
O garoto Paulo Henrique brilhou e abriu 2 a 0 no primeiro tempo. Madson também marcou o seu, e Renato fez o gol de honra. Na próxima rodada, o Santos enfrenta o Santo André, fora de casa, às 21h de quinta-feira. O Corinthians volta a entrar em campo na quarta-feira, pela semifinal da Copa do Brasil, para enfrentar o Vasco, no Pacaembu. Às 18h30m de sábado, o adversário será o Coritiba, dessa vez pelo Brasileiro, no mesmo estádio.
Paulo Henrique brilha e faz dois gols
O Santos começou o jogo com pressa, tentando resolver a partida de qualquer jeito. Com isso, os erros de passe se tornaram inevitáveis. Foi como se o Peixe tivesse entrado em campo precisando se recuperar da derrota na final do Paulista. E o Corinthians se aproveitou disso. Como aconteceu na decisão estadual, a equipe do Parque São Jorge achou espaços para atacar - e quase abriu o placar aos 13 minutos, quando Morais recebeu passe de Souza pela direita e mandou uma bomba de pé direito. Fábio Costa espalmou.
O Corinthians, com um time totalmente reserva, não teve aquele que fez a diferença no Paulistão, Ronaldo. Com isso, aos poucos o Peixe foi se tranquilizando. Colocou a bola no chão e pôs em prática o seu jogo, que é rápido mas não apressado. Foi assim que os gols começaram a sair.
Aos 16, Luizinho recebeu ótimo passe de Rodrigo Souto e cruzou rasteiro para Paulo Henrique, que desviou de primeira, de pé esquerdo. Júlio César tentou defender, mas a bola atravessou a linha: 1 a 0 para os donos da casa. A torcida santista se animou e passou a jogar junto com o time, que se empolgou e ampliou o seu domínio.
Aos 30 minutos, mais um gol. Lulinha perdeu a bola no meio-de-campo para Madson. O baixinho rolou para Paulo Henrique, que, imediatamente, lançou Kléber Pereira. O artilheiro recebeu na entrada da área e chutou forte. Júlio César espalmou e, no rebote, o próprio Paulo empurrou de pé direito para a rede.
Em desvantagem, o Timão se desorientou e cometeu erros de posicionamento. Passou a falhar em passes fáceis e na marcação. Por ter perdido a bola no lance que originou o segundo gol santista, Lulinha levou uma enorme bronca de Mano Menezes e foi se esconder na lateral esquerda.
Timão ameaça, mas perde Lulinha. Peixe amplia
O Corinthians voltou melhor no segundo tempo. Mano Menezes trocou Jucilei, que não conseguiu sair para o jogo, pelo meia Marcinho. A mudança adiantou a equipe corintiana, que diminuiu a diferença no placar logo aos cinco minutos. Marcinho virou o jogo para Morais, que chutou cruzado. Fábio Costa espalmou, e a bola sobrou para o zagueiro Renato estufar a rede.
Quando o Timão ameaçava empatar a partida, Lulinha, aos 20 minutos, deu uma entrada dura em Léo, por trás, e foi expulso. O Peixe passou a rondar mais a área adversária e a cruzar bolas com perigo. Faltava, porém, alguém para empurrar para o gol. Kléber Pereira, aos 28, teve uma grande chance para ampliar, quando entrou sozinho de frente para Júlio César, mas chutou em cima do goleiro.
O Peixe seguia desperdiçando chances, e o Corinthians, acuado, tentava encaixar algum contra-ataque, mas pecava no útlimo passe. Morais teve espaço para arrancadas, mas não conseguiu dar sequência às jogadas.
Aos 44, de tanto apertar, o Peixe ampliou o placar. Germano chutou cruzado da esquerda, Júlio César desviou, e Madson, livre na pequena área, empurrou para o gol. O curioso é que Bruno, que estava fora do campo, voltava e parou em cima da linha de fundo, pedindo impedimento inexistente.
