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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Comentário da Redação > Rumo ao “Faz-me rir”: parte 3?

Quatro jogos sem ganhar. A última vez que passamos por algo parecido foi em 2007, o ano em que caímos. Mais uma vez tivemos confusão entre PM e torcidas, e olha que o Pacaembu, diferente de um passado recente, estava quase vazio. Seria tudo cômico se não fosse trágico.

O jogo em si não teve muita coisa aproveitável. Foi sonolento, chato, uma tortura para os olhos. Mano entrou com Cachito Ramirez e o garoto Zé Paulo na armação, talvez numa tentativa de amenizar a barra de alguns jogadores. O peruano até que foi bem, mas o jovem recém promovido da base parece ter sentido a pressão do momento. Se esforçou, mas não conseguiu ajudar muito o time. Falando ainda sobre pressão, a zaga reserva formada por Cleber e Felipe, que entraram no lugar dos suspensos Palandré e Gil, pecou na falha de comunicação e posicionamento, como foi notado nos dois gols do Bragantino.

Parece que a nova filosofia de Mano não parece estar entrando na cabeça dos jogadores. Isso somado aos últimos acontecimentos cria uma baita instabilidade onde tudo começa a dar errado (vide o 2º gol do Bragantino onde a bola bateu no travessão, trave e voltou na cabeça do mesmo cara que chutou). E essa instabilidade não parece ter previsão de acabar em curto prazo. O momento político do clube é delicado, Mario Gobbi parece ter sido passado pra trás pelos seus dirigentes e não tem mais ideia do que está fazendo lá; Mano Menezes não está sabendo lidar com o time e o elenco, claramente abatido, vai precisar buscar muitas forças para sair disso.

No próximo final de semana pode acontecer finalmente a famosa greve dos jogadores, mas a mesma ainda não foi confirmada. Essa pausa talvez fosse benéfica para todos esfriarem a cabeça, mas como na semana seguinte enfrentamos o Palmeiras, que vem embalado, não seria bom perder o “ritmo” agora. Se não, em vista de como o pessoal da Rua Turiaçu vem jogando, não vai ser surpresa tomarmos uma nova goleada. E se isso acontecer, concluímos a volta do lendário Corinthians do “Faz-me rir”.

Sobre a tal troca Pato por Jadson


Ontem a noite os dirigentes de Corinthians e São Paulo entraram em acordo para negociar uma troca entre os jogadores Pato e Jadson. Ambos chegaram aos times com pompa de craques, mas nenhum rendeu o que se esperava.

Pelo que foi divulgado até agora sobre o contrato, Jadson chega ao Corinthians em definitivo após rescindir com o Tricolor, enquanto o menino Pato ficará no Morumbi até o final de 2015, com prioridade de compra ao final do período. Ainda pelo estipulado, ele estaria proibido de jogar contra o Corinthians nesse período, e os times dividiriam o salário.

Sinceramente não sei quem sai perdendo menos nessa história. Ambos são inegavelmente bons jogadores, mas o SPFC tem a vantagem técnica, em vista de que acredito que o atacante ainda pode mostrar e render muito mais que o meia. Já o Corinthians fica com a vantagem econômica e a esperança de que se ele for bem pelo São Paulo, poderia vendê-lo para tentar recuperar o investimento no futuro.

Espero estar presenciando uma troca aos moldes da famosa ocorrida nos anos 80 entre Corinthians e Palmeiras, envolvendo os jogadores Ribamar e Neto, onde o primeiro era visto como grande promessa e o outro uma simples moeda de troca. E o final daquela história todos sabem, com Neto se tornando um dos maiores ídolos do Corinthians e Ribamar caindo no ostracismo. Que assim seja novamente e que o maior proveito da negociação seja nossa, porque em vista da fase que vivemos, vamos precisar de muita sorte.. E seja o que São Jorge quiser.

Conceitos

Walter – REGULAR: sem culpa nos gols pra variar.
Fagner – REGULAR: cometeu algumas falhas na marcação. Precisa de mais ritmo.
Cleber – RUIM: estabanado, um dos que mais perdeu o equilíbrio com a pressão.
Felipe – PÉSSIMO: não só pelo gol contra, mas pelos espaços deixados na esquerda durante as subidas de Uendel.
Uendel – RUIM: ambos os gols saíram de jogadas nas suas costas. No ataque, não foi tão efetivo como de costume.
(Jocinei) – RUIM: entrou e não acrescentou nada ao jogo.
Ralf – REGULAR: marcando praticamente sozinho na defesa, não teve como mudar o jogo.
(Emerson) – REGULAR: entrou com muita vontade e nada além, mas já é alguma coisa.
Guilherme – RUIM: tentou um chute de fora da área que exigiu boa defesa do goleiro do Bragantino. E só.
Zé Paulo – REGULAR: o menino tem um grande potencial, mas não é hora de colocá-lo em campo.
(Danilo) – SEM CONCEITO: entrou, mas ninguém nem percebeu.
Ramirez – REGULAR: o melhor do time, não se escondeu em nenhum momento e tentou chamar o jogo pra si. Até agora não entendi como ele não ficou no elenco ano passado, principalmente pela polivalencia na meia cancha.
Romarinho – RUIM: precisa treinar mais finalizações.
Guerrero – RUIM: a bola não chega, mas quando tentou buscá-la, não conseguiu muita coisa.
Téc. Mano – RUIM: parece que está passando pelo mesmo problema que teve no Flamengo, onde os jogadores “não entendiam suas ordens”.
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* ÓTIMO, BOM, REGULAR, RUIM ou PÉSSIMO? No Comentário da Redação, você fica sabendo o que rolou nos principais jogos da rodada, incluindo análises individuais dos atletas.

por Helder Rivas | @HelderRM

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