* Gol de Rodrigo Souto garante os três pontos diante do Náutico: 2 a 1 
Com um gol de Rodrigo Souto nos acréscimos da segunda etapa, o Santos venceu o Náutico por 2 a 1 no Estádio dos Aflitos, em Recife, nesta quarta-feira. O Timbu jogou o segundo tempo todo com um a menos e os visitantes aproveitaram a vantagem numérica para conseguir o placar.
Com o resultado, o Peixe recupera-se da derrota em casa para o Flamengo por 2 a 1, no último domingo. A equipe agora soma 20 pontos e ocupa, momentaneamente, a 9ª colocação na tabela. Já o Náutico passará mais uma rodada segurando a lanterna da competição. O Timbu já acumula 12 partidas sem vitória e ao fim da jornada pode ficar a seis pontos do primeiro clube fora da zona de rebaixamento.
Domínio do Santos, mas nada de golsO Santos dominou toda a primeira etapa. Trocando passes no meio, o Peixe envolveu o Timbu e começou a criar chances de gol desde os primeiros segundos de jogo. No entanto, não conseguiu vazar o goleiro Gledson, que salvou a equipe da casa com defesas muito importantes, no chute de Fabão, aos 5, em uma bola desviada de pé esquerdo por Paulo Henrique, aos 6, e após a tabela entre Madson e Kléber Pereira. O artilheiro tentou tirar a bola do goleiro, que acabou salvando com a perna, aos 25.
O Náutico errava passes demais nas saídas de bola e acabava encurralado. O time da casa tentou chegar em bolas esticadas, mas a defesa santista, salvo uma furada digna de várzea de Fabão, não passou sustos. O Peixe, porém, foi perdendo o ímpeto. O gramado, muito alto e pesado, desgastou demais a equipe que buscou mais o jogo.
As coisas começaram a ficar melhores para o Santos quando o zagueiro Gladstone, aos 45 minutos, cometeu em Pará, fora do lance de jogo e, como já tinha o amarelo, acabou expulso.
Souto decide o jogoCom um jogador a mais, o Santos voltou do intervalo com Felipe Azevedo, um meia mais avançado, no lugar de Paulo Henrique, apagado na primeira etapa. Em seguida, Neymar entrou no lugar de Robson. O Peixe passou a pressionar muito o Timbu, mas seguia errando o alvo. Aos 18, Kléber Pereira livrou-se do zagueiro e, na entrada da pequena área, chutou de bico e mandou por cima.
A chance perdida por seu artilheiro não desanimou o Peixe. O time seguia se lançando ao ataque - e até dando algum espaço para o Náutico contra-atacar, mas sem muito sucesso. Aos 22, o Alvinegro Praiano acabou premiado pela pressão. Madson entrou pela esquerda e cruzou à meia altura para Neymar mergulhar e fazer de cabeça.
Com a desvantagem no placar, o técnico Geninho resolveu ir para o tudo ou nada. Tirou o volante Dudu Araxá e colocou o atacante Acosta. Ignorando os berros do técnico Vanderlei Luxemburgo, que da beira do campo pedia para o time tocar a bola e deixar o tiem passar, o Peixe passo a perder demais a bola no meio-de-campo, dando chances para o Náutico chegar. E o Timbu chegou de vez aos 32. Gilmar foi lançado na área. A zaga santista parou pedindo impedimento, mas Pará dava condição. O atacante dominou e acabou derrubado por Felipe. Pênalti que o próprio Felipe bateu com estilo e empatou.
O ritmo do jogo se tornou alucinante. Os times, escancarados, passaram a se atacar perigosamente. Aos 35, Kléber Pereira perdeu outra grande chance. Neymar cruzou em sua cabeça. Dentro da pequena área, o camisa 9 conseguiu errar o alvo.
A pressão santista tornou-se ainda mais intensa. A bola para a área do Náutico por todos os lados, mas a zaga pernambucana conseguia levar a melhor sobre os atacantes alvinegros. Até que, aos 47, em cobrança de escanteio de Neymar, Rodrigo Souto disputou com Asprilla e garantiu a suada vitória.
Ficha do jogoNÁUTICO 1 X 2 SANTOSEstádio: Aflitos, Recife (PE)
Data/hora: 29/7/2009 - 19h30 (de Brasília)
Árbitro: Jailson Macedo Freitas (BA)
Auxiliares: Alexandre de Rocha Matos (BA) e Belmiro da Silva (BA).
Renda/público: R$ 40.610,00/ 13.511 pagantes
Cartões amarelos: Carlinhos Bala (NAU); Germano, Rodrigo Souto, Felipe Azevedo, Luizinho e Felipe (SAN)
Cartão vermelho: Gladstone, 45'/1ºT (NAU);
GOLS: Neymar, 22'/2ºT (0-1); Gilmar, 31'/2ºT (1-1) e Rodrigo Souto, 47'/2ºT (1-2)
NÁUTICO: Glédson; Nilson, Gladstone e Vagner; Galiardo, Johnny (Dudu Araxá, 27'/1ºT e depois Acosta, 26'/2ºT), Derley, Aílton (Asprilla, intervalo) e Anderson Santana; Carlinhos Bala e Gilmar.
