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domingo, 19 de outubro de 2008

Campeonato Brasileiro > No intenso calor baiano, Vitória e Flu empatam no Barradão

* Equipes fazem um jogo muito movimentado, com muitos gols perdidos e reclamação dos tricolores

Sob o forte calor de Salvador, que obrigou o árbitro a interromper a partida duas vezes para os jogadores tomarem água, o Vitória empatou com o Fluminense por 2 a 2, neste domingo, no Barradão. Os gols, alguns deles muito bonitos, foram marcados por Rafael, Thiago Silva, Washington e Marquinhos. Os tricolores reclamaram muito de um pênalti não marcado aos 46 minutos do segundo tempo, quando o zagueiro Leonardo Silva cortou um chute de Washington com o braço.

Com o resultado, o Flu chega a 31 pontos e precisa torcer para a Portuguesa não vencer o Grêmio, no Canindé, ainda neste domingo, para não voltar para a zona de rebaixamento. O Rubro-Negro soma agora 44 pontos, e está na décima posição. Na próxima rodada, quinta-feira, 23 de outubro, o Vitória enfrenta o São Paulo no Morumbi. O Flu, no sábado, recebe o Palmeiras no Maracanã.

Jogo movimentado no Barradão

A partida começou em alta velocidade, e, em um contra-ataque rápido, o Flu teve uma grande oportunidade logo aos dois minutos. Arouca aproveitou uma bobeada da defesa do Vitória e, de frente para o goleiro, chutou na trave. O Tricolor continuou a ter facilidade de furar o bloqueio adversário, mas não aproveitou. E o castigo para os tricolores veio logo na primeira boa trama dos donos da casa. Aos 16 minutos, Rafael tabelou com Robert, deixou Fabinho no chão, e chutou forte, cruzado, para fazer 1 a 0.

O forte calor em Salvador criou uma situação inusitada. Aos 23, o árbitro Leandro Pedro Vuaden parou o jogo para os jogadores tomarem água. A parada não diminuiu o ritmo do Tricolor. A recompensa pelo esforço tricolor veio aos 36, com Thiago Silva. O zagueiro bateu falta da intermediária, a bola fez uma curva impressionante e foi no ângulo do goleiro Viáfara. Um golaço: 1 a 1. Antes do fim do primeiro tempo, o Vitória teve uma ótima chance de voltar a ficar em vantagem no placar. Aos 43, Leandro Domingues recebeu livre dentro da área e chutou cruzado, a bola passou rente à trave direita do goleiro Fernando Henrique

O Fluminense voltou do vestiário com a mesma postura da primeira etapa, e conseguiu a virada logo no primeiro minuto. Após levantamento na área, Thiago Silva chutou de perna esquerda e Viáfara soltou dentro da pequena área. Washington foi mais esperto do que os defensores e desviou a bola para o fundo do gol: 2 a 1. O Vitória se lançou ao ataque para tentar a reação, mas foi o Flu que criou novamente. Aos 12, Junior Cesar cruzou da esquerda e Washington desviou de cabeça e a bola passou perto do gol.

Os donos da casa conseguiram empatar a partida aos 20 minutos, com Marquinhos. Na entrada da área, o atacante driblou Wellington Monteiro e chutou colocado, no canto esquerdo do goleiro Fernando Henrique. Três minutos depois, o Vitória teve a chance de ficar na frente do placar. Ramon chutou forte da entrada da área e o goleiro tricolor fez boa defesa. Aos 25, o árbitro interrompeu novamente a partida para os jogadores tomarem água.

Aos 46, para total desespero dos tricolores, Washington teve a chance de decretar a vitória do Flu, mas perdeu outra boa chance. Ciel tocou para Washington dentro da área e o Coração Valente chutou de primeira. A bola pegou no braço do zagueiro Leonardo Silva e saiu. O árbitro mandou o lance seguir. Na saída do gramado, os jogadores reclamaram muito do juiz.

No 'Clássico dos Clássicos', Sport e Náutico empatam na Ilha

Definitivamente não é por acaso que o duelo entre Sport e Náutico é chamado de 'Clássico dos Clássicos'. Sempre que os times se enfrentam, é sinal de grande jogo e fortes emoções. Neste domingo não foi diferente. Pela 30ª rodada do Brasileirão, os rivais mediram forças na Ilha do Retiro e ficaram iguais: 2 a 2.

O resultado deixa o Leão com 40 pontos, equanto o Timbu fica com 31, ainda muito perto da zona de rebaixamento. O Rubro-Negro não perde para o rival em casa há quatro anos. Na próxima rodada, o Sport visita o líder Grêmio, dia 23, no Olímpico. O Timbu recebe a Portuguesa, dia 25, nos Aflitos.

Jogo de muita correria, e ânimos exaltados

Sem vencer há quatro partidas, Sport e Náutico começaram o clássico da Ilha do Retiro em alta velocidade. Dá até para dizer que, se passassem por um pardal, os times certamente seriam multados. O Leão, com Carlinhos Bala recuado para o meio, tentou explorar as jogadas pelas laterais do campo. Apesar disso, quem abriu o placar foi o Náutico. Aos 18, Gilmar recebeu cruzamento de Willian na área, dominou bonito e bateu no catinho do goleiro Magrão: 1 a 0. Festa do visitante no reino do Leão, e torcida em silêncio.

