Mudou!

O Redação do Esporte mudou de hospedagem! Acesse nosso conteúdo atualizado em: www.redacaoesporte.com.br

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Copa do Brasil > Craques decidem e Santos está na final

* Ganso e Robinho aparecem no momento decisivo contra o Grêmio; rival na decisão será o Vitória

Se no primeiro tempo eles faltaram no jogo, na etapa final Ganso, Robinho e cia. lideraram o Santos para buscar a vitória por 3 a 1 contra o Grêmio, na Vila Belmiro. O triunfo garantiu o Peixe na final da Copa do Brasil 2010, contra o Vitória.

Os duelos da decisão acontecem apenas depois da Copa do Mundo, nos dias 31 de julho e 4 de agosto.

Um primeiro tempo sem gols

Depois da vitória por 4 a 3 no jogo de ida, o Grêmio entraria em campo na Vila Belmiro com a possibilidade de chegar à final da Copa do Brasil até com um empate. Diante do cenário, o Tricolor entrou em campo precavido, atento à marcação.

O Santos precisava vencer de qualquer jeito. Mas diferentemente do que vimos ao longo de 2010, o Peixe não soube encaixar seu jogo ao longo dos 45 minutos iniciais. As melhores chances foram gremistas. A principal delas, aos 22 minutos, quando Ganso perdeu a bola no meio. Borges se lançou pela ponta esquerda, ganhou de Pará na corrida e chutou cruzado. A bola bateu na rede pelo lado de fora. Antes disso, Pará quase fez um gol contra.

Porém, quem levantou as arquibancas da Vila foi Neymar, aos 30 minutos. Depois de trombar com dois zagueiros dentro da área, André deixou a bola com a Joia, que chutou no meio do gol, com força, exigindo uma defesa sensacional do goleiro Victor. Quatro minutos mais tarde, Léo avançou pela direita e cruzou para Robinho, que sozinho cabeceou para fora, aumentando ainda mais a tensão dos torcedores.

Pela segunda vez na Copa do Brasil, um jogo do Santos chegava ao intervalo empatado sem gols - a outra partida foi contra o Naviraiense, no jogo de ida, vencido pelo Peixe por 1 a 0.

Pinturas

No segundo tempo,a história foi contada de maneira diferente. O Santos voltou muito mais ligado. Logo no primeiro ataque, Paulo Henrique achou Robinho sozinho na direita. O craque avançou, invadiu a área e enfiou uma bomba, mas Victor pegou novamente.

E foi Ganso o responsável por abrir a porteira gremista para o Santos. Aos seis minutos, ele recebeu bola na intermediária e mandou um foguete. Victor não achou nada: 1 a 0 para o time paulista.

Com a vantagem, o Santos colocou os nervos no lugar, passou a controlar a bola. O segundo gol era questão de tempo. Aos 25, André foi lançado e tocou de lado para Robinho, que entrava livre. O Rei das Pedaladas teve a calma para esperar Victor sair. Com um lindo toque, encobriu o goleiro. Outra pintura.

Aos 30, o Grêmio marcou em um lance feio (e irregular). Douglas cobrou falta na medida para Jonas cabecear. Felipe soltou a bola e Rafael Marques, ligado na jogada, descontou para os gaúchos. Com mais um gol, o Tricolor alcançaria a final.

Contudo, quem marcou foi o Santos. Com Wesley, que fez fila aos 40 minutos e, após dribar o goleiro Victor, chutou com categoria para o gol vazio: 3 a 1.

Antes do final da partida, Edu Dracena e Jonas foram expulsos, em uma troca de cotoveladas. Rafael Marques, com segundo cartão amarelo, também foi para o chuveiro mais cedo.

Ficha do jogo
SANTOS 3 X 1 GRÊMIO

Estádio: Vila Belmiro, Santos (SP)
Data/hora: 19/5/2010 - 21h50
Árbitro: Marcelo de L. Henrique (Fifa-RJ)
Auxiliares: Hilton Rodrigues e Dibert Moisés (ambos Fifa-RJ)
Renda/público: R$ 592.975,00 - 13.896 pagantes
Cartões amarelos: Ozeia, Léo, Hugo, Victor, Edílson, Willian Magrão, Willian (GRE) Rodriguinho (SAN)
Cartões vermelhos: Edu Dracena 43'/2ºT; Jonas 43'2°T; Rafael Marques 46'/2°T
GOLS: Paulo Henrique 6'/2°T; Robinho 24'/2°T; Rafael Marques 26'/2°T; Wesley 40'/2ºT

SANTOS: Felipe; Pará, Durval, Edu Dracena, Léo; Rodriguinho, Wesley, Paulo Henrique; Robinho (Bruno Aguiar - 43'/2°T), André (Marcel 34'/2°T) e Neymar (Madson 39'/2°T). Técnico: Dorival Júnior.