Ficha técnica
SANTOS 3 x 1 CORINTHIANS | |
Fábio Costa, Luizinho (Pará), Fabão, Fabiano Eller e Pará; Roberto Brum, Rodrigo Souto, Paulo Henrique e Molina (Neymar); Madson e Kléber Pereira. | Júlio César, Diogo, Jean, Renato e Wellington Saci (Bruno); Moradei (Jadson), Jucilei (Marcinho), Boquita e Morais; Lulinha e Souza. |
Técnico: Vagner Mancini. | Técnico: Mano Menezes. |
Gols: Paulo Henrique, aos 16 e 30 minutos do primeirio tempo; Renato, aos cinco, e Madson, aos 44 minutos do segundo tempo | |
Cartões amarelos: Fabiano Eller (Santos), Souza, Jean, Boquita, Renato (Corinthians). Cartão vermelho: Lulinha (Corinthians). | |
Estádio: Vila Belmiro, em Santos. Data: 31/05/2009. Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS). Auxiliares: Carlos Augusto Nogueira Júnior (SP) e Nilson de Souza Monção (SP). Público e renda: 10.666 pagantes / R$ 245.040 |
Fonte: Globo.com
Foto: Gazeta Press
Visão santista > Feita a obrigação
por Ricardo Pilat - ricardo.pilat@yahoo.com.br
Vencer os reservas do Corinthians não foi uma das mais difíceis tarefas santistas. Aliás, era obrigação derrotar o rival. O placar ficou até abaixo do que foi o jogo. O Santos praticamente não correu riscos. Pelo contrário, criou muito perigo e perdeu diversas chances, como costuma fazer.
Entretanto, a vitória não serve muito como parâmetro para nada e vale mais pelos três pontos que colocam o time no terceiro lugar do Brasileirão, com oito pontos ganhos. Em um momento de decisões nos principais campeonatos deste semestre, com os times focados nesses jogos, o Santos pode se aproveitar e ganhar um fôlego para manter-se entre os primeiros colocados.
O adversário não ofereceu resistência a não ser na base das pancadas. O tal do Vuaden, que tem muito marketing e pouca qualidade, se perdeu em certo momento, tamanho era o volume de faltas corintianas. Ao invés de expulsar o Jean, por entrada criminosa em Madson que só lhe rendeu amarelo, expulsou Lulinha, que mal encostou em Léo. No fim das contas, o homem do apito fez certo por linhas tortas.
Conceitos - SANTOS
Fabio Costa - REGULAR: Soltou uma bola defensável.
Luizinho - PÉSSIMO: Incrível a sua capacidade de irritar todo mundo.
(Pará) - REGULAR: Mal pegou na bola, mas só por não fazer as trapalhadas do Luizinho ele já merece um conceito melhor.
Fabão - ÓTIMO: O melhor em campo. Não perdeu uma dividida.
Fabiano Eller: - BOM: Esteve seguro. Só não ganha conceito melhor porque fez várias vezes uma coisa que eu detesto: recuar a bola para o goleiro.
Léo - BOM: Mostrou-se mais uma vez importante para o time, até mais defensivamente do que na parte ofensiva.
Roberto Brum - BOM: Subiu pouco e ajudou bastante na zaga.
Rodrigo Souto - BOM: Mais discreto que nas últimas partidas, deu equilíbrio na saída de bola.
Madson - REGULAR: Apesar do gol, não repetiu as boas atuações desta temporada.
Paulo Henrique - ÓTIMO: Show de técnica e habilidade. Deu o toque de qualidade no meio-campo e ainda marcou dois gols.
Molina - PÉSSIMO: Quase não tocou na bola. Foi figura apagadíssima.
(Neymar) - REGULAR: Ciscou um pouco pra lá e um pouco pra cá... nada produziu.
Kléber Pereira - REGULAR: Perdeu mais algumas chances de gols. Já virou rotina.
