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sábado, 8 de dezembro de 2007

Santos > Marcelo Teixeira: "Não podemos confundir continuísmo com continuidade"

* Candidato à reeleição, Teixeira diz que está perto de acordo com Luxemburgo

O Presidente do Santos, e candidato da situação à reeleição, Marcelo Teixeira, concedeu entrevista EXCLUSIVA ao blog Redação do Esporte®. As eleições serão realizadas neste sábado. Marcelo é formado em administração de empresas e direito. Além disso, exerce o cargo de Diretor-Presidente do Sistema Santa Cecília de rádio e televisão educativa.

Marcelo afirma que quer dar continuidade ao seu "vitorioso trabalho à frente do clube" e que isso não é continuísmo. Ele também confirmou que as negociações para a permanência do técnico Vanderlei Luxemburgo no comando do Santos estão adiantadas. O presidente garante que tem um bom relacionamente com Luxa .

Teixeira diz que a marca do clube é bem explorada, que a venda dos jogadores é uma solução para salvar o caixa e que a Libertadores é o principal objetivo para 2008.


> Presidente, depois de 8 anos de mandato o que o senhor, e a chapa RUMO CERTO ainda pode oferecer de diferente para o Santos?

Estamos entusiasmados em dar continuidade ao vitorioso trabalho à frente do clube. Acho que o Santos não precisa de um caminho diferente. Toda nossa diretoria é movida pela imensa paixão pelo Santos e, por isso, temos a certeza de que continuaremos nos dedicando ao máximo em busca de novas conquistas. E são por essas razões que o associado do clube tem depositado, de forma legítima e democrática, sua confiança em nossa administração. Ele sabe distingüir e valorizar quem realmente trabalha daqueles que se utilizam de discursos fáceis e eleiçoeiros, e também não se influencia pelas críticas sistemáticas de parte da imprensa, porque reconhece os significativos resultados que obtivemos: quatro títulos, vice-campeonatos, um ganho de patrimônio importante com novos CTs e Vila modernizada, e um trabalho de marketing vencedor. Quem ainda tiver dúvida pode acessar o site oficial do Santos ( www.santosfc.com.br) - ou mesmo o site da Chapa 2 Rumo Certo www.rumocertosfc.com.br para conferir. Perguntem àqueles que tanto nos criticam quais as reais e efetivas contribuições deram ao Santos, além de retórica e politicagem.


> O senhor teme ser caracterizado como um 'continuísta', como outros dirigentes do nosso futebol que comandam entidades e clubes há muitos anos sem que haja resistência da oposição?

Não podemos confundir continuísmo com continuidade.Temos parte de um trabalho realizado e novas ações para desenvolver. O associado está acompanhando os resultados e sabe do nosso compromisso. A eleição no clube é democrática. O sócio vota no candidato a presidente e na chapa do Conselho. Enquanto achar que ainda posso contribuir pela grandeza do Santos, meu nome estará à disposição de minha Chapa, Rumo Certo, para disputar as eleições e ser avaliado pelos sócios nas urnas. Se os associados acharem nosso trabalho ruim, votem na oposição. O importante é que o sócio tenha a dimensão de sua responsabilidade, para que o Santos não corra o risco de retroceder o longo e vitorioso caminho que já percorremos. Isso é democracia. Estamos no comando do clube a pouco mais de sete anos, completando o oitavo neste ano, portanto um período necessário e até certo ponto, pequeno, pelos avanços e progressos já alcançados.


> Sobre o projeto de um novo estádio e da ampliação da Vila, o que há de concreto?

Estamos discutindo o projeto de ampliação da Vila com a Prefeitura e, em paralelo, buscando investidores. Assim que tivermos novidades estaremos informando. Um novo estádio não está descartado, mas nossa prioridade é ampliar a Vila Belmiro e fazer dela uma casa de espetáculos futebolísticos ainda melhor, uma arena multiuso, com utilização permanente não somente em partidas de futebol.


