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sábado, 8 de dezembro de 2007

Santos > Paulo Schiff: "Queremos Pelé como Presidente de Honra"

* Candidato da oposição santista quer Pelé do seu lado e crítica a administração de Marcelo Teixeira

Esse é um dia especial para o blog Redação do Esporte®. Depois de 7 meses na ativa, colocamos no ar as duas primeiras entrevistas feitas diretamente por nós. Entramos em contato com os dois candidatos à presidência santista: Marcelo Teixeira, da situação e Paulo Schiff, da oposição.

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Começamos com a entrevista EXCLUSIVA do jornalista Paulo Schiff, de 56 anos, que concorre pela segunda vez (perdeu em 2005) à presidência do Santos Futebol Clube, pela CHAPA 1, o grupo SANTOS ETERNO, e dessa vez parece confiante na vitória. As eleições serão realizadas neste sábado.

Schiff não concorda com todo o poder que Vanderlei Luxemburgo tem sobre o futebol santista, mas diz que vai conversar com ele para tentar uma renovação, desde que ele esteja "focado 100% no Santos".

Ele também aposta que Pelé poder ser o grande 'embaixador' santista pelo mundo, diz que vai investir seriamente nas categorias de base e que vai trazer os jogos do Peixe de volta à capital e para o interior.

Sobre a gestão Marcelo Teixeira, ele é sucinto: "Já deu sua contribuição ao Clube"


> No site "Resgate Santista" eles afirmam na apresentação do seu perfil, que o senhor prepara uma 'tropa de elite' para administrar o Santos. Como vai ser isso?

A nossa tropa de elite é formada por profissionais de ponta em todas as áreas da administração: das finanças ao Marketing. E, fundamentalmente, no futebol. Só com a nossa chapa você já pode ter uma idéia do nível dos nossos colaboradores: temos o Walter Schalka, presidente da Cimentos Votorantim, o Alex Zornig, vice-presidente do Banco Safra, o Augusto Videira, diretor executivo do Banco Santander, entre outros.


> Como foi a experiência de concorrer em 2005 e o que o senhor planeja de diferente para essa nova tentativa de assumir a presidência?

A experiência foi desgastante, mas enriquecedora. Conheci muita gente e descobri que sou ainda mais apaixonado do que sempre fui pelo Santos, que por esse Clube vale qualquer sacrifício. Este ano temos muitas diferenças, até porque minha candidatura é fruto de uma união da Associação Resgate Santista com uma grave dissidência no Conselho Deliberativo. Ou seja, temos muito mais apoios. E o nosso projeto está muito mais amadurecido. Diria mais: nunca uma chapa apresentou um projeto tão bem feito para uma eleição no Santos.


> No site da chapa adversária, "Rumo Certo", eles citam um artigo em que o senhor teria se contradito, ao afirmar, após a conquista do Campeonato Paulista de 2007, que o melhor para o Santos era a continuidade do trabalho. O que o senhor quis dizer com isso e o que acha que é o melhor para o Santos neste momento, continuidade ou mudança?

Esse artigo no site da Rumo Certo é digno de pena. Nossa assessoria até pediu desculpas aos jornalistas que receberam esse texto porque é uma afronta à inteligência. Quando afirmo que “dez anos depois da profissionalização da gestão do futebol, a questão agora é garantir a continuidade desse processo com uma gestão administrativa e financeira do clube nesse mesmo nível”, me refere à política iniciada em 1997 e que novamente colocou o Santos no caminho dos bons resultados dentro de campo, muito embora, recentemente, o departamento de futebol do Clube tenha sido ‘terceirizado’ para o Vanderlei Luxemburgo, com plenos poderes. Não é à toa que se ouve que o verdadeiro presidente do Santos é o técnico. Mas, além disso, a gestão administrativa e financeira que se espera do Santos está muito além da necessidade do Clube. O time que mais faturou dinheiro com a venda de jogadores no Brasil (só nos últimos três anos, segundo o balanço patrimonial do Santos, foram R$ 120 milhões) fechou o ano de 2006 no vermelho: cerca de R$ 20 milhões negativos. Alguém em sã consciência chamaria isso de gestão administrativa e financeira de nível, satisfatória, regular ou mesmo medíocre? Só pode ser péssima.


