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segunda-feira, 3 de março de 2014

Gringolaço > Dois pra lá, dois pra cá; um jogão e muita confusão em Madrid

O que você estava fazendo em 12 de junho de 1999? Como era o mundo esportivo naquele ano? Vamos recapitular: o Palmeiras era campeão da Libertadores e tinha TIME; o Corinthians tinha um esquadrão; o São Paulo era regular; o Santos vivia em tempos de “vacas magras” sem títulos; a Seleção Brasileira ainda era respeitada; Guga aparecia entre os melhores tenistas do mundo; a McLaren tinha o melhor carro da F1; o Manchester United era o time temido na Europa e o Atlético de Madrid vencia pela última vez um dérbi contra o Real Madrid no Vicente Calderón.

Neste domingo, os Colchoneros tiveram a chance de exorcizar, mandar este tabu diretamente para às profundezas, mas um certo Gajo – eleito melhor jogador do Mundo – resolveu aparecer para deixar o jogo tudo igual, manter a invencibilidade dos Merengues na casa do Atlético e a liderança do “Espanholzão”.

Quem também resolveu aparecer no clássico foi o digníssimo árbitro Delgado Ferreiro. Com todo perdão do trocadilho ao sobrenome do rapaz, ele ferrou o time do Atlético quando o jogo estava 1 a 0 para o Real. Diego Costa entrava na área dos blancos, quando foi derrubado por Sergio Ramos. O juizão fez vistas grossas, mandou a partida seguir e deu cartão amarelo a Arda Turan por reclamação. Fora isso, o ‘homem de preto’ deixou o pau comer solto, parecia que o UFC estava sendo realizado no campo dos colchoneros com vários cards ao mesmo tempo.

Sim, tivemos futebol e de boa qualidade. Benzema abriu o placar logo no início de jogo após cruzamento de Di  María e Filipe Luís errar em fazer a ‘linha burra’, dando condições ao francês. Koke empatou e nos acréscimos Gabi acertou um foguetaço para inflamar a torcida no Calderón.

No segundo tempo, Ancelotti mexeu e o Real foi para cima. O árbitro voltou a aparecer a não dar um pênalti legitimo a favor dos Merengues e na sequência uma falta escandalosa em Diego Costa, que poderia causar até uma expulsão de Arbeloa, mas nada foi marcado e ainda por cima, deu cartão amarelo ao hispano-brasileiro, o tirando do próximo jogo no campeonato.

Daí, a bola pune. Carvajal recuperou a redonda e cruzou para trás, Bale não dominou e CR7 deixou tudo igual. O Real lidera com 64 pontos, o Barça é o vice-líder com 63 (venceu o Almeria por 4 a 1) e no dia 23 deste mês tem Superclássico no Bernabéu que pode decidir o futuro dos dois times no campeonato. Já os Colchoneros perderam uma grande chance de voltar ao topo e de quebrar este incomodo tabu.

Campeonato Italiano
> Quem não faz, toma


Ao contrário do dérbi espanhol, onde prevaleceu o “UFC”, (mas teve futebol, reconheço), o clássico Milan x Juventus foi um jogaço na bola, onde as duas equipes foram para cima desde o início do jogo e fez de um domingo entediante de Carnaval sem futebol brasileiro, um pouco mais animado com um grande duelo.

Se for para definir em uma palavra a Juventus nos últimos anos, eu defino: EFICIÊNCIA. Sim, a Velha Senhora não fez uma apresentação digna, levou sufoco, viu a sua zaga entregar várias vezes o ouro, mas uma frase que ouço desde garoto foi a tônica da partida: “Quem não faz, toma”.

O Milan massacrou, apertou, martelou, teve bola tirada em cima da linha, um paredão chamado Buffon garantindo o “bicho” da galera, mas em duas falhas deram espaços para os bianconeros, e eles foram fatais. No final do primeiro tempo, Rami cabeceou para trás, Marchisio aproveitou e tocou para Tevez, que desviou para Lichstesteiner. O suíço cruzou para Llorente, que não perdoou: 1 a 0.

No segundo tempo, Tevez recebeu livre e acertou um pombo sem asa, não dando chance a Abiatti, encerrando de vez qualquer tipo de reação rossonera. A Juve lidera com 69 pontos, 11 a mais que a vice-líder Roma, que tem um jogo a menos.

Futebol Inglês
> Tem grito de campeão na Terra da Rainha


Temos campeão na Inglaterra. Depois de um primeiro tempo apático, o Manchester City conseguiu espantar a zebra e virou em cima do Sunderland, assim, faturando o terceiro título da Copa da Liga Inglesa. Os Citizens haviam conquistado em 1969/70 e 1975/76. Foi o primeiro título do chileno Manuel Pellegrini em dez anos na Europa.

Borini abriu o placar para o Sunderland, mas Yaya Touré, Nasri e Navas viraram para o City: 3 a 1. O Sunderland perdeu a chance de encerrar um longo tabu: desde 1973, o clube não conquista um título importante, a última vez tinha sido a Copa da Inglaterra.

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* A coluna Gringolaço analisa os principais torneios e acontecimentos do futebol europeu.


por Antonio Lemos
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