> O Santos evoluiu muito em sua estrutura nos últimos anos. Em que outros setores o senhor acha que o clube deve investir para se consolidar de vez como a principal potência do futebol brasileiro?

Acho que devemos dar seqüência ao trabalho vitorioso que nosso grupo vem desenvolvendo no Santos FC. Temos vários planos, que estão disponíveis em nosso site de campanha www.rumocertosfc.com.br para quem quiser melhor conhecê-los. Mas a principal meta é consolidar a estrutura que recolocou o clube entre as principais equipes do futebol brasileiro e mundial. Não podemos retroceder. O futebol é a nossa principal prioridade. Nas outras áreas pretendemos valorizar ainda mais dois principais ativos do clube: seu patrimônio e sua marca. Também vamos incentivar a busca por recursos alternativos, como os produtos licenciados, cuja receita aumentou em mais de 300% na última gestão. O futebol de base continuará tendo de nossa parte especial atenção, visando a revelação de novos talentos. Queremos também iniciar a preparação de Santos para receber uma seleção na Copa de 2014. Pretendemos abrigar uma grande seleção na Cidade, utilizando a infra-estrutura do Santos e da Região para treinos e amistosos. Como São Paulo será sede de jogos, o presidente do Comitê Organizador, Ricardo Teixeira, já se comprometeu conosco em trabalharmos juntos para trazermos uma grande seleção para Baixada. Enfim, essas são nossas prioridades no próximo biênio.


> Afinal, o Santos vai ou não realizar jogos com alguma freqüência na cidade de São Paulo?

Já estamos realizando. Confesso que em 2007 jogamos pouco na Capital. Devemos intensificar isso em 2008. Mas, temos sempre que preservar os principais jogos na Vila, até porque ela vem recebendo investimentos em camarotes e cadeiras e temos que dar esta resposta aos sócios que adquirem esses benefícios.


> Depois de tirar o Santos da fila de títulos importantes e também de Campeonatos Paulistas, é óbvio que o principal objetivo é acabar com o jejum em Libertadores. Qual o projeto para a disputa continental de 2008 e o que faltou em 2007?

A conquista de títulos sempre esteve entre os nossos principais objetivos, e a Libertadores mais ainda. Não conquistamos esse título desde 1963. Com muito trabalho, tivemos participações importantes em cinco Libertadores nesta década. É uma marca histórica do clube, pois nem na Era de Ouro, nos Anos 60, tivemos uma participação tão efetiva. Nesta década conquistamos um honroso vice-campeonato e um terceiro lugar, além de sempre participar com excelentes campanhas. É uma competição muito difícil, disputada por grandes equipes, onde as diferenças aparecem em pequenos detalhes.


> O senhor é muito criticado por parte da torcida que entende que o clube deveria investir mais em reforços, e há os que dizem o contrário, que há gastos exagerados com alguns jogadores e comissão técnica. O que o senhor diz a esse respeito?

O Santos trabalha com planejamento, que inclui os investimentos na competência e capacidade de nossa comissão técnica. Queremos o melhor para o clube e, por isso, priorizamos a qualidade, dentro de uma política de equilíbrio financeiro. A relação do torcedor com o clube é passional e entendemos perfeitamente isso. O importante é mantermos nosso foco com base em um trabalho planejado e consistente, uma vez que os resultados são a conseqüência disso. Temos convicção que estamos no rumo certo, pois temos obtido muitas conquistas importantes.


> Vanderlei Luxemburgo declarou que só fica no Santos se a chapa RUMO CERTO, vencer as eleições. Afinal, qual é o seu relacionamento com Vanderlei? Muita coisa se diz de negativo, mas gostaria de ouvir do senhor...