> O que o senhor pensa da idéia de um novo estádio para o Santos (na capital, no litoral ou no ABC) e de uma reforma na Vila ?

Sendo eleito, vou retomar as conversações sobre o estádio em Diadema. Quero conhecer o tal projeto de que tanto se falou. Mas a prioridade é modernizar a Vila Belmiro e realizar uma série de medidas para trazer o público de volta para o nosso estádio. Este ano tivemos a 28ª média de público do Brasileirão contando as três divisões. É nada para quem tem a 7ª torcida do País!


> Ainda nesse assunto, qual o seu pensamento sobre realizar jogos na Capital?

Fundamental realizarmos alguns jogos na capital e no interior do Estado. Primeiro porque dá um fôlego para quem mora em Santos e não tem condições de ver 4, 5 jogos por mês na Vila. Afinal, custa dinheiro, ainda mais se for levar a família. Segundo porque dá uma satisfação à fantástica torcida santista que mora em São Paulo. Sempre que jogamos no Pacaembu, por exemplo, dificilmente colocamos menos do que 20 mil pessoas. E finalmente tem a questão financeira: com os jogos em outras praças, a média de público do Santos aumenta e, consequentemente, a renda. É preciso ampliar nossas fontes de receita para termos um time cada vez mais competitivo.


> Qual o projeto de marketing que a chapa SANTOS ETERNO planeja para o Peixe?

Ele está na íntegra no nosso site, o www.santoseterno.com.br. É um projeto que quer aproveitar todo o potencial da marca Santos, tornando o Clube uma verdadeira usina de criatividade. Queremos produtos de todas as formas, para todas as idades e nas mais diferentes faixas de preço. O Santos tem que encarar seus torcedores como clientes e privilegiá-los. No processo de internacionalização da nossa marca, vamos aproveitar o melhor relações-públicas do mundo: o Rei do Futebol. Queremos o Pelé como presidente de honra do Santos e como parceiro, contratado. O Pelé abre qualquer porta no exterior. Qual presidente de empresa do mundo não atenderia o Pelé para uma audiência para falar sobre um projeto do Santos?


> Marcelo Teixeira costuma fazer contratações mais baratas, investindo em jogadores desconhecidos do grande público, principalmente após o começo de sua administração em que não conseguiu resultados. Casos como o de Zé Roberto são exceções. Com mais uma Libertadores chegando, é mais interessante caçar talentos ainda desconhecidos ou investir em atletas de nome?

Não tem um padrão definido. O que tem que ter é planejamento e foco. Primeiro, ter uma avaliação apurada do que temos, e isso nós já fizemos. Segundo, ter um balanço das revelações e dos bons jogadores disponíveis no mercado ou com contratos a acabar em breve. Isso nós já temos também. Hoje o Santos está mais dependente das ‘dicas’ de empresários, não tem uma rede de olheiros, não tem uma organização que mapeie as possibilidades, não tem sequer uma lista interna de jogadores que interessam para as mais diferentes posições. Nós temos. E queremos montar um time forte e com alma para a Libertadores. Todos sabem que não basta ter talento – tem que ter muita raça se a gente quiser ser tricampeão sul-americano.


> O técnico Vanderlei Luxemburgo declarou que só fica no Santos em caso de vitória da chapa RUMO CERTO. Mesmo assim, o senhor pretende conversar com ele para tratar de sua permanência?