Técnico: Geninho.
SANTOS: Felipe; Pará, Fabão, Eli Sabiá, Léo (Luizinho, 15'/2ºT); Rodrigo Souto, Germano, Robson (Neymar, 12'/2ºT), Paulo Henrique (Felipe Azevedo, intervalo) e Madson; Kléber Pereira.
Técnico: Vanderlei Luxemburgo.
Comentário da RedaçãoPouco a comemorarO Santos foi lutador, guerreiro e, no fim do jogo, achou o gol da vitória diante do Náutico. Três pontos muito importantes. E nada mais a se exaltar e muito a ser corrigido.
Para começar, um time que faz 1 a 0, fora de casa, contra o lanterna do campeonato, e ainda com um jogador a mais, não pode vacilar da forma que fez o Peixe. O time cedeu mais uma vez o empate de forma bisonha. E olha o Náutico fez uma força danada para não fazer gol nenhum, mas a vontade da defesa santista de levar bola nas redes é sempre maior.
No ataque, um show de finalizações erradas. Kléber Pereira voltou da mesma forma que estava quando se lesionou: perdendo muitos gols. Somente a genialidade do menino Neymar, que mais uma vez entrou bem no jogo, conseguiu fazer a diferença em um jogo tão fácil para o Santos. Parece que quanto mais fácil, mais o Peixe complica.
Luxemburgo precisa urgentemente calibrar os pés dos santistas, além de resolver de vez os problemas defensivos e definir, de uma vez por todas, o esquema tático. Toda rodada o time muda.
O que não muda são as semelhanças entre os jogos. Coincidência ou não, em três jogos de Luxa nessa volta ao Santos, foram marcados três gols entre 20 e 30 minutos do segundo tempo, todos anotados por reservas. O gol de Souto foi o primeiro a fugir dessa rotina.
Ganhar do Náutico, nas condições citadas no primeiro parágrafo, não foi mais do que a obrigação. Sendo um pouco menos ranzinza, a vitória veio em boa hora, já que o time terá uma semana de descanso.
Conceitos -
SANTOSFelipe - PÉSSIMO: Participou apenas uma vez do jogo, fazendo um pênalti lamentável.
Pará - REGULAR: Não dá para confiar muito nele. Melhorou jogando na esquerda, mas nada que mereça elogios.
Fabão - REGULAR: Estava bem atrapalhado na retaguarda. Ainda assustou em chutes de longe.
Eli Sabiá - BOM: Para uma estreia, até que foi bem. Tem que corrigir seus defeitos de posicionamento.
Léo - REGULAR: O Léo é idolatrado pela torcida santista, mas sejamos francos: parece que o lateral começa a arrastar a língua com 20 minutos de jogo.
(Luizinho) - REGULAR: Seu esforço é comovente, mas é incrível a capacidade do Luizinho em irritar o espectador.
Rodrigo Souto - ÓTIMO: Além de fechar as portas no meio-campo, ainda foi ao ataque e deu a vitória ao Santos.
Germano - BOM: Se esforçou muito. Errrou alguns passes bobos, mas valeu pela correria.
Robson - REGULAR: Ciscou demais.
(Neymar) - ÓTIMO: Entrou e mudou a cara do jogo mais uma vez. Marcou um gol e deu assistência para outro. É até normal que ele passe por um período de oscilação, mas é evidente que o moleque é diferenciado. Merece nova chance como titular.
Paulo Henrique - PÉSSIMO: Estava no mundo da lua. Sofreu desarmes ridículos.
(Felipe Azevedo) - PÉSSIMO: Prende demais a bola, é muito atrapalhado.
Madson - BOM: Foi discreto na primeira etapa, mas ajudou muito no segundo tempo. Corre os 90 minutos inteiros.
Kléber Pereira - PÉSSIMO: Perdeu novamente uma infinidade de gols. Ruim com ele, pior sem ele.
Téc: Vanderlei Luxemburgo -REGULAR: Passou da hora de definir um esquema tático para esse time. Ficar mudando todo jogo confunde todo mundo. Luxa terá uma semana para trabalhar nisso e calibrar o pé do ataque santista.
NÁUTICOPara não dizer que o Náutico não teve nada a ser destacado, cito aqui o Gilmar, que está longe de ser um bom jogador, mas hoje foi esforçado, cavou pênalti e ainda converteu. O goleiro Glédson também fez boas defesas, muito mais pela falta de pontaria do Santos, entretanto. A defesa do Timbu é muito pesada, o meio-campo não marca ninguém e o ataque é bem desorganizado... Geninho entrou em uma fria.
Direto da Redação

Redator: Ricardo Pilat
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