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sábado, 18 de outubro de 2008

Campeonato Brasileiro > Inter vence a primeira das nove decisões e agrava a crise do Furacão

* Colorado faz 2 a 1, no Beira-Rio, e mantém a esperança de chegar na Libertadores. Paranaenses se complicam ainda mais

No clima do "Eu acredito!", o Internacional venceu a primeira das nove decisões que traçou para tentar se classificar para a Libertadores do ano que vem. Neste sábado, no Beira-Rio, o Colorado superou o Atlético-PR, por 2 a 1, gols de Nilmar e Alex, pela 30ª rodada do Brasileirão. O resultado deixa a equipe gaúcha com 46 pontos e piora a crise do Furacão. Os paranaenses estacionam nos 28 pontos e continuam na zona de rebaixamento. O colombiano Ferreira fez o gol rubro-negro. Na próxima rodada, o Inter visita o Atlético-MG, no Mineirão. O Atlético-PR recebe o Cruzeiro, na Arena da Baixada.

Quarteto colorado em alta velocidade

Com Alex, de volta da seleção brasileira, D'Alessadro, livre de suspensão, e Nilmar, o técnico Tite escalou o Internacional de forma ofensiva. Sem o volante Magrão, machucado, o substituto Andrezinho deu mais velocidade na saída de bola.

Aos 24, Nilmar, sempre muito rápido, driblou a marcação na entrada da área, bateu firme de perna esquerda, mas parou nas mãos de Galatto. Três minutos depois, boa chance dos paranaenses. O ala Zé Antônio invadiu a área pela direita, bateu cruzado e assustou o goleiro Lauro.

Por tentar mais, o dono do Beira-Rio acabou recompensado. Nilmar, aos 38, recebeu passe preciso de Alex na área e só teve o trabalho de tocar na saída de Galatto, com categoria. Foi o 14º gol do camisa 9 no Brasileirão 2008.

Mesmo em vantagem, o Inter continuou tomando a iniciativa no confronto. A primeira chance clara de gol da etapa final só saiu aos 17 minutos. Andrezinho arriscou da entrada da área, em chute colocado, e levantou a torcida. Dois minutos mais tarde, ele mesmo chutou mais uma. Galatto apareceu bem novamente.

Com um ataque quase nulo, Geninho tirou Geílson e escalou Pedro Oldoni. Só com 23 minutos o time da Arena da Baixada conseguiu atacar de forma mais aguda. Em cobrança de escanteio, o zagueiro Antônio Carlos subiu bem, mas a cabeçada foi para fora. A situação do Furacão ficou pior. Aos 27, Zé Antônio puxou a camisa de Edinho para impedir um contra-ataque e levou cartão vermelho direto.

Craque de volta, e bola na rede

Se na seleção brasileira o camisa 10 do Inter não teve muito tempo para mostrar todo o seu talento, no Beira-Rio ele deita e rola. Aos 29 minutos, o camisa 10 recebeu na área, driblou o zagueiro e soltou uma bomba no ângulo de Galatto. Festa da metade vermelha de Porto Alegre.

Aos 33, esperança atleticana. D'Alessandro recuou mal a bola com o peito para Ângelo, o jogador se atrapalhou, e Ferreira aproveitou para tocar rasteiro e diminuir. O gol mexeu com o Inter, e Tite tirou D'Alessandro e Alex. Taison e Daniel Carvalho entraram para dar mais velocidade. O resultado por pouco não foi imediato. Aos 38, Carvalho recebeu de Nilmar, bateu forte, e Galatto foi buscar.

O latera-direito Ângelo tentou se redimir da falha no gol do Atlético-PR. Aos 41, ele cobrou falta com muita categoria, mas a bola bateu na trave. A vitória colorada mantém vivo o sonho da Libertadores da América.

Figueirense vacila no fim da partida e cede empate ao Ipatinga

O futebol passou longe do estádio Orlando Scarpelli na noite deste sábado. Nesta briga contra a chuva e contra a bola, Figueirense e Ipatinga ficaram no empate em 1 a 1, resultado que não é bom para nenhum dos times. O time da casa vencia até o minuto final da partida, quando o boliviano Pablo Escobar marcou o gol que colocou a igualdade no placar. Com isto, o Alvinegro perde a chande de se afastar mais da degola do Brasileirão e fica com 34 pontos, na décima-quarta posição. Já o time do Vale do Aço chega a 28 pontos e deixa a lanterna na mão do Vasco.

Muita água e pouco futebol

A forte chuva que caia sobre a cidade de Florianópolis atrapalhou a vida das duas equipes. O gramado do estádio Orlando Scarpelli não resistiu ao grande volume de água, e a formação de grandes poças acabou sendo inevitável. Desta forma, conduzir a bola era algo impensável, apesar da tentativa dos jogadores. Mais esperto, o Figueira logo partiu para o jogo aéreo, e na primeira boa chance, abriu o placar. Aos 11 minutos, após cruzamento pela esquerda de Marquinho, Tadeu aproveitou a sobra e empurrou para o fundo das redes.

Depois de sofrer o gol, o Ipatinga logo percebeu que não seria possível chegar ao ataque com toque de bola, e partiu para cima do adversário tentando lançamentos longos. E por muito pouco o Tigre não empatou aos 20. Após cobrança de escanteio de Márcio Gabriel, Gian subiu e cabeceou forte, mas o goleiro Wilson defendeu.

No segundo tempo, a história do jogo não mudou. Com o gramado ainda mais pesado e disputas cada vez mais ríspidas, o futebol não passava de um detalhe. Com o passar do tempo, o Figueira ficava mais cauteloso, evitando as subidas para o ataque. Enquanto isso, o Tigre pressionava, mas desperdiçava suas chances.

Aos 25 minutos, Kempes recebeu sozinho na área mas se atrapalhou na poça na hora de chutar. Nos minutos finais a partida ficou lá e cá. As duas equipes perdiam boas chances de gol, dando ares de dramaticidade ao confronto. Já no fim da partida, veio o castigo para o Figueira. Após contra-ataque em alta velocidade, Pablo Escobar recebeu na área e chutou para o gol. Wilson ainda tocou nela mas a bola entrou de mansinho no gol.

Fontes: Globo.com e Uol

Redator: Pedro Silas
pedro_sccp@yahoo.com.br

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