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sexta-feira, 16 de maio de 2014

Histórias da Semana > Uma zica que dura 52 anos

Você, você, você e todos vocês!

A praga do dia: que o seu teclado vire um ácido e corroa toda a sua mão até chegar ao teu crânio. Caso você não leia o post de hoje...

Amigos do Redação: vocês acreditam em maldição? Vocês são daqueles que, quando chega a “Sexta-feira 13”, não passam por debaixo da escada, não cruzam com gato preto ou fazem de tudo para não quebrar o espelho? Agora atente-se a uma situação: se uma pessoa chegasse a ti e falasse que não seria feliz nos próximos 50, 100 anos, o que faria?

Se você é daqueles supersticiosos e chegado no esoterismo, iria no primeiro templo espírita próximo a sua residência e fazia de tudo para desmanchar a praga rogada. Não foi o que aconteceu com o Benfica, clube simpático de Portugal, vítima de uma zica que dura 52 anos.

No início da década de 1960, mais precisamente em 1962, o clube português havia conquistado o bicampeonato europeu sob comando do húngaro Béla Guttmann. Ao se desentender com dirigentes do clube no ano seguinte, por questões salariais, deixou o Benfica e fez uma afirmação em tom de maldição: “Sem mim, nem em 100 anos o Benfica voltará a ser campeão europeu”, esbravejou o comandante.

Depois da maldição de Guttmann, morto em 1982, os Encarnados foram a oito finais de competições continentais, sendo cinco pela Liga dos Campeões e três válidas pela Liga Europa (ou Copa da Uefa). Adivinha o resultado? A prova de que o defunto está certo aconteceu nesta quarta-feira, em Turim, pela decisão da Liga Europa contra o Sevilla. Jogo fraco, empate sem gols nos 120 minutos e vitória do time espanhol nos pênaltis por 4 a 2.

Para tentar se redimir e voltar a ter uma vida normal, o clube resolveu se “reaproximar” do treinador, inaugurando em fevereiro, uma estátua de Guttmann no Estádio da Luz, ao lado das esculturas do ídolo Eusébio e de Miklós Fehér, atacante húngaro que faleceu em campo quando defendia os Encarnados em 2004. Pelo jeito não deu certo.

Quer uma dica, Benfica? É melhor passar no primeiro terreiro próximo ao Estádio da Luz com charuto, velas e uma galinha, e quem sabe, essa maldição seja quebrada.

Moral da história: se seu funcionário lhe pedir um reajuste salarial e você recusar, já sabe o que pode acontecer...

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* A coluna Histórias da Semana fala dos momentos do esporte que ficaram marcados, seja por uma semana, seja por um dia, seja para sempre

por Antonio Lemos | www.paponaarquibancada.blogspot.com.br

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