Vôlei de Quadra - FEMININO
Por muito pouco, o vôlei brasileiro não foi surpreendido por uma zebra norueguesa. Na partida mais dramática do país nas areias de Pequim, Renata e Talita garantiram a classificação para as quartas-de-final. As atletas superaram o abatimento e bateram Maaseide e Glesnes, número 26 do ranking, por 2 a 1, parciais de 12/21, 21/19 e 15/13.
Agora, as brasileiras recarregam as energias para a próxima fase, que promete outra pedreira. As adversárias serão as australianas Barnett e Cook, que se classificaram após uma vitória suada contra as gregas Koutroumanidou e Tsiartsiani, também nesta sexta-feira.
Primeiro set fácil... para elas
Renata e Talita saíram na frente, mas o início do primeiro set já dava mostras do que estava por vir: com uma defesa frágil, as brasileiras, que venciam por 5 a 3, perderam a concentração após uma falha da arbitragem. Renata explorou o bloqueio de Glesnes e a bola foi para fora, mas o juiz marcou o ponto para as rivais. A partir daí, as norueguesas se soltaram em quadra e a dupla do Brasil se perdeu completamente. Inerte diante dos ataques das rivais, Renata e Talita não demonstravam vontade de virar. Do outro lado da rede, a motivação foi aumentando. Com facilidade surpreendente, Maaseide e Glesnes fecharam o primeiro set em 21 a 12.
O medo de dar adeus aos Jogos de Pequim continuou a atormentar as brasileiras na segunda parcial. As norueguesas abriram 5 a 2, mas cometeram dois erros de ataque e cederam o empate em 5 a 5. Era a chance de dar a voltar por cima. A torcida brasileira presente na Arena de Chaoyang empurrava, mas as atletas não conseguiam encaixar seu jogo. O bloqueio de Talita era ignorado por Glesnes, que jogou com curativos no pé direito.
Virada incrível para a dupla brasileira
A tensão tomou conta da partida quando Talita bloqueou e a bola raspou na linha, mas caiu fora. A arbitragem marcou, corretamente, o ponto para as adversárias: 17 a 16. A situação se tornou dramática. As norueguesas aumentaram a vantagem para três pontos, em 19 a 16. Mas Talita bloqueou duas vezes e diminuiu para 19 a 18, vibrando muito com a recuperação. Percebendo o bom momento das brasileiras, as rivais pediram tempo. Não adiantou. Talita soltou o braço no contra-ataque e empatou em 19 a 19. A brasileira gritou: “Vamos virar!”. E viraram mesmo. Determinada, ela marcou mais dois pontos e garantiu a vitória por 21 a 19.
A virada não abalou a dupla da Noruega, que abriu 5 a 2 no início do tie-break. Mais uma vez, coube às brasileiras correr atrás do resultado e empatar em 5 a 5 com uma bola de fundo de quadra de Talita. O duelo seguiu equilibrado até o décimo ponto, quando Renata fez uma grande defesa e Talita pôs o Brasil na frente pela primeira vez: 11 a 10. As brasileiras ganharam confiança e abriram 13 a 11. A vaga estava na mão e as norueguesas a entregaram de bandeja: com um saque para fora de Glesnes, vitória verde-amarela por 15 a 13.

Já classificado às quartas-de-final das Olimpíadas, Brasil atropela o Cazaquistão
O início da partida entre Brasil e Cazaquistão dava ares de um duelo difícil. Afinal, as rivais saíram na frente, e as brasileiras começaram desconcentradas. Mas a sensação de ‘guerra’ durou apenas dez minutos, e a única ‘guerra’ quem viveu foi o telespectador, que travou uma forte batalha para se manter acordado. A facilidade nos dois primeiros sets deu sono. Principalmente no segundo, que foi um atropelo. Porém, um despertador para os sonolentos apareceu no terceiro set. Com as reservas brasileiras em quadra, este foi o único período que deu sinais de um jogo tipico de Olimpíadas. E, entre o sono e a emoção, o telespectador que resistiu pôde ver o Brasil, já classificado às quartas, aplicar 3 sets a 0, com parciais de 25/13, 25/6 e 27/25.
