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quarta-feira, 18 de março de 2009

F1 > Paddock da Redação

Corrida Maluca 2009

Dick Vigarista, Penélope Charmosa, Irmãos Rocha e Quadrilha da Morte. Ao que tudo indica, esses devem ser os próximos nomes da Fórmula 1 2009. Os personagens do famoso desenho "Corrida Maluca" (foto), de 1968, caíriam como uma luva neste mundial maluco que a FIA planeja para este ano.

Nesta terça, foi anunciado que o número de vitórias será o primeiro critério para definir o Campeão Mundial neste ano. A pontuação será, pasmem, o primeiro critério de desempate. Além disso, as mudanças aerodinâmicas, equalização de equipamentos e custos e a crise financeira que bateu na porta do paddock são outros fatores que devem pesar durante a temporada que começa dia 29 de março, na Austrália.

A Brawn Racing, equipe que existe há duas semanas, nascida do fim (?!) da Honda, vem surpreendendo e arrasando nos treinos livres. Quando do anúncio da nova escuderia, eu disse aqui no Paddock que a equipe era uma incóginita, por isso concordava com a aposta nos experientes Button e Barrichelo. E os dois estão justificando a confiança depositada por Ross Brawn.

Enquanto a Brawn rivaliza com a Ferrari e a Renault pelos melhores tempos, a McLaren, do campeão Hamilton, passa vexame. Atualmente, analisando os tempos dos testes em Jerez, na Espanha, a equipe britânica está quase dois segundos atrás da Brawn, uma diferença considerável e assustadora, considerando que as duas equipes tem o mesmo motor, mas investimentos totalmente diferentes.

Com tantas lambanças de Bernie Ecclestone, Max Mosley e cia., a Fórmula 1 promete muitas emoções em 2009, o que não garante, necessariamente, público e retorno financeiro.

Entenda o novo regulamento

Segundo o novo regulamento implementado pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA), a partir de 2009, o campeão da Fórmula 1 será aquele que somar o maior número de vitórias. A pontuação, que continua a mesma do ano passado, servirá como critério desempate em caso de igualdade nos triunfos.

Se esse fosse o regulamento desde o início da história da F1, simplesmente 12 campeonatos teriam finais diferentes. Nelson Piquet (foto), por exemplo, perderia dois de seus três títulos mundiais. Já Ayrton Senna seria tetra, roubando uma conquista do francês Alain Prost.

Ano passado, o destino teria sido generoso com Felipe Massa. O brasileiro foi vice-campeão, mas teve seis vitórias ao longo do ano, enquanto Hamilton venceu cinco.

A Associação das Equipes da Fórmula 1 (Fota, na sigla em inglês), liderada por Luca di Montezemolo, é radicalmente contra a medida. Os pilotos brasileiros também já se declararam contrários à medida. Me coloco nessa lista de críticos, porque acho que a FIA tomou uma decisão sem consultar os interesses das equipes e patrocinadores, sem justificar o radicalismo.

Com o novo regulamento, perdem escuderias, pilotos, público e a própria Fórmula 1. Ganha o que tiver mais vitórias em 2009.


Direto da Redação












Colunista: Ricardo Pilat
ricardo.pilat@yahoo.com.br

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