motivação do time, no entanto, deu lugar à apatia.
A partida começou equilibrada, com as seleções se revezando no placar. Os russos saíram na frente, mas o Brasil não permitiu que o rival abrisse vantagem. Após o primeiro tempo técnico obrigatório, um bloqueio de Dante empatou o jogo. Poltavskiy marcou, mas outro bloqueio, de André Heller, igualou o placar em 10 a 10. Com um saque de efeito do central, a seleção passou à frente pela primeira vez: 14 a 13. Na segunda parada, vantagem verde-amarela de 16 a 15. Poupado com dores no ombro direito, Giba via tudo do banco. Murilo, seu substituto, emplacou ataques seguidos e aumentou a diferença no placar. O Brasil chegou a abrir três pontos, permitiu que os russos cortassem para um, mas acertou o bloqueio e, com um belo triplo, fechou o set inicial em 25 a 22.Irritação com a arbitragem
No segundo set, a tensão se instalou. Após erros seguidos de arbitragem, Gustavo se irritou e levou um cartão amarelo. Irônico, aplaudiu a atitude do juiz. Bernardinho não teve outra saída a não ser pedir um tempo para acalmar os jogadores.
A parada até surtiu efeito, e a vantagem russa caiu de cinco pontos para apenas um. Bruninho e Anderson entraram em quadra após o segundo tempo técnico obrigatório. O oposto não conseguiu bloquear e levou o técnico à loucura na beira da quadra. Para aliviar um pouco a tensão do chefe, um saque de Gustavo destroçou o passe russo, que não conseguiu devolver a bola. Com 21 a 21 no placar, voltaram Marcelinho e André Nascimento. A equipe brasileira chegou a passar à frente, com 22 a 21, mas voltou a bobear quando entrou em cena o atacante Mikhaylov. Mandando no jogo, ele fez a diferença e fechou o set em 26 a 24. A derrota na segunda parcial parecia servir de alerta para os brasileiros, que voltaram mais atentos para o terceiro set. Logo no início, apostaram na boa recepção para segurar o forte saque russo. Mikhaylov, no entanto, voltou a dar trabalho. Potente no ataque, ele foi colocando sua equipe no jogo de novo, e a vantagem caiu de cinco para um ponto. O saque russo, cada vez mais forte, foi minando a recepção brasileira. Ainda assim, a equipe verde-amarela teve três set points. E falhou. Após erros de saque de André Nascimento e Dante, a Rússia fechou em 31 a 29. Foi um duro golpe na motivação do time de Bernardinho.Giba para salvar a pátria? Não desta vez
Os erros e a desvantagem de 2 a 1 fizeram o Brasil perder o ânimo. Desencontrada em quadra, a seleção passou a cometer erros bobos e deixou o adversário jogar solto. Mikhaylov passeava à vontade no ataque, e as pancadas no saque voltaram a castigar o time brasileiro. A vantagem do rival foi aumentando, e o técnico apelou para uma tentativa desesperada: lançou Giba, que até aquele momento não tinha pisado na quadra.
Àquela altura, o placar mostrava 19 a 16 para os russos. Missão dura demais para o herói do videogame. Frio e com dores no ombro, ele não conseguiu botar uma bola sequer no chão. Era muito pouco para colocar o time nas costas e mudar o cenário. Firme nos fundamentos, a Rússia manteve a cabeça no lugar e fechou a tampa: 25 a 19.
Vôlei de praia - FEMININO
Renata e Talita vencem gregas e avançam invictas para as oitavas-de-final
Foi sofrido, mas Renata e Talita conseguiram encerrar a primeira fase invictas. As brasileiras tiveram dificuldades para driblar o forte saque de Karantasiou e Arvaniti, mas bateram as gregas por 22/20 e 21/19 e ganharam moral para as oitavas de final. Com o resultado, as brasileiras, que já estavam classificadas, terminaram a primeira etapa na liderança do grupo F, com apenas um set perdido (no jogo de estréia, contra as mexicanas Candelas e Garcia).Agora, Renata e Talita aguardam os outros resultados da rodada para conhecerem suas adversária na próxima fase. Já as gregas, que acumularam três derrotas, deram adeus aos Jogos Olímpicos.
Gregas forçam saque e dão trabalho para brasileiras
Derrotadas nos dois outros jogos da fase de grupos, Karantasiou e Arvaniti precisavem vencer de qualquer maneira para seguir sonhando com a classificação. As gregas começaram soltas, e deram bastante trabalho para as brasileiras. Com muita força nos ataques e nos saques, as adversárias abriram dois pontos de vantagem (6 a 4) após um erro de ataque da carioca Renata. No entanto, as favoritas logo empataram com duas largadinhas de Talita que tocaram na rede e enganaram a defesa rival.
Renata forçou a mão e o Brasil conseguiu virar o jogo em 13 a 12, mas Karantasiou e Arvaniti não se deram por vencidas e conseguiram uma vantagem perigosa: 17 a 15. O jogo seguiu parelho até os últimos pontos, quando a rede deu uma "mãozinha" para o lado verde-amarelo. Com um saque de Talita que bateu na fita, a dupla do Brasil fechou em 22 a 20.
De volta à quadra, as gregas apostaram no saque de Arvaniti para equilibrar o confronto. Mas as brasileiras começaram melhores, e não se deixaram levar pela pressão das rivais. Com uma pancada de Renata no fundo de quadra e um contra-ataque cedido pelas adversárias, a dupla abriu 5 a 3. A vantagem durou até o sétimo ponto, quando Talita tentou atacar no corredor e a bola foi para fora. A atleta do Mato Grosso do Sul gritou de raiva. Arvaniti caprichou no serviço e a dupla abriu três pontos de vantagem (11 a 8).
Com o jogo em 14 a 10 para as adversárias, as brasucas voltaram a ganhar moral após um lindo rali que contou com duas grandes defesas dos dois lados e terminou com uma largadinha de Talita. Não deu outra. A dupla do Brasil correu atrás e encostou no placar. No entanto, faltava arriscar mais no saque e organizar a recepção. Por isso, com o jogo novamente empatado, desta vez em 18 a 18, Talita pediu mais atenção à sua parceira. Deu certo, e as brasileiras confirmaram o seu favoritismo e o primeiro lugar de sua chave: vitória por 21 a 19.
Fonte: globo.com/esportes

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