
Depender de um triunfo magro no Pacaembu não é uma condição ruim, longe disso. Diferente daquela eliminação para o Flamengo em 2010, um gol do Vasco não obriga os donos da casa a fazerem três. Um simples 1 a 0 basta. Porém, o que não me deixa satisfeito é o modo que a equipe atua fora de casa, jogando para ficar mesmo num 0 a 0...
Com o tal critério de gol fora, todo mundo está cansado de saber a importância de fazer gol como visitante, e principalmente, o prejuízo que é tomar um golzinho e perder por 1 a 0. E o Alvinegro Paulista passa, desnecessariamente, por esse perigo.
A partida diante dos cariocas teve um roteiro bem conhecido: o atual campeão brasileiro consegue controlar bem a provável pressão dos donos da casa, esfria o jogo, e com a bola nos pés (apenas) mostra potencial para chegar bem ao ataque. No entanto, o time se mostra travado, como se fosse obrigação não atacar com ímpeto estando em igualdade no placar. E o que acontece? Mesmo sem contundência, o adversário (neste caso o Vasco) acaba ficando com a bola nos minutos finais, deixando o corintiano preocupado com uma possível bola isolada na área e um gol que poderia mudar completamente o confronto.
Esse é o lado que irrita a Fiel Torcida. Ele sabe que o seus jogadores têm capacidade para não precisarem jogar sempre na conta do chá. O jogo de ontem foi um grande exemplo disso. Dava pra vencer no Rio de Janeiro. E o Tite, com sua conhecida mentalidade covarde, é o grande responsável por isso.
Por outro lado, os rivais também ficam irritadíssimos com esse modo de jogar. Por que? A time simplesmente "não perde". Tanto que é o único invicto na Libertadores. Por mais que possam falar que não teve um grande adversário pela frente, quem analisa com imparcialidade enxerga claramente que é mesmo complicado, desde o ano passado, vencer a equipe do Parque São Jorge.
Por isso, defino o Timão como "o time que irrita a todos". Na próxima quarta-feira, entretanto, o corintiano tem a certeza que apenas os rivais irão se aborrecer. Afinal, o Pacaembu estará fervendo, e lá (exceto contra a Ponte, um acidente de percurso), o Corinthians não tem decepcionado o bando de loucos.
Conceitos
Cássio - BOM: Deu uma ou outra bobeada saindo da área, mas nada que comprometesse. Esteve bem debaixo das traves.
Alessandro - REGULAR: Teve trabalho na marcação, não passa muita segurança.
Chicão - BOM: Seguro tanto por baixo quanto no jogo aéreo.
Leandro Castán - BOM: Fez cortes providenciais.
Fábio Santos - REGULAR: Discreto, fez sua parte.
Ralf - BOM: Esteve bem na proteção a zaga.
Paulinho - REGULAR: Peça importante, foi bem marcado e não conseguiu se destacar.
Danilo - REGULAR: Não brilhou. Deu alguns bons passes, foi importante taticamente.
(Elton) - SEM CONCEITO: Foi à campo depois dos 40 minutos.
Alex - RUIM: Jogou muito avançado e não conseguiu render (não só por isso).
(Douglas) - REGULAR: Entrou num momento que a equipe já estava satisfeita com o 0 a 0. Assim fica difícil...
Jorge Henrique - REGULAR: Bem na marcação, nem tanto com a bola nos pés. Pouco para um jogador ofensivo. Tinha cartão e poderia ter sido expulso no segundo tempo.
Emerson - BOM: Chamou o jogo e foi muito acionado. Pode não ter ido tão bem tecnicamente, mas se aguentasse ficar mais em campo, não deveria ter saído.
(Willian) - REGULAR: Mesma coisa do Douglas. Mas este deveria ter entrado já no intervalo, no lugar do Jorge Henrique.
Téc: Tite - RUIM: Mais uma vez se contentou com empate. Já disse e repito: isso pode custar caro lá na frente. Se passar e jogar assim contra um Santos, na semifinal, tem grandes chances de ser eliminado já no primeiro jogo, na Vila.
Foto: AP
Redator: Pedro Silas
pedro_sccp@yahoo.com.br
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