Começamos agora a conversar sobre a permanência do Vanderlei e dos profissionais do departamento de Futebol. Temos uma relação franca e objetivos comuns. A conversa está muito boa, a ponto do Vanderlei espontaneamente condicionar sua permanência à continuidade de nosso trabalho. Acreditamos que chegaremos a um bom termo e, por isso, estamos confiantes na sua permanência. Com ele, em 2007, ficamos no pódio nas três competições que disputamos. Ganhamos o Paulista, fomos vice no Brasileiro e terceiro na Libertadores. Isso é negativo?


> Qual o seu projeto para o marketing do Santos no caso de reeleição? O senhor não acha que o Peixe tem uma marca mal explorada?

Não acho nossa marca mal explorada, ao contrário. Atraímos grandes patrocinadores e evoluímos muito na área de Marketing, especialmente porque alicerçarmos um projeto em bases sólidas e já estamos obtendo ótimos resultados. Queremos avançar ainda, principalmente nas franquias e produtos licenciados. Já aumentamos em mais de 500% o faturamento em conjunto dessas duas áreas e nossa meta é aumentar mais. Abrimos franquias internacionais no Canadá e no Egito, internacionalizando mais ainda a marca. É preciso entender que o Santos, assim como os demais clubes nacionais, estão inseridos na realidade do mercado brasileiro e´por isso não devem ser comparados a clubes europeus. Isso, no entanto, não quer dizer que devamos aceitar essa situação, mas trabalhar pela conquista do mercado internacional de forma paulatina e realista.


> Luxemburgo chegou a criticar e entrada de muitos atletas da base santista no time de cima durante o campeonato. E esse jovens saem cada dia saem mais cedo do Brasil... Investir nas Categorias de Base ou não? Eis a questão.

O futebol de base continuará tendo de nossa parte especial atenção, visando a revelação de novos talentos. Temos uma safra que vai surgir nos próximos anos, tão boa ou superior a de 2002. Estamos mantendo todos no Santos FC, dando infra-estrutura e condições para que esses talentos se consolidem. Nossa política não é só a de revelar jogadores, mas formar um ser humano através do esporte. Temos orgulho de dizer que, no elenco atual, 13 saíram da base. Os clubes europeus estão assediando nossos jogadores há muito tempo. Estamos conseguindo mantê-los porque o Santos tem tradição em revelar grandes atletas. E continuaremos assim. Do mesmo jeito que em 2007 revelamos muitos jogadores, permaneceremos assim nos próximos anos.


> Presidente, o Santos ainda deve alguma coisa para o senhor? E, sobre o dinheiro acumulado com a venda do Robinho e de outros grandes jogadores, ele já foi todo investido?

O dinheiro da venda de atletas nos últimos anos foi todo empregado no clube. Estão aí retratados em títulos, obras, contratações. Tudo devidamente relatado com transparência em nossos balanços anuais, que foram publicados em vários jornais como manda a lei e, para quem se interessar, estão disponíveis na internet. O momento atual do futebol brasileiro é difícil, porém nunca deixamos de honrar compromissos. Não é segredo para ninguém que a conta dos clubes brasileiros só fecham no azul quando ocorrem transferências de jogadores. Algo que o Santos FC efetivamente não faz desde 2005, por mantermos nossa política de termos uma equipe forte, que dispute títulos. O clube está com seu financeiro equilibrado, pois tem ativos que podem ser realizados quando tivermos necessidade. Afinal, quanto vale um Kléber hoje? Será que se quisermos vender um Kléber, um Maldonado, quanto isso renderia para o clube? Essa venda não faria o clube fechar no azul? Porém, nossa prioridade são as conquistas e por enquanto não vamos falar em vendas.


> Para finalizar, deixe seu recado para a torcida do Santos:

Quero que o sócio compare para decidir. Se ele acha que o Santos está no Rumo Certo, vote Chapa 2. Senão, ele tem a outra opção. O sócio do Santos é inteligente e saberá tomar a decisão correta.












Redator: Ricardo Pilat
ricardo.pilat@yahoo.com.br
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ricardopilat

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