GRÊMIO: Victor; Joílson, Ozeia, Rafael Marques, Edílson; Adílson, Willian Magrão (Willian - 30'/2°T), Douglas, Hugo (Leandro 26'/2°T); Jonas e Borges (Maylson - 44'/2ºT). Técnico: Silas


Vitória goleia e é finalista

A eficiência nas jogadas aéreas e nos contragolpes permitiu ao Vitória comemorar sua primeira classificação à final da Copa do Brasil. No Barradão, o time baiano goleou o Atlético-GO por 4 a 0 nesta quarta-feira, reverteu a derrota pela contagem mínima sofrida em Goiânia e fará a decisão após a Copa do Mundo contra o Santos.

Os dois primeiros gols do Vitória saíram no primeiro tempo, ambos a partir de bolas cruzadas na área. Uelliton abriu o placar de cabeça aos 29 minutos do primeiro tempo e, quatro minutos depois, o atacante Júnior desviou para as redes após bola escorada por Bida. Já no final o segundo tempo, Júnior ampliou aos 45 e o goleiro Viáfara, de pênalti, deu números finais ao marcador.


Fotos: Globo.com e Agência Lance!


Comentário da Redação
Um semestre perfeito

Ainda falta mais de um mês para chegarmos ao final do primeiro semestre de 2010, mas o torcedor santista já sente que esses seis meses chegaram ao fim com o objetivo mais do que cumprido. O Santos foi perfeito até aqui. Campeão paulista e finalista da Copa do Brasil, jogando bonito, encantando (e desagradando aos chatos)...

E chato foi o Peixe na primeira etapa. Um time nervoso, desatento, medíocre, burocrático. O último adjetivo também vale ao Grêmio, que disse a semana toda que iria para o ataque, mas dentro de campo optou pela cautela. E se fosse um pouco mais ousado, poderia ter feito um golzinho.

Não fez e deixou o monstro vivo. Erro cruel. No segundo tempo, brilhou o jogo coletivo, de toque de bola e de qualidade do Santos. Mas antes disso, Ganso precisou desequilibrar e o fez com um golaço, daqueles inesquecíveis. Um petardo, de um camisa 10 pronto para vestir aquela que Pelé usava (seja branca, listrada ou amarela).

Robinho, que não estava jogando nada, fez um lindo gol e deixou a situação mais tranquila. Felipe vacilou - como vem fazendo com frequência - e deu ainda uma esperança ao "imortal", que não atacava naquele momento. O Santos recuou e quase pagou caro.

Quase, pois Wesley, outro que não fazia um bom jogo, apareceu de forma surpreendente para anotar outra pintura. Gols e vitória do Santos 2010. Um time que soube vencer jogando diante de todas as circunstâncias: em clássicos, com um a mais, com um a menos, contra equipes retrancadas, contra equipes ofensivas. Sem mudar seu estilo, o que é o mais legal.

Timaço, prontinho para ganhar a Copa do Brasil, o Brasileiro e tudo mais que vier pelo caminho.

Agora serão 60 dias de angústia até a final, contra o Vitória. Uma pena, pois os times estavam embalados, e terão de esperar essa "eternidade" para jogar. Por outro lado, jogadores e torcedores do Santos merecem um descanso. Nos últimos meses, foram finais atrás de finais. Não há coração e cabeça que aguente.

E depois da experiência diante do Santo André, é absurdo que alguém diga que o Alvinegro venceu uma final antecipada. Muito longe disso. Mas também é inegável o favoritismo do Santos na decisão. E assim seria contra qualquer time do futebol brasileiro, hoje.