O objetivo do técnico José Roberto Guimarães de se manter em primeiro no Grupo B foi alcançado. O resultado positivo da madrugada desta sexta-feira, que teve como um 'bônus' a marca de maior diferença de pontos em um set em Pequim (25 a 6), garantiu a permanência na liderança à seleção brasileira. Mas somente após o jogo contra a Itália, último desafio do Brasil na fase preliminar, marcado para as 3h30m (de Brasília) de domingo, é que as primeiras posições ficarão realmente decididas. Isso porque as duas seleções são as únicas invictas da chave.
Início de set tenso, mas com final tranqülo
A equipe brasileira começou a partida mal posicionada e desconcentrada. Logo no início, dois erros bobos com a central Walewska: primeiro perdeu o tempo da bola em uma levantada de Fofão e, em seguida, deixou a bola cair na quadra brasileira após um bloqueio das rivais. Foi neste momento que o Cazaquistão abriu um ponto de vantagem sobre o Brasil. E assim ficou até o primeiro tempo técnico obrigatório. No retorno à quadra, dois pontos seguidos do bloqueio brasileiro levaram a seleção à liderança do placar: 11 a 9.
A postura do time mudou em quadra, o que alterou a história do set. As brasileiras pararam de cometer erros bobos e começaram a trabalhar melhor as bolas. Dessa forma, o Brasil manteve a frente com uma certa diferença no marcador. Na segunda parada, a equipe saiu com 16 a 12. Um ace da meio-de-rede Fabiana deu o 18º ponto. Um bloqueio da ponteiro Paula Pequeno mereceu um sorriso de Zé Roberto. Um peixinho de Fabi garantiu a defesa que deu o set point ao Brasil, que fechou em 25 a 13.
Brasil avassalador no segundo período
A seleção brasileira passeou no segundo set. Com o jogo a seu favor, a equipe largou na frente e atropelou. Na primeira parada, 8 a 2 apontava o placar. O bloqueio, certeiro, foi um dos destaques do período. Além disso, Mari e Paula Pequeno também acertavam em suas escolhas de ataque, tanto ao soltar o braço quanto ao largar as bolas, contribuindo para o Brasil obter 14 a 3 rapidamente. E a diferença só foi aumentando. Um ace de Sheilla marcou 19 a 3. Neste momento, Zé Roberto colocou Thaisa e Jaqueline no lugar de Mari e Walewska. O ritmo frenético da seleção não caiu. E, no set mais fácil das Olimpíadas, em apenas 16 minutos, o Brasil fechou em 25 a 6.
Reservas em quadra: despertador para os sonolentos
Tudo levava a crer que o terceiro set seria mais uma lavada do Brasil. Pena de quem dormiu, sorte de quem resistiu ao sono. Com boa parte das reservas em quadra, entre elas Thaisa, Jaqueline e Sassá, a equipe brasileira caiu de rendimento. Sem ritmo de jogo, o que é normal para quem vem do banco, a queda facilitou a vida do time do Cazaquistão, que passou a fazer jogo duro. Foi quando a partida ficou típica de Olimpíadas: emocionante.
As seleções se revezaram na frente do placar boa parte do set. Fofão tentava distribuir as bolas para as atacantes pontuarem e a vantagem voltar a ser a favor, mas o bloqueio do Cazaquistão estava montado. Pelo lado brasileiro, Thaisa também não deixava a bola passar. Assim, o duelo passou a ser de boas defesas. A líbero Fabi fez milagres no fundo. Zé Roberto, tranqüilo à beira da quadra, pediu calma às suas jogadoras. Estas ouviram o treinador com atenção e, usufruindo do que o Brasil tem de melhor, a versatilidade, fecharam em 27 a 25.