Téc: Vágner Mancini - BOM: Manteve a base do time que venceu o Fluminense e encontrou o equilíbrio para não correr riscos diante do fraco rival de hoje. Mais importante do que vencer o time C do Corinthians, é subir na tabela logo no começo do Brasileirão.
Visão corintiana > Não fez feio
por Pedro Silas - pedro_sccp@yahoo.com.br
Como já havia sido avisado pelo Mano Menezes, o Corinthians foi a campo com o time todo reserva. O próprio técnico corintiano declarou que ficaria surpreso se os reservas do Timão conquistassem uma vitória sobre o Santos na Vila Belmiro.
Não venceu. Mas também não fez feio. Quando ainda estava 0 a 0, Morais teve uma grande chance de abrir o placar. Claro que é fácil falar, mas pra mim um gol naquele momento poderia mudar um pouco a história do jogo. O Peixe foi para o intervalo vencendo por 2 a 0 e no começo do segundo tempo deu a impressão que ampliaria o placar.
Mas quem marcou foi o Timão, com o zagueiro Renato pegando rebote. E quem sabe não empataria, se o árbitro não tivesse dado cartão vermelho direto para Lulinha, em um lance que nem falta foi pra mim. Não que o meia corintiano faça a diferença, muito pelo contrário, mas o Mano teria a opção de substituí-lo, Jogar com o time reserva e ainda com um a menos fica difícil.
Os donos da casa cresceram e foram pra cima. Júlio César brilhou, fazendo boas defesas. Os corintianos tinham esperanças nos rápidos contra-ataques puxados por Morais. Mas nada deu, e aos 44 minutos, Madson concretizou a vitória, numa vacilida do estreante Bruno Bertucci, que ficou na linha de fundo e deu condições ao santista.
Conceitos - Corinthians
Júlio César - BOM: Fez boas defesas e salvou o Timão de não tomar mais gols. Mas precisa tentar encaixar algumas bolas e evitar rebatê-las para o meio da área.
Diogo - PÉSSIMO: Afobado, nervoso. Não marcou bem, não apoiou. Inútil nesse jogo.
Jean - REGULAR: Até que não foi mal. Mas a entrada que deu no Madson foi ridícula.
Renato - BOM: Parece ser bom zagueiro. Passou segurança. Coroou a boa atuação com o gol.
Wellington Saci - PÉSSIMO: Sempre querendo fazer graça, perdeu a bola várias vezes e deixou um espaço imenso pelo seu lado. Tem se mostrado fraco como lateral-esquerdo. Preocupante isso, já que ele será o titular na quarta-feira.
(Bruno Bertucci) - REGULAR: Mal pegou na bola. Mas fez uma bobagem imensa no gol do Santos, ao ficar na linha de fundo e deixar o Madson em condição legal para marcar o gol.
Moradei - BOM: Fez sua parte na marcação e não foi mal na saída de bola.
(Jadson) - SEM CONCEITO: Pouco tempo em campo.
Jucilei - PÉSSIMO: Abusou demais das jogadas individuais e errou muitos passes.
(Marcinho) - REGULAR: Fez uma boa jogada no gol do Renato e só.
Boquita - PÉSSIMO: Não consegue aparecer nem quando joga entre os reservas. Incrível.
Morais - BOM: Às vezes segura demais a bola, tenta resolver sozinho, mas fez uma boa partida e conseguiu se destacar entre os reservas.
Lulinha - PÉSSIMO: Muito fraco. Não dá mais. Demorou para a diretoria negocia-lo.
Souza - BOM: Sozinho no ataque, se virou como pôde e teve mais uma boa atuação.
Téc: Mano Menezes - REGULAR: Não dá para criticá-lo por escalar o time reserva. Ele deve saber o que está fazendo, até porque, o time titular poderia perder do mesmo jeito e se desgastar no jogo. Mas não deu para entender a não entrada do Otacílio Neto. Talvez o atacante será negociado, e não pode fazer as seis partidas do brasileiro. Mas então por que o levou para o banco? Estranho.
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