Conceitos - SANTOS

Felipe - PÉSSIMO: Sou o maior defensor do Felipe, mas ele vem errando demais. Precisa urgentemente corrigir seu posicionamento.
Pará - BOM: Foi uma figura discreta hoje. Ficou mais atrás, mas nem precisou marcar tanto, já que o ataque do Grêmio foi fraco.
Edu Dracena - BOM: Atuação segura e eficaz. Foi expulso no final após ser agredido. Uma brincadeira de mau gosto do juiz da partida.
Durval - ÓTIMO: Ganhou todas por baixo e pelo alto. Uma das melhores contratações do Santos em 2010.
Léo - PÉSSIMO: Talvez a pior partida do lateral com a camisa do Santos. Se esforçou demais, mas errou na mesma proporção.
Rodriguinho - ÓTIMO: Entrou na fogueira e gastou a bola. Me surpreendeu positivamente. Nem lembrei do Arouca.
Wesley - BOM: Fez um primeiro tempo ridículo. Abaixo da crítica. Voltou melhor no segundo tempo e reverteu o conceito negativo com um golaço decisivo.
Paulo Henrique - BOM: Não foi sua melhor atuação com a camisa do Santos. Porém, foi fundamental na vitória, com o golaço que abriu as portas para a classificação. Pobre da Copa que não tem o Ganso. A do Brasil tem, a do Mundo, não.
Neymar - REGULAR: Figura bem discreta. Apanhou o jogo inteiro e o juiz fingiu não ver. Infelizmente, o menino já está rotulado como cai-cai.
(Madson) - BOM: Entrou esperto no jogo e deu um belo trabalho para o Grêmio.
André - BOM: Quase não tocou na bola, mas foi muito feliz no toque para o segundo gol, de Robinho. É um jogador importante na área e fora dela.
(Marcel) - PÉSSIMO: Conseguiu perder dois gols feitos em pouco mais de 15 minutos.
Robinho - BOM: Compensou uma atuação bem mediana com um gol espetacular. À la Robinho. Precisa ser decisivo mais vezes.
(Bruno Aguiar) - SEM CONCEITO: Nem pegou na bola.
Téc: Dorival Júnior - ÓTIMO: Respeito as opiniões, mas quem critica o Dorival pelo trabalho no Santos é, no mínimo, cego. Faz um trabalho excelente, incrível... talvez, genial. Armou muito bem o time contra o Grêmio, mexeu nos momentos certos e mostrou mais uma vez a capacidade que tem.

Conceitos - GRÊMIO

Victor - ÓTIMO: Não teve culpa nos gols e ainda evitou mais dois ou três.
Joílson - REGULAR: Discreto, tal qual seu futebol.
Ozeia - PÉSSIMO: Distribuiu pontapés durante os 90 minutos, tudo com vista grossa do árbitro carioca.
Rafael Marques - PÉSSIMO: Fez um gol impedido, foi expulso e levou um baile da molecada.
Edílson - PÉSSIMO: Não marcou ninguém e atacou muito mal.
Adílson - BOM: Um dos poucos que teve brio. Jogou direitinho.
Willian Magrão - REGULAR: Não sabia se marcava ou atacava.
(Willian) - PÉSSIMO: Quase 20 minutos em campo e não tocou na bola.
Douglas - PÉSSIMO: Na hora que o Tricolor mais precisou, foi figura apagada. Bateu a falta que resultou no gol, mas foi muito pouco.
Hugo - PÉSSIMO: Foi aquele Hugo de sempre, velho conhecido por sua apatia.
(Leandro) - BOM: Entrou com vontade e ajudou o Grêmio a crescer no jogo.
Jonas - PÉSSIMO: Além de não jogar nada, mostrou sua falta de inteligência no final da partida, recebendo o cartão vermelho.
Borges - PÉSSIMO: Quase não teve chances, mas também não as buscou. Na melhor oportunidade, chutou sem direção.
(Maylson) - SEM CONCEITO: Jogou pouco.
Téc: Silas - PÉSSIMO: Nem tanto pelo jogo em si, mas pelo que disse ao longo da semana. Não havia necessidade de usar desses recursos ultrapassados. Deveria ter colocado, sim, seu time mais à frente, para incomodar o Santos. Aliás, o Grêmio desperdiçou seu melhor momento, durante os 45 minutos iniciais. Aí no segundo tempo, a coisa complicou.

Direto da Redação









Redator: Ricardo Pilat
ricardo.pilat@yahoo.com.br
Siga-me no Twitter: @
ricardopilat

Nenhum comentário:

Postar um comentário