O gol do Timbu mexeu com o Sport, inclusive na forma de atacar. Além das laterais, os donos da casa passaram a centralizar os ataques. Nas arquibancadas, um princípio de confusão. Policiais enfrentaram alguns torcedores da torcida alvirrubra. No jogo, Carlinhos Bala cobrou falta para a área do Náutico, aos 29, o capitão Durval subiu muito para cabecear, e Eduardo fez um milagre. Defesaça! O ataque não foi nada perto do que ocorreu aos 36. Roger recebeu na ponta esquerda, invadiu a área com um lindo drible, tabelou com Carlinhos Bala, mas bateu para fora, na cara do gol, de forma inacreditável.

Aos 44, Wilson aproveitou cruzamento na área, mandou de cabeça, mas Eduardo fez a ponte para ficar com a bola. A resposta do Timbu veio em grande estilo. Felipe invadiu a área, deixou Igor sentado, mas chutou fraco ao gol. Aos 47 veio o empate do Sport. Carlinhos Bala furou na tentativa voleio, mas Durval aproveitou o lance para encher o pé e empatar a partida. O goleiro Eduardo ainda defendeu parcialmente, mas a bola foi morrer na rede.

A bola mal começou a rolar na etapa final, e o Sport mostrou força e oportunismo. Aos dois minutos, Roger aproveitou a falha de Vágner dentro da área e bateu com muita categoria. Na comemoração, o atacante tirou a camisa e foi punido com cartão amarelo. Mas, doze minutos depois, Willian fez fila na zaga do Sport e passou para Felipe. Livre na área, o atacante não teve qualquer trabalho para fazer o gol e deixar tudo igual: 2 a 2.

Os dois times perderam jogadores por expulsões. Roger já tinha amarelo e foi expulso por simular um pênalti. Já do lado do Náutico, Ticão fez falta, recebeu o segundo amarelo e também foi expulso. Nos dez minutos finais, o ritmo da partida diminui, e os dois times criaram poucas chances.

Coritiba e Goiás só empatam, e Libertadores fica mais longe

Chances para vencer o jogo não faltaram para Coritiba e Goiás na tarde deste domingo, no Estádio Couto Pereira. No entanto, o empate em 1 a 1 foi um resultado ruim para as duas equipes, que ficaram ainda mais distantes de uma vaga da Taça Libertadores da América do ano que vem. O time curitibano chegou a 46 pontos na tabela de classificação do Campeonato Brasileiro, permanecendo na oitava colocação. Já o Esmeraldino foi a 45 pontos e também não mudou de posição, seguindo em nono.

Goiás sai na frente, mas Coxa empata

Precisando da vitória para seguir alimentando o sonho de chegar à Libertadores, Coritiba e Goiás não quiseram saber cautela e partiram para o ataque desde o início da partida. No entanto, quem dominou as ações ofensivas foi o time da casa, que empurrado pela sua torcida, conseguiu duas boas chances nos primeiros dez minutos. Assustado com o ímpeto do adversário, o Esmeraldino tentava se reorganizar e sair para o jogo. Os laterais Vitor e Júlio César eram sempre acionados, mas tinham dificuldades para se infiltrar no setor ofensivo do Coxa.

O Coritiba tinha mais posse de bola, mas centralizada demais as jogadas, facilitando o trabalho da zaga adversária. Enquanto isso, o Goiás se aproveitava e encaixava bons contra-ataques. Com o jogo novamente aberto, as chances se tornaram mais freqüentes. Aos 38 minutos, enfim foi aberto o placar. Romerito, que havia perdido gol feito antes, ganhou passe açucarado de Paulo Baier e desta vez não perdoou, tocando no canto direito da meta do Coxa. O time da casa ainda tentou reagir, mas a vitória parcial goiana se manteve.

Em desvantagem e jogando em casa, o Coritiba foi para o tudo ou nada no segundo tempo. Porém, quem voltou melhor foi o Goiás. Aproveitando-se dos espaços deixados pelo rival, os goianos tiveram duas chances de ampliar até os cinco minutos. Apesar da pressão esmeraldina, o Coxa não estava morto na partida. Mesmo desorganizado, o time curitibano quase empatou o jogo em duas oportunidades. Mas aos 11 minutos, não teve jeito. Após escanteio cobrado por Marlos, Felipe dominou na área e tocou no canto de Harlei, empatando a partida.

Apesar do gol, o Goiás seguia jogando com inteligência, explorando os contra-ataques e usando bem as laterais do campo. E o que se viu no restante do jogo foi um show de disposição dos dois times, que buscaram a vitória até o último instante da partida. No entanto, com o empate, ambos praticamente dão adeus à chance de disputar a Libertadores em 2009.

Fontes: Globo.com e Terra


Redator: Pedro Silas
pedro_sccp@yahoo.com.br

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