Vôlei de areia - FEMININO
O início da partida entre Brasil e Cazaquistão dava ares de um duelo difícil. Afinal, as rivais saíram na frente, e as brasileiras começaram desconcentradas. Mas a sensação de ‘guerra’ durou apenas dez minutos, e a única ‘guerra’ quem viveu foi o telespectador, que travou uma forte batalha para se manter acordado. A facilidade nos dois primeiros sets deu sono. Principalmente no segundo, que foi um atropelo. Porém, um despertador para os sonolentos apareceu no terceiro set. Com as reservas brasileiras em quadra, este foi o único período que deu sinais de um jogo tipico de Olimpíadas. E, entre o sono e a emoção, o telespectador que resistiu pôde ver o Brasil, já classificado às quartas, aplicar 3 sets a 0, com parciais de 25/13, 25/6 e 27/25.O objetivo do técnico José Roberto Guimarães de se manter em primeiro no Grupo B foi alcançado. O resultado positivo da madrugada desta sexta-feira, que teve como um 'bônus' a marca de maior diferença de pontos em um set em Pequim (25 a 6), garantiu a permanência na liderança à seleção brasileira. Mas somente após o jogo contra a Itália, último desafio do Brasil na fase preliminar, marcado para as 3h30m (de Brasília) de domingo, é que as primeiras posições ficarão realmente decididas. Isso porque as duas seleções são as únicas invictas da chave.
Início de set tenso, mas com final tranqülo
A equipe brasileira começou a partida mal posicionada e desconcentrada. Logo no início, dois erros bobos com a central Walewska: primeiro perdeu o tempo da bola em uma levantada de Fofão e, em seguida, deixou a bola cair na quadra brasileira após um bloqueio das rivais. Foi neste momento que o Cazaquistão abriu um ponto de vantagem sobre o Brasil. E assim ficou até o primeiro tempo técnico obrigatório. No retorno à quadra, dois pontos seguidos do bloqueio brasileiro levaram a seleção à liderança do placar: 11 a 9.
A postura do time mudou em quadra, o que alterou a história do set. As brasileiras pararam de cometer erros bobos e começaram a trabalhar melhor as bolas. Dessa forma, o Brasil manteve a frente com uma certa diferença no marcador. Na segunda parada, a equipe saiu com 16 a 12. Um ace da meio-de-rede Fabiana deu o 18º ponto. Um bloqueio da ponteiro Paula Pequeno mereceu um sorriso de Zé Roberto. Um peixinho de Fabi garantiu a defesa que deu o set point ao Brasil, que fechou em 25 a 13.
Brasil avassalador no segundo período
A seleção brasileira passeou no segundo set. Com o jogo a seu favor, a equipe largou na frente e atropelou. Na primeira parada, 8 a 2 apontava o placar. O bloqueio, certeiro, foi um dos destaques do período. Além disso, Mari e Paula Pequeno também acertavam em suas escolhas de ataque, tanto ao soltar o braço quanto ao largar as bolas, contribuindo para o Brasil obter 14 a 3 rapidamente. E a diferença só foi aumentando. Um ace de Sheilla marcou 19 a 3. Neste momento, Zé Roberto colocou Thaisa e Jaqueline no lugar de Mari e Walewska. O ritmo frenético da seleção não caiu. E, no set mais fácil das Olimpíadas, em apenas 16 minutos, o Brasil fechou em 25 a 6.
Reservas em quadra: despertador para os sonolentos
Tudo levava a crer que o terceiro set seria mais uma lavada do Brasil. Pena de quem dormiu, sorte de quem resistiu ao sono. Com boa parte das reservas em quadra, entre elas Thaisa, Jaqueline e Sassá, a equipe brasileira caiu de rendimento. Sem ritmo de jogo, o que é normal para quem vem do banco, a queda facilitou a vida do time do Cazaquistão, que passou a fazer jogo duro. Foi quando a partida ficou típica de Olimpíadas: emocionante.