Nosso grupo é de democratas que acreditam na conversa, na troca de idéias. Queremos conversar com Luxemburgo para que ele fique, desde que focado 100% no Santos. Se for para dividir o trabalho no Santos com ‘bico’ no Joinville e na sua faculdade de futebol, aí talvez não seja bom para o Clube. Queremos discutir o custo-benefício do seu salário, adequá-lo à realidade do Clube e propor prêmios por metas.


> O que a chapa SANTOS ETERNO pensa sobre parcerias no futebol?

Cada parceria tem a sua história e seus representantes. O Santos tem condições de caminhar com as suas próprias pernas e de atrair investidores sérios. Para isso, precisa de transparência. Só que com a atual diretoria, as contas do Clube continuarão sendo uma caixa-preta.


> O que o senhor acha dos investimentos do Santos nas categorias de base e qual o seu projeto para o departamento?

Em nossa chapa, temos os mentores de duas gerações de Meninos da Vila: a de 78 e a de 2002. Gente que sabe como funciona a filosofia de revelar talentos, que foi abandonada pela atual diretoria há muitos anos. Basta ver que depois da geração de 2002, não revelamos mais nenhum grande jogador. A base santista é conhecida como o ‘paraíso dos empresários’. Essa imagem precisa acabar.


> O que o senhor achou desses 8 anos de administração de Marcelo Teixeira à frente do Santos Futebol Clube?

Independente de erros e acertos, o atual presidente já deu sua contribuição ao Clube, assim como contribuíram com o SANTOS todos os presidentes anteriores, uns mais e outros menos. Mas sua administração bateu no teto. A incapacidade de gerir o dinheiro que arrecadamos nos últimos anos mostra isso: como pode o Clube brasileiro que mais arrecadou neste século fechar 2006 com uma dívida de R$ 43 milhões, segundo o balanço, dívida que praticamente deve dobrar este ano? Daqui para a frente, o SANTOS precisa dar um salto de qualidade que Marcelo Teixeira só conseguirá se demitir toda a sua equipe e trocar por uma nova e competente. Como isso não vai acontecer, o associado precisa votar no grupo SANTOS ETERNO para que o SANTOS não seja contaminado pelo vírus do continuísmo.


> Para finalizar, deixe um recado para a torcida Santos:

Amigo santista, o SANTOS precisa de você neste sábado. Mas não é para torcer. Hoje é você quem decide um jogo que vai durar dois anos. Hoje é sua vez de escrever a história do Clube dentro e fora de campo, e você pode marcar um gol de placa a favor da democracia e contra o continuísmo.

No domingo passado, comemoramos a queda de nosso arqui-rival para a 2ª divisão. Por outro lado, tivemos outra lição do que representa o continuísmo à frente de um clube. Continuidade é o que aconteceu em outros times como São Paulo e Internacional: seus presidentes foram campeões mundiais em um ano e, no início do seguinte, entregaram seus cargos para seus sucessores. Continuísmo é o que aconteceu com Palmeiras, Vasco, Bahia, Vitória, Guarani e, finalmente, Corinthians. E o que vai acontecer com o SANTOS se Marcelo Teixeira for reeleito. É o enredo de um filme que sempre termina mal. Não é comparação – é fato.

O Santos dos nossos sonhos vai ter gente trabalhando e pensando só no Clube, com metas a cumprir. Episódios como o do zagueiro Antonio Carlos, que em vigência contratual com o SANTOS trabalhou para o nosso arqui-rival e ainda se despediu com a camisa 10, não serão aceitos.

O Santos dos nossos sonhos será democrático. Imagine se o Lula, tendo sido eleito presidente, só elegesse com ele deputados e senadores do PT? Pois isso acontece no Santos.

Chega de continuísmo e reeleições eternas. É hora de colocar o SANTOS a limpo.

O grupo SANTOS ETERNO quer um SANTOS competente, criativo, profissional e com muita alma dentro de campo. Um SANTOS com a cara de sua torcida. Para isso, vote CHAPA 1 neste sábado.












Redator: Ricardo Pilat
ricardo.pilat@yahoo.com.br
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