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segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Terra do Tio Sam > Em jogo épico, Seahawks vencem e encaram Broncos no Super Bowl

Para quem pensou que o duelo entre as melhores defesas da liga seria ‘xoxa’, se enganou. Foi uma final de tirar o fôlego e o Seattle Seahawks aproveitou o fator casa para vencer o embalado San Francisco 49ers por 23 a 17. O time de Russell Wilson e cia enfrentará daqui duas semanas o Denver Broncos, valendo o título do Super Bowl, em Nova York.

Será a segunda aparição dos Seahawks ao SB, a primeira tinha sido em 2006 quando perdeu para o Pittsburgh Steelers. E quase a equipe não carimbou o passaporte para a grande decisão. Foi preciso a pressão da torcida, o despertar de Marshawn Lynch no momento decisivo, os lançamentos magistrais de Russell Wilson e o erro de Colin Kaepernick nos últimos segundos da partida.

Logo na primeira campanha, Wilson sofreu um fumble bem perto da endzone. A recuperação de bola dos Niners terminou com um field goal. O jogo corrido de ambas as equipes não entrava e o primeiro período terminou com uma vantagem de 3 a 0 para os visitantes.

Quem parecia que estava em casa era Colin Kaepernick. O camisa 7 dos 49ers começou o segundo quarto com tudo e em cinco minutos correu mais de 100 jardas. Sim, um quarterback com espírito de um running back. Se fossemos fazer uma analogia com o nosso futebol, seria como se um zagueiro curtisse momentos de atacante e sairia correndo que nem um louco para fazer o gol. Pois é, em uma dessas corridas, Kaepernick conseguiu 53 jardas e uma posição boa para o touchdown. Depois de três tentativas e uma ousadia em tentar uma quarta descida, o RB Anthony Dixon ampliou a vantagem dos Niners. Naquele momento, parecia que Seattle estava sentindo o peso da final.

Wilson sofria muito com a pressão exercida pelos defensores adversários e levou quatro sacks no primeiro tempo. Mesmo pressionado, ele escapou da pressão em algumas oportunidades e produziu boas jogadas. Em uma delas, teve momento de “Faroeste Caboclo”: parou, pensou e fez um lançamento fantástico perto da linha de 20 jardas, o suficiente para o seu kicker chutar com sucesso um field goal de 34 jardas, última pontuação antes do intervalo.

Um jogador que estava sumido nos primeiros 30 minutos resolveu aparecer. Marshawn Lynch acordou e com uma corrida de 40 jardas, empatou a decisão. Mas San Francisco jogou um balde de água gelada e Kaep encontrou Anquan Boldin livre na endzone para ficar novamente a frente do placar.

Os Seahawks anotaram um FG e os 15 minutos finais seriam de arrepiar. Em desvantagem, o time da casa arriscou uma quarta para 7 jardas e deu certo. Russell Wilson conectou um passe de 35 jardas com Jermaine Kearse, que deu a primeira liderança do dia para os Seahawks: 20 a 17.

No lado visitante, Kaepernick sofreu duas interceptações seguidas.  A primeira roubada de bola não gerou pontos, pois Lynch retribuiu o presente e sofreu um fumble na linha de uma jarda do campo de ataque. A segunda Seattle transformou em pontos, um field goal de 47 jardas convertido a pouco mais de três minutos no relógio.

Era hora de Colin Kaepernick tirar o último coelho da cartola faltando três minutos para o final e com três pedidos de tempo. O camisa 7 conseguiu levar o time até a endzone e eis a ideia de gastar o relógio. Só que a estratégia não deu certo e com dois tempos a solicitar, Kaep resolveu arriscar e na tentativa de passe para Michael Crabtree, a bola foi desviada e parou nas mãos do OLB Malcolm Smith. Bastou aos Seahawks ajoelhar três vezes na bola e comemorar o título da conferência nacional. Goodbye Super Bowl 49ers.

A final entre uma equipe cuja defesa é a melhor da liga contra o melhor ataque promete fazer do Super Bowl mais gelado da história o mais quente de todos os tempos.


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* A coluna Terra do Tio Sam fala dos esportes que são paixão nos Estados Unidos: basquete, beisebol, futebol americano e hóquei.


por Antonio Lemos | www.paponaarquibancada.blogspot.com.br

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