As seleções se revezaram na frente do placar boa parte do set. Fofão tentava distribuir as bolas para as atacantes pontuarem e a vantagem voltar a ser a favor, mas o bloqueio do Cazaquistão estava montado. Pelo lado brasileiro, Thaisa também não deixava a bola passar. Assim, o duelo passou a ser de boas defesas. A líbero Fabi fez milagres no fundo. Zé Roberto, tranqüilo à beira da quadra, pediu calma às suas jogadoras. Estas ouviram o treinador com atenção e, usufruindo do que o Brasil tem de melhor, a versatilidade, fecharam em 27 a 25.
Vôlei de areia - FEMININO
Em partida dramática, Renata e Talita garantem classificação no tie-break
Por muito pouco, o vôlei brasileiro não foi surpreendido por uma zebra norueguesa. Na partida mais dramática do país nas areias de Pequim, Renata e Talita garantiram a classificação para as quartas-de-final. As atletas superaram o abatimento e bateram Maaseide e Glesnes, número 26 do ranking, por 2 a 1, parciais de 12/21, 21/19 e 15/13.Agora, as brasileiras recarregam as energias para a próxima fase, que promete outra pedreira. As adversárias serão as australianas Barnett e Cook, que se classificaram após uma vitória suada contra as gregas Koutroumanidou e Tsiartsiani, também nesta sexta-feira.
Primeiro set fácil... para elas
Renata e Talita saíram na frente, mas o início do primeiro set já dava mostras do que estava por vir: com uma defesa frágil, as brasileiras, que venciam por 5 a 3, perderam a concentração após uma falha da arbitragem. Renata explorou o bloqueio de Glesnes e a bola foi para fora, mas o juiz marcou o ponto para as rivais. A partir daí, as norueguesas se soltaram em quadra e a dupla do Brasil se perdeu completamente. Inerte diante dos ataques das rivais, Renata e Talita não demonstravam vontade de virar. Do outro lado da rede, a motivação foi aumentando. Com facilidade surpreendente, Maaseide e Glesnes fecharam o primeiro set em 21 a 12.
O medo de dar adeus aos Jogos de Pequim continuou a atormentar as brasileiras na segunda parcial. As norueguesas abriram 5 a 2, mas cometeram dois erros de ataque e cederam o empate em 5 a 5. Era a chance de dar a voltar por cima. A torcida brasileira presente na Arena de Chaoyang empurrava, mas as atletas não conseguiam encaixar seu jogo. O bloqueio de Talita era ignorado por Glesnes, que jogou com curativos no pé direito.
Virada incrível para a dupla brasileira
A tensão tomou conta da partida quando Talita bloqueou e a bola raspou na linha, mas caiu fora. A arbitragem marcou, corretamente, o ponto para as adversárias: 17 a 16. A situação se tornou dramática. As norueguesas aumentaram a vantagem para três pontos, em 19 a 16. Mas Talita bloqueou duas vezes e diminuiu para 19 a 18, vibrando muito com a recuperação. Percebendo o bom momento das brasileiras, as rivais pediram tempo. Não adiantou. Talita soltou o braço no contra-ataque e empatou em 19 a 19. A brasileira gritou: “Vamos virar!”. E viraram mesmo. Determinada, ela marcou mais dois pontos e garantiu a vitória por 21 a 19.
A virada não abalou a dupla da Noruega, que abriu 5 a 2 no início do tie-break. Mais uma vez, coube às brasileiras correr atrás do resultado e empatar em 5 a 5 com uma bola de fundo de quadra de Talita. O duelo seguiu equilibrado até o décimo ponto, quando Renata fez uma grande defesa e Talita pôs o Brasil na frente pela primeira vez: 11 a 10. As brasileiras ganharam confiança e abriram 13 a 11. A vaga estava na mão e as norueguesas a entregaram de bandeja: com um saque para fora de Glesnes, vitória verde-amarela por 15 a 13.
Fonte: globo.com
Direto da Redação
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